Reavivados por Sua Palavra


ISAÍAS 57 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS 
19 de janeiro de 2024, 0:50
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854 palavras

Perece o justo. Este capítulo dá continuidade, sem interrupção, à linha de pensamento introduzida em Isaías 56:9. Alguns observam que esta seção descreve as circunstâncias da primeira parte do reinado de Manassés (ver vol. 2 [CBASD], p. 72). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 321.

São arrebatados … antes que venha o mal.   Isaías se consola com o pensamento de que, em momentos como os descritos neste capítulo, a morte dos justos os livra de males maiores, que lhes sobreviriam caso continuassem vivos. CBASD, vol. 4, p. 321.

Descansem no seu leito. Os justos encontrariam paz e descanso na morte. CBASD, vol. 4, p. 321.

Descendência. Isaías exorta os obreiros da iniquidade a se aproximar e ouvir a palavra do Senhor. A Bíblia, muitas vezes, refere-se a homens como “filhos” daqueles cujas práticas imitam (Jo 8:39, 41, 44). CBASD, vol. 4, p. 321.

De quem chasqueais? Os ímpios zombavam dos justos e os ridicularizavam. CBASD, vol. 4, p. 321.

Que vos abrasais na concupiscência junto aos terebintos. Literalmente “aqueles que se inflamam entre os carvalhos”. … Isaías faz uma descrição vívida das orgias que se praticavam nos ritos religiosos dos cultos de fertilidade da época (ver vol. 2[ CBASD], p. 20-23). CBASD, vol. 4, p. 321.

Sacrificais os filhos. Os judeus apóstatas aos quais Isaías se dirige também eram culpados de oferecer sacrifícios humanos (ver com. de Lv 18:21; 20:2; cf. 2Rs 16:3, 4; 2Cr 28:3; …). Esta prática horrível era realizada, às vezes, no vale de Hinon, ao sul de Jerusalém (2Rs 23:10; Jr 7:31; 19:5, 6). . CBASD, vol. 4, p. 321.

Pedras lisas dos ribeiros. Isaías repreende os judeus por outro ato idólatra: a adoração de colunas de pedra, como as adoradas pelos pagãos. Essas colunas eram ungidas com azeite e consideradas divinas (ver com. de Gn 28:18). CBASD, vol. 4, p. 321.

Contentar-Me-ia Eu com estas coisas? As práticas idólatras tinham provocado a ira de Deus. Como poderia se acalmar com elas (cf. Jr 5:7, 9)? CBASD, vol. 4, p. 321.

Pões o teu leito. A metáfora é apropriada porque a idolatria era considerada como adultério espiritual, e as formas mais degradantes de imoralidade faziam parte dos supostos ritos sagrados das religiões pagãs (ver Ez 16:15-36). CBASD, vol. 4, p. 321.

Detrás das portas … pões teus símbolos eróticos. Possivelmente o símbolo fálico, em geral adorado nos cultos de fertilidade (ver vol. 2, p. 20-22). Ordenou-se a Israel que escrevesse as palavras de Deus sobre os umbrais e as portas de suas casas a fim de que se lembrasse delas mais facilmente  (Dt 6:5-9; 11:13, 18-20, 22). Porém, o infiel Israel removeu o memorial do Senhor e, no seu lugar, colocou símbolos idólatras. CBASD, vol. 4, p. 321 e 322.

9 Rei. Também pode significar “Moloque”… deus pagão. A descrição que se segue é a de uma prostituta que se enfeita para atrair a presa. CBASD, vol. 4, p. 322.

10 Não dizes: É em vão. Os líderes judeus persistiam na apostasia e não admitiam que isso os levaria à ruína. CBASD, vol. 4, p. 322.

Não desfaleces. A ideia é de que o rei de Judá encontrou meios de manter sua política pervertida, apesar das dificuldades. CBASD, vol. 4, p. 322.

11 De quem tiveste receio ou temor …? Para eles, era mais importante evitar a desaprovação do homem do que a desaprovação e os juízos de Deus. CBASD, vol. 4, p. 322.

12 Publicarei essa justiça. Deus iria expor ao mundo a justiça própria vã e vazia de Judá. CBASD, vol. 4, p. 322.

14 Aterrai. Um caminho devia ser preparado para facilitar a viagem ao “santo monte” do Senhor (Is 57:13;…) Desse modo, Isaías, simbolicamente, insta com os líderes de Israel a remover obstáculos que impediam o cumprimento do propósito divino para Israel. CBASD, vol. 4, p. 322.

15 Que habita a eternidade. Literalmente, “habita para sempre”. Estas palavras sublimes caracterizam a Deus como eterno. CBASD, vol. 4, p. 322.

Mas habito também. Não importa quão insignificantes sejamos aos nosso próprios olhos, é nosso privilégio receber os maiores dons celestiais. Sejam quais forem as nossas necessidades, Deus está pronto a supri-las. CBASD, vol. 4, p. 322.

Contrito. Contrição e humildade … são os requisitos essenciais para ser aceito por Deus. CBASD, vol. 4, p. 322.

16 O espírito definharia. Se Deus fosse hostil para com os seres humanos devido à sua conduta, e contendesse com eles “para sempre”, a vida que Ele deu seria extinta e os seres que criou deixariam de existir (ver com. de Gn 2:7). CBASD, vol. 4, p. 323.

17 Rebelde. Literalmente, “dando as costas”, “apostatando”. … Como muitos hoje, escolheram fazer o que lhes agradava em vez de se sujeitarem aos princípios divinos. CBASD, vol. 4, p. 323.

18 Aos que choram. Essa expressão devia estar unida ao v. 19 para que se lesse, literalmente, “aos que dele choram como fruto dos seu lábios”. CBASD, vol. 4, p. 323.

