Reavivados por Sua Palavra


1 CORÍNTIOS 11 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
21 de dezembro de 2024, 0:50
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1 Como também eu sou. Todo ministro do evangelho de Cristo deve estar apto a pedir que seus ouvintes imitem seu exemplo ao seguir o Mestre. Se não pode fazê-lo, deve esquadrinhar o coração e rogar a Deus para que viva para Ele em todos os aspectos, e não para si mesmo. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 828.

Sua própria cabeça. Isto pode se referir tanto a Cristo, que é “a cabeça de todo homem” (v. 3), ou à cabeça literal do homem, que seria desonrada estando coberta. O homem que, como servo do Senhor, se recusa publicamente a demonstrar respeito por Cristo, traz desonra tanto ao Senhor quanto à sua própria cabeça. Corinto era uma cidade grega, e, por consideração ao costume grego, Paulo ensinou que ao adorar a Deus, nessa cidade, os homens deviam seguir o modo usual de mostrar respeito, removendo a cobertura da cabeça na presença de um superior. Os homens não deviam agir como mulheres. CBASD, vol. 6, p. 831.

5 Sem véu. Era costume das mulheres cobrir a cabeça com véu, como evidência de que eram casadas, e também como modéstia. CBASD, vol. 6, p. 831.

10 Autoridade. Do gr. exousia. É provável que isso se refira ao sinal da autoridade do marido, o véu, que as mulheres usavam como reconhecimento público de sua posição sob a autoridade do marido. Aceitar de boa vontade esse costume era um privilégio honrado, indicando que a mulher tinha posição de respeito na comunidade, pois ela “pertencia” a alguém, e podia reclamar apoio e proteção deste sob cuja “autoridade” vivia. CBASD, vol. 6, p. 833.

11 No Senhor. Esta relação entre homem e mulher está de acordo com o desígnio e a direção do Senhor. É intenção e ordem de Deus que dependam um do outro, vivam em mútua consideração e promovam o bem-estar e a felicidade um do outro. Cada um é necessário ao bem estar do outro, e esse fato deve ser reconhecido na relação. O homem não pode existir sem a mulher, nem a mulher sem o homem. Um é incompleto sem o outro. Isso devia ser motivo suficiente para evitar a jactância por parte do homem. CBASD, vol. 6, p. 833.

14 Natureza. Neste caso, o termo indica a ordem natural das coisas, o que em geral é aceito pelas pessoas, o costume prevalecente. Na época de Paulo, era costume para um judeu, grego e romano usar cabelo curto. Entre os israelitas se considerava vergonhoso que um homem tivesse cabelo comprido, com exceção daquele que tivesse feito voto de nazireu. CBASD, vol. 6, p. 834.

17 Não para melhor. O propósito das reuniões regulares dos crentes é o fortalecimento espiritual e o encorajamento dos participantes a enfrentar a batalha da vida com mais fé e esperança. Longe de louvar seu comportamento e a forma de observar os ritos da casa do Senhor, o apóstolo achou necessário repreendê-los. Primeiramente, declarou de forma categórica que suas reuniões não produziam bons resultados, mas ruins. Em seguida, ampliou essa afirmação e mostrou como tinham permitido que práticas errôneas privassem o serviço da comunhão de sua santidade e inspiração adequadas. CBASD, vol. 6, p. 835.

27 Indignamente. Ou, sem a devida reverência pelo Senhor, cujo sofrimento e sacrifício estão sendo lembrados. Pode-se dizer que a indignidade consiste na conduta imprópria (v. 21) ou na falta de fé vital e ativa no sacrifício expiatório de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 841.

28 Examine-se. Antes de participar da Ceia do Senhor, a pessoa deve rever sua experiência cristã e certificar-se de estar pronta para receber as bênçãos que esse rito proporciona a todos que estão em relacionamento com Deus. Deve refletir se, dia a dia, tem experimentado a morte para o pecado e o novo nascimento para o Senhor, se está ganhando a batalha contra os pecados que o afligem e se sua atitude para com o próximo está correta. Palavras, pensamentos e ações devem ser inspecionados, bem como hábitos de devoção pessoal e tudo que influencie no progresso em direção a um caráter que reflita a imagem de Jesus. CBASD, vol. 6, p. 841.

34 Fome. Isto se refere ao desejo físico por alimento, não o anseio espiritual pelo pão da vida. A Ceia do Senhor não tem o objetivo de satisfazer a fome física. Seu propósito é ser um memorial do maior e mais solene evento, e não um banquete. As instruções dadas neste capítulo, quando seguidas cuidadosamente, fazem da Ceia do Senhor um serviço cheio de consolo e santa alegria. CBASD, vol. 6, p. 843.



I CORÍNTIOS 11 – COMENTÁRIO DO PASTOR HEBER TOTH ARMÍ
21 de dezembro de 2024, 0:40
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I CORÍNTIOS 11 – Paulo é o apóstolo que enfatiza a liberdade cristã em outros textos (conferir Gálatas 5:1). Ele sugere que práticas culturais e litúrgicas devem ser adaptadas ao contexto, desde que não comprometam a essência da mensagem do evangelho.

Encontramos nos primeiros versículos questões sobre ordem e decoro no culto, especialmente relacionadas às práticas de cobrir ou descobrir a cabeça durante a oração e a profecia. Paulo estabelece argumentos baseados na criação, na relação entre homem e mulher, e na cultura da época.

