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Texto bíblico: MATEUS 6 – Primeiro leia a Bíblia
MATEUS 6- COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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549 palavras
1 justiça. Jesus afirma o valor positivo que há na justiça prática, mas somente quando praticada em submissão a Deus e por amor a Ele, ao invés de feito em busca de glória pessoal humana. Bíblia de Genebra.
Ele [Jesus] não está condenando a oração, jejum e caridade públicos e, sim, a natureza centrada em si mesma da religiosidade pública (em 5:14-16 temos os atos centrados em Deus). Andrews Study Bible.
…a humildade, e não o orgulho, é a base da comunhão com Deus. Bíblia Shedd.
2 hipócritas. A palavra grega significa “ator de teatro”. … Aqui, refere-se aos que fingem ser consagrados. Bíblia de Estudo NVI Vida.
No Novo Testamento, o hipócrita é aquele que alega ter um relacionamento com Deus e amar a justiça, mas que está buscando seu próprio interesse, enganando-se a si mesmo. Bíblia de Genebra.
3 mão esquerda … mão direita. …a pessoa não deve chamar atenção para a sua generosidade. A autoglorificação é um risco sempre presente. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Jesus quer dizer que os cristãos não devem fazer caridade a fim de obterem louvor e honra. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 358.
7 sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos. Estes citavam nas orações longas listas com os nomes de seus deuses, na esperança de, mediante a constante repetição, invocarem o nome daquele deus que os ajudasse. Bíblia de Estudo NVI Vida.
9 nosso. A oração do Pai Nosso é uma oração pública. Andrews Study Bible.
…embora reflita, até certo ponto, as orações do judaísmo, a oração do Senhor é, contudo, inspirada e original. Sua originalidade está na escolha das petições e no seu arranjo. Sua aceitação universal reflete o fato de que expressa mais perfeitamente do que qualquer outra oração as necessidades fundamentais do ser humano. CBASD, vol. 5, p. 359.
Santificado seja o Teu nome. Santificamos Seu nome quando reconhecemos a santidade de Seu caráter e permitimos que Ele reproduza esse caráter em nós. CBASD, vol. 5, p. 360.
11 dai-nos. A oração se inicia com Deus e Seus assuntos e somente então se dirige para os nossos pedidos e desejos. Andrews Study Bible.
12 dívidas. A referência aqui é a dívidas pessoais. Os cristãos perdoam os outros em resposta ao perdão de Deus (18.32-33); porém, se não perdoarmos os outros, não podemos clamar pelo perdão de Deus para nós mesmos (vs 14-15). Bíblia de Genebra.
16-18 jejum. Is 58:3-9, a mais extensiva passagem da Bíblia sobre o jejum, fala do jejum, não como sendo um ritual, mas em termos de alcançar os pobres e necessitados. Andrews Study Bible.
O jejum não é condenado se tiver como alvo o aproximar-se de Deus e a negação de si mesmo. Bíblia Shedd.
17 arrume o cabelo e lave o rosto. Os judeus colocavam cinzas na cabeça ao jejuarem. Jesus manda manter a aparência regular [normal]. O jejum não deve ser realizado de modo ostensivo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
20 Tesouros no céu ajuntam-se somente convertendo pecadores que viverão eternamente. Bíblia Shedd.
24 riquezas. Gr mamõn, transliteração da palavra aramaica que significa “riqueza”, mas que Jesus aqui está dando como nome pessoal, como se fosse um ídolo pagão. Bíblia Shedd.
26 não semeiam, não colhem….os passarinhos não se preocupam com o que o futuro reserva. Bíblia de Genebra.
27 côvado. Medida de comprimento de 46 cm. Aqui é humoristicamente considerada como mais um pedacinho de vida. Bíblia Shedd.
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MATEUS 6 – O Evangelho em análise revela profundamente o caráter do Reino dos Céus e a relação íntima que Jesus, o Rei, deseja estabelecer com Seus súditos. Desde o início, Mateus destaca Jesus como o Rei que veio estabelecer um reino não de poder político, mas espiritual, governando o coração e a mente dos fiéis.
Por conseguinte, a súplica na oração modelo “venha o Teu Reino; seja feita a Tua vontade, assim na Terra como no Céu” (Mateus 6:10) vai além de premissas a serem decoradas e recitadas. Ela exige uma vida inteira de compromisso com a justiça e valores do Reino dos Céus (Mateus 6:1-18), e um inteira dependência desse Reino (Mateus 6:19-34). Com tal pedido, o Rei Jesus está chamando Seus súditos a desejarem profundamente a manifestação plena do Reino dos Céus na Terra.
“Venha Teu Reino” é um pedido pela manifestação pessoal e plena do Reino Divino. Embora o Reino de Deus na Terra tenha sido inaugurado com a presença de Jesus, aguardamos Sua consumação total na segunda e terceira vindas de Cristo (Mateus 25:14-46; Apocalipse 19:1-20:15). No contexto de Mateus 6, o pedido “Venha Teu Reino” reflete o desejo que o Reino dos Céus se torne uma realidade tangível na vida diária dos crentes. Isso implica uma mudança de prioridades, uma transformação no estilo de vida: Abandonar as preocupações terrenas (Mateus 6:25-34) e focar na busca pelas prioridades do Reino Eterno.
Em Mateus 6:33, a Majestade do Céu na Terra diretamente apela veementemente para que Seus súditos busquem em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua justiça, prometendo que todas as nossas necessidades terrenas – que produzem ansiedade – serão supridas. Essa promessa está profundamente enraizada na compreensão do que significa viver sob o senhorio de Cristo e dentro da economia do Reino dos Céus.
Mário Veloso argui: “Mateus explica as coisas. Jesus não é um homem comum. É o Rei de Israel. Seu reino cresce dentro de cada crente. E descreve como isso acontece. Descreve como cresce na comunidade universal de crentes, a Igreja. E descreve como cresce entre todos os seres humanos, os quais, embora pecadores, sempre são objeto da obra salvadora de Jesus. Porque, além de Rei de Israel, é também o Salvador do mundo”.
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: MATEUS 5 – Primeiro leia a Bíblia
MATEUS 5- COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1485 palavras
1 multidões. Ao que tudo indica, essas multidões eram as “numerosas multidões” de Mateus 4:25 que seguiam Jesus depois de Sua primeira viagem missionária pelas cidades e vilas da Galileia. O Sermão do Monte foi feito provavelmente no fim do verão (MDC, 2, 45) do ano 29 d.C., por volta da metade de Seus três anos e meio de ministério. … o Sermão do Monte é a o mesmo tempo o discurso inaugural de Cristo como Rei do reino da graça e também a constituição do reino. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 333.
monte. Mateus continua a traçar paralelos entre Cristo e Moisés. Andrews Study Bible.
O monte no qual Cristo proferiu o Sermão do Monte é chamado de “Sinai do Novo Testamento”, visto que ele é para a igreja cristã o que o monte Sinai foi para a nação judaica. CBASD, vol. 5, p. 333.
O conteúdo deste sermão é semelhante ao sermão da planície, registrado em Lc 6. Bíblia de Genebra.
Apesar de algumas diferenças no relato do sermão e sobre as circunstâncias de seus ouvintes, … não se pode questionar o fato de que esses dois relatos se refiram à mesma ocasião. … os relatos não são excludentes, mas complementares. … Várias outras partes do Sermão do Monte apresentadas em Mateus ocorrem em pontos diferentes do evangelho de Lucas, sem dúvida porque Cristo repetiu esses pensamentos em ocasiões posteriores. O Sermão do Monte apresenta um contraste notável entre o cristianismo e o judaísmo da época de Cristo. CBASD, vol. 5, p. 334.
discípulos. Lit., “alunos”. … pode ter sido empregado aqui em sentido mais amplo, não se referindo somente aos doze. Bíblia de Estudo NVI Vida.
3-12 bem-aventurados. gr. makarios. Bíblia Shedd.
A palavra significa mais que “feliz”, porque a felicidade é um sentimento que muitas vezes depende das circunstâncias externas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Nas primeiras palavras do Sermão do Monte, Cristo enfatiza o desejo supremo de todo coração humano: felicidade. Esse desejo foi implantado no ser humano pelo próprio Criador e, originalmente, tinha o propósito de levá-lo a encontrar verdadeira felicidade por meio da cooperação com o Deus que o criou. O pecado acontece quando o ser humano tenta alcançar a felicidade como um fim em si mesma, sem considerar a obediência a Deus. … A felicidade está no coração daqueles que estão em paz com Deus (cf Rm 5:1) e com seu próximo (cf. Mq 6:8), que caminham de acordo com os dois grandes mandamentos da lei de amor (ver Mt 22:37-40). CBASD, vol. 5, p. 335.
Inclui bem-estar espiritual, tendo a aprovação de Deus e, assim, um destino mais feliz (Sl 1). Bíblia de Genebra.
Se as bem-aventuranças forem divididas em dez (uma para cada verso), elas podem ser divididas de modo similar às duas tábuas a lei dada no Monte Sinai: as primeiras quatro tratam do relacionamento do homem com Deus e as seis últimas do relacionamento do homem com seus semelhantes. Andrews Study Bible.
3 pobres “em” espírito (NVI). Os pobres “em espírito” podem se referir a todos que dependem de Deus, não importa seu status social ou econômico. Andrews Study Bible.
…[O termo] se refere àqueles que são extremamente pobres no sentido espiritual e sentem necessidade daquilo que o reino dos céus tem a lhes oferecer (cf. At 3:6; ver com. de Is 55:1). CBASD, vol. 5, p. 336.
Reino dos céus. Os judeus imaginavam que o reino dos céus se baseava na força que obrigaria as nações da terra a se submeterem a Israel. Mas o reino que Cristo veio estabelecer começa no coração do ser humano, permeia a vida e transborda para o coração de outras pessoas
O reino não é algo merecido por serviços prestados. É mais uma dádiva que uma recompensa. Bíblia de Estudo NVI Vida.
5 mansos. A mansidão aqui referida é de natureza espiritual, uma atitude de humildade e submissão a Deus. Nosso modelo de mansidão é Deus. Bíblia de Genebra.
13 sal. O sal era utilizado para dar sabor e preservar (em uma sociedade sem refrigeração). A metáfora é um chamado evangelístico para se misturar com o mundo e transformá-lo. Andrews Study Bible.
Os depósitos de sal, ao longo do mar Morto, contêm não só o cloreto de sódio, mas uma variedade de outros minerais também. Este sal pode tornar-se sem utilidade quando a chuva lava sua salinidade, tornando-o insípido no correr dos anos. Bíblia de Genebra.
17 lei … profetas. Os cinco primeiros livros do AT e todos os demais da Escritura hebraica. Jesus não está fazendo distinção entre as leis cerimoniais, civis e morais. Ele está aqui confirmando toda a vontade de Deus registrada nas Escrituras hebraicas e mostrando sua continuidade. E mais, Ele as cumpre. Andrews Study Bible.
cumprir. Jesus cumpriu a lei no sentido de dar a ela seu significado pleno. Bíblia de Estudo NVI Vida.
20 escribas e fariseus. Eles eram exatos e escrupulosos em seguir as 613 leis encontradas na Torah. Mas a justiça que Jesus exigia estava acima das particularidades externas da lei. Ia ao cerne da intenção. Jesus dá seis exemplos nos vv. 21-48. Andrews Study Bible.
21-48. As questões abordadas nestes versos foram chamadas tradicionalmente de “as seis antíteses” (ou declarações por contraste), porque cada uma se inicia com “Vocês tem escutado o que foi dito… mas Eu digo a vocês“. Jesus toma um ensino ou entendimento de uma passagem da Escritura e lhe dá um entendimento mais profundo, completo e cristão. Andrews Study Bible.
22 inferno de fogo. Literalmente, “o geena [gr. geena] de fogo”, ou “o inferno de fogo”. Geena, inferno, é uma transliteração do heb. ge’ ben hinnom, “vale de Hinom” ou “vale do Filho de Hinom” (Js 15:8). Esse vale está ao sul e a oeste de Jerusalém e se encontra com o vale de Cedrom ao sul da Cidade de Davi e do tanque de Siloé (ver com. de Jr 19:2). O ímpio rei Acaz (ver vol. 2, p. 70) parece ter introduzido o rito pagão bárbaro de queimar crianças a Moloque num lugar chamado Tofete, no vale de Hinom (2Cr 28:3; cf. PR, 57), no tempo de Isaías … Manassés, neto de Acaz, retomou essa prática (2Cr 33:1, 6; cf. Jr 32:35). … Como punição por essa e outras maldades, Deus advertiu Seu povo de que o vale de Hinom um dia se tornaria “o vale da Matança” para os cadáveres deste povo” (Jr 7:32, 33; 19:6; cf. Is 30:33). Da mesma forma, o fogo de Hinom se tornou símbolo do último grande dia de juízo e punição dos ímpios (cf. Is 66:24). No pensamento escatológico judaico, derivado em parte da filosofia grega, geena era o lugar onde as almas dos pagãos eram mantidas sob punição até o dia do juízo final e das recompensas. A tradição que diz que o vale de Geena era um lugar onde se queimava lixo e, portanto, um símbolo do fogo do último dia, parece ter se originado com o Rabbi Kimchi, um erudito judeu dos séculos 12 e 13. CBASD, vol. 5, p. 347,
27, 28 não adulterarás. Adulterar, para o judeu, observando-se a letra de Êx 20.14, seria deitar-se com a mulher do seu próximo. Para Jesus, é isto e ainda algo mais. Bíblia Shedd.
31-32 divórcio. Duas escolas rabínicas tinham interpretações diferentes para Dt 24:1, quanto ao divórcio: Hillel o permitia para qualquer motivo; Shammai o permitia apenas por adultério. Jesus está mais próximo ao pensamento de Shammai. … Além disso, Ele corrige o mau uso da passagem bíblica acentuando a importância e permanência do matrimônio. Andrews Study Bible.
34 de modo algum jureis. Jesus está se referindo a um legalismo estreito e enganador, que exige um juramento específico para obrigar o cumprimento daquilo que foi falado. A implicação de uma tal abordagem com relação à honestidade, é que só necessitamos ser verdadeiros sob juramento. Bíblia de Genebra.
38-42 Jesus está ensinando um pacifismo ativo. Ele rejeita vingança violenta e retaliação. Andrews Study Bible.
40 túnica … capa. A túnica era uma roupa interna, e a capa, uma roupa solta, externa. Bíblia de Estudo NVI Vida.
41 se alguém te obrigar. A possibilidade de um soldado romano coagir uma pessoa a servir como guia ou transportador de carga era real. Mesmo se compelido por força a fazer alguma coisa por alguém, a pessoa pode demonstrar liberdade para fazer voluntariamente mais do que foi exigido, ao invés de fazer o serviço de má vontade. Bíblia de Genebra.
42 Provavelmente, não uma referência de dar a todos os que pedirem, mas uma referência específica aos pobres (cf. Dt 15.7-11; Sl 112.5, 9). Bíblia de Estudo NVI Vida.
43 odeie o seu inimigo. …o ódio para com os inimigos era parte aceitável na ética judaica da época. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Isto não está no Antigo Testamento, mas era uma falsa conclusão derivada do ensino dos escribas, inferido da estreita compreensão daquilo que significava “próximo”, que para eles era simplesmente um outro judeu. Jesus mostra que a verdadeira intenção de Lv 19.18 é incluir até os inimigos (Lc 10.29-37). Bíblia de Genebra.
Esta expressão pertence à tradição popular dos judeus, à época. Bíblia Shedd.
Nota: Infelizmente, por questões práticas de tempo disponível e espaço, tivemos que restringir a compilação dos excelentes comentários do Comentário Bíblico Adventista, vol 5, que apresenta 22 páginas sobre o cap. 5, o qual em muito recomendamos.
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MATEUS 5 – A realeza messiânica é a ênfase dado por Mateus, inspirado pelo Espírito Santo. Desde Sua genealogia real (Mateus 1:1-17), Cristo, o ungido, vem sendo revelado como Rei, da linhagem de Davi.
O nascimento virginal de Jesus, cumprindo a profecia de Isaías 7:14, indica um nascimento divino e especial, digno de um Rei. Jesus é chamado de “Emanuel” (Deus Conosco), sublinhando Sua autoridade divina e realeza. Jesus não tornou-Se divino, nem rei; Ele já era divino e rei quando tornou-Se um bebê (Mateus 1:18-25).
Os importantes magos do Oriente, trazendo presentes adequados a um rei, perguntaram em Jerusalém: “Onde está o recém-nascido rei dos judeus? Vimos a Sua estrela no oriente e viemos adorá-lO” (Mateus 2:1-2).
Preocupado com o próprio trono, Herodes vê Jesus como uma ameaça ao seu poder; então ordena a matança dos meninos de Belém a fim de exterminar o menino-Rei. Herodes reconhece implicitamente a realeza de Jesus (Mateus 2:3-18).
João Batista prepara o caminho para o Rei Jesus, pregando a vinda do Reino de Deus e chamando as pessoas ao arrependimento (Mateus 3:1-12). Inclusive Satanás reconhece que Jesus veio assumir o reino, por isso mostrou-lhe os reinos deste mundo em uma das tentações (Mateus 4:8-10).
Jesus começa a pregar que “o Reino dos Céus está próximo”, estabelecendo-Se como o Rei desse Reino Eterno. Por isso, escolhe Seus discípulos como um rei escolhe seus oficiais (Mateus 4:12-25).
Desta forma, em Mateus 5 Jesus está estabelecendo as bases do Seu Reino e formando Seus seguidores, como um rei instrui seus súditos.
• As Bem-Aventuranças descrevem as características dos cidadãos do Reino dos Céus; anúncio semelhante a um edito real que define os valores e princípios do Reino Messiânico (Mateus 5:1-12).
• Ao instruir Seus seguidores a serem sal e luz, Jesus está enfatizando o impacto transformador do Seu Reino no mundo, mostrando a glória e a influência de Seu governo (Mateus 5:13-16).
• Jesus como o cumprimento da Lei pode interpretar a Lei para Seus discípulos, revelando Sua autoridade como Rei e Legislador (Mateus 5:17-48).
Temos a opção de submeter-nos à realeza de Cristo, tornar-nos súditos de Seu Reino e viver, nos reinos corruptos deste mundo, os princípios e valores elevados do Reino dos Céus.
Vamos expandir o Reino de Deus na sociedade? Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: MATEUS 4 – Primeiro leia a Bíblia
MATEUS 4- COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
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1776 palavras
1-11 A importância das tentações de Jesus, ainda mais por terem ocorrido no início do Seu ministério público, pode ser mais bem entendida se levarmos em conta o tipo de Messias que Ele haveria de ser. Não levaria a efeito a Sua missão usando Seu poder sobrenatural para necessidades próprias (primeira tentação), usando-o para conquistar muitos seguidores mediante milagres ou magias (segunda tentação) ou fazendo concessões a Satanás (a terceira tentação). Bíblia de Estudo NVI Vida.
1 tentado. A tradição aponta o Monte da tentação no sul da Judeia. Diabo. Gr diabolos, “maldizente”, o que lança uma pessoa contra a outra. Na mesma narrativa, Marcos emprega a palavra Satanás (Mc 1.13), que é uma transliteração da palavra hebraica sãtãn, “adversário”, “acusador”. Bíblia Shedd.
Foi das alturas do monte Nebo que “O Senhor lhe mostrou [ a Moisés] toda a terra” Dt 31:1-4; PP, 471-477), e pode ter sido do mesmo ponto, “um monte muito alto”, que o diabo apresentou a Cristo “todos os reinos do mundo” (Mt 4:8); CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 316.
Ainda que Deus mesmo não tente ninguém (Tg 1.13), as tentações que sofremos estão incluídas no plano soberano de Deus para nosso bem. Se vencermos, seremos fortalecidos; se sucumbirmos, reconheceremos mais claramente a necessidade que temos de mais santificação e graça. Bíblia de Genebra.
Jesus assumiu a natureza humana e, com ela, a possibilidade de ceder ao pecado (DTN, 117). … Só assim poderia ser dito que “foi Ele tentado em todas as coisas, mas sem pecado” (Hb 4:15). De outro modo, se, como afirmam alguns, por ser divino, Jesus não pudesse ser tentado, então Sua tentação teria sido uma farsa. CBASD, vol. 5, p. 317.
2 jejuar quarenta dias e quarenta noites. Somente Mateus menciona o jejum. Ele traça um paralelo com o jejum de Moisés de 40 dias e noites no Monte Sinai (Dt 9:9-18). E também com os 40 anos que os israelitas vaguearam no deserto acossados por tentações e testes (Dt 8:2-3). Andrews Study Bible.
O ministério de Jesus começou com jejum, uma preparação espiritual para a luta com o diabo: destacam-se também as 40 noites, por causa do costume árabe de observar o jejum durante o dia. … A arma usada por Jesus nesta batalha de três etapas, era a Palavra de Deus. “Está escrito”; através dessa arma o diabo foi golpeado e vencido. Bíblia Shedd.
3 Se és o Filho de Deus. Um claro eco das palavras do Pai no Jordão, 40 dias antes. … Com insolente desprezo, Satanás se dirigiu Àquele contra quem tinha falado tão desafiadoramente no Céu antes de ser expulso. … As palavras de Satanás nessa ocasião foram, mas tarde, ecoadas pelo líderes judeus ao zombarem de Cristo na cruz (Mt 27:40). CBASD, vol. 5, p. 318.
pedras se transformem em pães. O tentador primeiramente ataca Jesus no ponto de Sua maior necessidade. De modo similar, somos tentados em nossas maiores vulnerabilidades – por exemplo, materialismo no mundo desenvolvido e poder (religioso e politico) no mundo em desenvolvimento. As tentações de materialismo e poder foram as duas grandes tentações de Jesus de acordo com Mateus. Andrews Study Bible.
4 Está escrito. A fé de Cristo em Deus e o conhecimento de Sua vontade estavam fundamentados nas Escrituras. … Cristo afirma que obedecer à Palavra escrita de Deus tem mais valor e importância até mesmo do que realizar milagres. As citações que Cristo fez das Escrituras nessa ocasião foram todas extraídas de Deuteronômio [Dt 6:13; 6:16 e 8:3]. … As palavras usadas por Cristo para frustrar o tentador foram originalmente ditas por Moisés com referência à primeira ocasião no deserto quando os filhos de Israel murmuravam por causa da falta de água (ver Êx 17:1-7). CBASD, vol. 5, p. 319, 321.
Toda Palavra. …é de vital importância considerar toda a Palavra de Deus. O homem não tem a liberdade de escolher partes da Palavra de Deus que lhe agradam e rejeitar outras. CBASD, vol. 5, p. 320.
5 Então. Em Lucas, a ordem da segunda e terceira tentações é diferente. Não se sabe qual foi a real ordem cronológica, mas há razão para se crer que as três tentações ocorreram na ordem dada por Mateus. … A sequência de eventos apresentada em um dos evangelhos sinóticos [Mateus, Marcos e Lucas] com frequência difere da ordem dada nos outros. Deve-se observar que nenhum dos evangelistas afirma ter disposto a narrativa numa sequência estritamente cronológica,. CBASD, vol. 5, p. 320.
6 Satanás cita as Escrituras, mas usa o Sl 91.11-12 de um modo exatamente oposto ao do sentido original. O Sl é uma exortação para se confiar em Deus; Satanás tenta substituir a confiança por um teste, lançando dúvida sobre a fidelidade de Deus. Não há lugar para a presunção em uma grande fé. Fé e presunção são incompatíveis. Bíblia de Genebra.
Jamais devemos nos colocar desnecessária ou descuidadamente numa posição em que Deus tenha que fazer um milagre a fim de nos salvar dos resultados adversos de uma conduta tola. Não devemos esperar que Deus nos resgate quando sem necessidade nos precipitamos para o perigo. A maturidade da fé nos levará a viver em harmonia com o que Deus já nos revelou e, então, confiar nEle quanto ao restante. CBASD, vol. 5, p. 322.
8 reinos do mundo. Mateus coloca esta tentação por último. No grego, o mais importante é colocado por último ou em primeiro. Para Mateus, o reinado de Jesus é a chave de seu evangelho. Andrews Study Bible.
Satanás afirmou ter substituído a Adão como governante legítimo deste mundo (ver Gn 1:28; Jó 1:6, 7), mas governava como usurpador. Contudo, Cristo não contestou diretamente a reivindicação de Satanás, apenas negou que ele tivesse qualquer direito de ser adorado. CBASD, vol. 5, p. 322.
9 Tudo isto. Satanás de forma eficiente exercia controle sobre os assuntos religiosos e políticos do mundo (Lc 4:6). … [porém] O controle de Satanás da raça humana não era completo. Ainda havia alguns que não lhe eram fiéis. Ele percebeu o desafio implícito na natureza perfeita de Cristo. CBASD, vol. 5, p. 322.
10 Ao Senhor, teu Deus, adorarás. A crença de que alguém pode servir a dois senhores é um engano do diabo (ver Mt 6:24). Qualquer filosofia de vida que ofereça “tudo isto” e também o céu faz parte da doutrina do próprio diabo. CBASD, vol. 5, p. 323.
12 A prisão de João Batista encerra o ministério de Jesus na Judeia, passando então a exercer Seu ministério na Galileia, estabelecendo o centro das Suas atividades messiânicas em Cafarnaum, importante cidade da Galileia. Bíblia Shedd.
A despeito da aparente popularidade e êxito de Cristo (ver DTN, 181), Seu ministério na Judeia deu poucos frutos (DTN, 194, 245). Embora os breves comentários de João sejam toda a informação que se tem do que ocorreu durante esse período, fica claro que transcorreu um tempo considerável (cf. DTN, 214, 231). … A rejeição de Jesus pelo Sinédrio após a cura em Betesda (Jo 5:16, 18) resultou no término de Sua obra na Judeia e fez com que partisse para a Galileia, quando se deu o início formal de Seu ministério ali. Outro fator contribuinte foi a prisão de João Batista (Mt 4:12; Mc 1:14; vem com. de Jo 4:1). CBASD, vol. 5, p. 324.
Retirou-se. Isto é, transferiu Seu campo de ministério para aquela região. Isso aconteceu na primavera de 29 d.C., após a Páscoa, e foi pelo menos a terceira vez, desde Seu batismo, que Jesus saiu da Judeia para a Galileia. A primeira vez em que partiu para Galileia foi no inverno de 27-18 d.C. (ver Jo 1:43) e a segunda, um ano depois, no inverno de 28-29 d.C. (ver com. de Jo 4:1-4). Após deixar a Judeia, depois da Páscoa de 29 d.C., Jesus não retornou para lá até a Festa dos Tabernáculos, no outono de 30. d.C (DTN, 393, 395, 450-452). … Ao conduzir Sua obra primeiramente na Judeia, Jesus propôs dar aos líderes judeus a oportunidade de aceitá-Lo como o Messias. Se tivessem feito isso, sem dúvida a nação judaica teria se unido a Ele e tido o privilégio de representá-Lo diante das nações do mundo, conforme o plano original previsto nos profetas (ver vol. 4, p. 12-15). CBASD, vol. 5, p. 324, 325.
15 Galileia dos gentios! Depois da deportação das dez tribos para a Assíria, em 722 a.C., a região conhecida como Galileia (ver Is 9:1) foi habitada quase que exclusivamente por não judeus. Na época de Cristo muitos judeus tinham se estabelecido ali, resultando numa população mista de judeus e gentios. CBASD, vol. 5, p. 326.
Mateus realça o enfoque de Jesus sobre a nação de Israel, durante o Seu ministério terreno (10.5-6). Contudo sua observação de que o ministério de Jesus cumpre Is 9.2 mostra que o mandato de ir aos gentios, em Mt 28.19, não é uma reflexão posterior; o propósito último sempre incluiu as nações. Bíblia de Genebra.
16 O povo que jazia em trevas. Sua situação é descrita por “trevas”, sem iluminação espiritual, e só na expectativa da morte. A vida, por mais movimentada que seja, é apenas o prelúdio da morte, quando se desconhece o gozo das realidade espirituais que Cristo veio oferecer. Bíblia Shedd.
17 Daí por diante passou Jesus a pregar.Isto é, na Galileia. A frase não implica necessariamente que essa tenha sido a primeira ocasião em que Jesus pregou. Seu ministério público já tinha um ano e meio (ver com. do v. 12). CBASD, vol. 5, p. 326.
Arrependam-se. Jesus começou Seu ministério público com a mesma mensagem de João Batista (3.2). O povo devia arrepender-se porque o reino de Deus se aproximava na pessoa e ministério de Jesus Cristo. O arrependimento é mais que uma mudança de opinião ou sentir tristeza pelos pecados. É uma reviravolta radical e deliberada, um retorno a Deus, que resulta em mudanças e ações morais e éticas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Próximo. Gr eggiken, “chegou”, “aproximou-se”, “está perto” no tempo ou espaço. Era o ponto vital da história da redenção, o cumprimento de tudo aquilo que é o reino de Deus. Agora forma-se um povo especialmente de Deus pela obra de Cristo. Bíblia Shedd.
19 vinde a Mim. No sentido de se tornar um discípulo em tempo integral. CBASD, vol. 5, p. 329.
23. Percorria Jesus toda a Galileia. Mateus nem sempre segue uma sequência cronológica estrita de eventos. … Ele tende a reunir os incidentes de acordo com a natureza deles, em vez de o tempo em que ocorreram. A narrativa de Mateus da cura da sogra de Pedro e dos doentes e aflitos que se reuniram à porta da casa de Pedro no findar do sábado em Mateus 8:4 a 17 deveria ser inserida entre os v. 22 e 23 do cap. 4, a fim de apresentar uma sequência cronológica. CBASD, vol. 5, p. 330.
ensinando … pregando … curando. A missão e o evangelismo de Jesus era holístico – englobava proclamação, assim como preocupação social e física. Andrews Study Bible.
24. lunáticos [ARA; epiléticos, NVI]. A palavra grega assim traduzida … reflete a superstição antiga de que as crises era provocadas pelas mudanças da lua. Bíblia de Genebra.
25 Decápolis. Liga de cidades livres caracterizadas por alto nível de cultura grega. Todas, exceto uma – Citópolis (Bete-Seã) – , ficavam a leste do mar da Galileia e do rio Jordão. Bíblia de Estudo NVI Vida.
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MATEUS 4 – No capítulo anterior, a narrativa inspirada do batismo de Jesus foi um evento especial e crucial na revelação da atuação da Divindade na salvação da humanidade.
Ao aproximar-Se de João no rio Jordão, Jesus submete-Se ao batismo, não por necessidade de purificação, mas para cumprir toda a justiça (Mateus 3:15). Este ato simboliza Sua identificação com a humanidade e a inauguração de Seu ministério terrestre.
Durante o batismo, a presença da Trindade é manifestada de forma clara e explícita. Jesus, o Filho, está nas águas; o Espírito Santo desce em forma de pomba; e a voz do Pai se ouve do Céu (Mateus 3:16-17). Esta cena oferece uma rara e preciosa visão da comunhão entre as três pessoas da Divindade, cooperando em perfeita harmonia.
• A presença visível e auditiva da Trindade não só autentica o ministério de Cristo, mas também enfatiza a missão unificada do Pai, do Filho e do Espírito Santo na obra da redenção humana.
Após Seu batismo, Jesus “foi levado pelo Espírito ao deserto” (Mateus 4:1), para ser tentado pelo Diabo. Esta passagem não apenas sublinha a liderança do Espírito Santo na vida de Jesus, mas também trata da batalha espiritual que Ele enfrentou em favor da humanidade.
• A tentação do deserto destaca a natureza humana de Jesus e Sua total dependência do Espírito Santo para resistir às artimanhas diabólicas.
Cada tentação enfrentada por Jesus serve para demonstrar Sua fidelidade ao Pai e Sua confiança na Palavra de Deus. A recusa de Jesus em transformar pedras em pão, pular do pináculo do templo e adorar a Satanás, todas fundamentadas nas Escrituras, reflete Sua total submissão à vontade do Pai (Mateus 4:1-11).
• Esta experiência de Jesus no deserto prefigura Sua vitória final sobre Satanás na cruz e serve como modelo aos crentes, demonstrando a necessidade de dependência do Espírito Santo e da Palavra de Deus para resistir às tentações.
Após a prisão de João Batista, Jesus chama discípulos para participar da missão divina, para expandir o reino celestial pescando homens (Mateus 4:12-22). O ministério de Cristo consiste em pregação e cura, os quais são evidências tangíveis do Reino de Deus invadindo a Terra, uma obra conjunta da Trindade que restaura a integridade física, emocional e espiritual da humanidade.
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: MATEUS 3 – Primeiro leia a Bíblia
MATEUS 3- COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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