19 Paz. A mensagem divina de paz está nas boas-novas da salvação (ver com. de Is 52:7). O evangelho é para todos … Deus sarará da enfermidade do pecado todos os que desejam abandoná-lo e seguir ao Senhor. CBASD, vol. 4, p. 323.

20 Os perversos. Os perversos não encontram paz porque rejeitam o único meio pelo qual podem alcançá-la. CBASD, vol. 4, p. 323.

21 Não há paz. A paz é o fruto da justiça (ver com. de Is 32:17). … Os perversos não podem esperar paz de espírito nem tranquilidade. Onde ocorre afastamento dos princípios divinos, há inevitavelmente dissensão, discórdia e contenda. Se o mundo quiser se livrar da contenda, primeiramente deve abandonar o pecado, a causa de toda contenda. Somente a justiça interior pode produzir paz exterior. CBASD, vol. 4, p. 323.



ISAÍAS 57 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
19 de janeiro de 2024, 0:40
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ISAÍAS 57 – Isaías 56 e 58 formam o contexto imediato de Isaías 57; como uma moldura, eles auxiliam na compreensão do cenário de Isaías 57.

Leia os três capítulos sequencialmente. Depois, retorne a esta análise…

Considerando atentamente o contexto, ao estudar Isaías 57 podemos estar mais cientes da importância de uma espiritualidade saudável e uma adoração verdadeira, que vai além de meros rituais externos. Assim, este capítulo pode ser entendido no contexto mais amplo da chamada de Deus para uma prática espiritual genuína e uma vida justa, em contraste com a formalidade vazia.

Deus deseja o melhor para os fieis, justos e honestos; inclusive a morte se torna uma bênção, um descanso para quem O serve genuinamente (Isaías 57:1-2; Apocalipse 14:13). Contudo, as pessoas preferem o caminho do ímpio, cheio de lodo e sem paz (Isaías 57:20-21).

• Em vez de seguir a orientação divina, os religiosos preferem perverter a espiritualidade, deturpar as práticas espirituais e assim, corrompem a religião. Práticas desvirtuadas da religião desviam o foco da verdadeira adoração a Deus. Isso afeta drasticamente o comportamento humano. A perversão religiosa pode chegar a alcançar as profundezas da corrupção espiritual: A prática da idolatria, que é adultério espiritual, uma afronta ao Deus verdadeiro (Isaías 57:3-6).

• A falta de integridade na religião promove a imoralidade na vida diária: Injustiças, falsidades, etc. Tais pessoas têm falta de consciência espiritual, dormem relaxadamente sem considerar as consequências de suas atitudes displicentes: “Você fez o leito [a cama] numa colina alta e soberba”; porém, Deus diz, “ao me abandonar, você descobriu seu leito, subiu nele e o deixou escancarado…”. A falsa religião pode oferecer uma falsa ilusão, mas no fim só trará decepção. Entretanto, quem faz do Deus verdadeiro seu refúgio, Deus mesmo diz: “possuirá a terra por herança e possuirá o meu santo monte” (Isaías 57:7-13).

• A infidelidade espiritual é mais séria que a infidelidade conjugal; porém, Deus está disposto a perdoar e restaurar o relacionamento de quem O traiu. Abrir mão do orgulho e arrogância significa abrir espaço para Ele – o Soberano do Universo – habitar em nosso coração para trazer alento, conforto, cura, vida, restauração e paz (Isaías 57:14-19).

A mensagem de Isaías desafia-nos a examinar nosso coração, e convida-nos a afastar da falsa religião para, então, reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 56 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS 
18 de janeiro de 2024, 0:50
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836 palavras

1-2 Uma aliança universal simbolizada pelo sábado. Os temas de justiça e retidão aparecem ligados à observância do sétimo dia. Os benefícios da aliança não eram exclusivos a Israel: estrangeiros e mesmo eunucos, que pela lei eram excluídos da assembleia do Senhor, poderiam ser integrados ao povo, se demonstrassem fé e lealdade a Deus ao se guardarem da prática do mal e observarem o sábado, não o profanando. Até o templo, com os limites claros que que nenhum estrangeiro devia transpor, é chamado neste texto de “Casa de oração para todos os povos”. A passagem reforça uma verdade encontrada em todo o livro de Isaías, a saber, que os propósitos divinos vão além do povo da aliança, Israel, e incluem os não israelitas. Bíblia Shedd.

Assim diz o SENHOR. O pensamento central de Isaías 56 é a conversão dos gentios. Em contraste com essa brilhante perspectiva, traça-se o sombrio quadro de Israel, que não está disposto a recebê-los. É necessária grande obra de reforma antes que Deus possa incorporar a Seu povo esses “separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa” (Ef 2:12). Essa reforma deve visar ao restabelecimento da fiel observância do sábado. A mensagem deste capítulo é repleta de significado para o povo de Deus hoje. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 318.

Mantende o juízo e fazei justiça. Comparar com Mq 6:8. Religião não é mera teoria, mas prática intensa. CBASD, vol. 4, p. 318.

sábado. Assim como o sábado era um sinal da aliança no Sinai, é um sinal da nova aliança discutida aqui (ver também 4. 4, 6). Bíblia Shedd.

Deus ordenou a Seu povo para descansar e a honrá-Lo no sábado (Êx 20:8-11). Life Application Bible Study Kingsway.

Que se guarda de profanar o sábado. Era tão importante para o gentio convertido observar o sábado fielmente (v. 6) como era para os judeus. A observância genuína do sábado é evidência de que a pessoa reconhece a Deus como criador e redentor, e de que está disposta a render-Lhe obediência em tudo (ver com. de Is 58:13; Ez 20:12, 20). Para os gentios, é tão fundamental reconhecer esses princípios como o foi para os judeus. Deus criou ambos, planejou a salvação de ambos (Rm 1:16, 17) e tem direito de exigir dos dois grupos obediência e lealdade. Além disso, os princípios envolvidos no relacionamento do ser humano com Deus como criador e redentor não são diferentes na era cristã, e a observância do sábado não é menos importante hoje. CBASD, vol. 4, p. 318.

eunuco. Os eunucos eram normalmente excluídos… (Dt 23.1). O eunuco etíope, de At 8.26-29, cumpriu essa promessa através da fé em Jesus, o Servo de Is 53. Bíblia de Genebra.

um memorial e um nome. O hebraico traduzido nesse versículo por “um memorial e um nome” (yad vashem) foi escolhido para ser o nome do monumento principal do Holocausto, erigido em Jerusalém no atual Israel. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Nome melhor. Ao não deixar descendentes, um eunuco poderia temer que seu nome e herança fossem esquecidos em Israel. Porém, Deus prometeu a essas pessoas que, se permanecessem fiéis a Ele, daria a elas algo muito melhor que filhos, isto é, receberiam novos nomes (Ap 2:17), e a certeza de que esses nomes estariam escritos no livro da vida (Ap 3:5). A deficiência física de forma alguma afeta a posição do ser humano perante Deus. Para o Senhor, o que importa é o caráter e a fidelidade aos princípios de justiça e verdade. CBASD, vol. 4, p. 318, 319.

O sábado. Este versículo é uma resposta convincente a quem afirma que o sábado não é para os gentios. CBASD, vol. 4, p. 319.

7 Jesus citou este verso quando atirou ao chão o dinheiro dos cambistas do templo (Mc 11:17). Life Application Bible Study Kingsway.

Casa de Oração. Estar ali significa ter sido incluído na aliança e desfrutar da vida de comunhão com Deus (2.2-4; Sl 15:1; cf. 1Rs 8.41-43; Mc 11.17). Bíblia de Genebra.

9. Animais do campo. Uma metáfora que representa as nações hostis (18.6; Ez 34.5, 8, 25). Bíblia de Genebra.

Invasores estrangeiros (v. 18.6). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Vós, todos os animais. A cena muda. Os “animais do campo” apontam apara as nações estrangeiras que logo devorariam o povo de Judá por causa de seus pecados. CBASD, vol. 4, p. 319.

10 atalaias. Eles avisavam a uma cidade sobre algum perigo que se aproximava. Os profetas foram chamados para serem atalaias espirituais. Bíblia de Genebra.

cães. No Oriente próximo, os cães são considerados animais imundos, indesejáveis comedores de carniça. Aqui, eles servem de figura daqueles que tem ganância insaciável. Bíblia de Genebra.

Cães mudos. Os líderes de Israel não se portavam sequer como cão de guarda. Eles dormiam mesmo com a aproximação do perigo e não davam o alerta. CBASD, vol. 4, p. 319.

11 Tais cães são gulosos. Em vez de buscar o bem-estar do rebanho confiado a seu cuidado, os líderes de Israel eram como cães que devoravam as ovelhas que deviam proteger (ver Jr 12:10, 11; Ez 34:8). CBASD, vol. 4, p. 319.

12 O dia de amanhã. Eles agiam como se o tempo não passasse, como se o juízo não estivesse próximo (ver v. 1). Suas bebedices e festanças eram contínuas e habituais. CBASD, vol. 4, p. 319.



ISAÍAS 56 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
18 de janeiro de 2024, 0:40
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ISAÍAS 56 – A vida espiritual para ser saldável requer que alimentemos de “toda Palavra que sai da boca de Deus” (Mateus 4:4). Talvez o alimento que mais necessário é o menos palatável; o mesmo se dá com a Palavra de Deus.

Consequentemente, algumas pessoas são seletivas na Bíblia; quando não gostam de certos ensinamentos, acham conveniente descartá-los. Isso não é novidade! O povo de Israel também tinha grandes dificuldades com a aceitação de certas verdades. Por isso, Deus precisou investir grandes esforços para despertá-lo!

• Aquilo que Deus requer visa beneficiar Seu povo. Entretanto, Ele não é seletivo nem exclusivista; Ele almeja as bênçãos de Seus princípios a cada povo da Terra (estrangeiros, eunucos).

Os judeus libertos do exílio babilônico deveriam “praticar juízo e justiça e guardar o sábado. Nem o estrangeiro nem o eunuco precisam temer serem impedidos de desfrutar os benefícios do reino de Cristo. Na verdade, quem obedecer à Palavra do Senhor ocupará lugar privilegiado. O templo do Senhor será Casa de Oração para todos os povos, não apenas para Israel. Deus trará os gentios para dentro de Seu aprisco junto com Seu povo”, analisa William MacDonald.

E continua, “o versículo 9 volta a Israel em seus dias de rebelião. As nações (feras) são convocadas para disciplinar o povo cujos atalaias não veem o perigo. São como cães mudos que não conseguem ladrar para alertar as pessoas. São sonhadores que gostam de dormir. São pastores mercenários, egoístas e cheios de ganância”.

• Atalaias honestos proclamam toda a revelação de Deus; ensinam que o ser humano “descansa no dia de sábado em honra ao Criador. E, onde quer que ele possa dirigir seu olhar, seja para os céus, a terra ou o mar, ali ele contempla a obra do Criador. Ao descansar no sétimo dia, ele vê nas incontáveis variedades da natureza e a sabedoria e o poder dAquele que que criou tudo em seis dias e, assim, é dirigido, pela natureza, para o Deus da natureza. O sábado se torna, agora, a corda que liga o homem ao infinito Criador. Ele é a corrente de ouro que une a Terra e o Céu e o homem a Deus” (Tiago White).