• Ordem na criação: O homem é a “imagem e glória de Deus”, e, a “mulher é a glória do homem” (I Coríntios 11:7).
• Tradição cultural: Paulo demonstra a importância de respeitar os costumes de cada época e lugar, como o uso do véu para mulheres, que simbolizada respeito e modéstia.
• Natureza: O texto declara que “a própria natureza” ensina que é desonroso para o homem ter cabelo comprido, enquanto para a mulher, o cabelo é “uma glória para a mulher” (I Coríntios 11:14-15).

Mesmo fundamentados em princípios bíblicos, os cristãos devem equilibrar a teologia com a relevância cultural e a lógica prática.

O clímax do assunto do véu, e das diferentes funções de homens e mulheres está em I Coríntios 11:16. “Mas, se alguém quiser fazer polêmica a esse respeito, nós não temos esse costume nem as igrejas de Deus”.

Em suma,

• A unidade doutrinária e prática é fundamental para evitar disputas desnecessárias.
• As práticas de culto devem refletir a unidade e ordem, respeitando contextos culturais, mas sempre com base nos princípios bíblicos.
• É importante distinguir entre costumes culturais transitórios e mandamentos universais.
• A igreja deve ser sábia em manter aquilo que edifica e promove a unidade.
• As práticas de questionar as instruções divinas é prejudicial a unidade eclesiástica.

A maneira como a Ceia do Senhor é celebrada deve ser um testemunho da comunhão entre os membros e a obra redentora de Cristo. O comportamento contencioso (I Coríntios 11:16) e as divisões na Santa Ceia (I Coríntios 11:17-34) refletem um problema maior: A valorização excessiva do individualismo em detrimento da unidade.

Seja no uso do véu (autoridade/ordem) ou na Ceia (igualdade/comunhão), os valores centrais do evangelho devem moldar as práticas cristãs.

Reflita: A unidade é essencial para haver reavivamento espiritual! – Heber Toth Armí.



JEREMIAS 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS 
2 de fevereiro de 2024, 0:50
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545 palavras

Dai voltas. Esta ordem é dada para destacar a universalidade da corrupção moral que prevalecia em Jerusalém. O desafio nos lembra da antiga história do sábio grego Diógenes, fundador da escola cínica de filosofia, que caminhava pelas ruas de Atenas com uma lanterna acesa, procurando um homem honesto. … chama a atenção para a extrema escassez de pessoas justas. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 401.

Grandes. Sem dúvida, os príncipes, sacerdotes, etc. A posição social e a educação proporcionaram a eles a oportunidade de estudar a lei e aprender dela “o caminho do Senhor”. CBASD, vol. 4, p. 401.

Estes, de comum acordo. Eles eram mais culpados porque pecaram a despeito de terem recebido uma luz [conhecimento] maior. CBASD, vol. 4, p. 401.

Leão … lobo … leopardo. Os símbolos deste versículo, sem dúvida, se referem aos babilônios. CBASD, vol. 4, p. 401.

Adulteraram. Espiritual e literalmente… A associação da imoralidade com os cultos idólatras torna a figura duplamente adequada. CBASD, vol. 4, p. 402.

10 Tirai-lhes as. Os membros degenerados de Judá seriam podados da videira, mas o próprio tronco, aparentemente, sobreviveria. Deus os deserdou e os entregou às mãos dos babilônios. CBASD, vol. 4, p. 402.

Gavinhas. “Brotos” ou “folhas” da videira. CBASD, vol. 4, p. 402.

15 De longe. Possivelmente, uma alusão direta à predição de Deuteronômio 28:49. Em comparação com países como Moabe, Filístia e Edom, Babilônia era um país distante, e é assim designada em Isaías 39:3 (cf. Jr 1:15; 4:16). CBASD, vol. 4, p. 403.

Nação antiga. A grande antiguidade de Babilônia parece ter apenas ter contribuído para seu orgulho, arrogância, crueldade e habilidade na arte da destruição. CBASD, vol. 4, p. 403.

Cuja língua ignorais. A língua mencionada aqui é o aramaico, que rapidamente se tornou um meio de comunicação diplomática e comercial internacional. CBASD, vol. 4, p. 403.

16 A sua aljava. Os babilônios eram hábeis no tiro com arco (ver Jr 4:29). CBASD, vol. 4, p. 403.

Sepultura aberta. Poder consumidor dos arqueiros babilônios (ver Is 5:28; 13:18). CBASD, vol. 4, p. 403.

27 Como a gaiola cheia de pássaros, são as suas casas cheias de fraude. Aparentemente, o significado é que, como uma gaiola do passarinheiro está cheia de pássaros que ele capturou, da mesma forma, as casas das pessoas estão cheias com os bens adquiridos por meio de engano e desonestidade. Tornaram-se ricos enganando-se mutuamente nas negociações (ver Sl 73:12). CBASD, vol. 4, p. 404.

28 Engordam. Isto é, eles se tornaram prósperos (Dt 32:15;. Sl 73:7; 92:13; Pv 28:25).  CBASD, vol. 4, p. 404.

Nédios [luzidios]. Possivelmente uma referência à maciez da pele deles. CBASD, vol. 4, p. 404.

A causa dos órfãos. As pessoas eram frias e indiferentes às suas obrigações sociais para com os necessitados (ver Êx 22:22; Is 1:23; etc.). CBASD, vol. 4, p. 404.

31 Os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam de mãos dadas com eles. Os sacerdotes exerceram suas funções em subserviência a esses falsos profetas … (Jr 29:24-26). CBASD, vol. 4, p. 405.

É o que deseja Meu povo. Sem dúvida, isso explica o sucesso dos falsos profetas e sacerdotes. Eles faziam o que atraía o coração do povo. Voluntariamente, o povo se deixou induzir ao erro. CBASD, vol. 4, p. 405.

Porém, que fareis quando estas coisas chegarem ao fim? A maldade conjunta dos líderes e do povo levou a um “fim” inevitável. A nação foi desafiada a levar em consideração essa solene realidade. Enquanto os falsos profetas só pensavam no presente e na sua prosperidade imediata, Jeremias estava preocupado com o destino final da nação do futuro. CBASD, vol. 4, p. 405.



JEREMIAS 5 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ 
2 de fevereiro de 2024, 0:40
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JEREMIAS 5 – Enquanto Jeremias aborda a questão da infidelidade e a restauração num contexto imediato e histórico, as profecias apocalípticas abrangem o plano divino para o fim dos tempos. Desta forma, tanto Jeremias quanto as profecias neotestamentárias compartilham temas de juízo, restauração e reconciliação.

Note que no Apocalipse, a infidelidade espiritual é revelada de forma geral na igreja cristã. O auge dessa apostasia vinculada à hipocrisia alcança a rebelião contra Deus em escala global quebrando os Dez Mandamentos (Apocalipse 9:20-21; 13:1-18; 18:2-3). Por isso, algumas promessas apocalípticas de Cristo são pertinentes; por exemplo: “Seja fiel até a morte, e Eu lhe darei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10). Fica evidente que, somente perseverantes na religião verdadeira serão salvos (Mateus 24:12); um remanescente fiel desfrutará das recompensas dos justos, conforme Apocalipse 14:12 – “Aqui está a perseverança dos santos que obedecem aos mandamentos de Deus e permanecem fiéis a Jesus”.

O teor desta mensagem está em Jeremias. O profeta transmitiu a Palavra de Deus, a qual não falha, caduca ou perde a validade (Jeremias 1:12; 15:16; 23:29; 31:35-36).

• Considerando que desde o início do livro, nota-se um Deus compassivo que apela ao arrependimento do Seu povo ingrato, perverso, adúltero, infiel, hipócrita e rebelde, em Jeremias 5 é possível vê-lO prezando mais pelas profecias de perdão e graça do que de condenação e desgraça.

“Sodoma seria poupada se nela houvesse dez justos (Gên 18:22-23). Pois bem, Jerusalém seria perdoada se nela houvesse um homem que praticasse a justiça ou buscasse a verdade”, reflete Siegfried Schwantes. Infelizmente, Jeremias não encontrou ninguém que praticasse os princípios da verdade.

A nação de Judá estava madura para o juízo. Assim também estará o mundo quando no momento da segunda vinda de Cristo (II Timóteo 4:1-5; Apocalipse 14:14-20). Deus sendo justo, não permitirá que o pecado e a desobediência prevaleçam indefinitivamente (Jeremias 5:29-31).

• É certo que as profecias concernentes ao juízo se cumprirão, porém, o que Deus realmente almeja é cumprir Suas promessas de perdão, reconciliação e restauração.

O propósito da disciplina divina é a correção; porém, há situações em que tais disciplinas não corrigem porque os rebeldes se dispõem a endurecer o coração (Jeremias 5:1-31). Mesmo assim, Deus expõe tal situação a fim de que haja arrependimento que gere salvação. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



JEREMIAS 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
1 de fevereiro de 2024, 0:50
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440 palavras

Se jurares. Jurar pelo nome do Senhor era um reconhecimento da supremacia de Deus (ver Dt 10:20; Jr 12:16; ver com. de Dt 6:13). … Os judeus deveriam provar que Deus era supremo no pensamento deles. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 394.

Circuncidai-vos. A circuncisão devia ser um símbolo da devoção do coração a Deus e uma marca da separação da idolatria (ver com. de Gn 17:10, 11). Circuncidar o coração significava tirar toda a impureza (ver Dt 10:16; 30:6). A verdadeira circuncisão é interna, não externa (ver Rm 2:28, 29; Fp 3:3; Cl 2:11). CBASD, vol. 4, p. 395.

Não haja quem apague. O profeta comparou a ira de Deus contra o pecado ao fogo que não pode se apagar, até que tenha completado sua obra destruidora (ver Jr 7:20). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 395.

Arvorai a bandeira rumo a Sião. Um sinal deveria ser colocado sobre um mastro elevado, para direcionar os refugiados a Sião. CBASD, vol. 4, p. 395.

Do Norte. Uma clara referência aos babilônios. CBASD, vol. 4, p. 395.

Um leão. Uma figura de linguagem que retrata o irresistível poder e a ferocidade dos invasores caldeus (Jr 49:19; 50:17, 44; cf. Gn 49:9; Pv 30:30; Is 5:29; Dn 7:4; Ap 5:5). CBASD, vol. 4, p. 396.

Cingi-vos, pois, de Cilício. Um vestuário frouxo ou peça de vestuário feita de fios escuros e grossos, panos de saco (ARC), usada em luto e humilhação (ver com. de Gn 37:34). CBASD, vol. 4, p. 396.

11 Vento abrasador. Vento oriental seco e quente soprando do deserto era a maldição climática da região, devido à sua violência, calor e excessiva aridez. CBASD, vol. 4, p. 397.

