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SALMO 34 – A vida é simples, entretanto nossa existência seria muito feliz se não a complicássemos com nossos jeitos mesquinhos de agir.
É certo que existem aqueles indivíduos que te ajudam em tempos difíceis, outros que te abandonam em tempos difíceis e, também aqueles que te colocam em situações difíceis. Em outras palavras, existem três tipos de pessoas: As que resolvem os problemas, as que causam problemas e as que pioram os problemas.
Quem é você? Deus gosta dos pacificadores, dos humildes, que almejam ser sábios para refletir o caráter de Seu amado Filho.
Após esta introdução, mergulhemos no Salmo em questão; no qual “o título associa o salmo a um episódio perigoso envolvendo Davi e os filisteus em Gate, conforme o relato de I Samuel 21:10-22:1, depois do qual Davi fugiu para a caverna de Adulão” (Warren W. Wiersbe).
Infelizmente enfrentamos desafios muito grandes neste mundo de egoísmo, perversidade e imoralidade. Os justos sofrem; os inocentes sofrem; os bons sofrem. Felizmente, temos um Deus a Quem recorrer:
• Quando temores e medos nos assombram, Deus está disposto a libertar-nos deles, se O buscarmos, corrermos determinadamente para Ele (vs. 1-10).
• Quando angústias e crises nos esmagam, Deus está pronto para socorrer-nos, caso desejamos Sua presença (vs. 6, 17).
• Quando estamos em perigo, os anjos de Deus são enviados para guardar nossa família; mas não devemos provocar nossos inimigos com nossa língua afiada (vs. 7, 13).
• Quando nos faltam recursos para viver, seremos saciados se, sinceramente, adorarmos a Deus, virarmos as costas ao pecado e abraçarmos a paz (vs. 9, 14).
• Quando nossa existência é desafiada pela morte podemos ter a certeza de vida eterna se servirmos a Deus (vs. 12, 19-22).
• Quando entregamos nossos gemidos a Deus em oração com coração quebrantado, seremos confortados pela voz divina (vs. 15, 18).
Nos versos 12-14 Deus orienta-nos para que tenhamos uma existência agradável:
• Cuidar de nossa língua;
• Não falar mentiras;
• Fugir do mal;
• Fazer o bem;
• Buscar a paz e ser pacificador.
Numa sociedade alheia aos princípios divinos, o cristão enfrenta muitos problemas; todavia, pode contar com Deus para superá-los pacientemente. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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756 palavras
O Salmo 34 é mais um poema alfabético ou acróstico (ver p. 705). Ele mescla gratidão pessoal e ações de graças coletivas. … O salmo tem 22 versículos, 23 no hebraico, sendo que o v. 1 é o subtítulo. Cada um deles começa com uma letra do alfabeto hebraico na ordem regular, com as seguintes exceções: a letra wav é omitida e a letra pe’ aparece como a primeira letra do último versículo. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 800.
3 Engrandecei o SENHOR comigo. O salmista convida os “humildes” a se unirem com ele no louvor a Yahweh. Exaltamos a Deus quando O engrandecemos (ver Dt 32:3). … Na adoração na sinagoga moderna o Salmo 34:3 é lido no momento que se retira a Torah da arca. CBASD, vol. 3, p. 801.
4 Busquei ao SENHOR e Ele me acolheu. O salmista começa a expressar o motivo de sua gratidão. É grato pelo que Deus fez por ele, pelo que fez por outros e pelas lições que Deus lhe ensinou nas adversidades. CBASD, vol. 3, p. 801.
5 Contemplai-O e sereis iluminados. Ver 2Co 3:18. Quando Deus olha para o ser humano, seu semblante se torna radiante. … Ao fugirmos de inimigos, visíveis ou não, parece que estamos sós, abandonados, impelidos na escuridão sombria de novas perplexidades que ameaçam destruir tanto o corpo quanto a mente. Então, de repente, de modo inesperado vem o livramento. Percebemos que uma Presença invisível mais uma vez transforma erros passados em degraus para a vitória. O coração se enche de gratidão e louvor, e outro marco de experiência é levantado para servir de encorajamento em provas futuras. Verdadeiramente, o Senhor é bom! CBASD, vol. 3, p. 801.
