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801 palavras
O Salmo 90 tem sido descrito como uma canção sobre o poder e o propósito de Deus, com tons que destacam a fragilidade e transitoriedade do ser humano. É um magnífico poema escrito sobre a fugacidade da vida humana, à luz da vívida fé do poeta na promessa de Deus. Isaac Taylor assim classificou o Salmo 90: “É a composição humana mais sublime, com os sentimentos mais profundos, as mais elevadas concepções teológicas, e magnífico em suas ilustrações.” As pessoas e as nações podem mudar, envelhecer e morrer; mas Deus permanece inalterado, eterno em Sua majestade. … Estilo robusto, tema vasto, identificação frequente com a linguagem de Deuteronômio, “a estampa da antiguidade”: esses elementos ajudam a apoiar o ponto de vista de que Moisés foi o autor do Salmo 90. CBASD, vol. 3, p. 944.
1 Senhor. Do heb. ‘Adhonai (ver vol. 1, p. 151). CBASD, vol. 3, p. 944.
Refúgio. Do heb. ma’on, “residência” ou “habitação” (ver Dt 26:15; Sl 26:8; 68:5; 91:9). CBASD, vol. 3, p. 944.
2 De eternidade a eternidade. A pessoa que reconhece a eternidade de Deus e considera sua própria vida como relacionada ao Eterno tem um poderoso estímulo para uma vida digna. CBASD, vol. 3, p. 944.
3 Homem. Do heb. ‘enosh‘, “homem em sua fragilidade” (ver com. de Sl 8:4). CBASD, vol. 3, p. 944.
Tu reduzes o homem ao pó e dizes: Tornai, filhos dos homens. Ao que parece uma referência à morte. Não há pensamento mais preocupante do que este: todos morremos, independentemente da posição, nacionalidade, riqueza ou outra marca distintiva. CBASD, vol. 3, p. 944.
4 Mil anos. O passar do tempo significa nada para o Deus eterno. Mesmo a vida de Matusalém (ver Gn 5:27) seria, em comparação com a eternidade de Deus, apenas um dia. Seria como o ontem que, quando passou, parecia ainda menor à memória (ver 2Pe 3:8). CBASD, vol. 3, p. 944. [Compare tb. Sl 39:4]
A vigília. A ideia da primeira frase é intensificada: mil anos para Deus não são mais que a divisão de uma única noite. CBASD, vol. 3, p. 944.
7 Pois somos somos consumidos por Tua ira. Deixando para trás as generalizações sobre a eternidade de Deus e a transitoriedade da vida humana, o salmista segue apresentando a fraqueza e os pecados pessoais e do seu povo como o motivo para o desprazer de Deus. CBASD, vol. 3, p. 944, 945.
8 Pecados ocultos. Os pecados do coração, que se tentam esconder das vistas dos outros; ou os pecados esquecidos. CBASD, vol. 3, p. 945.
9 acabam-se os nossos anos como um breve pensamento. A vida passa com a rapidez de um suspiro; o pensamento se vai com mais rapidez do que nos ocorre. CBASD, vol. 3, p. 945.
10 Havendo vigor. Por causa do vigor excepcional. CBASD, vol. 3, p. 945.
Enfado. Um prolongamento da vida não garante a felicidade (ver Ec 12:1). CBASD, vol. 3, p. 945.
Nós voamos. Mesmo que a vida chegue a 80 anos, parece um período curto, e nós voamos como num sonho (ver Jó 20:8). Estas palavras adquirem sentido especial para uma pessoa que está à beira da morte e olha para os dias de sua peregrinação. CBASD, vol. 3, p. 945.
12 Ensina-nos a contar nossos dias, para que alcancemos coração sábio. Somente Deus vê o fim desde o princípio, mas devemos orar por graça para agir como se víssemos o final. É preciso meditar na brevidade da vida, para que sejamos sábios ao empregar o tempo concedido por Deus. CBASD, vol. 3, p. 945.