15 Desde Dã. Uma designação da fronteira norte da Palestina (ver Dt 34:1), frequentemente mencionada com a fronteira sul, Berseba (Jz 20:1; 1Sm 3:20; etc.). CBASD, vol. 4, p. 397.

Região montanhosa de Efraim. A menção de Efraim logo após Dã indica a rápida propagação das notícias do invasor ou a rápida aproximação dos próprios invasores. CBASD, vol. 4, p. 397.

20 Terra. Do heb. ‘erets, que pode ser traduzida por “região” ou “mundo”. A destruição ilustrada neste capítulo tem sua aplicação primária na desolação da região de Judá pelos exércitos babilônicos, mas também descreve as condições no grande dia de Deus, no fim dos tempos (Ed 181; GC, 310 [e 659]). CBASD, vol. 4, p. 398.

22 Néscios. Literalmente, “tolos”. CBASD, vol. 4, p. 398.

30 Alarga os olhos. A referência é a um costume oriental feminino de colocar um pó mineral preto nas bordas das pálpebras (ver com. de 2Rs 9:30). esse pó preto tinha um brilho metálico e fazia com que os olhos parecessem maiores e mais brilhantes. CBASD, vol. 4, p. 399.

Os amantes. Os poderes estrangeiros os quais Jerusalém cortejava. Judá constantemente procurou segurança em alianças estrangeiras (ver com. de Jr 2:33, 36). No entanto, todos os esforços para encontrar segurança nesses “amantes” estrangeiros seriam em vão. CBASD, vol. 4, p. 399.



JEREMIAS 4 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ 
1 de fevereiro de 2024, 0:40
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JEREMIAS 4 – Jeremias é um homem consagrado que abre o coração e compartilha suas emoções de maneira mais pessoal e profunda do que outros profetas. Esse servo de Deus revela sua sensibilidade e expressa suas emoções diante do sofrimento de seu povo e das mensagens difíceis de transmitir.

Ao longo de Jeremias 4 e em outros textos do seu livro notamos o piedoso servo de Deus profundamente angustiado pelas condições da nação/igreja. Ele expressa tristeza, dor e compaixão diante do afastamento de Israel de Deus e dos consequentes julgamentos que se aproximavam. A linguagem do texto em pauta é intensa e carregada de emoção, ressaltando a preocupação e a aflição do profeta com destino ao seu povo.

• “Temos no v. 19 um fragmento autobiográfico do mais alto valor, pois nele se revela como o coração do profeta se confrangia ante o espetáculo de um povo condenado a sofrer por sua rebelião e impenitência”, observa Siegfried Schwantes.

Jeremias 4 faz parte de uma seção maior que aborda as advertências e chamados ao arrependimento dirigidos a Judá/Israel. O profeta trata do juízo iminente e da urgente necessidade de voltar-se para Deus. E então descreve vividamente a devastação que se aproximava e, por esta razão, instou o povo a mudar de rumo/caminho.

A única esperança para o povo de Deus do passado era a presença do Senhor, o que requer um rompimento com um passado de pecado, um arrependimento no presente que resultará em bênçãos em lugar de juízo, condenação e sofrimento (Jeremias 4:1-18).

• “Na parte final do capítulo”, diz Schwantes, “a visão do profeta parece transcender as calamidades que desabariam sobre Judá, num futuro próximo, para abarcar a destruição do mundo no final da história. Em sua mente, a destruição iminente de Judá torna-se um tipo de destruição que envolverá a Terra no final… Os vocábulos usados são os mesmos de Gênesis 1:2 [“sem forma e vazia”], onde se descreve o caos que reinava antes da atividade criadora e organizadora de Deus”.

No final dos mil anos (Apocalipse 20), a Terra será queimada, mas não totalmente (Jeremias 4:27). Após queimar até os ramos e raízes do mal e seus agentes (Malaquias 4:1-2), Deus recriará novos Céus e nova Terra (Apocalipse 21:1-22:5; II Pedro 3:10-13). Há esperança! – Heber Toth Armí.



JEREMIAS 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
31 de janeiro de 2024, 0:50
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1 Repudiar. Alusão a uma lei mosaica específica (Dt 24:1-4). … Jeremias tinha a difícil tarefa de convencer o povo de seus dias que Deus não o tomaria de para Si até que ele experimentasse uma profunda mudança de coração. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 388, 389.

Muitos amantes. Porque Judá se uniu em solene relacionamento de aliança com Deus, a procura por outros deuses foi considerada como adultério espiritual. CBASD, vol. 4, p.  389.

Torna. “Embora, de acordo com os regulamentos jurídicos, Eu não deva receber você, retorne para Mim”. CBASD, vol. 4, p.  389.

Altos. O cenário dos adultérios espirituais de Judá (ver 2Rs 21:3; cf. Jr 2:20). CBASD, vol. 4, p.  389.

Como o arábio (ARA). NVI: “nômade”.

Chuva serôdia. A chuva serôdia caía em março e abril, enquanto a chuva temporã precipitava-se em outubro e novembro (ver com. de Dt 11:14; Jr 5:24; Jl 2:23). CBASD, vol. 4, p.  389.

Fronte de prostituta. A imagem indica atrevimento, obstinação e falta de vergonha (Jr 6:15; 8:12; cf. Ap 17:5). A aflição não causou nenhuma impressão em Judá. CBASD, vol. 4, p.  389.

