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ESDRAS 3 – As gerações antigas podem ter perspectivas diferentes das coisas, em relação às novas gerações. As experiências e histórias dos veteranos contam muito na forma de ver a vida, e faria muito bem que seus descendentes lhes dessem atenção.
Em contrapartida, não é possível viver do passado. Às vezes, a situação atual não é nada favorável para se fazer o que era feito antigamente. Então, da mesma forma que as novas gerações precisam considerar a velha guarda, os idosos precisam inspirar-se na alegria e motivação das novas gerações. Com bom fundamento e boa expectativa é possível ter excelente perspectiva do presente e caminhar confiando em Deus rumo ao futuro.
As formas diferentes de reagir de cada geração deveriam complementar-se. As variadas reações demonstradas por cada geração diante da mesma situação deveriam levar todas as gerações a um amadurecimento espiritual, o que realmente acontece caso uma geração não for intolerante à outra – algo difícil, não impossível!
Esdras 3 revela-nos que mesmo chorando com situações caóticas da obra de Deus, é possível alegrar-nos imensamente quando algo parado há tempo volta a acontecer.
• Mesmo sem ter sido lançado os alicerces do novo templo, os judeus organizaram-se para recomeçar as atividades religiosas. Diante do dia mais sagrado do calendário hebraico, foi organizado um altar para dar início às festividades que não se celebravam desde a queda de Jerusalém (Esdras 3:1-6). Que privilégio!
• O lançamento do alicerce do templo encheu de euforia aos jovens, e de nostalgia aos velhos; porém, ao se misturarem os gritos dos que choraram em alta voz com os gritos dos que se alegravam, não podia distinguir-se, assim “o povo fazia enorme barulho. E o som foi ouvido a grande distância” (Esdras 2:7-13).
Mesmo com nostalgia, se há recomeço de algo bom, de novo investimento na obra de Deus, o choro precisa ceder lugar à alegria. Os jovens entusiasmados com as coisas de Deus devem sufocar o lamento daqueles que prezam por sentimentos nostálgicos.
Diferentes gerações precisam aprender a agirem tão unidas “como um só homem” (Esdras 3:1, 9) ao trabalharem para Deus, e adorá-Lo “com louvor e ações de graças”, contando o quanto “Ele é bom”, cantando que “Seu amor por Seu povo dura para sempre” (Esdras 3:11). Assim nasce um poderoso reavivamento! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ESDRAS 2 – Primeiro leia a Bíblia
ESDRAS 2 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL
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COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
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573 palavras
Resumo: Os exilados retornam para Jerusalém com Zorobabel. Um total de 42.360 pessoas retornam. Alguns dos chefes das famílias dão ofertas voluntárias para a reconstrução do templo de Deus no seu antigo local.
1-70 A lista dos exilados que retornaram talvez não pareça teologicamente importante, mas a repetição da mesma lista, com algumas variações em Ne 7, sugere outra coisa: Em primeiro lugar, o Senhor conhece pessoalmente o seu povo. A aliança entre o Senhor e o Seu povo é um laço de amizade íntima. Em segundo lugar, as pessoas comuns são vitais para a realização do plano divino da redenção. Não somente os líderes religiosos e políticos são importantes na reconstrução da Casa de Deus, mas também o povo comum o é. De fato, “o restante do povo” contribuiu mais para a reconstrução do que fizeram os “cabeças das famílias” ou o governador (Ne 7.70-72). Em terceiro lugar, a numeração se assemelha àquelas que existem em Números e em Josué (Nm 1.26; Js 18,19). Assim como o Senhor formou a comunidade da aliança depois do êxodo do Egito, assim também Ele a recria após o retorno da Babilônia (Bíblia de Genebra).
2 Zorobabel. O líder político dos exilados. […] Ageu (1.1) fala de Zorobabel, neto do rei Jeoaquim, como governador de Judá. Ciro, portanto, nomeou um descendente de um antigo rei de Judá para governar em nome de um rei persa, uma escolha com a qual Ciro esperava agradar os judeus. (CBASD-Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 3, p. 356).
Jesua. ‘Yeshua’ é a forma aramaica do nome hebraico geralmente traduzido como Josué. Este Jesua era o líder espiritual dos exilados que retornaram, o “sumo sacerdote” (Ag 1;1; Zc 3:1), além de outras referências (Ed 3:2; Ne 12:1;etc). Era descendente direto de Arão, por seu pai Josadaque, sumo sacerdote no tempo do cativeiro de Nabucodonosor (1Cr 6:3-15; Ed 3:2). […] Assim, dois homens da antiga nobreza judaica lideraram o movimento de restauração de Judá: um descendente da antiga casa real [Zorobabel] foi nomeado líder político e o outro, um filho do último sacerdote antes do cativeiro [Jesua/Josué], como líder espiritual. Seus nomes podem ter sido sugeridos a Ciro por um conselheiro confiável como Daniel, e ambos, sem dúvida, foram escolhidos por seu caráter idôneo e por desfrutarem da confiança do povo (CBASD, vol. 3, p. 356 e 357).
59 – 63 As genealogias eram muito importantes para o povo hebreu. Se eles não pudessem provar que eram filhos de Abraão, eles não eram considerados judeus e eram excluídos da plena participação da vida comunal judaica (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
63 Urim e Tumim. Eram dois objetos, provavelmente com a forma de pedras planas, que originalmente faziam parte da vestimenta [no peitoral] do sumo sacerdote. Eram utilizados para buscar a vontade de Deus em questões importantes (Lev 8:8) (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
65 afora os seus servos e as suas servas. É surpreendente descobrir que depois de 50 anos de cativeiro, alguns judeus melhoraram sua posição social a ponto de adquirirem escravos – um para cada seis judeus (CBASD, vol. 3, p. 357).
69 deram quinhentos quilos de ouro, três toneladas de prata (NVI). O dinheiro dado era suficiente para iniciar a reconstrução do templo. O povo doou os recursos de que dispunham para o seu melhor uso. Eles foram entusiastas e sinceros, mas o templo nunca alcançaria o esplendor do templo de Salomão. O dinheiro que Davi reuniu para começar a construção do templo de Salomão era mil vezes maior (1Cr 22:14). Algumas pessoas choraram quando lembraram o glorioso templo que havia sido destruído (3:12) (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
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ESDRAS 2 – Registros de nomes não são importantes apenas no Cartório. Na Bíblia também esses registros têm sua importância.
Teve seu valor no passado, e tem seu valor no presente; o que atesta seu valor no futuro, quando os que saírem do exílio terrestre para a liberdade celestial deverá ter seus nomes registrados no Livro da Vida do Cordeiro (Apocalipse 21:27).
Ler e analisar documentos nunca foram atividades prazerosas, contudo têm sua importância; ainda mais documentos inspirados pelo Espírito Santo, inseridos na Palavra de Deus. Após o exílio babilônico dos judeus, conforme a profecia de Jeremias, o retorno para casa aconteceu. Esdras deixou tudo documentado.
Esdras 2 fornece uma lista dos que retornaram; a qual foi organizada por…
1. Clã (Esdras 2:3-20).
2. Localidade (Esdras 2:21-35).
3. Funções:
• Sacerdotes (Esdras 2:36-39).
• Levitas (Esdras 2:40).
• Cantores (Esdras 2:41)
• Porteiros (Esdras 2:42).
• Servidores do templo (Esdras 2:43-54).
• Servos de Salomão (Esdras 2:55-58).
4. Pessoas de origem incerta (Esdras 2:59-63).
O comentário da Bíblia Andrews destaca que estas listas desempenharam papel importante na comunidade pós-exílica. Elas…
• Davam status a quem trabalhava no templo.
• Proporcionavam estabilidade e continuidade em uma época de mudanças.
• Construíam uma ponte para o passado com as informações genealógicas.
