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I TIMÓTEO 2 – Esta curta carta de Paulo ao jovem pastor Timóteo é de caráter pastoral, a qual estabelece diretrizes para a liderança espiritual e a organização da igreja. Os dois primeiros capítulos possuem diferentes ênfases temáticas, contudo estão interligados pelo propósito de preservar a sã doutrina e a conduta cristã.
No capítulo 1, Paulo instrui Timóteo a combater heresias e a manter a fé genuína. Já o capítulo 2, trata da vida devocional e da ordem da igreja, abordando a importância da oração, da submissão à vontade de Deus e das diretrizes sobre a paz e respeito que se devem ter nos cultos.
• A doutrina verdadeira (capítulo 1) deve refletir-se na prática da igreja, incluindo a adoração e as relações interpessoais (capítulo 2).
• A fé deve ser preservada pela rejeição do erro (capítulo 1) e pela prática correta da adoração e conduta cristã (capítulo 2).
I Timóteo 2 nos revela que a liderança eclesiástica não deve apenas manter a sã doutrina, como também preservar a ordem e a reverência na igreja e nos cultos de adoração.
Com relação à oração, a igreja é convocada a orar por todos, inclusive líderes políticos. Não importa quem seja, independente se é corrupto ou honesto, se gostamos ou não de seu perfil/partido, se é fiel ou incrédulo, o cristão tem o dever de interceder a Deus por eles, “para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda piedade e dignidade”, e visando a salvação deles (I Timóteo 2:1-4).
O princípio de modéstia no vestuário e reverência no culto (I Timóteo 2:9-15) mostra que o estilo de vida do cristão deve acontecer no culto de adoração e fora dele, no dia a dia. “A forma como vivemos nossa vida reflete quem somos como pessoas e como cristãos”, declara Fernando Canale.
• Assim, a verdadeira adoração não se limita ao culto, mas transforma a vida diária, refletindo nossa submissão a Cristo em ações, palavras e atitudes.
Não há como divorciar nosso Senhor/mediador de nosso estilo de vida (I Timóteo 2:5-10), se somos cristãos verdadeiros. “A vida cristã faz parte da salvação. Não há espaço para a ideia de que alguém pode ser salvo enquanto leva um estilo de vida secular”, alega Canale.
Diante destas verdades impactantes, motivemo-nos e reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: I TIMÓTEO 1 – Primeiro leia a Bíblia
I TIMÓTEO 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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818 palavras
Esta epístola foi escrita a Timóteo enquanto era pastor da igreja de Éfeso, e é composta principalmente de instruções dirigidas a ele como líder da igreja. Por isso, é classificada como epístola pastoral. … Esta epístola reflete um plano bem desenvolvido de organização e administração da igreja. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 291.
3 Quando eu estava de viagem, rumo da Macedônia, te roguei permanecesses ainda em Éfeso. Timóteo acompanhou Paulo em sua primeira viagem pela Macedônia (At 16:1-12; 20:1-4). Aqui, o apóstolo se refere a uma viagem posterior, depois de sua primeira prisão em Roma (ver vol. 6, p. 89. 90). CBASD, vol. 7, p. 294.
No verso 3, Paulo lembra a Timóteo por qual razão pediu-lhe para ficar em Éfeso. Éfeso era uma importante cidade comercial. A cultura grega e o culto à deusa “Diana” com sua imoralidade formavam a cultura de Éfeso. Alguns crentes judeus insistiam em ensinar as exigências legalistas da lei que haviam aprendido na infância. Talvez alguns destes crentes judeus podiam traçar sua genealogia até Davi ou o sumo sacerdote Josué e afirmavam que isso lhes dava autoridade para ensinar. Disputas, falsas doutrinas e conversa fiada estavam causando dano à igreja. Timóteo devia ensinar a palavra e treinar outros a fazer o mesmo. David Manzano, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/05/11/i-timoteo-1/ ,(pesquisa em 03/08/2018).
Não ensinem outra doutrina. Ou seja, qualquer ensino contrário à verdade proclamada pelos apóstolos (ver com. de Gl 1:8). CBASD, vol. 7, p. 294.