Agora mesmo tu Me invocas. Possivelmente, uma referência às reformas de Josias, que começaram no 12º ano do reinado dele e culminaram na grande celebração da festa da Páscoa, seis anos mais tarde (2Cr 34:3; 35:19). embora o rei fosse fervoroso, a resposta do povo foi, em grande parte, superficial. CBASD, vol. 4, p.  389.

Conservarás para sempre a Tua ira? O povo expressa a confiança de que a ira do Esposo divino passará, a despeito de sua infidelidade. CBASD, vol. 4, p.  389.

Disse mais o SENHOR. O profeta compara as atitudes idólatras de Judá e Israel. Judá estava inclinada a considerar com desprezo as tribos do norte, que foram levas cativas pela Assíria. jeremias salientou que a culpa de Judá era maior. CBASD, vol. 4, p.  390.

Dias do rei Josias. isto ocorreu nos primeiros anos do ministérios de Jeremias. CBASD, vol. 4, p.  390.

Viste o que fez a pérfida Israel? Os israelitas foram levados cativos cerca de 100 anos antes. CBASD, vol. 4, p.  390.

Foi. A forma verbal hebraica pressupõe uma prática habitual (ver Jr 2:20). CBASD, vol. 4, p.  390.

10 Não voltou de todo o coração. A reforma de Josias (v. 6) foi um aparente retorno a Deus. Contudo, no íntimo do coração, o povo ainda se agarrava aos ídolos. Os cidadãos de Judá caíram em idolatria declarada após a morte do rei (2Rs 23:31, 32; 2Cr 36:5-8). CBASD, vol. 4, p.  390.

11 Israel se tornou mais justa do que a falsa Judá. A hipocrisia era tão ofensiva a Deus como a apostasia declarada (PP, 523). O fato de Judá possuir grandes privilégios [1) sucessão initerrupta de reis/equilíbrio político, 2) o templo, 3) maioria dos sacerdotes e levitas, 4) a queda de Israel] intensificava sua culpa. … Apesar todas essas vantagens, o povo de Judá se tornou infiel, hipócrita e orgulhoso. Consequentemente, a despeito de sua declarada apostasia, Israel era menos culpado que Judá (ver Ez 16:51, 52; 23:11; Mt 12:41, 42; Lc 18:14). CBASD, vol. 4, p.  390.

12 Norte. As províncias do norte do império assírio, para onde foram exiladas as dez tribos (ver 2Rs 15:29; 17:6; 18:11; Jr 16:15; 23:8; 31:8). Os exilados foram convidados a se arrepender e retornar. CBASD, vol. 4, p.  391.

Volta, ó pérfida. O apelo a Israel foi, sem dúvida, para estimular Judá ao arrependimento e ao zelo piedoso (ver Rm 11:14). CBASD, vol. 4, p.  391.

13 Reconhece a tua iniquidade. Arrependimento e reconhecimento do pecado devem preceder o perdão. É necessário ter coragem e reconhecer os pecados com franqueza (ver Sl 51:3; Is 59:12; Jr 14:20). Nada deve ser mantido em oculto, nem serem apresentados desculpas inúteis. CBASD, vol. 4, p.  391.

14 Um de cada cidade. O profeta contemplava o retorno de uma minoria. Os que se arrependessem verdadeiramente constituiriam um pequeno remanescente. Deus trataria a cada pessoa de forma individual. CBASD, vol. 4, p.  391.

Família. “Um clã” ou “uma subdivisão de tribo”. CBASD, vol. 4, p.  391.

15 Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração. os pastores escolhidos por Deus são contrastados com os reis de Israel, nomeados não por Deus, mas segundo os desejos da nação (ver Os 8:4). Esses reis levaram a nação à apostasia e ruína. CBASD, vol. 4, p.  391.

16 A arca da Aliança. A arca era o símbolo da permanente presença do Senhor. … Sobre ela era revelada a glória do shekinah, o símbolo visível da presença do Deus Altíssimo. Ela era o centro da presença do serviço simbólico de Israel [foi provavelmente escondida por sacerdotes quando da invasão babilônica]. Jeremias predisse a vinda de um tempo quando Deus estabeleceria Sua morada na terra. A real presença de Deus tornaria obsoleto o símbolo de Sua presença. A experiência do antigo Israel teria sido gloriosa se o povo tivesse aceito o plano de Deus. CBASD, vol. 4, p.  391.

17 Chamarão a Jerusalém de Trono do SENHOR. Se Israel tivesse atendido á luz celestial, Jerusalém teria sido estabelecida como”a poderosa metrópole da Terra” (DTN, 577). CBASD, vol. 4, p.  392.

18 Com a casa de Israel. Israel e Judá sairiam simultaneamente da terra do cativeiro e a unidade nacional seria restaurada… A inimizade que existiam entre os dois povos irmãos desapareceria, e ambos se voltariam para Deus [citações omitidas]. CBASD, vol. 4, p.  392.

Terra do Norte. As terras do cativeiro: Assíria … e Babilônia. CBASD, vol. 4, p.  392.

21 Ouviu uma voz. Numa transição rápida e dramática (v. 21-25), o profeta retrata seu povo como estando em confissão penitente e em arrependimento sincero. CBASD, vol. 4, p.  392.

Nos lugares altos. Os antigos locais que foram o cenário da idolatria licenciosa são ilustrados como ecoando clamores e súplica (ver Jr 7:29). Segundo o costume oriental, lugares altos ou destacados eram geralmente escolhidos para a lamentação pública (ver Jz 11:37; Is 15:2). CBASD, vol. 4, p.  392.

22 Voltai, ó filhos rebeldes. “Convertei-vos”. CBASD, vol. 4, p.  392.

Eis-nos aqui, vimos ter contigo. O Senhor lhes deu “as próprias palavras com que podiam voltar a Ele” (PR, 410).CBASD, vol. 4, p.  392.

23 Os outeiros não passam de ilusão. É feito um nítido contraste entre o inútil e ilusório culto idólatra e a segurança do culto a Yahweh. CBASD, vol. 4, p.  392.

24 A coisa vergonhosa devorou o labor de nossos pais. Alguns comentaristas indicam se referir ao grande número de ovelhas e gado sacrificados a divindades pagãs e ás crianças queimadas como sacrifício a Moloque, deus de Amom (Sl 106;38; Jr 7:31). CBASD, vol. 4, p.  392.

25 Deitemo-nos. O Senhor desejava completo reconhecimento do pecado e a aceitação da punição sem apresentação de escusas nem causas atenuantes para suas faltas. Uma pessoa em dor ou tristeza geralmente se atira ao chão ou sofá (ver 2Sm 12:16; 13:31; 1Rs 21:4) a fim de dar vazão às intensas emoções que a esmagam. CBASD, vol. 4, p.  392.



JEREMIAS 3 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ 
31 de janeiro de 2024, 0:40
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JEREMIAS 3 – Se a infidelidade matrimonial resulta em desgraça, quanto mais a infidelidade espiritual! Contudo, o Soberano Deus, traído por Seu povo ingrato, está disposto a perdoar aos infiéis que estiverem dispostos a se arrependerem!

Em Jeremias 3, temos…

• A apostasia do povo de Deus comparada a um casamento arruinado pela infidelidade: Parece que o adultério conjugal é mais sério que o adultério espiritual, mas Deus mostra quão terrível é a negligência religiosa. Israel foi infiel ao Deus do Céu indo atrás de deuses fabricados na Terra, isso gerou idolatria como fruto da apostasia.

• Deus fazendo um chamado amoroso ao arrependimento: Nada pode separar-nos do amor de Deus, nem mesmo o pecado ou o diabo: Nada! (Romanos 8:37-37). Por isso, em Jeremias 3, apesar da infidelidade de Seu povo, Deus chama aos infiéis ao arrependimento e exorta-os a retornarem a Ele.

• O perdão como fruto da graça divina resultante da promessa de um Deus compassivo: Apesar da rebelião de Israel, o próprio Deus promete perdão e restauração se os infiéis se arrependerem de coração.

Em Jeremias 3 aprendemos que Deus não é indiferente aos desobedientes. Por isso, Ele apela:

• “Volte, ó infiel Israel…” (verso 12)
• “Mas, reconheça o seu pecado: Você se rebelou contra o Senhor… e não me obedeceu” (verso 13).
• “Voltem, filhos rebeldes…” (verso 14).
• “Voltem, filhos rebeldes! Eu os curarei de sua rebeldia” (verso 22).

Deus faz promessas, Ele oferece bênçãos aos que se arrependerem de seus pecados e voltarem-se para Ele! Se esse é teu caso hoje, não relute… retorne para Deus!

O mesmo Deus de amor e compaixão do passado continua revelando Seu caráter no chamado a cada um de nós ao arrependimento. Em Apocalipse Deus apela a congregações inteiras e a indivíduos…

• “Lembre-se de onde caiu! Arrependa-se a pratica as obras que praticava no princípio…” (Apocalipse 2:5).

• “Portanto, arrependa-se!” (Apocalipse 2:16).

• “Repreendo e disciplino aqueles que eu amo. Por isso, seja diligente e arrependa-se!” (Apocalipse 3:19).

A última mensagem de misericórdia ao mundo, com ênfase no evangelho eterno, contém um convite eloquente para todo habitante do Planeta: “Temam a Deus e glorifiquem-nO, pois chegou a hora do seu juízo. Adorem Aquele que fez os Céus, a Terra, o mar e as fontes das águas” (Apocalipse 14:7).

Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



JEREMIAS 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS 
30 de janeiro de 2024, 0:50
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1200 palavras

Palavra do SENHOR. Esta frase introduz uma série de profecias que compreendem os cap. 2 a 6 de Jeremias. Esta série é uma retrospectiva do passado de Israel e mostra que as condições operantes naquele tempo eram resultado das falhas passadas. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 381.

Todos … se faziam culpados. Nenhuma nação pagã tinha permissão para atacar Israel (Jr 10:25; 50:7; cf. Dt 7:16). CBASD, vol. 4, p. 381.

Que injustiça … ? Ver Mq 6:3, 4. Deus desafiou a Israel para que mostrasse que Ele tinha sido infiel ou que havia quebrado a aliança. … Este versículo apresenta o desafio tocante de um amor preocupado, consciente de sua integridade e fidelidade. CBASD, vol. 4, p. 381.

Fez subir. A carreira de Israel como nação começou com um ato de redenção [a saída do Egito]. CBASD, vol. 4, p. 381.

Através do deserto. O fato de Deus ter preservado uma vasta multidão dos perigos e privações do deserto foi uma manifestação maravilhosa de Seu poder onipotente, de Sua bondade e de Seu cuidado. CBASD, vol. 4, p. 381.

10 Passai às terras do mar. Os hebreus foram advertidos a atentar para as nações a fim de observar a fidelidade desses povos aos deuses pagãos e contrastar a fidelidade de Israel em relação ao verdadeiro Deus. CBASD, vol. 4, p. 382.

11 Trocou a Sua Glória. Israel trocou o real pelo irreal, e a verdade pela falsidade (ver Sl 106:20; Rm 1:23). A “sua Glória” era Deus, a fonte de toda a prosperidade (ver Dt 10:21; 1Sm 4:21; Sl 3:3). CBASD, vol. 4, p. 382.

12 Espantai-vos. A impiedade de Israel é tão terrível que o profeta, nesta personificação apaixonada, convocou os céus para que pasmassem de assombro. CBASD, vol. 4, p. 382.

13 Dois males. (1) rejeição do real e (2) ad0ção do irreal. CBASD, vol. 4, p. 382.

14 Servo nascido em casa. Em geral, os escravos eram divididos em duas classes: os capturados na guerra ou comprados, e os nascidos e criados na casa de seu mestre. O propósito de Deus era que Israel tivesse domínio e não fosse mantido em servidão. CBASD, vol. 4, p. 383.

15 Leões novos. Os invasores estrangeiros, assim chamados por causa de sua força e violência (ver Is 5:29, 30). CBASD, vol. 4, p. 383.

16 Mênfis. Uma antiga capital do baixo Egito (norte), 22,4 km ao sul de Cairo, na margem oeste do Nilo. CBASD, vol. 4, p. 383.

Tafnes. Normalmente identificada com Dafne no leste do Delta. Esta cidade se destaca na história da última fase do ministério de Jeremias (Jr 43:7-10). Neste versículo, Mênfis e Tafne designam os egípcios que infligiram danos sobre Judá. CBASD, vol. 4, p. 383.

17 Tudo isto não te sucedeu … ? Ver Jr 4:18; cf. Sl 107:17. O profeta salientou a verdadeira causa das calamidades. Deus não abandonou seu povo; este O abandonou. Ele conduziu os filhos de Judá para o verdadeiro caminho da vida, mas eles escolheram outra direção. CBASD, vol. 4, p. 383.

18 Egito. Um cristão bem pode se perguntar: “o que tu tens no caminho do Egito, em seus pecados ou em seus prazeres?”. CBASD, vol. 4, p. 383.

19 Castigará. “Disciplinará”. CBASD, vol. 4, p. 383.

20 Quebrava Eu. “Tu quebraste” … é mais consistente. … Os jugos e as ataduras se referem à disciplina e orientação do Senhor (ver Jr 5:5). CBASD, vol. 4, p. 383.

Todo outeiro alto. Uma designação para os vários lugares sagrados onde os sacrifícios eram oferecidos a Baal ou onde eram praticados os ritos lascivos a Aserá e Astarote. CBASD, vol. 4, p. 384.

Deitavas. Do heb. tsa’ah, “deitar como uma prostituta”, no claro adultério espiritual da idolatria (ver com. de Êx 34:15). CBASD, vol. 4, p. 384.

22 Laves. Do heb. kabas, “purificar” … isto é, “limpar e amaciar [roupas] batendo-as ou pisando-as na água”. A auto-expiação de pecados é impossível. Mesmo assim, em todas as épocas, as pessoas têm se esforçado para isso. CBASD, vol. 4, p. 384.

Salitre. Mineral alcalino … coletado nos tempos antigos para fazer soda cáustica para limpeza e clareamento das roupas (ver Pv 25:20). CBASD, vol. 4, p. 384.

Potassa. Vegetal alcalino obtido da queima de determinadas plantas e usado na limpeza de roupas. CBASD, vol. 4, p. 384.

23 Dromedária. Representada aqui como estando no cio. Indica o ardor com que o povo de Israel se dedicava à idolatria. CBASD, vol. 4, p. 384.

Como podes dizer … ? Tentativa do profeta de se antecipar á justificação própria desses pecadores. CBASD, vol. 4, p. 384.

Baalins. Transliteração do plural hebraico [baalin] para Baal. CBASD, vol. 4, p. 384.

No vale. Jeremias se referia, possivelmente, às abominações realizadas no vale do filhos de Hinom, a sudoeste de Jerusalém (Jr 7:31, 32; 19:2, 6, 13, 14; 32:35). … Acaz e Manassés “queimaram seus filhos” (2Rs 16:3; 21:6; 2Cr 28:3; 33:6). CBASD, vol. 4, p. 384. CBASD, vol. 4, p. 384.

24 Jumenta selvagem.Em seu fervor, Israel se assemelha a esta criatura selvagem e descontrolada (ver Jó 24:5; 39:5). CBASD, vol. 4, p. 384.

Sorve o vento. No auge do cio, ela sorve o vento para saber onde encontrar o jumento selvagem. CBASD, vol. 4, p. 384.

Não tem de fatigar-se. Ela procura o jumento; ele não precisa se cansar para procurá-la. … Em sua luxúria selvagem, Israel os perseguia [os deuses] (Ez 16:34; ver Os 2:7). CBASD, vol. 4, p. 384, 385.

25 Guarda-te de que os teus pés andem desnudos e a tua garganta tenha sede. O sentido parece ser que Israel parasse co a corrida louca atrás dos ídolos, ao ponto de seus pés ficarem expostos e a sua garganta, seca. CBASD, vol. 4, p. 385.

Não, é inútil. A nação de Judá está determinada a seguir seu caminho pecaminoso. Ela argumenta que foi longe demais para voltar atrás. CBASD, vol. 4, p. 385.

27 Tu és meu pai. Referência à extrema loucura de se atribuir a produção e o sustento da vida a um pedaço de madeira. CBASD, vol. 4, p. 385.

Em vindo a angústia. Comparar com Sl 78:34; Is 26:16. As dificuldades geralmente chamam as pessoas à razão (ver Os 5:15). CBASD, vol. 4, p. 385.

30 Vossos filhos. Referencia aos filhos ou ao povo de Judá. CBASD, vol. 4, p. 385.

A vossa espada devorou os vossos profetas. O auge dessa violência contra os mensageiros de Deus ocorreu durante o meio século de reinado do ímpio Manassés (2Rs 21:16). Isaías foi um dos primeiros mártires entre os profetas a cair (PR, 382). CBASD, vol. 4, p. 385, 386.

31 Tenho Eu sido para Israel um deserto? Na verdade, Deus foi a fonte de suprimentos de Judá para todas necessidades da vida (ver com. de Dt 32:12; Ne 9:15). CBASD, vol. 4, p. 386.

Somos livres. Na verdade, as pessoas estariam dizendo: “faremos o que nos agrada”. CBASD, vol. 4, p. 386.

32 Adornos. É natural que a noiva valorize as recordações exteriores de seu casamento. CBASD, vol. 4, p. 386.

Meu povo se esqueceu. Judá fez mais que esquecer as recordações exteriores do casamento. A nação esqueceu de seu Esposo (ver Jr 3:14). CBASD, vol. 4, p. 386.

33 Como dispões bem os teus caminhos, para buscares o amor! Judá é representada como uma prostituta que se enfeita para buscar relações ilícitas com as nações estrangeiras e os ídolos dela e se esquece de Deus, sua verdadeira glória. CBASD, vol. 4, p. 386.

Pois até às mulheres perdidas ensinaste. Judá se tornou tão vil que até as mulheres malignas aprendiam com ela. A impiedade do povo escolhido de Deus não apenas confirmava os pagãos na idolatria deles, como também lhes ensinava novos caminhos para praticá-la. CBASD, vol. 4, p. 386.

36 Do Egito serás envergonhada. O rei Acaz formou alianças com o rei da Assíria, para sua desgraça e ruína (ver 2Rs 16:10; 2Cr 28:16-21). O profeta predisse que uma aliança com o Egito resultaria na mesma vergonha e confusão. A profecia foi cumprida literalmente no reinado de Zedequias (Jr 37:5-10). CBASD, vol. 4, p. 386, 387.

37 Sairás de mãos na cabeça. Uma expressão de profunda tristeza e absoluto desespero (ver 2Sm 13:19). CBASD, vol. 4, p. 387.



JEREMIAS 2 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ 
30 de janeiro de 2024, 0:40
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JEREMIAS 2 – De forma particular, o conteúdo deste capítulo contém exortações divinas para Israel, o povo de Deus do passado; de forma geral, podemos extrair princípios para o novo Israel, o povo de Deus da atualidade.

Pelo menos três temas sobressaem nos 37 versículos proféticos de Jeremias 2:

• A infidelidade do povo que deveria ser fiel: A mensagem inicia com Deus relembrando a fidelidade inicial durante sua caminhada pelo deserto; porém, Deus alega que Seu povo afastou-se dEle, abandonando essa fidelidade do início. Hoje também, indivíduos e congregações no geral, têm deixado o primeiro amor; esfriando, assim, o relacionamento com Deus – agora, precisam voltar e reconsagrar a vida a Ele (Apocalipse 2:4-5).

• Quebra dos dois primeiros Mandamentos: Uma boa parte dos versículos de Jeremias 2 trata da corrupção religiosa do povo de Deus, ao cair na prática da idolatria (Êxodo 20:3-6). Quando o povo se torna infiel a Deus, cai na horrenda prática da idolatria. O abandono a Deus implicará em busca de auxílio e proteção em outras fontes, as quais são cisternas que não retêm água.

• Consequências da desobediência: A idolatria revela rebeldia diante do Deus que ama e deseja o melhor para Suas criaturas; tal atitude levou Jeremias a profetizar sobre as consequências que Israel enfrentaria devido à sua idolatria. Diante da maior idolatria da História, João adverte os habitantes do Planeta a rever suas atitudes para não incorrer na vergonha e desgraça resultantes da desobediência (Apocalipse 14:6-12).

Infelizmente parece ser muito fácil trocar o certo pelo duvidoso, o bom pelo ruim, a religião verdadeira pela falsa (Jeremias 2:13, 20-37) e, ao sofrer as consequências, parece automático culpar a Deus – entretanto, a culpa é de quem cometeu os crimes. Considere as seguintes colocações do próprio Deus:

• “Não foi você mesmo o responsável pelo que aconteceu a você, ao abandonar o Senhor, o seu Deus?” (Jeremias 2:17).

• “O seu crime a castigará e a sua rebelião a repreenderá. Compreenda e veja como é mau e amargo abandonar o Senhor, o seu Deus, e não ter temor de mim” (Jeremias 2:19).

O abandono espiritual pela busca de bens materiais é tão perigoso atualmente quanto foi antigamente. O profeta nos chama a reavaliar nossa religiosidade nos dias atuais: O Soberano Deus é nossa prioridade?

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.