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Leitores atentos observam a surpreendente semelhança entre parte do simbolismo e da linguagem do Apocalipse e passagens de Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel. Fica claro que João, sob inspiração divina, usou muito da linguagem dos profetas antigos, a fim de apresentar as experiências da igreja numa terminologia familiar e significativa ao leitor do AT. A opressão causada pela Babilônia histórica e sua subsequente desolação ofereceram a João uma descrição vívida da opressão do povo remanescente de Deus pela Babilônia espiritual e da final desolação da mesma. O simbolismo e a linguagem do Apocalipse se tornam mais claros e significativos quando estudados à luz do que os profetas antigos escreveram com respeito aos acontecimentos de seus dias. Vários aspectos do castigo de Babilônia histórica ajudam a entender o castigo da Babilônia espiritual. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4. p. 284, 285. [Ver quadro comparativo entre Isaias 47 e Apocalipse 16 a 19 nesta referência, à p. 285.]
1 Virgem filha. Babilônia era prostituta (cf. Ap 17:1, 5). As prostitutas ligadas aos antigos templos orientais eram chamadas de “virgens santas”, mas não eram nem virgens nem santas. Babilônia se jactava de sua religião, que aparentemente tinha glória e beleza, mas na verdade era abominação. O profeta desmascara a “virgem filha” e revela sua vergonha. em vez de se sentar num trono, ela assumiria seu lugar, no pós da terra, símbolo de luto e desolação (cf. Is 3:26; comparar com Ap 17:4). CBASD, vol. 4. p. 284.
2 Mói a farinha. Tarefa braçal realizada pelas mulheres [em especial, as escravas]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Babilônia se considerava uma senhora (Is 47:7; cf. Ap 18:7), mas se tornaria uma escrava (cf. Êx 11:5;Jó 31:10). Seria privada dos ornamentos e das roupas finas com que se enfeitava, e todos veriam a figura de uma escrava, deformada por anos de trabalho pesado. CBASD, vol. 4. p. 285.
Desnuda a perna. Literalmente, “tira a saia”. Assim as imagens assírias retratam as mulheres cativas. CBASD, vol. 4. p. 285. [Nota: Não necessariamente retratando as escravas babilônicas. Esta arte da época, imagens em artefatos e inscrições assírias, retratava o tratamento dado às escravas naquela época. Possivelmente escravas do próprio império assírio, feitas muito antes da queda de Babilônia, frente aos persas. na época da queda de Babilônia, a Assíria já não existia como nação dominante do Oriente.]
Atravessa. O quadro é de um grupo de escravas tristes, despojadas de suas vestes, de pés descalços e nuas atravessando um riacho a caminho da terra do cativeiro. CBASD, vol. 4. p. 285.
5 Assenta-te calada. Em vez de alegria e regozijo, haveria silêncio de desolação e morte (ver Jr 50:12, 13, 39; 51:26, 29, 43, 62). CBASD, vol. 4. p. 286
rainha dos reinos. Babilônia era cidade belíssima (ver 13.19 e nota). Bíblia de Estudo NVI Vida.
6 Muito me agastei. Deus permitiu que Babilônia punisse o povo ímpio de Judá (ver Jr 5:15; Hb 1:6), mas não sancionou as crueldades que Babilônia lhe infligiu. Por causa da crueldade e voracidade, Deus destruiria Babilônia, a destruidora (Jr 50:10, 11; 51:25). Deus lidou com a Assíria d forma semelhante (Is 10:5-15). CBASD, vol. 4. p. 286.
profanei a minha herança. Deus permitiu a invasão de Samaria e de Jerusalém. Bíblia Shedd.
7 Eu serei senhora para sempre! Com jactanciosa confiança, Babilônia pensava que seria sempre a principal cidade e senhora do mundo. Da mesma forma, Roma se considerava a “cidade eterna”. Nos últimos dias, a Babilônia espiritual também se considerará uma rainha destinada a jamais prantear (Ap 18:7). CBASD, vol. 4. p. 286.
Nem te lembraste do teu fim. Em sua prosperidade e glória, Babilônia não ponderou o resultado de sua conduta ímpia e de sua arrogância. Felizes os que se lembram de que “aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6:7), e que os caminhos do mal são sempre “caminhos de morte” (Pv 14:12). CBASD, vol. 4. p. 286.
8 Além de mim não há outra. Só Deus pode afirmar isso (Dt 4:35, 39; Is 44:8; 45:5), mas Babilônia logo declarou isso de si mesma. Nínive também havia se vangloriado de forma semelhante (Sf 2:15). CBASD, vol. 4. p. 286.
Não ficarei viúva. Comparar com Ap 18:7. CBASD, vol. 4. p. 286.
