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JEREMIAS 34 – A revelação divina não apenas apresenta a fragilidade humana; ela também nos instiga a examinar a autenticidade de nossos compromissos espirituais. Jeremias 34 confronta-nos com a realidade de que fazer promessas a Deus é fácil em tempos de adversidades, mas a verdadeira prova de nossa fé reside em nossa fidelidade quando as tribulações se dissipam.
Nesse contexto, a investida babilônica contra Judá estava dando certo. O exército de Nabucodonosor adentrava territórios judaicos; contudo, mesmo quando o rei Zedequias deparou-se com um destino indesejado, não se rendeu aos apelos do profeta Jeremias (Jeremias 34:1-7).
Quando o cerco apertou, os judeus fizeram uma aliança de seguir a recomendação divina quanto à libertação dos escravos (Jeremias 34:15; Êxodo 21:1-11; Deuteronômio 15:12-18); entretanto, assim que o cerco babilônico afrouxou, os antigos escravos foram forçados a voltarem à escravidão (Jeremias 34:8-22).
Mas, atenção! “Antes de condenarmos com muita severidade esses senhores judeus de desonestos, devemos admitir que o povo de Deus costuma fazer promessas ao Senhor em tempos difíceis só para depois voltar atrás, quando a situação melhora. Em meu ministério pastoral, ouvi mais de um cristão sofrendo num leito de hospital prometer tornar-se mais exemplar membro da igreja caso Deus lhe desse a cura de que precisava, e, quando Deus atendeu seu pedido, essa pessoa esquecia-se imediatamente do Senhor”, reflete Warren Wiersbe.
Então, considere…
• Como os judeus de outrora, facilmente trilhamos o caminho de fazer pacto com Deus apenas para quebrá-los assim que a crise é superada.
• Nossas promessas a Deus não devem ser “moedas de troca”, mas compromissos inabaláveis, mesmo nos momentos de alívio.
• A verdadeira prova de fé não está em nossas promessas durante a angústia, mas em nossa fidelidade quando a crise esvai.
• Não é sábio usar a Deus como nosso último recurso temporário; pois Ele merece nossa devoção constante, não apenas nos momentos de aflição.
• Se nossas promessas e obediências ao Senhor só são lembradas em momentos de dor, estamos falhando em nosso compromisso genuíno com nosso Salvador.
• Não basta fazer promessas a Deus sob a pressão da circunstância; é preciso honrá-las mesmo quando as coisas se acertam como gostaríamos.
Deus não é um negociante que aceita promessas vazias; Ele espera uma entrega total, não importa o contexto e a situação. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JEREMIAS 33 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 33 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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2 O SENHOR. Do heb. Yahweh, o tetragrama sagrado (ver vol. 1, p. 149-151. CBASD, vol. 4, p. 515
3 Coisas grandes. Ou, “coisas incompreensíveis”. CBASD, vol. 4, p. 515.
8 Purificá-los-ei. Para os que se arrependeram genuinamente, Deus estendeu a promessa de perdão pleno e gratuito. CBASD, vol. 4, p. 516
9 Por nome, por louvor. Não importa para quão longe uma pessoa tenha ido do caminho da retidão, ela pode ser aceita diante de Deus como se não tivesse pecado (CC, 62). CBASD, vol. 4, p. 516.
11 A voz de júbilo. Os sons de alegria que se silenciariam durante o exílio (ver com. de Jr 7:34) seriam novamente ouvidos na terra. CBASD, vol. 4, p. 516.
20 Minha aliança com o dia. Mais uma vez, como anteriormente, Deus garante a certeza da aliança com Seu povo ao Se referir à segurança da lei natural [sucessão de dias e noites] (ver com. de Jr 1:35). CBASD, vol. 4, p. 516.
24 As duas famílias que Deus elegeu. Reinos de Israel e Judá (ver Ez 35:10; 36:19, 20) [v. 26] …. [ou] família de Davi [real] e de Levi [sacerdotal] (v. 22]. CBASD, vol. 4, p. 516
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JEREMIAS 33 – O profeta de Deus foi preso durante o reinado de Zedequias, rei de Judá, antes da queda de Jerusalém (Jeremias 32:1-2). Mas… por que um profeta de Deus estava preso no território do povo de Deus?
As razões pelas quais Jeremias foi preso estão relacionadas principalmente à sua mensagem profética, que era frequentemente desconfortável aos líderes e ao povo de Judá. Ele advertiu repetidamente sobre a iminente destruição de Jerusalém e o exílio do povo de Judá como consequência do pecado e da desobediência a Deus. Suas palavras foram consideradas como traição e desencorajamento ao povo e às autoridades (Jeremias 32:3-5).
O que isso nos ensina atualmente?
• Fidelidade à Palavra de Deus, mesmo diante da oposição e perseguição (Jeremias 20:7-12).
• Persistência na pregação correta da Palavra de Deus, mesmo quando enfrentamos obstáculos e dificuldades (Jeremias 26:8-15).
• Confiança em Deus, em Sua soberania e em Sua Palavra, especialmente em meio às circunstâncias adversas (Jeremias 32:17-42).
• As experiências negativas, de fidelidade, persistência e confiança servem como testemunho poderoso a todos nós, mostrando a importância de permanecer dependendo de Deus mesmo quando tudo conspira contra nossa vida, nossa fé e nosso bem-estar.
Tanto Jeremias quanto João tiveram a presença confortante de Deus pela fidelidade deles à Palavra Divina mesmo em meio às adversidades; Deus manifestou-Se a eles com mensagens de esperança, relevantes para nós ainda hoje (Jeremias 33:1-13; Apocalipse 1:9-11).
As divinas promessas em Jeremias 33:14-26 não se cumpriram plenamente devido à teimosia, rebeldia e negligência descarada dos judeus na vinda do Messias (João 1:9-11). O cativeiro não exerceu o que a disciplina de Deus almejava. Contudo, a promessa divina não caducou por causa da rejeição judaica a Jesus!
Por isso, no Novo Testamento, vemos uma redefinição das promessas descritas em Jeremias 33:
• Assim como Jeremias não desistiu em face da prisão e morte, Jesus também não desistiu. Com Seu sangue, instituiu a Nova Aliança (Mateus 26:26-29; Jeremias 31:31-34).
• Assim como Jeremias teria a sorte de ter sua terra de volta (Jeremias 32:1-15, 43-44), Deus mudará a sorte do Planeta Terra (Jeremias 33:11), como visto em Apocalipse 21:1-8, melhor do que era no início (Apocalipse 22:1-6).
Jesus é a garantia de que as promessas que faltam cumprir, se cumprirão! Por isso, temos motivos para reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JEREMIAS 32 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 32 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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12 Na presença de todos os judeus que se assentavam no pátio da guarda. Isto demonstra que Jeremias não foi posto em confinamento fechado, mas estava no pátio da prisão (ver v. 2). Esta parábola viva, encenada na presença de muitas testemunhas, logo seria conhecida em toda a cidade. Por meio deste ato de aparente loucura, o profeta enfatizou a convicção de sua predição de sua predição de que o povo, embora levado cativo pelos babilônios, retornaria para seu próprio pais (ver v. 15). CBASD, vol. 4, p. 512.
14 Vaso de barro. Não era incomum, para os antigos, colocar os seus tesouros mais preciosos nestes recipientes (ver 2Co 4:7), porque proviam mais proteção contra umidade e deterioração do que os vasos feitos de madeira. Os famosos vasos do Mar Morto foram preservados neste tipo de vaso. CBASD, vol. 4, p. 512.
24 As trincheiras. Isto e, as torres ou rampas que eram usadas nas operações de cerco (ver com. de Jr 6:6). CBASD, vol. 4, p. 513.
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JEREMIAS 32 – Este capítulo complementa o anterior. Ambos retratam a esperança e a confiança no plano redentor de Deus a Israel, mesmo em tempos de crise, provação e juízo.
• Jeremias 31 estabelece a promessa de restauração e renovação feita por Deus ao Seu povo, enquanto Jeremias 32 demonstra a fé e a obediência de Jeremias ao agir conforme essa promessa, mesmo em meio às adversidades. O contexto era um período de grande tumulto e incerteza ao povo de Deus.
• No capítulo 32 Jeremias é instruído a comprar um campo em Anatote, demonstrando sua fé na promessa divina de restauração. Esta ação simbólica mostra a confiança dele na fidelidade de Deus para cumprir Suas promessas, apesar de circunstâncias desfavoráveis. A compra do campo serve como uma confirmação prática e tangível das promessas feitas por Deus no capítulo 31. Ao comprar o campo, Jeremias demonstra sua crença na restauração futura da Terra de Judá e na fidelidade de Deus em cumprir Suas promessas diante de situações críticas.
Com a ação prática de Jeremias comprar, assinar documentos, pegar a escritura e guardá-las há uma profecia prática e real ao povo de Deus, aflito por causa de Babilônia, sofrendo as consequências de seus pecados:
“Assim diz o Senhor: ‘Assim como Eu trouxe toda esta grande desgraça sobre este povo, também lhes darei a prosperidade que lhes prometo. De novo serão compradas propriedades nesta terra, da qual vocês dizem: “É uma terra arrasada, sem homens nem animais, pois foi entregue nas mãos dos babilônios”. Propriedades serão compradas por prata e escrituras serão assinadas e seladas diante de testemunhas… porque Eu restaurarei a sorte deles’, declara o Senhor” (Jeremias 32:42-44).
O Deus da aliança promete: “Farei com eles uma aliança permanente” (Jeremias 32:40). O próprio Deus que declarou “Eu Sou o Senhor, o Deus de toda a humanidade”, também indagou: “Há alguma coisa difícil demais para mim?” (Jeremias 32:27) é Quem promete e cumprirá Suas promessas.
A aliança divina tem a ver com toda a humanidade, assim como a promessa de restauração/redenção inclui a todos nós (Romanos 8:18-23). Deus tem autoridade universal, Ele é onipotente. Somos desafiados a confiar em Seu poder e capacidade de realizar o impossível, mesmo em meio às circunstâncias mais desesperadoras. Precisamos conhecer mais Suas promessas! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JEREMIAS 31 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 31 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
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15 Ramá. Embora houvesse vários lugares com este nome, quase não há dúvidas de que a Ramá mencionada por Jeremias neste versículo ficava próxima à sepultura de Raquel, que por sua vez, estava no ‘no território de Benjamim, em Zelza’ (1Sm 10:2). Ramá (possivelmente, a moderna Ramallah) ficava na estrada por onde os judeus exilados foram levados no caminho de Jerusalém para Babilônia, e parece ter sido um ponto de encontro dos cativos, antes da árdua jornada rumo ao cativeiro.
O massacre de alguns israelitas pelos babilônios e o cativeiro de outros ocorreram próximo à sepultura de Raquel e revelam a pertinência desta ilustração. Raquel é representada como testemunhando a angústia experimentada por seus descendentes e chorando amargamente por seus filhos. Mateus, inspirado pelo Espírito Santo, aplicou esta passagem ao massacre de Herodes às crianças de Belém.” Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 506.
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JEREMIAS 31 – Estamos diante de uma das passagens mais poéticas e significativas do Livro de Jeremias, a qual retrata a promessa de restauração e renovação feita por Deus ao Seu povo, exilado na Babilônia.
• O capítulo inicia (vs. 1-17) com promessas de restauração, que traria alegria e esperança que acompanham essa promessa; para isso, Jeremias usou metáforas e imagens: Uma nova primavera após um longo inverno de sofrimento. “Pois a Sua ira [de Deus] só dura um instante mas o Seu favor dura a vida toda; o choro pode persistir uma noite, mas de manhã irrompe a alegria”, declara Davi (Salmo 30:5). O amor de Deus é imensurável pelos pecadores!
• Na sequência, Jeremias trata do amor eterno de Deus por Seu povo utilizando imagens de reconciliação e renovação do relacionamento entre Deus e Israel. A restauração é resultado de um relacionamento pessoal, íntegro e íntimo com Deus; dessa relação alicerçada na fidelidade reside o plano redentor de Deus para toda a humanidade. Assim, uma nova aliança é revelada ao remanescente que retornaria à Terra Prometida (Jeremias 31:18-37).
• O capítulo encerra (vs. 38-40) confirmando a promessa de restauração para os judeus, revelando prosperidade e segurança ao povo de Deus sob a nova aliança.
Hebreus 8:8-12 é uma citação direta de Jeremias 31:31-34. Ambas as passagens tratam da instituição de uma nova aliança entre Deus e Seu povo. Em Jeremias, é profetizado que essa nova aliança iria diferir da antiga, quebrada pelo povo de Israel, agora a Lei seria escrita no coração dos crentes. Em Hebreus, essa nova aliança é associada à promessa de Deus de colocar Suas leis na mente e escrevê-las no coração dos fiéis.
Tanto em Jeremias quanto em Hebreus, destaca-se que, através dessa nova aliança, o perdão seria outorgado ao povo. Deus não mais Se lembraria dos pecados do povo, pois será misericordioso para com Suas iniquidades.
Jeremias e Hebreus falam sobre um relacionamento íntimo entre Deus e Seu povo. Os dois livros afirmam que todos, do menor ao maior, conhecerão a Deus pessoalmente, sendo Seus discípulos fiéis. A aliança com os judeus é a mesma para os cristãos!
Em Jeremias 31 temos o cerne do evangelho, que revela o divino amor redentor. Reavivemo-nos renovando nosso compromisso com o Deus da aliança! – Heber Toth Armí.