Reavivados por Sua Palavra


LUCAS 19 – Comentário Pastor Heber Toth Armí
1 de outubro de 2024, 0:40
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LUCAS 19 – O Comentário Bíblico Adventista sintetiza este capítulo da seguinte forma:

• O publicano Zaqueu (Lucas 19:1-10).
• As dez minas (Lucas 19:11-27).
• A entrada triunfal de Cristo em Jerusalém (Lucas 19:28-40).
• Jesus chora pela cidade (Lucas 19:41-44), expulsa do templo vendedores e compradores e ensina ali todos os dias. Os líderes judeus desejam matá-lO (Lucas 19:43-48).

Lucas 19 apresenta uma progressão dramática que revela o contraste entre a graça oferecida por Cristo e a rejeição endurecida de Israel.

O texto apresenta um contraste entre aqueles que reconhecem sua necessidade de salvação e aqueles que, cheios de justiça própria, rejeitam o convite divino. A história de Zaqueu mostra um homem que, apesar de sua posição como cobrador de impostos, busca arrependimento e transformação, simbolizando a abertura de coração necessária para receber a Cristo. Na parábola das dez minas, Jesus enfatiza a responsabilidade dos servos em administrar fielmente o que lhes foi confiado até Seu retorno. A entrada triunfal em Jerusalém reflete a aceitação pública de Jesus como Rei, ainda que momentânea, enquanto Seu lamento sobre a cidade e a purificação do Templo expõem a rejeição generalizada dos líderes judeus.

No templo Jesus revelou tristeza e frustração. Ao chorar por Jerusalém, Jesus lamentou a cegueira espiritual dos religiosos, que, devido ao seu orgulho e justiça própria, distanciaram-se irreversivelmente de Deus. Isso arrancou lágrimas de Cristo, que fizera de tudo, mas não teve chances.

“Orgulhosos, cheios de justiça própria e independentes, haviam se separado cada vez mais do Céu, até que se tornaram súditos de Satanás. A nação judaica estivera durante séculos a forjar as cadeias com as quais aquela geração estava irrevogavelmente aprisionando a si mesma” (Ellen White).

• Já dizia o sábio que “o caminho do insensato parece-lhe justo” (Provérbios 12:15) e ainda revela que “o orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda” (Provérbios 16:18). “Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos de morte” (Provérbios 14:12).

• Jesus não determinou o destino de Jerusalém, apenas sabia que a atitude dela traria um fim indesejado (Lucas 19:41-44); pois, “quem insiste no erro depois de muita repreensão, será destruído, sem aviso e irremediavelmente” (Provérbios 29:1). Graciosamente, Jesus ainda avisou – mas, não adiantou!

E nós, aprenderemos a lição? Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



LUCAS 18 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
30 de setembro de 2024, 1:00
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Texto bíblico: LUCAS 18 – Primeiro leia a Bíblia

LUCAS 18 – BLOG MUNDIAL

LUCAS 18 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



LUCAS 18 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
30 de setembro de 2024, 0:50
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1566 palavras

1-8 Disse-lhes Jesus uma parábola. A data devia ser março de 31 d.C., pouco depois da ressurreição de Lázaro … e algumas semanas antes da última Páscoa. E o local devia ser alguma parte da Pereia. CBASD – Comentários Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 930.

Como 16.1-8, esta é uma parábola de contraste. Se um juiz que não teme a Deus (ou ao homem) pode ser levado a vingar uma viúva importuna, quanto mais o Justo Juiz do universo (cf Tg 4.12). No contexto, os crentes perseguidos são encorajados a orar confiantes em Deus, durante o intervalo que há entre a ascensão e a segunda vinda de Cristo. Bíblia Shedd.

3 viúva. No AT [viúva] representa (com os órfãos) os desamparados e destituídos de todos os recursos (Sl 68.5; Lm 1.1). Bíblia Shedd.

5 molestar-me. Literalmente, “dar-me um olho preto [roxo]” (Jesus conta a estória com humor). Andrews Study Bible.

7 Se mesmo um juiz injusto (v. 6) fará aquilo que é direito, quanto mais Deus? Bíblia de Genebra.

8 depressa. Isto é, no tempo de Deus (2Pe 3.8) e não segundo o nosso [Sem demora = com certeza, cf. Ap. 22:20]. Bíblia de Genebra.

9 Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos. Embora eles não sejam mencionados diretamente, fica claro que Jesus estava pensando nos fariseus. CBASD, vol. 5, p. 932.

por se considerarem justos. Isto é, segundo os próprios padrões de justiça, que os fariseus, de modo geral, colocavam em prática meticulosamente, ou pelo menos fingiam fazê-lo. O padrão farisaico de justiça consistia na observância estrita das leis de Moisés e da tradição rabínica. Em essência, era a justificação pelas obras. O conceito farisaico e legalista de justiça operava com base na premissa de que a salvação deve ser merecida por meio da observância de determinado padrão de conduta. Esses líderes davam pouca ou nenhuma atenção à devoção necessária a Deus e à transformação dos motivos e objetivos da vida do ser humano. Os fariseus enfatizavam a letra da lei, ignorando seu espírito. CBASD, vol. 5, p. 932, 933.

desprezavam. Aqueles que se consideram modelos de virtude costumam olhar para as outras pessoas com desprezo. CBASD, vol. 5, p. 933.

10 Dois homens. Um deles se considerava santo e subiu com o propósito de se engrandecer diante de Deus e dos semelhantes. O outro olhava para si como um pecador e subiu para confessar suas faltas ao Senhor, clamar por misericórdia e obter perdão. CBASD, vol. 5, p. 933.

subiram ao templo. A palavra deve ser usada em referência à subida das regiões mais baixas da cidade até o monte Moriá [do templo]. CBASD, vol. 5, p. 933.

um, fariseu. Ser fariseu era o mais elevado ideal judaico de piedade na época. CBASD, vol. 5, p. 933.

outro, publicano. Em contrapartida, o publicano representava o nível mais baixo da escala social judaica. CBASD, vol. 5, p. 933.

