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MATEUS 14 – Jesus é Deus conosco; O Deus que tornou-Se homem. Por isso, sendo “o Soberano da Criação” (Apocalipse 3:14), multiplicava facilmente cinco pães e dois peixes (Mateus 14:13-21) e andava sobre as águas (Mateus 14:25); todavia, ao ser informado da decapitação de João Batista (Mateus 14:1-12), “Jesus retirou-Se de barco, em particular, para um lugar deserto” (Mateus 14:13).
Mesmo sendo Divino, assim que tornou-Se humano, Jesus sentia necessidade de isolar-Se para refletir e orar. Infelizmente, Sua popularidade impediu de passar um tempo a sós. As multidões aglomeravam para ouvi-lO; e Ele tinha compaixão e curava aos doentes (Mateus 14:13-14). Neste contexto, aconteceu a multiplicação dos pães para as multidões que ficaram um dia inteiro ouvindo-O no deserto. Depois desse dia exaustivo, sem ter conseguido o tempo que gostaria para reflexão, Jesus despediu a multidão e Seus discípulos, para, então, passar a noite sozinho em oração (Mateus 14:22-23).
Na madrugada, após várias horas orando, Jesus dirigiu-Se para auxiliar a Seus discípulos que lutava com o vento contrário e as ondas, quando atravessavam para Genesaré. Ao Jesus aproximar-Se sob a luz da lua com Suas vestes claras, os discípulos se assustaram absurdamente julgando estarem perante um fantasma; então, gritaram de medo (Mateus 14:25-26).
• Nossa limitação nos impede de enxergar a realidade, por isso nos assustamos até com ideias imaginárias – pois, fantasmas não existem!
O problema maior é quando nossos conceitos e preconceitos nos levam a julgamentos que atraem o julgamento divino; como, por exemplo, cidades que, apesar dos muitos milagres realizados nela – por Cristo – não se arrependeram (Mateus 11:20-24).
Em Mateus 12, Jesus enfrenta os fariseus que O acusaram de violar o sábado e de realizar exorcismos pelo poder de Belzebu – maioral dos demônios.
• Muitas vezes o julgamento humano é baseado em tradições, medo de perda de poder e corrupção moral ou doutrinária.
Em Mateus 14, João Batista foi preso e executado por Herodes por falar a verdade. Herodes o executa por razões políticas e pessoais, mostrando como o julgamento humano pode ser corrompido por interesses egoístas.
• Cuidado com fantasmas que nós mesmos criamos!
Por isso, como Pedro, devemos substituir nosso barco de apoio, sair de nosso ponto seguro, para ir até onde está Jesus (Mateus 14:27-34); Ele sabe e pode todas as coisas!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: MATEUS 13 – Primeiro leia a Bíblia
MATEUS 13- COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1455 palavras
1 Naquele mesmo dia. Os eventos registrados em Mateus 8:18 a 27 se deram ao final desse mesmo dia … Embora não haja provas de que, nesse dia, Jesus estivesse mais ocupado do que nos demais, o registro completo dele ganhou o nome de “o dia cheio”. Foi um desses dias comuns em que Jesus mal tinha tempo para comer ou descansar. Andrews Study Bible.
3 parábolas. Nossa palavra “parábola” provém do grego parabole, que significa “disposição lado a lado” – portanto, comparação ou ilustração. … Os evangelhos sinóticos [“semelhantes”, Mt, Mc e Lc] contém cerca de 30 dessas histórias. O evangelho de João não contém parábolas, mas emprega outras figuras de linguagem. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Embora o termo “parábola” possa ter uma ampla gama de significados, as “parábolas” de Jesus são um ensino distintivo feito por meio de breves comparações ou narrativas. Em geral elas tem um ponto ou ideia central. A maior parte das parábolas de Jesus é clara, mas contém também uma profundidade de sentido, que somente quem tem um correto relacionamento com Jesus pode compreender. É só aos discípulos que Jesus dá a interpretação da parábola do semeador (vs 18-23) e da parábola do joio (vs. 36-43). Ao ímpio falta a compreensão deste mais profundo significado, porque ele não mantém com Deus um relacionamento apropriado, e este fato obscurece seus pensamentos e seus corações (Rm 1.21). Bíblia de Genebra.
Parábolas era amplamente usadas à época de Jesus, especialmente pelos rabis. Andrews Study Bible.
à beira. Por causa da superfície dura do caminho, a semente fica exposta e não tem sequer a chance de germinar. Os ouvintes da beira do caminho são superficiais, sobre os quais a verdade do evangelho não tem efeito. CBASD – Comentário Bíblico Adventista, vol. 5, p. 423.
5 terreno pedregoso (NVI. Rochoso, ARA). Não terreno coberto de pequenas pedras, mas área de rocha maciça com fina camada de terra. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A semente do evangelho que cai no coração de ouvintes representados pelo solo rochoso encontra terra suficiente para germinar, mas de pouca profundidade e, com isso, o efeito do evangelho é no máximo superficial. O evangelho toca as emoções dessas pessoas, que reagem a ele prontamente, mas essa impressão passa da mesma forma que as instáveis emoções que as causaram. … Não estão dispostos a encarar o fato de que seus hábitos devem ser mudados. … a única esperança para os ouvintes de solo pedregoso é nascer de novo (PJ, 48). CBASD, vol. 5, p. 423, 424.
7 espinhos. Em Lucas, Jesus define os espinhos da vida do cristão como os”cuidados, riquezas e deleites da vida” (Lc 8:14; cf. Mt 13:22). … Tais pessoas se tornam tão atraídas por este mundo que não têm tempo de se preparar para a eternidade. … Os ouvintes do solo espinhoso precisam de uma transformação moral. CBASD, vol. 5, p. 424.