7 O anjo do SENHOR acampa-se. Ver Gn 32:1, 2; 2Rs 6:26, 17. A contínua presença dos anjos da guarda é uma das certezas mais doces do cristão. CBASD, vol. 3, p. 801.
8 Oh! Provai e vede. O salmista convida outros não para confiar na sua palavra, mas para provar por si mesmos. Provai” vem da palavra heb. ta’am, “experimentar o sabor de”. Nesta passagem, significa “experienciar” (ver Hb 6:5; 1Pe 2:3). A prova mais segura da religião se encontra na experiência pessoal. Sem a experiência cristã a religião de Cristo é apenas teoria, e como mera teoria não tem poder para salvar. CBASD, vol. 3, p. 801.
Bom. Do heb. tob, uma palavra que expressa diversas qualidades, como “bondoso”, “gentil” e amigável”. Refletir sobre este atributo divino pode ajudar a corrigir o indiferente senso de justiça. É preciso ser sensível aos elementos mais nobres do caráter de Deus, e pensar neste atributo divino quando se é tentado a esquecer da amabilidade no relacionamento com os semelhantes. CBASD, vol. 3, p. 801.
homem. Do heb. geber, “o homem jovem, vigoroso”. Não há quem não precise da ajuda divina. No plano divino não há lugar para a autossuficiência. O ser humano precisa de Deus. CBASD, vol. 3, p. 801.
9 santos. Do heb. “qedoshim, “santos” (ver com. dp Sl 16:3; Lv 19:2). CBASD, vol. 3, p. 801.
12 ama a vida. A pergunta envolve as “ambições”psicológicas básicas do ser humano. Todo ser humano quer ter uma vida longa e feliz. CBASD, vol. 3, p. 803.
14 Aparta-te do mal e pratica o que é bom. Ver Sl 37:27; Is 1:16, 17. O viver do cristão envolve aspectos positivos e negativos. Deve-se distanciar do mal e fazer o bem. Evitar fazer o mal apenas não é o suficiente; é preciso praticar o bem. CBASD, vol. 3, p. 803.
17 livra. Várias vezes na vida presente e definitivamente na vida porvir. A promessa não garante o livramento completo neste mundo, mas, no caso do justo, o Céu garante a libertação de todos os problemas. CBASD, vol. 3, p. 803.
18 dos que têm o coração quebrantado. Um coração quebrantado pela tristeza e pelo sofrimento está pronto a aprender as lições mais importantes que Deus tem a ensinar (ver Sl 119:71). A ideia do “coração quebrantado” é frequente na Bíblia (ver Sl 51:17; Is 61:1; 66:2). CBASD, vol. 3, p. 803.
19 Muitas são as aflições. O cristão necessariamente está isento de aflição, mas Deus lhe dá forças para enfrentar os problemas. Porém, tem-se observado que os sofrimentos do cristão são menores que os do incrédulo, que sofre também com os efeitos da intemperança, do crime, dos maus hábitos. Algumas das recompensas do viver correto são desfrutadas já nesta vida. CBASD, vol. 3, p. 803.
20 nenhum deles. O princípio geral é que os justos estão sob a proteção divina. Na Bíblia, princípios gerais são expressos com frequência por meio de linguagem concreta. Em cumprimento das Escrituras, os ossos de Jesus não foram quebrados (ver Jo 19:36; cf Êx 12:46; Nm 9:12; DTN, 771, 772). CBASD, vol. 3, p. 803.
21 O infortúnio matará o ímpio.O pecado consome a si mesmo. A morte é a consequência natural e inevitável do pecado. CBASD, vol. 3, p. 803.