4 Fábulas. Talvez Paulo aqui se refira às invenções rabínicas, como as que mais tarde foram incorporadas à Mishnah e outros escritos judaicos (ver vol. 5, p. 83-87). No entanto, ele provavelmente também esteja advertindo contra uma forma incipiente de gnosticismo (ver vol. 5, p. 168, 169; vol. 6, p. 40-45). CBASD, vol. 7, p. 294.
Genealogias. Uma possível referência à prática judaica de rastrear a linhagem familiar para comprovar que existia descendência do rei Davi ou de alguma família sacerdotal. Muitos dos ensinos e pregações dos judeus se baseavam em rebuscadas alegorias que agradavam a imaginação das pessoas, porém sem nutrir espiritualmente. CBASD, vol. 7, p. 294.
Que, antes, promovem discussões do que o serviço de Deus, na fé. …”que geram mera especulação, em lugar de administração das coisas de Deus, que é [alcançada] pela fé”. CBASD, vol. 7, p. 294.
7 Mestres da lei. Comparar com Lc 5:17. Aparentemente, esses mestres eram judeus. CBASD, vol. 7, p. 295.
8 Lei. Paulo aqui se refere a preceitos morais, o que se torna evidente nos v. 9 e 10, que sintetizam vários princípios do decálogo (cf. Êx 20:1-17). CBASD, vol. 7, p. 295.
9, 10 O propósito do mandamento é amar com um coração puro. Os comportamentos mencionados nos versos 9 e 10 são condenados pela lei e são também condenados pelo “glorioso evangelho” (v. 11). A mentira, o assassinato, a rebeldia, o tráfico de escravos e outras transgressões da lei são mencionadas pelo apóstolo como exemplos do que o evangelho também rejeita. David Manzano, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/05/11/i-timoteo-1/ (pesquisa em 03/08/2018).
10 Raptores de homens. Ou, “sequestradores”, “comerciantes de escravos”. A escravidão tem sido uma maldição sobre a humanidade desde a antiguidade. Deus agiu, por meio de Israel, para restabelecer a dignidade individual (ver com. de Êx 21:16; Dt 24:7). Paulo amplia o verdadeiro valor do indivíduo. CBASD, vol. 7, p. 295.
17 Rei eterno. Ao contrastar sua nova vida em Cristo com sua vida anterior de intolerância e ódio, Paulo prorrompe em uma gloriosa doxologia de gratidão (sobre semelhantes hinos de gratidão, ver Rm 11:36; 16:27; Gl 1:5; Ef 3:21; Fp 4:20; 1Tm 6:15, 16). CBASD, vol. 7, p. 297, 298.
19 Boa consciência. Qualquer que fosse o problema que Timóteo enfrentasse, sua forma consistiria num esforço sincero para proceder de acordo com os princípios estabelecidos por Paulo e pela Palavra de Deus. Igualmente, os obreiros cristão de hoje também descobrirão que suas convicções mais profundas se apagam e se tornam ineficazes se sua conduta pessoal não confirma a mensagem que pregam. CBASD, vol. 7, p. 298.
Naufragar. Se o capitão de um navio deixar de lado a bússola e passar a confiar em seu próprio julgamento, causará um desastre. Da mesma forma, o cristão naufraga na fé quando se desvia da Palavra de Deus e confia em seu próprio julgamento, ou no de outra pessoa. CBASD, vol. 7, p. 298, 299.
20 Entreguei a Satanás. Como em 1 Coríntios 5:3 a 5, essa expressão se refere à remoção da igreja e era a última medida de disciplina que a comunidade da igreja poderia aplicar a um membro ofensor. Como o transgressor havia rejeitado um ou mais dos fundamentos da fé cristã (1Tm 1:19), por seus próprios atos ele havia se separado do espírito e do corpo da igreja. … A pessoa que renuncia a servir no reino de Deus, automaticamente se coloca a serviço do reino de Satanás. A igreja não faz essa transferência, apenas ratifica a escolha feita pelo pecador (ver com de 1Co 5:5). CBASD, vol. 7, p. 299.
Blasfemarem. Talvez Paulo se refira aos atos perversos daqueles que fazem uso indevido da lei (ver com. dos v. 3-7). A lei é uma expressão da vontade e do caráter de Deus e, por essa razão, qualquer uso ilegítimo dela desonra a Deus e deturpa Seus propósitos. Tudo que desonra a Deus é uma blasfêmia. CBASD, vol. 7, p. 299.