E, depois salienta que “a seção final da lista sugere que a pureza era uma grande preocupação da comunidade. Aqueles que não conseguissem provar sua ascendência não se qualificariam para exercer um papel na reconstrução do templo (Ed 2:59-63). A experiência da destruição de Jerusalém e o exílio na Babilônia estiveram intimamente ligados à falta de obediência aos mandamentos de Deus (Jr 6:6-15; 7:1-11; 10:1-16). Desta vez, os líderes do povo queriam certificar de que as ordens divinas seriam seguidas”.
Os recém-libertos doaram conforme suas possibilidades à tesouraria para reconstrução do templo…
• 500 quilos de ouro.
• 3.000 quilos de prata.
• 100 vestes sacerdotais.
A vida deve ter propósito. Sem objetivo, a existência perde a essência e o sentido. Assim como os judeus planejavam reconstruir o templo (Esdras 1:3-5), cada cristão deve construir o Reino de Deus (I Pedro 2:4-10).
Somente cristãos com propósito claro investe generosamente na propagação do Evangelho do Reino. Nossa libertação por Cristo é maior que a libertação dos judeus, nosso propósito também é maior. Portanto, reavivemo-nos… Nosso destino é o Céu! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ESDRAS 1 – Primeiro leia a Bíblia
ESDRAS 1 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL
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763 palavras
Contexto do livro: Historicamente damos, agora, um salto de 70 anos, tratando do retorno do povo judeu (que incluía agora israelitas de todas as tribos) de Babilônia para Jerusalém. Neste meio termo (desde um pouco antes da ida ao exílio) Jeremias, Isaías e o demais profetas escreveram suas exortações à volta à fidelidade e Daniel relatou suas profecias.
Resumo do capítulo: O rei persa Ciro diz: “Que o povo do Senhor retorne para Jerusalém e reconstrua o templo”. Ele entregou os utensílios do templo para Sesbazar, governador de Judá, que os trouxe para Jerusalém.
Esdras era um judeu da linhagem de Arão e descendia do sumo sacerdote que fora assassinado por ocasião da tomada de Jerusalém (2 Rs 25.18-21). Esse livro não é uma narrativa contínua. Na verdade consiste de duas partes entre as quais há um hiato de vários anos. A primeira parte, capítulos 1 a 6, contém uma narrativa da volta da primeira caravana de judeus da Babilônia, sob a liderança de Zorobabel e Jesua. A segunda parte, capítulos 7 a 10, é um relato de uma expedição, sessenta anos depois da primeira, conduzida pelo próprio Esdras, acompanhado por grande número de concidadãos e autorizado a restabelecer a ordem e a religião (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento, F. B. Meyer).
1 O livro de Esdras se inicia em 538 a.C., 48 anos após Nabucodonosor ter destruído Jerusalém, derrotado o reino de Judá e levado os judeus em cativeiro (2Rs 25.2; 2Cr 36). Nabucodonosor morreu em 562 e, porque seus sucessores não foram fortes, a Babilônia foi derrubada pela Pérsia em 539, logo antes dos eventos registrados neste livro. Tanto os babilônios quanto os persas tinham políticas condescendentes com seus cativos, permitindo que eles tivessem suas próprias terras e exercessem trabalhos comuns. Muitos judeus, como Daniel, Mardoqueu e Ester galgaram a posições de destaque na nação. O rei Ciro da Pérsia foi um passo além: ele permitiu que muitos grupos de exilados, inclusive os judeus, retornassem a suas pátrias. Ao fazer isto, ele esperava conseguir a sua lealdade e, portanto, proporcionar uma zona de segurança em torno das fronteiras do império. Para os judeus, este era um dia de esperança, um novo começo (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
2 Ciro não era um judeu, mas Deus trabalhou através dele para que os exilados judeus retornassem a sua pátria. Ciro emitiu a proclamação autorizando o seu retorno e deu a eles proteção, dinheiro e os itens do templo levados por Nabucodonosor. Quando você enfrentar situações difíceis e se sentir cercado, em desvantagem, sem capacidade ou inferiorizado, lembre-se que o poder de Deus não é limitado aos teus recursos. Ele é capaz de utilizar qualquer um para executar Seus propósitos (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
5 Ciro era rei sobre a inteira região que anteriormente fora a Assíria e a Babilônia. A Assíria havia deportado os israelitas do reino do norte (Israel) em 722 a.C. A Babilônia, o novo poder mundial, levou cativos israelitas do reino do sul (Judá) em 586 a.C. Portanto, quando o império Medo Persa chegou ao poder, a proclamação de liberdade do rei Ciro incluiu todas as 12 tribos originais, mas somente Judá e Benjamim responderam e retornaram para reconstruir o templo de Deus. As dez tribos do reino do norte haviam sido tão fraturadas e dispersas pela Assíria e tanto tempo havia se passado desde o seu cativeiro, que muitos não estavam seguros de sua verdadeira herança. Portanto eles não estavam desejosos de compartilhar a visão de reconstruir o templo (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
[Nota: Deve ser lembrado que um dos objetivos de Crônicas era mostrar que toda a nação de Israel estava incluído em Judá, tanto no cativeiro babilônico quanto no retorno do exílio, como vimos em comentários anteriores.]
5,6 Muitos judeus escolheram voltar a Jerusalém, porém muitos escolheram ficar na Babilônia em vez de retornar a sua pátria. A jornada de retorno a Jerusalém era difícil, perigosa, cara e demorava cerca de quatro meses. As condições de viagem eram deploráveis e as pessoas que viviam na área eram hostis. Registros persas indicam que muitos judeus acumularam grande riqueza no cativeiro. Retornar a Jerusalém significava desistir de tudo e recomeçar do nada. Muitas pessoas não conseguiram fazer isto; eles preferiram a riqueza e a segurança ao sacrifício que o trabalho de Deus requer. Suas prioridades estavam invertidas (Mc 4:18, 19). Não devemos deixar que o nosso conforto, segurança ou bens materiais nos impeçam de fazer a vontade de Deus (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
9-11 Os totais registrados nos v. 9 e 10 somam 2.499 e não os 5.400 que constam do v. 11. É possível que somente os utensílios maiores tenham sido especificados na lista. Bíblia de Estudo NVI Vida.
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ESDRAS 1 – Pouco se estuda esse livro com conteúdo tão inspirado quanto Gênesis, Salmos, Mateus ou Atos dos Apóstolos. Pregadores que baseiam seus sermões nesse livro são escassos, o qual contém nutrientes espirituais para nossa espiritualidade; que, se não fossem importantes, o Espírito Santo o teria deixado fora do Cânon Sagrado.
Em suas páginas sagradas, encontram-se de forma geral, as seguintes temáticas:
• Deus é soberano sobre todo o Universo.
• Deus é fiel às Suas preciosas promessas; o cumprimento delas tem um foco principal: A vinda do Messias.
• Deus disciplina Seu povo para que não esteja corrompido com as nações pagãs; pois, Sua intenção é usá-lo como instrumento na preparação do mundo para a salvação.
• Deus opera no mundo para elevar pecadores a viverem os princípios do Seu Reino, aguçando a expectativa dos Seus planos para os salvos.
O primeiro capítulo de Esdras revela Deus despertando corações; primeiramente, de um pagão, Ciro; e na sequência, de Seu povo.
• Ciro foi tocado por Deus a libertar os judeus do cativeiro babilônico a fim de voltarem à Terra Prometida a Abraão para reconstruírem o Templo. Além disso, Ciro ordenou devolver os utensílios do templo de Salomão que estavam depositados no templo do deus de Nabucodonosor.
• Os judeus formados pela tribo de Judá e Benjamin que estavam acomodados no exílio precisaram ser despertados por Deus para responderem positivamente à libertação provida por Ciro; ou melhor, para reagirem ao cumprimento da profecia de Jeremias sobre a libertação do cativeiro (Esdras 1:1, 5).