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/sl/33
Este Salmo se inicia lembrando como é adequado louvar ao Senhor com cânticos e música, porque tudo que Ele faz é bom e certo. Pela palavra do Senhor os céus e a terra foram feitos porque Ele falou e tudo foi feito. Ele ordenou e logo tudo apareceu.
O primeiro capítulo de Gênesis é a narrativa majestosa do Criador e da criação de seus novos filhos. Cada dia termina com a modelo verbal hebraico: “Passaram-se a tarde e a manhã” (NVI), perfazendo um período de 24 horas de tempo. A sequência dos seis dias da criação começou com a criação de luz, então a atmosfera, solos e vegetação, o sol e o sistema solar, os peixes para as águas e os pássaros para o ar e, em seguida, os animais terrestres. Culminando a semana, cria uma nova ordem de seres, homem e mulher, cuja combinação é a própria imagem do próprio Criador. Na verdade, tudo era “muito bom”.
Deus poderia ter terminado ali, uma semana de seis dias. Por que não? Em um jardim perfeito e com corpos perfeitos ninguém fica cansado. Mas o Criador escolheu encerrar a semana de seis dias acrescentando mais um dia, um dia de descanso chamado o Sábado, como um dia de presente divino. Por quê? Pense nisso: qual é o presente mais perfeito que qualquer pai amoroso pode dar a seu filho ou filha? É um tempo ininterrupto, sem pressa, para estarem juntos.
Meu pai era um pastor e enquanto vivíamos como missionários no Japão, ele estava implantando uma igreja em uma cidade grande, que tinha pouquíssimos cristãos. Isso significava que ele estava ocupado dia e noite. Uma noite, ele chegou em casa e compartilhou conosco o que estava pensando. Ele decidiu folgar toda terça-feira para poder passar tempo com a família. Uma vez que estávamos sendo educados em casa, não havia nenhum problema em tirar um dia de folga. Poderíamos fazer piqueniques, passar um tempo na praia ou escalar montanhas. Que dia glorioso!
Agora que meu pai está morto, eu olho para trás ao longo dos anos e percebo que ele nos deu o melhor presente de todos. Não dinheiro, pois não tinha muito, mas o presente do tempo ininterrupto, sem pressa, com ele. O mesmo presente nosso Pai Criador deu a você e a mim a cada sete dias.
Por que alguém iria querer se livrar do sábado do sétimo dia ?
Extraído de “O Escolhido”, de Dwight Nelson, pp 104, 105.
Dwight Nelson
Pastor Sênior, Pioneer Memorial Church
Andrews University
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=757 e https://reavivadosporsuapalavra.org/2016/12/03/salmo-33-2/
Tradução: Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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SALMO 33 – A música é um instrumento poderoso para elevar nossa alma a um nobre louvor ao Criador do Universo.
O filósofo ex-ateu C. S. Lewis declarou que “louvar é o crente se encontrar com a beleza do caráter de Deus”. Johann Sebastian Bach destacou que, “o único fim, o único objetivo de toda música, é o louvor a Deus e a recriação da alma. Quando isso se perde de vista, não pode mais haver verdadeira música”.
Deus é um grande Artista. Dante Alighiere disse que “a natureza é a arte de Deus”. Observando esta arte, Davi compôs o Salmo 33 para louvar ao Senhor pela beleza de Sua criação:
1. O louvor não é para qualquer pecador, mas para aquele que foi liberto, perdoado e justificado de seus pecados; quanto mais se deixar moldar por Deus, melhor será o louvor. Francis A. Schaeffer observou que “a busca pela excelência também é uma maneira de louvar a Deus” (v. 1).
2. O louvor não é realizado apenas com a voz ou com a vida, é possível usar instrumentos musicais para expressar-se melhor no louvor ao Criador (vs. 3-4).
