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JEREMIAS 13 – Nem sempre, mas às vezes os profetas falam de si mesmos. Quando o fazem, qual é a razão?
Antes de responder à pergunta, considere o capítulo em questão:
• A primeira parte é uma dramatização, representada por ações simbólicas do profeta (Jeremias 13:1-11
• A segunda parte acrescenta a jarra de vinho à parábola dramatizada do sinto (Jeremias 13:12-14)
• A quarta parte aborda claramente o orgulho e queda de Judá, o povo de Deus (Jeremias 13:15-17).
• Finalmente, o texto trata das fraldas do povo de Deus (Jeremias 13:18-27).
A encenação no início do capítulo visa impactar os ouvintes. O comentário da Bíblia Paulinas destaca que “o relato autobiográfico descreve uma ação simbólica em três etapas: Uma tríplice ordem (vs. 1, 3-4, 6), a tríplice execução da ordem (vs. 2, 5, 7) e a interpretação (vs. 9-10)”.
Ao receber a interpretação divina, ficou claro a Jeremias que da mesma forma que o cinto tornou-se podre e inútil pelo contato com a água do Eufrates, o orgulho de Seu povo (Judá) os tornou podres e imprestáveis para Deus.
• O problema do povo do passado pode ser o mesmo do povo atualmente: Não escutar a Deus (Jeremias 13:9-11).
A visão do jarro de vinho também revela a triste situação desastrosa do povo de Deus, assim como “a remoção das ‘fraldas’ [do povo] era uma indicação de profunda degradação”. Porém, a realidade mais chocante deveria ser o choro de Jeremias (13:17). “O profeta expressa sua afetuosa consideração e profundo amor por seu povo”, salienta o Comentário Bíblico Adventista.
O profeta chorando ilustra o choro do próprio Deus, que chora por Seu povo. Observe que, em Jeremias 13:27, “a parte final do versículo apresenta a acariciada esperança do Senhor quanto à reforma espiritual dos israelitas. A terminologia sugere uma esperança tingida com desespero melancólico por causa do rumo persistente do povo” (CBASD).
• Infelizmente, a esperança de Deus por nossa reforma espiritual é uma luz frágil em meio à escuridão de nossas próprias escolhas (Jeremias 13:23).
• Contudo, em um mundo de ilusão, egoísmo, orgulho e arrogância, Deus anseia ver uma profunda mudança em nosso coração (Jeremias 13:16, 18, 27).
Somente quando reconhecemos a profundidade de nosso afastamento de Deus podemos começar a apreciar verdadeiramente Sua esperança por nossa restauração. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JEREMIAS 12 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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537 palavras
1 Quando entro contigo num pleito. Jeremias parece profundamente perplexo com a contínua prosperidade dos ímpios. Embora convencido no coração de que Deus é “justo”, ele não conseguia harmonizar completamente seu conceito de Deus e os fatos da experiência humana. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 438.
2 Eles deitaram raízes. Metáfora da próspera situação dos ímpios. CBASD, vol. 4, p. 438.
3 Tu, ó SENHOR. Confiante que Deus está consciente de sua sinceridade, Jeremias espera que Deus o vindique. CBASD, vol. 4, p. 438.
Ovelhas para o matadouro. Ver Jr 11:9. Jeremias pede que seus inimigos recebam o castigo que tentaram infligir sobre ele. CBASD, vol. 4, p. 438.
5 Fatigas correndo. Deus pede que Jeremias compare suas pequenas tristezas com os enormes problemas das outras pessoas, ou com os imensos problemas que ainda sobreviriam a ele. CBASD, vol. 4, p. 438.
Com homens que vão a pé. Uma ilustração que representa as vicissitudes comuns da vida comparadas a “cavalos” ou “cavaleiros”, representando as mais difíceis experiências. … Se negligenciarmos as menores tarefas da vida, como enfrentaremos maiores responsabilidades que nos sobrevirão Se sucumbirmos às pequenas tentações diárias, como venceremos às maiores crises da vida? Se não suportarmos os menores problemas da vida, como resistiremos às terríveis tribulações que ainda virão sobre nós? Por fim, se deixarmos de atender as situações do presente com fé e confiança, como conseguiremos permanecer nas dificuldades quase insuportáveis e enganos quase invencíveis que virão sobre nós durante o “tempo de angústia”? (ver CG, 621, 622). CBASD, vol. 4, p. 439.
