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388 palavras
2 Não tomarás mulher. Esta proibição ocorreu na juventude do profeta, porque os jovens hebreus geralmente se casavam em uma idade precoce (ver com. de Gn 38:1; 2Rs 22:1; 23:36; ver vol.2, p. 134, 135). A razão desta proibição é indicada em Jeremias 16:3 e 4. Pais e filhos em breve sofreriam a mais dura fatalidade. O estado civil de Jeremias como solteiro era, portanto, um sinal para aquela geração rebelde (ver Is 8:18; Ez 24:24, 27). Conduzir o trabalho de Deus, muitas vezes, requer sacrifícios pessoais (Lc 14:26; ver com. de 1Co 7:29). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 453.
4 Não serão pranteados. Visto que os judeus consideravam muito importantes as observâncias e cerimônias fúnebres, negligenciá-las era uma grande desonra (ver Jr 9:20-22; 14:16). CBASD, vol. 4, p. 454.
6 Nem se farão por eles incisões, nem por eles se raparão as cabeças. Estas práticas pagãs pelos mortos foram proibidas na lei (ver Lv 19:28; 21:5; Dt 14:1; cf. Jr 7:29). Evidentemente, os israelitas adotaram esses costumes, seguindo-os com frequência cada vez maior durante os reinados de Acaz e Manassés (ver Jr 41:5; Mq 1:16). CBASD, vol. 4, p. 454.
8 Casa do banquete. Jeremias não devia apenas evitar o lugar de luto (ver v. 5), ele também deveria se abster de frequentar qualquer ocasião social de alegria ou diversão. Na consciência de sua missão solitária, ele deveria permanecer distante de tais encontros. CBASD, vol. 4, p. 454.
10 Qual é a nossa iniquidade … ? Os apóstatas, por causa de seu embotamento espiritual ou surpresa hipócrita … não conseguiam ver que seus pecados eram piores do que os outros e encontravam falso e reconfortante alívio na comparação. CBASD, vol. 4, p. 454.
14 Nunca mais se dirá. O cativeiro de Babilônia estaria mais vívido na mente deles do que a escravidão egípcia. Quando os exilados voltassem, eles pensariam em sua libertação de Babilônia como notável sinal de misericórdia e poder divinos, e não no êxodo do Egito. CBASD, vol. 4, p. 454.
15 Terra do Norte. Isto é, Babilônia [referindo-se ao caminho dos conquistadores e do cativeiro]. Isto é, Babilônia (ver com. de Jr 1:14). CBASD, vol. 4, p. 454.
16 Muitos pescadores. Metáfora representativa dos invasores babilônios, que cercariam Judá e Jerusalém com uma pesca de arrastão, não permitindo que ninguém escapasse (ver Am 4:2; Hc 1:15). CBASD, vol. 4, p. 454.
Caçadores. Outra ilustração dos invasores, talvez enfatizando o pensamento de buscar o israelita individualmente por meio de captura ou morte, enquanto os “pescadores” ilustram a tomadas dos judeus como um todo numa rede da campanha militar. CBASD, vol. 4, p. 454.
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JEREMIAS 16 – O profeta trata de advertências e profecias sobre o julgamento de Deus com Seu povo por causa da corrupção religiosa e adultério espiritual que resultaram em desobediência declarada à Sua vontade.
O texto inicia com Deus pedindo que Jeremias não se casasse nem tivesse filhos, pois além de ser um sermão encenado (dramatização) viria uma desolação sobre a terra e, sabendo como seria o futuro, Deus poupou seu servo de sofrimentos ainda maiores. Deus não é contra o casamento, Ele é o idealizador do matrimônio. Portanto, pedir a Jeremias para não tomar mulher para si era “uma ordem incomum, já que a vida familiar era considerada uma grande bênção. Ser solteiro não era visto como virtude” (Bíblia Andrews).
Na verdade, “o Senhor proibiu Jeremias de fazer três coisas normais e aceitáveis: casar-se, prantear os mortos e participar de banquete” (Warren Wiersbe). O que significaram estas instruções divinas? “A ordem para Jeremias não se casar representava uma profecia anunciando a devastação que as famílias sofreriam. A perda seria muito pior do que não ter o conforto de uma família… as mortes serias numerosas demais para se prantear e sepultar… todas as interações humanas normais cessariam” (Bíblia Andrews).
A própria vida do profeta anunciava juízo sobre o povo, apontava para lamentos, festas interrompidas, mortes prematuras de jovens, etc. Na sequência, é pronunciada algumas profecias que merecem nossa atenção:
• Deus revela Sua rejeição à geração de Jeremias por sua persistente rebeldia e idolatria; o que serve como advertência aos judeus em relação aos pecados de seus antepassados (Jeremias 16:10-13).
• Deus promete que haveria uma restauração no futuro após a disciplina no cativeiro. O Senhor traria o povo de volta à terra que Ele prometera dar a Israel – isso seria um grande livramento (Jeremias 16:14-15).
• Deus mostra que o caminho da restauração passa imprescindivelmente pelo arrependimento. Por isso, o profeta convoca o povo a confessar seus pecados e voltar ao Senhor, que é misericordioso (Jeremias 16:16-21).
No final do capítulo, “numa explosão de fé e de alegria profética, Jeremias viu não apenas o ajuntamento do remanescente judeu, mas também a vinda das nações gentias de todos os cantos da Terra para adorar o verdadeiro Deus vivo de Israel” (Wiersbe). Fazemos parte do cumprimento desta profecia! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JEREMIAS 15 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 15 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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338 palavras
1 Ainda que Moisés e Samuel. O cap. 15 aparentemente dá sequência à mensagem do anterior. Assim, possivelmente, os dois capítulos se referem à mesma ocasião. Continuando o debate, por assim dizer, entre Deus e Jeremias (ver v. 1-9), Ele novamente declara Sua rejeição a toda intercessão em favor dos israelitas apóstatas. Moisés e Samuel são mencionados porque foram bem-sucedidos na súplica a Deus (ver Êx 32:9-14; Nm 14:11-20; 1Sm 7:8, 9; cf. Ez 14:14). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 448.
2 O que é para. Esta classificação tinha a intenção de impressionar o povo com a impossibilidade de fuga. CBASD, vol. 4, p. 448.
3 Por causa de Manassés. O reinado mau e então recente deste rei ímpio (ver 2Rs 21:1-18) ainda estava vívido na mentalidade popular. A persistência do povo em seguir o exemplo do ímpio rei era a causa de sua aflição. CBASD, vol. 4, p. 448.
8 Meio-dia. Talvez a hora em que “o saqueador” seria menos esperado, o momento em que a maioria dos exércitos descansava (ver com. de Jr 6:4). CBASD, vol. 4, p. 448.
9 Sete filhos. O nascimento de muitos filhos indicava ampla provisão para o futuro. CBASD, vol. 4, p. 448.
16 Pelo Teu nome sou chamado. Jeremias reconhecia que tinha sido adotado pela família celestial e que tinha o nome da família (ver Ef 3:15). CBASD, vol. 4, p. 449.
17 Dos que se alegram. De preferência, “bobos” ou “festeiros”. CBASD, vol. 4, p. 449.
Solitário. Desde seu chamado, Jeremias teve pouca apreciação social. Como um homem separado por Deus, ele não encontrava prazer no companheirismo com os festeiros. CBASD, vol. 4, p. 449.
18 Como um ilusório ribeiro. As correntes de águas que falham ou secam, assim, enganando os que se aproximam, esperando água. Muitos riachos e vales da Palestina são intermitentes – cheios no inverno e secos no verão (ver com. de 1Sm 17:3). CBASD, vol. 4, p. 450.
19 E eles se tornarão a ti, mas tu não passarás para o lado deles. O profeta não deveria permiti que qualquer oposição ímpia ou pensamento de fracasso o tentasse a se “converter” para as pessoas e comprometer a sua missão, a fim de assegurar o favor delas. CBASD, vol. 4, p. 450.
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JEREMIAS 15 – Na vida de Jeremias, dois aspectos retratam seu caráter. “Por um lado, muitas de suas profecias e narrativas sobre sua vida revelam a força de sua devoção ao Senhor. Os pronunciamentos de condenação feitos por ele encontraram muita resistência no reino do Sul. Sua pregação nunca foi popular. A despeito destas coisas, o profeta continuou a anunciar ousadamente que os pecados de Judá tinham condenado Jerusalém à destruição e sua população iria para o exílio.
“Por outro lado, entretanto, o livro de Jeremias apresenta um quadro de um homem com profundas lutas interiores. Ele era atormentado pelo complexo de inferioridade, depressão, dúvida e falta de esperança. Numerosas passagens (frequentemente chamadas de ‘confissões de Jeremias’) revelam graves conflitos interiores. O profeta lamenta a traição de seus amigos e familiares (Jr 11:18-12:6). Perguntava-se sobre o propósito de seu ministério (Jr 15:10-21). Ficava impaciente, no aguardo do cumprimento da Palavra de Deus (Jr 17:12-18). Orou pela vingança do Senhor contra seus oponentes (Jr 18:18-23). Em sua última lamentação registrada (Jr 20:7-18), clamou ao Todo-poderoso: ‘Iludiste-me, ó Senhor; iludido fique’ (Jr 20:7) e amaldiçoou o dia de seu nascimento (Jr 20:14-18).
“Essas revelações demonstram importantes dimensões do caráter de Jeremias. Ele lutava contra o desânimo por um ministério que não tinha boa aceitação por parte do povo. Várias vezes sofreu por causa de sua mensagem e poucas vezes recebeu incentivo. Em todas as suas provações, entretanto, ele encarava sua miséria com uma honestidade admirável. Não tratava suas dificuldades superficialmente, mas sentia e expressava profundamente seu desencorajamento. De qualquer maneira, Jeremias demonstrou ser um homem de fé, e levou suas perguntas e perplexidades diante do Senhor em oração. Buscou consolo no Deus que o havia chamado para pregar”, analisou Richard Pratt.
Foi desafiadora a vida do profeta Jeremias. O próprio Deus rejeitou sua intercessão pelo povo, devido ao juízo ter sido pronunciado (Jeremias 15:1-9). Embora tenha recebido uma promessa divina e uma sentença sobre seus perseguidores, lamentou o ódio de seus compatriotas (Jeremias 15:10-14). Ele clamou a Deus e foi atendido com uma promessa especial (Jeremias 15:15-21). Sua situação precisou da intervenção de Deus, mostrando que podemos contar com a ajuda divina também quando estamos decididos a cumprir o chamado de Deus custe o que custar. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JEREMIAS 14 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 14 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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382 palavras
1 Palavra do SENHOR. Isto inicia uma nova profecia, que é considerada por alguns como uma extensão de Jeremias 17:18. A mensagem de Jeremias 14 não é datada. No entanto, especula-se que Jeremias a enviou algum tempo antes da última parte do reinado de Jeoaquim (ver Jr 25:1), porque não há uma alusão no capítulo que os caldeus [babilônios] já haviam chegado a Jerusalém. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 444, 445.
2 As portas. A queda das portas representava o rompimento dos negócios e de outras funções públicas. CBASD, vol. 4, p. 445.
10 Não se agrada deles. Deus deve recusar o pedido de Jeremias porque o povo de Judá não se afastou de seus pecados, mas amou “vaguear” nos caminhos de suas próprias transgressões. CBASD, vol. 4, p. 445.
12 Não me agradarei deles. A declaração tem sido compreendida como significando que os jejuns e ofertas eram mera formalidade, atos cerimoniais, sem o sincero espírito da verdadeira adoração (ver Is 1:10-15), portanto, inaceitáveis a Deus. No entanto, a passagem pode ter o sentido de que os jejuns e ofertas deles, embora na medida certa, ocorreram tarde demais para evitar o castigo. CBASD, vol. 4, p. 445.
13 Os profetas lhes dizem. Uma das principais razões para a decadência espiritual dos israelitas foi a poderosa influência de muitos profetas falsos e corruptos em busca de popularidade, que enganavam o povo com esperanças de paz. Esses profetas ilusoriamente raciocinavam que, porque os israelitas eram o povo escolhido do Senhor, estariam seguros de qualquer derrota e que apenas o bem sobreviria a eles. Como o ensino desses falsos líderes religiosos era mais agradável aos ouvidos do povo do que as mensagens dadas pelos verdadeiros servos de Deus, os falsos profetas eram considerados com mais favor que os porta-vozes eleitos por Deus. a oposição dos falsos profetas dificultava extremamente as tarefas dos mensageiros de Deus (ver Is 30:8-10; Jr 5:31; Ez 13; Am 3:5-12). CBASD, vol. 4, p. 445, 446.
17 Virgem, filha. Uma personificação poética para Judá, com referência particular à sua capital, Jerusalém (ver Is 37:22; Jr 8:21; Lm 1:15; 2:13). CBASD, vol. 4, p. 446.
18 Eis aí os mortos. O profeta anteviu o desolado estado da terra por causa do cativeiro babilônico. CBASD, vol. 4, p. 446.
21 Trono. O trono de Deus é o símbolo da presença divina. Neste versículo, o trono parece denotar a cidade de Jerusalém como o lugar da habitação de Deus (ver Jr 3:17; 17:12). CBASD, vol. 4, p. 446.
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JEREMIAS 14 – Aqui, o profeta mistura lamento, intercessão, exortação e promessa, refletindo tanto a condição desesperada do povo ingrato, hipócrita, rebelde e arrogante quanto a relação entre Deus e Seu servo, o profeta.
Cada um dos pontos deste capítulo tem informações relevantes; considere…
• Jeremias 14:1-6 descreve a seca e a fome em Judá. O povo está em lamento e tristeza, buscando água, mas em vão.
• Jeremias 14:7-9 revela o profeta intercedendo em favor do povo, apelando a Deus para que não os rejeite por causa de seus pecados.
• Jeremias 14:10-12 mostra que Deus responde a súplica de Jeremias rejeitando as súplicas do povo, por causa da persistente infidelidade e idolatria.
• Jeremias 14:13-16 apresenta um diálogo do profeta verdadeiro com Deus e a profecia contra os falsos profetas, prognosticadores.
• Jeremias 14:17-18, o profeta de Deus expressa a própria aflição e tristeza diante da situação do povo devido aos seus pecados.
• Jeremias 14:19-22 demonstra a preocupação do profeta em mais uma súplica a Deus em nome do povo, clamando que Ele intervenha por causa de Seu próprio nome e reputação.
A grande seca acarreta fome e miséria (Jeremias 14:1-6), mas os falsos profetas intentam iludir o povo com falsas mensagens (Jeremias 14:13). Considerando Jeremias 14:14-18, Deus ensina pelo menos três verdades impactantes a nós, que vivemos numa sociedade pluralista, inclusive na religião:
1. Essência dos falsos profetas: O próprio Deus declara que os falsos profetas/pregadores estão propagando mentiras em Seu nome, sem terem sido enviados por Ele. Eles falam presumindo autoridade divina, e assim enganam facilmente multidões.
2. Mensagem dos falsos profetas: Deus revela que eles propagam falsas visões, vaidades e enganos do próprio coração. Em vez de transmitirem a verdadeira Palavra de Deus, estão criando mensagens que satisfazem seus próprios interesses ou afagam o ego dos ouvintes falando o que mais lhes convêm.
3. Consequências para os falsos profetas: Deus afirma que tanto os profetas falsos quanto aqueles que os ouvem serão punidos. Os falsos profetas enfrentarão a espada e a fome, sendo consumido pelas calamidades que eles negligenciaram, assim também seus seguidores.
Esse tema é expandido no Novo Testamento (Mateus 7:15-20; 24:11, 24; II Pedro 2:1-3). Na Bíblia, Deus adverte contra o engano. Sua Palavra é escudo para proteger-nos de mensagens falsas. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: JEREMIAS 13 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 13 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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930 palavras
1 Assim me disse o SENHOR. Os acontecimentos deste capítulo podem ser datados com um alto grau de certeza em 597 a.C., durante o reinado de três meses de Joaquim, uma vez que, como alguns pensam, a rainha (mãe) mencionada no v. 18 … é Neústa, a mãe de Joaquim, frequentemente mencionada em ligação ao reinado de Joaquim (ver 2Rs 24:6-8, 12, 15; Jr 22:24, 26; 29:2). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 441.
2 Cinto (ARA; NVI: “calção”). Do heb. ‘ezor, “uma tanga”. Simbolicamente, a tanga representava os israelitas, a quem Deus ligou estreitamente a Si (ver Jr 13:11). CBASD, vol. 4, p. 441.
Não o metas na água. Uma peça de roupa suja e úmida se decompõe mais facilmente. CBASD, vol. 4, p. 441.
4 Vai ao Eufrates. Embora haja algum questionamento se Jeremias foi solicitado a enterrar o cinto nas margens do famoso rio, não há incerteza a respeito da aplicação da profecia simbólica. O cinto representava a casa de Israel (Jr 13:11) e a remoção e enterro do cinto representava a remoção do povo para Babilônia. CBASD, vol. 4, p. 441.
6 Passados muitos dias. Não é declarado quanto tempo o cinto ficou enterrado. Foi longo o suficiente para que a deterioração o inutilizasse (ver v. 7). CBASD, vol. 4, p. 441.
9 Muita soberba de Jerusalém. Referência ao orgulho vão, prepotente e arrogante do coração pecador e rebelde do povo.Qualquer golpe no orgulho da cidade envolveria o grande objeto do orgulho de Jerusalém, o templo (ver com. de Jr 7:4). CBASD, vol. 4, p. 441, 442.
11 Casa de Israel. O simbolismo da profecia é explicado neste versículo. O cinto (ou calção, NTLH) representava as casas de Israel e de Judá. CBASD, vol. 4, p. 442.
Eu fiz apegar-se a Mim … para Me serem por povo, e nome, e louvor, e glória. Deus lembra a Seu povo qual teria sido a sorte dele se tivesse se mostrado leal a Ele, se tivesse sido obediente à Sua vontade (ver Dt 7:6; 26:18, 19; 28:1, 13, ver p. 12-13). CBASD, vol. 4, p. 442.
12 Jarro. Grande jarro ou vaso de barro (ver Is 30:14; Lm 4:2). CBASD, vol. 4, p. 442.
16 Dai glória ao SENHOR. Isto é, fazer o que exige o conhecimento de Deus e de Seus requerimentos. Como no caso de Acã (Js 7:19), um ato assim envolveria uma contrita confissão de pecados. CBASD, vol. 4, p. 442.
Montes tenebrosos. Ilustração sugestiva do misto de tristeza, cegueira do castigo e desespero que os israelitas estavam prestes a experimentar por causa de sua iniquidade (ver Is 59:9, 10). CBASD, vol. 4, p. 442.
17 Minha alma chorará. O profeta expressa sua afetuosa consideração e profundo amor por seu povo (ver Lm 1:16; ver com. de Jr 9:1). CBASD, vol. 4, p. 442.
18 Rainha-mãe. Do heb gevirah, refere-se a Neústa, mãe do rei Joaquim ou Jeconias (ver Jr 29:2; 2Rs 15:16). Essas rainhas-mãe exerciam grande influência nos negócios do reino, como indicado pela usurpação de autoridade suprema por Atalia (ver 2Rs 11; ver com. de Dn 5:10). CBASD, vol. 4, p. 442.
Coroa da vossa glória. Literalmente, “cobertura da cabeça”. CBASD, vol. 4, p. 442.
19 Do sul. Do heb. negeb, uma região na parte sul da Judeia [Neguev]. CBASD, vol. 4, p. 442.
Todo o Judá foi levado para o exílio. É enfatizada a integridade da aproximação da deportação. Estava envolvido todo o país, inclusive as cidades do sul. CBASD, vol. 4, p. 442.
20 Do Norte. A rota de invasão de Babilônia para se aproximar da Palestina partia do norte (ver com. de Jr 1:14). CBASD, vol. 4, p. 442.
Onde está o rebanho que foi confiado a você…? O rebanho representa os habitantes de Judá. Sião [Jerusalém, personalizando seus líderes políticos e religiosos] deveria ter cuidado deles com carinho, mas cedeu á iniquidade e, de modo vil, negligenciou o “rebanho do SENHOR” (v. 17). O mesmo questionamento é dirigido a pais, professores e líderes espirituais. Deus confiou pessoas preciosas aos seus cuidados. Ele exigirá conta rigorosa dos guardiões de Seu rebanho. CBASD, vol. 4, p. 442, 443.
22 Pela multidão de seus pecados se levantaram as tuas fraldas (ARA; NVI: “por causa dos seus muitos pecados … suas vestes foram levantadas e você foi violentada”). Literalmente, [“levantaram as tuas fraldas”=] “são postos a nu. A remoção das “fraldas” era uma indicação de profunda degradação (ver Is 47:1-3; Na 3:5). Relevos assírios retratam mulheres cativas sofrendo este ultraje. CBASD, vol. 4, p. 443.
Teus calcanhares sofrem violência. Isso pode significar que eles seriam obrigados a caminhar descalços como humildes escravos ou prostitutas marginalizadas (ver Is 20:2-4). CBASD, vol. 4, p. 443.
23 Etíope … leopardo. Estas pessoas da parte superior [mais ao sul] do Nilo (ver com. de Gn 10:6; ver vol. 2, p. 35, 36) eram familiares ao povo de Judá (ver Jr 38:10). A ilustração gravou vivamente a triste verdade de que o pecado de Judá estava tão firmemente estabelecido e de que seu povo não conseguia, por si só, mudar seus maus caminhos. Nada foi deixado para eles, a não ser o cativeiro. CBASD, vol. 4, p. 443.
Então, poderíeis fazer o bem. Neste versículo é apresentada a futilidade de qualquer esforço humano para vencer o mal, a parte do poder de Deus (ver 1Rs 8:46;Sl 130:3; Pv 20:9; Ec 7:20; Rm 3:9-12; 7:22-8:4; 1Jo 1:8-2:2). CBASD, vol. 4, p. 443.
24 Restolho. Do heb. qash, referência à palha esmagada e quebrada, encontrada na eira depois que os bois pisaram o grão. Ela será soprada pelo vento quente que a varrerá do deserto da Arábia (ver com. de Jr 4:11). CBASD, vol. 4, p. 443.
25 Confiaste em mentiras. Possivelmente, uma referência à adoração aos falsos deuses. CBASD, vol. 4, p. 443.
27 Teus adultérios. Metáfora da adoração idólatra dos israelitas (ver Jr 3:20). CBASD, vol. 4, p. 443.
Rinchos. Representa os desejos e a cobiça não reprimidos de Judá em relação à idolatria (ver Jr 2:24; cf. 5:8). CBASD, vol. 4, p. 443.
Até quando ainda não te purificarás? A parte final do versículo apresenta a acariciada esperança do Senhor quanto a reforma espiritual dos israelitas. A terminologia sugere uma esperança tingida com desespero melancólico por causa do rumo persistentemente impenitente do povo. CBASD, vol. 4, p. 443.