3. O louvor a Deus deve ter foco, objetivo e clareza. Devemos louvar ao Criador da natureza por Sua…
a) Bondade (vs. 4-5);
b) Poder criador (vs. 6-9);
c) Soberania (vs. 10-12);
d) Onisciência (vs. 13-15);
e) Onipotência (vs. 16-17):
f) Assistência (vs. 18-22).
O verdadeiro louvor brota da alegria por um Salvador, parte do reconhecimento que Ele é o poderoso e amoroso Criador e, resulta numa satisfação indescritível que inunda nosso coração.
O caráter de Deus convida-nos à adoração. Seu amor imensurável motiva-nos a louvar com entusiasmo. Além disso, a fidelidade de Deus e a veracidade de Sua Palavra oferecem certeza neste mundo incerto.
O salmista avança revelando o amor de Deus pela justiça e o juízo, a habilidade divina de criar o espaço sideral sem usar as mãos, a capacidade de executar planos neste mundo, de observar-nos e proteger aos que O temem; dando-nos muitas razões para louvar!
Corretamente empregada, a música é “um dom precioso de Deus, destinada a erguer os pensamentos a coisas altas e nobres, a inspirar e elevar a alma” (Ellen G. White). Adoremos! – Heber Toth Armí.
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426 palavras
O Salmo 33 é um hino de celebração, que louva Yahweh como criador, supremo soberano e provedor fiel daqueles que O temem.
1 Exultai. Do heb. naman, “dar um vibrante grito de júbilo”. Os v. 1 a 3 são a introdução do salmo e um convite aos justos para louvar a Yahweh com instrumentos musicais.
fica bem. Do heb. na’wah, ‘apropriado”, “conveniente”. O dom da gratidão é próprio dos justos.
2 harpa. Do heb. kinnor, literal “lira” [raiz da palavra Kinnereth, outro nome do mar ou lago da Galiléia, que tem a forma aproximada de uma lira].
saltério. Do heb. nebel, um instrumento como a harpa. … Somente o melhor é o suficiente para a adoração a Yahweh.
3 novo cântico. Novas bênçãos requerem novo agradecimento e novos hinos de louvor (ver Sal 40:3; 96:1). Não se deve limitar a usar sempre o que tem sido usado. Circunstâncias diferentes requerem uma expressão adequada e oportuna em palavras de adoração e louvor.
4 a palavra do SENHOR é reta. Os v. 4 a 21 expõem as razões para louvar a Yahweh. Dentre elas está o fato de que Yahweh é justo e misericordioso (v. 4, 5, 18; ver Sl 25:10; 26:3; 36:5,6).
6 por Sua palavra. A segunda razão para louvar é que Yahweh é o criador de tudo o que existe. Jesus é o “Verbo” (Jo 1:1) que fez “todas as coisas” (Jo 1:3).
o exército deles. Os corpos celestes, conforme indica a estrutura paralela do versículo.
9 Ele falou, e tudo se fez. Ou, simplesmente “Ele falou, e era”, suprimindo a palavra “fez”; ou ainda “Ele falou, e passou a ser”. […] Deus é apresentado como criador, em contraste com qualquer deus que [se] pretenda ser capaz de criar. A excelência da linguagem usada para descrever os atos criativos de Deus não tem paralelo na literatura (ver Gn 1:3, 6, 9, 11, 14, 20, 24, 26).
10 o Senhor frustra. A soberania de Yahweh (v. 10, 11) é a terceira razão para o louvor.
12 feliz. Este trecho antecipa os v. 18 a 20, introduzindo a ideia da relação especial entre Deus e Israel.
13 olha dos céus. A quarta razão para louvar é a onipresença e a onisciência de Yahweh.
16 não há rei que se salve. A quinta razão para louvar é a onipotência de Yahweh. Ao se referir à relativa impotência de governantes, homens fortes e cavalaria, o salmista deixa subentendido que somente Yahweh é onipotente. Esse é um recurso poético extraordinário, cujo significado subjacente é percebido apelas pelo leitor mais atento.
18 os olhos do Senhor. A sexta razão para louvar é que se pode confiar em Yahweh para proteger o povo escolhido.
Fonte: CBASD – Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 3, p. 798, 799.
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/sl/32
Davi foi uma pessoa que falhou com o Senhor várias vezes, como todos nós. Nós somos humanos; nós nascemos em pecado. A Bíblia diz que um homem que diz que está sem pecado é um mentiroso. Todos nós ficamos aquém da glória de Deus.
O pecado é pesado e às vezes começa a nos arrastar para baixo. Pensamos que, porque ele não é um “grande pecado”, devemos ficar bem. Mas se mantivermos uma caneta pequena ou um livro por muito tempo, nossos braços começarão a ficar cansados e cansados. É da mesma maneira com o nosso espírito. Não importa o tamanho ou a quantidade de pecado que temos, ele começará a ficar pesado. Quando confessamos nossos pecados a Deus, nos tornamos uma nova criatura em Cristo. O pesado fardo de culpa é levantado. Nascemos de novo, um filho de Deus.
Ser perdoado por nossos pecados nos torna novas pessoas. Nossas famílias e amigos percebem a diferença! Eu pessoalmente me tornei uma pessoa mais feliz quando isto aconteceu na minha vida. O perdão de Cristo mudou minha vida completamente. É claro que o pecado está sempre presente, mas servimos a um Deus que sempre perdoará quando confessarmos e abandonarmos o pecado. Ele nunca nos deixará nem nos abandonará. Jesus pagou o preço final para todos. Ele lança nossos pecados no mar e não se lembra mais deles. Ele realmente perdoa e esquece.
Heather Chirinos
Estudente, Southwestern Adventist University, Texas EUA
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=756
Tradução: Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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SALMO 32 – Pastores, papas, bispos, presbíteros, prostitutas, ladrões, empresários, desempregados, funcionários, etc. todos são pecadores. Toda raça humana está contaminada com pecados.
“Evidências da iniquidade de nossa raça estão em todo lugar. Estão publicadas nas manchetes dos jornais; são exibidas nos noticiários da televisão; e estão escritas por toda a história humana. Ninguém entre nossos conhecidos está livre de pecados. Além disso, se formos sinceros, as provas mais cabais de nossa depravação nos são mostradas por nossa própria consciência” (John MacArthur).
Embora o segundo rei de Israel fosse o homem segundo o coração de Deus, caiu em pecados hediondos. Ele, que venceu um grande gigante, caiu em pecado sexual e, assassinato. Davi sentiu e expressou o peso da culpa e a alegria da libertação operada pelo perdão divino.
Seu filho Salomão deve ter aprendido observando os devaneios do pai, por isso escreveu em Provérbios 28:13 as seguintes palavras:
“Não dá para encobrir os pecados e ir vivendo com eles;
mas, quando você os reconhece e abandona, encontra misericórdia”.
Observe, agora, o testemunho de Davi, que falou por experiência própria, mais do que por teoria:
• O pecador perdoado introduz sua fala, canção ou oração com alegria e gratidão (vs. 1-2);
• Davi relata que não existe alegria verdadeira no coração daqueles que não confessam com sinceridade a Deus todos os seus pecados (vs. 3-4);
• Davi declara que a tristeza deprimente só vai embora para dar espaço à alegria quando o culpado confessa e deixa seu pecado para obter o perdão divino (vs. 5-8);
• O pecador perdoado que conta seu testemunho apela para que os pecadores se alegrem no Senhor como ele (vs. 10-11).
Fábio de Melo fez esta observação: “Uma coisa é a gente se arrepender do que fez! Outra coisa é a gente se sentir culpado. Culpa nos paralisam. Arrependimentos não! Eles nos lançam pra frente, nos ajudam a corrigir os erros cometidos”.