11 de si para si mesmo. Ou seja, de maneira inaudível, talvez mexendo os lábios ou sussurrando. Aparentemente, o fariseu estava se dirigindo a si mesmo, não a Deus.

Ó Deus, graças Te dou. Sem dúvida, o que ele queria dizer seria: “Senhor, Tu deves ser grato por ter uma pessoa como eu entre aqueles que vêm Te adorar. Sou bem superior ao povo comum. … O povo comum ficava muito distante de seu exaltado padrão de justiça própria. CBASD, vol. 5, p. 933, 934.

nem ainda como este publicano. Quando os olhos do fariseu detectaram a presença daquele vigarista da sociedade, orou dizendo mais ou menos assim: “Senhor, é deste tipo que estou falando, aquele detestável cobrador de impostos. Alegro-me por não ser como ele.” CBASD, vol. 5, p. 934.

12 jejuo duas vezes por semana. O jejum não era ordenado na lei mosaica, a não ser o jejum do Dia da Expiação. Os fariseus, no entanto, também jejuavam nas segundas e nas quintas-feiras (v. 5.33; Mt 6.16; 9.14; Mc 2.18; At 27.9). Bíblia de Estudo NVI Vida.

De acordo com a teologia dos fariseus, um crédito suficiente de atos supostamente meritórios cancelava a dívida de atos de maldade. CBASD, vol. 5, p. 934.

13 não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu. Olhar para cima era costume quando se fazia oração, mas este homem estava muito consciente de sua indignidade para fazer isto. Ele simplesmente pediu por misericórdia, reconhecendo o seu pecado. Bíblia de Genebra.

batia no peito. Literalmente, “continuava a bater no peito”. As ações do cobrador de impostos evidenciam a sinceridade de suas palavras e constituem uma expressão vívida de seu senso de indignidade. Ele se sentia indigno até mesmo de orar. Mas a consciência de sua necessidade o impelia a fazê-lo. CBASD, vol. 5, p. 935.

tem misericórdia de mim (NVI). O publicano não defende suas boas obras, mas, sim, recorre à misericórdia de Deus para lhe perdoar os pecados. Bíblia de Estudo NVI Vida.

pecador. A consciência da própria necessidade é a primeira condição para ser aceito por Deus, numa percepção de que, sem Sua misericórdia, estaríamos completamente perdidos (ver PJ, 158). Em contraste com o fariseu, sem dúvida, o publicano pensou em muitos vícios e sabia que já os praticara todos; pensou nas virtudes e reconheceu que não possuía nenhuma delas. Assim como o apóstolo Paulo, ele sabia que era pecador (ver 1Tm 1:15) e necessitava da graça divina. … O publicano fala como se não existissem outros pecadores e ele fosse o único. Assim como o fariseu, ele se coloca numa classe totalmente separada. Não era virtuoso como as outras pessoas; era um pecador. O fariseu se considerava muito acima dos “demais homens” (Lc 18:11); o publicano se considerava muito abaixo dos outros. CBASD, vol. 5, p. 935.

14 este desceu justificado para sua casa, e não aquele. Isto é, por Deus (Rm 1.17n; 5.1). O fariseu, justificando-se a si mesmo, rejeita a justiça gratuita de Deus (cf Rm 3.20). Bíblia Shedd.

O fariseu confiou nos seus próprios méritos, não tendo descoberto que nenhuma justiça humana é suficiente diante de um Deus que exige perfeição (Mt 5.48). O publicano confiou na graça de Deus e a encontrou. Bíblia de Genebra.

O publicano sabia que era pecador (ver v. 13) e essa percepção abria caminho para que Deus o declarasse “sem pecado” – um pecador justificado pela misericórdia divina. … Era a atitude dos dois homens em relação a si próprios e ao Senhor que fazia a diferença. CBASD, vol. 5, p. 935.

exalta. O problema do orgulho em oposição à humildade está no centro do grande conflito. CBASD, vol. 5, p. 935.

Lucas 18:14 encerra a “grande inserção” de Lucas, nome às vezes dado ao trecho de Lucas 9:51-18:14 (ver com. de Lc 9:51), pelo fato de os outros evangelhos não registrarem a maior parte dos eventos e ensinos desta seção. CBASD, vol. 5, p. 935.

17 pequeninosdos tais é o reino de Deus. Receber o reino requer: 1) Humildade, 2) Confiança, 3) Proximidade e 4) Uma relação pessoal, como a da criança, que revela maior receptividade diante do amor de Cristo. Bíblia Shedd.

18 homem de posição. Uma expressão geral para significar alguém da classe superior. Bíblia de Genebra.

19 Bom Mestre. Esta não era uma forma comum de tratamento no Judaísmo; era mera bajulação. O homem presumiu que seus feitos lhe assegurariam a vida eterna. Bíblia de Genebra.

Por que me chamas bom? Isto é, “sabes o que dizes? Só aquele que reconhece quem Eu sou, pode chamar-Me bom sem ser hipócrita”. Bíblia Shedd.

22 vende tudo. Este desafio revelou que aquele homem não tinha realmente entendido os mandamentos. Quando ele se defrontou com a escolha, tornou-se claro que seus bens vinham antes de Deus. Bíblia de Genebra.

Jesus viu que este governante precisava, literalmente, abandonar todas as suas posses para ser completamente comprometido com Deus (ver 3:10; 19:8-9). Andrews Study Bible.

26 quem então pode ser salvo? (NKJV). Os ricos eram considerados ser especialmente favorecidos por Deus. Se eles não pudessem ser salvos, quem poderia? Andrews Study Bible.