Perceber que a vida é curta nos ajuda a usar o pouco tempo que temos com mais sabedoria e para o bem eterno. Reserve um tempo para numerar seus dias perguntando: “O que eu quero que aconteça na minha vida antes de morrer? Que pequeno passo eu poderia dar para esse objetivo hoje? Life Application Study Bible Kingsway.
13 Tem compaixão dos Teus servos. O salmista está utilizando a linguagem humana. O arrependimento de Deus não é como o do ser humano, mas Deus parece Se arrepender ao retirar Seus juízos, mostrando misericórdia quando seria de esperar somente a punição (ver com. de Nm 23:19). CBASD, vol. 3, p. 945.
14 Sacia-nos de manhã com a Tua benignidade, para que cantemos de júbilo e nos alegremos todos os dias. O salmista ora para que depois da noite de angústia e sofrimento, Deus dê uma manhã de alegria e paz (ver Sl 13:8). CBASD, vol. 3, p. 945.
16 Aos Teus servos apareçam as Tuas obras. Isto é, os atos misericordiosos de Deus. Seus atos de intervenção, Suas providências. CBASD, vol. 3, p. 945.
17 Seja sobre nós a graça do Senhor. Quando virmos a formosura do caráter de Deus, seremos “transfigurados por Sua graça” (ver Ed; MDC, 61) e a graça do Senhor nosso Deus” estará “sobre nós”. CBASD, vol. 3, p. 945.
As obras de nossas mãos. Esta é uma referência simples às tarefas simples da vida diária, bem como os deveres profissionais para a manutenção da vida. A repetição da oração enfatiza o desejo do salmista de que Deus ajude seu povo a executar a obra, para que sejam abençoados por Ele. CBASD, vol. 3, p. 945.
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SALMO 90 – Este precioso Salmo pretende passar-nos a mensagem de que aquele que almeja aprender a viver a sabedoria divina aqui no mundo deve considerar tudo à luz da eternidade.
Este Salmo é atribuído a Moisés, que recebeu instrução nas melhores universidades de sua época, e depois fez doutorado com Deus no deserto para, então, liderar um evento que ficaria marcado para sempre em toda a história de Israel; além de guiar a libertação do povo da escravidão egípcia, recebeu de Deus os Dez Mandamentos no Monte Sinai para benefício de toda a humanidade. Tendo autoria mosaica, o Salmo 90 torna-se único em relação aos demais Salmos. Note alguns pontos relevantes extraídos de sua mensagem:
• A vida humana é transitória: Há um contraste entre a fugacidade da vida humana e a imutabilidade de Deus (Salmo 90:9-11).
• A eternidade de Deus: Diante da fragilidade e efemeridade de nossa vida e a inevitabilidade do envelhecimento, Deus Se mostra nosso refúgio eterno, a única estabilidade suprema (Salmo 90:1-2, 4, 12).
• Nossa necessidade imprescindível do verdadeiro Deus: Somos pecadores, condenados pelas nossas hediondas injustiças; e Deus, em Sua misericórdia e compaixão nos concede a possibilidade do arrependimento (Salmo 90:3, 5-9, 13-17).
• De sentenciados à morte, podemos ter vida eterna: Valorizar o que Deus nos oferece – o tempo, a vida e os dons –, significa viver sabiamente; assim, cultivaremos uma perspectiva correta da vida em relação ao futuro: Eternidade (Salmo 90:12-15).
“A vida é muito solene para ser absorvida em negócios terrenos e temporais, em um remoinho de cuidados e ansiedades pelas coisas terrenas que são apenas um átomo em comparação com as de interesse eterno. Contudo, Deus nos chamou para servi-Lo nos afazeres temporais da vida. Diligência nesta obra é tanto parte da religião verdadeira como a devoção. A Bíblia não apoia a ociosidade, que é a maior maldição de nosso mundo”, reflete Ellen White.
Sendo que a verdadeira sabedoria se avalia pelas lentes da eternidade, “os pais devem ensinar a seus filhos o valor e o bom uso do tempo. Ensinem-lhes que é digno esforçar-se para fazer algo que honre a Deus e abençoe a humanidade” (Ellen White).
Deus é o único que pode prover-nos a vida eterna, vivamos para Ele durante nossa existência terrena. Enfim, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: SALMO 89 – Primeiro leia a Bíblia
SALMO 89 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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993 palavras
O Salmo 89 tem sido chamado de salmo da aliança. Ele recorda a promessa de que o trono de Davi seria estabelecido eternamente e então expressa preocupação sobre o fato de que Deus aparentemente quebrou a aliança. O salmo se inclina naturalmente em duas partes contrastantes, em que uma mudança abrupta, marcada peça adversativa “mas” (v. 38, ARC [“porém”, na ARA]), separa os v. 1 a 37 dos v.38 a 52. Nas duas grandes divisões ocorrem as seguintes ideias: (1) a tônica de louvor (v. 1-4) e exaltação a Deus por Sua grandeza e suas promessas (v. 15-37); (2) queixa em vista da aparente falha das promessas de Deus (v. 38-45), súplica pelo cumprimento das promessas e restauração do favor de Deus (v. 46-51), doxologia e duplo amém (v. 52). CBASD, vol. 3, p. 940.
2 Fundada. O salmista parece certo de que, apesar das aparências, a promessa feita a Davi seria, por fim, realizada. Como um palácio bem construído, ela permaneceria para sempre. CBASD, vol. 3, p. 940.
4 Tua posteridade. Os descendentes literais de Davi falharam, mas as gloriosas promessas feitas a Davi e sua casa se cumpririam em Cristo. CBASD, vol. 3, p. 940.
5 Os céus. Neste verso, de modo ilustrativo, uma indicação dos habitantes celestiais. CBASD, vol. 3, p. 940.
9 A fúria do mar. É impressionante o poder de Deus sobre a fúria do mar (ver Jó 38:8011; Sl 65:7; 107:23-30; Mt 8:26, 27). Impressionante também é Seu poder sobre as ondas de dificuldades e aflições que nos sobrevêm. ele as tranquiliza para que nenhuma onda de pesar perturbe a paz da alma. CBASD, vol. 3, p. 940.
10 Raabe. Nome usado simbolicamente beste verso para representar o Egito (ver com. de Sl 87:4). CBASD, vol. 3, p. 940.
12 Tabor. Uma montanha com cerca de 561 m de altitude, 19,2 km a oeste do ponto onde o rio Jordão sai do mar da Galileia (ver com. de Jz 4:6). CBASD, vol. 3, p. 941.
Hermom. Montanha ao norte da Palestina, com elevação de 2.813 m. CBASD, vol. 3, p. 941.
17 és a glória de sua força [do Seu povo] .Um símbolo d força. CBASD, vol. 3, p. 941.
19 Outrora. Evidente se referindo aos eventos registrados em 2 Samuel 7:8 a 17. CBASD, vol. 3, p. 941.
Aos Teus santos. Possivelmente a Natã, a quem foi feita uma revelação (ver 2Sm 7:4, 17). CBASD, vol. 3, p. 941.
Concedi o poder de socorrer. Deus capacitou a Davi para as tarefas para as quais fora chamado. As ordens de Deus são “promessas habilitadoras” (PJ, 333). CBASD, vol. 3, p. 941.
Do meio do povo. Ver 1Sm 16:1-13. Deus escolheu a Davi dentre o povo comum, não da nobreza. Destaque-se que seu poder provinha de Deus (ver 2Sm 7:8; Sl 78:70-72). CBASD, vol. 3, p. 941.
25 Os rios. A promessa de Deusa Abraão é estendida nas palavras deste verso (ver Gn 15:18; ver com. de Êx 23:31). CBASD, vol. 3, p. 941.
26 Meu pai. O relacionamento entre Davi e Deus é descrito carinhosamente neste verso. CBASD, vol. 3, p. 941.
27 Meu primogênito. Davi foi o primeiro de uma linhagem de descendentes reais [que] se estendeu até o Messias (ver Êx 4:22; Jr 31:9). CBASD, vol. 3, p. 941.