O verso 9 é um forte apelo para nós, independente de nossa situação: “Não sejas teimoso como o cavalo ou a mula que precisam de freio e rédea para se manter no caminho”.
• Por que não reconhecer e abandonar nossos pecados?
• Que vantagem tem apegar-se aos pecados sendo que apegar-se a Deus é bem melhor?
Jesus morreu para libertar-nos da culpa! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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1078 palavras
O Salmo 32 é de arrependimento. Ele une arrependimento pessoal com instrução. O poema tem o profundo propósito de mostrar as bênçãos do perdão. Foi escrito depois de Davi ter cometido o grave pecado com Bate-Seba e é um registro de sua confissão e do perdão obtido (ver 2Sm 11;12). Os v. 1 a 5 tratam da experiência pessoal de Davi; e os v. 6 a 11 dão conselhos. Afirma-se que este salmo foi um dos favoritos de Agostinho até sua morte. O teólogo tinha o salmo escrito na parede, para que o pudesse ver desde seu leito onde se encontrava enfermo.
O salmo conta a história de um homem que pecou, recusou-se por um tempo a confessar o pecado, foi torturado pela culpa, mas que finalmente reconheceu seu erro e o confessou, obtendo o perdão. Este salmo pode ser chamado de o “Salmo da justificação pela fé”.
1 iniquidade…pecado. O salmista usa três palavras para descrever o pecado nos v. 1 e 2: iniquidade, pecado, dolo (ver Êx 34:7). Além disso ele toca no tema da justificação pela fé.
iniquidade (ARA; NVI: “transgressões”). Ho heb. pesha’, que indica “rebelião”, afastamento de Deus, e, portanto, implica pecado voluntário.
pecado. Do heb chata’ah. Pecado do ponto de vista de errar o alvo, falhar no cumprimento do dever.
coberto (ARA; NVI: “apagados”). A partir de então, oculto. O pecado não será mais posto diante do pecador (ver Sl 85:2). A transgressão não é coberta no sentido de ser ignorada. Há apenas uma base para o perdão do pecado: arrependimento. A confissão tem valor somente quando é acompanhada do arrependimento (1Jo 1:9). Alguns cristãos confundem os dois processos [confissão
e arrependimento] e reivindicam o perdão com base apenas no reconhecimento da culpa. No entanto, Deus está interessado nos aspectos práticos do caso. Além da tristeza por ter pecado, o arrependimento inclui expulsar o pecado. Essa expulsão é ato da própria pessoa fortalecida pelo poder divino (DTN, 466). O perdão acontece de forma automática após essa experiência. Deus perdoa todos os pecados que são eliminados da vida.
Muitos cristãos parecem estar mais preocupados em obter perdão do que em libertar-se de todo pecado. Eles se esforçam para confessar os pecados, um objetivo nobre, mas que tem mérito apenas se a confissão for acompanhada da eliminação do pecado.
“A justiça de Cristo não encobrirá pecado algum acariciado” (PJ, 316). Antes que esse precioso dom seja concedido, as velhas inclinações para o mal herdado e cultivado devem ser rejeitadas. Essa foi a experiência de Davi. Foi assim que ele obteve perdão para seu grave pecado. Seu arrependimento foi genuíno. Ele chegou a abominar o pecado do qual foi culpado.
2 a quem o Senhor não atribui iniquidade. Isto é, o Senhor não mantém o pecado na conta do pecador. Ele não só perdoa o pecado, mas também aceita o pecador arrependido como se nunca tivesse pecado (CC, 67). O pecado foi posto sobre Jesus, nosso substituto, e, portanto, “não devemos estar ansiosos acerca do que Cristo e Deus pensam sobre nós, mas do que Deus pensa de Cristo, nosso substituto” (GCB, 420; ME2 32-33).
inquidade. Do heb ‘awon, “distorção moral”, “perversidade”, “culpa”.
dolo. Do heb. remiyyah, “engano”, ou seja, nenhuma falsidade em si mesmo da qual tenha conhecimento e nenhuma culpa aos olhos de Deus ou dos outros. Sua confissão é sincera (cp Ap 14:5).
3 enquanto calei. Davi se recusou a confessar seu pecado até para si mesmo. Ele viveu em aparente segurança (PP, 723) por um ano inteiro após ter se envolvido com Bate-Seba e ordenado a morte de Urias. Ele, contudo, não ficou livre de severos conflitos mentais e do sofrimento físico originado disso (ver Sl 6:2, 3; 31:9).
4 Tua mão pesava. Davi está se referindo ao peso de sua consciência.
5 Confessei-Te o meu pecado. O perdão veio depois do reconhecimento e da confissão.
6 Em tempo de poder encontrar-Te. Esta declaração implica que haverá um tempo quando o ser humano buscará perdão e não o encontrará. Como isso pode ser verdade se Deus é “compassivo, clemente e longânimo” (Êx 34:6) e “rico em perdoar” (Is 55:7)? […] Muitos sentem que podem continuar pecando, ao menos por um tempo, sem sérias consequências para si mesmos, e depois, quando for conveniente, podem se arrepender e obter o perdão. A tragédia do pecado, porém, é que ele se apodera de tal modo da pessoa e se torna uma parte tão essencial da vida, sobretudo quando se sabe que é pecado, que com frequência não há o desejo de, mais tarde, se livrar dele. Sem esse desejo, não pode haver perdão. Em muitos casos, pode surgir um desejo exterior pela salvação e um pedido aparentemente sincero para libertação do pecado. Mas, se não houver o desejo de abandonar os pecados acariciados, a busca pela salvação é vã. […] o pecado voluntário e persistente pode levar a uma condição em que não haja mais o desejo de ser purificado dele. É esse tipo de condição que descreve Hebreus 10:26, onde o tempo verbal grego permite a seguinte tradução: “Se vivermos deliberadamente em pecado […] já não resta sacrifício pelos pecados.”
muitas águas. A pessoa que recebe o perdão fica segura, no alto da rocha da salvação que é Deus. Esta metáfora impressionava os judeus, que sabiam bem como inundavam de súbito os vales e canais depois de uma forte chuva, e o decorrente pânico dos habitantes.
8 instruir-te-ei. os v. 8 e 9 são […] a resposta de Deus à experiência descrita nos v. 1 a 8. Davi tinha se desviado porque havia abandonado o caminho de Deus e Sua direção. A fim de impedir que, no futuro, se repetisse sua trágica experiência ou que houvesse uma queda moral de qualquer natureza, o que ele mais precisava era de uma reconsagração da vontade para que Deus pudesse guiá-lo desse momento em diante. A promessa divina deu a certeza necessária da vitória futura e lhe inspirou esperança.
A segurança contra as quedas morais se encontra no procedimento aqui esboçado. O cristão deve ser constantemente instruído nos caminhos divinos, a fim de poder discernir com clareza o bem do mal. Ele deve conhecer a vontade divina a respeito de tudo, caso contrário não será capaz de reconhecer o tentador em seus diversos disfarces. Devido às complexidades da vida e às inúmeras maneiras como o adversário pode introduzir seus argumentos enganosos, é necessário receber instrução dia após dia. Isso pode ser feito por meio do estudo dirigido da Bíblia acompanhado de oração. Um cristão instruído dessa forma e que se propõe a nada fazer que desagrade a Deus saberá qual o caminho certo a seguir.
Fonte: CBASD – Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 3, p. 794 a 797.
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/sl/31
Este salmo lembra a mim e minha esposa nossa última experiência missionária no último dia após servirmos no Instituto Internacional Adventista de Estudos Avançados [Filipinas] por quase seis anos.
Era sexta-feira à noite antes de pregar meu último sermão de Romanos 8:28 sobre como Deus trabalha todas as coisas juntas para o bem. Naquela noite, um ladrão invadiu nossa casa. O ladrão me nocauteou, mas antes que ele pudesse me matar, minha esposa o empurrou de cima de mim e saiu gritando pela porta da frente. Amigos rapidamente vieram em nosso socorro.
Acredito que Deus nos libertou naquela noite, não apenas nos acordando, mas dando a minha esposa o bom senso de obter ajuda rapidamente antes que algo pior acontecesse. Voltei do hospital agredido e machucado, mas reivindicando a promessa de Deus de que nossas vidas haviam sido providencialmente libertas.
Enquanto visitávamos amigos no dia seguinte, vi um arco-íris que me lembrou a libertação providencial de Deus.
Nossas vidas foram literalmente salvas dos bandidos que conspiraram contra nós. E mesmo que tivessemos sofrido ferimentos graves, apesar do trauma, poderíamos exclamar: “Mas eu confio em Ti, ó Senhor; Eu digo: ‘Tú és o meu Deus’” (v. 14).
Michael W. Campbell
Professor de Religião
Southwestern Adventist University
Keene, Texas EUA
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=755
Tradução: Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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SALMO 31 – Dinheiro, política, ciência, cultura, fama, prazer, sucesso e bens materiais não garantem verdadeira estabilidade e segurança. Precisamos de um Ser que supera qualquer ser humano.
Davi sabia muito bem disso, e você? John Wesley também sabia, por isso escreveu estes versos:
“Outro refúgio não tenho;
A ti minha alma desamparada vai se apegar.
Não me deixe só, meu Senhor,
Continua a me suster e consolar”.
Neste Salmo, “Davi declara sua confiança em Deus (31:1-8) e só depois expressa sua queixa (31:9-13). Ele mistura apelo e confiança (31:14-18) e conclui em louvor (31:19-22) e encorajamento para outros (31:23-24)” – sintetiza Duane A. Garrett.
Leonardo Gonçalves também tem uma música interessante sobre confiança:
“Nestes dias de desespero
Incerteza e medo há
Em uma salvação eu creio
Creio em Ti, creio em Ti
[…]
Que nossa fé não sejam hinos
Apenas notas em canções
E mesmo em tentações e fraco
Creio em Ti, creio em Ti…”
O Salmo em apreço se enquadra muito bem ao que disse o escritor Hermann Hesse: “A alegria e o sofrimento são inseparáveis como compassos diferentes da mesma música”. Sim, vivemos altos e baixos na vida. Ora nos elevamos para as alturas da felicidade, ora despencamos aos profundos vales de tristezas; ora extasiamo-nos com prazeres, ora sofremos com dissabores.
Assim, no vai-e-vem da vida, enfrentando os desafios da incerteza neste mundo, podemos nos apegar piamente ao Deus Criador de toda natureza. Com Ele nos alegramos e choramos, sofremos e sorrimos. Ele nos livra e nos acolhe, guia e protege.
Atenção: Deus…
• Tem um grande depósito de bênçãos aos que O adoram;
• Esconde os aflitos num lugar seguro, longe de qualquer oposição;
• Protege das flechas envenenadas, que são as palavras dos fofoqueiros e caluniadores.
Davi, após altos e baixos nesta prece musical, eleva-se no final porque alcançou intimidade com o Deus todo-poderoso. No auge da adoração ele avança exultantemente, de vitória em vitória, até cravar no cume mais proeminente este forte grito de esperança a todos os que o ouvem: “Sede fortes, e revigore-se o vosso coração, vós todos que esperais no Senhor”.
Nós, cristãos, que vivemos neste mundo complexo, precisamos…
• …correr para Deus;
• …ser humildes e dependentes de Deus;
• …confessar nossas fragilidades: medos, angústias;
• …rejeitar teologias equivocadas;
• …amar a Deus.
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.