Deus não está desatento às coisas que acontecem no mundo. Ao contrário, Ele vê cada situação, observa cada detalhe, e ainda interfere para um propósito maior, que é a salvação da humanidade.
Deus não coage ninguém, não obriga as pessoas a fazerem o que não querem. Ele desperta corações. Contudo, só acorda quem quiser. Tanto é que muitos judeus não retornaram do cativeiro.
Com certeza Deus anseia que todos despertassem para viver Seus maravilhosos planos; todavia, compete a cada um responder positiva ou negativamente a esse despertamento.
Através de Paulo, Deus nos fala: “Chegou a hora de vocês despertarem do sono, porque agora a nossa salvação está mais próxima do que quando cremos. A noite está quase acabando; o dia logo vem…” (Romanos 13:11-12).
Como responderemos? Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: II CRÔNICAS 36 – Primeiro leia a Bíblia
II CRÔNICAS 36 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL
II CRÔNICAS 36 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
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4 Eliaquim … e lhe mudou o nome para Jeoaquim. Seu nome [Jeoaquim] significa “O Senhor estabelece”, e o antigo nome, Eliaquim, significa “Meu Deus estabelece”. A mudança de nome era insignificante, mas serviu para mostrar que o faraó tinha plenos poderes sobre ele (Bíblia Shedd).
e o levou para o Egito. Com respeito à referência de Jeremias ao fato de Joacaz er sido levado para o Egito e à sua predição de que ele não voltaria do exílios, ver Jeremias 22:10 a 12 (CBASD – Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 3, p. 338).
13 se revoltou. Zedequias sucumbiu à tentação de confiar na ajuda do Egito, e se rebelou contra Nabucodonosor. A reação babilônica foi rápida. Jerusalém foi sitiada (Jr 21.3-7) em 588 a.C. e resistiu durante mais de 2 anos antes de ser destruída no verão de 586 (Bíblia de Estudo NVI Vida).
14 Aumentaram. Numa época em que era absolutamente necessário um total arrependimento nacional, os líderes de Judá foram levando o povo por veredas que provocaram, mais ainda, a desgraça total (Bíblia Shedd).
todas as abominações. Ver relato das visões em que são retratadas algumas dessas abominações que despertaram a ira do Senhor contra a nação (Ez 8:3, 10, 14, 16; cf. Jr 7:11, 17, 18, 30). Parece ter havido poucas das terríveis abominações dos pagãos que não fossem então praticadas pelo professo povo de Deus dentro dos pátios sagrados do templo. Em vista de tal situação, o dia da ruína não podia estar longe (CBASD, vol. 3, p. 338).
15 madrugada. Pode se referir ao horário predileto das orações dos profetas, ou ao fato que desde a aurora da existência nacional houve profetas fiéis. A resposta que Deus recebeu era uma verdadeira zombaria (16), uma ofensa à santidade e à justiça divinas, que exigia um castigo bem severo (Bíblia Shedd).
16 não houve remédio algum. Estas palavras tristes mostram que o grande Médico desenganara Sua nação, depois de oferecer-lhe todos os remédios: profetas, pragas, perseguições e reformas (Bíblia Shedd).
Deus advertiu Judá a respeito de seu pecado e continuamente restaurou o povo ao Seu favor, somente para fazê-lo voltar a Si. Infelizmente a situação chegou a tal ponto que não houve mais remédio. Tome cuidado com o pecado que encontra acolhida em seu coração, do qual você nunca se arrependeu e abandonou. Chegará o dia em que não haverá mais remédio para ele e a misericórdia de Deus será substituída pela Sua justiça. A pessoa que frequentemente repete um pecado e não se arrepende, convida a tragédia para se instalar na sua vida (Life Application Study Bible).
17-21 Neste trecho, que analisa a queda de Judá, as palavras tudo, todos,aparecem sete vezes, enfatizando a maior calamidade para a nação (Bíblia Shedd).
17 por isso, o Senhor fez subir. Quando Israel pecou, o Senhor permitiu que os assírios executassem juízo contra eles (Is 10:5,6), e desta vez Ele permitiu que os caldeus executassem juízo sobre um povo que era “mais justo” do que eles (Hc 1:6-13) (CBASD, vol. 3, p. 338).
20,21 O cronista [ao contrário do escritor de Reis], cuja ótica era de depois do exílio, conseguia lembrar-se do exílio, não somente como um julgamento, mas como algo que contnha esperança para o futuro. Para ele, o remanescente purificado voltara a uma terra purificada (v. 22, 23), e começava uma nova era. O exílio não era somente castigo, mas também bênção, pois deixou a terra colocar-se em dia com seus repousos sabáticos (Lv 26.40-45). E Deus tinha se lembrado da sua aliança (Lv 26.45) e restaurado Seu povo à terra (Bíblia de Estudo NVI Vida).
21 setenta anos. O povo tinha faltado com o cumprimento da lei do sábado da terra, que proibia a plantação no sétimo ano (Lv 25.2-7). Esses anos seriam contados por toda o período da história de Israel e de Judá, como nação organizada, em plena posse da terra, 490 anos desde o princípio da história, registrada em 1 Sm 1.1 (Bíblia Shedd).
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II CRÔNICAS 36 – O declínio da espiritualidade leva à ruína; porém, a ação clínica divina restaura o caído.
Por causa da idolatria e imoralidade, frouxidão espiritual e apatia para com a verdadeira religião, Judá, o remanescente do povo de Deus, sofreu no exílio. Deus coloca Seu povo no “cantinho da disciplina”; pois, Ele repreende e disciplina aos Seus filhos, que são alvos de Seu amor a cuidado (Apocalipse 3:19; Hebreus 12:1-12).
• O rei Joacaz foi exilado no Egito (II Crônicas 36:2-4).
• Os reis Jeoaquim, Joaquim e Zedequias foram exilados na Babilônia (II Crônicas 36:5-6, 9-11, 17-20).
• O povo sobrevivente às matanças na destruição do Templo e de Jerusalém, foi exilado em Babilônia (II Crônicas 36:17-21).
Quanto sofrimento por não viver em constante reavivamento! Os períodos de apostasia foram intensos e longos; os poucos momentos de reavivamentos e reformas espirituais não foram suficientes para erradicar completamente as parafernalhas religiosas incorporadas às orientações divinas.
Sistematicamente, Deus fez de tudo para impedir o cumprimento do que havia sido predito por Jeremias (Jeremias 25:2-14; 29:10). Entretanto, o povo chegou numa situação de rejeição das Suas estratégias que não houve mais nenhum remédio, senão o cativeiro (II Crônicas 36:15-16); o qual, pela misericórdia de Deus, não seria infindável… Desta forma, o capítulo em análise encerra o livro de Crônicas com uma nota positiva, falando de esperança (II Crônicas 36:22-23).
“I e II Crônicas” foram escritos após o retorno do exílio para explicar teologicamente os altos e baixos na história do povo de Deus. Quando a espiritualidade declinava, o povo despencava do alto da prosperidade para o caos e angustiante sofrimento.
Sintetizando os dois livros de Crônicas, este capítulo mostra que o segredo da vida está em dar atenção às advertências de Deus, responder positivamente à Sua compaixão por nós, respeitar aos Seus mensageiros, e deixar a teimosia para permitir moldar-se plenamente por Sua Palavra.
Além disso, fica evidente que mesmo sob a disciplina de Deus, Seu propósito não é destruir-nos, mas restaurar-nos das ruínas resultantes dos nossos pecados. Até mesmo um pagão como Ciro pode ser instrumento divino para levar-nos à restauração. Isso revela o quanto Deus nos ama e quer nosso melhor…
• Portanto, priorize Deus em tua vida, submeta-se a Seus mensageiros… e, viva feliz!
Enfim, prossigamos reavivando-nos! – Heber Toth Armí.