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Texto bíblico: JÓ 9 – Primeiro leia a Bíblia
JÓ 9 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL
JÓ 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/job/9
Neste capítulo Jó responde a Bildade e a Elifaz, cujos discursos misturavam a verdade com o erro.
Jó até concorda com o pouco de verdade existente nas pretensas palavras de conforto. “Na verdade, sei que assim é” (v.2), diz Jó. Então Jó pergunta: “Como pode o homem ser justo para com Deus? Se quiser contender com Ele, nem a uma de mil coisas lhe poderá responder” (v.3).
De acordo com Jó, um juízo investigativo se faz necessário. Ele pede um mediador humano entre Deus e o homem (v. 32-33). Ele deseja que o Senhor lhe dê um alivio (v. 34). Mas não tem medo de Deus, porque ele sabe que não possui as respostas, que suas reflexões não são a resposta final para a realidade maior que ele desconhece (v. 35).
Querido Deus,
Jó teve dificuldades para entender porque estava sofrendo tanto. Ele sentia que estava no final da vida. Permanece como nosso protetor mesmo que não entendamos a origem do nosso sofrimento.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
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2,3 Jó não se sente impecável, mas deseja ter a oportunidade de comprovar em juízo que é inocente do tipo de pecado que merece os sofrimentos por ele suportados. No seu desespero, faz queixas terríveis contra Deus (cf. v. 16-20, 22-24,29-35; 10.1-7,13-17). Mesmo assim, não abandona a Deus; não O amaldiçoa (v. 10.2-8-12) da maneira que Satanás disse que faria (v. 1.11; 2.5). O cap 42 dá a entender que Jó perseverou, mas os caps. 9 e 10 demonstram sua impaciência (v 4.2; 6.11; 21.4). V Tg 5.11, que fala da perseverança de Jó e não (como tradicionalmente se diz) da sua paciência (Bíblia de Estudo NVI Vida).
2 como pode o mortal ser justo diante de Deus? A resposta a uma pergunta tão profunda como esta é que um homem pode ser justificado pela graça, por meio da fé. V Ef. 2. 8,9 (Bíblia Evangelismo em Ação NVI Vida).
3 discutir. Cf. v.14. O discurso de Jó etá cheio da linguagem figurada forense: “argumentar”, “responder” (v. 3,15,23); “discutir com ele” (v. 14); “inocente […] implorar […] Juiz” (v. 15); “chamar”, “intimar” (v. 16,19); “declarar culpado” (v. 20); “juízes” (v. 24); “em juízo” (v. 32); “acusações […] contra mim” (10.2); “testemunhas” (10.17). Jó defende a própria inocência, mas raciocina que, como Deus é tão grandioso, não adiantará discutir com ele (v. 14). A inocência de Jó não lhe é de nenhum proveito (v. 15) (Bíblia de Estudo NVI Vida).
9 Ursa […] Órion […] Plêiades. Essas constelações são mencionadas de novo em 38.31,32, e as duas últimas são mencionadas em Am 5.8. Os israelitas da antiguidade, a despeito dos limitados conhecimentos, sentiam reverente temor pelo fato de Deus ter criado as constelações (Bíblia de Estudo NVI Vida).
20, 21 Mesmo que eu fosse inocente, minha boca me condenaria. Jó está dizendo: “a despeito de vida de bondade, Deus está disposto a me condenar.” À medida que seu sofrimento continua, Jó se torna mais impaciente. Apesar de Jó permanecer leal a Deus, ele fez declarações das quais mais tarde se arrependeria. Em tempos de longa doença ou dor prolongada, é natural que as pessoas duvidem, se desesperem ou se tornem impacientes. Durante estes momentos, estas pessoas precisam de alguém que as escutem, as ajudem a trabalhar seus sentimentos e frustrações. Você poderá, com a sua paciência, ajudá-los a superar a impaciência deles (Life Application Study Bible).
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JÓ 9 – Sem a revelação direta, clara e compreensiva de Deus, nunca iríamos parar de tatear no escuro neste mundo de trevas, injustiças, sofrimento, doenças e mortes.