27 Os impossíveis do homem são possíveis para Deus. Deus, apenas, é capaz de salvar. Andrews Study Bible.

30 no presente. Os seguidores de Jesus não precisam esperar até que cheguem “ao céu” para começar a receber Suas bênçãos, porque algumas podem ser recebidas mesmo agora. Andrews Study Bible.

34 Eles, porém, nada compreenderam acerca destas coisas [sobre vv 31-33, os sofrimentos e morte próximos]. Lucas reflete mais do que os outros sinóticos [os evangelhos de Mateus e Marcos] sobre a completa falha dos discípulos em compreender as tristes verdades que Jesus procurava revelar a eles. O motivo era que a mente deles estava cheia de conceitos equivocados quanto à natureza do reino que Cristo viera fundar. Parece que eles não tiravam da cabeça [“não admitiam”] qualquer coisa que não estivesse de acordo com suas ideias preconcebidas sobre o assunto (ver DTN, 547, 548). CBASD, vol. 5, p. 936.

35 Ao aproximar-se Jesus de Jericó, um homem cego. Lucas dá a entender que Jesus estava entrando em Jericó, enquanto Mateus e Marcos dizem que o incidente ocorreu quando eles saíam de Jericó (Mt 20.30; Mc 10.46). Parece ter havido duas “Jericós” que distavam aproximadamente em 1,5 km uma da outra; as ruínas da cidade do Antigo Testamento, conquistada por Josué (Js 6), e a cidade construída por Herodes, o Grande. O encontro pode ter acontecido quando Jesus estava deixando a cidade antiga e entrando na nova. Bíblia de Genebra.

Mateus relata que dois cegos foram curados (ver nota em Mt 20.30). É provável que, pelo fato de um deles tomar a palavra e se destacar, Marcos e Lucas não mencionam o outro. Bíblia de Estudo NVI Vida.

43 todo o povo. Lucas acrescenta algo que Mateus e Marcos não mencionam: a reação dos que testemunharam o milagre. Em contraste com os líderes judeus, que costumavam atribuir o poder de Jesus ao diabo (ver com. de Mt 12.24), o povo comum, cuja percepção não fora cegada pelo preconceito, creditava a Deus o poder de Cristo. CBASD, vol. 5, p. 936.



LUCAS 18 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
30 de setembro de 2024, 0:40
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LUCAS 18 – Havia distorções nos ensinos dos mestres da época de Jesus. Então Jesus corrigi ensinos que levam cristãos a erros. “Conta-se que alguns rabinos chegavam ao ponto de ensinar que era aconselhável evitar orar em outros horários além dos preestabelecidos, para não incomodar a Deus, como o faz a viúva importuna com o juiz iníquo, nesta parábola” (CBASD).

• Quem não sabe ler a Bíblia corretamente, irá distorcer seus ensinos. Pior que isso é ensiná-la para enganar aos sinceros que desejam aprender de suas verdades.

Jesus minimiza o ensino dos fariseus invertendo a concepção de alguém justo diante de Deus (Lucas 18:9-14). “Ser fariseu era o mais elevado ideal judaico de piedade na época… Em contrapartida, o publicano representava o nível mais baixo da escala social judaica” (CBASD). O publicano saiu justificado, o fariseu não!

• A atitude na oração, a humildade, reconhecimento da condição, faz toda a diferença diante de Deus!

Jesus inverte os valores ao receber crianças e ao perder um jovem rico presunçoso (Lucas 18:15-30).

• Precisamos aprender com Jesus, isso significa desaprender e desvencilhar de nossos conceitos/preconceitos.

Ao revelar detalhes do futuro as coisas não estariam saindo do previsto. Ele anunciou Seu sofrimento e morte (Lucas 18:31-34). “Lucas reflete mais do que os outros sinóticos sobre a completa falha dos discípulos em compreender as tristes verdades que Jesus procurava revelar a eles. O motivo era que a mente deles estava cheia de conceitos equivocados quanto à natureza do Reino que Cristo viera fundar. Parece que eles tiravam da cabeça qualquer coisa que não estivesse de acordo com suas ideias pré-concebidas sobre o assunto” (CBASD).

• Talvez Teófilo tivesse dificuldades também para compreender o Reino de Cristo; e nós, já compreendemos?

Jesus curou um cego para ilustrar a necessidade de enxergar para interpretar Seu ministério corretamente (Lucas 18:35-43). “Lucas acrescenta algo que Mateus e Marcos não mencionam: a reação dos que testemunharam do milagre. Em contraste com os líderes judeus, que costumavam atribuir o poder de Jesus ao diabo, o povo comum, cuja percepção não fora cegada pelo preconceito, creditava a Deus o poder de Cristo” (CBASD).

• Se o preconceito nos cega, devemos eliminá-lo para poder enxergar!

Estes ensinamentos de Cristo são essenciais para desfrutarmos de um reavivamento espiritual. Vamos aplicá-los a nossa vida? – Heber Toth Armí.



LUCAS 17 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
29 de setembro de 2024, 1:00
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Texto bíblico: LUCAS 17 – Primeiro leia a Bíblia

LUCAS 17 – BLOG MUNDIAL

LUCAS 17 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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LUCAS 17 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
29 de setembro de 2024, 0:50
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1970 palavras (com destaques)

1. Disse Jesus. Não há indicação direta acerca de tempo e local dos eventos relatados nesta seção. Parece haver pouca ou nenhuma ligação com o capítulo anterior., pelo menos no que se refere ao tema. … o mais provável é que exista uma transição de tempo e lugar entre os cap. 16 e 17. Com base no relato do cap. 17, parece que a jornada levou Jesus pela Samaria e pelas fronteiras da Judeia, até cruzar o Jordão e chegar à Pereia mais uma vez. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 922, 923.

1-3 Jesus pode ter direcionado esse aviso aos líderes religiosos que ensinavam aos seus convertidos seus próprios costumes hipócritas (ver Mateus 23:15). Life Application Study Bible Kingsway.

