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1656 palavras
1. Título — Semelhantemente aos outros livros que compõem a coleção Profetas Menores, o título do livro é o nome do autor, Amos. O nome em hebraico é ‘Amos, derivado do verbo amas, “carregar” ou “levar [um fardo]”. O nome, portanto, significa “portador de um fardo, cujo significado concorda adequadamente com as mensagens pesadas e solenes que o profeta foi chamado a transmitir. O nome não ocorre em outras partes do AT. 2. Autoria — A partir do resumo de sua vida (Am 7:14, 15), sabe-se que Amós era um boiadeiro e um coletor de frutos de sicômoro. A impressão que se tem é de que embora fosse pobre, ele era independente, o que explica o fato de ele ter deixado seu rebanho por um tempo. Amos não era um homem culto, segundo a presente compreensão do termo, nem foi preparado para sua missão nas escolas dos profetas. Como no caso de Amos. quando pessoas relativamente incultas ou de poucos recursos são escolhidas para fazer uma grande obra para Deus, “a excelência do poder” é vista como” de Deus e não de nós” (2Co 4:7). É o que a pessoa e, e não necessariamente o que tem, que a torna capacitada para o serviço de Deus. Ao receber o chamado divino, Amos deixou Judá para ir a Israel, provavelmente, para concentrar seu trabalho em Betel, local do principal templo do bezerro e do palácio de verão do rei. Ali, ele denunciou a adoração ao bezerro e foi contestado por Amazias, o sumo sacerdote idolatra que o acusou perante o rei de ser um conspirador perigoso (ver Am 7:10-13). Não se sabe sobre os últimos dias de sua vida. Amós deve ser classificado entre os mais importantes profetas por causa da eloquência simples e clara, do vigor e da grandeza de seu pensamento. Poucos profetas são mais penetrantes em compreender os fundamentos do mundo natural e moral, ou apresentam mais conhecimento sobre o poder, sabedoria e santidade de Deus. CBASD, vol. 1053.
1. Pastores. Literalmente, “criadores de ovelhas”. Amós 7:14 e 15 indica que o profeta era um pequeno criador de ovelhas ou um trabalhador pobre, pertencendo, portanto, a uma baixa classe social. CBASD, vol. 1055.
Amós pastoreava ovelhas – não um trabalho particularmente espiritual – no entanto, ele se tornou um canal da mensagem de Deus para os outros. Seu trabalho pode fazer com que você não se sinta espiritual ou bem-sucedido, mas é um trabalho vital se você está no lugar que Deus quer que você esteja. Deus pode fazer através de você coisas extraordinárias, independentemente da sua ocupação. Life Application Study Bible Kingsway.
Tecoa. Pequena cidade de Judá, em área pastoril arenosa … oito quilômetros ao sul de Belém (ver 2Sm 14:2; 2Cr 11:6; 20:20; Jr 6:1). CBASD, vol. 1055.
Muito antes de Amós nascer, uma mulher de Tecoa auxiliou Davi a a se reconciliar com seu filho, Absalão. Life Application Study Bible Kingsway.
A respeito de Israel. O ministério de Amós, como o de Oseias, foi especialmente em favor de Israel, o reino do norte. CBASD, vol. 1055.
Antes do terremoto. A história secular ainda não lançou luz sobre este evento. No entanto, muito tempo depois, o profeta Zacarias mencionou o terremoto (ver Zc 14:5). Evidentemente, foi grave o suficiente para deixar uma forte impressão sobre as gerações seguintes. Josefo declara que este terremoto aconteceu quando o rei Uzias presunçosamente entrou no templo para queimar incenso (Antiguidades, ix. 10.4; ver 2Cr 26:16-21). CBASD, vol. 1055, 1056.
2. Jerusalém. Esta referência a Jerusalém como a morada do Senhor é. evidentemente, para enfatizar o fato de Deus não habitar em Dã e Betei, cenários do culto idolatra ao bezerro (ver lRs 12:25-33). CBASD, vol. 1055.
Carmelo. Trata-se do monte Carmelo, na realidade uma cadeia montanhosa e não um pico. Era conhecido por sua abundante fertilidade (ver Is 33:9; 35:2; Jr 50:19). CBASD, vol. 1056.
12 Carmelo quer dizer “campo fértil”. … Uma seca capaz de secar esta área teria de ser muito severa. Life Application Study Bible Kingsway.
3. Assim diz o SENHOR. Antes de mencionar Israel, Amós pronuncia o julgamento sobre as nações pagãs vizinhas, por causa de perseguição ao povo de Deus. Se os pagãos mereciam o castigo, possuindo mais luz, Israel não podia ficar impune. CBASD, vol. 1056.
Três transgressões … e por quatro. Ver v 6, 9, 11, 13; 2:1, 4, 6. Os números não devem ser tomados literalmente, como denotando determinado número de infrações em cada caso. Eles são usados para indicar um grande número, o quatro é usado para uma boa medida (ver com. de Jó 5:19; 33:29; Ec 11:2). … Presumivelmente, “três transgressões” eram suficientes para constatar um pecado intencional e incurável. Mas os povos mencionados em Amos 1 e 2 tinham ultrapassado até esse limite. O pecado persistente resulta em culpa cumulativa. Deus suporta longamente os ímpios até que, finalmente, ele cruzam a linha de Sua paciência. CBASD, vol. 1056.
