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ISAÍAS 7 – Precisamos de segurança. Carecemos de uma base sólida para nossa esperança. Necessitamos da presença confortadora e tranquilizadora de um Ser superior às nossas forças e habilidades…
Não precisamos de um Deus indiferente, distante e ausente. Não precisamos de um Deus que não age e nem nos protege. Não queremos um Deus mais fraco que nós ou, inativo, incapaz de atender-nos quando mais precisamos.
Existem muitos deuses assim, entretanto, o Deus da Bíblia é diferente. Ele é atuante, presente e, acima de tudo, onipotente.
Ameaçado pela guerra, correndo risco de ser substituído, Acaz, rei de Judá, foi desafiado a confiar no Deus que faz promessas. Quando o rei verificava o sistema hídrico da cidade, em preparação ao cerco, o profeta Isaías e seu filho Sear-Jasube foram encontrá-lo (vs. 1-3).
A própria presença do profeta com o filho perante o rei temeroso já transmitia-lhe uma mensagem poderosa:
1. O nome Isaías significa “Jeová Salva”
2. O nome Sear-Jasube significa “Um resto voltará”.
Sim! Em meio à crise que avançava e ameaçava, Deus preservaria um remanescente de Seu povo (vs. 4-9).
• Este Deus age, interage e protege!
Ao Isaías solicitar a Acaz um sinal, este recusou a fazê-lo. Contudo, Isaías disse que daria o sinal mesmo contra a vontade do rei: Nasceria uma criança, não muito tempo daquele encontro, a qual chamaria Emanuel (vs. 10-14) – didaticamente, outra mensagem em símbolos:
3. O nome Emanuel significa “Deus está conosco”.
A soberania divina sobre os inimigos do povo escolhido se veria antes de a criança perder a inocência: Deus protegeria (vs. 15-16). Efraim, representando dez tribos de Israel, desapareceria em poucos anos.
Contudo, devido à incredulidade do monarca judeu, a nação sofreria mais com mais outra ameaça. Além da Síria, a Assíria, em cujo poder Acaz confiou, dizimaria a Terra Prometida (vs. 17-25).
Aplicações:
• Duvidar da Palavra de Deus dada pelos profetas não vale à pena.
• Deus Se faz presente mesmo quando não queremos Sua presença.
• A maior evidência da presença Divina entre nós Se deu no nascimento de Jesus (Mateus 1:23).
• Hoje, Deus está conosco pela presença do Espírito Santo, nosso Consolador, ajudando-nos nos desafios da fé neste mundo – basta aceitá-lO (João 14:16-17,26).
Clamemos fervorosamente: “Senhor, livra-nos da incredulidade. Faz-nos mais crentes em Tuas promessas! Amém” – Heber Toth Armí.
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ISAÍAS 4 – Sobrevivência em meio à forte ênfase das tragédias resultantes do mal é um tremendo desafio. Apesar da desobediência e indiferença, o verdadeiro Deus, abertamente ignorado, não ignora aos negligentes.
O texto em apreço é curto, porém, com mensagens profundas e impactantes. O primeiro versículo faz parte do capítulo anterior. Com a tragédia dos erros cometidos pelo povo de Deus os homens seriam dizimados, os casamentos reduzidos.
“Sete mulheres estariam dispostas a desposar o mesmo varão para serem chamadas pelo seu nome (4:1), ainda que tivessem de trabalhar para seu próprio sustento”. Após este pormenor, Siegfried Julio Schwantes ampliou a interpretação:
“A aplicação literal deste verso é a que melhor condiz com o contexto. Isto não significa, porém, que uma aplicação secundária não possa ser feita por um outro profeta, como quando este texto é aplicado para descrever a condição das igrejas cristãs modernas que de Cristo só querem o nome”. Observe:
• Mulheres = igrejas (Isaías 54:5-6; Efésios 5:23);
• Homem = Cristo (I Timóteo 2:5);
• Comer o próprio pão = nutrir-se da própria doutrina (Eclesiastes 11:1);
• Nossos próprios vestidos = as próprias obras, não a justiça de Cristo (Isaías 61:10);
• Queremos ser chamadas pelo teu nome = cristãos, evangélicos, etc.
Muitos têm o título de cristão, embora estejam distantes de Cristo; declaram-se cristãos, vivendo diferente de Cristo e indiferentes a Ele; afirmam pertencer a Cristo, apegados ao pecado.
Apesar do estrago realizado pelo pecado, Deus promete restaurar Seu povo:
1. O renovo divino trará beleza e glória, restauração e satisfação (v. 2);
2. O remanescente será justificado e santificado no julgamento divino (vs. 3-4);
3. O Senhor protegerá Suas propriedades e Seu povo (vs. 5-6).
Não há santidade na perversidade, nem consagração na corrupção. Contudo, o sangue de Jesus, o Renovo divino, trará restauração física, mental e espiritual de novo, após o estrago feito pelo pecado.
“A presença do Deus santo só pode se materializar em meio a um povo santo; por isso apresenta-se a necessidade de o povo se lavar e eliminar qualquer coisa contrária à santidade do Senhor” (Bíblia de Estudo Andrews).
Deus quer um povo…
• …purificado – não contaminado;
• …santo – não pecaminoso;
• …dedicado – não relaxado;
• …fiel a Ele – não ao pecado.
Por que não atentar para Seus apelos, conselhos e recursos? – Heber Toth Armi.
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ISAÍAS 1 – O profeta da qual este livro recebe o título é grande visionário, culto, inteligente e consagrado. Ele oferece-nos um livro muito bem elaborado.
Isaías “é o grande profeta messiânico e príncipe dos profetas do AT. Não tem rival em esplendor de dicção, brilhantismo de símiles, versatilidade e beleza de estilo, profundidade e amplidão de visão profética. Era filho de Amoz (1.1), e tido tradicionalmente como de ascendência real – irmão do rei Amazias, neto do rei Joás” (Merril F. Unger).
Se estudarmos com afinco e mergulhados em oração a este livro profético messiânico, experimentaríamos um reavivamento pela Palavra de Deus.
Comece com entusiasmo no primeiro capítulo. O contexto “refere-se à devastação do território e ao cerco de Jerusalém no tempo de Senaquerib em 701 (cf. 36,1s; 2Rs 18,13s), ou por ocasião da guerra siro-efraimita em 735 (vf. 7,1-2 e 2Rs 16,5-9)” (Comentário da Bíblia de Jerusalém).
O povo de Deus, embora religioso, era alheio a Deus. Vivia na igreja, mas longe de Deus. Praticava rituais, mas não havia profundidade em seu relacionamento com Deus. O profeta de Deus mostra o perigo dessa religiosidade vazia, de aparência, hipócrita.
“Este capítulo descreve uma cena em um tribunal”, diz Warren W. Wiersbe. E então acrescenta:
1. Deus convocou o tribunal e declarou as acusações (vs. 2-4);
2. Deus apresentou seu caso e declarou a nação culpada (vs. 5-15);
3. Deus, porém, ofereceu aos acusados a oportunidade de se arrependerem e de serem perdoados (vs. 16-31).
A avaliação de Deus é perfeita, real. Deus não é negativista, muito menos pessimista, mas realista. Sua conclusão é exata. Consequentemente, quando Deus diz que Seu povo merece ser castigado, Ele não está exagerando, muito menos inventando.
O que fica claro para nós, é que Deus é intolerante ao envolvimento com a religião verdadeira possuindo uma espiritualidade superficial. Diante de uma religiosidade só de forma, Ele exige uma radical reforma. Ele confronta uma espiritualidade morta, porque deseja um reavivamento sobrenatural.
O anseio de Deus por arrependimento por uma vida religiosa hipócrita, vazia e superficial é visto em seu oferecimento de perdão, graça e restauração. Uma renovação do compromisso com Deus resulta em atitudes perceptíveis: Abandono daquilo que para Deus é intolerante, para abraçar ao estilo de vida que Deus preza!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.