1 escândalos. “Pedras de tropeço”. Aquilo que afasta do Senhor (cf 17.23; 21.8; Mc 9.43ss; Rm 14.13ss) um crente menos maduro na fé. Bíblia Shedd.

A palavra grega originalmente designava o alimento colocado na haste de uma armadilha; veio a significar, depois, qualquer coisa que faz tropeçar e cair numa armadilha. Bíblia de Genebra.

3 Acautelai-vos. [Quantas vezes se deve perdoar um irmão, Lc 17:3-10 = Mt 18:21, 22].  … A recusa a perdoar é uma forma de provocar as pessoas à impulsividade e ao pecado. … Deve-se evitar fazer os outros tropeçarem e, ao mesmo tempo, usar de misericórdia para com eles quando nos fazem tropeçar. CBASD, vol. 5, p. 923.

5, 6 Aumenta-nos a fé. O pedido dos discípulos era genuíno. Eles queriam a fé necessária para tal perdão radical. Mas Jesus não respondeu diretamente à pergunta deles porque a quantidade de fé não é tão importante quanto sua genuinidade. O que é fé? É dependência total de Deus e disposição para fazer sua vontade. Fé não é algo que usamos para fazer um show para os outros. É obediência completa e humilde à vontade de Deus, prontidão para fazer o que quer que ele nos chame para fazer. A quantidade de fé não é tão importante quanto o tipo certo de fé: fé em nosso Deus todo-poderoso. Life Application Study Bible Kingsway.

6 Fé. Jesus afirma que ter fé não é uma questão de quantidade. Ou a pessoa tem fé ou não a tem. Até mesmo a menor porção de fé é suficiente para realizar tarefas aparentemente impossíveis. O mais importante não é o tanto de fé, mas se ela é genuína. CBASD, vol. 5, p. 923.

Não precisamos de mais fé; uma pequena semente de fé é suficiente, se ela for viva e crescente. Life Application Study Bible Kingsway.

Transplanta-te no mar. É provável que Jesus tenha escolhido essa ilustração como uma hipérbole. É evidente que ele não queria que os discípulos realizassem feitos mágicos como estes. A ilustração é semelhante à do camelo passando pelo fundo de uma agulha (ver com [CBASD] de Mt 19:24). Ambas são tão difíceis que esbarram na impossibilidade literal, e Jesus não tinha a intenção de que os discípulos as entendessem literalmente. Nenhum dos milagres do próprio Cristo foram dessa natureza. CBASD, vol. 5, p. 923.

7-10 Jesus não está tornando nosso serviço sem sentido ou inútil, nem está eliminando recompensas que possamos receber. Ele está atacando a autoestima injustificada e o orgulho espiritual. Life Application Study Bible Kingsway.

7. A fé capacita os seres humanos a cumprir seus deveres como servos de Deus. CBASD, vol. 5, p. 923.

Na lavoura. A casa deste suposto senhor ficaria numa vila ou cidade não muito distante. Em geral, os servos saíam de manhã para trabalhar nos campos e voltavam à noite. CBASD, vol. 5, p. 924.

10 servos inúteis. Cf 1Co 9.16. Deus não é nosso devedor, mesmo quando fazemos tudo quanto Ele pede. O escravo não tem direitos. Bíblia Shedd.

Paulo refletiu o espírito de serviço verdadeiro quando observou que tudo que ele havia suportado e sofrido em nome de Cristo não era motivo de se “gloriar” (1Co 9:16). Seu serviço era motivado por um senso profundo de obrigação a Seu Mestre. Ao pregar o evangelho, estava desempenhando uma pesada obrigação: “Ai de mim se não pregar o evangelho!” CBASD, vol. 5, p. 924.

12 A lei exigia que os leprosos ficassem longe das pessoas sadias (Lv 13.46); estes leprosos chegaram tão perto quanto possível e gritaram com estardalhaço. Bíblia de Genebra.

14 Indo eles. Quando saíram de perto de Cristo, ainda eram leprosos. Fica claro que, se houvessem esperado uma evidência visível de cura antes de partir para Jerusalém, onde seriam considerados “limpos”, o milagre não aconteceria. Era necessário que agissem pela fé, como se já estivessem sarados, antes que a cura chegasse de fato. CBASD, vol. 5, p. 925.

15 Dando glória a Deus. Ao reconhecer que o poder divino o libertara das cadeias de sua doença, “um dos dez” colocou o mais importante em primeiro lugar: ele louvou a Deus. Este samaritano se destaca na narrativa como um grande exemplo de gratidão. CBASD, vol. 5, p. 925.

16 Era samaritano. É possível que os outro nove achassem que, por serem filhos de Abraão, mereciam ser curados. Mas este samaritano, que não devia se considerar merecedor da bênção da saúde recebida de forma súbita e inesperada, valorizou  e agradeceu o presente derramado pelo Céu. Os que se esquecem de agradecer a Deus as bênçãos recebidas e de apreciar o que Ele lhes faz correm o risco de se esquecer por completo do Senhor (ver Rm 1:21, 21). CBASD, vol. 5, p. 925.

17 Onde estão os nove? Esta é uma evidência de quão importante é para Deus a reação de agradecimento pelas coisas recebidas de Suas mãos. CBASD, vol. 5, p. 925.

18 estrangeiro. Os nove ingratos leprosos representam a maioria do povo judaico diante da missão e a mensagem de Cristo. O samaritano é como uma amostra do acontecimento da antecipada aceitação do evangelho pelos não-judeus. Bíblia Shedd.

O fato de ser ele um samaritano torna tudo mais interessante, pois não se esperaria que ele mostrasse gratidão a um judeu que o curouBíblia de Genebra.

19 a tua fé te salvou. “Salvar” tem um duplo significado, de curar e redimir. Fé não é obra meritória mas graça recebida, e portanto motivo de gratidãoBíblia Shedd.