8 deu fruto. O fruto do Espírito manifestado exteriormente é evidência de uma experiência cristã saudável. … O cristão de êxito não depende de circunstâncias; ele persevera até o fim (ver Mt 24:13). CBASD, vol. 5, p. 424.11
a vós outros … mas àqueles. os “mistérios” do reino são coisas que foram indicadas, de um modo velado, no Antigo Testamento, mas agora são tornadas claras aos discípulos, com a vinda do Rei. Bíblia de Genebra.
mistérios. Conhecimentos mais profundos sobre as verdades espirituais. Bíblia Shedd.
13 porque, vendo. Em Mateus, as parábolas de Jesus são apresentadas em resposta à descrença e à incapacidade do povo de entender. Bíblia de Genebra.
15 para não suceder que. Não era a vontade de Deus que alguém estivesse nessa condição, nem que não pudesse entender e ser convertido. A condição dos líderes judeus foi resultado natural de sua própria conduta e modo de vida. … Na verdade, foi Satanás que “cegou o entendimento dos incrédulos” (ver 2Co 4:4). Não é a luz do Céu que cega o ser humano, mas sim as trevas (ver 1Jo 2:11). CBASD, vol. 5, p. 426.
23 é o que ouve a palavra e a compreende. Há em última análise, só duas espécies de terreno: aquele que genuinamente recebe a palavra para produzir fruto e aquele que não a recebe. Bíblia de Genebra.
25 joio. O joio é uma planta que se confunde com o trigo, crescendo juntamente com ele, e só se distingue quando vem a época da ceifa, quando então o trigo revela o seu valor, produzindo cereal comestível. Bíblia Shedd.
Esta parábola é exclusiva de Mateus e ilustra o caráter misto da igreja. … rejeita as restrições dos essênios que separavam os justos dos injustos em suas comunidades. Andrews Study Bible.
31, 32 semelhante a um grão de mostarda … a menor … a maior. O grão de mostarda não é a menor semente conhecida hoje, mas era a menor que os agricultores e jardineiros da Palestina semeavam, e em condições favoráveis a planta podia alcançar uns 3m de altura. Bíblia de Estudo NVI Vida.
As coisas de Deus podem parecer pequenas no mundo, contudo tem grande resultados. Certamente o reino de Deus, naquele ponto da história, parecia ser nada em comparação com Roma; contudo, ele provaria ser muito maior. Bíblia de Genebra.
32 seus ramos. Provável alusão a Dn 4.21 [Sonho de Nabucodonosor]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A figura de uma árvore com pássaros se aninhando em seus ramos lembra Ez 17.23, onde os pássaros representam as nações gentílicas refugiando-se no Messias, e participando das bênçãos da aliança. Bíblia de Genebra.
33 três medidas. As três medidas de farinha representam a maior quantidade de massa que uma mulher conseguia sovar de uma vez. Essa quantidade era suficiente par alimentar cerca de 100 pessoas. Bíblia de Estudo Andrews.
Na Bíblia, o fermento em geral simboliza o perverso ou impuro. Aqui, no entanto, é símbolo de crescimento. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Esta parábola enfatiza o poder transformador invisível do evangelho, especialmente na vida particular do discípulo totalmente entregue a seu mestre, Cristo. Além dessa transformação individual, possivelmente, Jesus aponta para a influência do evangelho que, silenciosamente e com poder, muda a sociedade e a cultura (ou governo, no caso em que os cristãos decididos existem em suficiente proporção). Bíblia Shedd.
43 resplandecerão como o sol. Uma alusão a Dn 12.3, promessa de restauração futura. Bíblia de Genebra.
44-46 Essas duas parábolas ensinam a mesma verdade: o reino tem tanto valor, que a pessoa deve estar disposta a abrir mão de tudo o que possui para obtê-lo. Jesus não estava ensinando que a pessoa pode comprar o reino com dinheiro ou com boas obras. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Jesus, por meio de parábolas, tornou conhecidas as coisas ocultas do reino (v. 35), mas essas coisas permanecem encobertas à maioria das pessoas, que não percebem o seu valor. Porém, como o homem que encontra um tesouro ou o comerciante que negocia com pérolas, aqueles que percebem o valor do reino sacrificarão qualquer coisa para obtê-lo. Bíblia de Genebra.
47-51 A parábola da rede ensina a mesma lição geral da parábola do joio: haverá separação irreversível entre justos e ímpios. A parábola do joio ressalta também que não devemos tentar fazer essa separação agora, pois isso é exclusivamente da alçada do Senhor. Bíblia de Estudo NVI Vida.
52 todo escriba. Cristo não se refere aos escribas profissionais, ou mestres, de Seus dias, mas aos discípulos no papel de mestres ou “apóstolos” (ver com. de Mc 3:14). “Todo escriba”, neste caso, significa todo homem ou mulher que ensina os tesouros da Palavra de Deus aos outros. CBASD, vol. 5, p. 432.
versado. Literalmente “que foi feito discípulo”, no sentido de ter recebido uma preparação completa daquilo que um discípulo deve saber e entender. CBASD, vol. 5, p. 432.
coisas novas e coisas velhas. Por “velhas”, Cristo se refere a toda vontade de Deus revelada “outrora […] aos pais, pelos profetas” (Hb 1:1; ver com de Dt 31:9; Pv 3:1). Por “novas”, Ele Se refere a Seus ensinos (ver Hb 1:2; ver com. de Mc 2:22; 7:1-13). É importante observar que, nessa ocasião ou em qualquer outra, Jesus nunca depreciou o valor do AT ou insinuou que, no futuro, ele teria menos força (ver com. de M5 5:17, 18; Lc 24:27, 44; Jo 5:39). O AT não foi invalidado pelo NT, mas ampliado e revitalizado. Ambos foram inspirados por Cristo e estão cheios da verdade para quem a busca com sinceridade. O AT revela a Cristo que viria; o NT revela o Cristo que veio. O AT e o NT não se excluem mutuamente nem se opõem um ao outro, como o arqui-inimigo de ambos tem persuadido alguns cristãos a acreditar. Eles se complementam. CBASD, vol. 5, p. 432.