A guarda do sábado impede a idolatria e o ateísmo. Portanto, reavivemo-nos guardando-o! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 55 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS 
17 de janeiro de 2024, 0:50
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Todos vós, os que tendes sede. Isto é, aqueles que tem sede de entender a vontade e os caminhos de Deus e obter graça para estar em paz com Ele (Sl 42:1, 2; 63:1; Mt 5:6; Jo 7:37; Ap 21:6; 22:17). … A beleza poética deste capítulo se sobressai nas Escrituras. É um notável convite ao pecador para aceitar as bênçãos da salvação. Ninguém está excluído (Ap 22:17). Não existe fundamento para a ideia de que alguns são criados para a salvação e outros, para a perdição, alguns para serem salvos e outros para se perderem. Deus não interfere no livre exercício do poder de escolha (ver Ez 18:31, 32; 33:11; 2Pe 3:9). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 314.

Águas … vinho, leite (e pão, v. 2). Representam as bênçãos espirituais (ver Mt 26:27-29; Jo 4:10, 13, 14; 1Co 11:27-27; 1Pe 2:2). CBASD, vol. 4, p. 314, 315.

Os que não tendes dinheiro. Na linguagem simbólica empregada nesta passagem, a pessoa sem “dinheiro” é a que está ciente de sua necessidade espiritual (ver com. de Mt 5:3). Ela sabe que não tem méritos para oferecer a Deus como pagamento pelo precioso dom da salvação. Deus, no entanto, convida a todos esses para ir a ele a despeito de sua pobreza espiritual. O preço da salvação foi pago pelo Salvador. CBASD, vol. 4, p. 315.

Vinde, comprai. As bênçãos da salvação são gratuitas;contudo, só podem ser obtidas à custa de tudo o que a pessoa é e possui. CBASD, vol. 4, p. 315.

Gastais o dinheiro. Uma repreensão para os que gastam tempo, esforço e dinheiro em coisas de pouco ou nenhum valor, ao passo que negligenciam o mais importante da vida (ver com. de Jo 6:27). CBASD, vol. 4, p. 315.

Não satisfaz. Os que não participam das riquezas espirituais que Deus tem proporcionado, de forma gratuita, sofrerão de fraqueza espiritual e dificilmente se darão conta da fome oculta da alma, que as coisas materiais jamais satisfazem. CBASD, vol. 4, p. 315.

Com finos manjares. Uma expressão hebraica comum que significa abundância e prosperidade, neste caso, prosperidade espiritual (ver Gn 27:28, 39; 45:18; etc.). CBASD, vol. 4, p. 315.

Inclinai os ouvidos. Isto é, estar atento às realidades espirituais. CBASD, vol. 4, p. 315.

E a vossa alma viverá. Isto é, “vivereis” (ver com. de Sl 16:10). CBASD, vol. 4, p. 315.

Uma aliança perpétua. isto se refere à “nova” aliança, sob a qual Deus promete escrever Sua lei no coração do ser humano (ver com. de Jr 31:31-34; Hb 8:10, 11). CBASD, vol. 4, p. 315.

Eis que Eu o dei. Isto é, Davi (v. 3), que foi um símbolo de Cristo e sobre cujo trono Cristo se assentaria (Sl 89:3, 4, 20, 33-37; Ez 34:23, 24; Os 3:5; ver com. de Dt 18:15; Mt 1:1). CBASD, vol. 4, p. 315.

Buscai o SENHOR. Foi nisso que Israel falhou. A razão do exílio foi que a nação não buscou conhecer e obedecer à vontade de Deus (ver Is 6:9-12). CBASD, vol. 4, p. 316.

Enquanto está perto. Deus … está “perto” de todos os que O invocam (Sl 46:1; 145:18). Porém virá o tempo em que a obstinada rejeição dos rogos do Espírito de Deus fechará a porta da graça e retirará a presença divina (Is 1:15; Os 5:6; Mt 25:10-12; cf. Jo 7:34; 8:21). CBASD, vol. 4, p. 316.

Mais altos do que a terra. O ser humano pensa no tempo; Deus na eternidade. O ser humano pensa em si mesmo; Deus, nas criaturas de Suas mãos. O ser humano pensa no que pode conseguir, e Deus, no que pode outorgar. CBASD, vol. 4, p. 316.

11 A palavra. A palavra de Deus representa Sua vontade e está dotada de poder para ser eficaz. CBASD, vol. 4, p. 316.

O que Me apraz. O que ocorre com a chuva e a neve (10) também se dá com a Palavra de Deus. Todas cumprem o propósito benéfico para que foram enviadas. Assim foi com Cristo, a Palavra viva (Jo 1:1), em cujas mãos, “a vontade do SENHOR” prosperaria (ver com de Is 53:10). CBASD, vol. 4, p. 316.

12 Saireis com alegria.O cumprimento da vontade do Senhor (v. 11) traz alegria. CBASD, vol. 4, p. 316.



ISAÍAS 55 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
17 de janeiro de 2024, 0:40
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ISAÍAS 55 – O evangelho da graça foi escancarado pelo profeta Isaías. Especialmente o capítulo em questão, pois explora esse evangelho no Antigo Testamento.

“O Espírito de Deus faz um convite evangelístico para Israel voltar. Ao mesmo tempo, convida todos os habitantes da Terra para o banquete das boas-novas. Só é preciso ter consciência da necessidade (sede). As bênçãos consistem nas águas do Espírito, no vinho da alegria e no leite da boa Palavra de Deus. São uma dádiva da graça, obtida sem dinheiro e sem preço”, comenta William MacDonald.