20-37 Jesus ensina sobre Sua Segunda Vinda. Bíblia de Genebra.

20 Quando viria o reino. Durante pelo menos dois anos, o povo da Galileia ouvira Jesus proclamar a mesma mensagem [após mais quatro anos da pregação de João]…Então, os fariseus chegaram perguntando quanto tempo mais eles deveriam esperar para ver alguma evidência tangível de que o reino estava, de fato, vindo. Ao fazer esta exigência, os fariseus foram claros em desafiar o caráter messiânico de Jesus, sugerindo que Ele fosse um falso messias. … Uma vez que seus sonhos egoístas ainda não haviam se tornado realidade, os fariseus tinham certeza que que o “reino” não chegara. Em seu modo de pensar, tal conceito pertencia ao futuro.  CBASD, vol. 5, p. 926.

Não vem … com visível aparência. O reino que João e Cristo anunciaram, o reino da graça, já estava presente, mas os fariseus não enxergavam porque viam apenas aparência exterior das coisas (ver 1Sm 16:7). … Era necessário discernimento espiritual para detectar a chegada do reino da graça divina aos corações humanos (ver com. [CBASD] de Lc 17:21). CBASD, vol. 5, p. 926.

21 o reino de Deus está dentro de vós. Ele poderia simplesmente estar dizendo a Seus opositores: “O reino de Deus não é algo que vocês devem esperar por meio de observação cuidadosa da visão natural. Se ele for descoberto, será dentro do coração de vocês.CBASD, vol. 5, p. 926.

Através do ministério de Jesus, o reino de Deus já está presente nos corações de Seus seguidores. Andrews Study Bible.

22 Desejareis ver. Se refere ao anseio no coração de todo discípulo verdadeiro pela realização plena do reino vindouro. O desejo dos doze seria intensificado ao se lembrarem das oportunidades que tiveram no passado, mas não apreciaram plenamente na época, de andar e conversar com o amado Mestre (ver DTN, 506).  Cristo estava com eles naquele momento; porém, muitos não estimavam Sua presença como deveriam. CBASD, vol. 5, p. 926, 927.

Isto é, o reino está presente como uma realidade interior, uma coisa escondida no coração das pessoas (cf. Rm 14.17). Bíblia de Genebra.

23-25 Ainda que alguns procurem falsos messias (21.8-9), a vinda final de Cristo será tão pública que todos saberão. Bíblia de Genebra.

24 como o relâmpago. Ver com. [CBASD] de Mt 24:27. Como um relâmpago ou raio, o retorno de Jesus virá de repente, de maneira inesperada (ver 1Ts 5:15), mas visível e dramática. CBASD, vol. 5, p. 927.

De forma diferente aos falsos messias que tem aparecido desde os tempos de Jesus, a Volta de Jesus será súbita e amplamente visível (21.27; Ap 1:7). Andrews Study Bible.

Sua vinda será repentina, inesperada e pública (cf 12.40). Bíblia de Estudo NVI Vida.

25 Mas importa que Ele primeiro padeça. A cruz deveria vir antes da coroa (ver com. [CBASD] de M7:21; Mc 9:31; etc.). Os discípulos não deveriam esperar o reino de glória imediatamente (ver com. [CBASD] de Mt 25:31). CBASD, vol. 5, p. 927.

27-29 comiamA ênfase deste trecho não recai sobre a pecaminosidade, mas sobre a indiferença relativa às coisas espirituais e ao juízoBíblia Shedd.

As pessoas nos dias de Noé e de Ló levavam uma vida normal neste mundo (Jesus não fala de seus pecados) e negligenciaram sua espiritualidade. Bíblia de Genebra.

Foram embrutecidos por suas iniciativas mundanas e seus prazeres, embalados até dormir por uma falsa sensação de segurança. Não se preocupavam com o que lhes sobreviria. CBASD, vol. 5, p. 927.

Não sabemos quando Jesus retornará, mas sabemos que Ele está vindo. … Seja qual for o dia de Sua vinda, devemos estar moral e espiritualmente prontos. Viva como se Jesus estivesse retornando hoje. Life Application Study Bible Kingsway.

30 Filho do Homem for revelado. Na segunda vinda, Jesus está claramente visível a todos (1Co 1.7; 2Ts 1.7; 1Pe 1.7, 13; 4.13). Bíblia de Estudo NVI Vida.

31 Naquele dia. Comparar com a profecia de dupla aplicação encontrada em Mateus 24:14 a 20, na qual a experiência dos cristãos de Jerusalém na época em que a cidade caiu diante dos romanos, em 70 d.C., representa, até certo ponto, a experiência dos cristãos antes da segunda vinda de Cristo (ver com. [CBASD] de Mt 24:16, 17). CBASD, vol. 5, p. 927.

32. Lembrai-vos da mulher de Ló. A mulher de Ló se transformou num trágico exemplo dos resultados do apego às coisas materiais. Foi o amor às coisas que ela deixara em Sodoma que causou sua morte (ver com. [CBASD] de Gn 19:26). CBASD, vol. 5, p. 927.

A esposa de Ló esteve bem perto do livramento, porém, ao olhar para trás, perdeu-seBíblia de Genebra.

33 Quem quiser preservar a sua vida perdê-la-á. Este grande paradoxo do cristianismo expressa uma das maiores verdades eternas do evangelho (ver com. [CBASD] de Mt 6:33). CBASD, vol. 5, p. 927.

Jesus repete o ensino de 9.24 de que a vida egoísta e de auto-afirmação significa morte espiritualBíblia de Genebra.

34-35 Uma estreita proximidade com algumas pessoas salvas não ajudará no dia da vinda de CristoBíblia de Genebra.

A escolha de estar pronto para a Volta de Cristo é uma decisão que deve ser tomada por cada um, individualmente. Os versos 34-36 não estão falando de um arrebatamento secreto porque, de acordo com o v. 24, a Vinda de Jesus será um evento público. Será então que os anjos reunirão Seu povo dos quatro cantos da terra (Mt 24.31). Andrews Study Bible.

37 Onde, Senhor? (NKJV). Isto é, “em que circunstâncias, Senhor?” Os discípulos pareciam confusos quanto a como e quando ocorreriam as coisas que Jesus estava mencionando (ver com. [CBASD] de Mt 24:3). CBASD, vol. 5, p. 928.

Onde estiver o corpo. “Assim como o ajuntamento de abutres indica que existe perto uma carcaça, então estes sinais indicam que o fim está próximo”. New Living Translation [de Lc 17:37].

O provérbio sugere que ele será tão óbvio quanto o ajuntamento de abutres em volta de um animal morto. Andrews Study Bible.

Um abutre voando em círculos não representa muito, mas um grupo deles significa que um cadáver está próximo. Do mesmo modo, um sinal do fim pode não ser significante, mas quando muitos sinais ocorrerem, a segunda vinda está próxima. Life Application Study Bible Kingsway.



LUCAS 17 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
29 de setembro de 2024, 0:40
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LUCAS 17 – Jesus, ao falar do Reino de Deus, desvia o foco da expectativa messiânica comum entre os judeus da época, que aguardavam um reino político, visível e material.

Jesus declara que o reino de Deus não vem com sinais observáveis ou evidências externas, mas sim que “está no meio de vocês” (Lucas 17:20-21). Isso aponta que Seu Reino é uma realidade espiritual presente na vida dos crentes, associado não apenas à presença de Cristo entre eles, mas percebido na manifestação do poder de Deus, que atua por meio de Cristo e de Seus ensinamentos.

O Reino de Deus está vinculado à necessidade de uma postura de humildade e perdão, que reflete o espírito do Reino presente nas interações humanas. Para isso, Jesus falou sobre a inevitabilidade dos escândalos e da seriedade de causar tropeço aos outros (Lucas 17:1-4).

• Desta forma, é importante tomar cuidado com frases de efeito que contraria esse princípio, como por exemplo aquela que diz: “Quem sai da igreja por causa de pessoas nunca esteve lá por causa de Jesus”.
• Essa frase é uma tentativa de eximir da responsabilidade de cuidar para não ser pedra de tropeço aos outros.

O Reino de Deus é regido pelo perdão, não pelas críticas, acusações e condenações. Para que isso seja possível, é necessário exercitar e exercer a fé; a qual, ainda que pequena, tem poder transformador no Reino de Deus. A ideia de serviço e obediência incondicional também é crucial. Pois, o Reino de Deus não é sobre poder ou privilégios humanos, mas sobre o serviço amoroso, humilde e compassivo, conforme ensinado por Cristo (Lucas 17:5-10).

O Reino de Deus se caracteriza mais pela gratidão do que pela cura; a fé que promove a gratidão é mais eficaz no Reino divino do que a fé que produz restauração física, independente da etnia, ilustrado no episódio dos dez leprosos (Lucas 17:11-19).

Embora o Reino de Deus já estivesse presente no tempo do ministério terrestre de Cristo, Sua manifestação completa ocorrerá na segunda vinda (Lucas 17:22-37). Jesus compara esse evento ao dilúvio e à destruição de Sodoma, destacando a necessidade de preparo, que acontece na vida daquele que assimila e vive na prática os princípios do reino de Deus aqui e agora!

Portanto, reavivemo-nos hoje! – Heber Toth Armí.



LUCAS 16 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
28 de setembro de 2024, 1:00
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Texto bíblico: LUCAS 16 – Primeiro leia a Bíblia

LUCAS 16 – BLOG MUNDIAL

LUCAS 16 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



LUCAS 16 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
28 de setembro de 2024, 0:50
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1666 palavras

1 também. Indica uma conexão com a parábola anterior [do filho pródigo]. Bíblia Shedd.

discípulos. Talvez não só os Doze (v. 6.13; 10.1). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Havia um homem rico. Só Lucas registra esta parábola, bem como grande parte do ministério na Pereia. … As duas parábolas aqui relatadas [administrador infiel e o rico e Lázaro] se referem ao uso das oportunidades presentes levando em conta a vida futura (Lc 16:25-31), sobretudo no tocante aos bens materiais. A primeira parábola se dirigia especificamente aos discípulos, ao passo que a segunda [o rico e o mendigo] foi proferida principalmente para os fariseus. A primeira ilustra um princípio vital de mordomia: o uso diligente e criterioso das oportunidades terrenas. A segunda aborda a mordomia de um ponto de vista negativo, assim como as parábolas do amigo importuno (Lc 11:5-10) e do juiz iníquo (Lc 18:1-8). Na primeira parábola, Jesus orienta a tirar o pensamento das coisas terrenas e voltá-lo para as eternas (PJ, 366). … Em geral, os comentaristas acham difícil explicar esta parábola por causa do aparente elogio feito ao administrador infiel (ver v. 8). Tais dificuldade se devem à tentativa de se atribuir significado a cada detalhe, bem como à sugestão de que o “homem rico” representa a Deus. Mas esta parábola não deve ser interpretada de maneira alegórica. Um princípio fundamental na interpretação de parábolas é que não se deve tentar atribuir significado especial a cada detalhe (ver princípios de interpretação das parábolas, nas p. 197, 200 [CBASD, vol. 5]). Jesus contou esta parábola a fim de ilustrar uma verdade específica, mencionada nos v. 8 a 14. CBASD, vol. 5, p. 909, 910.

desperdiçando (NVI). Tinha esbanjado as posses de seu senhor, assim como o filho pródigo, “desperdiçador” (15.13). Bíblia de Estudo NVI Vida.

8 elogiou o senhor. O homem rico não apoiava a desonestidade do administrador; foi por esse motivo que o dispensou de seus deveres. Mas a astúcia usada para levar a um clímax sua carreira de improbidade administrativa foi tão surpreendente, e ele foi tão meticuloso ao colocar em prática um plano digno de objetivos mais nobres, que o homem rico não pôde deixar de admirar [sua] esperteza e a diligênciaCBASD, vol. 5, p. 911.

mais hábeis. As pessoas que vivem para este mundo costumam ser mais ávidas em aproveitar o que ele tem a oferecer do que os cristãos … para aquilo que Deus tem a oferecerCBASD, vol. 5, p. 911.

Jesus usa a parábola para ilustrar que os filhos do mundo, frequentemente, usam aquilo que têm para favorecer seus próprios fins terrenos, e o fazem mais sabiamente do que fazem os filhos da luz para favorecer os objetivos inteiramente diferentes do reino de DeusBíblia de Genebra.

A sagacidade espiritual é: 1) Prejuízo agora para se obter lucro no céu; 2) Investimento dos bens para ganhar almas eternas (v. 9); 3) fidelidade na mordomia de bens alheios para receber riquezas próprias (v. 12)Bíblia Shedd.

9 fazei amigos. Apesar deste mordomo ser injusto, ele estabelece um exemplo aos “filhos da luz” na diligência na qual ele usou suas posses. Andrews Study Bible.

amigos. Devem ser os discípulos ganhos para Cristo por meio de fidelidade no pouco (10), isto é, utilizando os bens materiais na expressão de amor às almas. Bíblia Shedd.

13 servir. Servo é o escravo da casa. Bíblia de Genebra.

14 Os fariseus … O ridicularizavam. Ou, “zombavam”. Sem dúvida, os fariseus perceberam que Jesus dirigia Seus comentários a eles. … as parábolas da ovelha, da dracma e do filho pródigo foram dirigidas a eles, ao Jesus justificar Seu interesse pelos “publicanos e pecadores” (ver Lc 15:1-3). CBASD, vol. 5, p. 913.

16 A Lei e os Profetas vigoraram até João. Até” a pregação do “reino de Deus” por João, os escritos sagrados constituíam o principal guia para a salvação (Rm 3:1, 2). A palavra “até” (do gr mechri) não implica, como alguns pensam, que “a Lei e os Profetas”, as Escrituras do AT, perderam força ou valor depois que João começou a pregar. O que Jesus quer dizer é que, até o ministério de João, “a Lei e os Profetas” eram tudo que as pessoas tinham. O evangelho chegou não para substituir ou anular Moisés e os profetas, mas para complementar, reforçar e confirmar esses escritores (ver com. de Mt 5:17-19). O evangelho não assume o lugar do AT, mas soma-se a ele. … Ao longo do NT, não há nenhuma ocasião em que se diminui o AT de alguma maneira. Pelo contrário, era em textos do AT que os cristãos encontravam as mais fortes confirmações de sua fé. Na verdade, o AT era a única Bíblia que a primeira geração da igreja possuía (ver com. de Jo 5:39). Eles não o desprezavam, como alguns cristãos fazem hoje, mas o honravam e obedeciam. Nesta mesma ocasião, Jesus anunciou que os escritos do AT eram suficientes para guiar a pessoas ao Céu (ver Lv 16:29-31). CBASD – Comentários Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 914.

Lucas aqui indica que o ministério de João Batista assinalou o grande ponto crucial na história da redenção (Mt 11.11, nota). Bíblia de Genebra.

17 til. Não passará da lei a menor parte, pois ela se refere à mensagem de Cristo e cumpre-se no reino de Deus (cf Mt 5.17, 18). Bíblia Shedd.

19-31 Esta parábola ensina a lição de que a riqueza terrena não é garantia de eterna de bem-aventurança, uma lição que também pode ser encontrada em Moisés e nos Profetas. Jesus utiliza uma estória popular, porém um fábula, sobre Abraão para reforçar seu ponto principal. Andrews Study Bible.

Certo homem rico. Assim como as demais parábolas, a do homem rico e Lázaro deve ser interpretada em harmonia com seu contexto e com o conteúdo geral da Bíblia. Um dos princípios mais importantes de interpretação é que cada parábola é proposta para ensinar uma verdade fundamental e os detalhes não precisam ter significado em si, a não ser como acessório da estória. Em outras palavras, não se deve insistir que cada detalhe da parábola tenha sentido literal e represente uma verdade espiritual, a menos que o contexto deixe claro que esse é o significado pretendido. Desse princípio se origina outro: os detalhes de uma parábola não servem de evidências doutrinárias. Somente o ensino principal da parábola, definido com clareza pelo contexto e confirmado pelo teor geral das Escrituras, junto com os detalhes explicados dentro do contexto, pode ser considerado acessório para uma discussão doutrinária (ver p. 197-200). O argumento de que Jesus tinha a intenção de ensinar com esta parábola que os seres humanos, tanto os bons quanto os maus, recebem sua recompensa assim que morrem viola ambos os princípios. O contexto ensina com clareza que esta parábola tinha o objetivo de ensinar que o destino futuro é determinado pelo uso que as pessoas fazem das oportunidades da vida presente. Jesus não estava debatendo o estado do ser humano na morte ou o momento em que se recebe o galardão. Ele tão somente estabeleceu uma clara distinção entre esta vida e a futura, mostrando a relação existente entre as duas. Além disso, interpretar que esta parábola ensina o recebimento da recompensa imediatamente após a morte contradiz de forma clara a declaração do próprio Cristo de que “o Filho do Homem […] retribuirá a cada um conforme as suas obras” quando “vir na glória de Seu Pai, com os Seus anjos” (ver com. de Mt 16:27; 25:31-41; cf. 1Co 15:51-55; 1Ts 4:16, 17; Ap 22:12; etc.). … Nesta parábola, Cristo simplesmente fez  uso de uma crença popular a fim de deixar clara a lição que desejava plantar na mente de Seus ouvintes. CBASD, vol. 5, p. 916

Este homem é, às vezes, chamado “Dives”, uma palavra latina que significa “rico”. Bíblia de Genebra.

20 Lázaro (“Deus ajuda”). Este nome específico talvez indique que Jesus, nesta parábola, conta uma história conhecida. Não deve ser interpretada como fonte de informação sobre a vida do além. Bíblia Shedd.

Este é o único exemplo registrado em que Jesus dá nome a um dos personagens da parábola, recurso necessário neste caso por causa do diálogo (ver Lc 16:23-31). Embora Cristo tenha ressuscitado Lázaro de Betânia algumas semanas depois (ver Jo 11;1-46), não há ligação entre o personagem da parábola e o Lázaro ressuscitadoCBASD, vol. 5, p. 917.

22 seio de Abraão. Expressão judaica típica que significa “paraíso”. CBASD, vol. 5, p. 918.

A imagem de “seio” significa ser hóspede de honra num banquete (ver Jo. 13.23). Bíblia de Genebra.

23 inferno. Do gr hades, “sepultura” ou morte” (ver com. de 11:23). Hades é a morada de todos os seres humanos, bons e maus, até a ressurreiçãoCBASD, vol. 5, p. 918.

tormentos. A ideia de que após a morte, as pessoas vão para um lugar onde sofrem “tormentos” é completamente alheia às Escrituras, que ensinam com clareza que “os mortos não sabem coisa nenhuma” (Ec 9:5; ver com. de Sl 146:4). O próprio Jesus comparou a morte a um sono (ver Jo 11:11, 14). Concluir, com base nesta parábola, que Cristo ensina que os ímpios são levados a um lugar onde sofrem “tormentos” é contradizer Seu ensino claro sobre o assunto em diversas ocasiões, bem como a instrução da Bíblia como um todo. É no inferno de geena [juízo final] que os pecadores passarão por tormentos de fogo) ver com. de Mt 5:22), não no hades. Portanto, ao apresentar o homem rico “atormentado nesta chama” (Lc 16:24) no hades, Jesus está, sem dúvida, usando linguagem figurada, e não há razão em interpretar literalmente Suas palavras. CBASD, vol. 5, p. 918.

29 Moisés e os Profetas. Isto é, as Escrituras do ATCBASD, vol. 5, p. 920.

31 Se não ouvem. Aqueles que não se impressionam com a declaração simples das verdades eternas encontradas nas Escrituras não teriam uma impressão mais favorável nem mesmo diante do maior dos milagres. Algumas semanas depois de proferir esta parábola, Jesus ressuscitou Lázaro dos mortos, como se desse uma resposta ao desafio dos líderes judeus por uma evidência maior do que tinham tido até então. Mas foi justamente esse milagre que levou os líderes da nação a intensificarem a conspiração contra Jesus (ver com. de Jo 11:47-54). E não apenas isso, eles entendiam ser necessário eliminar Lázaro a fim de resguardar a própria posição insustentável (ver Jo 12:9, 10; DTN, 588). Portanto, os judeus fizeram uma demonstração literal da verdade da afirmação de Cristo, de que os que rejeitavam o AT também rejeitariam uma luz maior, inclusive o testemunho de alguém que ressuscitasse “dentre os mortos”CBASD, vol. 5, p. 921.



LUCAS 16 – COMENTÁRIO PR. HEBER TOTH ARMÍ
28 de setembro de 2024, 0:40
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LUCAS 16 – Os profundos ensinamentos de Jesus em Lucas 16 levam-nos a entender que somos chamados a ser mordomos fiéis, a usar nossa vida e nossos recursos para a glória de Deus e o bem do próximo, enquanto aguardamos ansiosamente pelo retorno de Cristo.

Jesus nos ensina a importância de administrar sabiamente os bens que Deus nos confia, sem deixar que eles se tornem ídolos ou fins em si mesmos, conforme esclarece a parábola do administrador astuto (Lucas 16:1-15). Também somos orientados sobre a justiça divina, que levará em conta a forma como lidamos com a Palavra de Deus, conforme revelado na história do rico e Lázaro (Lucas 16:19-31).

Quando a Bíblia é interpretada de forma canônica e intertextualmente, considerando textos contundentes como Eclesiastes 9:5, 10 e João 11:11-14, é imprescindível concluir que a morte é um estado de inconsciência até a ressurreição. Desta forma, a narrativa de Lázaro e o rico é uma ilustração vívida que ressalta a responsabilidade moral de usar nossos recursos e oportunidades enquanto estamos vivos, antes que seja tarde demais.

O ápice dessa parábola está no último versículo:

“Abraão respondeu: ‘Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão convencer, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos’”.

Essa parábola pode ser considerada uma profecia de Cristo. Pois, após a ressurreição de Lázaro, os incrédulos conspiraram para matá-lo em vez de se converterem – evidenciando que, se não acreditar na Bíblia, não será possível se convencer que Cristo é o Messias.

A narrativa destaca a irreversibilidade da escolha humana após a morte: Os que desperdiçam suas oportunidades de fazer a vontade de Deus em relação à mordomia (Lucas 16:1-13), ao matrimônio (Lucas 16:18), aos necessitados (Lucas 16:19-31 e à Palavra de Deus (Lucas 19:16-17) nesta vida, não terão uma segunda chance após a morte.

Dois versículos merecem destaque:

• Lucas 16:13 sublinha a impossibilidade de dividir a lealdade entre o Criador e os bens materiais.
• Lucas 16:31 é um apelo direto à seriedade com que devemos tratar as Escrituras e às consequências de negligenciá-las.

Não há desculpa para aqueles que ignoram princípios de lealdade, fidelidade, amor e justiça revelados nas Escrituras, diante do Juiz do Universo.

Portanto, é sábio administrar nossa existência sob a regência da Palavra de Deus! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.