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ECLESIASTES 7 – Cada capítulo da Bíblia é uma descoberta, cada versículo é uma surpresa, e seguir um estudo sistemático torna-se uma jornada espiritual inesquecível. De forma contundente, “para Eclesiastes, tudo o que não tem valor eterno não tem valor real. Tudo neste mundo é efêmero e, portanto, em última análise, inútil”, diz Duane Garrett.
Somos desprovidos de discernimento, carecemos do verdadeiro conhecimento, precisamos da pura sabedoria, e… em Eclesiastes 7, Salomão nos toma pela mão e nos leva a uma profunda reflexão. Aqui, “Eclesiastes compara… a sabedoria com a riqueza e considera a sabedoria melhor porque ela não desaparece nos tempos difíceis”. Indo na contramão de nossa própria concepção, “o sábio entende que tanto a prosperidade quanto a adversidade vêm da mão de Deus e aceita a ambas”, considera Garrett.
Dos seus extraordinários versículos de Eclesiastes 7, podem ser considerados os seguintes pontos:
• A sabedoria divina é importante e está disponível a quem buscar a Deus e depender de Suas instruções.
• A complexidade e a imprevisibilidade da vida tornando-a paradoxal (considerando que a tristeza possa ser mais benéfica que a alegria, e morte mais relevante que o nascimento) requerem compreensão além da superficialidade.
• A filosofia bíblica é uma base sólida, um fundamento verdadeiro, para moldar e sustentar nossos pensamentos, os quais, sem a revelação divina não passam de areia movediça.
• A partir do conhecimento fornecido pelo Criador será possível construir sabiamente questões éticas e existenciais, ainda consideraremos a relevância dessas questões na sociedade contemporânea.
• A vida neste Planeta precisa ser pautada sobre a paciência e da perspectiva a longo prazo, a fim de não sucumbir diante das adversidades tomados por ansiedade. Precisamos manter a fé mesmo quando as circunstâncias forem desfavoráveis.
Aquelas pessoas que não permitem serem confrontadas com a sabedoria divina, vivem na superficialidade de suas ideias e concepções. Muitas acham que são boas e melhores que as demais pessoas. Porém, Eclesiastes 7:20 diz: “Todavia, não há um só justo na terra, ninguém que pratique o bem e nunca peque”. É certo que “mesmo os filhos de Deus, às vezes, cometem graves erros, como fizeram Abraão e Davi, mas a graça de Cristo lhes dará a vitória… ver 1Rs 8:46; Pv 20:9; Rm 3:23; 1Jo 1:8” (CBASD).
Precisamos da revelação de Deus! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ECLESIASTES 6 – Primeiro leia a Bíblia
ECLESIASTES 6 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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2. Riquezas, bens e honra. … A “honra”referida neste verso é a da glória e do esplendor materiais, como a que Deus concedeu a Salomão (1Rs 3:13; 2Cr 1:11, 12).
Alma. Ou seja, o próprio ser humano (ver Ec 2:24, 4:8).
O estranho. … Neste verso, a ênfase está sobre um homem que não terá herdeiro nascido de si para executar sua obra e perpetuar seu nome (comparar com a experiência de Abraão em Gn 15:2).
3 Cem filhos. … Ter muitos filhos era a esperança de todo judeu, pois eram considerados como uma rica bênção recebida do Senhor (Gn 24:60; Sl 127:3-5). … No entanto, compare o tamanho da família de Roboão (2Cr 11:21) com a de Acabe (2Rs 10:1).
Não tiver sepultura. Este é o ponto culminante de todos os males que podem sobrevir a uma pessoa. Não ser sepultado adequadamente era considerado como extremamente desonroso. Comparar com a ameaça de Davi a Golias (1Sm 17:46) e com a experiência de Jeoaquim (Jr 22:18, 19). Como os pagãos ao redor, os hebreus davam grande importância ao sepultamento com honra (ver Is 14:19, 20; Jr 16:4, 5).
Aborto. Uma criança que nasceu morta, que nunca viveu (ver Jó 3:16; Sl 58:8). Um filho natimorto não desfruta os prazeres da vida, porém não sofre com as dores e os desapontamentos.
4 Debalde vem o aborto. Aquele que nasce morto vem ao mundo sem nenhum propósito.
Trevas. O filho natimorto é imediatamente eliminado, sem ritos funerários nem cerimônias para lhe prestar honra, para guardá-lo na lembrança. ele permanece sem nome, sem registro.
5 Não viu o sol. Uma figura de linguagem em que o sol representa todas as experiências e os prazeres da vida (ver Jó 3:16; Sl 58:8).
6 Duas vezes mil anos. Ou, 2 mil anos. Se a pessoa rica vivesse duas vezes o que viveu Matusalém (ver Gn 5:27), mas obtivesse pouco ou nenhum prazer verdadeiro da vida, a longevidade seria de pouco proveito para ela. Sem saúde e felicidade, estender os anos é pouco vantajoso.
Não gozasse o bem. É melhor não ter nascido do que perder o supremo bem que Deus deseja para cada um de Seus filhos. A vida só vale a pena ser vivida se este supremo bem for compreendido.
Mesmo lugar. Os antigos judeus criam que todos os seres humanos, bons ou maus, iriam para um único lugar: a sepultura (Ec 3:20; ver com. de Pv 15:11).
7 Boca. Uma metáfora para a indulgência com os prazeres dos sentidos (Sl 128:2; Pv 16:26; Ec 2:24; 3:13).
Apetite. Do heb nefesh. A mesma palavra ocorre no v. 3 como “alma” e no v. 9 como “desejo”. A referência aqui é ao aspecto mais sensual do ser (ver Jó 12:11; Pv 16:26; Is 29:8). O sábio observa que a vida é gasta em contínuo trabalho a fim de satisfazer às exigências de um apetite insaciável, porém ser alcançar o bem supremo.
8 Que vantagem tem o sábio […]? … Como o tolo, o sábio se esforça para satisfazer os desejos do apetite.
Ou o pobre […]? … O pobre tem aprendido com a pobreza e as circunstâncias adversas a fazer o melhor com o que ele tem. O tolo, sem pensar em nada além dos seus desejos e apetites, constantemente se agita e se esforça para obter mais do que já tem. No entanto, o pobre e o tolo são semelhantes no sentido que nenhum deles consegue tudo o que quer.
9 Melhor é a vista dos olhos do que o olhar ocioso da cobiça. É melhor restar contente com o que se tem em mãos do que estar sempre desejando o que não tem. Os olhos do tolo estão sempre nos confins da terra.
Andar ocioso. Desejar intensamente aquilo que está além do alcance induz, com frequência, a crimes e violência.
10 Já se lhe deu o nome. Outro modo de se dizer o que está expresso em Eclesiastes 1:9: “Nada há, pois, novo debaixo do sol.
É o homem. Não importa de que se trate, é um ser humano como os outros. A palavra hebraica utilizada aqui para “homem”é ‘adam, que descreve um ser humano tomado do pó, ‘adamah (ver com. de Gn 1:26; Nm 24:3). As pessoas mais eminentes são mortais, destinadas a voltar ao pó (Ec 12:7).
11 Coisas. De preferência, “palavras”, o sentido básico da palavra hebraica traduzida neste verso. As pessoas são propensas a falar e reclamar, mas a superabundância de palavras não melhora nenhuma situação. É mais vantajoso que a pessoa aprenda a confiar no seu Criador (Is 45:11-18; At 17:24-31).
Que aproveita isto ao homem? … Muitas palavras e vãs especulações contribuem pouco para a solução dos problemas da vida.
12 O que é bom. Ou seja, as coisas na vida pelas quais vale a pena viver. Como o ser humano não pode descobrir por si mesmo o bem fundamental da vida, ele deve reconhecer a futilidade de reclamar e discutir com Deus. Esta pergunta antecipa uma resposta negativa.
Sombra. O ser humano é comparado a uma sombra passageira, presente por um breve momento e depois se vai (ver 1Cr 29:15; Jó 8:9; Sl 102:11; 144:4; cf. Tg 4:14).
O que será. As pessoas não podem revelar o futuro. Sua vida é apenas um momento entre duas eternidades. As coisas terrenas são transitórias; as coisas invisíveis são eternas e estão nas mãos de Deus (ver 2Co 4:17, 18).
Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.
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ECLESIASTES 6 – Este capítulo é uma obra rica em reflexões sobre a vida, a sabedoria e o propósito humano. Contém temas que tratam de diversos aspectos da existência:
• Posses materiais e riquezas não passam de meras futilidades; são bugigangas que iludem aos sofredores neste mundo de aflições (Eclesiastes 6:1-2). É ironia ter riquezas e não poder desfrutá-las plenamente, tanto quanto é loucura trabalhar de forma insana para depois usar os recursos para tratar doenças resultantes do trabalho.
• Por mais intensa e extensa que seja a vida, se não houver satisfação e verdadeiro contentamento, será pior que ter sido abortada. A insatisfação é insaciável sem intimidade com o Criador; o pecador morre como qualquer animal (Eclesiastes 6:3-6).
• O trabalhador incansável com uma família grande, porém desprovido de verdadeiro contentamento, passará pela vida como se não tivesse vivido (Eclesiastes 6:7-9). O contentamento, independente das circunstâncias, só se obtém com investimento no relacionamento com Deus.
• A ignorância da humanidade é confrontada pelo estudo correto da Palavra de Deus. As perguntas retóricas servem para nos colocar em nosso lugar e nos fazer reconhecer nossa tremenda necessidade e carência de Deus como prioridade em nossa existência (Eclesiastes 6:10-12).
Eclesiastes 6 destaca a efemeridade da vida e dos bens materiais, enfatizando que a verdadeira realização não pode ser encontrada em coisas de valor meramente terreno. Salomão salienta a importância de encontrar contentamento na vida, reconhecendo que a verdadeira sabedoria para aproveitar bem os anos vem de Deus, o Autor da vida.
Eclesiastes 6 também aborda a questão da ambição, da cobiça que domina nosso coração. Nossa filosofia é: Quanto mais tem, mais quer. Somos naturalmente insaciáveis. Leroy Froom reconhece que…
“A cobiça é um dos inimigos mais terríveis do ser humano”. Ao analisar esse tema, ele afirma que “a maldição das riquezas trouxe mais sofrimento à raça humana do que talvez qualquer outra coisa. Ela inspirou os atos mais baixos da história. Impérios foram destruídos, nações arruinadas, continentes mergulharam em guerras mais devastadoras e pessoas se envolveram em disputas amargas, não por causa da pobreza extrema, mas do abuso injusto do dinheiro”.
Em outras palavras, qualquer coisa que substituir o lugar de Deus em nossa vida, só promoverá terríveis desgraças! Isso está comprovado. Então, urgentemente devemos reavivar-nos em Sua Palavra! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: ECLESIASTES 5 – Primeiro leia a Bíblia
ECLESIASTES 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1. Guarda o pé… equivale à expressão coloquial “olhe por onde anda” e é usada aqui em sentido figurado (comparar com Gn 17:1; Sl 119:101)…
Sacrifícios de tolos… Aquele em cuja presença estão (v. 2), seus pensamentos se concentram em coisas terrenas, como resultado, suas palavras são imprudentes, precipitadas e demasiadas. Os que vão à igreja, inconscientes da presença de Deus, que continuamente pensam e conversam sobre assuntos triviais, são aqui classificados pelos sábios como “tolos”. A adoração deles é externa e formal.
Fazem mal. Ignorantes dos requerimentos espirituais, eles não rendem culto a Deus com sinceridade e inteligência (ver Jo 4:24). Pecam em sua ignorância voluntária e, como resultado, Deus não aceita seu culto nem suas ofertas.
2. Precipites… Palavras apressadas, descuidadas e precipitadas, seja em conversação, petição ou oração, são perigosas…
Diante de Deus. deus deve ser tratado com respeito reverente (ver 1Rs 8:43). Não se pode aproximar-se dEle como se aproxima de seres humanos.
8… Opressão. É comum a exploração por meio de governantes corrompidos. Sistemas políticos raramente beneficiam os pobres. O próprio Salomão era culpado de oprimir os pobres a fim de executar seus grandiosos planos (1Rs 12:4).
10. Ama o dinheiro. A vida devotada à aquisição de riquezas raramente é satisfeita com o que é acumulado…
Abundância. O avarento, não importa quanto aumentem suas posses, ele as julga insuficientes e deseja mais.
11. Também se multiplicam… Com o aumento da riqueza, o rico amplia seu círculo de relações. Ele é convidado a se divertir profusamente. Assessores, servos e dependentes se multiplicam e parentes pedem ajuda financeira.
Que mais proveito […]?… O acúmulo, investimento e a proteção da riqueza podem ser a causa de grande ansiedade e levar ao colapso nervoso. os ricos deste mundo não dispõe de passaporte para a imortalidade.
12. Trabalhador… Um dia de trabalho físico é uma preparação excelente para uma boa noite de repouso.
Não o deixa dormir. A responsabilidade de cuidar das riquezas geralmente acarreta problemas e rouba o descanso da pessoa, a ponto de prejudicar a saúde e ocasionar um colapso nervoso.
13… Para o próprio dano. Perda de sono devido à ansiedade sobre o investimento e a vigilância sobre a riqueza aflige com frequência o seu possuidor (ver v. 12)… Ficam também preocupados em pensar que seus herdeiros esbanjarão os frutos de seus árduos labores. Porém o caráter do possuidor é que sofre mais pelo acúmulo de riquezas (ver Pv 11:24; Lc 12: 16-21).
14. Má aventura. Melhor seria “uma aventura ruim” (RSV), ou seja, um mau investimento, ‘mau negócio” (NVI) que resulta em séria perda. A especulação imprudente pode acabar com as economias de toda uma vida do dia para a noite. É essencial o cuidado constante para que o negociante mantenha o capital e obtenha o lucro.
15… Nada poderá levar consigo. Somente a “riqueza” espiritual que a pessoa tiver acumulado na vida é que poderá ser levada para além do túmulo (ver Jo 3: 36; cf Ap 22:14). O caráter é o único tesouro que se pode levar deste mundo para o mundo futuro (PJ, 332).
16… Trabalhado para o vento. Esta é uma figura que denota absoluta futilidade (ver Jó 15:2; Pv 11:29). O vento é insubstancial, invisível e não pode ser agarrado e segurado. Assim são os bens deste mundo.
17. Nas trevas comeu. Uma metáfora que descreve o fato de que uma pessoa que vive exclusivamente para acumular riquezas materiais nunca alcança a satisfação que espera. Contrasta com a perspectiva de alguém cuja esperança está nas coisas eternas (Mq 7:8), que suporta os desconfortos materiais do presente mundo com vistas a realidades que são vistas apenas com os olhos da fé (Hb 11:27).
18. Eu vi. Nos v. 12 a 17, Salomão demonstrou claramente a loucura de acumular bens para benefício próprio. Então, a partir do cenário de sua própria experiência, ele observa que a riqueza tem valor somente quando é empregada para suprir as necessidades e alegrias da vida.
19. Comer. Aqui é utilizado no sentido figurado de empregar as “riquezas e bens” em lugar de acumulá-los (ver v. 13).
Dom de Deus. a habilidade de adquirir riquezas vem de Deus (Dt 8:18; Tg 1:16, 17). Todas as faculdades que o ser humano possui são dons de Deus. Tudo que se adquiriu em virtude destas habilidades deve ser motivo de gratidão a Deus.
Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.
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ECLESIASTES 5 – A festa dos tabernáculos duravam 7 dias no Antigo Testamento; cujo objetivo era comemorar a peregrinação dos israelitas no deserto após a libertação egípcia. Vivendo em cabanas, os judeus relembravam a proteção de Deus e a dependência dEle durante a jornada no deserto.
Nós fomos libertos da escravidão do pecado não por meio de Moisés, mas através do Messias. Estamos numa jornada árida neste mundo aguardando adentrar à “Canaã Celestial” (João 14:1-3). Sendo que Eclesiastes era lido durante a festa dos tabernáculos, devemos considerar seus ensinamentos; pois, em breve Jesus nos levará para a maior de todas as festas (Apocalipse 7:9).
Eclesiastes 5 oferece paralelos simbólicos com os temas da festa dos tabernáculos, ambos destacam a transitoriedade da vida e a importância de depender de Deus em vez de confiar nas riquezas materiais ou nas realizações humanas.
O instinto religioso do ser humano é importante, mas pode ser manipulado, a religiosidade pode ser adulterada e a espiritualidade pode ficar comprometida; por exemplo, “a religiosidade pode impedir as pessoas de perceber a necessidade da salvação como dom gratuito da graça de Deus. Além disso, a religiosidade humana talvez seja apenas uma manifestação exterior sem nenhuma solidez interna. Como em qualquer outra área humana, a vaidade também pode se infiltrar na vida religiosa até mesmo com mais profundidade. Portanto, no capítulo 5, Salomão apresenta alguns conselhos para o leitor se precaver contra o formalismo e a exterioridade no relacionamento com o Criador”, analisa William MacDonald.
Alegar crer em Deus mas confiar nas realizações humanas e nos bens materiais é hipocrisia. Segundo Merril Unger, Eclesiastes 5 apresenta o desenvolvimento do tema do vazio da vida em vista da insinceridade religiosa e da riqueza. Isso porque o mesmo orgulho que um rico pode ter de suas riquezas, pode ser do religioso que exibe sua opulenta espiritualidade.
A hipocrisia no relacionamento com Deus (Eclesiastes 5:1-8), nas relações sociais e econômicas (Eclesiastes 5:8-14), a ilusão de confiar nas posses materiais (Eclesiastes 5:15-20) precisam ser libertas pela sincera busca por Deus.
As fragilidades das cabanas na festa dos tabernáculos deveriam ensinar a necessidade de total dependência de Deus para tudo e a integração dos fieis na jornada da vida; deste modo, precisamos hoje destas mesmas lições de vida! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ECLESIASTES 4 – Primeiro leia a Bíblia
ECLESIASTES 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1 … Opressões. Do heb. ‘ashuquim, de uma raiz que significa “oprimir”, “ser injusto com”, “extorquir”. Está relacionada a uma palavra árabe que significa “rudeza” ou “injustiça”. Salomão se refere aos padecimentos dos fracos e pobres através da história (ver Jó 35:9; Am 3:9; cf 1Sm 12:4)…
Consolasse… O coração aflito anseia por palavras de consolo de alguém que o compreenda, e sua angústia se aprofunda quando ninguém o conforta (ver Sl 69:20; Lm 1:2).
2 … Mais do que os que ainda vivem. Comparar com Jó 3:13 e as palavras de Cristo referentes a Judas (Mt 26:24). Em certas más circunstâncias, e a partir de determinados pontos de vista, poderia ser melhor estar morto do que continuar a viver. É deste ponto de vista que Salomão escreve. Ele representa um estado de espírito despertado pelas desigualdades e maldades que resultaram de milhares de anos de pecado. Hoje, mais do que no passado, homens e mulheres sentem a futilidade da vida.
3. Mais […] feliz. Mediante a fé em Deus e firme confiança no salvador (Mt 11:28) se enfrenta melhor o pessimismo, que procede do diabo (comparar com a calma confiança de Paulo, em Rm 5:1).
4… Inveja. A rivalidade desperta inveja e amargura à medida que se intensifica a competição. O princípio aqui apresentado se aplica a condições de trabalho, rivalidade nos negócios, questões internacionais e relacionamentos pessoais.
Correr atrás do vento. Uma figura de linguagem que descreve a futilidade do sucesso mundano como garantia de felicidade.
6… Punhado de descanso. Literalmente, “completar a mão com serenidade”. O hebraico indica uma mão em concha.Sem dúvida, “serenidade” aqui se refere à paz mental…
Cheias de trabalho. Atividade intensa, uma agitação nervosa no empenho de realizar muito cada dia a fim de obter a recompensa máxima. Uma vida plena e feliz não depende de abundância de coisas desta vida.
7. Considerei outra vaidade. Salomão se refere a outro fenômeno da vida: a avareza.
8. Um homem sem ninguém. A descrição é de uma pessoa solitária, sem amigos ou pessoas próximas…
Não tem filho nem irmã. Um quadro patético de solidão, com pouco incentivo para estimular alguém em seus esforços. Trabalhar para prover as necessidades de pessoas amadas é uma tarefa nobre e traz satisfação…
Não se fartam de riquezas. Quanto mais se acumula, mais se deseja. A aquisição de riqueza se torna uma obsessão para o avarento (ver Pv27:20). Poucas pessoas estão contentes com sua sorte.
Nego à minha alma… É uma virtude cristã ser laborioso, porém, plenamente satisfeito sob a mão de Deus (Rm 12:11; Ef 4:28; 1Tm 6:8; Hb 13:5). A indolência é reprovável em um cristão (Pv 12:24; Ec 10:18)…
11. Se dois dormirem juntos. O v. 10 trata de auxílio e apoio na dificuldade; o v. 11, de conforto. Neste verso, Salomão se refere ao calor do dia seguido pelo frio da noite e a pobreza de uma pessoa comum, cuja única roupa de cama com frequência se consistia somente de sua vestimenta externa (ver Êx 22:26, 27).
12. Se alguém quiser prevalecer. Aqui são enfatizadas as bênçãos da ajuda e da proteção. A mesma verdade se expressa no aforismo: “a união faz a força”.
Cordão de três dobras. Separadamente, três pedaços de corda podem se romper com facilidade, mas quando trançado em uma corda, é muito difícil rompê-las. Alguns comentaristas têm exagerado ao tentar explicar este verso. Eles pretendem ver aqui uma alusão à Trindade; citam incidentes como o amor e companheirismo entre Lázaro e suas irmãs Marta e Maria; e também a Cristo, quando escolheu três discípulos para acompanhá-Lo ao jardim do Getsêmani. Tais exegeses fantasiosas devem ser evitadas.
13… E insensato. Seria melhor “mas insensato”.
14. Saia do cárcere… O significado é que um jovem pode vencer as desvantagens que enfrenta e, se for sábio e dócil para o ensino, se tornará um sucesso na vida. Ele poderá até mesmo ocupar os postos mais elevados da nação (ver 1Rs 11: 26-28).
15… O jovem sucessor. Este verso pode se referir ao entusiasmo que acompanha a ascenção do novo governante ao ocupar o lugar do que foi deposto.
16… Tampouco […] se hão de regozijar nele. A aclamação pública de hoje pode se transformar em condenação pública amanhã. José, no Egito, ilustra a inconstância da recompensa do mundo (Êx 1:8).
Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.
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ECLESIASTES 4 – O livro de Eclesiastes era lido durante a festa dos tabernáculos, também conhecida como Sucot – uma das festas judaicas mais importantes. Devido a possuir uma mensagem com tom reflexivo e filosófico sobre a vida, incluindo questões sobre a existência, o propósito da vida e a inevitabilidade da morte, este livro mantém sua relevância.
A festa dos tabernáculos era celebrada no outono e tem ligação com a colheita. Durante essa festa, os judeus construíam tendas temporárias para relembrar a peregrinação de Israel pelo deserto após a libertação do Egito. O outono é uma época de transição, quando os grãos e frutos estão sendo recolhidos e as pessoas se preparam para os meses de inverno. É um momento em que as pessoas são motivadas a refletir sobre a natureza passageira da vida e a efemeridade das coisas materiais.
Eclesiastes oferece uma perspectiva sobre a importância de aproveitar a vida e encontrar significado, mesmo em meio aos invernos da existência, como a inevitabilidade da morte. No capítulo 4, seguindo a estrutura de Merril Unger, tendo em vista as desigualdades da vida, o sábio rei Salomão…
• …Reflete no desatino de desperdiçar a vida em inveja e mesquinhez (versos 1-6). Durante as festas de tabernáculo, é importante lembrar da gratidão e da partilha. Refletir sobre o desperdício da vida em inveja e mesquinhez destaca a necessidade de valorizar as bênçãos recebidas com a colheita, promovendo uma atitude de gratidão – o que está alinhado com o espírito dessa festa.
• …Analisa a riqueza do avarento como um pobre substituto da companhia humana (versos 7-12). Durante a festa dos tabernáculo, as pessoas viviam juntas, promovendo amizade e união entre os fieis, deixando claro que a verdadeira riqueza está nas relações e no apoio mútuo, não no acúmulo de bens materiais.
• …Medita na efemeridade da fama e do poder régios (versos 13-16). Durante a festa, as pessoas viviam em cabanas simples, lembrando da dependência de Deus em vez de confiar na habilidade e destreza humana – a transitoriedade da fama e do poder está alinhada com a atitude de reverência e temor a Deus celebrada durante a festa.
Nós cristãos, que aguardamos o cumprimento profético da festa dos tabernáculos (Zacarias 14:16-19; Apocalipse 7:9), devemos praticar os princípios de Eclesiastes 4! Então, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.