A acusação “Por três pecados … mesmo por quatro” significa que essas nações pecaram repetidas vezes. Esta frase ecoa através desses versículos à medida que Deus avalia a nação após a nação. Cada nação se recusara persistentemente a seguir os mandamentos de Deus. Uma prática pecaminosa pode se tornar um modo de vida. Ignorar ou negar o problema não nos ajudará. Devemos iniciar o processo de correção confessando nossos pecados a Deus e pedindo-lhe que nos perdoe. Caso contrário, não temos esperança senão continuar nosso padrão de pecado. Life Application Study Bible Kingsway.
Damasco. Desde que Rezim se levantou contra Salomão (1Rs 11:23-25) e conquistou Damasco, que tinha sido tributária a Davi (2Sm 8:5, 6), esta cidade estava periodicamente em inimizade com Israel. Isso resultou em violenta guerra entre os dois (ver 1Rs 15:16-20,20,22; 2Rs 7; 10:32, 12:17, 18; 13:3-5). Jeroboão II, de Israel, em cujo reinado Amós cumpriu seu ministério, havia derrotado Damasco novamente, colocando-a sob tributo (2Rs 14:28). CBASD, vol. 1056.
Damasco (vv. 3-5), a bela, próspera e bem fortificada capital e representante de toda a Síria, experimentaria os juízos de Deus por suas más ações intencionais e incuráveis, particularmente por “moer” gente como o grão é moído por artefatos de ferro (v. 3, NLT). Deus adverte que enviará fogo e destruirá Hazael e seu filho (Heb. Ben) Hadad, toda a sua dinastia e a cidade de Damasco, com todos os seus magníficos palácios reais. As barras transversais da porta da cidade seriam quebradas para o inimigo entrar e as pessoas abatidas no Vale de Áven. E, finalmente, o povo da Síria seria levado em cativeiro. Tudo isso se cumpriu quando o rei da Assíria subiu contra Damasco e a tomou. Deepati Vara Prasad, em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/09/13/.
Gileade. As pastagens no altiplano a leste do Jordão. O nome aqui denota toda a região leste do Jordão dada a Gade, Rúben e à meia tribo de Manassés (ver Js 22:1-4,9). CBASD, vol. 1056.
Trilhos de ferro. Trenós ou carros feitos de pesadas pranchas amarradas em conjunto, debaixo das quais pedras afiadas ou pontas de ferro eram inseridas. Sobrecarregados com uma pesada pedra ou com um condutor, esses instrumentos eram puxados por bois sobre o grão (ver Is 28:27; 41:15). Na LXX, a última frase de Amos 1:3 diz: “Porque trilharam a Gileade com trilhos de ferro” (ver 2Rs 8:12). CBASD, vol. 1056.
5. Quebrarei o ferrolho. Barras de ferro eram usadas para trancar a porta da cidade (ver 1Rs 4:13; Jr 51:30; Nm 3:13). Portanto, quebrar as barras ou ferrolhos abria a cidade ao inimigo.CBASD, vol. 1057.
6, 8 Gaza, a cidade dos filisteus, recebe acusação por impor a migração e a escravidão. Deus decidiu lançar fogo sobre os muros de Gaza a fim de devorar seus palácios. Os habitantes de Asdod, Asquelon e Ecron seriam abatidos. Gaza foi conquistada pelo rei do Egito, e por Alexandre, o Grande. Asdod foi capturada por Uzias, e depois por Sargão II. Deus destruiria aqueles que tentam destruir o seu povo. Deepati Vara Prasad, em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/09/13/.
9, 10 O julgamento também é pronunciado sobre Tiro (vv. 9-10), a principal cidade dos fenícios, por entregar prisioneiros israelitas aos edomitas. Sendo assim, eles também foram responsabilizados pelas crueldades que os judeus sofreram. A parte continental de Tiro foi tomada por Senaqueribe. Mais tarde, a ilha que pertence a Tiro foi conquistada por Asaradão e, finalmente, Tiro foi destruída por Alexandre, o Grande. Aos olhos de Deus uma pessoa é tão culpado do crime que ela ajuda a cometer quanto do crime que ela própria comete. Deepati Vara Prasad, em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/09/13/.
11. Seu irmão. Amos passa então a denunciar as três nações ligadas por laços de sangue com Israel: Edom, Amom e Moabe. Edom, descendente de Esaú, era o mais próximo e mais hostil. E a atitude não fraternal de Edom para com os descendentes de Jacó, desde o tempo de Esaú até o de Amos, que o profeta condena mais do que qualquer ato (Nm 20:14-21; cf. Dt 2:2-8; 23:7, 2Rs 8:20-22; 2Cr 28:16, 17). A profecia é contra Edom (ver também Ez 25:12-14; 35; Jl 3:19). Odiar um inimigo é ruim, pior é odiar um amigo, e pior ainda odiar um irmão.CBASD, vol. 1058.
Rasgaram. Era grande a hostilidade dos amonitas para com Israel (ver ISm 11:1-3; 2Sm 10:1-5; 2Cr 20; Ne 2:10, 19; 4:1-3). Inveja, ciúme e medo uniram os amonitas aos moabitas para contratar Balaão a fim de amaldiçoar Israel (ver Dt 23:3, 4). Embora não haja outro registro da vileza dos amonitas contra os gileaditas aqui mencionada, Hazael, da Síria, usou este método, e é bem possível que os amonitas se juntassem a ele nessa barbárie (ver 2Rs 8:12; Os 13:16).CBASD, vol. 1058.
Dilatarem seus próprios limites. Os amonitas reivindicaram o território que os israelitas tiraram de Siom e tentaram recuperá-lo no tempo de Jefté (ver Jz 11). Mais tarde, eles conquistaram o território de Gade, que atraiu sobre eles duras denúncias do profeta Jeremias (cf. Jr 49:1-6).
14. Rabá. Literalmente, “grande’, isto é, “a capital”. Rabá, ou Rabá-Amom, era a capital de Amom, situada a leste do Jordão, no braço sul do rio Jaboque, e era a única cidade importante na região. Ela foi conquistada por Davi (ver 2Sm 11:1; 12:26-31). … O nome atual de Rabá é ‘Ammân (note a semelhança com “Ammon”), a capital do reino da Jordânia. CBASD, vol. 1058.
Com alarido. Uma referência ao grito de guerra do exército adversário, o que intensificava o horror da cena de carnificina (ver com. de Jó 39:25). CBASD, vol. 1058.
15 Para o cativeiro. No caso de Israel, o cativeiro foi concebido para realizar uma reforma. Para as nações pagas julgadas por Deus, o cativeiro marcaria o fim da graça. CBASD, vol. 1058.
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AMÓS 1 – No tempo de Amós, Israel vivia em grande prosperidade, mas também em profunda corrupção moral e idolatria desenfreada.
Seu ministério profético “se desenrolou na parte final do reinado do próspero e idólatra Jeroboão II (c.793-753 a.C.), quando em Judá reinava Azarias (Uzias) (c.792-740 a.C.). Portanto, o tempo de Amós seria aproximadamente 765-750 a.C. Foi uma época de prosperidade econômica e padrão de vida luxuoso, de corrupção moral e irrefreada idolatria. Amós dirigiu sua ardente oratória contra esses pecados”, contextualiza Merrill Unger.
Em meio ao luxo e ao conforto, muitos esquecem os princípios de justiça e integridade que deveriam guiar suas ações na vida diária. Enquanto refletirmos sobre os desafios dos nossos dias, somos chamados a redescobrir esses princípios essenciais para reconstruir uma sociedade mais justa e compassiva.
Enquanto avançarmos nas páginas do livro de Amós, assimile estes princípios:
• Estude e compreenda os erros do passado para evitar repeti-los, utilizando a sabedoria histórica para guiar suas ações presentes e futuras.
• Mantenha a honestidade e a ética em suas ações e decisões, independentemente da prosperidade econômica ao teu redor.
• Independentemente de tua posição ou sucesso econômico, permaneça humilde e ciente das necessidades dos outros.
• Mantenha padrões morais elevados e encoraje outros a fazer o mesmo, combatendo a decadência moral da sociedade.
• Encontre equilíbrio entre a prosperidade material e a espiritualidade genuína, evitando a hipocrisia religiosa.
• Mantenha-se fiel a princípios éticos sólidos, independentemente das circunstâncias externas.
• Tenha coragem de opor-se a práticas corruptas e imorais, mesmo que sejam comuns na sociedade.
• Cultive uma vida espiritual ou de fé que inspire a prática do bem e da justiça.
• Mostre compreensão e apoio, especialmente aos que sofrem injustiças.
• Fale contra os males e a corrupção, ainda que seja impopular ou arriscado, como fez Amós em sua época.
Amós 1:2 introduz seu livro, fornecendo uma imagem poderosa e vívida da Palavra de Deus. Nele temos:
• Declaração do profeta: “O Senhor ruge de Sião e troveja de Jerusalém” – Iminência do julgamento.
• Consequências do bramido divino: “Secam-se as pastagens dos pastores e murcha o topo do Carmelo” – Resultados da desobediência.
Amós 1:1 a 2:16 revela o julgamento de Israel e das nações vizinhas. A lição é clara: Deus encara nossa realidade com muita seriedade, também precisamos encará-la assim! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: JOEL 3 – Primeiro leia a Bíblia
JOEL 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1242 palavras
1. Mudarei a sorte.A descrição do retorno é em termos de como as promessas de Deus haveriam de ser cumpridas se a nação de Israel tivesse cooperado com o Senhor (ver p. 14-17; ver com. de Ez 37:1). A prosperidade de Israel teria provocado a inimizade das nações, que aqui são representadas como reunidas por Deus no vale de Josafá. A previsão é um paralelo a Ezequiel 38, em que Gogue e seu exército são representados como opositores a Jerusalém, e ali são julgados (ver Zc 14:1-3). A aplicação desta profecia para o futuro deve ser feita de acordo com a revelação do NT (ver com. de Ez 38:1; ver p. 17). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1047.
2. Entrarei em juízo. O povo de Israel, reavivado espiritualmente, em cooperação com o plano de Deus, teria o favor e a proteção dos céus. As bênçãos prometidas na época do êxodo (Dt 28:1-14) teriam encontrado cumprimento tardio. A nação judaica teria se tornado uma maravilha de prosperidade e teria convertido multidões ao verdadeiro Deus. A medida que os números aumentassem, Israel teria ampliado suas fronteiras até abraçar o mundo (ver MDC, 290). Naturalmente, tal programa acirraria a ira das nações pagas. Sob a liderança de Satanás, essas nações se uniriam para acabar com o estado de prosperidade, e Deus interviria (ver p. 16, 17). Com o fracasso dos judeus, é preciso olhar para o cumprimento dessas previsões, em princípio, na igreja (ver com. de Ez 38:1). O conflito aqui descrito tomará a natureza de uma tentativa desesperada de Satanás, na última hora da Terra, de tentar destruir a verdadeira igreja de Deus. “Do mesmo modo que ele [Satanás] influenciou as nações pagas para destruírem Israel, no futuro próximo, ele agitará os ímpios poderes da Terra para destruir o povo de Deus” (T9, 231; cf. T5, 524; GC, 656; T6, 18, 19, 395). Mais uma vez Deus intervirá em favor do Seu povo, e na segunda vinda de Cristo destruirá os ímpios (Ap 19:19-21), e mil anos depois os aniquilará (Ap 20:9-15). CBASD, vol. 4, p. 1048.
4. Que tendes vós comigo. Literalmente, “o que vós sois para Mim?” Deus Se identifica com Seu povo (ver Mt 10:40; 25:40,45). CBASD, vol. 4, p. 1048.
5. Levastes a Minha prata. Deus considerava a riqueza de Israel como Sua. CBASD, vol. 4, p. 1048.
6. Vendestes. Os fenícios e os filisteus eram famosos negociantes de escravos (ver Ez 27:13). CBASD, vol. 4, p. 1048.
Para os apartar. Aqui se expressa o resultado. Devido ao tráfico de escravos efetuado pelos fenícios e filisteus, em primeiro lugar para obter lucro, os judeus haviam se dispersado amplamente como povo. CBASD, vol. 4, p. 1048.
8. Sabeus. Um povo que vivia a sudoeste da Arábia e era notável pelas atividades comerciais. CBASD, vol. 4, p. 1048.
9. Entre as nações. Os v. 9 a 17 retornam ao tema do v. 2. O assunto é expandido e graficamente retratado. Como observado nos comentários sobre o v. 2, a descrição de um conflito literal é em termos de como os eventos teriam evoluído se a nação de Israel tivesse cumprido a missão dada por Deus. A aplicação para os últimos dias deve ser feita em termos de informações dadas por escritores inspirados, depois que mostraram como os eventos que poderiam ter tido um cumprimento literal em Israel, se cumpririam com respeito ao Israel espiritual (ver com. do v. 2; ver p. 21-23). CBASD, vol. 4, p. 1048, 1049.
Suscitai.Os ímpios serão suscitados outra vez no final do milênio, quando Satanás “faz do fraco forte, e a todos inspira com seu próprio espírito e energia” para atacar a nova Jerusalém (ver GC, 663; ver com. de Is 24:22). Comentaristas adventistas geralmente têm visto nesta profecia uma predição não só de eventos dramáticos associados com o grande Dia do Senhor, mas também de atividades militares internacionais nos dias finais da história. A retirada gradual do Espírito de Deus nestes últimos dias deixa o caminho aberto para um aumento correspondente de atividade satânica planejada para levar as pessoas a destruírem umas às outras. Esse processo atingirá seu clímax pouco antes da vinda do Filho do Homem sobre as nuvens do céu. CBASD, vol. 4, p. 1048.
10. Relhas de arado. As forças econômicas e industriais das nações serão empregadas para fins bélicos. CBASD, vol. 4, p. 1049.
Joel 3:12: “Levantem-se as nações e sigam para o vale de Josafá; porque ali Me assentarei para julgar as nações em redor” (ARA).
13. Está madura a seara. Aparentemente, duas figuras são usadas para descrever o julgamento das nações: (1) a colheita da safra de grãos e (2) a reunião da colheita e a pisagem das uvas. CBASD, vol. 4, p. 1049.
Lagar. Do heb. yeqavim, “prensa das uvas”. CBASD, vol. 4, p. 1049.
14. Decisão. Deve-se notar … que “a decisão” aqui mencionada se refere à de Yahweh como juiz (ver com. dos v. 2, 12), e não a dos povos que estão sendo julgados. Em outras palavras, seu destino já está decidido. Agora é “o Dia do Senhor” (ver com. de Is 13:6). A LXX traz vale da “punição”, ou “vingança”. … A expressão “vale da decisão”, frequentemente tem sido utilizada para descrever multidões da Terra, cujo destino está em jogo. Embora as palavras possam ser aplicadas desta forma, deve-se lembrar que esta não é a aplicação original do texto, o que pretendia a revelação divina. CBASD, vol. 4, p. 1049.
Aqui, “Decisão” … refere-se à decisão ou decreto judicial do Juiz Celestial. O vale é visto agora como lugar em que aquele decreto será executado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
“Multidões, multidões no Vale do Julgamento [Judgment. tb: Sentença, Juízo]! O dia do Senhor está próximo, quando Ele decidirá o destino das nações.” Joel 3:14 na versão Clear Word.
Joel 3:12: “Levantem-se as nações e sigam para o vale de Josafá; porque ali Me assentarei para julgar as nações em redor” (ARA).
Joel descreveu multidões esperando no “vale da decisão” (o vale do julgamento dos versículos 2 e 12). Milhares de pessoas viveram na Terra, e cada uma delas – morta, viva, e ainda que nascerá – vai enfrentar o julgamento. Olhe a sua volta. Veja seus amigos, aqueles com quem você trabalha e vive. Eles receberam o perdão de Deus? Eles foram avisados sobre as consequências do pecado? Se entendemos a severidade do julgamento final de Deus, desejaremos levar a oferta de Deus de esperança para aqueles que conhecemos. Life Application Study Bible Kigsway.
15. O sol e a lua se escurecem. Sobre os sinais físicos que acompanharão o Dia do Senhor, ver com. de Jl 2:10; cf. PE, 41. CBASD, vol. 4, p. 1049.
17. Não passarão mais por ela. Isto é, com maus desígnios. Estrangeiros que se uniram ao Senhor eram naturalmente bem vindos (Is 56:6). O desígnio de Deus era que “toda a carne” iria perante Ele regularmente para adorar (Is 66:23). A imagem é a de Jerusalém como poderia ter sido (ver com. de Is 65:17). Quando a nova Jerusalém descer do Céu (Ap 21:2), Satanás e o vasto exército aliado a ele procurarão invadir a cidade santa, mas eles serão destruídos nessa tentativa (Ap 20:9). CBASD, vol. 4, p. 1050.
18. E há de ser. Os v. 18 a 21 descrevem as condições que se seguiriam ao juízo contra os inimigos de Jerusalém se Israel tivesse sido fiel (a descrição é paralela à de Ez 40-48; Zc 14). Em última análise, ocorreria a renovação completa da Terra (ver com. de Is 65:17; Ez 38:1; 40:1; ver p. 16, 17). CBASD, vol. 4, p. 1050.
20. Para sempre. A residência anterior em Canaã, embora planejada para ser permanente, foi interrompida por causa da falha do povo em cooperar com o programa divino. O povo devia construir casas, porém os estrangeiros não habitariam nelas. Era-lhes oferecida outra vez a promessa de permanência (ver com. de Is 65:21). Se a disciplina do cativeiro tivesse alcançado seu objetivo, e os exilados que retornaram continuassem a cumprir o propósito divino, sua morada haveria sido permanente. CBASD, vol. 4, p. 1050.
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JOEL 3 – Vivemos numa era sem precedentes na história cristã, onde o acesso a Bíblia e a materiais teológicos é mais fácil e abundante do que nunca. Bíblias de estudo, comentários, artigos acadêmicos, vídeos e podcasts estão disponíveis a um clique de distância. No entanto, paradoxalmente, nunca o conhecimento das Escrituras e a profundidade da prática religiosa diária foram tão superficiais.
O fenômeno do analfabetismo bíblico em meio à abundância de recursos teológicos pode ser dos seguintes fatores:
• Excesso de informação pode causar uma sobrecarga cognitiva, levando os cristãos a consumir informações superficialmente, sem reflexão profunda e sem aplicação prática.
• O uso da fé como produto de consumo seguindo a filosofia materialista que busca bens materiais que satisfaçam desejos imediatos e conveniências pessoais, em vez de renúncia do eu e dos desejos carnais para viver um profundo e transformador compromisso com os ensinamentos das Escrituras.
• O aprendizado bíblico profundo é geralmente substituído por programas superficiais de igrejas que priorizam o “louvorzão” e não incentivam estudo, reflexão e aplicação prática das Escrituras.
• A sociedade contemporânea, marcada pelo imediatismo e superficialidade, influencia a forma como os cristãos se relacionam com Deus e Sua Palavra; por isso, não há dedicação e reverência necessária para um verdadeiro crescimento espiritual.
Para enfrentar a superficialidade religiosa atual, precisamos de pregadores corajosos como Joel que leve sua audiência a:
1. Reconhecer a tenebrosa situação atual (Joel 3:1-8): Assim como Deus chama nações ao julgamento, devemos chamar as pessoas ao arrependimento e à reflexão de nossa superficialidade espiritual.
2. Retorno à dependência de Deus (Joel 3:9-16): Assim como Joel convoca o povo para a guerra e à dependência de Deus para a vitória, os cristãos devem retornar a uma dependência genuína de Deus, reconhecendo que não devemos permanecer indecisos, pois o Senhor logo vem.
3. Reviver a espiritualidade bíblica (Joel 3:17-21): Joel fala de um futuro de abundância e bênçãos ao povo de Deus – aos que Lhe submetem como único Senhor; para isso, é necessário:
• Investir em discipulado que encorajem a meditação, reflexão e aplicação das Escrituras na vida diária.
• Promover encontros de adoração, fortalecendo a fé e o conhecimento bíblico de forma prática e vivencial.
• Desenvolver educação teológica contextualizada, para todas as pessoas e idades.
Este é o caminho do reavivamento! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JOEL 2 – Primeiro leia a Bíblia
JOEL 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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2195 palavras
1. Tocai. Os v. 1 a 11 dão uma descrição mais detalhada do desastre causado pelos “gafanhotos” (ver com. de Jl 1:4) e do surgimento da praga (Jl 2:4). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1041.
Trombeta. Do heb. shofar, um instrumento feito de chifre de carneiro e usado para anúncios e convocações (ver vol. 3, p. 23,24). CBASD, vol. 4, p. 1041.
Sião. Este nome se aplica tanto a Jerusalém como à montanha sobre a qual a cidade se situava (ver com. do SI 48:2). CBASD, vol. 4, p. 1041.
Dia do SENHOR. Em vista do fato de o grande dia do Senhor se apressar em ritmo acelerado e de que poucos, mas preciosos momentos de provação permanecem, cabe ao povo de Deus despertar da letargia espiritual e buscar o arrependimento e a humilhação. Há muitos em Sião satisfeitos com suas conquistas espirituais. Eles se sentem “ricos” de bens, e “de nada sentem falta” (cf. Ap 3:17). Outros, que sentem necessidade, ou são muito letárgicos para efetuar uma mudança, ou então esperam que a falta seja suprida no tempo da chuva serôdia (ver TM, 507). Toda essa necessidade é despertada pelo toque da trombeta do vigia de Sião. E, enquanto o dia da graça perdura, é hora de empreender um trabalho de profundo arrependimento para purificar a alma de toda imundície e permitir que a graça opere plenamente no coração (ver com. do v. 14). CBASD, vol. 4, p. 1041.
2. Dia de escuridade. A linguagem pode ser entendida tanto em sentido figurado, representando a angústia e o desespero, ou literalmente, referindo-se à escuridão causada pela praga de gafanhotos, semelhante à que caíra sobre o Egito (Êx 10:15). … Um escurecimento real do sol é mencionado em Joel 2:31. CBASD, vol. 4, p. 1041.
5. Chamas de fogo que devoram. Este foi o barulho feito pelos gafanhotos quando desceram e consumiram toda a erva verde. CBASD, vol. 4, p. 1041.
7. Homens de guerra. Os gafanhotos são comparados a um exército bem disciplinado que supera todos os obstáculos (ver Pv 30:27). CBASD, vol. 4, p. 1042.
8. Não empurram. Literalmente, “e eles não se aglomeram”. CBASD, vol. 4, p. 1042.
9. Pelas janelas. As janelas das casas antigas não tinham vidraças e, portanto, não havia impedimento para a invasão dos gafanhotos. CBASD, vol. 4, p. 1042.
10. Treme a terra. Este versículo deve ser entendido em conexão com o v. 11. Ele descreve os fenômenos físicos que acompanham o Dia do Senhor. As condições aqui descritas não poderiam ter sido produzidas pelo exército de gafanhotos, a menos que a linguagem fosse altamente hiperbólica. A vivida descrição da invasão de insetos serviu apenas como uma ilustração dos julgamentos que cairiam sobre Judá no dia do Senhor (ver com. de Jl 1:4, 15). CBASD, vol. 4, p. 1042.
O sol e a lua. Comparar com Is 13:9-11; Am 8:9. Jesus mostrou como estes fenômenos físicos se manifestariam em conexão com o Dia do Senhor (Mt 24:29, 30). Joel concentrava sua atenção no grande Dia do Senhor, que poderia ter sido cumprido a respeito da nação de Israel (ver com. de Jl 1:4). Jesus mostrou como virá o grande dia do Senhor, e como o propósito de Deus está se cumprindo através da igreja (ver p. 21-23). CBASD, vol. 4, p. 1042.
11. Seu exército. A interpretação da praga de “gafanhotos” depende em parte da data que se atribui ao livro de Joel (ver p. 1035). Ao se presumir que o livro tenha sido escrito no tempo de Josias (2Rs 22; 23:1-30), é possível ver na vivida descrição da praga um presságio da invasão da Babilônia, da qual Ezequias já fora advertido (2Rs 20:16-18). Joel, então, teria sido contemporâneo de Habacuque e Sofonias, que também alertaram acerca da ameaça de invasão (Hc 1:6; Sf 1). A descrição de Sofonias do Dia do Senhor e sua exortação ao arrependimento são muito semelhantes às de Joel (ver Sf 1:14, 15; 2:1-3). CBASD, vol. 4, p. 1042.
12. Convertei-vos. Do heb. shuv, melhor, “voltar”, ou “retornar”. CBASD, vol. 4, p. 1042.
De todo vosso coração. Comparar com Dt 4:29; Jr 29:11-14. Apenas o arrependimento genuíno poderia evitar os ameaçadores castigos. CBASD, vol. 4, p. 1042.
13. Rasgai o vosso coração. Para um judeu, rasgar sua roupa era um sinal de grande tristeza. Isso significava que ele tinha sofrido alguma calamidade terrível (Gn 37:34; Lv 13:45, 2Cr 34:27; Jr 36:24). No entanto, como era possível a exibição de tais sinais exteriores de tristeza sem qualquer sentimento real íntimo, foi ordenado às pessoas que ao invés das roupas rasgassem o coração. CBASD, vol. 4, p. 1042.
E Se arrepende. Sobre o arrependimento de Deus, ver com. de Gn 6:6; 1Sm 15:11; ver também PP, 630. … A oração não muda a mente de Deus. Para Ele não há “variação, ou sombra de mudança” (Tg 1:17). Mas a oração muda o requerente (ver com. de Dn 10:13). Quando se cumprem as condições para que as orações sejam respondidas, Deus pode conceder ricas bênçãos. CBASD, vol. 4, p. 1042.
14. Quem sabe …? É Deus quem determina se a disciplina é necessária. 0 penitente pode ter a certeza de que, se apesar de sua mudança de coração, a disciplina vem, o castigo vai ser para o bem (ver Hb 12:5-11). Em vista do grande e terrível Dia do Senhor, prestes a irromper sobre um mundo condenado, o chamado de Joel ao arrependimento não diminui sua força (ver GC, 311; T6, 408, 409). O apelo tem uma dupla aplicação: para o mundano é um apelo para abandonar a loucura e o pecado e aceitar o Senhor Jesus Cristo, o único meio de salvação (At 4:12); para o professo religioso morno (Ap 3:16) é um apelo para despertar da letargia espiritual e ter a certeza da salvação (ver com. do v. 1). CBASD, vol. 4, p. 1043.
17. Pórtico … altar. O vestíbulo na entrada do templo (ver com. de 1Rs 6:3). O altar de bronze para holocaustos ficava no pátio em frente ao átrio (ver 2Cr 8:12; ver com. de 1Rs 8:64). O local de encontro era, portanto, exatamente na entrada do templo. CBASD, vol. 4, p. 1043.
18. Então, o SENHOR. As promessas eram condicionais e, como os israelitas nunca responderam ao apelo de Joel de todo o coração, aquelas promessas nunca se cumpriram para eles. No entanto, certas características das promessas seriam cumpridas, em princípio, em relação ao novo Israel (ver p. 21-23).
CBASD, vol. 4, p. 1043.
20. O exército que vem do Norte. Aqui, o norte, obviamente, é mencionado porque muitos dos inimigos de Judá entraram na Palestina pelo norte. A invasão de gafanhotos, embora provavelmente real, era também, presumivelmente, uma figura da invasão de exércitos hostis (ver com. de Jl 1:4). Alguns que defendem uma data mais antiga para Joel (ver p. 7) vêem aqui uma referência aos assírios. Aqueles que defendem uma data no tempo de Josias veem uma referência aos babilônios (ver Jr 1:14; 4:6). A devastação causada pelos babilônios poderia ter sido evitada mediante sincero arrependimento e reforma (ver p. 18). CBASD, vol. 4, p. 1043.
Mar oriental. O Mar Morto. CBASD, vol. 4, p. 1043.
Mar ocidental. Ou seja, o Mediterrâneo. CBASD, vol. 4, p. 1043.
O seu mau cheiro. Os corpos em decomposição dos enxames de gafanhotos exalavam um cheiro repugnante. CBASD, vol. 4, p. 1043.
21. Grandes coisas. Os gafanhotos efetuaram grande destruição; Deus operaria grandes coisas no livramento. CBASD, vol. 4, p. 1043.
22. Animais do campo. Os animais sofreram muito por falta de comida. Aqui, são chamados a se alegrar, porque os pastos e as árvores passaram a produzir abundante alimento. CBASD, vol. 4, p. 1043.
23. Regozijai-vos. Em sua imediata aplicação, este versículo se refere à restauração das chuvas adequadas. A chuva têmpora caía no outono e promovia a germinação dos grãos, enquanto a chuva serôdia caía na primavera e ajudava a colheita a amadurecer (ver vol. 2, p. 93). Em sua aplicação para ao novo Israel as chuvas representam o trabalho do Espírito Santo (TM, 506). CBASD, vol. 4, p. 1044.
Chuva. Do heb. geshem, frequentemente denota uma chuva violenta ou um aguaceiro. CBASD, vol. 4, p. 1044.
Temporã e a serôdia (ARA; NVI: “as de outono e as de primavera”). Na sua aplicação figurativa à igreja, a chuva [temporã] representa o início da efusão do Espírito Santo no dia de Pentecostes, enquanto a chuva serôdia representa o derramamento final do Espírito Santo, que produz “a maturação da colheita” (GC, 611; cf. AA, 54, 55). “A grande obra do evangelho não deverá encerrar-se com menor manifestação do poder de Deus do que a que assinalou o seu início” (GC, 611). As figuras das chuvas têmpora e serôdia se referem também à experiência cristã individual. “Assim é dado o Espírito Santo para levar avante, de um estágio para outro, o processo de crescimento espiritual. O amadurecimento do grão representa a terminação do trabalho da graça de Deus na alma” (TM, 506). A menos que a primeira chuva faça o seu trabalho, a chuva serôdia será ineficaz. Aqueles que desejam participar do “refrigério” devem “obter a vitória sobre toda tentação” (PE, 71). As figuras das chuvas têmpora e serôdia se referem também à experiência cristã individual. “Assim é dado o Espírito Santo para levar avante, de um estágio para outro, o processo de crescimento espiritual. O amadurecimento do grão representa a terminação do trabalho da graça de Deus na alma” (TM, 506). A menos que a primeira chuva faça o seu trabalho, a chuva serôdia será ineficaz. Aqueles que desejam participar do “refrigério” devem “obter a vitória sobre toda tentação” (PE, 71). A chuva serôdia dá “poder à grande voz do terceiro anjo” (PE, 86) e prepara “a igreja para a vinda do Filho do homem” (AA, 55). Prepara “os santos para estar de pé no período em que as sete últimas pragas serão derramadas” (PE, 86). Encoraja os sinceros a aceitar a verdade (PE, 271). CBASD, vol. 4, p. 1044, 1045.
24 – 27. Os v. 24 a 27 retratam os efeitos benéficos da chuva abundante sobre a terra seca e estéril. O v. 24 proporciona um notável contraste com Joel 1:10 a 12. CBASD, vol. 4, p. 1045.
[Nota: Eiras: pátios de secagem e tratamentos dos grãos; lagares: lugares de pisoteamento das uvas.]
25. Restituir-vos-eis os anos. Comparar com Jl 1:4. Assim também as recompensas futuras compensam amplamente todas as tristezas e provações da terra (ver Rm 8:18; PE, 17). CBASD, vol. 4, p. 1046.
26. Comereis abundantemente. Um contraste marcante com as condições anteriores (Jl 1:16, 17). CBASD, vol. 4, p. 1046.
27. Sabereis. As obras maravilhosas de Deus na restauração de Israel dariam evidência aos que haviam sido tentados a acreditar que Deus abandonara Seu povo, que Ele estava realmente trabalhando para o bem deles. Mesmo durante a praga, Deus demonstrara misericórdia para produzir um arrependimento e uma reforma tão necessários. CBASD, vol. 4, p. 1046.
28. Depois. A frase é indeterminada quanto ao tempo. Era plano de Deus doar ao estado restaurado de Israel as bênçãos espirituais aqui descritas (ver com. de Ez 39:29). Por causa da queda do povo e da consequente rejeição da nação judaica (ver p. 19, 20), as promessas não se cumpriram no Israel literal. Essas promessas foram transferidas para o Israel espiritual. Pedro identificou os acontecimentos no dia de Pentecostes como o cumprimento parcial da profecia de Joel (At 2:16-21). Em vez de “depois”, Pedro usou a expressão “nos últimos dias” (v. 17). CBASD, vol. 4, p. 1046.
Sobre toda a carne. Este pensamento se destaca pela enumeração das várias faixas etárias que participarão das bênçãos espirituais e também pelo fato de que escravo e livre receberiam o Espírito do mesmo modo. O contexto deixa claro que aqui se fala de algo mais além da recepção do Espírito que acompanha a conversão e opera a transformação da vida. Este derramamento especial do Espírito resulta na manifestação de dons sobrenaturais, como profecia. … Na igreja primitiva “a manifestação do Espírito” foi dada “a cada um visando a um fim proveitoso” (1Co 12:7). Vários dons estavam em evidência, como “a palavra de sabedoria”, “a palavra de conhecimento”, “fé”, cura”, “operação de milagres”, “profecia”, “discernimento de espíritos”, “uma variedade de línguas”, “e a capacidade de interpretá-las” (1 Co 12:8-10). Os acontecimentos do Pentecostes eram apenas um cumprimento parcial da previsão de Joel, que “atingirá seu pleno cumprimento na manifestação da graça divina que acompanhará a obra final do evangelho” (CC, ix). CBASD, vol. 4, p. 1046.
30. Prodígios. Sobre os fenômenos que acompanharão a segunda vinda de Cristo, ver Lc 21:25, 26; Ap 6:12-17; 16:17-21. CBASD, vol. 4, p. 1047.
31. Em trevas. Sobre o cumprimento dessa predição antes da segunda vinda de Cristo, ver com. de Mt 24:29; ver também GC, 308. CBASD, vol. 4, p. 1047.
32. Todo aquele que invocar. Era plano de Deus que, por extensas atividades missionárias, o remanescente de Israel levasse o conhecimento do verdadeiro Deus e de Sua salvação às nações que não O conheciam. Sua queda transferiu a tarefa para o novo Israel, a igreja (ver p. 21-23). CBASD, vol. 4, p. 1047.
Sobreviventes. Do heb. seridhim, da raiz saraày “fugir”, portanto, “fugitivos”, “sobreviventes”. A palavra é traduzida como “remanescente” somente aqui e em Isaías 1:9. A palavra mais comum para remanescente no AT vem da raiz sha’ary “sobrar”, “permanecer”. A última oração poderia ser traduzida como “haverá livramento para os sobreviventes, para aqueles a quem o Senhor chamar” (NVI). CBASD, vol. 4, p. 1047.
A terminologia aqui aponta para “os sobreviventes, para aqueles a quem o Senhor chamar.” (2:32b NVI). Israel foi chamado para ser o remanescente no contexto imediato da profecia, mas eles não se arrependeram e assim não experimentaram o reavivamento e a reforma prometidos. A profecia condicional não foi cumprida no tempo deles. Após a morte de Cristo e com o início da igreja primitiva a promessa foi estendida ao Israel espiritual. Durante o Pentecostes milhares responderam ao derramamento do Espírito Santo e ao testemunho de Pedro e dos primeiros apóstolos. Este foi o início da primeira chuva espiritual (temporã) (AA 54). … A profecia para o tempo final é tão condicional como a profecia foi ao antigo Israel. “E todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (2:32a NVI). “Todos os que consagram alma, corpo e espírito para Deus será receberão constantes novas dotações de poder físico e mental” (DTN, 287). Michael Hasel, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/09/11/.
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JOEL 2 – Considerando o contexto teológico de Joel, podemos extrair as seguintes aplicações:
• Os males deste mundo são sinais claros de que precisamos urgentemente alinhar nossa vida com a vontade divina.
• Neste mundo caótico, nossa verdadeira segurança não está na ausência de calamidades, mas na essência de um coração arrependido diante de Deus.
• O sofrimento ao nosso redor deve nos despertar para a fragilidade da vida e a urgência do arrependimento.
O sincretismo religioso da época do profeta Joel envolvia uma mistura de práticas e crenças pagãs com a adoração a Deus. Os religiosos da época não via mal nenhum nisso. Para eles, estava tudo certo. Esse fenômeno pode ser observado na cultura contemporânea de várias maneiras, onde a fé cristã frequentemente se mistura com influências culturais, tradições seculares e outras religiões. As pessoas muitas vezes incorporam práticas que não estão alinhadas com os verdadeiros ensinamentos bíblicos, resultando numa forma de adoração diluída e comprometida. Assim…
• Muitos cristãos atualmente misturam rituais pagãos com adoração, combinam práticas seculares com liderança eclesiástica e tradições culturais com sua fé. Isso pode incluir desde superstições até a adoção de filosofias que não se alinham com a Bíblia.
• A influência do materialismo e do secularismo tende a levar aos cristãos a priorizarem bens materiais e sucesso mundano sobre os valores espirituais, comprometendo o relacionamento deles com Deus.
• A sociedade contemporânea muitas vezes promove o relativismo moral, onde os padrões bíblicos de certo e errado são vistos como subjetivos e ajustáveis a preferências individuais, seja em casa, no trabalho e também na igreja – inclusive na adoração a Deus.
Joel 2 oferece uma mensagem poderosa de arrependimento e restauração que é extremamente relevante para os dias atuais:
• Deus promete restaurar aquilo que nosso afastamento da fé nos tirou; apesar das consequências de nossos erros, há esperança de renovação e restauração através da reconciliação com Deus (Joel 2:1-27).
• Deus convida Seu povo a experimentar um arrependimento genuíno e sincero. Isso equivale a reconhecer falhas e afastar-se das influências de grupos que diluíram as doutrinas bíblicas, e então retornar a um relacionamento autêntico com Deus (Joel 2:12-13).
• Deus promete enviar profusamente Seu Espírito Santo àqueles que viverem em plena dependência dEle, durante os eventos cataclísmicos dos últimos dias (Joel 2:28-32).
Portanto, vamos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JOEL 1 – Primeiro leia a Bíblia
JOEL 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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