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EZEQUIEL 13 – A intolerância divina à interpretação espúria de Suas palavras deve nos fazer refletir na veracidade e importância delas para nossa vida quando bem interpretadas.
No final do capítulo anterior Deus corrigiu a incredulidade e a indevida interpretação dos ouvintes das profecias de Ezequiel. Agora, o profeta pronuncia condenação aos falsos profetas e profetizas que intentaram formar a opinião do povo para desacreditar a Palavra de Deus.
• Deus condena profetas que se autodenominam Seus mensageiros, que se creem inspirados, mas não são. O que são, então? São charlatães egoístas espiritualmente, analfabetos quanto à teologia, e pobres na religião verdadeiramente bíblica (v. 1).
• Deus não enviou profetas que falam mensagens do próprio coração. As palavras do verdadeiro profeta são proferidas pelo Espírito Santo através do personagem, seja este homem ou mulher, independente da época e lugar (vs. 1-3).
• Deus não apoia profetas que premiam ao pecador e dizem que está tudo bem quando a moral decai, e é só crer em Deus que tudo dará certo. Quem se levanta e não denuncia pecados do povo, que ignora o juízo apresentado por Deus contra o pecado, é falso profeta e não acrescenta vida espiritual nem moral em seus ouvintes. O que eles fazem? Alimentam falsas esperanças e fortalecem as pessoas no apego ao pecado, à imoralidade e à perversidade religiosa (vs. 4-10).
• Deus julga aos falsos profetas. Estes serão condenados e sofrerão terríveis consequências por deturparem e minarem o poder das palavras dos verdadeiros mensageiros de Deus (vs. 13-16).
• Deus revela o problema na vida dos falsos profetas. Além de autoproclamarem profetas, eles usam práticas duvidosas para fortalecer as falsas promessas por eles proferidas. Exploram ao povo intentando obter recompensas materiais. Falam para agradar visando serem bem quistos em busca de autoridade e fama (vs. 17-19).
• Deus é intolerante com falsos profetas porque estes humilham aos justos e exaltam aos ímpios, incentivam a prática do pecado que levou o povo à disciplina. Por tudo isso, Deus destruirá as práticas espiritualistas e a influência deles (vs. 20-23).
A ignorância espiritual faz o povo apreciar pregadores que Deus não tolera. Muitos estão embriagados com doutrinas de demônios (I Timóteo 4:1). Quanto mais estudarmos as Escrituras Sagradas será mais fácil rejeitar falsos mensageiros.
Não se deixe enganar, reaviva-te! – Heber Toth Armí.
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EZEQUIEL 12 – A mensagem divina proclamada por diversos métodos deve representar todo esforço de Deus para alcançar o coração dos rebeldes pecadores.
1. Ezequiel deveria encenar o destino do rei de Judá, Zedequias: Juntar seus pertences na presença dos companheiros do cativeiro, cavar buraco na parede de sua casa à noite, e fingir estar fugindo cobrindo o rosto (vs. 1-7).
• Significado profético da dramatização: Diante de Babilônia conquistar tudo em Jerusalém, Zedequias arrumaria seus pertences pessoais visando fugir da cidade à noite. O exército de Babilônia o encontraria, furaria seus olhos, e o levaria cativo (vs. 8-16).
2. Ezequiel deveria encenar o destino dos judeus: Estremecer violentamente enquanto come e bebe com receio (vs. 17-18).
• O significado profético desta dramatização: Ao serem conquistados por Babilônia, os judeus seriam acometidos de ansiedade e desespero de tal forma que não tomariam suas refeições com satisfação (vs. 19-20).
Encenação ou dramatização “era um meio de transmitir informação a alguns que de outra maneira não escutariam. Muitas pessoas ouvirão somente o que lhes interessa. Algumas vezes devem receber novo conhecimento de forma surpreendente. Os cristãos devem ver a Ezequiel como um desafio a examinar nossos meios de comunicar o evangelho. Novos enfoques podem ser mais esclarecedores que os tradicionais” (L. John McGregor).
3. Ezequiel deveria explicar e corrigir interpretações equivocadas quanto às profecias anunciadas: O profeta deveria substituir o ditado contendo ceticismo por outro – contendo realismo imediato. Aos que criam em suas profecias para um futuro distante, o profeta alertou que teriam cumprimento iminente (vs. 21-28).
Alguns princípios extraídos do texto:
• Testemunho passivo não é ideal ao comunicador do evangelho. O missionário deve ter intencionalidade com criatividade ao evangelizar os rebeldes.
• A revelação divina deve ser comunicada ao mundo. Diz Davi Bosh: “A missão deve ser teológica, assim como a teologia deve ser missiológica”.
• Pregar nem sempre é evangelizar. Muitas vezes pessoas rejeitam não o evangelho que nós pregamos, mas o método que utilizamos para proclamá-lo.
• A criatividade na proclamação da mensagem do Céu aos habitantes da Terra deve ser parte essencial a todos aqueles que querem seguir o método bíblico sem se preocupar com os resultados.
• Explicação, correção e orientação também são importantes no evangelismo.
“Senhor, ajuda-nos a sermos evangelistas eficientes, para alcançarmos mais gente para Cristo” – Heber Toth Armí.