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Texto bíblico: ZACARIAS 2 – Primeiro leia a Bíblia
ZACARIAS 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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451 palavras
1 Vi, e eis um homem. A terceira visão mostra o triunfo do plano de Deus. A gloriosa perspectiva apresentada neste versículo teria sido realizada por Israel se o povo tivesse cooperado com o plano celestial. O homem com o cordel de medir não é identificado, e isto não é necessário para que se compreenda a visão.
2 Medir Jerusalém. O ato simbólico garantiu que Jerusalém seria reconstruída.
6 Fugi. Ver Jr 51:6, 45. Este foi um novo chamado àqueles judeus que não haviam retornado a Jerusalém no decreto de Ciro (Ed 1:1-4) para ir a Sião a fim de “fugir” dos tempos angustiosos que aconteceriam no domínio persa. Ainda havia muitos judeus exilados em Babilônia, e não poucos viviam com tranquilidade e riqueza. A prosperidade os levou a recuar diante do futuro incerto que o retorno a Jerusalém parecia oferecer.
Terra do Norte. Babilônia geralmente é mencionada desta forma no AT porque os invasores daquele país entravam na Palestina pelo norte (ver com. de Jr 1:14, 15; 4:6).
8 Menina do Seu olho. Cada golpe que fere os santos, fere o Senhor deles (ver Is 63:9; At 9:1-5; cf. Mt 10:40; 25:34-46).
9 Agitarei. O agitar da mão significa o exercício de poder (ver Is 11:15; 19:16). O Senhor prometeu alterar as coisas, de modo que aqueles a quem Israel servia fossem um despojo para Seu povo.
Quem me enviou. As credenciais do verdadeiro profeta são o cumprimento de suas predições (ver Dt 18:21, 22).
10 Exulta. Em vista da gloriosa perspectiva, Sião é convidada a se regozijar. Se o povo tivesse ouvido as mensagens de seus profetas, a cidade teria “permanecido de pé no orgulho de sua prosperidade, rainha dos reinos” (DTN, 577). Deus teria habitado no meio dela e Jerusalém teria se tornado na diadema de glória do mundo. Com a queda de Israel e a realização do propósito de Deus na descendência espiritual, ou seja, a igreja cristã (ver p. 22-24), o motivo de regozijo é agora a Nova Jerusalém que descerá “do Céu, da parte de Deus” (Ap 21:2).
11 Muitas nações se ajuntarão. Ver Is 14:1; Mq 4:2. Deus pretendia que as pessoas de todas as nações, ao observar a prosperidade de Israel e as vantagens de servir ao verdadeiro Deus, fossem levadas a se unir ao Senhor (ver p. 15, 16). Contudo, assim como antes do exílio, Israel recusou ouvir a luz enviada pelo Céu. Assim sendo, Deus comissionou a igreja cristã para pregar o evangelho em todo o mundo, para que “muitos” de todas as terras possam crer e ser salvos (ver Mt 24:14; 28:19, 20; Mc 16:15, 16; At 1:8; Ap 14:6-12).
13 Cale-se. Em antecipação a esses eventos poderosos e gloriosos, o mundo é exortado a aguardar com o devido temor e reverência (ver Sl 76:8, 9). É assegurado que Deus Se levantará de Seu estado de aparente inatividade para castigar o ímpio e salvar Seu povo (ver Sl 44:23-26).
Referências: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1199, 1200.
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ZACARIAS 2 – Este texto descreve uma visão em que um homem com uma corda de medir mede Jerusalém, simbolizando a restauração e a futura prosperidade da nação; essa medição é um ato de preparação e proteção, demonstrando a intenção de Deus de estabelecer uma morada segura e gloriosa para Seu povo.
Zacarias 2:8 diz “Porque assim diz o Senhor dos Exércitos: ‘Ele me enviou para buscar a Sua glória entre as nações que saquearam vocês [judeus], porque todo o que tocar em vocês, toca na menina dos olhos dEle’”.
• O uso da expressão “menina dos olhos” indica a proteção e o cuidado amoroso de Deus por Seu povo.
O homem com a corda de medir está medindo Jerusalém para garantir sua futura segurança e prosperidade. Esta visão mostra a intenção de Deus de proteger e abençoar Seu povo. O contexto é de restauração física e espiritual após o exílio babilônico, antes da primeira vinda de Cristo.
Em Apocalipse 11:1-2, João é instruído a medir o templo de Deus, o altar e os adoradores, mas a área externa do templo é deixada fora, pois será entregue aos gentios. Esta medição simboliza proteção e separação. O contexto aqui é escatológico, apontando para o tempo após o período de opressão papal (Babilônia apocalíptica), antes da segunda vinda de Cristo.
A conexão hermenêutica entre Zacarias 2 e Apocalipse 11 reside na imagem do homem com a corda de medir e o simbolismo associado à proteção e cuidado de Deus por Seu povo. Ambas as passagens enfatizam a especial atenção que Deus dá aos judeus do passado e aos adoradores fiéis do tempo do fim, indicando que Ele vê qualquer ataque contra eles como um ataque contra Si mesmo.
Essa interpretação destaca a contínua fidelidade de Deus e Seu comprometimento em proteger e restaurar Seu povo, seja na era pós-exílica de Zacarias ou nos eventos finais, descritos nas profecias escatológicas de Apocalipse.
• Assim como Deus considerou qualquer ataque contra Israel como ataque a Si mesmo, Ele também vê qualquer ameaça aos Seus adoradores nos últimos dias com a mesma seriedade.
• A proteção e o compromisso de Deus em restaurar Seu povo mostram que Ele nunca abandona Seus seguidores, mesmo nos momentos difíceis.
Precisamos acreditar nestas verdades para, então, reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: ZACARIAS 1 – Primeiro leia a Bíblia
ZACARIAS 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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998 palavras
1. Título. O livro é intitulado segundo o nome de seu autor, Zacarias, do heb. Zekaryah, que significa “Yahweh lembra” ou “Yahweh tem lembrado”. Era um nome comum entre os judeus.
2. Autor. Zacarias foi, possivelmente, um levita ou mesmo um sacerdote (ver Ne 12:16; cf. Zc 1:1).
3. Contexto histórico. Zacarias foi contemporâneo de Ageu (Zc 1:1; ag 1:1).
4. Tema. Zacarias, assim como Ageu, foi designado por Deus para levar os judeus à ação, pois, devido à oposição inimiga sancionada pelo falso Esmérdis (522 a.C.), os judeus haviam interrompido a edificação do templo (ver vol. 3, p. 57, 58). As profecias de Zacarias “vieram num tempo de grande incerteza e ansiedade”, quando “parecia aos líderes como se a permissão dada aos judeus para reconstruir estivesse prestes a sofrer impedimento”(PR, 580). Suas mensagens, lidando com a obra de Deus e os planos divinos para a restauração, foram designadas para levar encorajamento ao debilitado zelo dos judeus. Como resultado das inspiradas mensagens e a liderança de Ageu e Zacarias, logo o templo foi concluído (Ed 6:14, 15).
As mensagens de Zacarias, expondo um glorioso futuro, eram condicionais (Zc 6:15). Devido à falha dos judeus em atender às condições espirituais sobre as quais sua prosperidade estava baseada, as profecias não foram cumpridas de acordo com o propósito original. No entanto, certas características serão cumpridas na igreja cristã (ver p. 17-23).
1 Segundo ano do rei Dario. Ou seja, 520 a.C.
3 Tornai-vos. Deus apela ao povo que se arrependa e receba o favor divino que lhes permitiria realizar, com segurança e certeza, a obra de reconstrução do templo (ver p. 1193). A necessidade de arrependimento e reforma é, com frequência, salientada por Zacarias (ver Zv 3:7; 6:15; 7:7-10; 8:16, 17).
Diz o SENHOR. A tríplice repetição desta frase é, sem dúvida, para se dar ênfase.
5. Vossos pais. Deus conclamou Seu povo a refletir sobre a conduta e o destino de seus antepassados, como uma lição para o presente.
Vivem para sempre? Os profetas eram mortais como aqueles a quem pregavam. Todavia, suas palavras eram de Deus.
7 Mês undécimo. A data apresentada neste versículo é, aproximadamente, 15 de fevereiro de 519 a.C., pelo cálculo Juliano (ver vol. 3, p. 89). Cerca de três meses antes, Zacarias começara seu ministério profético (Zc 1:1). As oito visões registradas em Zacarias 1:8 a 6:8 foram dadas no intervalo.
8 Uma visão. A primeira visão foi designada para inspirar confiança no bondoso propósito de Deus para restaurar Seu povo. Ela assegurou que as nações gentílicas seriam derrubadas e que, a despeito do atual estado de Israel, o misericordioso propósito de Deus seria realizado desde que o povo fizesse a parte que lhe cabia (ver Zc 6:15). … A série de oito visões registrada em Zacarias 1:7 a 6:8 apresenta uma narrativa profética conectada, que expõe o propósito de Deus para os judeus sobre o retorno deles do cativeiro babilônico e culmina na vinda do Messias e o estabelecimento de Seu reino (ver p. 13-18). Zacarias recebeu esta série de visões numa época de grande desânimo, quando parecia que os inimigos do povo de Deus estavam prestes a fazer a restauração parar completamente (ver PR, 582). Essas mensagens foram designadas a encorajar os exilados que retornaram e inspirá-los a prosseguir com fé em sua obra.
A primeira visão (Zc 1:7-17) revela o plano de Deus para o Israel paralisado. As nações pagãs da terra estavam “tranquilas”, mas Deus anunciou Seu propósito de restaurar o templo como Sua “casa”e “escolher Jerusalém” como o agente por meio do qual Seu propósito para a salvação dos seres humanos seria realizado.
18-21 A segunda visão (Zc 1:18-21) ilustra a danificada nação de Israel como tendo sofrido em resultado do cativeiro, mas a visão também apresenta a intenção de Deus de reparar todo o estrago causado a ela.
Cavalo vermelho. O profeta não explica o significado da cor, e a especulação é inútil.
Murteiras. Uma árvore sempre-verde que ostenta flores brancas e um fruto aromático do qual são feitos os perfumes. A árvore é comum na Palestina.
10 Percorrerem a terra. Estes mensageiros são representados como prestando um relatório ao grande Governante do universo a respeito dos assuntos terrestres, especialmente com relação a Israel, o povo escolhido de Deus, por estar passando pelo cativeiro por meio da opressão de nações pagãs vizinhas. Eles já haviam realizado sua missão e estavam prontos a prestar o relatório.
11 Repousada. O programa de Deus parece estar paralisado. As nações não estão fazendo nada para proporcionar alívio e auxílio ao povo de Deus. Na verdade, parece que a permissão para a reconstrução estava cancelada (ver p. 1181, 1182; PR, 579, 580).
12. Não terás compaixão. O povo de Deus estava em situação de insegurança e desalento. O templo permanecia em desolação, e Jerusalém, em ruínas.
13 Palavras consoladoras. A visão foi designada para levar encorajamento e conforto ao povo.
14 Sião. Neste versículo, a palavra é usada como sinônimo para toda a cidade de Jerusalém (ver com. de Sl 48:2).
15 Vivem confiantes. Ver com. do v. 11. Embora Deus tenha castigado os israelitas por causa de seus pecados, Ele estava apenas “um pouco indignado e planejou restringir os juízos. Por outro lado, os “gentios”, indo além do que Deus pretendia, intentavam colocar os israelitas em sujeição permanente (ver Is 10:5-19).
16 Será edificada. Os v. 16 e 17 revelam os bons desígnios de Deus para o remanescente. As predições foram cumpridas parcialmente. O templo foi reconstruído, e Jerusalém, restaurada. Mas a prosperidade indicada neste versículo nunca ocorreu completamente. O povo falhou em cumprir as condições espirituais sobre as quais estava baseada sua prosperidade temporal. Ainda assim, a oportunidade era deles. A visão foi designada a encorajá-los e apresentar um forte incentivo para usufruir seus privilégios negligenciados (ver p. 17-20). O plano de Deus para Israel, temporariamente interrompido pelo cativeiro, seria retomado novamente. A Israel seriam restaurados os privilégios e as responsabilidades da relação de aliança (ver p. 18).
18 Quatro chifres. Os chifres são claramente definidos como os poderes que “dispersaram a Judá, a Israel e a Jerusalém”(v. 19; ver PR, 581). O número “quatro” pode denotar universalidade, como sugerido pelos quatro pontos cardeais (ver Dn 8:8; 11:4) para onde Israel fora espalhado (Zc 1:212; cf. 2:6; ver com. de Zc 1:8).
20 Ferreiros. Do heb. charasim, “artesãos”. A palavra denota os que trabalham com pedra (Êx 28:11), madeira (2Sm 5:11), metal (1Sm 13:19), etc. … Os artesãos representavam “os agentes usados pelo Senhor na restauração de Seu povo e da casa do Seu culto”(PR, 581).
Referências: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1193 – 1198.
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ZACARIAS 1 – Quem era Zacarias?
Foi “profeta, filho de Baraquias e neto de Ido (Ed 5:1; Zc 1:1)… Sua primeira mensagem registrada foi dada no segundo ano de reinado (520/519 a.C.) de Dario (Zc 1:1). É possível que ele tenha nascido na Babilônia. Assim como Jeremias e Ezequiel, ele era tanto profeta como sacerdote. Chega-se a essa conclusão porque ele pertencia à casa de Ido, e um importante sacerdote chamado Ido retornou com Zorobabel (Ne 12:1, 4)… O livro de Zacarias contém mensagens dirigidas a Zorobabel, líder político da nação, Josué, o sumo sacerdote, e ao povo como um todo… Com o profeta Ageu, Zacarias foi fundamental no estímulo aos judeus que retomaram as atividades de restauração do templo e de conclusão do edifício (Ed 5:1, 2)”, esclarece o Dicionário Bíblico Adventista.
Zacarias 1 inicia com um chamado à restauração e esperança para os judeus após o exílio na Babilônia. É um chamado ao arrependimento e retorno a Deus (vs. 1-6).
• Deus anseia por um relacionamento genuíno com Seu povo.
Após esse chamado inicial, o profeta apresenta duas visões: Dos cavalos (Zacarias 1:7-17) e dos quatro chifres e os artesões (Zacarias 1:18-21). Estas visões visam frisar que Deus está no controle das nações da Terra, e Ele vencerá as forças do mal e implantará Seus planos.
• Mas, nenhuma restauração fará sentido sem reconciliação com Deus.
Luter Boyd diz que o papel duplo de Zacarias “como sacerdote e profeta não é único no Antigo Testamento (veja Samuel, Jeremias e Ezequiel)”, isso “explica o seu interesse incomum pelas questões sacerdotais (veja Zc 3:1-5; 4:1-6, 11-14; 6:9-15; 8:18-19; 14:16-21)… Proporcionalmente ao seu tamanho, Zacarias é o livro do Antigo Testamento citado com mais frequência no Novo Testamento. É especialmente rico em alusões messiânicas (Zc 9:9 – Mt 21:5; Jo 12:15; Zc 9:11 – Mt 26:28; Mc 14:24; Lc 22:20; 1Co 11:25; Hb 13:20; Zc 11:12 – Mt 26:15; 27:9; Zc 12:10 – Jo 19:37; Zc 13:7 – Mt 26:31; Mc 14:27), o que indica sua importância para a primitiva comunidade cristã. Seu lugar quase ao término do cânon dos profetas do Antigo Testamento dá a esse livro um senso de antecipação, como se já observasse a obra salvadora de Deus em Cristo”.
Jesus é fundamental para nossa restauração. Portanto, reavivemo-nos nEle diariamente! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: AGEU 2 – Primeiro leia a Bíblia
AGEU 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1195 palavras
3 Que tenha sobrevivido. Como 70 anos ainda não haviam se passado (ver com. de Ag 1:2) desde a destruição do templo, é bem provável que os mais antigos ali presentes tivessem contemplado o primeiro templo na sua infância. Alguns comentaristas creem que mesmo Ageu já fosse idoso o bastante para tê-lo visto. A notável diferença entre a magnífica “glória” do templo de Salomão e a aparência decepcionante do novo edifício deve ter trazido tristeza profunda para o povo, já sentida no lançamento da pedra fundamental 15 anos antes (Ed 3:11-13).
Nada. Flávio Josefo afirmou que o segundo templo teve apenas metade da altura do templo de Salomão e em muitos aspectos era inferior a ele (Antiguidades, viii.3.2; xv.11.1). No entanto, a principal diferença não foi de tamanho, mas a de esplendor em aparência e em ricos adornos de ouro e pedras preciosas.
4 Sê forte. Estas palavras de encorajamento foram proferidas três vezes para se dar ênfase … .
5 Aliança. O Senhor havia prometido que seria com Seu povo (Êx 29:45).
Saístes do Egito. Os filhos de Israel [descendentes de Jacó/Israel] sempre consideraram a libertação do Egito um evento excepcional (ver com. de Am 2:10).
Meu Espírito. Deus deu ao seu povo a garantia de que o Espírito Santo habitaria com eles (ver PR, 576).
6 Ainda uma vez. Ou, “ainda uma vez”. Para que as pessoas aprendessem a aceitar e a valorizar grandemente o segundo templo, Ageu previu que, no futuro, a sua glória superaria em muito a do templo de Salomão. Pelo uso da palavra “ainda”, o profeta remete a manifestações anteriores de poder do poder de Deus, incluindo, provavelmente, o tremor de terra que acompanhou a promulgação da lei no monte Sinai (ver com. de Sl 68:7, 8).