Desta forma, Isaías 55, com sua ênfase na graça divina e na magnitude da Palavra de Deus, oferece um terreno fértil para entender como tais elementos promovem reavivamento e reformas espirituais:

• A graça divina, conforme expressa no convite aos que têm sede virem às águas, não faz distinção de classe social, méritos pessoais ou recursos financeiros. Pessoas de todos os contextos são convidadas a se aproximarem de Deus (Isaías 55:1).

• O convite para buscar o Senhor e comer o que é bom é um apelo direto para que as pessoas abandonem a busca por satisfação em coisas supérfluas e se voltem para aquilo que é verdadeiramente essencial à existência. O reavivamento acontece quando se percebe a insuficiência do que o mundo oferece, e anseia por algo mais significativo (Isaías 55:2-5).

• O apelo urgente para buscar ao Senhor enquanto Ele pode ser achado revela que o tempo da graça disponível pode terminar. Essa urgência incentiva à prontidão espiritual e à busca intensa por Deus – elementos cruciais no reavivamento genuíno, que resulta em reforma autêntica de vida: Conversão (Isaías 55:6-7).

• Para isso, é imprescindível reconhecer a soberania e sabedoria insondável de Deus. Tal reconhecimento é vital para o reavivamento espiritual e a reforma de vida, pois impulsiona a humildade e a submissão à autoridade divina (Isaías 55:8-9).

• O final do capítulo apresenta o clímax do reavivamento e reforma espirituais, os quais estão vinculados à redescoberta da aplicação prática das Escrituras – que não retornam vazias. Através de Sua Palavra, Deus promete uma transformação na vida e na condição de quem aceitar Seus ternos convites (Isaías 55:10-13).

Isaías 55 é mais que um mero chamado à redenção, é uma exaltação ao Criador e à eficácia de Sua Palavra! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 54 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS 
16 de janeiro de 2024, 0:50
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574 palavras

Canta alegremente, ó estéril. Israel, que então era “estéril” de resultados (ver p. 17-19; cf. Is 5:1-7; Jo 3:3, 5; Gl 5:22, 23), teria êxito em sua tarefa. Seus próprios filhos e filhas seriam “ensinados do SENHOR” (Is 54:13), os gentios se converteriam (56:6) e o templo de Jerusalém se tornaria “Casa de Oração para todos os povos” (56:7). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 311.

Alarga o espaço. “Quando o número de Israel aumentasse, deveriam ampliar os limites até que seu reino abarcasse o mundo” (PJ, 290). Citado em CBASD, vol. 4, p. 311.

Não o impeças. Deus não estará satisfeito, e Sua obra na Terra não poderá ser concluída, até que a igreja se levante com fé e se una aos agentes divinos para proclamar ao mundo o Salvador crucificado, ressuscitado e prestes a vir. CBASD, vol. 4, p. 311.

Transbordarás. Se Israel se erguesse com fé para cumprir seu destino como nação, o êxito excederia suas maiores expectativas. Assim será no tempo do fim quando o povo de Deus estiver pronto para receber o poder que Ele deseja manifestar. CBASD, vol. 4, p. 311, 312.

Da vergonha da tua mocidade. Yahweh tirou Israel do Egito para ser Sua noiva, mas ela se prostituiu ao servir a outros deuses (Jr 3:1-11; Ez 16:8-16; Os 2:5-13). Essa foi a sua desgraça e vergonha. CBASD, vol. 4, p. 312.

Da tua viuvez. Uma alusão ao cativeiro em Babilônia, quando, por causa da infidelidade a seu Marido, a nação foi levada cativa (Lm 1:1; 2:5, 6; cf. Os 2:6-13). CBASD, vol. 4, p. 312.

Teu marido. Embora a nação  de Israel tivesse abandonado seu “marido”, Ele a traria de volta e seria novamente seu esposo (ver Ez 16:8; Os 2:14-20; cf. 3:1-5). CBASD, vol. 4, p. 312.

Repudiada. Ou, “rejeitada”, isto é, como “esposa”. CBASD, vol. 4, p. 312.

Por breve momento. Durante os 70 anos do cativeiro babilônico, Israel pareceu estar abandonado e esquecido. Contudo, na verdade, Deus permitiu essa experiência amarga a fim de revelar a Israel a tolice de seus caminhos e persuadi-lo de que a sabedoria consiste em ser fiel a Ele (ver Os 2:6-23). Em meio às dificuldades e às desilusões da vida, o povo de Deus tem o privilégio de ouvir a voz divina que chama a deixar os próprios caminhos e a andar com o Senhor. CBASD, vol. 4, p. 312.

Como as águas de Noé. Depois do dilúvio, Deus prometeu que não destruiria a terra com água (Gn 9:11-15). Promessa semelhante foi dada ao povo de Judá desde que permanecesse fiel a Deus, depois que retornasse à sua terra natal. CBASD, vol. 4, p. 312.

10 A aliança da minha paz. Isto é, a aliança divina que resulta em paz (ver Nm 25:12; Ez 34:25; 37:26). CBASD, vol. 4, p. 312.

13 Filhos. Expressão hebraica comum para designar descendência, sem levar em conta a idade. CBASD, vol. 4, p. 313.

15 Poderão suscitar contendas. Se tivessem permanecido fiéis a Deus depois do cativeiro, os judeus teriam recebido bênçãos inumeráveis (ver p. 16, 17). Seus inimigos conspirariam para tomar deles essas bênçãos, mas cairiam nessa tentativa (ver Ez 38:8-23); Zc 12:2-9; 14:2, 3). … Nos últimos dias, haverá também, da parte dos exércitos do mal, um esforço conjunto para destruir os santos, mas não terão êxito (ver Ap 16:14-16; 19:11-21; ver p. 17, 21-23). CBASD, vol. 4, p. 313.

16 O assolador. Isto é, aquele que devasta. deus afirma Seu controle soberano sobre os poderes da Terra. nenhuma força pode operar a menos que Ele permita (ver com. de Dn 4:17). nenhum inimigo pode ultrapassar os limites de Deus estabelece. CBASD, vol. 4, p. 313.

17 Seu direito. Ou, sua “vindicação”. Deus vindicará a causa de Seus servos. Quando o inimigo os acusar e lutar contra eles, Ele os declarará inocentes e os libertará. CBASD, vol. 4, p. 313.



ISAÍAS 54 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
16 de janeiro de 2024, 0:40
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ISAÍAS 54 – A mensagem principal deste capítulo foi dirigida a Jerusalém, personificada como uma mulher estéril que é encorajada a alegrar-se, pois Deus promete-lhe restauração e prosperidade. Desta forma, há elementos neste texto sagrado que apontam para um reavivamento espiritual.

A Bíblia Andrews comenta que “este capítulo usa uma linguagem tocante para retratar o relacionamento entre Deus e Seu povo. O Senhor é Criador, Redentor, Marido e Mestre. É Ele quem demonstra amor eterno ou bondade e misericórdia, além de afirmar uma aliança de paz que não pode ser revogada. Protege tão bem Seu povo que ‘toda arma forjada contra [ele] não prosperará’ (v. 17)”.

Assim, Isaías 54:1-17 revela uma mensagem de renovação e expansão (vs. 1-3), de confiança na graciosa providência divina (vs. 4-5), de restauração baseada na graça (vs. 6-10), e de proteção pautada na misericórdia (vs. 11-17).

O mais impressionante em Isaías 54 é que sem a graça divina, só restaria desgraça na vida humana. Sem a misericórdia, generosidade e bondade divinas, nunca experimentaríamos qualquer tipo de vida – seríamos estéreis, abandonados; estaríamos desoladamente perdidos.

• É a ação graciosa e misericordiosa de Deus que oferece solução e salvação de nossa situação!

Um texto interessante é o versículo 9. Nele, a referência à promessa de Deus fazendo menção ao dilúvio, um evento catastrófico que Deus havia usado para julgar a maldade da humanidade, mas agora promete não o repetir. Mesmo diante da inclinação da humanidade para o mal, a promessa foi mantida pautando-se na graça e misericórdia.

• A certeza da promessa independe do comportamento instável das pessoas.

Assim como Deus prometeu nunca mais destruir a Terra com águas (Gênesis 9:11) Deus manteria esta nova promessa com base em Sua graça, não no compromisso humano à aliança. A infidelidade dos judeus que retornaram do cativeiro babilônico não cancelou a promessa; pelo contrário, no sentido escatológico o plano de preservar a terra foi ampliado (Apocalipse 21:1-22:21). “Bem-aventurados os humildes, pois eles receberão a terra por herança” (Mateus 5:5).

Jesus é o Messias, Salvador, que tornou possível a realidade dessa promessa. Ele é a manifestação da graça divina que nos oferece perdão. E, por meio dEle podemos buscar, hoje mesmo, a renovação espiritual, a restauração de nossa fé e, a certeza de nossa salvação! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 53 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS 
15 de janeiro de 2024, 0:50
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1458 palavras

Isaías 53 é o quarto dos Cânticos do Servo deste livro (além de 42:1-9, 49:1-13 e 50:4-11). Ele é composto por cinco seções, três versos cada, começando com Isaías 52:13. Foi sobre essa passagem que Jesus fez perguntas aos rabinos com a tenra idade de 12 anos. Foi a meditação sobre Isaías 53 que trouxe a Ele a primeira luz da Sua missão como substituto para a humanidade pecadora. Esta é a passagem que o etíope estava lendo que lhe desvendou o mistério do Messias, graças ao oportuno estudo bíblico feito por Filipe (Atos 8:26-40). Este é o capítulo que, nas palavras de um conhecido evangelista aos judeus, “mais do que qualquer outro tem sido usado por Deus para trazer o povo judeu a Si mesmo.” Ele tem a ver com a essência da missão de Jesus e Sua morte substitutiva na cruz pela humanidade. O Novo Testamento cita esta parte mais do que qualquer outra do Antigo Testamento (Marcos 15:17, João 10:11; 12:37, Rm 3:25 a 4:25, 2 Coríntios 5:21; Fil 2:9).

O relatório de boas notícias de Isaías 52:7 é recebido com incredulidade: “Quem creu em nossa pregação?” (Is 53:1 ARA), Isaías exclama. Os seres humanos rejeitaram o Filho de Deus porque Ele não apresentava a beleza de um príncipe ou “qualquer … majestade que nos atraísse, nada havia em sua aparência para que o desejássemos” (v.2 NVI). Jesus foi desprezado e rejeitado ao longo de toda a Sua vida, não apenas durante o Seu julgamento e crucificação. Ele realmente está familiarizado com a tristeza e o pesar (v.3). Quando sentimos que o mundo está contra nós, não devemos esquecer que ele também estava contra Jesus. Por experiência própria, Ele certamente se identifica com nossos sentimentos. Ron R E Clouzet, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/04/18.

“Este capítulo, colocado em pauta sete séculos do nascimento de Cristo, até parece ter sido escrito por uma testemunha da crucificação. O apóstolo Pedro preferiu citar trechos deste capítulo a resumir os relatos das testemunhas oculares (1Pe 2.21-25). Sete citações deste capítulo são feitas no Novo Testamento á Pessoa de Jesus Cristo. Declara-se oito vezes, neste capítulo, a doutrina da expiação vicária [substituta], que se resume na expressão de 2Co 5.21.” Bíblia Shedd.

Quem creu … ? Quem teria crido no relato da humilhação e exaltação do Messias, o Servo do Senhor (ver com. de Is 52:7, 13-15)?  …  A divisão entre Isaías 52 e 53 deveria ser no v. 12 do cap. 52, e não no 15. … O NT (Mt 8:17; Jo 12:38) claramente aplica Isaías 53 a Cristo. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.4, p. 307.

O braço. O instrumento pelo qual alguém cumpre seus propósitos. Aqui o “braço” de Deus, ou poder, se revela na salvação do ser humano. CBASD, vol.4, p. 307.

2. Perante Ele. “diante de Deus”, no sentido de ser submisso à Sua vontade, e sujeito ao Seu cuidado (ver com. de Lc 2:49). CBASD, vol.4, p. 307.

Como renovo. Cristo cresceu física, mental e espiritualmente em harmonia com as leis naturais do desenvolvimento humano (ver com. de Lc 2:52). Como uma planta tira o sustento do solo, Ele Se sustentaria da sabedoria e da força de Deus. CBASD, vol.4, p. 307.

Terra seca. Uma planta que nasce em solos em água não cresce de forma plena e não é atrativa. Para os líderes dos judeus, o caráter de Jesus não era atrativo. CBASD, vol.4, p. 308.

Nem formosura. …nada que chamasse a atenção. Os seres humanos não deveriam ser atraídos a Cristo por meio de demonstração de glória sobrenatural, mas pela beleza de uma vida justa (ver DTN, 23, 27, 43). … Ele não era o tipo de Messias em que os judeus estavam interessados. CBASD, vol.4, p. 308.

Homem de dores. Por meio da humanidade de Jesus, a Divindade experimentou tudo o que a humanidade mortal herdou. Ele sofreu todos os maus-tratos e maldades que homens ímpios e anjos maus puderam fazer contra Ele, tendo como clímax o julgamento e a crucifixão. CBASD, vol.4, p. 308.

Escondem . Em vez de se compadecerem de C r i s t o em Sua aflição, os seres humanos se desviaram dEle com amargura e desprezo. Não tiveram compaixão e O repreenderam por Seu destino trágico (ver Mt 26:29-31; 27:39-44). Até os discípulos O abandonaram e fugiram (Mt 26:56). CBASD, vol.4, p. 308.

4. Nossas enfermidades  Os v. 4 a 6 enfatizam a natureza vicária dos sofrimentos e da morte de Cristo. O fato de ter sido pelos pecadores e não por Si mesmo que Ele sofreu e morreu é reiterado nove vezes nestes versículos, e novamente nos v. 8 e 11. Ele sofreu em lugar do pecador. Assumiu a dor, a humilhação e os maus-tratos que outros mereciam (ver DTN, 25). CBASD, vol.4, p. 308.

Ferido de Deus. O inimigo fez parecer que os sofrimentos de Jesus eram um castigo infligido sobre Ele por um Deus vingativo por ser pecador (ver DTN, 471). Se isso fosse verdade, Ele não poderia ser o Redentor do mundo. CBASD, vol.4, p. 308.

5. O castigo. Isto é, a punição necessária para nos reconciliarmos com Deus (ver Rm 5:1).CBASD, vol.4, p. 308.

7. Não abriu a boca. Isto é, para protestar, reclamar ou se defender. O silêncio era evidência de submissão completa e inquestionável (ver Mt 26:39-44). O que o Messias fez foi de forma voluntária e com alegria, a fim de que pecadores condenados pudessem ser salvos (sobre o cumprimento desta profecia, ver Mt 26:63; 27:12, 14). CBASD, vol.4, p. 308.

8. Por juízo opressor. O Messias não foi julgado com justiça. Apesar do pretenso procedimento judicial, o veredito não foi justo. CBASD, vol.4, p. 308.

Foi arrebatado. Isto é, pela morte. “Ele morreu”. CBASD, vol.4, p. 308.

E de Sua linhagem, quem dela cogitou? …”quem se interessava por Seu destino?”. … ninguém O defendeu. Ele sofreu tudo sozinho. CBASD, vol.4, p. 308, 309.

Por causa da transgressão. Sobre a natureza vicária dos sofrimentos e da morte de Cristo, ver com. dos v. 4-6. CBASD, vol.4, p. 309.

Com os perversos. O Servo justo (ver com. de Is 52:13) foi morto como pecador, não como santo. Após ter dado a vida pelos transgressores, foi colocado entre eles em Sua morte. CBASD, vol.4, p. 309.

Com o rico. Ele seria sepultado na tumba de um homem rico, a de José de Arimateia (Mt 27:57-60). CBASD, vol.4, p. 309.

Posto que. Ou, “apesar de”, “embora”. Cristo sofreu a sorte de um pecador, embora não tivesse feito nada para merecer isso. CBASD, vol.4, p. 309.

10. Ao SENHOR agradou. O Senhor não Se alegrou com o sofrimento de Seu Servo (ver com. de Is 52:13), o Messias. Em vista do bem estar eterno do ser humano e da segurança do universo, Ele teve de sofrer. A frase “ao SENHOR agradou” indica que isso “foi da vontade do Senhor”. Só assim o plano de salvação poderia ter êxito. CBASD, vol.4, p. 309.

Alma. Do heb. nefesh, que significa, “ele próprio” ou “Sua vida” (ver com. de IRs 17:21; SI 16:10). Sua vida substituiu a nossa (ver com. de Is 53:4; ver DTN, 25). Por causa do pecado, o ser humano perdeu a inocência, a capacidade de amar e de obedecer a Deus, seu lar, seu domínio sobre a terra e mesmo sua vida. Cristo veio para restaurar todas as coisas permanentemente, não só na Terra, mas em todo o universo. CBASD, vol.4, p. 309.

Como oferta pelo pecado. Esta oferta era apresentada quando se exigia uma restituição, fosse a alguém ou a Deus. A morte do Servo de (Deus proporcionou uma expiação aceitável e efetiva do pecado que ocasionou a perda. Este sacrifício era essencial à redenção e restauração do ser humano (Jo 1:29; 17:3; 2Co 5:21; 1Pe 2:24). CBASD, vol.4, p. 309.

Sua posteridade. Isto é, “sua descendência”: aqueles que estivessem dispostos a recebê-Lo, aos que cressem “no Seu nome” (Jo 1:12) e nascessem de novo (Jo 3:3). Ele “suportou a cruz” em vista dessa “alegria que Lhe estava proposta” (Hb 12:2). A informação de que Cristo verá Sua posteridade aponta para a [Sua] ressurreição. CBASD, vol.4, p. 309.

Prolongará os Seus dias. Aqui se afirma com mais clareza a ressurreição (ver Hb 7:16, 25; Ap 1:18). CBASD, vol.4, p. 309.

A vontade do SENHOR. Cristo Se deleitava em fazer a vontade de Seu Pai (Mt 26:39, 42; Jo 4:34; 5:30; 6:38), e, por meio dEle, a vontade de Deus prevaleceria mais uma vez entre os homens (Mt 6:10; 7:21; Jo 17:6). A missão do Messias teria êxito. CBASD, vol.4, p. 309.

11. Trabalho. Isto é, o resultado de Sua obra. CBASD, vol.4, p. 309.

Ficará satisfeito. Por causa de Sua morte, muitos viveriam; por causa de Seus sofrimentos, muitos encontrariam paz e alegria eternas (ver DTN, 25; cf. Hb 12:2). O resultado justificaria o sacrifício necessário para alcançá-lo. CBASD, vol.4, p. 309.

O Meu Servo, o Justo. O Pai está falando de Seu Filho, o Messias (ver com. de Is 41:8; 52:13). CBASD, vol.4, p. 309.

Levará sobre Si. Reafirmação da natureza vicária do sacrifício do Messias enfatizada nos v. 4 a 6, 8 e 10. CBASD, vol.4, p. 309.

12 Por isso, Eu Lhe darei. Deus recompensará o Servo vitorioso com um lugar de honra diante de todo o universo. CBASD, vol.4, p. 310.

O despojo. Tudo o que se perdeu como resultado do pecado (ver com. do v. 10) seria restaurado.  CBASD, vol.4, p. 310.

Intercedeu. Aqui se prediz claramente o ministério de Cristo (Rm 8:34; Hb 7:25; 9:24; 1Jo 2:1). CBASD, vol.4, p. 310.



ISAÍAS 53 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
15 de janeiro de 2024, 0:40
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ISAÍAS 53 – O plano da redenção pauta-se inteiramente na substituição divina. Jesus não só assumiu nosso lugar na cruz, Ele nos representa/intercede perante o Pai – outra forma de substituição por não podermos representar-nos a nós mesmos! Estas duas fazes substitutivas de Cristo estão presentes em Isaías 53. Jesus é prenunciado como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (conferir João 1:29).

Assim, o sacrifício descrito pelo profeta é uma profecia do sofrimento de Cristo na cruz, onde Ele carregaria o pecado da humanidade, oferecendo-Se como sacrifício substituto para redimir os transgressores em suas iniquidades (Isaías 53:1-9).

Embora o texto sagrado esteja mais explicitamente ligado à ideia de um sacrifício substitutivo, alguns elementos da mensagem inspirada relacionam com o ministério sacerdotal e de intercessão de Jesus no Santuário Celestial. Isaías 53:12, por exemplo, a revelação encerra com as seguintes informações: “Pois Ele levou o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu”.

O sacrifício de Cristo na cruz garantiu-Lhe a possibilidade de ser nosso Intercessor. Na cruz, Jesus ofereceu-Se a Si mesmo, morreu e depois ressuscitou tornando-Se apto para apresentar-Se vivo perante Deus e representar àqueles que merecem morrer, mas entregou-Se a Ele (Isaías 53:10-12). Estas duas fases são interdependentes – uma é tão importante quanto a outra; então, nós, pecadores precisamos imprescindivelmente das duas. E… Isaías revela-nos isso claramente no Antigo Testamento.

O livro de Hebreus é essencial para confirmar e ampliar a mensagem evangélica de Isaías 53. Do qual, focarei apenas num versículo (Hebreus 12:2) que complementa Isaías 53:11-12.

• Em Isaías Jesus é chamado de Servo Sofredor ao assumir o lugar do pecador por tornar-Se sacrifício substituto e Redentor.
• Em Hebreus Jesus é retratado como o “Autor e Consumador da fé” que, apesar do sacrifício na cruz, manteve Seus olhos fixos na alegria que estava diante dEle.

A interconexão de Isaías 53:11-12 com Hebreus 12:2 vai além do aspecto intercessório. Ambos os versículos revelam o paradoxo da cruz – um lugar de sofrimento extremo que leva à exaltação e redenção. Em Isaías, o Servo Sofredor é exaltado após Sua morte vicária; em Hebreus, Jesus supera a cruz, desdenhando da vergonha, e é coroado de glória na posição à direita de Deus.

Seu sofrimento trouxe-Lhe satisfação/alegria devido à nossa redenção!

E nós… como responderemos? – Heber Toth Armí.