Note que Jó não se pautou nem na revelação espiritual de Elifaz (Jó 4:12-5:27), nem na tradição dos antigos como fez Bildade (Jó 8:8-19); contudo, ainda que sua percepção de Deus fosse muito mais elevada que a deles (Jó 9:1-35), sem que Deus concedesse informação, sua intuição permanecia muito limitada: Ele não tinha qualquer noção dos acontecimentos dos bastidores no início de seu sofrimento, e nenhuma investigação científica obteria tal informação sem que Deus revelasse (Jó 1:1-2:13).
Desta forma, Jó 9 nos revela nitidamente, através do fiel e consagrado filósofo Jó, sobre a incapacidade humana de compreender completamente a justiça e o caráter de Deus.
• Deus é tão santo que o mais justo dos humanos se sentiria injusto diante dEle (Jó 9:2, 20).
• Deus é tão poderoso e sábio que nenhum sábio filósofo, argumentando profundamente, conseguiria questioná-lO no sentido de contestar Sua soberana vontade como se tivesse falha (Jó 9:3-4).
• Deus é capaz de realizar coisas incríveis, maravilhosas e extraordinárias, que os humanos são incapazes de compreendê-las plenamente (Jó 9:5-13).
• Deus é justo, ainda que a sociedade esteja tomada de injustiça, e Seus servos fieis sejam assolados com terríveis ataques injustos (Jó 9:14-19).
• Deus detém o conhecimento que é considerado mistério inclusive a indivíduos mais sábios e justos do mundo (Jó 9:20-35).
É claramente evidente que a limitação humana diante da teologia é uma realidade inescapável. Deus é, sem sombra de dúvidas, maior e mais sábios que qualquer humano consiga compreender; e, Sua justiça é inquestionável, ainda que não a entendamos, e mesmo que as circunstâncias pareçam gritar o contrário!
Diante das realidades contrastantes entre a finitude humana e a soberania divina, cabe a nós a humildade e a dependência total de Deus – assim como fez Jó em sua limitação e fraqueza. Nossa compreensão e perspectiva de tudo são completamente ilimitadas e incompletas; por isso, nossa maior sabedoria reside em depositar tudo o que temos e somos nas mãos do onisciente Deus Todo-poderoso.
Cientes disso,
• Cultivaremos a paciência.
• Confiaremos na justiça divina.
• Praticaremos a humildade.
• Buscaremos saber o que Deus revelou.
Em outras palavras, seremos verdadeiramente sábios! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JÓ 8 – Primeiro leia a Bíblia
JÓ 8 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL
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1011 palavras
Bildade agora entra no debate. Está horrorizado com a aparente blasfêmia de Jó. Bildade é tradicionalista por excelência, e exorta Jó a curvar-se perante à sabedoria da tradição. Repreende Jó pelas suas palavras intempestuosas (2), defende a absoluta justiça de Deus (3), e lança a acusação aos filhos de Jó que cometeram pecado (4) (Bíblia Shedd).
Bildade ficou contrariado porque Jó ainda reclamava ser inocente enquanto questionava a justiça de Deus. […] O argumento de Bildade era: Deus não pode ser injusto e Deus não puniria um justo; portanto, Jó deve ser injusto. Bildade sentia que sua teoria não possuía exceção. Como Elifaz, Bildade supôs erradamente que as pessoas sofrem somente como resultado de seus pecados. Bildade foi ainda menos sensível e compassivo, dizendo que os filhos de Jó haviam morrido por causa da maldade deles (Life Application Bible Study).
Essa resposta apresenta Bildade como um homem brutal e sem sentimentos. […] Sua mensagem a Jó é direta. Ele e sua família receberam o que mereciam. Se ao menos agora ele [Jó] se arrependesse dos atos desavergonhados que trouxeram essa desgraça, ele poderia ser restaurado a uma prosperidade e felicidade ainda maiores das que tinha desfrutado antes (Bíblia de Genebra).
1 suíta. Membro da tribo de Sua, descendente de Abraão e Quetura, aparentado aos midianitas (Gn 25.2; 1Cr 1.32), e habitante do deserto do norte da Arábia (Bíblia Shedd).
2 até quando? V. 18.2. Em contraposição com Elifaz, mais velho, Bildade é impaciente (Bíblia de Estudo NVI Vida).
qual vento impetuoso. Uma acusação fortíssima, diferente do tom de Elifaz, que tentara uma abordagem suave no princípio (4.2) (Bíblia de Genebra).
4 teus filhos. A mais severa das perdas de Jó foi a de seus filhos. Bildade dirigiu um impiedoso ataque a Jó ao inferir que seus filhos morreram porque eram pecadores (CBASD, vol. 3, p. 581).