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I TIMÓTEO 1 – Esta carta de Paulo a Timóteo inicia com forte ênfase na sã doutrina como fundamento para a vida e a disciplina na igreja.
Logo no começo, Paulo instrui Timóteo a permanecer em Éfeso para combater falsos ensinos e preservar a pureza da fé cristã (vs. 1-4). A doutrina verdadeira sempre estará alinhada com o evangelho da glória de Deus (v. 11) e deve ser o padrão para corrigir desvios dentro da igreja.
Nesse contexto, o apóstolo reforça que a lei é boa quando usada corretamente, servindo para corrigir os ímpios, e não para debates especulativos que desviam da fé genuína (vs. 5-10). A doutrina deve produzir amor, boa consciência e fé sincera, em contraste com a arrogância dos falsos mestres que se perdem em vãs discussões.
Os pregadores da verdade suscitam inimigos reais. Os inimigos de Paulo são amostras do mal que os inimigos da graça podem causar. “Esses homens haviam se apartado da fé do evangelho e, além disso, ultrajado o Espírito da graça ao atribuírem ao poder de Satanás as maravilhosas revelações feitas a Paulo. Havendo rejeitado a verdade, ficaram cheios de ódio contra ela, e procuraram destruir seu fiel defensor”, explica Ellen White.
• Pessoas que abandonam princípios bíblicos fundamentais muitas vezes tentam justificar suas crenças atacando quem permanece fiel.
Paulo usa a própria conversão para exemplo da graça e misericórdia de Deus (vs. 12-17), demonstrando que a doutrina verdadeira leva à transformação real da vida. Porém, quando há resistência persistente à verdade, a disciplina se torna necessária. Isso se vê na menção a Himeneu e Alexandre, que naufragaram na fé e foram entregues a Satanás para aprenderem a não blasfemar (vs. 19-20).
Desta forma, a disciplina eclesiástica, não é apenas corretiva; ela visa a restauração dos que estão com a conduta, as crenças e a fé destituídas de harmonia com a vontade do dono da igreja, que é Deus.
Cuidado com quem projeta seus próprios conflitos em quem representa a verdade que rejeitam!
• O propósito da aplicação da disciplina eclesiástica é para que os desviados retornem à prática da sã doutrina e ao testemunho fiel do evangelho verdadeiro.
• A fidelidade à verdade do evangelho é o alicerce para uma igreja saudável e protegida de influências negativas.
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: II TESSALONICENSES 3 – Primeiro leia a Bíblia
II TESSALONICENSES 3 – BLOG MUNDIAL
II TESSALONICENSES 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1030 palavras
No coração do último capítulo de II Tessalonicenses está a preocupação de Paulo com os “desordeiros” ou pessoas “ociosas” na congregação. Mas a palavra grega aqui (ataktos, vs. 6, 11) não é sinônimo de preguiça. Tem mais a ver com atitude irresponsável. Os membros desordeiros de Tessalônica não estavam apenas ociosos, eles estavam indo de um lugar a outro para criar perturbação. Eles passavam o tempo discutindo teologia ou criticando o comportamento dos outros, em vez de ganhar o seu sustento: “não trabalham, mas andam se intrometendo na vida alheia” (v. 11, NVI). Eles estavam se metendo na vida de todo mundo em vez de cuidar da própria! O fato de Paulo ter abordado este assunto outras vezes (ver tb 1Ts 4:9-12) indica que era um grande problema na igreja em Tessalônica. Jon Paulien, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/05/10/ii-tessalonicenses-3
1 Orai por nós. O apóstolo acabara de registrar uma oração pelos conversos para que fossem consolados e confirmados (2Ts 2:17). Agora pedem que se lembrem dele e de seus companheiros de ministério (cf. 2Co 1;11; Fp 1:19; 1Ts 5:25). Paulo sempre sentiu sua insuficiência e era consciente da necessidade do poder divino (ver 2Co 2:16; 3:5). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 283.
Se propague. Parece que palavra de Deus na cidade de Corinto não estava “correndo”tão livre como o apóstolo desejava. Possivelmente, houve uma firme oposição dos judeus (ver com. de 1Tm 3:7. … Sob condições normais, a “palavra do Senhor”, ativada pelo Espírito Santo, progride com rapidez. CBASD, vol. 7, p. 283.
Seja glorificada. A palavra do Senhor é glorificada na vida transformada daqueles que são guiados por ela. Diz-se que o evangelho é adornado pela vida piedosa até mesmo dos cristãos mais humildes: escravos convertidos, que não furtavam, mas eram completamente honestos e fiéis no serviço (Tt 2:9, 10; cf. com. de Mt 5:16). CBASD, vol. 7, p. 283.
2 Sejamos livres. Embora este segundo pedido tenha um sabor pessoal distinto, a preocupação principal do apóstolo não é a segurança pessoal, ms assegurar que sua equipe evangélica ficará livre para realizar a obra divina. CBASD, vol. 7, p. 283.
Maus. O grego contém o artigo definido, indicando que Paulo se refere a classes específicas de oponentes, sem dúvida, aos judeus que o atacaram e o levaram diante de Gálio, o governador romano (ver com. de At 18:9-17). Aqueles judeus eram mais perversos que muitos pagãos. Resistiram obstinadamente aos apelos da Santa Escritura e aos milagres feitos pelo Espírito Santo em demonstração do poder de Deus. Alguns deles foram longe demais e chegaram a ponto de blasfemar. CBASD, vol. 7, p. 283, 284.
A fé não é de todos. Alguns, ao fechar a mente contra a evidência levada ao coração pelo Espírito Santo, colocam-se além do alcance do evangelho. Quando o Senhor, por meio de Suas obras maravilhosas na carne evidenciou Sua divindade de modo inequívoco, houve aqueles que endureceram o coração para não crer na Sua messianidade e para atribuir o poder de operar milagres a Satanás. Deste modo, o Senhor alertou, estavam em perigo de cometer o pecado imperdoável, caso já não o tivessem cometido (ver Mt 12:22-32). CBASD, vol. 7, p. 284.
4 Confiança em vós no Senhor. … embora o apóstolo tenha encorajado crentes humanos, deixou claro que a base de sua confiança estava “no Senhor” e não neles (cf. Gl 5:10). CBASD, vol. 7, p. 284.
As coisas. Não identificadas neste versículo, mas alistadas nos v. 6 a 15. CBASD, vol. 7, p. 284.
5 Coração. Necessitamos de guia contínua do Senhor quanto aos pensamentos e emoções. Ele prometeu lembrar-nos das verdades a respeito das quais temos sido ensinados, revelar-nos seu significado e a guiar-nos a uma compreensão total de Sua vontade (ver Jo 14:26; 16:13). CBASD, vol. 7, p. 284, 285.
Ao amor de Deus. … que possuam ou compartilhem o amor de Deus. CBASD, vol. 7, p. 285.
6 Nós vos ordenamos. Na primeira epístola, [Paulo] apelou à igreja para se acautelar das facções fanáticas em seu meio (1Ts 5:14). O apelo parece ter tido [apenas] êxito parcial, porque ele recorre a medidas mais fortes e emite ordens (cf. com. de 1Ts 4:2, 11). CBASD, vol. 7, p. 285.
Desordenadamente (ARA; NVI: “ociosamente”). Do gr. ataktos (ver com. de 1Ts 5:14). CBASD, vol. 7, p. 285.
7 Imitar-nos. Se [os tessalonicenses] considerassem a conduta de Paulo (humilde, cuidadosa, semelhante a Cristo) saberiam o que o Senhor exigia deles. Todo ministro deveria viver para que sua vida fosse consistente com seu ensino. CBASD, vol. 7, p. 285.
Nunca nos portamos desordenadamente. O comportamento desordenado ao qual Paulo faz alusão (v. 6) parece ter sido à ideia fanática de que, como o Senhor estava prestes a vir, era muito tarde para continuar com ocupações mundanas. Aqueles que estavam imbuídos com esse pensamento motivaram o princípio de comunhão de bens na igreja por razões egoístas, para tirar proveito do trabalho dos outros. Paulo denunciou esses agitadores indolentes (v. 11), mas antes lembrou aos irmãos que seu exemplo tinha sido positivo. Estava apto a apelar para a vida ocupada que tinha diante deles. CBASD, vol. 7, p. 285.
9 Direito. O apóstolo desejava deixar claro que não era contrário a um ministério sustentado pela igreja. … No entanto, em Tessalônica ele renunciou seu direito ao sustento da igreja, para dar aos membros um exemplo digno de imitação. CBASD, vol. 7, p. 286.
10 Ordenamos. A abrangência das instruções dadas por Paulo aos tessalonicenses foi surpreendente. No pouco tempo que passou com eles, o apóstolo parece ter abordado todos os assuntos vitais e dirigido seu ensino às necessidades imediatas dos tessalonicenses. CBASD, vol. 7, p. 286.
Não quer trabalhar. Paulo se refere àqueles que, na expectativa do retorno imediato de Cristo, recusavam se desenvolver no trabalho normal, justificando que era desnecessário em vista da segunda vinda. CBASD, vol. 7, p. 286.
Também não coma. O cristão deve fazer tudo que estiver ao seu alcance para evitar ser um peso para os outros. Deve trabalhar para que, além de se sustentar, consiga ajudar os necessitados (Ef 4:28). CBASD, vol. 7, p. 286.
11 Antes, se intrometem. No grego há um jogo de palavras evidente, que pode ser comunicado como “não ocupados, mas ocupados com a vida alheia” (Wodsworth). Os bisbilhoteiros estão ocupados com coisas sem importância, que não lhes dizem respeito, nas questões alheias e não nas questões pessoais. O labor honesto é a melhor cura para esse tipo de gente, pois aqueles que são meticulosos no cumprimento de suas tarefas não encontrarão tempo sem se intrometerão nas questões alheias (cf. com. de 1Ts 4:11; 1Tm 5:13, 14; 1Pe 4:15). Tagarelar e falar mal são passatempos dos bisbilhoteiros. CBASD, vol. 7, p. 286.
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II TESSALONICENSES 3 – Toda verdade divinamente revelada exige uma resposta humana, mas nem sempre essa resposta é de submissão e obediência; muitas vezes, é de resistência e desordem dentro na igreja.
“Depois que Paulo escreveu a primeira epístola aos Tessalonicenses, os problemas na igreja se agravaram. Alguns cristãos, provavelmente usando a segunda vinda como desculpa, recusavam-se a trabalhar e esperavam que outros os sustentassem”. Em sua segunda carta, “Paulo deixa de apenas advertir tais pessoas (1Ts 4:11-12; 5:14-15) e passa a ordenar que a igreja lance mão de severa disciplina (2Ts 3:6-13)” (Bíblia Andrews).
Disso, aprendemos que,
• Existe desobediência disfarçada de espiritualidade: Assim como alguns tessalonicenses usaram a segunda vinda como pretexto à preguiça, muitos hoje justificam sua ociosidade espiritual alegando uma falsa confiança na providência divina.
• É possível existir cristãos que rejeitam a correção: Quando a verdade confronta maus hábitos, muitos reagem com resistência, desprezando a exortação bíblica, considerando qualquer repreensão como perseguição pessoal.
• Ao invés de se alinharem à vontade de Deus, alguns se tornam agentes de confusão, incentivando outros a seguir pelo mesmo caminho de irresponsabilidade e rebelião.
Paulo mostra que a disciplina eclesiástica é um ato de amor e preservação da santidade. Assim como um corpo saudável precisa eliminar infecções para sobreviver, a igreja deve tratar com seriedade àqueles que ameaçam a integridade espiritual. A correção bíblica não tem o objetivo de de levar o errante ao arrependimento e à comunhão restaurada com Deus e a igreja.
Considere mais estes princípios de II Tessalonicenses 3:
• A igreja deve afastar-se daqueles que vivem de maneira desordenada (v. 6). A disciplina eclesiástica visa produzir reflexão e arrependimento no faltoso.
• A ociosidade deve ser condenada pelo exemplo e por palavras (vs. 7-12). Além de exemplificar o trabalho duro, Paulo também revelou que quem se recusa a trabalhar não deve esperar que a igreja o sustente.
• O bem deve ser praticado (v. 13). Mesmo diante de desafios, os fiéis não devem desanimar de agir corretamente.
• Os desobedientes devem ser notados e corrigidos (vs. 14-15). A disciplina deve ser firme, sempre visando a restauração.
• A paz de Cristo deve ser a marca da igreja (vs. 16-18). Em meio aos desafios, a presença de Deus deve ser buscada para manter a harmonia na comunidade cristã!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: II TESSALONICENSES 2 – Primeiro leia a Bíblia
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II TESSALONICENSES 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
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1359 palavras
Não importa quão cuidadosamente um pastor possa cuidar de uma igreja, existem várias maneiras de ideias falsas criarem raiz. Às vezes é mais fácil para os membros aceitarem uma teoria ou especulação do que examinar cuidadosamente as Escrituras por si mesmos. Às vezes, as novas ideias podem até ser bíblicas, mas são disseminadas sem equilíbrio com os demais ensinamentos das Escrituras. Este parece ter sido o problema em Tessalônica. Neste texto a meta de Paulo não é expor detalhadamente a sua visão sobre os acontecimentos do tempo do fim (v. 5). Seu objetivo é pastoral – acalmar e persuadir os crentes a terem mais paciência com relação aos eventos finais. Jon Paulien, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/05/09.
1 Nós vos exortamos. Parece que ideias errôneas a respeito do ensino de Paulo sobre a proximidade da vinda de Cristo estavam circulando na igreja em Tessalônica. Para corrigir esses conceitos errôneos, Paulo escreveu a segunda epístola. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 273.
2 Demovais da vossa mente. Os tessalonicenses não deveriam ser conduzidos da convicção estabelecida e “agitados por todo vento de doutrina” (Ef 4:14). Os cristãos devem estar firmes intelectualmente. CBASD, vol. 7, p. 273.
Perturbeis. Neste versículo, a palavra se refere ao estado de agitação ou excitação nervosa. O pensamento de que a vinda do Senhor era iminente estava mantendo os tessalonicenses em estado de alarme contínuo. CBASD, vol. 7, p. 273.
Tenha chegado. Como Jesus em Seus ensinos, Paulo enfatiza na primeira epístola que os cristãos deveriam viver em estado de prontidão para o retorno do Senhor (Mt 24:42, 44; 1Ts 1:10; 5:23). Deveriam vigiar e estar prontos, mas nunca estar tão imbuídos com o senso da iminência do segundo advento a ponto de viver num insensato estado de agitação. CBASD, vol. 7, p. 273.
3 Ninguém. O inimigo da igreja usará sinais e milagres aparentes para levar os ingênuos a aceitar o grande engano ou a mentira (v. 9-11). Por isso, o povo de Deus deve se acautelar para não se desviar da fé, a qual deve se apoiar nas claras declarações da Palavra de Deus. CBASD, vol. 7, p. 274.
4 A apostasia. O próprio Paulo instruiu oralmente aos tessalonicenses a respeito da apostasia vindoura. … A profecia a respeito da apostasia foi cumprida parcialmente nos dias de Paulo, e muito mais durante a Idade Média, mas o cumprimento pleno ocorrerá nos dias imediatamente anteriores ao retorno de Jesus (cf. Nota Adicional a Romanos 13; ver vol. 6, p. 60-53). CBASD, vol. 7, p. 274.
O homem da iniquidade. Isto é, o homem cuja característica distintiva é o pecado. … Paulo emprega a palavra grega para “homem” (antropos) indicando adicionalmente uma pessoa ou poder definido. CBASD, vol. 7, p. 274, 275.
4 Objeto de culto. As palavras de Paulo descrevem um poder arrogante que se opõe a todos os concorrentes no campo da religião e não permite rival para receber a adoração que reivindica para si. CBASD, vol. 7, p. 275.
Santuário. Num lugar dedicado à adoração do verdadeiro Deus, o maligno se assenta solicitando adoração para si. CBASD, vol. 7, p. 275.
Ostentando-se. Tomar assento no santuário do templo revela que ele reivindica sentar “como Deus”, que, na verdade, “ele é Deus”. A blasfêmia não poderia ser maior. … Uma comparação com a profecia de Daniel do poder blasfemo que sucedeu a Roma pagã (ver com. de Dn 7:8, 19-26) e com a descrição de João sobre a besta semelhante a um leopardo (ver com. de Ap 13:1-18) revela muitas similaridades entre os três relatos. Isso leva à conclusão de que Daniel, Paulo e João falam do mesmo poder, a saber, o papado (GC, 49-54, 356). … Num sentido mais amplo, o poder aqui descrito pode ser identificado com Satanás, que há muito tem lutado para ser “como o Altíssimo” (ver com. de Is 14:14). “Satanás está trabalhando ao máximo para se apresentar como Deus e para destruir todos que se opõem ao seu poder. E hoje o mundo está se inclinando diante dele. Seu poder é recebido como o poder de Deus” (T6, 14). “Nessa época aparecerá o anticristo, como o Cristo verdadeiro, e então a lei de Deus será anulada completamente. … Mas o verdadeiro líder de toda essa rebelião é Satanás, disfarçado em anjo de luz. Os homens serão iludidos e o exaltarão ao lugar de Deus, deificando-o” (TM, 62). CBASD, vol. 7, p. 275, 276.
5 Eu costumava dizer-vos. Paulo lembra seus leitores sobre os ensinos, demonstrando que seu ponto de vista com relação à vinda de Cristo não sofreu alteração e que antes ele não esperava o imediato aparecimento do Senhor. Ao mesmo tempo, suas palavras escritas são cuidadosamente estruturadas, possivelmente para evitar complicações políticas, caso a carta caísse nas mãos dos oponentes. CBASD, vol. 7, p. 276.
6 Ocasião própria. O anticristo será manifestado quando a ocasião própria vier. Quando aplicado ao papado histórico (ver com. do v. 4), tem sido compreendido como o período de dominação de 1,260 anos daquele poder religioso (ver com. de Dn 7:25; Ap 12:6). Dada a aplicação ampla (ver com. de 2Ts 2:4), a passagem é vista como também se referindo ao tempo quando Satanás desempenhará um papel pessoal nos eventos dos últimos dias, apenas para que seu cuidadoso plano para a dominação do mundo seja desmascarado, e sua verdadeira natureza, evidenciada (ver com. de 2Ts 2:4; Ap 17:16). CBASD, vol. 7, p. 276.
7 Mistério da iniquidade. Do gr. musterion tes anomias [algo oculto … “desacato e violação da lei”] O título se refere a um poder caracterizado pela desobediência. A referência à lei é significativa, em vista da tentativa de mudança da lei mencionada em Dn 7:25 (ver com. ali). Em última análise, esta descrição se aplica a Satanás, o autor da desobediência (TM, 365), mas o demônio geralmente camufla sua personalidade ao trabalhar por meio de agentes. Nos últimos dias, ele desempenhará um papel mais direto, levando o engano ao cúmulo de falsificar pessoalmente a vinda de Cristo (ver com. de 2Ts 2:4, 9). CBASD, vol. 7, p. 277.
Opera. Paulo se refere a uma agência já em atividade. A apostasia iniciou nos dias de Paulo (ver com. [CBASD] de 2Ts 2:3 [cf. At 20:30; 21:21; 1Tm 4:1-3; 2Tm 4:3-4; 2Pe 2:1, 12-22; Jd 4, 10-13; 1Jo 2:18; Mt 7:15; 22-24; Mt 24:10]). CBASD, vol. 7, p. 277.
10 Acolheram. Paulo aponta o motivo pelo qual os descrentes serão enganados. Eles tiveram oportunidade de amar a verdade, mas recusaram o privilégio. CBASD, vol. 7, p. 279.
O amor da verdade. A condenação final dos pecadores será baseada na “rejeição” de Jesus, que é a verdade (Jo 14:6). CBASD, vol. 7, p. 279.
Para serem salvos. Ao mesmo tempo em que a rejeição da verdade que está em Cristo Jesus significa morte, sua aceitação conduz à salvação eterna. CBASD, vol. 7, p. 279.
11 Deus lhes manda a operação do erro. No estágio final da história do mundo, antecipada neste versículo, os não regenerados claramente escolherão mentiras em vez da verdade e se colocarão além do alcance da redenção. Deus, portanto, os abandonará ao curso de suas escolhas (ver com. de Rm 1:18, 24). Nas Escrituras, Deus é mencionado com frequência fazendo o que não impede (ver com. de 1Sm 16:14; 2Cr 18:18). CBASD, vol. 7, p. 279.
À mentira. Isto é, o engano supremo, quando Satanás personifica a Cristo. CBASD, vol. 7, p. 280.
13 Deus vos escolheu. Ver com. de Ef 1:4; Cl 3:12; 1Ts 1:4; 5:9. Esta não é uma escolha arbitrária, o que é demonstrado pelas palavras qualificadoras a seguir. A escolha é dependente da santificação dos escolhidos. CBASD, vol. 7, p. 280.
Pela santificação do Espírito. …toda verdadeira santificação é obra do Espírito Santo (cf. com. de 1Pe 1:2). CBASD, vol. 7, p. 280.
14 Para o que também vos chamou. Este versículo mostra que o anterior não ensina a predestinação de alguns para a salvação e de outros para a perdição (ver com. de 1Ts 1:4). Pelo fato de propor salvar as pessoas, independente de etnia, Deus inspirou Paulo com um ardente desejo e com determinação de pregar o evangelho aos gentios. As boas-novas de salvação por meio de Jesus Cristo haviam sido proclamadas livremente. A aceitação ou rejeição depende do indivíduo. CBASD, vol. 7, p. 280.
15 tradições. Do gr. paradoseis (ver com. de Mc 7:3). A palavra significa coisas entregues em mãos ou transmitidas por meio de ensino ou doutrina. … refere-se aqui às mensagens inspiradas recebidas por Paulo e seus companheiros e fielmente transmitidas aos tessalonicenses. CBASD, vol. 7, p. 280.
16 Boa esperança, pela graça. A esperança (de redenção na vinda de Cristo) é “boa”, no sentido de ser genuína e confiável, em contraste com as falsas esperanças apregoadas pelos ensinos errôneos sobre o imediatismo do retorno do Salvador. CBASD, vol. 7, p. 281.
(Para mais e extensivos comentários, recomendamos a leitura do CBASD, p. 273-281).
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II TESSOLONICENSES 2 – Esta é uma carta pequena, mas profunda. Ela trata da essência do futuro revelado por Deus.
“A fé cristã sempre foi caracterizada por um forte senso de futuro, sendo o exemplo mais notório a crença na segunda vinda de Jesus. Desde o dia em que Jesus ascendeu ao Céu, Seus seguidores vivem na expectativa de Seu retorno. Ele prometeu que voltaria, e eles creram nisso – e continuam a crer. Para os cristãos, essa é a questão mais importante com relação ao que se crê e sabe a respeito do futuro. O efeito prático dessa crença é carregar cada momento do presente com esperança, pois, se o futuro é dominado pela volta de Jesus, sobra pouco espaço na tela para a projeção das nossas ansiedades e fantasias. Essa certeza afasta a confusão da nossa vida. Livres do medo, podemos corresponder espontaneamente à liberdade que Deus nos dá” (Eugene Peterson).
No capítulo em análise, Paulo esclarece eventos que devem ocorrer antes da segunda vinda de Cristo, advertindo contra falsos ensinos e reafirmando a importância da verdade (vs. 1-2). Esse cenário de engano se repete hoje: Muitos são levados por falsos ensinos escatológicos. Alguns pregam que a segunda vinda de Cristo será secreta (arrebatamento secreto), outros negam a literalidade do evento. Paulo afirma que o advento de Cristo será visível, glorioso e acompanhado pela ressurreição dos justos e a destruição dos ímpios (Mateus 24:23-31; I Tessalonicenses 4:13-17).
Antes da volta de Cristo, certos eventos deveriam acontecer. Paulo alerta veementemente sobre uma grande apostasia e a manifestação do homem do pecado, o filho da perdição (II Tessalonicenses 2:3-9):
• Ele se opõe e se exalta sobre tudo o que está relacionado com Deus.
• Se assenta do templo de Deus, querendo parecer Deus.
• Sua manifestação está ligada ao mistério da iniquidade.
• Sua vinda é segundo a eficácia de Satanás, com sinais e prodígios da mentira.
Muitos serão enganados pelos seguintes motivos (II Tessalonicenses 2:9-12):
• Não receberam o amor da verdade.
• Rejeitaram a salvação.
• Preferiram a mentira.
Apenas os que permanecem fiéis serão salvos (II Tessalonicenses 2:13-17). O que fazer para não ser enganado?
• Apegar-se à Palavra de Deus.
• Santificar-se na verdade.
• Permanecer firmes na fé bíblica.
• Orar e buscar o fortalecimento em Cristo.
Diante disso, reavivemo-nos imediatamente! – Heber Toth Armí.