55 filho do carpinteiro. A palavra grega traduzida por “carpinteiro” pode também significar “pedreiro”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
é também um termo geral para significar qualquer artífice ou trabalhador. José pode ter trabalhado com madeira ou pedra. Bíblia de Genebra.
58 a recusa de Jesus em operar muitos milagres em Nazaré não foi porque ele necessitasse de fé por parte do povo para dar-lhe poder, mas porque os milagres são de pouco valor para aqueles que não tem fé (cf 1Co 13.2). Bíblia de Genebra.
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MATEUS 13 – Na teologia bíblica, o “Reino dos Céus” é fundamental. É também um conceito central nas parábolas de Jesus, especialmente no capítulo em análise.
As parábolas de Mateus 13 revelam aspectos importantes do Reino de Deus e sua natureza tanto presente quanto futura:
• O Reino dos Céus é visto como uma mensagem de salvação que deve ser recebida e cultivada em corações receptíveis e férteis para produzir muitos frutos espirituais (Mateus 13:1-23).
• Jesus descreve o Reino dos Céus como um campo onde o trigo (súditos do Reino de Deus) e o joio (filhos do reino das trevas) crescem juntos até a colheita (“o fim dos tempos”, Mateus 28:20). Es parábola (Mateus 13:24-30, 36-43) ensina que no Reino dos Céus há uma coexistência temporária de justiça e iniquidade, mas uma separação final e julgamento ocorrerão na segunda vinda de Cristo, quando os justos serão recompensados e os ímpios serão destruídos (Mateus 25:31-46).
• O Reino dos Céus é comparado também a um grão de mostarda, que embora bem pequena, quando germinada cresce e torna-se uma grande árvore. Ela ilustra o crescimento fenomenal e o impacto expansivo do Reino de Deus, que começa pequeno mas se torna grande e influente (Mateus 13:31-32).
• Jesus compara o Reino dos Céus ao fermento que uma mulher mistura numa quantidade grande de farinha, e toda massa fica levedada, simbolizando o poder transformador do Reino Divino, que, mesmo em pequenas quantidades, permeia e influencia a vida das pessoas, trazendo transformação integral (Mateus 13:33).
• Por tudo o que significa o Reino de Deus, ele é tão valioso a tal ponto de valer a pena sacrificar tudo por ele. Seguir a Cristo e entrar em Seu Reino requer uma rendição completa e uma reordenação das prioridades pessoais (Mateus 13:44-46).
• A parábola da rede reforça a ideia de um julgamento final, onde os justos serão separados dos ímpios. O Reino dos Céus inclui a realidade do juízo, e a importância de viver de acordo com os princípios divinos para ser contado entre os justos (Mateus 13:47-50).
Somos chamados a viver em conformidade com os princípios do Reino de Deus, aguardando com esperança a plena realização desse Reino. As parábolas enfatizam a resposta individual ao chamado de Cristo. Que tipo de solo é teu coração? – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: MATEUS 12 – Primeiro leia a Bíblia
MATEUS 12- COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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2355 palavras
1 espigas. Poderia ser qualquer cereal, talvez trigo ou cevada. É interessante notar que todas as acusações feitas contra os discípulos de Cristo, conforme registradas no livro de Mateus, estavam relacionadas de uma forma ou de outra ao alimento (ver Mt 9:14; 15:2, etc.). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 410.
2 o que não é lícito. O Antigo Testamento não proíbe apanhar grãos no sábado, para comer. Os discípulos não eram agricultores empregados na obra da colheita. A objeção dos fariseus estava baseada numa tradição oral, que não levava em conta o verdadeiro propósito de Lei. Bíblia de Genebra.
O quarto mandamento (Êx 20.8-11; Dt 5.12-15) ordenou o descanso no sábado, e Êx 34.21 especificou que não deveria haver colheita neste dia. As leis expandidas, como encontradas na Mishnah judaica (ver nota em Mc 7:8), lista 39 categorias de trabalho que eram proibidos aos sábados. A colheita de grãos era uma delas. Alguns rabis desencorajavam caminhar por um campo de cereais se o grão estivesse já na altura do tornozelo; se o tornozelo de alguém acidentalmente batesse num grão durante a caminhada, isto poderia ser considerado como colheita. Jesus e Seus discípulos não somente caminharam pelo campo de grãos, mas eles colheram, debulharam e comeram. Andrews Study Bible.
sábado. O sábado é um símbolo da soberania de Deus sobre todo o universo criado (Êx 20.8). Recorda a redenção que Deus propicia a Seu povo (Dt 5.12) e é uma representação da esperança de descanso eterno, na consumação (Hb 4.9). Bíblia de Genebra.
4 pães da presença. Todos os sábados, 12 pães frescos deviam ser depositados sobre uma mesa no Lugar Santo (Êx 25.30; Lv 24.5-9). Os pães velhos eram comidos pelos sacerdotes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
6 Quem é maior. Para os judeus, o templo era mais sagrado que qualquer outra coisa na Terra. Contudo, Cristo afirma que Ele é maior até mesmo que o templo, uma afirmação audaciosa. Ele é “maior que o templo”, Ele é “Senhor do sábado”, uma das mais sagradas instituições religiosas (Mt 12:8). Cristo indica que tanto o templo quanto o sábado foram ordenados ao serviço do ser humano, não o contrário. CBASD, vol. 5, p. 410.
7 misericórdia quero. Novamente citando Os 6.6 (cf. 9.13), Jesus condena o mau uso da Lei pelos fariseus. O sábado foi dado por Deus como auxílio para a humanidade, porém os fariseus perverteram este propósito, colocando o sábado contra os que estavam em necessidade e fazendo dele um peso (Mc 2.27). Bíblia de Genebra.
8 Senhor do sábado. A questão em debate com os fariseus não era se o sábado deveria ou não ser observado ou abolido. Em nenhum lugar no NT existe qualquer declaração de que Jesus aboliu a observância do sábado do sétimo dia. A questão em foco era como o sábado deveria ser observado e quem era a autoridade para determinar isto. … Todos mandamentos do sábado no AT focavam criação e redenção (Gn 2:1-3; Êx 20:8-11; 21:2-3; 31:12-17; Lv 25:1-22; Dt 5:12-15; 15:1-6). Os sábados não deveriam se tornar um fardo; em vez disso deveriam se tornar restauradores – uma volta à restauração edênica. Andrews Study Bible.
10 curar no sábado. Os rabinos proibiam a cura no sábado, a não ser que houvesse motivo para acreditar que a vítima morreria antes do dia seguinte. Obviamente, o homem com a mão atrofiada não corria esse risco. Bíblia de Estudo NVI Vida.
9-14 Outro exemplo do senhorio de Cristo sobre o sábado. Novamente, no Antigo Testamento, não há proibição para curar no sábado e é sempre lícito fazer o bem. Jesus não ensina que o sábado é abolido com a vinda do reino, pois Ele não veio para destruir a lei, mas para cumpri-la (5.17, nota). O problema não estava na observância do sábado por parte dos fariseus, mas na interpretação errada deste mandamento por parte deles, tornando um peso aquilo que deveria ser um prazer. Bíblia de Genebra.
14 Já no meio do Seu ministério surge a ameaça contra a vida de Jesus. Bíblia Shedd.
16-21 advertindo-lhes, porém, que O não expusessem à publicidade. Is 42.1-4 é citado como uma explicação do porque Jesus pediu às pessoas que não dissessem quem Ele era. Ele veio proclamar e estabelecer a justiça, mas não por uma exibição do poder, nem por liderar um movimento político-militar. Uma vez que o papel do Messias era tão mal entendido entre o povo, Jesus tinha de refrear o entusiasmo mal orientado que estava prestes a explodir. Bíblia de Genebra.
20
23 Filho de Davi. O fato de que muitos ouviam a Cristo com prazer (ver Mc 12.37), O reconheciam como um grande Mestre (ver Jo 3:2) e mesmo um profeta (ver Mt 21:11) não significa necessariamente que O aceitassem como o Messias. Seus muitos milagres acenderam a chama da esperança no coração deles de que Ele pudesse ser o Messias …, mas as ideias preconcebidas de como o Messias deveria ser … apagava quase de imediato a débil chama. CBASD, vol. 5, p. 412.
24 os fariseus, ouvindo isso. A tênue esperança do povo sobre Jesus como o possível Messias (ver v. 23) enfureceu os fariseus. Marcos fala desses fariseus como “os escribas, que haviam descido de Jerusalém” (Mc 3:22), provavelmente espiões enviados pelo Sinédrio para observar e relatar a respeito de Cristo … Esses inimigos astutos de Jesus não podiam negar que um milagre genuíno tinha sido realizado, pois o homem curado passou “a falar e a ver” (Mt 12:22). Quanto maior a evidência da divindade de Jesus, maiores a raiva e o ódio deles, o que levou alguns a cometer o pecado imperdoável (ver com. dos v. 31, 32). CBASD, vol. 5, p. 412.
27 por quem os expulsam vossos filhos? Obviamente alguns fariseus declaravam ser capazes de exorcizar espíritos maus, ou Jesus não teria apresentado isso como um fato. … No AT, alunos das escolas dos profetas eram chamados de “filhos dos profetas” (2Rs 6:1, ARC). CBASD, vol. 5, p. 413.
29 do valente … sem primeiro amarrá-lo. Por Sua vitória sobre Satanás no deserto (4.10, nota) e por exorcizar demônios, Jesus demonstrou que tinha amarrado o “valente” e que Satanás estava sem poder para impedir a vinda do reino. Amarrar Satanás era um símbolo da era messiânica na literatura apocalíptica judaica (ver também Ap 20.2). Bíblia de Genebra.
roubar-lhe os bens. Cristo veio para libertar os cativos de Satanás, em primeiro lugar, da prisão do pecado (ver com. de Lc 4:18) e, finalmente, da prisão da morte (ver Ap 1:18). Ao expulsar demônios, Cristo estava tirando as vítimas de Satanás, isto é, seus “bens”. CBASD, vol. 5, p. 413.
sem primeiro amarrá-lo. Quem vai amarrar um “valente” precisa ser mais valente ou forte do que ele (ver Lc 11:22). Apenas Deus é mais forte que Satanás. … Os milagres de Cristo testificam não de Sua aliança com Satanás, mas da guerra contra ele (DTN, 406). CBASD, vol. 5, p. 413.
31 blasfêmia contra o Espírito. Este é tradicionalmente conhecido como o “pecado imperdoável”. O contexto desta declaração (11:24, 28, 32) sugere que o pecado imperdoável que os fariseus estavam cometendo era atribuir a Satanás (Belzebu), ao invés de ao Espírito Santo, o poder através do qual Jesus realizou Seus milagres. Deste fato podemos extrapolar que a essência deste pecado é recusar deliberadamente reconhecer o trabalho do Espírito e, portanto, do próprio Jesus. Sob tais circunstâncias a salvação através de Jesus é impossível. … É importante destacar que se alguém está preocupado se ele ou ela cometeu o pecado imperdoável, é quase certo que este estágio não foi alcançado. Tal dor de consciência significa que o Espírito Santo está ainda agindo na pessoa. Andrews Study Bible.
A blasfêmia contra o Espírito Santo, ou o pecado imperdoável, consiste da resistência progressiva à verdade, culminando numa decisão final e irrevogável contra ela, de forma deliberada no pleno conhecimento de que, ao fazer isso, decide-se buscar o caminho oposto à vontade divina. A consciência é cauterizada pela resistência contínua às impressões do Espírito Santo, e quem está nessa situação dificilmente percebe que tomou uma decisão fatal. Para uma pessoa assim, não há como decidir agir em harmonia com a vontade de Deus (ver DTN, 324). Portanto, se a pessoa sente o temor de ter cometido o ‘”pecado imperdoável” significa que, na verdade, não o cometeu. … A desobediência deliberada e persistente a Deus finalmente se torna um hábito que não pode ser abandonado (ver DTN, 324;….). CBASD, vol. 5, p. 414.
não será perdoada. Não porque Deus não esteja disposto a perdoar, mas porque quem comete este erro não deseja ser perdoado, e esse desejo é vitalmente necessário para o perdão. A pessoa prejudicou severamente sua linha de comunicação com o Céu, a fim de que não fosse mais incomodada com os chamados de advertência do Espírito Santo. CBASD, vol. 5, p. 414.
31-32 A noção do “pecado imperdoável” tem provocado ansiedade desnecessária. Qualquer que foi convencido de pecado pelo Espírito (Jo 16.8) e agora crê na verdade não pode ter cometido esse pecado. Bíblia de Genebra.
33 a árvore. Conforme torna evidente o contexto, Jesus de refere a Si mesmo. A cura do endemoniado cego e mudo (v. 22) foi o “fruto” e ninguém poderia negar que o “fruto” era “bom”. … Com frequência, o AT compara alguém, ou um povo, a uma árvore (ver com. de Jz 9:8-10; Sl 1:3; Is 56:3; Dn 4:10).[Ver tb. Jo 15:5-8.] CBASD, vol. 5, p. 415.
36-37 Na Bíblia, os pecados verbais tais como a mentira, a fofoca ou os insultos são condenados tão severamente como o adultério e o assassinato (5.22, 37; 2Co 12.20; 1Tm 1.10; Tg 3.6; Ap 21.8). Bíblia de Genebra.
36 frívola (ARA; NVI: “inútil”). Literalmente “que não trabalha”, “improdutiva”, “inútil” e, portanto, como neste caso, “perniciosa”. Ao acusarem a Cristo de expulsar demônios em nome do príncipe dos demônios (v. 24), os fariseus tinham mentido deliberadamente. CBASD, vol. 5, p. 415.
38 sinal. Tendo em vista o notável milagre que acabara de ser realizado (Mt 12:22, 23; DTN, 321), o pedido por um “sinal” (ver p. 204; ver com. de Lc. 2:12) não passava de um insulto. Indicava que o que acontecera não era um milagre e insinuava sutilmente que Cristo ainda não tinha dado nenhuma evidência que atestasse suas pretensões sobrenaturais. CBASD, vol. 5, p. 416.
Para confirmar a obra de Jesus, haveria o maior portento de todos: Deus ressuscitaria a Seu Filho da sepultura, maior sinal do que aquele que serviu para a conversão de Nínive (39-41). Bíblia Shedd.
40 três dias e três noites. Incluindo pelo menos parte do primeiro e do terceiro dia, modo judaico comum de calcular o tempo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
grande peixe. A palavra grega não significa “baleia”, mas “criatura marítima”, i.e., algum grande peixe. Bíblia de Estudo NVI Vida.
41 ninivitas. O “sinal do profeta Jonas” (v. 39) consistia não só do fato de ter saído de forma milagrosa do “ventre do grande peixe”, mas também de seu ministério exitoso entre o povo de Nínive, capital da antiga Assíria (ver DTN, 406). CBASD, vol. 5, p. 417
porque se arrependeram. …os ninivitas “se arrependeram” a despeito de Jonas não ter realizado milagres. Aceitaram sua mensagem pela autoridade que demonstrava, porque atingiu o coração deles (ver Jn 3:5-10). CBASD, vol. 5, p. 417.
42 a rainha do Sul. Em 1Rs 10.1 é chamada rainha de Sabá, país a sudoeste da Arábia, agora chamado Iêmen. Bíblia de Estudo NVI Vida.
43-45 A menos que o Espírito Santo resida no coração, os espíritos ímpios podem entrar nele (Rm 8.9). Se as pessoas não se entregarem ao Rei cujo poder já experimentaram, seu estado final será pior do que se o reino nunca tivesse vindo (Hb 6.4-6). Bíblia de Genebra.
Esse conselho (v. 43-45) se aplica em especial àqueles que ouviram a mensagem do evangelho com prazer, mas não se entregaram ao Espírito Santo (DTN, 323). Estes ainda não tinham cometido o pecado imperdoável, e Jesus lhes advertiu a não fazê-lo… No caso de uma doença, as recaídas resultam numa condição bem mais grave do que a original. A força física, já diminuída em grande parte, torna-se impotente diante do renovado ataque da enfermidade. A recaída com frequência se deve ao fato de o paciente não perceber sua fraqueza física e confiar demais em si mesmo. Ao nos recuperarmos da doença do pecado, devemos confiar totalmente nos méritos e no poder de Cristo. CBASD, vol. 5, p. 417.
44 vazia, arrumada e ornamentada. A condição da “casa”, isto é, a pessoa, restaurada à situação antes de o demônio se estabelecer ali. A religião cristã não consiste basicamente em se abster do mal, mas em aplicar a mente e a vida de forma inteligente e diligente ao que é bom. O cristianismo não é uma religião negativa que consiste de várias proibições, mas uma força positiva e construtiva para o bem. Não é suficiente que demônios, quer literais ou simbólicos, sejam expulsos do coração e da mente; o Espírito de Deus deve entrar na vida e ser posto no controle do pensamento e da conduta (ver 2Cr 6:16; Ef 2:22). Não é suficiente odiar o mal; devemos amar e cuidar do que é bom (ver Am 5:15; 2Ts 2:10; ver com. de Mt 6:24). … Essa parábola é uma advertência solene contra simples melhorias; não é suficiente evitar o mal, devemos ativamente buscar “as coisas lá do alto” (Cl 3:1, 2). CBASD, vol. 5, p. 418.
46 Sua mãe. Embora, sem dúvida, estivesse preocupada com seu filho, Maria tinha fé nEle, uma fé não compartilhada pelos irmãos de Jesus (ver Jo 7:5). Foi ideia deles, não dela, impedir que Cristo trabalhasse mais em favor do povo (ver DTN, 321). Esperavam que Ele se rendesse ao apelo persuasivo de Maria, pois não criam que Ele os ouviria (cf. DTN, 87). CBASD, vol. 5, p. 418
Seus irmãos. Os escritores do evangelho deixam claro que esses eram filhos de José de um casamento anterior. CBASD, vol. 5, p. 418.
48 quem é Minha mãe […]? Está claro que Jesus era dedicado à Sua mãe (ver Jo 19:26, 27). Seu ponto de vista do dever dos filhos para com os pais também é claramente apresentado claramente em Seus ensinos (ver Mc 7:9-13). O que Ele quer dizer com essa indagação é que mesmo aqueles mais íntimos e mais queridos para Ele não tinham o direito de interferir na Sua obra ou dizer como devia ser realizada (cf Mt 16:23; ver com. de Lc 2:49). CBASD, vol. 5, p. 419.
46-50 Jesus não tinha a mínima intenção de exaltar Sua mãe à posição de uma divindade. Bíblia Shedd.
50 Meu irmão. Jesus faz uma aplicação pessoal ao usar esses substantivos no singular. Todos os que reconhecem a Deus como Pai são membros de “toda família, tanto no Céu como sobre a terra” (Ef 3:15). Os laços que unem os cristãos ao Pai celestial e uns aos outros são mais fortes e verdadeiros, até que laços de sangue, e mais duradouros. Eis uma clara negativa de que os cristãos devam dar atenção especial a Maria (ver com. de Lc. 11:28). CBASD, vol. 5, p. 419.
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MATEUS 12 – Tendo como propósito revelar Jesus à mentalidade judaica, Mateus O apresenta enfrentando várias críticas e acusações dos líderes religiosos e fariseus.
• Os fariseus acusaram Jesus e Seus discípulos de transgredirem o sábado. Contudo, Jesus nunca aceitou tal constatação infundada; Ele refuta com argumentos solidamente bíblicos, explicando Suas ações e as ações de Seus discípulos, posicionando-Se como Senhor do sábado, afirmando Sua autoridade divina e real como Legislador. Ele também provou Ser o Criador restaurando a mão atrofiada de um indivíduo ali presente (Mateus 12:1-14).
• Os líderes religiosos acusaram Jesus de usar poder demoníaco (Mateus 12:22-32). Jesus nunca aceitou tal afirmação falsa. Ele afirmou expulsar demônios pelo poder do Espírito de Deus, não pelo poder do Diabo, evidenciando a chegada do Reino de Deus. Diante disso, Cristo alerta sobre a blasfêmia contra o Espírito Santo, que não será perdoada, sublinhando a gravidade de atribuir as obras do Espírito a Satanás.
• Alguns escribas e fariseus pediram um sinal milagroso para que Jesus provasse Sua autoridade (Mateus 12:38-42). Mas, Jesus chama essa geração má e adúltera por buscar um sinal e declara que o único sinal dado seria do profeta Jonas. Ele estava comparando Sua futura morte e ressurreição com os três dias e três noites de Jonas no ventre do grande peixe. Jesus menciona os ninivitas que se arrependeram com a pregação de Jonas e a rainha do sul que foi ouvir a sabedoria do Rei Salomão, afirmando que Um maior do que Jonas e Salomão estava ali, condenando a incredulidade deles.
Jesus não perde tempo com os críticos. Ele afastou-Se deles em Mateus 12:15 indo atender àqueles que lhe abriam o coração e O deixavam restaurar integralmente. Seu ministério não seria de rebelião, revolta e alvoroço, mas tranquilo (Mateus 12:15-21).
Jesus revela a estupidez humana ao condenar e acusar. Desta forma, os acusadores que pensam estarem condenando, é que serão condenados (Mateus 12:33-36).
Aqueles que realmente fazem a vontade de Deus Pai, tornam-se familiares de Jesus (Mateus 12:46-50). Ser membro da família celestial significa ser adotado por Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Mais uma vez notamos a Trindade envolvida na restauração da humanidade.
Cuidemos para que nossos conceitos e preconceitos não nos atrapalhem de pertencer à família de Jesus! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: MATEUS 11 – Primeiro leia a Bíblia
MATEUS 11- COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1139 palavras
1 tendo acabado Jesus. Deve-se notar que Mateus 11:1 pertence à narrativa de 9:36 a 10:42, e não à do cap. 11. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 399.
2 no cárcere. João Batista estava encarcerado em Maqueros, fortaleza inóspita nas proximidades do mar Morto. Bíblia Shedd.
3 És Tu AquEle que estava para vir? Herodes aprisionara João Batista porque este o havia repreendido publicamente por ter se casado com a esposa de seu irmão, Filipe (14:3-5). Na prisão, João começou a duvidar se Jesus era realmente o Messias, especialmente do tipo de Messias do qual Malaquias 3 falava, ou que ele mesmo predizia (3:10-12) – aquEle cuja missão seria julgamento de fogo. Andrews Study Bible.
João quis certificar-se, antes de morrer, de que Jesus era realmente o Messias. … Aliás, Jesus e João evitaram usar a palavra “Messias” que os próprios ouvintes poderiam interpretar como a declaração da vinda do libertador militar nacionalista. Bíblia Shedd.
4-6 Ide e anunciai a João. Jesus altera o entendimento tradicional de qual seria a missão do Messias nesta resposta à mensagem de João:Em vez de um Messias político que traria julgamento aos inimigos dos judeus e quebraria o jugo do imperialismo romano, Jesus é o Messias que tem conhecimento das necessidades sociais, espirituais e pessoais. Ele cura, Ele ressuscita e proclama boas novas ao pobre. Mateus deseja demonstrar que a missão de Jesus era mais ampla do que outorgar uma nova lei e mais do que morrer na cruz. Andrews Study Bible.
7 um caniço. As canas cresciam em abundância no vale do Jordão, onde se realizou a maior parte do ministério de João. … Certamente João não poderia ser comparado às canas, pois seu caráter não era débil e vacilante. CBASD, vol. 5, p. 400.
9 Um profeta é simplesmente alguém que transmite uma mensagem de Deus. CBASD, vol. 5, p. 400.
Muito mais que um profeta. A ele [João] foi dada a tarefa mais importante de todos os tempos: apresentar o Messias ao mundo. CBASD, vol. 5, p. 400.
11 o menor do reinos dos céus é maior do que ele. Qualquer crente seria maior do que João, pois veria a culminação de Cristo, participando nos Seus benefícios. Bíblia Shedd.
… no privilégio de se relacionar com o próprio Cristo. CBASD, vol. 5, p. 401.
12 dias de João. Isto é, o tempo em que Batista proclamou a vinda do Messias e o reino messiânico, provavelmente desde a primavera de 27 d.C., até a primavera de 29 d.C. CBASD, vol. 5, p. 401.
até agora. Isto é, desde o tempo do aprisionamento de João, na primavera de 29 d.C. ao outono do mesmo ano. CBASD, vol. 5, p. 401.
é tomado por esforço. Alguns entendem que significa que as multidões lutavam com zelo para seguir Jesus; outros que o reino da graça divina (ver com. de Mt 3:2) sofria violência no sentido de que muitos que seguiam João e Jesus o faziam com pouco ou nenhum entendimento real da verdadeira natureza do reino. CBASD, vol. 5, p. 401.
13 os Profetas e a Lei. A totalidade do AT profetizava a vinda do reino. Bíblia de Estudo NVI Vida.
profetizaram até João. …todos os profetas do AT esperaram pela época de João e falaram do Messias que viria. (1Pe 1:10, 11). Portanto, é possível dizer que o ofício profético da época do AT teve seu clímax em João. CBASD, vol. 5, p. 401.
16 esta geração. “Esta geração” tinha recebido privilégios muito maiores do que todas as do AT. Mas, apesar dessas oportunidades sem precedentes, bem poucos tiveram “ouvidos” para ouvir …, para perceber o verdadeiro significado da missão de João Batista e da de Jesus. … João Batista serviu de ponte entre o AT e o NT (ver DTN, 220). O AT foi concluído com uma profecia de que ele viria (ver com. de Ml 3:1; 4:5, 6) e o NT se inicia com um registro do cumprimento dessa profecia (ver Mt 3:1-3; Mc 1:1-3). CBASD, vol. 5, p. 402.
17 tocamos flauta. Como num casamento. Cantamos um lamento. Como num enterro. … Os judeus eram como crianças que se recusavam a corresponder em qualquer dessas ocasiões. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O problema não era se eles gostavam do lamento ou dança. Eles simplesmente não queriam fazer o que os outros pediam. A aplicação dessa metáfora é óbvia. As crianças que não se agradavam de nada representavam os escribas e fariseus que criticavam tanto João quanto Jesus. CBASD, vol. 5, p. 403.
18 tem demônio! … desculpa para não aceitar a mensagem de arrependimento e vida nova. CBASD, vol. 5, p. 403.
20 increpar (ARA; NVI: “denunciar”). Gr oneidisein, lit “lançar em rosto” ou “repreender”. Bíblia Shedd.
21 Corazim … Betsaida … Cafarnaum. Três cidades localizadas na banda noroeste do mar da Galileia sobre as quais pouco sabemos, a não ser que rejeitaram a mensagem de Cristo, precedendo, em sua rejeição, à dos judeus. Bíblia Shedd.
22, 24 menos rigor. Deus julgará os seres humanos mediante as oportunidades que tiveram. CBASD, vol. 5, p. 404.
23 Não que Sodoma fosse menos pecadora do que as cidades mencionadas: apenas não teve as mesmas oportunidades que estas. Bíblia Shedd.
inferno (ARA; NVI: “Hades”). Do gr. hades, … heb she’ol, “sepultura”, como em Oseias 13:14, em que she’ol, “túmulo”, é um paralelo poético de maweth, “morte”. CBASD, vol. 5, p. 404.
25 graças Te dou. Jesus dava graças pela misericórdia, em revelar as verdades eternas aos simples. Jesus não condena ao intelecto, mas, sim, ao orgulho intelectual. Sem humildade, o evangelho não tem acesso ao coração.Bíblia Shedd.
sábios e instruídos. Seriam os doutores da Lei e os escribas que orgulhavam-se do seu profundo estudo e conhecimento do AT, mas que não foram capazes de reconhecer Quem era Jesus. Bíblia Shedd.
…é evidente que os “sábios e instruídos”, os líderes de Israel, tiveram mais oportunidades de entender a Jesus do que qualquer um de seus compatriotas. … Porém, os líderes de Israel escolheram rejeitar a luz que o Céu lhes dera (ver Os 4:6; DTN, 30). Deus não foi parcial. CBASD, vol. 5, p. 405.
28 cansados. Cristo não está se referindo a trabalho físico, mas de alma e mente, que resulta em cansaço por preocupações e pesar. Esse convite tinha um significado especial para a multidão ouvinte, pois a religião de Israel tinha se corrompido até se tornar numa tentativa trabalhosa e sem sentido de se encontrar salvação pelas obras. CBASD, vol. 5, p. 406.
29 jugo. Um pedaço de madeira rígida colocada no pescoço de uma besta de carga (usualmente um boi). Era conectado a um veículo usado para carregar cargas pesadas. Andrews Study Bible.
O propósito de um jugo não era tornar mais pesadas as cargas para o animal que as levava, e sim mais leves; não mais difícil, e sim mais fácil de carregar. … O “jugo” de Cristo é nada mais do que a vontade de Deus resumida na lei de Deus e enaltecida no Sermão do Monte (ver Is 42:21; DTN, 329; ver com. de Mt 5:17, 22). A figura que Cristo empregou não era desconhecida de Seus ouvintes, pois os rabis também se referiam à Torah (ver com. de Dt 31:9) como um “jugo”, não no sentido de ser um fardo, mas como uma disciplina, um modo de vida ao qual as pessoas deviam se submeter. CBASD, vol. 5, p. 407.
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MATEUS 11 – Este capítulo abrange uma série de eventos e ensinos de Jesus que refletem profundamente o escopo teológico de todo o livro de Mateus; podendo ser dividido em quatro seções principais:
• A dúvida de João Batista sanada por Jesus (Mateus 11:1-6). A resposta de Jesus a João, preso por Herodes, é uma referência às profecias de Isaías (Isaías 35:5-6; 61:1) demonstrando estar cumprindo as profecias messiânicas. Mateus vem dando ênfase em Jesus cumprindo as profecias messiânicas do Antigo Testamento (Mateus 1:22-23; 2:15, 17, 23).
• Elogio a João Batista (Mateus 11:7-19). Jesus elogia João como o maior dos profetas, mas também afirma que o menor no Reino dos Céus é maior do que ele. Mateus frequentemente destaca a grandeza do Reino dos Céus (Mateus 5:1-7:28) e um novo tempo inaugurado por Jesus (Mateus 9:14-17).
• Condenação à incredulidade (Mateus 11:20-24). Nesta seção, Jesus denuncia as cidades que testemunharam Seus milagres, sem se arrependeram. Ele enfatiza a responsabilidade daqueles que recebem a revelação divina. A condenação de Corazim, Betsaida e Cafarnaum reflete a severidade do julgamento para aqueles que resistem ao evangelho, rejeitando o Messias (Mateus 10:15; 25:31-46).
• O convite de Cristo ao descanso (Mateus 11:25-30). Jesus oferece um convite ao descanso e à paz a todos os cansados e sobrecarregados que estão buscando sentido para a vida. Este convite ecoa a promessa de salvação e descanso graciosos encontrados em toda a Bíblia (Isaías 55:1-5; Jeremias 31:25). O “jugo” de Jesus, em contraste com o legalismo pesado dos fariseus (Mateus 23:4), é leve e fácil, indicando a graça e misericórdia inerentes ao Seu chamado.
Consideremos Mateus 11:14. Jesus menciona a vinda de Elias, cujo relato encontramos nos livros de Reis; o evento mais notável de seu ministério foi o confronto no Monte Carmelo, onde Deus respondeu com fogo, num sacrifício provando ser o Deus verdadeiro (I Reis 18:20-39).
Elias foi arrebatado vivo para o Céu (II Reis 2:11). Porém, no Novo Testamento, João Batista veio “no espírito e poder de Elias” (Lucas 1:17) revelando a verdade em meio ao sincretismo religioso.
Escatologicamente, Elias seria enviado “antes do grande e temível dia do Senhor” (Malaquias 4:5-6) para preparar uma sociedade sincrética para o segundo advento de Cristo.
Deus nos quer preparados para o advento de Cristo: Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.