6 se fores puro e reto. Na mente de Bildade, Deus teria misericórdia apenas quando os seres humanos a merecessem. Mas a misericórdia, na verdade, jamais pode ser merecida. Se for merecida, então já seria justiça (Bíblia de Genebra).
A pressuposição é sempre a de que Jó é um injusto, necessitado de ensinos (Bíblia Shedd).
8 pergunta agora às gerações passadas. Elifaz tinha apelado para a revelação como sua autoridade, embora essa revelação fosse um tanto enigmática (4.12-17). Bildade, porém, apelou para as tradições humanas (Bíblia de Genebra).
Elifaz recorrera a uma revelação do mundo dos espíritos (v. 4.12-21), ao passo que Bildade recorre à sabedoria acumulada da tradição (Bíblia de Estudo NVI Vida).
10 não te ensinarão os pais? Bildade obviamente considerava Jó um aluno rebelde, mas esperava que ele desse ouvidos às vozes do passado (CBASD, vol. 3, p. 581).
11 junco. O junco consome grandes quantidades de água (CBASD, vol. 3, p. 581).
12 secam. Essas plantas não tem capacidade de autossustentação. Dependem da umidade para se sustentar. Se faltar água, murcham e morrem (CBASD, vol. 3, p. 581).
13 todos quantos se esquecem de Deus. Este verso contém a aplicação da parábola. Quando o poder sustentador de Deus é retirado de uma pessoa, ela perece como o outrora luxuriante junco d’água. A figura ilustra o juízo que Bildade pensa estar caindo sobre o homem que outrora fora justo e, portanto, próspero, mas que depois se afastou de Deus. Jó não deixaria de compreender a aplicação (CBASD, vol. 3, p. 581).
ímpio. Como é óbvio, Bildade considerava Jó um caso típico de impiedade (Bíblia de Genebra).
15 agarrar-se a ela. A figura é a de uma aranha que está tentando se suster agarrando-se à sua casa. A “casa” de Jó lhe havia sido tirada. Sua esperança fora cortada. Assim, Bildade parece classificar Jó como um ímpio (CBASD, vol. 3, p. 582).
Bildade assumiu erradamente que Jó estava confiando em algo que não Deus para sua segurança, então ele destacou que tal apoio iria quebrar. […] Uma das necessidades básicas do homem é segurança e as pessoas farão quase qualquer coisa para se sentirem seguras. Eventualmente, contudo, nosso dinheiro, nossos bens, conhecimento e relacionamentos falharão ou irão embora. Somente Deus pode dar segurança duradoura. No que você tem confiado para sua segurança? Quão duradoura ela é? Se você tem um fundamento seguro em Deus, sentimentos de insegurança não abalarão você (Life Application Bible Study).
16 viçoso. Uma nova ilustração, a de uma luxuriante trepadeira cheia de seiva e vitalidade, que de repente é destruída e esquecida (CBASD, vol. 3, p. 582).
18 o arranca. É insinuado que Jó seria a planta arrancada (Bíblia Shedd).
19 brotarão outros. Ninguém lamenta a morte da planta nem sente falta dela. Outras plantas lhe tomam o lugar (CBASD, vol. 3, p. 582).
20-22 Nestes versículos Bildade faz sua recapitulação. O ponto principal do discurso acha-se no v. 20. Notamos, todavia, que Bildade não possuía a simpatia pela qual Jó ansiava. A conclusão de que a família de Jó morrera vítima de algum castigo divino, em razão de sua iniquidade, era como uma espada a transpassar um coração já exausto de dor e de angústia (Bíblia Shedd).
20 Deus não rejeita ao íntegro. Este versículo contém o coração da teologia de Bildade sobre o sofrimento. Não estava errada como sabedoria corrente. O Sl 1.6 ensina que o Senhor cuida do caminho dos justos, que o caminho dos ímpios perecerá. O erro de Bildade consistia em supor que Jó, por estar sofrendo, forçosamente era um ímpio (Bíblia de Genebra).
21 Ele te encherá a boca. Bildade não acha que o caso de Jó seja sem esperança. Como Elifaz, ele prediz que a calamidade de Jó será revertida e que sobrevirão juízos aos inimigos dele. Os amigos parecem ter certo graus de confiança na integridade básica de Jó, embora estejam convencidos de que ele cometeu algum grande pecado que trouxe a calamidade (CBASD, vol. 3, p. 582).