Tuas feitiçarias. O misticismo de Babilônia não a salvaria da destruição. Na última noite da história de Babilônia, os astrólogos e videntes chamados diante de Belsazar foram incapazes até de ler a escrita na parede, sem falar na incapacidade de salvar a cidade de sua sorte (Dn 5:7, 26-31). É por meio da feitiçaria que a Babilônia espiritual consegue enganar e desviar as nações da terra (Ap 18:23). Pela prática do ocultismo, os feiticeiros babilônicos professavam ter contato com os deuses. Contudo, quando suas declarações foram postas à prova puderam apenas admitir vergonhosamente que não possuíam tal poder. CBASD, vol. 4. p. 286.
11 Por encantamentos não saberás conjurar. Deus predisse a queda de Babilônia um século e meio antes, de fato antes de surgir o império neobabilônico. Mesmo assim, todos os sábios da Babilônia ficaram surpresos quando essa hora chegou (Dn 5:4-9; cf Mt 24:39). Os feiticeiro não tinham encantamentos contra o decretos dos céus e o poder de Ciro. CBASD, vol. 4. p. 286.
12 Tirar proveito. As palavras de Isaías tinham um tom irônico. Como sabia que Babilônia recorreria à feitiçaria a despeito de qualquer advertência, Isaías propôs, com evidente ironia, que continuasse com sua tolice. CBASD, vol. 4. p. 286.
13 Os que dissecam os céus. Literalmente, “os que dividem os céus”. A astrologia … era forte na antiga Babilônia. Estudava-se o céu com atenção bem como sinais de eventos futuros. Mas de nada valeriam os esforços dos astrólogos babilônios. CBASD, vol. 4. p. 286, 287.
Os que em cada luz nova te predizem. Literalmente, “os que fazem saber [o tempo das] luas novas”, um campo da antiga ciência da astronomia. CBASD, vol. 4. p. 287.
14 Aqui não existem brasas para aquecer ninguém. Referência sutil à lenha, material do qual os pagãos às vezes faziam ídolos (ver 44.15). Bíblia de Estudo NVI Vida.
15 Aqueles com quem negociaste. Babilônia era “terra de comerciantes” e “cidade de mercadores” (Ez 17:4). A Babilônia espiritual também está intimamente ligada aos “mercadores da terra” (Ap 18:11-19). O grande interesse da Babilônia antiga estava em coisas materiais e em ganho financeiro. O uso ilegítimo de bênçãos materiais sempre prova ser uma maldição para aqueles que as acumulam (ver Dt 8:10-18; Os 2:5-9; Lc 12:13-21; ver p. 19-20). CBASD, vol. 4. p. 287.
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ISAÍAS 47 – Ao ler e estudar com atenção este texto, pode-se extrair um memorandum para ser enviado a cada nação que se enveredou pelo caminho da antiga Babilônia. Algo assim:
Cara nação _:
Isaías 47 contém uma mensagem profética, uma advertência ecoando através dos séculos. Ele fala de uma cidade orgulhosa, Babilônia, que confiava na própria força, sabedoria e poder. Contudo, foi confrontada com a ira divina devido à sua arrogância e exploração do povo.
Assim como a Babilônia no passado, é importante que as nações atuais reflitam sobre suas ações e atitudes. A mensagem ressoa com a advertência de que a confiança em forças humanas e o abuso de poder levarão à queda. Não há escapatória quando a justiça divina se manifesta.
Nenhuma nação, por mais poderosa, é imune à responsabilidade; e, a confiança em sua própria grandeza é ilusória. A busca desenfreada por poder, a exploração dos fracos e a negligência em relação à justiça e misericórdia têm suas consequências inevitáveis. A história da Babilônia serve como aviso solene a toda nação que confia em sua grandiosidade e poder. A queda da soberana dos reinos é uma lição contundente sobre a fragilidade da confiança na política, nas riquezas, na magia e no orgulho. Nenhuma nação está acima da possibilidade de colapso, e a prepotência é uma estrada que leva à destruição.
Portanto, que estas palavras sirvam como um lembrete humilde a todas as nações: O poder verdadeiro reside na justiça, na compaixão e na equidade. Que a busca por grandeza seja acompanhada pela responsabilidade, cuidado dos vulneráveis e uma atenção constante aos princípios éticos.
Que o orgulho e a arrogância sejam substituídos pela humildade e sabedoria, para que todas as nações possam construir um futuro baseado na justiça, paz e cooperação mútua.
Que essas palavras ressoem como um chamado à reflexão e ação, guiando todas as nações para um caminho de equidade e compaixão, de responsabilidade ética e comprometida com os princípios da vida. Que a sabedoria guie as decisões dos grandes poderes de cada nação e que a compreensão dessa mensagem prevaleça sobre a arrogância pautada sobre a ignorância!
Atenciosamente,
A voz da advertência e esperança.
Se esta “carta” chegasse a cada nação e fosse atendida, viveríamos um reavivamento mundial! Compartilhe-a! – Heber Toth Armí.
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715 palavras
1 Bel se encurva. Em Isaías 40:19, 20; 41:23, 24; 44:9-20; 45:16, o profeta enfatiza a tolice de se adorar ídolos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 282.
Bel era um dos principais deuses dos babilônios. Bel, assim como Baal, significa “senhor”, e era também o título aplicado ao principal deus deles, Marduk (Jer. 50:2 ), e a seu filho Nebo, o deus do conhecimento e da literatura. Os babilônios costumavam peregrinar até à cidade de Bel, no início de cada ano, levando as imagens em carroças puxadas por animais (v. 1). Mas esses deuses e todo esse esforço não conseguiriam evitar a queda de Babilônia. Pr Ron M E Clouzet, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/04/11/.
O nome Bel ocorre nos nomes de Beltessazar (Dn 1:7) e Belsazar (Dn 5:1). CBASD, vol. 4, p. 282.
Nebo. Ou, Nabu, o deus babilônico do conhecimento e da literatura. Seu centro de adoração era em Borsipa, próximo a Babilônia. Depois de Marduque, este era o mais importante dos deuses, e era considerado seu filho. Nebo honrava seu pai com uma visita anual a Babilônia, durante a celebração do Ano Novo. Em retribuição, Marduque acompanhava Nebo em parte do caminho de volta para Borsipa. O nome Nebo faz parte dos nomes de Nabucodonosor (ver com. de Dn 1:1) e Nabopolassar. CBASD, vol. 4, p. 282.
2. Entram em cativeiro. A história revela que quando o rei assírio Senaqueribe destruiu Babilônia cerca de um século antes, levou o ídolo Marduk como despojo de guerra. Deus estava dizendo através de Isaías que o mesmo que acontecera no passado aconteceria de novo com os deuses de babilônia: “eles mesmos vão para o cativeiro” (v. 2b NVI). Pr Ron M E Clouzet, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/04/11/.
Sobre os animais. Nas viagens mencionadas, Bel e Nebo eram levados por homens ou nos lombos de animais. Em contraste, o Deus de Israel tinha levado e libertado Seu povo (v. 3). Enquanto Bel e Nebo precisavam da ajuda de seus devotos, o verdadeiro Deus ajudava aqueles que O adoravam. CBASD, vol. 4, p. 282.
4 Até à vossa velhice. O Senhor jamais deixaria de cuidar dos Seus. Enquanto houvesse vida, Ele os protegeria como pais amorosos protegem seus filhos. CBASD, vol. 4, p. 282.
Você já ouviu falar do Poema das Pegadas? Certamente já. “Uma noite eu sonhei que estava andando na praia com o Senhor…” Às vezes, o autor (quem quer que seja), ao olhar para trás, só podia discernir um par de pegadas na areia, e isso o incomodava, porque ele imaginava que o Senhor o tinha deixado a andar sozinho durante o período mais difícil de sua vida. Finalmente, o Senhor lhe sussurrou: “Quando você viu apenas um par de pegadas, foram os momentos em que Eu te carreguei no colo.” Pr Ron M E Clouzet, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/04/11/.
7 Nenhuma resposta. Quando a madeira ou o ouro assume forma de um ídolo, ela continua sendo um material inanimado, incapaz de ouvir o clamor de uma alma. Nas horas de desespero, o ser humano procura um deus que possa ouvir o clamor de seu coração e que possa suprir sua necessidade (ver Sl 107:9). Ídolos deixam apenas um doloroso vazio na alma de que os adora. CBASD, vol. 4, p. 283.
8-11 Quando somos tentados a seguir atrás de qualquer coisa que nos promete prazer, conforto, paz ou segurança à parte de Deus, devemos lembrar do compromisso que fizemos com Deus. Life Application Study Bible Kingsway.
8 Lembrai-vos disto. Deus advertiu Israel dos males da transgressão …, contudo, não foi ouvido … Isaías reitera essa mensagem … , na esperança de salvar a nação da tragédia. CBASD, vol. 4, p. 283.
O Meu conselho permanecerá de pé. Deus tem um propósito para o mundo, e esse propósito prevalecerá. CBASD, vol. 4, p. 283.
11 A ave de rapina desde o Oriente. Esta expressão representa Ciro … . Ciro foi um “pastor” para o rebanho disperso de Israel, mas uma ave de rapina para Babilônia, a inimiga do povo de Deus. CBASD, vol. 4, p. 283.
12 Vós, os que sois de obstinado coração. O professo povo de Deus se mostrou teimoso e voluntarioso. Não ouvia a Deus nem à razão. a teimosia é o arqui-inimigo da justiça, ao passo que a mansidão leva à bondade (ver com. de Mt 5:5). CBASD, vol. 4, p. 283.
13 Faço chegar a Minha justiça. Isto é, Deus libertaria Seu povo de Babilônia, por meio de Ciro (Is 45:3). A libertação do cativeiro babilônico é um símbolo da grandiosa libertação dos grilhões do pecado por meio de Criso. CBASD, vol. 4, p. 283.
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ISAÍAS 46 – Grandes reflexões podem ser extraídas deste texto inspirado. Leia-o com atenção e oração; depois, considere este comentário:
• Idolatria é pecado? Por quê? Porque aqueles que adoram ídolos estão, na verdade, adorando obras de mãos humanas. Embora a idolatria pagã foi banida da nossa cultura, todas as vezes que elevamos a religião e a salvação à obras de nossas mãos, caímos nos mesmos pecados de idolatria.
• O que faz os idólatras serem tão ofensivos a Deus? A adoração deles é pervertida, movida à egoísmo, orgulho e vaidade, promove o “eu/ego” para destronar a Deus. Idólatras modernos fazem de sua opinião mais que convicção, idolatram suas ideias a ponto de desprezar informações devidamente sérias e verdadeiras.
Trocar o verdadeiro Deus por um falso Deus é tão terrível quanto praticar a religião falsa acreditando ser ela verdadeira. Em Isaías 46, Deus desafia rebeldes, adorares falsos e religiosos pervertidos a agirem como seres racionais, apelando àqueles que querem crer – buscando salvar a todos. Ele almeja salvar todo incrédulo, ateu e idólatra.
Deus revela-Se como o único Deus verdadeiramente poderoso, as imagens esculpidas veneradas como deuses não protegem nem sustentam a si mesmas – como protegerá àqueles adoradores que as defendem?
Diante disso, Isaías 46 destaca a diferença entre os deuses falsos e o Deus verdadeiro; somente o Deus todo poderoso e vivo nos conhece, pode cuidar-nos e tem capacidade de fazer até o impossível para salvar-nos!
Hoje, muitos não fabricam um deus de metal precioso, mas os bens materiais ocupam o mesmo lugar no coração que aqueles deuses de materiais preciosos do passado. E, preferir tais filosofias de vida revela rebeldia e dureza de coração diante do Autor da vida. Contudo, Deus está disposto a tudo e inteiramente disponível para mudar nossa vida e oferecer a verdadeira solução que tanto precisamos: A salvação!
Enquanto obras humanas são limitadas, falhas e instáveis, o Deus onipotente controla o futuro, protege e guia não apenas uma nação, mas inclusive o Universo inteiro. É um absurdo renunciar Sua oferta de salvação!
A ignorância religiosa e o analfabetismo da fé só podem ser curados com assídua leitura das Sagradas Escrituras. Do contrário, toda religião será pautada pela imaginação humana em vez de orientada pela revelação divina!
Então, reavivemo-nos na Palavra de Deus! – Heber Toth Armí.
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780 palavras
1 Ao Seu ungido, a Ciro. A mensagem de Isaias 44 continua no cap. 45 sem interrupção (ver 44:28). … Escritores antigos falam de Ciro como um homem de nobreza singular e carater reto. CBASD – Comentario Biblico Adventista do Setimo Dia, vol. 4, p. 278.
As portas. Herodoto, historiador grego, relata que na noite em que Ciro conquistou Babilonia, as portas da cidade ao longo do Eufrates nao estavam fechadas. Um banquete estava sendo realizado, e permitiu-se que o povo cruzasse o rio livremente. CBASD, vol. 4, p. 278.
3 Os tesouros. Ciro se apoderou de enormes tesouros quando tomou Sardes, na Asia Menor , capital de Creso, o riquíssimo rei da Lidia. O mesmo aconteceu quando conquistou Babilonia. CBASD, vol. 4, p. 279.
4 Por amor do Meu servo Jacó. Era a vontade de Deus que os judeus voltassem à sua terra apos 70 anos, mas e evidente que Babilonia nao estava disposta a liberta-los. Portanto, Deus suscitou os persas e fez de Ciro Seu instrumento para libertar os judeus. CBASD, vol. 4, p. 279.
6 Para que se saiba. Por meio da influencia de Ciro, pessoas de todas as nacionalidades ouviriam falar do Senhor, que o tinha designado. CBASD, vol. 4, p. 279.
7 Eu … crio o mal. Deus é o autor da “luz” e da “paz”. Ele permite o “mal”, tanto moral como material, para que a humanidade e os anjos testemunhem o resultado de se desviar dos principios eternos da justiça (ver com. de Dn 4:17). Na Biblia, com frequencia representa-se a Deus como causador daquilo que Ele nao impede (ver com. de 2Cr 18:18). CBASD, vol. 4, p. 279.
10 Por que geras? Ciro nao deveria se ressentir ou se rebelar contra o papel designado a ele. É interessante imaginar a reacao de Ciro a esse conselho, caso estas palavras de Isaias tenham sido lidas a ele por Daniel (ver PR, 557). CBASD, vol. 4, p. 279.
13 Suscitei a Ciro. Ate aqui (v. 1-12), Deus se dirige a Ciro de forma direta, na segunda pessoa. Nesta passagem, ao falar como Seu proprio povo sobre o plano de retorno à Judeia, Deus se refere a Ciro na terceira pessoa. CBASD, vol. 4, p. 280.
14 A riqueza [do Egito, … Etiopia, … sabeus, … serao teus]. Isto e, o produto do trabalho. … Assim como os v. 1 a 12 esbocam a vontade de Deus para Ciro, os v. 13 a 25 constituem uma declaracao do proposito divino de restabelecer os judeus em sua terra natal. CBASD, vol. 4, p. 280.
15 Deus misterioso. Embora os caminhos de Deus nao sejam sempre evidentes ao ser humano (as vezes podem parecer escondidos), ele se manifestará no devido tempo com misericordia e bencao. CBASD, vol. 4, p. 280.
17 Israel, porem, será salvo. Era proposito divino que, depois do retorno de Babilonia, Israel fosse leal a Deus, tornando possivel o cumprimento de todas as antigas promessas (ver p. 16-19). Porem, com o passar do tempo, Israel outra vez abandonou o Senhor, perdeu Sua bencao e foi substituido no plano divino pelos crentes em Cristo (ver p. 21-23). Do mesmo modo, todas as promessas feitas ao Israel nacional pertencem à igreja. CBASD, vol. 4, p. 280.
18 CBASD, vol. 4, p. 280. A terra … foi designada para ser o lar do ser humano. … A criacao teve um proposito; nao meramente um fim em si mesma. O pecado adiou o cumprimento desse proposito, mas embora adiado por um tempo, ele se cumprira finalmente. Os propositos infinitos de Deus nao conhecem pausa, nem pressa (ver DTN, 32).
20 Escapastes das nacoes. Os judeus, libertados por Ciro para voltar às suas casas, deviam se reunir e agradecer a Deus a libertacao, reconhecendo as evidencias de Seu amor e poder. Tambem deviam reconhecer a tolice da idolatria. A historia revela que o cativeiro babilonico curou os judeus da idolatria, muito embora apenas um numero relativamente limitado deles tenha voltado para a Palestina. CBASD, vol. 4, p. 281.
21 Declarai. Este desafio se dirige aos que adoram idolos. Deixe-os, se puderem, apresentar provas convincentes de sua divindade. CBASD, vol. 4, p. 281.
Deus justo e Salvador. Justiça e misericórdia sao os principios que determinam todas as relacoes de Deus com a humanidade. Satanas defende que essas qualidades sao incompativeis e que Deus nao é misericordioso com Suas criaturas, nem é justo no exercicio da misericordia. O plano de salvacao mostra que essa acusacao é falsa (ver com. de Sl 85:10). CBASD, vol. 4, p. 281.
23 Todo joelho. Todos finalmente reconhecerão a justiça e a misericórdia divinas (ver com. do v. 21; sobre o cumprimento destas palavras, ver com. de Rm 14:11; Fp 2:10, 11; Ap 5:13; cf Ap 15:3; 19:1-6). CBASD, vol. 4, p. 281.
24 No Senhor. Ninguém pode ser justo sem Cristo, pois não há justiça em nos mesmos (Is 64:6; Rm 7:18). Para ter carater justo, o ser humano depende completamente de Cristo (ver com. de de Rm 8:1-4; Gl 2:20). CBASD, vol. 4, p. 281.
25 Será justificada. Ser justificado significa ser absolvido, ou declarado inocente (ver com. de Rm 5:1). Cristo morreu para tornar isso possível à humanidade. CBASD, vol. 4, p. 281.
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ISAÍAS 45 – Numa sociedade marcada por incertezas políticas, sociais e individuais, a mensagem deste capítulo ressoa como lembrete poderoso de que Deus é soberano.
• A confiança na presciência divina oferece um alicerce seguro para enfrentar os dilemas e desafios pessoais e coletivos.
Observe que Isaías 45 é um testemunho fascinante da soberania e onisciência de Deus; ele é peculiarmente marcado pela predição do nascimento e ascensão de Ciro, o Grande, como rei da Pérsia. A primeira menção a Ciro surge surpreendentemente no final do capítulo anterior, destacando a precisão da profecia ao citar Seu nome 150 anos antes de seu surgimento.
• Este fato, por si só, é uma manifestação da presciência divina, desafiando as noções humanas de tempo e causalidade.
A profecia vai além, delineando o papel crucial que Ciro desempenharia na política externa, evidenciando que Deus não apenas conhecia o futuro monarca, mas também suas ações específicas. Todavia, a profecia não se limita ao âmbito político, ela penetra nos detalhes íntimos da linhagem de Ciro sabendo que ele existiria apesar de seus ancestrais terem enfrentado grandes desafios como várias guerras.
• Isso destaca a atenção de Deus com o desdobramento da história das famílias e de cada indivíduo.
Na disputa pelo poder da Pérsia, a profecia revela a vitória de Ciro sobre Seus oponentes.
• A precisão de Deus ao antecipar eventos políticos revela Sua compreensão profunda das maquinações humanas, destacando Sua autoridade sobre todas as nações do mundo.
Um aspecto notável da profecia de Isaías 45 é a previsão de que os judeus se tornariam estrangeiros e posteriormente seriam libertos por Ciro. Esse aspecto sublinha que além da fidelidade de Deus à Sua promessa, Ele tem capacidade de usar líderes pagãos para realizar Seus desígnios, transcendendo fronteiras étnicas e religiosas.
A capacidade de Deus prever líderes mesmo antes de seu nascimento destaca a importância de reconhecer a influência divina nos assuntos mundiais. Isso desafia os paradigmas seculares, destrona ídolos, e lembra aos crentes de que a história está sendo moldada por um plano maior, além das limitações humanas.
Assim, as lições extraídas desta profecia ecoam na sociedade atual, instigando-nos a confiar na providência divina e encorajando-nos a uma compreensão mais profunda da intercessão entre a vontade de Deus e os eventos humanos! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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523 palavras
1 Israel, a quem escolhi. Depois de repreender o povo por seus pecados(Is 43:22-28), o Senhor pronuncia palavras de conforto e coragem. eles devem se se lembrar de que Deus os escolheu e os ama; tem compaixão por eles e os salva. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 275.
3 Sobre o sedento. A primeira parte do texto é simbólica; sua explicação se encontra na segunda parte. O derramamento do Espírito de Deus é comparado às chuvas refrescante (Jl 2:23, 28, 29). O “sedento” é o que tem sede de Deus e de justiça (Sl. 42:1, 2; Mt 5:6; Jo 4:113, 14). CBASD, vol. 4, p. 275.
Quem há, como Eu, feito predições desde que estabeleci o mais antigo povo? (ARA). A AA traduz: “Quem tem anunciado desde os tempos antigos as coisas vindouras?”, sem alteração da ideia fundamental. CBASD, vol. 4, p. 275.
9 As suas coisas preferidas. Isto é, coisas nas quais se comprazem, especialmente relacionadas com a adoração aos ídolos. CBASD, vol. 4, p. 275.
Eles mesmos são testemunhas. Os ídolos cegos e insensíveis dão testemunho eloquente de que são cegos e nada sabem. CBASD, vol. 4, p. 276.
15 Faz um deus. É mero acaso qual pedaço de madeira será usado para o fogo qual será usado para se fazer um ídolo! CBASD, vol. 4, p. 276.
20 Tal homem se apascenta de cinza. Quão tolo seria alguém que se alimentasse de cinzas, esperando nutrir-se delas. Da mesma forma é tolice pensar que um ídolo pode beneficiar o ser humano. CBASD, vol. 4, p. 276.
21 Lembra-te destas coisas. Deus ordena a Israel atentar para o que Ele disse sobre a tolice de se adorar ídolos. Israel pertence a Deus e deve servi-Lo. CBASD, vol. 4, p. 276.
22 Como a nuvem. Assim como o sol e o vento dispersam as nuvens, Deus faz desaparecer as transgressões de Seu povo. CBASD, vol. 4, p. 276.
25 Enlouqueço os adivinhos. Não no sentido de insanidade, mas de torná-los tolos. Quando dessem em nada, suas previsões manifestariam sua tolice. CBASD, vol. 4, p. 276.
26 Meu servo. Neste caso, provavelmente, o profeta Isaías (ver com. de Is 41:8). CBASD, vol. 4, p. 276.
27 digo à profundeza das águas: Seca-te, e eu secarei os teus rios. Esta predição se cumpriu quando Ciro desviou as águas do Eufrates para que os soldados pudessem entrar em Babilônia. CBASD, vol. 4, p. 276, 277.
28 Ciro. Esta profecia é surpreendente por mencionar Ciro pelo nome, um século e meio antes de seu tempo, e predizer o papel notável que desempenharia na libertação dos judeus (ver 1Rs 13:32, sobre uma profecia com respeito à reforma de Josias). Sem dúvida, Ciro deve ter ficado muito surpreso ao saber que uma profecia judaica o citava pelo nome, descrevia a conquista de Babilônia e predizia sua política com relação aos judeus cativos, um século e meio antes de seu nascimento (ver PR, 557). CBASD, vol. 4, p. 277.
Meu pastor. Ao derrotar Babilônia e libertar os judeus, Ciro fez pelo Israel nacional o que Cristo fará por todos os escolhidos ao derrotar a Babilônia espiritual e libertar Seu povo do domínio dela (Ap 18:2-4, 20; 19:1, 2). CBASD, vol. 4, p. 276.
Digo também de Jerusalém: Será edificada; e do templo: Será fundado. Logo após conquistar Babilônia, Ciro promulgou o decreto que permitiu aos judeus cativos retornar à sua terra natal e reconstruir o templo (2Cr 36:22, 23; ver com. de Ed 1:1-4).
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ISAÍAS 44 – Deus é incomparável, Seu amor é imensurável, Sua ação em prol de Seu povo é indescritível. Infelizmente muitos O ignoram substituindo a devoção a Ele por qualquer outra coisa; inclusive na época de Isaías, pessoas de Seu próprio povo recorria a ídolos.
Vamos refletir detidamente no capítulo em análise. Leia-o várias vezes com oração e atenção. Faça anotações; depois, retorne e leia este comentário!
• Note que nos primeiros versículos, Deus fala sobre Seu povo como Seu escolhido, prometendo bênçãos e derramamento do Espírito Santo ele. Assim, Ele encoraja Seu povo a não ter medo, pois Ele é Seu Redentor. (Considere este capítulo como parte do conjunto de profecias sobre o retorno dos judeus do exílio babilônico, para compreensão de seu significado).
• Em Isaías 44:6-8 Deus mesmo proclama Sua singularidade como o único Deus verdadeiro, contrastando com a futilidade de quaisquer outros deuses/ídolos.
• Nos versículos seguintes, o próprio Deus tece uma repreensão à prática idolátrica, destacando a irracionalidade de fazer e adorar ídolos. Ele descreve o absurdo das pessoas criarem imagens com as próprias mãos e devotar-lhes o coração como se fossem deuses que mereçam adoração.
• Isaías 44:21-28 encerra com o Deus verdadeiro falando sobre o perdão dos pecados de Seu povo, lembrando Sua escolha e prometendo a restauração de Jerusalém. Ele menciona um cidadão que ainda nem existia, indica Seu nome: Ciro, um gentio, que seria Seu instrumento em Suas mãos para libertar os judeus do cativeiro babilônico.
É significativo que Isaías enfatize a irracionalidade de criar imagens esculturais com as próprias mãos e, então, venerá-las como deuses merecedores de adoração, e destaque a falta de sentido em confiar em objetos feitos por humanos como se fossem divindades. Embora as práticas culturais mudaram, os princípios fundamentais contra a idolatria e a exortação para colocar a confiança totalmente em Deus continuam sendo relevantes!
A mensagem central deste texto sagrado é a importância da confiança absoluta em Deus, e não em quaisquer outras coisas! Isaías apresenta a singularidade de Deus, relacionada à vaidade da idolatria e a promessa graciosa de restauração. Aqui há uma mistura de repreensão, advertência, consolo e esperança de um Deus que cria, age e interage com Sua criação e, especialmente, com as pessoas.
Diante disso, respondamos reavivando nossa confiança nEle! – Heber Toth Armí.
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657 palavras
1 Que te criou. Deus tinha criado Israel, como uma nação, para honrar Seu nome (v. 7, 21). Até, então, tinham falhado nisso. No entanto, Deus tentava fazer com que vissem que ainda eram Seu povo, chamado por Seu nome, e ordenados a serem Seus representantes especiais e Suas testemunhas entre as nações (Is 43:10; 44:8). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 270.
2 Pelas águas. Não lhes foi prometida ausência de dificuldades e aflições, mas consolo e livramento final. … Muitas vezes, Israel passou “pelo fogo e pela água”, mas Deus o salvou (Sl 22:12; cf. Is 8:7, 8). … Na Bíblia, com frequência, água e fogo simbolizam agentes purificadores (Nm 8:7; Jó 23:10; cf. 2Pe 3:5-7). CBASD, vol. 4, p. 270.
3 Dei o Egito por teu resgate e a Etiópia e Sebá, por ti. Ver com. de Gn 10:6, 7. Alguns sugerem que este versículo se refere à queda do Egito, Etiópia e Sebá pelas mãos da Pérsia, em trocada libertação dos judeus do cativeiro babilônico. Ciro promulgou o primeiro decreto permitindo que os judeus deixassem Babilônia e reconstruíssem o templo (2Cr 36:22; Ed 1:2-4), e seu filho Cambises conquistou o Egito (ver vol. 3, p. 350). A ideia dominante aqui é o elevado valor de Israel aos olhos do Senhor. CBASD, vol. 4, p. 270.
5 trarei a tua descendência desde o Oriente e a ajuntarei desde o Ocidente. Estas palavras tiveram um cumprimento parcial no retorno dos judeus do cativeiro babilônico. elas teriam outro cumprimento na reunião dos fiéis de todas as partes do mundo durante a era cristã (ver p. 21-23). O cumprimento completo se dará apenas quando os justos forem reunidos desde os quatro cantos da Terra por ocasião da volta de Cristo (Mt 8:11; 24:31; Lc 13:29). CBASD, vol. 4, p. 271.
6 Não retenhas. Com linguagem poética, Isaías continua a descrever a conversão de pessoas de todas as nações. CBASD, vol. 4, p. 271.
9 Todas as nações. As nações da terra são exortadas a apresentar seu caso diante do tribunal do universo. Elas terão a oportunidade de se vindicar. Mas, senão puderem fazer isso, serão chamadas que o Senhor é Deus e que Seus caminhos são verdade. CBASD, vol. 4, p. 271.
10 Vós sois as Minhas testemunhas. Todos os que reconhecem a Deus (v. 9) são chamados a serem Suas testemunhas perante o mundo. … De forma especial, no passado, os judeus deviam testemunhar de Deus. Como nação, deviam ser testemunho vivo que que o Senhor é Deus. O remanescente em Jerusalém, depois da invasão de Senaqueribe, era, para o mundo daqueles dias, um testemunho do amor de Deus por Seu povo e de Seu poder para livrá-lo. Mesmo hoje, embora não seja mais o povo escolhido de Deus, a nação judaica é um notável testemunho de que a palavra de Deus é verdadeira. A igreja atualmente tem um papel similar ao de Israel na Antiguidade (ver 1Pe 2:9). CBASD, vol. 4, p. 271.
11 Fora de mim. Quando veio ao mundo, Jesus tinha o propósito de salvar “Seu poco dos pecados deles” (Mt 1:21). Não há outro meio de salvação (At 4:12). CBASD, vol. 4, p. 271.
12 Deus estranho não houve entre vós. Isto é, nenhum ídolo (Dt 32:16; Is 42:8; 44:10; Jr 3:13). Quando Israel servia os deuses estranhos, o Senhor não podia manifestar Seu poder em favor do povo. CBASD, vol. 4, p. 271.
16 Um caminho no mar. Alusão à travessia do Mar Vermelho (Êx 14:16; Sl 77:19). CBASD, vol. 4, p. 272.
18 Não vos lembreis. Deus fez grandes coisas por Seu povo no passado, mas aquelas eram pequenas em comparação com o que faria no futuro. CBASD, vol. 4, p. 272, 273.
24 E Me cansaste com as tuas iniquidades. Os requisitos divinos são razoáveis e para o bem do ser humano, mas este não estava disposto a fazer sua parte. Deus estava cansado da hipocrisia de sua pretensa adoração (Is 1:13, 14). CBASD, vol. 4, p. 273.
26 Entremos juntos em juízo. Na linguagem jurídica de seu tempo, Isaías convoca o povo de Israel a se apresentar perante o tribunal divino. CBASD, vol. 4, p. 273.
28 Pelo que profanarei os príncipes do santuário. O juízo caiu sobre o povo de Judá por causa de suas transgressões. Os pagãos os insultaram quando os exércitos de Senaqueribe cercaram Jerusalém. CBASD, vol. 4, p. 273.
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ISAÍAS 43 – O texto em análise apresenta uma impactante narrativa sobre a relação entre Deus e Seu povo. Em meio a promessas de redenção e preservação divina, emerge uma constatação dolorosa: Em vez de sacrifícios aromáticos, o povo apresentou em sua vida pecados fétidos; em vez de ofertas, Deus recebeu ofensas.
• Essa realidade transcende o cenário histórico descrito pelo profeta e ressoa em nossa vida, convidando-nos a uma profunda reflexão sobre a natureza de nossa comunhão com nosso Redentor.
A metáfora das ofertas aromáticas ocupadas por pecados fétidos evoca a imagem de um culto desviado, onde a adoração genuína fora substituída por práticas impregnadas de transgressões e rebeliões. Isaías 43 revela não apenas a rejeição de ofertas formais, mas também a triste verdade de que o próprio coração do povo afastou-se do caminho correto.
• É essencial compreender as nuances desse desvio espiritual e refletir sobre como nossas ofensas podem assumir diferentes formas.
Isaías denuncia não apenas a ausência de sacrifícios agradáveis a Deus, mas a presença de atitudes que O desonram. As ofensas mencionadas não são meramente a falta de rituais religiosos, mas incluem a sobrecarga de pecados, o esquecimento da identidade e a recusa em invocar o nome do Senhor. É uma repreensão contundente à hipocrisia religiosa, à prática de cumprir rituais vazios enquanto a vida cotidiana reflete uma desconexão dos princípios divinos.
Diante deste cenário sombrio, o profeta não deixa de oferecer esperança. A mensagem de Isaías 43 é uma chamada ao arrependimento, à lembrança da fidelidade passada de Deus e ao reconhecimento da necessidade de perdão e restauração. A oferta de Deus de apagar as transgressões revela Sua infinita graça.
• O convite continua válido atualmente: Abandonar as ofensas que oferecemos a Deus e voltarmo-nos para a adoração que vai além de meros rituais formalistas e penetra o cerne do coração humano.
• Assim, aprendemos sobre a fragilidade da religiosidade vazia e a necessidade de transformação genuína. É um apelo para reavaliarmos a qualidade de nossa devoção diária, nossa atitude em relação aos outros e nossa busca pela presença de Deus.
Ao abraçarmos a mensagem de Isaías 43, somos desafiados a reavivar o verdadeiro culto, onde em nossa vida, em sua totalidade, exale a fragrância do arrependimento e da busca sincera por Deus! – Heber Toth Armí.