7 Farei abalar todas as nações. Uma vez que o profeta contemplava o primeiro advento do Senhor, esta é, provavelmente, uma referência à queda das nações e dos impérios que tiveram lugar após o período de Ageu (ver v. 21, 22).
… farei abalar todas as nações e as coisas preciosas de todas as nações virão (ARA). ARC: “… e farei tremer todas as nações, e virá o Desejado de todas as nações, …”.
Desejado (ARC). Do heb. chemdhah, de chamad, “desejar”. O “desejado de todas as nações”foi ao segundo templo – construído por Zorobabel e, mais tarde, reconstruído por Herodes, o Grande – quando Cristo ensinou e curou em seus recintos.
Virão. Este verbo está no plural em hebraico, embora o sujeito, chemdhah, “desejado” (ver acima), esteja no singular. Alguns tradutores mudaram chemdhah, “desejado”para chamudhoth, “coisas desejáveis”ou “preciosas”, para que o seujeito pudesse concordar com o verbo no plural. Contudo, isso destrói a significação messiânica consagrada pelo tempo, contida nesta passagem. Se for necessário fazer uma alteração no hebraico, a fim de garantir a concordância entre o sujeito e o predicado, o contexto sugere que o verbo fique no singular para concordar com sujeito, chemdhah. [Explicação de porque são tão diferentes as versões da ARA e da ARC para este verso e qual a melhor tradução.]
Encherei … esta casa. Isto se cumpriu quando Cristo foi ao templo (ver Ml 3:1; Jo 2:13-16). O local para o qual Cristo veio é, frequentemente, chamado de templo de Herodes (ver com. de Lc 3:1; Jo 2:20; GC, 23, 24). Em tempos antigos, e ainda hoje, os judeus comumentemente têm se referido ao templo de Salomão como o primeiro templo; e como segundo templo o que foi reconstruído sob Zorobabel até sua destruição, em 70 d.C.
8 Prata. Deus não pede aos homens que Lhe deem ofertas porque necessitam de dinheiro, mas para que recebam a bênção de ofertar e desenvolvam um caráter semelhante ao Seu (ve DTN, 20, 21). “O dar continuamente faz com que a avareza morra de inanição”(T3, 548). Dos judeus dos dias de Ageu, pode-se aprender a lição de que Deus não pode abençoar os que não conseguem render-Lhe aquilo que é necessário para Seu serviço (ver Ag 1:5-11).
9 Glória. Por causa da presença de Cristo, a “glória”do segundo templo (ver com. do v. 7) foi maior que a do primeiro. O segundo templo foi honrado com a presença viva dAquele em quem “habita … toda a plenitude da Divindade”(Cl 2:9). Deus tinha planos especiais para os judeus após o retorno do cativeiro (ver p. 14-17).
Paz. A presença do Príncipe da paz traria à humanidade todas as bênçãos que acompanham a paz (ver com. de Jr 6:14). O anúncio do nascimento de Jesus, feitos pelas hostes angélicas aos pastores de Belém, foi uma mensagem de paz: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem Ele quer bem” (Lc 2:14).
12 Carne santa. Isto é, a carne de certos sacrifícios de animais (ver Lv. 6:25).
Não. O que tocava a “carne santa”tornava-se santo (ver Lv 6:27), mas o vestuário de alguém que estivesse carregando a carne santa não comunicava sua santidade a outras coisas.
13 Impuro. Grave impureza cerimonial vinha do contato com um corpo morto (ver Nm 19:11). Tudo o que a pessoas contaminada tocava se tornava impuro.
14 Assim é este povo. Aqui o profeta dá a interpretação dos v. 11 a 13. Não só os exilados em si, mas também tudo o que suas mãos tocavam trazia-lhes maldição divina em vez de bênção. A desobediência deles, em não construir a casa do Senhor, era sua contaminação. Esta mensagem é, com certeza, uma reprovação à ação anterior do povo.
Oferecem. Evidentemente, esta é uma referência ao altar que os exilados construíram quando os primeiros ali chegaram (ver Ed 3:2). Seguindo a analogia de Ageu 2:12, fica claro que o altar sagrado não podia nem pode santificar as ações profanas dos adoradores.
16 Medidas. Os “montões” eram de grãos, que quando debulhados, rendiam apenas metade do que se esperava. Esta escassez na colheita representava o castigo de Deus sobre o povo por causa da negligência.
Lagar. Do heb. yeqev, uma prensa para vinho ou óleo. Geralmente, consistia de dois reservatórios em forma de cavidade, escavados na pedra ou no chão. O primeiro ficava numa parte superior, na qual as uvas ou azeitonas eram esmagadas. Por meio de um canal, o reservatório superior era ligado ao inferior, do qual o vinho ou o óleo eram retirados.
19 Não têm dado os seus frutos. Parece evidente que a seca (ver Ag 1:9, 10) ainda prevalecia no momento em que a mensagem foi dada. Normalmente, a estação chuvosa começaria um ou dois meses antes (ver vol. 2, p. 94). Embora não houvesse sinal algum de crescimento ou germinação pelo qual se pudesse prever o rendimento, Ageu profetizou abundância (ver Dt 28:2, 3).
Este dia. Isto é, o dia de sua obediência [do povo].
20 Segunda vez. O livro se encerra com a promessa de restauração para a casa de Davi, sob a liderança de Zorobabel (v. 21-23).
22 Derribarei. O Senhor se apresenta aqui como Aquele que exerce autoridade sobre todas as nações da Terra que se aplicaram a opor aos Seus propósitos.
23 Te farei como um anel de selar. Do heb. chotcham, um “selo”, considerado um objeto de grande importância, autoridade e valor (ver Jr 22:24). Essas maravilhosas palavras da promessa a Zorobabel deveriam prover encorajamento para todos os filhos de Deus. “Deus não permite” que um de Seus leais obreiros seja deixado sozinho na luta contra grandes desvantagens nem que seja vencido. Ele preserva como joia preciosa todo aquele cuja vida está escondida com Cristo em Deus.
SENHOR dos Exércitos. Ver com. de Jr 7:3. Estas palavras de promessa são ditas pelo Comandante dos exércitos do universo; são, portanto, uma garantia de que Suas promessas serão cumpridas.
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AGEU 2 – O templo de Salomão havia sido destruído em 586 a.C. pelos babilônios, e a reconstrução enfrentava muitos desafios após o retorno dos judeus do exílio, incluindo apatia e desmotivação do próprio povo de Deus. Ageu e Zacarias foram divinamente levantados para encorajar o povo e retomar a obra da reconstrução do templo (Esdras 5:1-2).
• Nesse contexto, uma das motivações divinas para o povo foi declarar o envio do “Desejados de Todas as Nações”, expressão única na Bíblia, carregada de significado; a qual faz referência direta ao Messias, Jesus Cristo, cuja vinda traria paz e glória ao templo e ao mundo inteiro (Ageu 2:1-7).
• Essa promessa parece paradoxal, visto que o segundo templo, em termos físicos e materiais, não possuía a mesma magnificência do templo antigo. No entanto, a glória maior referida aqui está relacionada à presença do próprio Messias, que estaria presente no templo. Jesus, durante Seu ministério terrestre, ensinou e realizou milagres no segundo templo, trazendo consigo a presença divina, cumprindo assim a profecia de Ageu (Ageu 2:8-23).
Jesus como “O Desejado de Todas as Nações” reforça a centralidade de Cristo na história da salvação da humanidade. A profecia de Ageu aponta para a encarnação de Cristo, à vinda dAquele que traria a verdadeira paz e reconciliação entre Deus e os pecadores.
A promessa de paz em Ageu 2:9 tem uma dimensão escatológica. Jesus é o Príncipe da Paz (Isaías 9:6); embora em sua primeira vinda Ele inaugura o Reino de Deus, a paz plena será realizada em Sua segunda vinda, quando todas as coisas serão restauradas. Mas, também aponta para o fim do milênio, quando a glória de Deus encherá não apenas um templo físico, mas todo o cosmo.
A promessa de glória e paz associada à vinda do Messias não só encorajou aos pobres exilados a reconstruírem o templo, mas também apontou para uma realidade maior, onde Cristo traria a verdadeira redenção e paz.
• A glória do segundo templo não reside em sua estrutura física, mas na presença de Jesus, que trouxe e trará a plenitude da verdadeira glória e paz no mundo.
• Desfrutamos vislumbres dessa paz quando Cristo Se torna realmente o Desejado de nosso coração!
Diante disso, precisamos permitir que a mensagem de Ageu reavive nosso desânimo! – Heber Toth Armí.