Uma comparação do primeiro discurso de Elifaz com o de Bildade revela que ambos têm uma introdução censuradora e um encerramento conciliatório. Ambos exortaram Jó a ir a Deus arrependido, em busca de ajuda e apresentaram a promessa de salvação. Elifaz reforçou seu argumento com uma suposta revelação divina, enquanto que Bildade procurou alcançar o mesmo resultado, apelando para os antigos mestres da sabedoria (CBASD, vol. 3, p. 582).
22 aborrecedores. Bildade, depois de falar aquilo que tinha em mente, procura demonstrar que ele não se inclui entre os inimigos de Jó (Bíblia Shedd).
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JÓ 8 – Nossas concepções e percepções da vida sempre estão baseadas em alguma fonte de informação. Os dois amigos de Jó deixam evidente quais são suas fontes, onde se baseiam para levantar seus “rebuscados” argumentos.
Elifaz afirmou que um Espírito falou com ele; nesta visão reside a base de sua argumentação contra Jó, seu conceito sobre a divindade e a natureza (Jó 4:12-17).
Diferente de Elifaz, Bildade fez uso de outra fonte para basear sua argumentação filosófica e teológica. Ele se apegou à tradição, alegando que a sabedoria e o conhecimento dos antigos superam a tudo o que Jó pudesse saber ou entender (Jó 8:8-10).
Apesar das diferentes fontes de informação, o aflito e sofredor Jó não encontrou alívio nas palavras de Elifaz nem de Bildade. Considerando o todo do livro em análise, percebe-se que as interpretações de Elifaz e Bildade são defeituosas, cheias de falhas e, por isso, estão longe de obter a verdadeira sabedoria divina. A revelação de Elifaz pode ser considerada apenas como uma experiência subjetiva; por outro lado, a tradição de Bildade pode levar à estagnação e à falta de profundidade, impedindo o progresso e o avanço da verdade.
O pentecostalismo moderno enfatiza a experiência pessoal com Deus, valoriza a revelação divina direta e pessoal, em contraposição à tradição religiosa e à autoridade de líderes religiosos e teólogos. A experiência de Elifaz deve servir de alerta aos que vivem uma espiritualidade subjetiva, que usam a autoridade da experiência e revelação para criticar, condenar e humilhar as pessoas.
Em contrapartida, o tradicionalismo religioso preza pela tradição e a autoridade dos mestres do passado, e valorizam dogmas e práticas estabelecidas há muito tempo. A interpretação desta fonte de orientação é administrada por líderes religiosos e instituições, em vez de uma experiência direta e pessoal com Deus. Os tradicionalistas devem considerar o legado negativo de Bildade, para evitar cair no mesmo erro.
É importante buscar experiências espirituais e conhecer a teologia dos antepassados; porém, tudo deve ser avaliado, examinado, passando pelo crivo da Palavra de Deus; senão, seu uso fará mais mal do que bem (Jó 8:1-7, 11-21). Para não ser trágico, o discernimento verdadeiro do que é correto deve vir do estudo sistemático da Palavra divina.
Diante destes alertas, reavivemo-nos na Palavra! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JÓ 7 – Primeiro leia a Bíblia
JÓ 7 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL
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1041 palavras
1 penosa a vida. No hebraico, essa terminologia muitas vezes se refere ao serviço militar (Bíblia de Genebra). Literalmente, “guerra”, “serviço militar”. A NTLH diz: “A vida neste mundo é dura como o serviço militar.” […] Jó afirma que é tão natural e apropriado para alguém, em suas circunstâncias, desejar ser libertado pela morte como o é para um soldado desejar que seu tempo de serviço [em guerra] termine (ver Jó 14:14; Is 40:2) (CBASD, vol. 3, p. 577).
3 me deram por herança meses de desengano. Isso não implica necessariamente que sua doença já estava em progresso havia meses. Ele poderia prever os dias que tinha na frente (CBASD, vol. 3, p. 577).
9 tal como a nuvem. Jó compara a morte ao desaparecimento de uma nuvem no céu à medida que sua umidade se dissipa no ar que a cerca (CBASD, vol. 3, p. 578).
sepultura. Do heb. sheol. (CBASD, vol. 3, p. 578).
jamais tornará a subir. Esta declaração não nega a ressurreição. Seu significado está restrito pela observação feita no verso seguinte.Os mortos não se levantam para voltar a seus antigos lares. mesmo tomadas independentemente, as palavras hebraicas traduzidas como “jamais tornará a subir” não expressam um ato conclusivo, mas, simplesmente, uma ação incompleta. A NVI traduz a frase da seguinte forma: “Quem desce à sepultura não volta” (CBASD, vol. 3, p. 578).
Essa é a linguagem das aparências. Jó não estava desenvolvendo uma doutrina, ele meramente afirmava o que todos observavam. Mais adiante, Jó mostra que acredita na possibilidade da ressurreição (14.12-15) (Bíblia de Genebra).
11 não reprimirei. O sofrimento de Jó é tão intenso que ele se sente justificado em expressar suas queixas livremente (ver Sl 55:2; 77:3; 142:2) (CBASD, vol. 3, p. 578).
…mas note que ele se queixa diante de Deus, não diante do homem (Bíblia de Genebra).
Jó sentiu profunda angústia e amargura e falou honestamente a Deus a respeito de seus sentimentos que mostravam sua frustração. Se expressarmos nossos sentimentos a Deus, poderemos tratar deles sem explodir em palavras e ações duras e agressivas, possivelmente machucando a nós mesmos e a outros. Na próxima vez que emoções fortes ameaçarem tomar conta de você, expresse-as de maneira própria a Deus em oração. Isto ajudará você a conseguir uma perspectiva eterna sobre a situação e dará a você maior habilidade de tratar com ela de forma mais construtiva (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
12 Jó parou de falar com Elifaz e se dirigiu diretamente a Deus.Apesar de Jó ter vivido uma vida inculpável, ele estava começando a duvidar do valor de viver desta maneira. Ao fazer isto, ele estava perigosamente perto da assumir que Deus não se importava com ele e que não estava sendo justo. Mais tarde Deus reprovou Jó por esta atitude (36:2). O inimigo sempre explora nossos pensamentos para nos levar a abandonar a Deus. Nosso sofrimento, como o de Jó, pode não ser resultado de nossos pecados, mas devemos ter cuidado para não pecar por causa de nossos sofrimentos (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
o mar. Jó indaga: Sou eu como um mar agitado e bravio que precisa ser restringido e limitado? (CBASD, vol. 3, p. 578).
15 minha alma escolheria … antes, a morte. Jó via a morte como saída, mas Satanás não recebera permissão para ir tão longe, nem a morte serviria ao seu propósito (Bíblia de Genebra).
estrangulada. É possível que uma sensação de sufoco tenha acompanhado a aflição de Jó. De qualquer forma, ele considera o estrangulamento mais desejável do que a vida (CBASD, vol. 3, p. 578).
16 deixa-me. Estas são palavras audaciosas para qualquer mortal dirigir a Deus. Jó está nas profundezas do desespero. Ele acha que o Todo-Poderoso o discriminou e pede para ser libertado da interferência divina. Quão diferentemente ele teria se sentido se pudesse saber o que estava por trás dos bastidores e se pudesse ver seu Pai contemplando-o com terna piedade e infalível amor. Deus estava sofrendo com Seu servo, mas Jó não sabia (CBASD, vol. 3, p. 578).
sopro. Ou, “vapor”, uma figura daquilo que é transitório. Jó considera sua vida de pouco valor. Ele era incapaz de apreciar seu tremendo valor aos olhos de Deus (CBASD, vol. 3, p. 579).
17 o que é o homem […]? O salmista usa palavras semelhantes num contexto que exalta o amor e o cuidado de Deus (Sl 8:3-8). Jó, em seu sofrimento, vê o incessante cuidado de Deus de maneira distorcida, interpretando-o como uma omissão importuna. Na verdade, Jó está dizendo a Deus: “Por que incomodas o homem com Tuas provas e aflições? Olha para outro lado. Dá-me tempo para ‘engolir a minha saliva’ ” (Jó 7:19). São palavras impróprias, mas Deus não destrói a Jó por causa de sua audaciosa declaração (CBASD, vol. 3, p. 579).
20 se pequei. O original diz apenas: “Pequei” […] no sentido de […] “admito que pequei” (CBASD, vol. 3, p. 579).
Jó se referiu a Deus como um guardião [orig: watcher, tb vigilante] ou observador da humanidade. […] Sabemos que Deus acompanha [watch] tudo o que acontece conosco. Não devemos nos esquecer que Ele nos vê com compaixão, não meramente com escrutínio crítico. Seus olhos são olhos de amor (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
a mim mesmo me seja pesado. Alguns manuscritos hebraicos e a antiga tradução grega dizem: te seja pesado.” (Bíblia de Genebra).
A NVI traduz a frase da seguinte forma: “Acaso tornei-me um fardo para Ti?” A tradição judaica afirma que este era o significado original, mas que foi corrigido pelos escribas porque parecia ímpio (Bíblia de Genebra).
21 não tiras a minha iniquidade. Embora Jó salientasse a integridade (isto é, seu compromisso honesto para com a piedade e a retidão) do passado de sua vida, ele nunca negou ser um pecador (CBASD, vol. 3, p. 579).
O discurso de Jó, registrado nos cap. 6 e 7, mostra certos perigos: (1) O perigo da ênfase demasiada na vaidade da vida. Os seres humanos devem se lembrar de seu grande valor aos olhos de Deus. (2) O perigo da livre expressão das emoções. Quando Jó removeu suas inibições, queixou-se com amargura, fez perguntas com irreverência, acusou com rispidez e rogou com impaciência. (3) A tendência do coração humano, quando cegado pela dor ou agitado pela paixão, de interpretar mal a atuação de Deus. (4) A certeza de que as pessoas boas ainda podem ter dentro delas muito da velha natureza não regenerada, que não é percebida até que a ocasião a revele. Dificilmente alguém poderia prever que Jó tivesse um rompante de ira (CBASD, vol. 3, p. 579).
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JÓ 7 – A dor emocional é pior que a física; unidas, elas tornam a vida insuportável!
Estas dores afligiram fortemente a alma de Jó. Mesmo sendo um indivíduo fiel, íntegro e consagrado a Deus, maduro espiritualmente, sua fala inspirada pelo Espírito Santo demonstrou desespero profundo e intenso (Jó 7:1-3). Frustrações, decepções, expectativas infrutíferas, faziam seu sofrimento constante, que nem mesmo à noite tinha Jó qualquer sossego; pois, quando conseguia dormir, era tomado de terríveis pesadelos; por isso, seu desprezo declarado pela vida sofrida (Jó 7:13-16).
Exausto e sobrecarregado, Jó comparou a existência a um infindável trabalho pesado, sobrevivendo acometido pela doença cruel, em que sua pele estava totalmente tomada de vermes e crostas, vertendo pus incessantemente (Jó 7:1-5). Deste modo, o sentimento de impotência traz junto o desespero quanto ao futuro – Jó deixou isso escancaradamente explícito (Jó 7:6-21).
As dores físicas e emocionais atingem o aspecto espiritual de quem sofre terríveis aflições. Jó questionou a Deus sobre a razão de ser tratado tão severamente. O sentimento de esquecido e abandonado por Deus invade o coração nos momentos de aflição.
Nestas situações é fácil concluir que Deus parece não Se importar com todo sofrimento que nos assola (Jó 7:17-21). Entretanto, continuar acreditando e confiando nEle submerso na angústia, é a maior evidência da verdadeira fé. Jó pediu que Deus se lembrasse dEle em meio à sua fragilidade e ansiou pelo perdão em meio às densas incertezas (Jó 7:7, 21).
Com Jó, os fiéis servos de Deus, podem aprender preciosas lições para situações de grandes aflições:
• Mesmo os mais consagrados filhos de Deus podem ter sentimentos de desesperança e impotência quando assolados pelas dores física e emocional.
• Fortes sofrimentos intensos levam os sofredores à exaustão física e emocional – e, isso não é falta de fé.
• Crentes consagrados do nível de Jó (Jó 1:1, 5, 8, 20-22; 2:3, 9-10) podem sentir-se abandonados por Deus e pelos outros, e assim serem esmagados pelo desespero e a tristeza.
• O desespero colocado nas mãos de Deus leva-nos a profundas reflexões sobre a vida e a morte; assim, mesmo tendo a felicidade e a esperança afetadas pelas desgraças do mal, os sofredores conseguem desabafar e atirar para fora os estilhaços de sua alma (Jó 7:11).
Quantas verdades preciosas precisamos aprender! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí