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Texto bíblico: MATEUS 17 – Primeiro leia a Bíblia
MATEUS 17- COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1161palavras
1 um monte alto. O local da transfiguração não é conhecido. O monte Tabor (588 m de altitude), 19 km a sudoeste do lago da Galileia e 8,8 km a leste de Nazaré, é considerado ser este local, segundo a tradição. Contudo, a descoberta de que, no tempo de Cristo, uma fortaleza e um pequeno povoado coroavam seu cume parece tornar impossível que Jesus tivesse encontrado ali a solidão descrita em Mateus e Marcos (cf DTN, 419). … Ao pé do monte da transfiguração, os escribas e rabinos se misturavam com uma multidão, provavelmente de judeus, e tentaram humilhar Jesus e Seus discípulos. Isso parece indicar que a transfiguração ocorreu na Galileia, não no distrito gentio de Cesareia de Filipe. … No intervalo da semana entre a grande confissão e a transfiguração, em seguida, Jesus voltou para a Galileia. Assim, parece que os montes Hermon e Tabor não foram o monte da transfiguração. CBASD – Comentário Bíblico Adventista, vol. 5, p. 462.
1-13 A aparição de Moisés e Elias tem significância em vários níveis: 1) Representam a Lei e os Profetas, respectivamente. Jesus havia dito que não viera abolir a Lei e os Profetas, mas cumpri-los (5:17). 2) Moisés e Elias, como Jesus, realizaram milagres, foram rejeitados e se encontraram com Deus em uma montanha (Sinai e Horebe/Sinai [Êx 24:12-18, 1Rs 19:8-19], respectivamente). 3) No judaísmo, estes homens tinham significância escatológica. Em Dt 18:15-18, Moisés profetizou que Deus levantaria um profeta como ele mesmo. Acreditava-se que isto aconteceria nos últimos dias. Em Ml 4:5-6 foi profetizado que Elias apareceria “antes da vinda do grande e terrível dia do Senhor.” 4) Finalmente, ambos se acreditavam estar no Céu, tendo sido ressuscitado (Moisés, Judas 9) ou transladado (Elias, 2Rs 2:11-12). Eles se tornaram representativos daqueles que serão salvos na Segunda Vinda quando Jesus retornar (1Ts 4:16-17). Andrews Study Bible.
6 caíram de bruços. Comparar com Ez 1:28; Dn 10:9. Homens como Ezequiel e Daniel receberam visões, mas Pedro, Tiago e João viram com a visão natural. CBASD, vol. 5, p. 464
10 A escatologia [teologia dos últimos acontecimentos] tradicional dos mestres da lei, tendo por base Ml 4.5, 6, sustentava que Elias devia aparecer antes da vinda do Messias. Segundo o raciocínio dos discípulos, se Jesus realmente fosse o Messias, fato esse comprovado pela transfiguração, por que Elias não aparecera? Bíblia de Estudo NVI Vida.
11 restaurará todas as coisas. Na dramática experiência do monte Carmelo, Elias foi bem-sucedido em conduzir de volta o coração de muitos em Israel ao Deus de seus pais (ver com. de 1Rs 18:37-40) e, consequentemente, em refrear os terríveis avanços da apostasia. Da mesma forma, João Batista proclamou o batismo de arrependimento do pecado e o retorno ao verdadeiro espírito de adoração (ver com. de Ml 3:1, 7; 4:6; Lc 1:17). Evidentemente, João não era Elias em pessoa (vem com. de Jo 1:21), mas ele foi adiante do Messias “no espírito e poder de Elias” (Lc 1:17). CBASD, vol. 5, p. 464.
17 Jesus, como Moisés, desceu do monte da glória, para encontrar a incredulidade (Êx 32.15-21). Bíblia de Genebra.
20 fé. A deficiência da fé que tinham os discípulos não está no fato de eles revelarem falta de confiança, ou que não esperassem sucesso – eles ficaram aparentemente surpresos por falharem – mas porque sua expectação não estava devidamente baseada num relacionamento com Deus. Uma leve porção de fé verdadeira, enraizada numa submissão a Deus, é eficaz. Mc 9.29 torna este ponto ainda mais claro, quando fala da oração como a chave. Bíblia de Genebra.
Com uma pequena quantidade de fé os seguidores de Jesus seriam capazes de fazer o que parecia impossível, como mover uma montanha. Anteriormente a eles, as pessoas pensavam que as montanhas eram pilares que sustinham o céu e mantinham no lugar o disco da Terra em cima das águas subterrâneas. Mover estes montes do lugar seria um trabalho dos deuses. Na teologia de Jesus, mesmo a menor fé poderia levar à concretização do que seria geralmente aceito como impossível. Este ensino de Jesus, obviamente, deve ser entendido à luz do resto da Escritura e não ser tomado sem entendimento. A fé deve estar de acordo com a vontade de Deus e com a Sua glória. Andrews Study Bible.
22 A segunda predição da morte de Cristo. A primeira acha-se em 16.21. Bíblia de Estudo NVI Vida.
24. os que cobravam. Literalmente “que recebiam a dupla dracma” [gr didrachmon]. Estes não eram os publicanos, ou cobradores de impostos (ver com. de Lc 3:12), que cobravam pedágios e impostos para as autoridades civis, mas os homens designados em cada distrito para recolher o imposto do templo, o meio siclo [shekel] exigido de todo homem judeu livre, com 20 anos de idade ou mais para a manutenção do templo. Esse imposto não era obrigatório no mesmo sentido que era o dízimo, mas seu pagamento era considerado um dever religioso. CBASD, vol. 5, p. 466
não paga vosso Mestre? Aparentemente, a ideia de desafiar Jesus a esse respeito havia chegado havia pouco à mente deles; era parte de um plano bem elaborado. CBASD, vol. 5, p. 466.
taxa do templo. Somente Mateus menciona este incidente, provavelmente porque havia sido coletor de impostos antes de ter aceitado o chamado de Jesus para ser discípulo. Andrews Study Bible.
25 Sim, respondeu Ele. Pedro reconheceu imediatamente a natureza incomum e inesperada (ver com. do v. 24) do questionamento e sentiu o desafio implícito à fidelidade de Jesus ao templo que a suposta inadimplência indicava. Aparentemente, Pedro e seus condiscípulos ainda eram totalmente fiéis em espírito aos líderes judeus (cf DTN, 398), e a primeira reação de Pedro foi de evitar a todo custo qualquer coisa que tendesse a piorar as relações com eles. Porém, como em ocasiões anteriores (ver Mt 22:15-22), os escribas e fariseus procuravam confrontar Jesus com um dilema inescapável. Os levitas, sacerdotes e profetas estavam isentos (DTN, 433). Recusar-se a pagar o imposto significaria deslealdade ao templo, mas pagá-lo implicaria que Jesus não se considerava um profeta, que estaria isento dele. CBASD, vol. 5, p. 466.
26 isentos os filhos. Jesus poderia ter reivindicado a isenção como um mestre ou rabino. No entanto, ele deixou de lado essa afirmação válida. CBASD, vol. 5, p. 467.
27 Mas. O coletor de impostos do templo não tinha o direito legal de exigir o meio siclo de Jesus. Ele pagou por conveniência, não por obrigação. Ele renunciou a Seu direito a fim de evitar controvérsia e fez o que não podia legitimamente ser obrigado a fazer, a fim de estar em paz com Seus inimigos. Evidentemente, ele não queria que Sua lealdade ao templo fosse contestada, por mais que a acusação fosse injusta. O modo de ação de Cristo se destaca como lição para todos os cristãos. Devemos nos esforçar para viver em paz com todos e, quando necessário, fazer mais do que o exigido, a fim de evitar conflitos desnecessários com os adversários da verdade (cf. Rm 12:18; Hb 12:14; 1Pe 2:12-15, 19, 20). No entanto, sob nenhuma circunstância devemos comprometer o princípio cristão no esforço para agradar os outros (ver DTN, 356). CBASD, vol. 5, p. 467
por Mim e por ti. O milagre tinha a intenção de ensinar a Pedro uma lição e silenciar os cobradores de impostos críticos, que tinham procurado colocar Cristo na categoria de um israelita comum e, assim, desafiar Seu direito de ensinar. CBASD, vol. 5, p. 467.
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MATEUS 17 – Jesus já era Rei e estava no Seu Reino junto ao Pai; Ele veio ao mundo para restaurar o reino que Satanás usurpara das mãos de Adão. Essa verdade devia ficar clara aos discípulos e deve ficar clara para nós também.
“Seis dias depois do incidente em Cesareia de Felipe, Jesus levou Pedro, Tiago e João a um alto monte, na Galileia. [Eles] que parecem ter ocupado um lugar de proximidade especial ao Salvador, foram privilegiados em vê-lO transfigurado. Até agora Sua glória fora encoberta em um corpo de carne. Mas agora Seu rosto e vestes resplandecem como o sol e são brancos como a luz, uma manifestação visível da Sua deidade, como a nuvem de glória ou shekinah, no AT, simbolizava a presença de Deus. A cena foi uma antecipação do que o Senhor Jesus será quando voltar para estabelecer Seu reino. Ele não mais aparecerá como o Cordeiro sacrifical, mas como o Leão da tribo de Judá. Todos os que O virem hão de reconhecê-lO imediatamente como Deus, o Filho, o Rei dos reis e Senhor dos senhores” (William MacDonald).
Moisés, nesse contexto, refere-se aos que vão ressuscitar no dia da volta de Jesus; Elias, representa aqueles que subirão ao Céu sem passar pela morte. Ambos foram a motivação de Jesus para avançar rumo ao propósito de salvar à humanidade. Contudo, Pedro não havia entendido ainda, por isso deu uma sugestão ingênua: Construir três tabernáculos, para Jesus, para Moisés e para Elias (Mateus 17:1-11).
Ao descer, Jesus cura um menino endemoninhado, mostrando que Seu Reino e poder são espirituais e Seus discípulos devem crer piamente para participar dEle. Todavia, Jesus teria que vencer o inimigo e pagar o preço do pecado através de Sua morte, como Ele revela logo após a pergunta dos apóstolos (Mateus 17:14-23).
Em Mateus 17:24-27 preciosas verdades sobressaem sobre Jesus:
Jesus coloca-Se na posição de Filho do Rei Supremo, Deus, e como tal, está isento de tributo. Ele não é apenas um Profeta ou Mestre; Ele é o legítimo herdeiro do Reino Celestial.
Jesus, humildemente, opta por pagar o imposto do templo, para mostrar Sua grandeza e domínio sobre a situação. Sua divindade é revelada no milagre do dinheiro no peixe.
Ele é nosso Rei! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: MATEUS 16 – Primeiro leia a Bíblia
MATEUS 16- COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1840 palavras
1 e os saduceus. Pela primeira vez, os saduceus se uniram aos fariseus na tentativa de silenciar Jesus. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 447.
sinal do céu. Sua [de Jesus] analogia mostra que o problema não é a falta de evidência, porém uma má vontade em aceitar o seu significado. Jesus já havia realizado muitos sinais. Bíblia de Genebra.
Eles estavam sem conhecimento porque optaram por rejeitar a luz. CBASD, vol. 5, p. 448.
4 o de Jonas. A ressurreição de Jesus, figurada pelos três dias e três noites que Jonas passou no ventre do grande peixe (12.39-41). Bíblia Shedd.
5 para o outro lado. Para os territórios de Filipe, provavelmente desembarcando em Betsaida, de onde foram caminhando para Cesaréia de Felipe, cidade situada no sopé do monte Hermom, cujo pico se localiza a c. 20 km mais para o norte. Bíblia Shedd.
6 fermento dos fariseus. Fala-se aqui de hipocrisia e perversidade crescentes (v. 12). Bíblia Shedd.
13 Cesareia de Filipe. Filipe, filho de Herodes, o Grande, seguiu o costume de dar o nome do imperador César a uma cidade de destaque, que antes era chamada Panéias, “santuário do deus Pan”. Bíblia Shedd.
O nome antigo sobrevive hoje como Banias. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A partir de uma gruta, anteriormente dedicada a Pan, em um penhasco elevado nas proximidades de Paneas … brota uma corrente perene, o rio Banias, um dos principais afluentes do rio Jordão. CBASD, vol. 5, p. 450.
16 Pedro declara que Jesus é o Messias e o Rei profetizado no Antigo Testamento. Bíblia de Genebra.
o Filho do Deus vivo. Aplicado a Jesus, o título reflete o relacionamento único de Jesus com o Pai. Bíblia de Genebra.
17 carne … que to revelaram. O reconhecimento daquilo que Jesus é tem que vir de Deus. Bíblia de Genebra.
18 Pedro … rocha. O texto grego de Mateus joga com estas duas palavras: pethros e petra, respectivamente. A interpretação com o apoio bíblico mais forte e mais amplamente aceito desde a Reforma Protestante é que pethros é Pedro e petra se refere a Cristo que é a fundação e pedra de esquina da igreja (1Cor 3:11; Ef 2:20; 1Pe 2:4-7). Andrews Study Bible.
Quando Pedro diz que Jesus não deve enfrentar a cruz, ele não é chamado a pedra fundamental, mas pedra de tropeço. Bíblia de Genebra.
Apesar do jogo de palavras, não é a pessoa de Pedro que é a pedra fundamental da Igreja. É Cristo mesmo, segundo o próprio Pedro (1Pe 2.4-8; cf Mt 21.42-44). Bíblia Shedd.
A esse respeito, Pedro, a quem foram dirigidas as palavras, nega enfaticamente, por seus ensinamentos, que a “rocha” de quem Jesus falou se referia a ele (ver At 4:8-12; 1Pe 2:4-8). Mateus registra que Jesus usou outra vez a mesma figura de linguagem em circunstâncias que exigem claramente que o termo se refira a Ele mesmo (ver com. de Mt 21:42; cf. Lc 20:17, 18). Desde os primeiros tempos, a figura da pedra foi utilizada pelos hebreus como um termo específico para Deus (ver com. de Dt 32:4; Sl 18:2, etc.). O profeta Isaías fala de Cristo como “uma grande rocha em terra sedenta” (ver com. de Is 32:2) e como uma “pedra preciosa, angular, solidamente assentada” (ver com. de Is 28:16). Paulo afirma que Cristo era a “Pedra” que seguia com Seu povo nos tempos antigos (ver 1Co 10:4; cf. Dt 32:4; 2Sm 22:32; Sl 18:31). … Jesus Cristo é a “rocha da nossa salvação” (Sl 95:1 [ARC]; cf Dt 32:4, 15, 18; DTN, 413). Ele é o único fundamento da igreja, pois “ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo” (1Co 3:11), … Jesus é sempre, e apenas Ele, a “Rocha” sobre a qual repousa toda a estrutura, pois sem Ele não haveria igreja. A fé nEle como Filho de Deus também torna possível sermos feitos filhos de Deus (Jo 1:12; 1Jo 3:1, 2). A percepção de que Jesus Cristo é verdadeiramente o Filho de Deus, como Pedro enfaticamente afirmou nessa ocasião (ver Mt 16:16) é a chave para a porta da salvação (DTN, 412, 413). Mas é incidental, não fundamental, que Pedro tenha sido o primeiro a reconhecer e declarar sua fé, o que, nessa ocasião, ele fez como porta-voz de todos os discípulos (ver com. do v. 16). Agostinho (c. 400 d.C.), o maior teólogo católico dos primeiros séculos do cristianismo, deixa para seus leitores decidir se Cristo aqui designava a Si próprio ou a Pedro como “a rocha” (Retraciones, i.21.1). … Eusébio, historiador da igreja primitiva, cita Clemente de Alexandria declarando que Pedro, Tiago e João não lutaram pela supremacia da igreja em Jerusalém, mas optaram por Tiago, o Justo, como líder (História Eclesiástica, ii,1). Outros entre os primeiros pais da igreja, como Hilário de Arles, ensinaram a mesma coisa. Foi só quando o apoio bíblico foi procurado em favor das reivindicações do bispo de Roma à primazia da igreja (ver vol. 4, p. 920, 921) que as palavras ditas por Cristo nessa ocasião foram tiradas de seu contexto original e interpretadas para dizer que Pedro era “esta pedra”. Leão I foi o primeiro pontífice romano a alegar, em c. 445 d.C., que sua autoridade provinha de Cristo, por meio de Pedro [cf Kenneth Scott Latourette, em A History of Christianity, 1953, p. 186]. … É extraordinário que nenhum bispo romano tenha descoberto esse significado nas palavras de Cristo, até que um bispo do 5º século considerou necessário encontrar algum apoio bíblico para o primado papal. O significado atribuído às palavras de Cristo, por meio do qual fazem conferir a primazia sobre os chamados sucessores de Pedro, os bispos de Roma, está em completo desacordo com todos os ensinamentos que Cristo transferiu a Seus seguidores (ver Mt 23:8, 10). … Talvez a melhor evidência de que Cristo não nomeou Pedro como a “rocha” sobre a qual Ele edificaria Sua igreja seja o fato de que nenhum dos que ouviram Cristo nessa ocasião – nem mesmo Pedro – interpretou assim Suas palavras, nem durante o tempo em que Cristo esteve na Terra, nem depois. Se Cristo tivesse feito de Pedro o principal entre os discípulos, eles não estariam depois envolvidos em repetidas discussões sobre qual deles “parecia ser o maior” (Lc 22:24; ver Mt 18:1; Mc 9:33-35, etc; DTN, 817; ver com. de Mt 16:19). … Petra é uma “rocha” grande, fixa, imutável, enquanto petros é uma pequena “pedra”. CBASD, vol. 5, p. 454.
portas. O triunfo de Cristo sobre a morte e a sepultura é a verdade central do cristianismo. Não foi possível a Satanás deter Cristo pelos laços da morte (ver At 2:24), nem lhe será possível deter qualquer daqueles que creem em Cristo (Jo 3:16; Rm 6:23). Falando figurativamente, Satanás detém as “portas do inferno”, mas Cristo, por Sua morte, entrou no reduto de Satanás e prendeu o adversário (ver com. de Mt 12:29). Sobre esse fato sublime repousa a esperança cristã de libertação das artimanhas de Satanás nesta vida, de seu poder sobre a sepultura e da sua presença na vida por vir. CBASD, vol. 5, p. 454.
inferno [gr. hades]. Em grego é o lugar dos mortos, equivalente ao hebraico sheol. As “portas dos hades” mais provavelmente se referem aos poderes da morte; isto é, as forças do mal que se opõem ao reino de Cristo. Comparar com Ap. 1:18. Andrews Study Bible.
não prevalecerão. Figurativamente, as “portas do inferno” prevaleceram contra Pedro quando, por três vezes, ele negou seu Senhor (DTN, 413) e, literalmente, quando ele morreu (Jo 21:18, 19). … O pleno significado do que Cristo quis dizer que “as portas do inferno não prevalecerão” pode ser melhor entendido pelo fato de que, imediatamente, ele começou a mostrar que iria “ser morto e ressuscitado no terceiro dia” (ver com. de Mt 12:40; cf. DTN, 418). Cristo triunfou gloriosamente sobre todo o poder de Satanás e, por esse triunfo, deu a certeza de que Sua igreja na Terra também triunfaria sobre ele. CBASD, vol. 5, p. 455.
A igreja é construída não apenas na pessoa de Cristo, mas também na Sua obra que O obrigou a morrer (entrar no hades) e conquistar a morte através da ressurreição (1Pe 3.18). Bíblia Shedd.
19 as chaves. As palavras de Cristo são as “chaves” para o reino dos céus (cf. DTN, 413; cf. Jo 1:12; 17:3). … As palavras de Jesus são “espírito e vida” a todos os que as recebem (Jo 6:63). São as palavras de Cristo que trazem a vida eterna (Jo 6:68). A Palavra de Deus é a chave para a experiência do novo nascimento (1Pe 1:23). … Cristo simplesmente conferiu a Pedro e a todos os demais discípulos (ver com. de Mt 18:18; Jo 20:23) a autoridade e o poder de conduzir as pessoas ao reino. Foi a percepção da verdade por parte de Pedro de que Jesus é verdadeiramente o Cristo que colocou as “chaves” do reino em sua posse e o admitiu no reino. O mesmo pode ser dito de todos os seguidores de Cristo até o fim dos tempos. O argumento de que Cristo conferiu a Pedro um grau de autoridade superior ou diferente da que deu aos outros discípulos não tem base bíblica (ver com. de Mt 16:18). De fato, foi Tiago, e não Pedro, quem exerceu funções administrativas sobre a igreja primitiva em Jerusalém (ver At 5:13, 19; cf. At 1:13; 12:17; 21;18; 1Co 15:7; Gl 2:9, 12). Em pelo menos uma ocasião Paulo “resistiu” a Pedro “face a face”, por agir de maneira errada (ver Gl 2:11-14), o que ele certamente não teria feito se soubesse alguma coisa a respeito de Pedro desfrutar dos direitos e prerrogativas que alguns afirmam que ele tinha, tendo por base Mateus 16:18 e 19. CBASD, vol. 5, p. 455
ligares. Evidentemente, o significado é que a igreja na Terra exigirá apenas o que o Céu exige e proibirá apenas o que o Céu proíbe. Esse é o claro ensino das Escrituras (ver com. de Mt 7:21-27; Mc 7:6-13). Quando os apóstolos saíram para proclamar o evangelho, de acordo com a comissão que lhes foi confiada (ver Mt 28:19, 20), eles foram ensinar os conversos a “guardar todas as coisas que” Cristo havia ordenado; nem mais, nem menos. Estender o significado de “ligar” e desligar” à autoridade de ditar o que os membros da igreja podem crer e o que podem fazer, em matéria de fé e prática, é ler nessas palavras de Cristo mais do que Ele queria dizer com elas, e mais do que os discípulos entenderam com elas. CBASD, vol. 5, p. 455, 456.
20 a ninguém dissessem. As concepções populares a respeito do Messias estavam longe de reconhecer o Seu ministério sofredor. Permitir que Seus discípulos proclamassem abertamente a sua messianidade podia instigar a explosão de um movimento político, o que dificultaria sua verdadeira missão. Bíblia de Genebra.
21 Desde esse tempo. Esta frase marca uma nova fase no ministério de Jesus … Mateus se volta da pregação pública de Jesus, na Galiléia, para a Sua cuidadosa instrução dos discípulos a respeito de Sua morte e ressurreição, Seu papel como Messias e o deles como discípulos. Bíblia de Genebra.
23 A inspiração satânica (e mundana) sempre procura conseguir a salvação sem a cruz (Mc 8.34s). Bíblia Shedd.
24 Aqui, Jesus acrescenta o mandamento da negação de si mesmo. A chamada ao discipulado exige o abandono completo do desejo natural de buscar conforto, fama ou poder. Bíblia de Genebra.
28 de maneira nenhuma passarão pela morte. Mais provavelmente, a “vinda” do Filho do Homem, aqui, se relacione com todo o processo pelo qual Jesus recebe o domínio, especialmente Sua ressurreição, ascensão e envio do Espírito. Todas estas coisas aconteceram durante o tempo no qual os discípulos viveram. Bíblia de Genebra.
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MATEUS 16 – Este capítulo oferece uma visão profunda sobre a identidade de Jesus e o papel de Sua igreja.
Mais uma vez, Jesus Se retira dentre os fariseus e saduceus que O colocavam à prova, declarando que “uma geração perversa e adúltera pede um sinal miraculoso, mas nenhum sinal será dado… a não ser o sinal de Jonas” (Mateus 16:1-4; 12:38-45).
Então, no treinamento de Seus discípulos, o Mestre soberano alerta contra os ensinos dos fariseus e saduceus. Ainda hoje, essa recomendação é extremamente importante (Mateus 16:5-12).
Na sequência, há uma confissão de Pedro sobre Sua compreensão de Jesus: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Essa confissão é essencial, contudo, ela só nos vem de forma sobrenatural (Mateus 16:13-17). A confissão não é meramente um ato individual de fé, mas um ponto de unificação da comunidade. A afirmação de Pedro representa uma base comum de crença que serve para unir os seguidores de Cristo. A implicação é que a igreja é formada não apenas pela liderança, mas pela consciência compartilhada da identidade de Cristo (Mateus 16:18-20).
As chaves do Reino dos Céus entregues a Pedro é um simbolismo carregado de significado. Em contextos judaicos, as “chaves” frequentemente simbolizam autoridade e controle. No entanto, o conceito de “chave” aqui pode ser visto como símbolo de acesso à verdade e à revelação espiritual. A “chave” representa o poder de revelar e de entender os mistérios do Reino Celestial.
A partir de Mateus 16:21, Jesus começa a revelar aos discípulos que deve ir a Jerusalém, sofrer, ser morto e ressuscitar. A resistência de Pedro a essa ideia oferece um insight sobre a expectativa messiânica da época. Muitos judeus esperavam um Messias que libertaria Israel do domínio romano e restauraria um reino terreno. A ideia de um Messias sofrendo e morrendo era contra-intuitiva e desafiava as expectativas tradicionais. Esta resistência de Pedro reflete a dificuldade de aceitar uma redefinição radical do papel do Messias.
Ao repreender Pedro, Jesus mostra que a Sua identidade como O Messias não é meramente um ponto de fé, mas um chamado para um caminho de sofrimento e compromisso (Mateus 16:22-28). Contudo, as portas do Inferno não conseguirão vencer à Igreja (Mateus 16:18).
Unidos à Igreja de Cristo, seremos vencedores! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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861 palavras
1 Escribas e fariseus chegaram de Jerusalém para reforçar o rol dos inimigos de Jesus, que já estavam se consolidando, como foi o caso dos fariseus com os herodianos (Mc 3.6). Mais tarde, até os saduceus, tradicionais rivais dos fariseus, seriam acrescentados. Bíblia Shedd.
2 tradição dos anciãos. Após o exílio babilônico, os judeus, numa tentativa de observar perfeitamente a Torah (para que a experiência do exílio não se repetisse), começaram a desenvolver meticulosas regras e regulamentos que eram expansões das 613 leis encontradas nos livros de Moisés. Foram transmitidos oralmente de geração em geração até aproximadamente ano 200 d.C., quando foram escritas em um livro chamado Mishnah. Andrews Study Bible.
não lavam as mãos. Esta não era uma questão sobre higiene pessoal, mas sobre pureza ritual e cerimonial. O propósito de lavar as mãos era remover a contaminação trazida aos piedosos judeus pelo contato com pessoas ou coisas cerimonialmente impuras. Os criadores destas tradições se baseavam em Êx 30:17-21, onde Deus ordenava que os sacerdotes lavassem suas mãos e pés antes de entrarem no tabernáculo. Isto foi expandido para a vida do dia-a-dia. Andrews Study Bible.
4-6 Se alguém queria livrar-se da responsabilidade de cuidar de seus pais em idade avançada, era só fazer a falsa declaração de que seus bens pertenciam ao templo, de que era korban (que significa “oferenda”). Seus bens seriam registrados em nome do templo até a morte de seus pais, quando então se passaria a “combinar” algo com os escribas, no intuito de reavê-los. Parece que para o gozo de tais benefícios legais não era necessário grande oferta. Talvez alguns dos que assim faziam estivessem presentes na hora. Bíblia Shedd.
6 invalidastes a Palavra de Deus. Devemos estar sempre atentos para os métodos que se usam para invalidar a Palavra: 1) Esquecimento; 2) Reinterpretação; 3) Racionalização; 4) Ignorância; e 5) Simples desobediência. Bíblia Shedd.
11 contamina. Ao dizer que não é o que entra em uma pessoa que a contamina, Jesus não está tornando todas as comidas permissíveis ou saudáveis. … Jesus inverteu o foco dos mestres da lei: eles estavam obcecados com o exterior, enquanto Jesus enfatizava as ações morais e internas. Para Ele, o pecado estava enraizado dentro do ser – o coração. Andrews Study Bible.
21 Partindo Jesus dali. O incidente seguinte provavelmente aconteceu no fim da primavera de 30 d.C., possivelmente no mês de maio. Com a alimentação dos 5 mil e o sermão sobre o Pão da Vida, na sinagoga de Cafarnaum (ver com. de Jo 6:1, 25), o ministério de Jesus atingiu seu clímax. A maré da popularidade começou a se voltar contra Jesus, como havia acontecido no ano anterior na Judeia (DTN, 393), e a maioria dos que se consideravam Seus seguidores O rejeitaram (ver com. de Jo 6:60-66). Isso ocorreu poucos dias antes da Páscoa desse ano, da qual Jesus não participou (ver com. de Mc 7:1). A terceira jornada pela Galileia alarmou muito os líderes judeus … Após a Páscoa, uma delegação de Jerusalém confrontou Jesus com a acusação de que Ele estava transgredindo as exigências religiosas (Mc 7:1-23). Mas Ele os silenciou revelando sua hipocrisia, e eles foram embora encolerizados … A atitude e as ameaças deles deixaram claro que Sua vida estava em perigo… Assim, em harmonia com o conselho que já havia dado aos discípulos, Ele Se retirou da Galileia por um tempo …, como havia feito na Judeia no ano anterior, quando foi rejeitado pelos líderes de lá. Essa retirada para o norte marca o início de um novo período no ministério de Cristo e o fim de Seu ministério na Galileia, ao qual ele dedicou cerca de um ano, aproximadamente da Páscoa de 29 d.C. à de 30 d.C. Isso foi menos de um ano antes de Sua morte. … Claramente, no entanto, essa visita não foi uma viagem missionária no sentido que tiveram as três jornadas pela Galileia, pois, ali chegando, Jesus procurou Se manter incógnito (Mc 7:24). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 440.
22 uma mulher cananeia. Os fenícios pertenciam a uma antiga etnia cananeia. CBASD, vol. 5, p. 441.
26 cachorrinhos. Gr kunarion, um diminutivo afetuoso, empregado para os cachorrinhos de estimação, “de colo”. … Devia ter sido, para Jesus, um grande alívio testemunhar uma fé tão grande, e ao mesmo tempo singela e humilde, em pleno funcionamento, depois de tantas lutas com fariseus que, a despeito de sua fidelidade à letra da Lei, pouco ou nada sabiam da verdadeira comunhão com Deus em espírito e em verdade. Bíblia Shedd.
O contexto indica que estão em vista os animais de estimação, e não os de rua. A expressão não é equivalente ao insulto comum “cão gentio”. Bíblia de Genebra.
Jesus queria ressaltar que o evangelho devia ser primeiro oferecido aos judeus. A mulher compreendeu o que Jesus dera a entender e se dispôs a aceitar “migalhas”. Jesus recompensou-lhe a fé. Bíblia Shedd.
27 Sim, Senhor. Por trás da aparente indiferença de Jesus ao apelo sincero da mulher … , ela aparentemente detectou a terna compaixão de Seu grande coração de amor. CBASD, vol. 5, p. 442.
30 Esta lista de doentes pende para o lado das grandes incapacidades físicas, as quais oferecem base para não apoiar a teoria das “curas psicológicas”. Bíblia Shedd.
32 três dias. As pessoas tinham levado comida para pelo menos um dia, até dois, pois Jesus não teve preocupação até o terceiro dia. CBASD, vol. 5, p. 443.
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MATEUS 15 – Nos capítulos 14 e 15 de Mateus, nota-se uma transição geográfica e ministerial significativa de Jesus. Em Mateus 14:19-21 e 34-36, o Messias ministra predominantemente no território judaico, onde Ele alimenta 5.000 pessoas e realiza curas em Genesaré. A resposta do povo judeu, embora expressiva, muitas vezes demonstra-se superficial, focada mais em milagres do que na compreensão espiritual de Quem é Jesus.
Em contraste, em Mateus 15:29-39, após Seu encontro com a mulher cananeia, Jesus avança em território gentílico, onde Ele cura multidões e alimenta 4.000 pessoas. Aqui Jesus mostra compaixão e a extensão de Seu ministério aos não-judeus, indicando a universalidade de Sua missão redentora (ver Gênesis 12:1-3). Enquanto os judeus frequentemente apegavam-se a tradições e esperavam um Messias conforme seus próprios moldes, os gentios, representados pela mulher cananeia e as multidões curadas, demonstram uma receptividade aberta e uma fé impressionante.
Este relato revela a expansão do evangelho além das fronteiras de Israel, preparando o caminho para a missão global que os discípulos de Jesus levariam adiante. Todavia, eles tinham muito que aprender, assim como nós hoje. Reflita:
• Em Mateus 15:21-28, o encontro de Jesus com a mulher cananeia demonstra uma fé extraordinária ao buscar a cura de sua filha possuída por demônio. Ela chama Jesus de Filho de Davi e faz seu apelo em prol da filha. Inicialmente Jesus responde com silêncio e depois testa a fé dela, referindo-se à missão prioritária aos filhos de Israel. Entretanto, a mulher gentia persiste com humildade e determinação, reconhecendo Jesus como Senhor e contentando-se com as “migalhas” da graça divina. Jesus elogiou sua grande fé e concedeu-lhe o desejo de seu coração.
• A fé desta mulher contrasta com a pequena fé de Pedro (Mateus 14:31), quando duvida ao andar sobre as águas; e, com a dos discípulos, quando temem a tempestade, apesar de estarem na presente de Jesus (Mateus 8:26).
• Outro ponto importante é o confronto entre Jesus e os fariseus/escribas (Mateus 15:1-20), revelando um contraste entre a tradição humana e a verdadeira intenção da Lei divina. A verdadeira impureza vai além de comer sem lavar as mãos, é algo interno que sai do coração – como pensamentos malignos, assassinatos, adultérios, etc. Jesus não aprova a interpretação legalista e perfeccionista dos fariseus.
Enfim, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: MATEUS 14 – Primeiro leia a Bíblia
MATEUS 14- COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1865 palavras
1 tetrarca Herodes. Tetrarca, gr tetrarques, significa “quem rege uma quarta parte”. [A Palestina havia sido dividida em quatro partes, e ele havia recebido duas delas: Galileia e Pereia.]. Bíblia Shedd.
Herodes Antipas era o filho de Herodes o Grande, que ordenou a matança dos bebês de Belém (2:16). … Foi Herodes Antipas que escutou o caso contra Jesus antes de Sua crucifixão (Lc 23.6-12). Andrews Study Bible.
a fama de Jesus. Depois das maravilhosas viagens de Jesus pela Galileia, surgiram muitas ideias a respeito dEle, cf. 16.13-14. A consciência supersticiosa e culpada de Herodes apontava logo para a teoria de que Jesus seria João Batista ressurreto. Bíblia Shedd.
3 O cárcere da fortaleza de Maquero, perto do mar Morto, era bem visível, se olhado do magnífico palácio de Herodes Antipas. Duas masmorras escuras, fortes e profundas podem ser vistas até hoje. Ali ficara o profeta, que ministrara ao ar livre, durante um ano inteiro. Bíblia Shedd.
Herodes … mulher de Filipe, seu irmão. A genealogia de Herodes é confusa, com múltiplos casamentos, casamentos de parentes próximos e uso de nomes semelhantes. Bíblia de Genebra.
4 O caso envolve certas complicações de divórcio e incesto. Herodias era descendente de Herodes, o Grande, e esposa de Herodes Filipe [seu tio], de quem se divorciou para casar com Herodes Antipas [irmão de Herodes Filipe], seu [outro] tio . Este, para a receber como esposa, divorciou-se de sua esposa anterior que era filha de Aretas, rei da Arábia, da porção então chamada Nabateia. Bíblia Shedd.
Herodes Antipas, quando hospedado no lar desse casal [Herodes Filipe e Herodias], persuadiu Herodias a abandonar o marido e ser esposa dele. O casamento com a esposa do irmão, enquanto o irmão ainda vivia, era proibido pela lei mosaica (Lv 18.16). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Herodias buscou vingança [pela denúncia de João quanto ao casamento de Herodes Antipas e Herodias] pedindo a cabeça de João Batista. Andrews Study Bible.
6 a filha de Herodias. Filha de um casamento anterior ao de seu casamento com Herodes Filipe. Segundo Josefo, o nome da filha era Salomé e ela, posteriormente, se casou com outro filho de Herodes, o Grande: Felipe, tetrarca de Itureia e Traconites (Lc 3.1). Bíblia de Genebra.
Nessa ocasião, Salomé era jovem em idade de casar. Sua dança era sem dúvida lasciva, e a apresentação agradou tanto a Herodes quanto aos seus convidados. Bíblia de Estudo NVI Vida.
8 prato. Tratava-se de uma travessa de madeira em que eram servidas as carnes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
13 ouvindo isto. Parece que Jesus recebeu a notícia da morte de João no final da terceira viagem pela Galileia, ao retornar de Cafarnaum. Mateus se refere a isso como uma das razões que fizeram Jesus ir para o outro lado do lago (ver com. de Mc 6:30). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 434, 435.
13, 14 Jesus, ao atravessar o mar da Galileia, indo de Cafarnaum a Betsaida Júlia deixava os territórios de Herodes Antipas, e entrava numa parte deserta do território de Felipe. Bíblia Shedd.
15-21 Do mesmo modo como Deus providenciou maná no deserto para Israel, assim Jesus providenciou pão para o povo, numa região remota. Bíblia de Genebra.
…é o único milagre registrado em todos os quatro Evangelhos. É, portanto, o mais importante milagre que Jesus realizou. Ele recorda o milagre do maná que alimentou os israelitas no lugar ermo [de wilderness, não desert], o milagre de Elias e o óleo da viúva (2Rs 4:1-7), e a alimentação dos 100 homens de Elias com pães de centeio e alguns recém colhidos grãos (2Rs 4:42-44). Também antecipava a Santa Ceia. … O milagre também antecipa o grande banquete escatológico no fim dos tempos – um banquete amplamente mencionado nos escritos apocalípticos tanto judeus como cristãos. O milagre também demonstrou o ministério holístico de Jesus que reconhecia as necessidades físicas e econômicas de Seu povo. Andrews Study Bible.
17 Os pães e peixes eram o lanche de um único menino (Jo 6.9). Bíblia Shedd.
21 sem contar mulheres e crianças. Somente Mateus registra esse pormenor. Estava escrevendo aos judeus, que não permitiam que mulheres e crianças comessem junto com os homens em público. Por isso, estavam em lugar separado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
22 insistiu com (NVI. ARA: compeliu). A palavra grega empregada aqui é enfática. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Decerto era para escudar os discípulos de serem arrebatados pela tentação de querer ver a Jesus como Rei (Jo 6.15). Bíblia Shedd.
Do gr. anagkazo, “compelir” ou “obrigar” (ver com. de Lc. 14:23). Essa foi a primeira vez em que Jesus achou necessário falar aos discípulos com tal autoridade e força (DTN, 378). As palavras eutheos, “imediatamente” e anagkazo “compelir”, indicam tanto pressa e urgência da parte de Jesus, quanto hesitação e relutância da parte dos discípulos. A razão para essa relutância está clara em João 6:15 [“Sabendo, pois, Jesus que estavam para vir com o intuito de arrebatá-Lo para O proclamarem rei, retirou-Se novamente, sozinho, para o monte”] (ver DTN, 377, 378; ver com. Mc 6:42). Convencida de que Jesus era o Messias prometido ou o Libertador de Israel, a multidão estava inclinada a coroá-Lo rei ali mesmo. Percebendo o sentimento da multidão, os discípulos tomaram a iniciativa e estiveram a ponto de proclamá-Lo rei de Israel. Judas foi o primeiro dos doze a perceber a importância do sentimento popular e foi ele quem iniciou o projeto de coroar a Cristo como rei (DTN, 718). Essa ação precipitada teria feito concluir prematuramente a missão terrena de Cristo. Foi necessária uma ação imediata e decisiva da parte de Jesus a fim de apaziguar o sentimento popular do povo e controlar os discípulos. CBASD, vol. 5, p. 435.
23 a fim de orar. Nos montes, Jesus passou várias horas (ver DTN, 379), contudo, não perdeu de vista os discípulos no lago (ver DTN, 381). Nessa ocasião, Sua oração teve um propósito duplo: primeiramente por Si mesmo, para que soubesse como tornar claro o verdadeiro propósito de Sua missão ao povo; e, em segundo lugar, por Seus discípulos, devido à prova e desilusão pela qual passariam. CBASD, vol. 5, p. 435.
orar sozinho. O segredo de como se pode ser guiado mais efetivamente por Deus do que pelos exemplos e pensamentos dos homens. Bíblia Shedd.
Lá estava Ele só. Não no sentido físico, apenas. Jesus estava “só” também no sentido de que nem os discípulos O compreendiam. No silêncio dos montes e sob o céu estrelado, Jesus teve comunhão com o Pai (ver com. de Mc 1:35). CBASD, vol. 5, p. 436.
24 a muitos estádios da terra. Os discípulos tinham remado entre 25 a 30 estádios (Jo 6:19), de quatro a cinco quilômetros quando Jesus os alcançou. Em circunstâncias normais, teriam percorrido esta distância em mais ou menos uma hora, mas nessa ocasião levaram aproximadamente oito horas … Isto é uma evidência do forte vento que eles encontraram enquanto cruzavam o lago. CBASD, vol. 5, p. 436.
o vento era contrário. Se os discípulos tivessem cruzado o lago quando Jesus lhes disse para irem, talvez tivessem escapado da tempestade. Mas sua obstinação fez com que demorassem para partir, até que fosse quase noite (ver DTN, 379, 380). Cerca de oito horas depois … estavam lutando pela vida. Judas tinha encabeçado o projeto de tornar Cristo rei à força e, sem dúvida, se ressentiu mais que os outros com a ordem de embarcarem para o outro lado antes do Mestre… À medida que os discípulos, em obediência a Cristo, saíam para cruzar o lago, sentimentos de humilhação, desapontamento, ressentimento e impaciência lhes perturbavam o coração. Pode-se dizer que a hesitação na praia produziu a descrença. O vento era contrário assim como o coração deles; mas, pela providência divina, o mar tempestuoso se tornou o meio de acalmar a tempestade interior. CBASD, vol. 5, p. 436
25 alta madrugada (NVI). Das 3 às 6 horas (quarta vigília [cf. ARA]). Segundo o cálculo romano, a noite era dividida em quatro vigílias: 1) das 18 às 21 horas, 2) das 21 horas à meia noite, 3) da meia-noite às 3 horas e 4) das 3 às 6 horas (v. nota em Mc 13.35 [onde Jesus cita as quatro vigílias quando o “dono da casa” irá voltar]). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Entre três e seis horas da manhã. A primeira processava-se das 18 às 21 h; a segunda das 21 às 24; e a terceira ia até às 3. Bíblia Shedd.
Os romanos tinham quatro vigílias noturnas. … Os judeus tinham três vigílias noturnas. … Eram horas aproximadas porque mecanismos de medida do tempo ainda não eram comuns no mundo antigo. Andrews Study Bible.
foi Jesus ter com eles. Por toda a noite, Ele não os perdeu de vista, e Jesus foi ter com eles apenas quando desistiram de lutar e clamaram por socorro. CBASD, vol. 5, p. 436
26 aterrados. É provável que a crença em fantasmas fosse comum (ver Josefo, Guerra dos Judeus, i30.7 [599]). Ao que parece, a superstição popular não tinha sido apagada por completo da mente dos discípulos. CBASD, vol. 5, p. 436.
é um fantasma! Do gr. phantasma, “uma aparição”. Um phantasma era algo que não podia ser explicado com base no fenômeno natural. CBASD, vol. 5, p. 436.
28 respondendo-Lhe Pedro. Pedro era responsável pelo negócio de pesca no qual pelo menos quatro dos discípulos estavam envolvidos antes de se tornarem seguidores de Jesus (ver com. de Mc 3:16). … Seu espírito natural de liderança, nesta ocasião como em muitas outras, levou à confiança demasiada e a uma atitude impulsiva e desajuizada. CBASD, vol. 5, p. 437
29 andou por sobre as águas. Pedro saiu do barco com fé. Foi a fé que o susteve nas águas da Galileia. Mas a fé estava operante apenas enquanto mantivesse o olhar fixo em Jesus. CBASD, vol. 5, p. 437.
30 Reparando, porém, na força do vento. Parece que Pedro tinha esquecido, por um momento, do vento e das ondas. À medida que seus pés se acostumavam a caminhar na superfície da água, ele evidentemente pensou em seus companheiros no barco e imaginou o que eles achavam de sua mais nova habilidade. Ao olhar de volta para o barco, perdeu Jesus de vista. Nesse momento, eles estava entre duas ondas e quando voltou seu olhar de novo na direção de Jesus já não pôde vê-Lo (ver DTN, 381). Tudo o que viu foi a agitação das ondas e o vento. Naquele breve instante, o orgulho minou sua fé, e ele não pôde mais se manter em pé. CBASD, vol. 5, p. 437
teve medo. Não precisamos temer enquanto mantivermos nosso olhar fixo em Jesus e confiarmos na graça e no poder dEle, mas quando olhamos para o eu e para os outros temos boas razões para temer. CBASD, vol. 5, p. 437.
33 O adoraram. Essa foi a primeira, embora de forma alguma a última, ocasião (ver Mt 20:20; 28:9; Lc 24:52) em que os discípulos adoraram a Cristo. … Mas nesse caso, os discípulos confessaram pela primeira vez que Jesus era Filho de Deus e Lhe prestaram a adoração que se prestava a Deus. Além disso, Jesus aceitou a adoração deles. Talvez, essa confissão de fé tenha sido a mais significativa, tendo em vista as dúvidas e temores dos discípulos durante a noite anterior. CBASD, vol. 5, p. 437, 438.
Filho de Deus. Este título reconhece o caráter messiânico de Jesus e a manifestação do Seu poder divino. … Aplicado a Jesus, o título reflete o relacionamento único de Jesus com o Pai [sobre Mt 16,16]. Bíblia de Genebra.
34 Genesaré. A planície sobre a qual se situava Cafarnaum. Bíblia Shedd.
Ou a planície estreita, com uns 6,5 km de extensão e 3 km de largura, do lado ocidental do mar da Galileia, perto da extremidade norte. … Esta planície era considerada lugar ajardinado da Palestina, fértil e bem irrigado. Bíblia de Estudo NVI Vida.