28 Minha aliança. Ver Is 55:3; cf Sl 89:33-37. Os descendentes literais de Davi quebraram a aliança, mas as promessas seriam cumpridas em Cristo (ver com. de 2Sm 7:14-16; 23:5). CBASD, vol. 3, p. 941.
29 Farei durarpara sempre. Se a linhagem de Davi tivesse permanecido leal a Deus, esta promessa teria sido cumprida literalmente. Ela terã cumprimento no Israel espiritual e em Cristo, a semente de Davi. CBASD, vol. 3, p. 941.
30 Desprezaram a Minha lei. Salomão, o filho de Davi, começou a abandonar a lei de Deus (ver 1Rs 11:1-8). Muitos dos reis que o seguiram “fizeram o que era mau perante o SENHOR”. CBASD, vol. 3, p. 942.
32 Punirei. Esta punição é parte necessária do pai a seus filhos (ver Hb 12:6-11). As punições de Deus são salutares e têm o objetivo de restaurar o pecador. CBASD, vol. 3, p. 942.
33 nem jamais desmentirei a minha fidelidade. Deus não pode ser falso consigo mesmo. CBASD, vol. 3, p. 942
34 Nem modificarei. O caráter de Deus não muda (ver Tg 1:17; Ml 3:6; cf Sl 111:5, 9). CBASD, vol. 3, p. 942.
38 Tu, porém. A partir daqui há uma mudança abrupta do louvor e regozijo para a queixa e lamento. Apesar das promessas de Deus e de Sua fidelidade, parecia que a aliança fora quebrada e que nenhum bem sobrevinha a Israel e ao ungido do Senhor, somente o mal. O salmista pergunta: Como é isto? Qual será o resultado? A fidelidade de Deus está falhando? … O salmista apresenta os fatos evidentes, mas pela fé triunfa sobre as aparências. CBASD, vol. 3, p. 942.
40 Seus muros todos. Todos os muros e fortificações do rei foram destruídos (ver 2Cr 11:5-10; Sl 80:12; cf Is 5:5, 6). CBASD, vol. 3, p. 942.
43 Viraste o fio. Isto é, virou o fio da espada para que, ao golpe dela, o objeto em questão não fosse cortado. Israel não foi bem-sucedido na batalha. CBASD, vol. 3, p. 942.
45 Abreviaste. O vigor da juventude foi interrompido. O período de prosperidade do rei foi reduzido. CBASD, vol. 3, p. 942.
Ignomínia. A linhagem real caiu em desgraça. Tudo que se relacionava à aparência e circunstâncias do rei parecia indicar o desagrado de Deus. CBASD, vol. 3, p. 942.
46 Até quando, SENHOR? A reclamação do salmista dá lugar à súplica. Ele pede ao Senhor o fim de seus problemas. Esta transição é a chave para entender o clamor do salmista. Neste verso, o frágil espírito humano, sentindo o inadequado estado das coisas, apela a Deus para que as endireite. CBASD, vol. 3, p. 942.
47 Minha existência. Do heb. cheled, “duração da vida”. O salmista suplica que, se Deus for intervir, deve agir rápido, porque o salmista está prestes a morrer. CBASD, vol. 3, p. 943.
49 Tuas benignidades de outrora. Isto é, das várias provas do cumprimento da promessa do passado. CBASD, vol. 3, p. 943.
50 No peito. O salmista parece levar no coração as reprovações de todo o Israel. Como Moisés (ver Nm 11:11-15), o salmista sentia que os fardos de todo o povo repousavam sobre ele, tanto que á não conseguia mais suportar o peso. CBASD, vol. 3, p. 943.
52 Bendito. A doxologia e duplo amém (não são partes essenciais do salmo) marcam o final do Livro Três dos Salmos (ver p. 705 [CBASD]; ver com. de Sl 41;13; 72:18; 106:48; 150). Sem dúvida, a mensagem deste verso é muito apropriada, apesar de tudo. “Bendito seja o SENHOR”. CBASD, vol. 3, p. 943.
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SALMO 89 – Os Salmos 88 e 89 compartilham o tema do sofrimento humano em sua intensidade, buscam respostas de Deus em meio à angústia e, revelam aparente tensão entre as promessas divinas e a realidade das circunstâncias difíceis.
Hemã sentiu-se abandonado por Deus, assim como os questionamentos levantados por Etã no Salmo 89 em relação às promessas a Davi revelam sentimentos parecidos.
• Ambos os Salmos fornecem expressões brutas e honestas referentes ao sofrimento e ao lamento do crente fiel.
• Ambos os Salmos abordam aspectos fundamentais, importantes e relevantes da experiência humana diante da fé e da relação com Deus.
Os escritores dos dois Salmos clamam a Deus, mas não encontram consolo ou respostas imediatas. No Salmo 89, o autor lembra aos leitores do Servo Sofredor ampliado em Isaías 52:13-53:12, tema também relevante no contexto do Salmo 88, onde o salmista compartilha do sofrimento do servo de Deus, identificando-se com ele em meio às suas tribulações.
• A 1ª estrofe oferece uma introdução do diálogo e expressão da inquietação (Salmo 89:1-4).
• A 2ª estrofe contém questões diretas a Deus sobre as dificuldades enfrentadas (Salmo 89:5-37).
• A 3ª estrofe apresenta súplicas por intervenção divina e respostas claras (Salmo 89:38-45).
• A 4ª estrofe questiona o silêncio de Deus (Salmo 89:46-48).
• A 5ª estrofe conclui refletindo na busca incessante por respostas visando maior compreensão (Salmo 89:49-52).
No Salmo 89, o escritor lida com a perplexidade sobre a aparente falha das promessas divinas em meio ao desaparecimento da linhagem de Davi no poder. Jesus é o cumprimento dessas promessas questionadas; todavia, antes Ele é identificado como Servo Sofredor, que experimentou intensa aflição e angústia profunda, reveladas no Salmo 88.
O Salmo 89 menciona que o sofrimento é parte da glória da aliança davídica. No Salmo 88, o sofrimento do salmista pode ser visto como parte da experiência pessoal do Servo Sofredor, o Messias que, em diversas ocasiões, enfrentou desolação e dificuldades.
Em Marcos 15:33-34 Jesus não pediu a Deus “que O livrasse da cruz, não Lhe pediu alívio, queria apenas a Sua presença. O mundo escureceu. Seu sofrimento chegou ao limite do insuportável”; em Sua aflição “ofertava na cruz a energia de cada uma de Suas células em favor de cada ser humano”, destaca Augusto Cury.
Portanto, reavivemo-nos em Cristo! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: SALMO 88 – Primeiro leia a Bíblia
SALMO 88 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
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798 palavras
O Salmo 88 tem sido considerado o mais triste e depressivo do livro dos Salmos. … foi composto num período de sofrimento físico e mental. Nele não há um raio de esperança, com exceção da frase: “Ó SENHOR, Deus da minha salvação.” É um longo gemido de tristeza, concluindo com a palavra “trevas”. CBASD, vol. 3, p. 937.
Não importa quão abatido possamos nos sentir., sempre poderemos nossos problemas a Deus e expressar nossa angústia a Ele. Life Application Study Bible Kingsway.
A situação imediata nos mostra um atribulado buscando a face de Deus. A figura profética nos mostra o peso que Jesus carregou para ser nosso Salvador e ser o cumprimento do salmo anterior. Bíblia Shedd.
É o único salmo atribuído ao ezraíta Hemã (descendente de Corá), a quem Davi colocou na liderança da música na casa do Senhor (1Cr 6:31-22, 90). Bíblia de Estudo Andrews.
1 Da minha salvação. Este parece ser o único raio de luz em todo o salmo. … Um filho de Deus nunca deveria chegar ao ponto de desistir, mesmo em desespero.Não importa quão abatido possamos nos sentir., sempre poderemos nossos problemas a Deus e expressar nossa angústia a Ele. CBASD, vol. 3, p. 937.
6 Nenhuma destas expressões é forte demais para o sofrimento mental, mais profundo que o físico; mas também têm paralelos na história de Israel: cova – José [e também Daniel] foi posto na cova e depois na prisão, como parte do plano divino para levantá-lo e fazê-lo salvador de sua família; lugares tenebrosos – Abraão foi cercado por Deus, nas cerradas trevas antes de receber a aliança (Gn 15:12-18); abismos – Jonas foi lançado nos abismos para depois aprender a ser fiel profeta de Deus. E tudo isto se coroa pela angústia de Jesus no jardim do Getsêmani (Mt 26.38). Jesus, que por meio de sofrimentos, foi aperfeiçoado Autor de nossa salvação (Hb 2.10). O sofrimento faz parte do plano de Deus (cf Cl 1.24; 1 Pe 3.14). Bíblia Shedd.
Um crente não está isento … de sofrimento neste mundo. Pelo contrário, a sorte do crente comumente inclui sofrimento e dor. Não podemos esperar escapar de todo o sofrimento, mas encontramos consolação nos sofrimentos e na ressurreição de Jesus (Fp 3:10). Bíblia Shedd.
8 Abominação. Isto é, algo detestável e abominável, que deve ser evitado como impuro. CBASD, vol. 3, p. 937.
10-12 maravilhas. Os atos salvíficos de Deus a favor de Seu povo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Não existe vida, louvor a Deus, declaração de Seu amor, fidelidade, maravilhas ou atos de justiça na sepultura. Os mortos não se levantam. Ênfase no caráter final da vida, pois a ressurreição não é uma experiência cotidiana (89:49); a afirmação não nega necessariamente a esperança da ressurreição. Bíblia de Estudo Andrews.
11 Será referida a Tua bondade na sepultura? Cadáveres não apreciam os atributos de Deus. Somente os vivos conseguem louvar a Deus por Seu amor (ver Sl 89:1). CBASD, vol. 3, p. 938.
12 terra do esquecimento. Expressão poética única que retrata a ausência de memória após a morte, 0casião em que se encerram todos os processos mentais, o nada total (ver Ec 9:5, 6, 10), mas também a imagem da falta de lembrança dos mortos algum tempo depois pelos vivos, ou até mesmo para Deus, pois são eliminados de Seu cuidado terreno (ver Sl 88:5, comparar com 139:8). Bíblia de Estudo Andrews.
13-18 Qual a diferença entre a angústia do crente e a do pagão? O crente odeia o pecado, a causa de toda a fraqueza humana, volta-se para Deus em oração, deseja reconstruir com Ele e espera o resultado vindo de Deus. Bíblia Shedd.
13 Mas eu, SENHOR, clamo a Ti por socorro. O salmista volta, por assim dizer, à realidade de que ele não está na sepultura, mas está vivo. Embora à beira da sepultura, ele continuará a orar para que Deus venha resgatá-lo. CBASD, vol. 3, p. 938.
14 Por que rejeitas, SENHOR, a minha alma e ocultas de mim o rosto? Sem perceber um grave pecado, ele não consegue entender porque tinha que sofrer tanto. CBASD, vol. 3, p. 938.
17 Como água. O salmista é como uma pessoa prestes a se afogar. CBASD, vol. 3, p. 938.
18 Amigo e companheiro. O salmista … foi abandonado até mesmo por aqueles a quem ele tinha o direito de pedir ajuda e simpatia no sofrimento (ver Jó 19:13-21). CBASD, vol. 3, p. 938.
trevas. O salmo é um exemplo de fé confiante: embora … não visse livramento, [o salmista] permanecia firme em Deus. CBASD, vol. 3, p. 938.
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SALMO 88 – Nestas palavras sagradas, inspiradas pelo Espírito Santo, escritas pelo ezraíta Hemã, contêm uma das lamentações mais intensas e sombrias encontradas nas Escrituras. Diferentemente dos outros Salmos de lamento que oferecem alguma luz no fim do túnel, este termina em trevas totais.
O Salmo 88 expressa dor, angústia e sofrimento. Do começo ao fim, seu conteúdo permanece num sombrio tom desesperador. É o registro claro e real, sem maquiagem ou hipocrisia. É um retrato pungente do sincero e puro desespero humano, que oferece uma oportunidade de reflexão profunda sobre a natureza nua e crua do sofrimento; mas não para por aí, pois o Salmo é uma oração em meio à escuridão pautada na descarada sinceridade e honestidade diante do Deus que nos conhece de fato e de verdade.
O suplicante expõe o coração desesperado diante do Senhor, sentindo seu clamor sendo ignorado. O Céu permanece silente diante da alma em turbilhão constante. O autor descreve sua vida como afundando no abismo e chegando ao limite de suas energias, percebendo-se próximo à morte; sente-se isolado, abandonado e até rejeitado por Deus e também pelas pessoas ao seu redor – tudo isso torna a dor ainda mais intensa, bem pior.
Nos versículos 6 e 7, o Salmo 88 fornece metáforas poderosas para descrever o sofrimento, comparando-o a águas profundas, às ondas avassaladores e á escuridão. Estas imagens retratam a imensidão do desespero, uma sensação de estar sobrecarregado por inúmeros problemas, sem ver qualquer solução ou saída.
Para piorar, é sentir como sendo o próprio Deus o causador de tamanha dor (Salmo 88:6-9). É horrível sentir como sendo colocado no sepulcro e abandonado por Deus (Salmo 88:1-5). Essa é uma dolorosa expressão de profundo desconforto espiritual, onde o autor inspirado parece sentir-se clamando a Deus por ajuda sem qualquer resposta (Salmo 88:10-14).
O Salmo encerra sem reviravolta positiva. Não há momento de triunfo, cura ou vitória; nem mesmo esperança. A alma cessa seu grito angustiante, reforçando a sensação de solidão sufocante. O suplicante não esconde absolutamente nada, deixando claro não compreender a razão de tanto sofrer (Salmo 88:15-18).
Este Salmo desafia a crença tradicional de que orações produzem curas, resoluções ou alívios. Ele destaca a importância de ser transparente com Deus ao expor nossas mazelas do coração… – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: SALMO 87 – Primeiro leia a Bíblia
SALMO 87 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
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235 palavras
1 Fundada por Ele. Isto é, Sião, o local que Deus fundou e onde Ele “habita” (ver Is 14:32). CBASD, vol. 3, p. 935.
Montes santos. Jerusalém está cercada de montanhas. Na própria cidade estão os montes Sião e Moriá (ber com. de Sl 48:2; cf. Sl 133:3). CBASD, vol. 3, p. 935.
2 Portas de Sião. Era nos portões da cidade que ocorriam as transações de negócios, realizavam-se os julgamentos e se sentia a vibração da atividade humana (ver Sl 9:14; 122:2; Is 29:21). Figuradamente, “os portões” representam toda a cidade. Deus contemplava com grande prazer as multidões entrando em Sião pelos portões. CBASD, vol. 3, p. 935, 936.
4 Raabe. Uma descrição poética do Egito (ver Is 30:7, AA). O conteúdo, unindo “Raabe” a “Babilônia”, clarifica a referência ao Egito: as duas nações eram de igual modo orgulhosas e arrogantes em seu antagonismo a Israel. CBASD, vol. 3, p. 936.
Lá, nasceram. O salmista parece enfatizar que, acima do afetuoso patriotismo dos nativos destas terras, está o privilégio de ser um nativo em Sião. Todo o salmo parece um grande elogio à cidade santa como local de nascimento. CBASD, vol. 3, p. 936.
5 Nela. A cidadania em Sião é apresentada como um privilégio supremo. CBASD, vol. 3, p. 936.
6 Ao registrar. Uma linda imagem ressaltando ainda mais o estimado privilégio de ser contado como alguém que nasceu em Sião. CBASD, vol. 3, p. 936.
7 Saltando de júbilo Do heb. cholelim, “dançarinos” (sobre a dança como elemento na adoração religiosa, ver Êx 15:20; ver com. de 2Sm 6:14). CBASD, vol. 3, p. 936.