Floresta. O contraste é claro entre esse aspecto do Jordão [obscuro ou selvagem como uma floresta] e a “terra de paz”. CBASD, vol. 4, p. 439.
6 Teus irmãos. A família imediata de Jeremias ou os homens de Anatote, que eram “irmãos” de Jeremias no sagrado ofício do sacerdócio. CBASD, vol. 4, p. 439.
7 Minha casa. Esta expressão, evidentemente, refere-se aos israelitas e não ao templo, como indicado pela frase seguinte. … Sem dúvida, quem fala é o Senhor, não Jeremias. CBASD, vol. 4, p. 439.
10 Pastores. Os líderes dos exércitos invasores são comparados a pastores do campo, cujos rebanhos saqueiam colheitas (ver Jr 6:3). CBASD, vol. 4, p. 439.
11 Ninguém há que tome isso a peito. Uma expressão que denota indiferença, um pecado que agravou a iniquidade dos israelitas (ver Is 42:25; 57:1,11). CBASD, vol. 4, p. 439.
12 Espada do SENHOR. Assim chamada porque o poder militar de Babilônia sobre Nabucodonosor foi o instrumento utilizado por Deus para realizar o propósito divino para castigar o povo de Deus (ver com. de Dt 32:41; cf. Is 7:20; 10:5, 6). CBASD, vol. 4, p. 439.
14 Meus maus vizinhos. Edomitas, moabitas, amalequitas, filisteus e outras nações vizinhas que se regozijaram com a queda de Judá e a atacaram quando estava fraca (ver 2Rs 24:1, 2). CBASD, vol. 4, p. 439.
Eis que os arrancarei. No cativeiro, estas nações pagãs seriam castigadas como Judá (ver Jr 25:15-29). CBASD, vol. 4, p. 439.
16 Jurando pelo Meu nome. Se uma nação pagã se voltasse para Yahweh, o Deus de Israel, seria “edificada no meio” do Seu povo, isto é, seria contada como pertencente ao Senhor. Era propósito de Deus que essas nações se voltassem a Ele e fossem acrescentadas a Seu povo, Israel. CBASD, vol. 4, p. 439.
17 Arrancá-la-ei e a farei perecer. Aos indivíduos e às nações é dado um tempo de provação; quando esse tempo passar, a nação impenitente cairá sob a ira de Deus (ver PR, 364). CBASD, vol. 4, p. 439.
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JEREMIAS 12 – Neste texto, Jeremias reconhece a justiça de Deus; porém, se preocupa com essa justiça. Por isso, questiona Deus algo nesse sentido: Por que é que os perversos e incrédulos prosperam e aqueles que seguem Teus caminhos muitas vezes enfrentam dificuldades?
Tal questionamento se deve à análise feita e à conclusão obtida. Jeremias observou ao redor e viu a corrupção florescendo, os injustos enriquecendo à custa dos menos afortunados. Ele constatou que a justiça parece distante, e a opressão se espalhando como fogo descontrolado. Ele percebeu que, embora Deus tenha plantado uma semente da verdade em solo desordenado, as ervas daninhas da iniquidade cresceram mais rápido que a colheita da justiça (Jeremias 12:1-3).
Diante de análises como estas, uniríamos a Jeremias com as seguintes indagações requerendo respostas de Deus – parafraseando Jeremias 12:4: “Até quando, Senhor, testemunharemos a destruição da verdade e da justiça? Até quando os maus prevalecerão, enquanto os justos sofrem?” E então, submetendo-nos a Deus, faríamos a seguinte oração: “Orienta-nos, ó Deus, em meio a esta escuridão, para que possamos entender os Teus propósitos e permanecermos firmes em Tua vontade, mesmo quando as tormentas e furacões da injustiça rugem ao nosso redor”.
Deus responde aos questionamentos humanos com outros questionamentos, Suas indagações seriam mais ou menos assim:
• Se te cansas correndo com homens que a pé podem competir, como poderás competir com cavalos?
• Se reclamas de um chuvisqueiro, como vais suportar uma tempestade?
• Se não consegues competir com os que estão a teu redor nesta sociedade corrompida, como resistirás às adversidades que virão?
• “E, se não consegue deixar a razão prevalecer em dias tranquilos, o que vai acontecer quando os problemas ocorrerem solto como o Jordão na época da enchente?” (Jeremias 12:5, A Mensagem).
Causas maiores das que questionamos podem sobrevir (Jeremias 12:6-17); e, se não confiarmos na soberania divina, nossa fé pode ser solapada com problemas como se fossem uma avalanche. Entretanto, Deus mostra que a nossa fé se fortalece quando…
• Reconhecemos que Ele é o Criador e Senhor de tudo, e Sua vontade prevalecerá no final.
• Conscientizamos que as ações humanas têm consequências, e Ele pode intervir para disciplinar e corrigir.
• Permanecemos fiéis, resistindo à corrupção e perseverando em Seus princípios, aproveitando corretamente o dom do livre-arbítrio.
Enfim, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: JEREMIAS 11 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 11 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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698 palavras
1 Palavra. Este capítulo contém uma porção da mensagem dada no ”Discurso do templo” (ver com. de Jr 7:1; cf. PR, 414) e repetida posteriormente em toda a terra de Judá (11:6). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 435.
2 Palavras desta aliança. A expressão “esta aliança” assume um significado especial neste versículo por causa da descoberta do “livro da lei” no reinado de Josias (ver 2Rs 22:8-23:8). A porção da Escritura esquecida por muitos anos era, possivelmente, o livro de Deuteronômio ou pelo menos uma parte dele (ver PR, 392, 393). O livro de Deuteronômio continha o livro da aliança. … A aliança era a iniciada no Sinai (Jr 11:4; cf. Êx 19:5;Lv 26:12). O livro de Deuteronômio continha um resumo detalhado das condições dessa aliança. Tal era a obra de Jeremias: dirigir a atenção do povo aos preceitos negligenciados do livro (PR, 414). CBASD, vol. 4, p. 435.
4 Fornalha de ferro. Ilustração que denota a dura servidão de Israel no Egito. É outra referência extraída do livro da aliança (ver Dt 4:20). CBASD, vol. 4, p. 435.
5 Manasse leite e mel. Expressão proverbial que indica a abundância da terra da Palestina. CBASD, vol. 4, p. 435.
6 Apregoa estas palavras nas cidades de Judá. Parece que Jeremias passou de cidade a cidade, ressaltando a importância de dar ouvidos às “palavras deste concerto”. CBASD, vol. 4, p. 435.
7 Desde cedo cada dia [Ou: “Eu vos falei, começando de madrugada”, Jr 7:13] Expressão idiomática que significa falar com sinceridade e de forma contínua. CBASD, vol. 4, p. 416.
9 Conspiração. Parecia que o povo, num só coração, seguiu um rumo de apostasia espiritual. Os efeitos aparentemente salutares do esforço sincero de Josias para erradicar a idolatria foram de curta duração. CBASD, vol. 4, p. 435.
11 Não os ouvirei. Deus não olvidaria totalmente as orações de Seu povo. No entanto, quando o povo clamasse por livramento da prevista aflição, ele não removeria o castigo. O Senhor sabia o que era melhor para Seu povo. A disciplina foi designada para ser salutar. embora não houvesse escapatória da calamidade nacional, o Senhor estava pronto para ouvir as orações de arrependimento individual, bem como a atender a todo pedido pessoal por perdão, como Ele sempre fez. CBASD, vol. 4, p. 435.
12 Irão aos deuses. Isto pode ser comparado à experiência do rei Saul. Quando, por causa da apostasia, o Senhor recusou responder à indignação do rei a respeito do desfecho da iminente batalha, Saul se voltou para a feiticeira de En-Dor (ver com. de 1Sm 28:6, 7). A prontidão com a qual o povo se voltou aos falsos deuses indica, claramente, que a nação como um todo não tinha se arrependido. CBASD, vol. 4, p. 436.
14 Tu, pois, não ores. Isto sugere que, por amor a seu povo, Jeremias intercedeu fervorosamente (ver com. de Jr 7:16). a contínua iniquidade do povo tornou essa intercessão infrutífera. As pessoas nãos demonstraram um espírito de arrependimento, e seu clamor era nada mais que a expressão do desejo de escapar ao castigo. CBASD, vol. 4, p. 436.
19 Manso cordeiro. A LXX traduza expressão como “um cordeiro inocente”. CBASD, vol. 4, p. 436.
20 Vingança. Jeremias roga a Deus por justiça. Alguns pensam que sua linguagem é um tanto vingativa, no entanto, este não é necessariamente o caso. Jeremias estava consciente do fato de que ele estava fazendo a obra de Deus. Qualquer interferência em sua obra era um ataque contra Deus (ver vol. 3, p. 703). CBASD, vol. 4, p. 436.
21 Homens de Anatote. Anatote foi atribuída aos sacerdotes (Js 21:18) e era o lar de Jeremias (Jr 1:1). Os “homens de Anatote” eram, portanto, sacerdotes; mais ainda, eram familiares próximos de Jeremias (ver Jr 12:6). Foi difícil para Jeremias perceber a profundidade da apostasia de Judá (11:9-11; ver com. de 10:19). Deus, então, alerta a Jeremias sobre a conspiração secreta contra sua vida (11:18, 19, 21), e quando o profeta soube da conspiração contra ele pessoalmente, começou a entender a atitude deles para com Deus (v. 20; ver 12:1; 17:18). CBASD, vol. 4, p. 436 e 437.
22 Os jovens. Isto é, os homens em idade militar, como demonstrado pelo fato de que eles morreriam “à espada”. CBASD, vol. 4, p. 437
23 Não haverá deles resto nenhum. A predição evidentemente se aplica aos homens que conspirariam contra Jeremias. CBASD, vol. 4, p. 437. [O CBASD ainda aventa a possibilidade de o profeta estar se referindo a todos os homens de sua cidade natal, Anatote, que, por se localizar perto de Jerusalém, sofreria a força da invasão babilônica]
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JEREMIAS 11 – Todos somos pecadores; portanto, todos deveriam reconhecer seus pecados perante Deus e arrepender-se para serem perdoados e salvos.
O povo de Judá afastara-se de Deus e de Seus preciosos mandamentos, envolvendo-se em idolatria, imoralidade e injustiças sociais. Por isso, desde o início de seu livro, Jeremias apresenta profecias de advertência ao povo sobre as consequências de suas ações, mas sobretudo, vemos sua insistência apontando o caminho do arrependimento.
Em Jeremias 11, o profeta usa linguagem persuasiva para chamar a atenção do povo para a gravidade de suas ações e as consequências iminentes. Algumas passagens contêm elementos poéticos, como metáforas e paralelismos – são vários recursos visando despertar os insensíveis pecadores, transgressores condenados.
Além disso, a estrutura do capítulo inclui elementos narrativos, detalhando eventos passados, presentes e futuros, combinando história e profecia. Considere estes pontos:
• Convocação ao Pacto (Jeremias 11:1-5) – Deus relembra a aliança realizada com os antepassados de Seu povo, especialmente no contexto do Egito. Deus mostra ter cumprido Sua parte: O povo de Jeremias desfrutava da terra que outrora fora prometida.
• Quebra do Pacto (Jeremias 11:6-13) – O povo especial escolhido de Deus fez algo terrível, O substituiu por outros deuses. A corrupção religiosa, a negligência aos mandamentos de Deus e indiferença a Sua voz resultam na quebra da aliança que traz terríveis consequências.
• Pacto quebrado e seus resultados (Jeremias 11:14-17) – Deus envia amorosamente Seu profeta intentando levar Seu povo a reconhecer seus pecados; para isso, Ele alerta sobre a destruição da cidade devido à infidelidade e chama a atenção para a idolatria do povo como causa da futura desolação. Deus retira Sua proteção!
A boa intenção divina de enviar um profeta para demonstrar Seu terno coração frustrado com a deprimente condição do povo foi mal recebida. Líderes arquitetaram uma conspiração contra Jeremias. Ao clamar por justiça, Deus garantiu ao profeta um julgamento contra os conspiradores (Jeremias 11:18-23).
Diante disso, reflita:
• Para manter teu compromisso com Deus, renuncie todos os “ídolos” contemporâneos que distraem e afastam teu coração de Deus e de Sua vontade.
• Saiba que afastar-se dos caminhos/instruções de Deus, atrai sofrimento e gera lamentações em vez de alegria e satisfação.
• Cuide-se com líderes que desprezam os mandamentos de Deus; mas, preze por líderes fiéis a Deus.
Jamais quebre a aliança com Deus! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: JEREMIAS 10 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 10 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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624 palavras
1 Casa de Israel. Esta expressão é utilizada neste versículo para designar o remanescente da nação israelita, o reino de Judá, em vez do reino do norte. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 429.
2 Caminho dos gentios. A referência primária é à forma de adoração e à religião deles (ver Lv 18:3; 20:23; ver com. de Jr 4:18). CBASD, vol. 4, p. 429, 430.
Sinais dos céus. Fenômenos celestes, como eclipses, cometas e conjunções particulares dos corpos celestes eram frequentemente considerados como indicações de destino nacional ou individual (ver Is 47:13). CBASD, vol. 4, p. 430.
5 Não tenhais receio deles. O profeta declara que esses deuses [a quem os pagãos adoravam] eram incapazes de ferir seus inimigos ou ajudar seus amigos. eles também não recompensavam nem puniam (ver Is 41:23). CBASD, vol. 4, p. 430.
6 Ninguém há semelhante. Deus é apresentado como incomparável (ver Êx 15:11; Sl 86:8, 10). CBASD, vol. 4, p. 430.
8 Estúpidos e loucos. Os adoradores de ídolos são descritos como embrutecidos, não receptivos, brutos e estúpidos (ver com. de Sl 115:8; Jn 2:8). CBASD, vol. 4, p. 431.
10 Deus vivo. Em contraste com a falta de vida dos ídolos, Deus tem vida em Si mesmo (Jo 5:26). A fonte de Sua existência está em Seu ser. Todos os outros seres vivos subsistem “Nele” (ver At 17:28). CBASD, vol. 4, p. 431.
15 Obra ridícula. Os ídolos merecem apenas o ridículo e o escárnio. Contudo, a crença sincera de um idólatra não deve ser ridicularizada por um cristão. CBASD, vol. 4, p. 432.
17 Tira do chão. Após a digressão [desvio momentâneo do assunto sobre o qual se fala ou escreve] nos v. 10:1 a 16, ao lidar com a tolice da idolatria, a profecia retoma o assunto do cap. 9, ou seja, a desolação iminente da terra e do exílio dos habitantes de Judá. De maneira dramática o profeta ilustra a partida dos exilados. Adverte as pessoas para reunir alguns artigos ás pressas e a se preparar para a partida imediata para Babilônia (ver Ez 12:3). CBASD, vol. 4, p. 432.
18 Arrojarei. Ilustração da violência da expulsão (ver Jr 16:13; cf 1Sm 25:29). O próprio Yahweh é o narrador. CBASD, vol. 4, p. 432.
19 Ai de mim, por causa da minha ruína! A nação, personificada neste versículo, é retratada como lamentando sua calamidade, a ruína de sua casa e a perda de seus filhos. CBASD, vol. 4, p. 432.
Tenho de suportá-lo. Reconhecer e aceitar a aflição que alguém trouxe sobre si por meio de seu mau caminho é o primeiro passo para a mudança (Lm 3:39, 40). Os judeus da época de Jeremias rejeitaram categoricamente qualquer sugestão de que repetidas mensagens de Deus, alertando para a iminência de cativeiro, poderiam se tornar realidade (ver Jr 7:3; Ez 11:3; 12:21-28). Mesmo a alma devota de Jeremias se rebelou, a princípio, com o pensamento. Ele se sentia profundamente ferido (Jr 4:19; 8:21; 15:18), chorou (9:1; 13:17; 14:17) e orou para que o cativeiro fosse evitado (7:16; 11:14; 14:11). Ele demorou a perceber que o desastre nacional não poderia ser detido (ver 11:11; 14:19). CBASD, vol. 4, p. 433.
22 Rumor. A comoção representa a marcha de um grande exército indo para a batalha (ver jr 6:23; 8:16). CBASD, vol. 4, p. 433.
23 Eu sei. O profeta é o interlocutor, mas ele fala como representante de Israel. Os v. 23 e 24 constituem uma oração de intercessão, com uma confissão de pecados apropriada e o pedido para um castigo moderado (ver Jr 18:20). CBASD, vol. 4, p. 433.
Dirigir os seus passos. O ser humano precisa da orientação divina em cada passo. Deus dirige os passos de uma boa pessoa (Sl 37:23). CBASD, vol. 4, p. 433.
24 Castiga-me, ó SENHOR. Neste pedido está implícita uma confissão de erro e a admissão da necessidade de correção. É um sinal positivo do pecador admitir francamente o erro de seus caminhos e, por iniciativa própria, se submeter à correção. CBASD, vol. 4, p. 433.
Devoraram a Jacó. Deus permitiu que os pagãos castigassem Seu povo escolhido. Satanás buscava tirar vantagem da ocasião para destruir Israel completamente (ver Is 10:6, 7). As nações excederam a permissão de Deus (Is 47:6). CBASD, vol. 4, p. 433.
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JEREMIAS 10 – O pecado mais sobressaliente e repugnante de Judá nesse contexto era a perversão religiosa: a idolatria.
Paul House faz o seguinte comentário: O pecado de Judá é a idolatria, de modo que o profeta expressa em 10:1-16 o que talvez seja sua mais clara declaração monoteísta. Ele convida-nos a observar o contraste entre Yahweh e os ídolos:
1. Não existe ninguém como Yahweh (Jeremias 10:6-7).
2. Yahweh é Rei sobre as nações (Jeremias 10:7).
3. Yahweh é o Deus verdadeiro (Jeremias 10:10).
4. Yahweh é o Deus vivo (Jeremias 10:10).
5. Yahweh é o Deus eterno (Jeremias 10:10).
6. Yahweh é o Criador (Jeremias 10:11-13, 16).
Em contraste,
1. Os ídolos são feitos pelos seres humanos (Jeremias 10:3-4, 8-9, 14-15). Não criam nada (Jeremias 10:11).
2. Os ídolos têm de ser transportados. Cansam seus adeptos (Jeremias 10:5).
3. Os ídolos são incapazes de instruir mediante revelação (Jeremias 10:8).
4. Os ídolos não têm vida (Jeremias 10:14).
Finalmente, a sexta mensagem de Jeremias inclui as nações no dia do Senhor (Jeremias 10:17-25). Esse castigo virá por causa da idolatria, mas também por tratar duramente com Judá (Jeremias 10:25). Neste caso, a Babilônia.
Após essa visão panorâmica fornecida por House, consideremos algumas importantes conexões para nossa vida no tempo do fim.
• A revelação escatológica menciona a ascensão de uma figura conhecida como a “Besta” e a criação de uma “imagem” em sua homenagem. A adoração nesse contexto é destacada como um desvio espiritual e um ato de rebelião contra Deus (Apocalipse 13:1-18). Será uma ação idólatra generalizada mundialmente.
• Aqueles que descambam para tal adoração corrompida, adorando a Besta e/ou a sua imagem, enfrentarão o juízo divino assim como os judeus da época de Jeremias (Apocalipse 14:9-11). Nesse contexto, os que se recusarem a adorar a Besta e sua imagem serão alvos de intolerância religiosa (Apocalipse 12:17; 13:7, 15). Contudo, Jesus virá para dar fim aos que oprimem ao remanescente fiel, como Deus fez com Babilônia no passado (Apocalipse 18:1-24; 19:11-21).
• Deus condena a idolatria de Seu povo, mas Sua ira Se ascende contra idólatras que massacram e oprimem ao Seu povo. Deus agirá contra a perversão religiosa e contra a opressão religiosa (Apocalipse 17:1-18; 19:1-9; 20:11-15).
Nada melhor que ser fiel ao Senhor! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí