Filed under: Sem categoria
“Porei em vós o Meu Espírito, e vivereis, e vos estabelecerei na vossa própria terra. Então, sabereis que Eu, o Senhor, disse isto e o fiz, diz o Senhor” (v.14).
Dos montes de Israel para “um vale que estava cheio de ossos” (v.1). A visão de Ezequiel é um retrato da condição do povo de Deus e uma ilustração do plano de resgate divino até o tempo do fim. Divididos por causas políticas e mortos em seus delitos, a condição de Israel e Judá era humanamente impossível de se resolver. Como deve ter sido doloroso para o profeta contemplar aquela cena inicial, percebendo que se tratava de seu próprio povo. Porém, ao ser questionado por Deus sobre a possibilidade daqueles ossos voltarem a vida, Ezequiel não respondeu negativamente, mas com os olhos da fé, respondeu: “Senhor Deus, Tu o sabes” (v.3).
A Ezequiel foi dada a tarefa de profetizar aos restos mortais de um povo há muito tempo adormecido. Os “ossos secos” (v.4) representam uma condição antiga ou o que sobrou de um povo que deveria iluminar o mundo com a glória de Deus. Apesar de se tratar de uma visão, Ezequiel contemplou um milagre. Enquanto profetizava, pôde ver a obra da ressurreição. Os ossos se uniram, os músculos apareceram, “cresceram as carnes” e cada corpo foi revestido de nova pele. Contudo, ainda eram corpos sem vida. Novamente, Ezequiel foi chamado a profetizar. Desta vez, para que aquela multidão de cadáveres recebesse o fôlego de vida. O desânimo havia tomado conta da casa de Israel, mas eis que o Senhor prometeu realizar a obra que nenhum de nós é capaz de executar.
Há hoje uma igreja professa e uma igreja invisível. O Espírito do Senhor está sendo derramado “sobre toda carne” (Jl.2:28) e logo veremos cumprida a profecia: “Ajunta-os um ao outro, faze deles um só pedaço, para que se tornem apenas um na tua mão” (v.17). Aos adventistas do sétimo dia foi dada a missão de profetizar “a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (Ap.10:11). Mas também vivemos a triste realidade de Laodiceia, quando muitos, mortos em seus pecados, necessitam do milagre do reavivamento. Como na visão “houve um ruído, um barulho de ossos que batiam contra ossos e se ajuntavam, cada osso ao seu osso” (v.7) a obra de Deus não é silenciosa. Ela aponta para o divino e sobrenatural: “E sabereis que Eu sou o Senhor” (v.6).
A obra do Espírito Santo é viva e eficaz. A mesma medida está sendo derramada sobre toda a carne, ou seja, sobre todos os pecadores. Todos, sem exceção, por causa de nossos pecados, estamos condenados à morte, “porque o salário do pecado é a morte”, mas graças ao intenso amor de Deus, o texto continua dizendo: “mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.6:23). O vale de ossos secos e a atuação de Deus fazendo dele o lugar de “um exército sobremodo numeroso” (v.10), é uma clara evidência de que nossas obras não valem de nada se o Espírito do Senhor não estiver em nós.
Se há um texto na Bíblia que exprima com perfeição a salvação pela graça e justificação pela fé, é o capítulo de hoje. Enquanto o povo dizia: “Os nossos ossos secaram, e pereceu a nossa esperança; estamos de todo exterminados” (v.11), o Senhor replicava: “Sabereis que Eu sou o Senhor, quando Eu abrir a vossa sepultura e vos fizer sair dela, ó povo Meu” (v.13). Que palavras de esperança para o Seu Israel atual! Em tempos de angústia e constante expectativa, o Senhor nos diz: “Não temas, a obra é Minha!”. Se olharmos para dentro de nós, a nossa visão encontrará um vale de ossos secos. Se olharmos para o Senhor, confiando em Suas promessas, a nossa visão será a de um povo reavivado e purificado pelo Espírito, para habitar com o Senhor “para sempre” (v.25).
Perseveremos em profetizar em nome do Senhor, declarando ao mundo que logo Ele virá buscar o Seu “exército sobremodo numeroso”, que congregará “de todas as partes” (v.21), firmando com eles a Sua “aliança perpétua” (v.26). O Senhor será o nosso Deus e nós seremos o Seu povo. Habitaremos com Ele e o Seu santuário estará para sempre em nosso meio (v.26). Lembrem que o milagre não faria sentido algum se aqueles corpos permanecessem sem vida. Foi só quando receberam o Espírito, quando houve um grande reavivamento, que a visão fez sentido. Que façamos parte da igreja que milita rumo ao triunfo, permitindo que a obra do Espírito Santo seja completa em nossa vida.
Querido Pai, confessamos diante de Ti a nossa incapacidade de salvar-nos a nós mesmos. Nossas justiças são como o trapo da imundícia, mas a Tua é perfeita e perfeitamente capaz de nos salvar. Oh, Senhor, refaz a nossa vida, de ossos secos e sem vida, em corpos reavivados e cheios do Espírito Santo. Que haja união de propósito e pensamento, todos juntos, num só coração e espírito, proclamando o Teu evangelho eterno e apressando a volta do nosso Salvador. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, exército reavivado pelo Espírito!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel37 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne” (v.26).
Cercados pelos inimigos, atordoados pelos juízos e constantemente assediados por escarnecedores, os filhos de Israel sofreram o opróbrio resultante de sua rebeldia. Pela prevaricação de Seu povo, o nome de Deus foi zombado diante das demais nações. Mas, “de Deus não se zomba” (Gl.6:7). De modo que, “no fogo do [Seu] zelo” (v.5), o Senhor faria cair sobre aquelas nações o opróbrio pelo qual desprezavam a Israel (v.7). Em sonoros e repetidos “assim diz o Senhor Deus”, Ele deixou bem claro a autoria de tal juízo e Seu objetivo de vindicar a honra de Seu “santo nome” (v.22).
Ninguém gosta de ter seu nome envolvido em questões que venha a difamá-lo ou diminuí-lo. Nosso nome e reputação geralmente são duas coisas pelas quais zelamos. E o que estava em jogo naquele tempo não era tão somente a reputação de um povo, mas o caráter do seu Deus. Na genealogia de Adão podemos encontrar no significado de cada nome um recado de Deus à humanidade. Desde então, tornou-se um costume dentre o povo de Deus dar nome aos filhos com significados especiais. Nomes que fossem significativos na construção de seu caráter e até mesmo uma definição do que se tornariam.
Contudo, nem sempre o nome correspondia ao chamado de Deus. Abrão, por exemplo, significa “pai elevado”, e Deus mudou o seu nome para Abraão, “pai de uma multidão”. Jacó significa “aquele que vem do calcanhar”, ou há ainda quem entenda como “suplantador”. E o Senhor mudou o seu nome para Israel, “homem que luta com Deus”, ou “homem que vê Deus”. Jabez, que significa “tristeza” ou “gerado com dor”, não teve o seu nome mudado, mas apesar do seu nome, Deus o ergueu como “homem mais ilustre do que seus irmãos” (1Cr.4:9), concedendo-lhe uma vida de ricas bênçãos. Já alguns que carregavam no nome um áureo significado, como Saul, que significa “pedido a Deus” ou “desejado”, perderam por completo o sentido quando se afastaram dos propósitos divinos.
A questão é que o nome de Deus carrega o eterno peso de Seu imutável caráter. E a apostasia de Seu povo fez com que os povos da Terra questionassem o caráter divino. Os “montes de Israel” (v.1) eram um símbolo da presença de Deus, lugares em que o Senhor tantas vezes Se apresentara declarando Suas leis e erguendo-as como transcrição de Seu caráter. Mas esses mesmos montes haviam se tornado em lugar de idolatria e licenciosidade, profanando assim a santidade dAquele que os chamou para ser “um rebanho de santos” (v.38). Diante disso, assim disse o Senhor: “Vindicarei a santidade do Meu grande nome, que foi profanado entre as nações, o qual profanastes no meio delas; as nações saberão que Eu sou o Senhor, diz o Senhor Deus, quando Eu vindicar a Minha santidade perante elas” (v.23).
Foram estas as últimas palavras de Cristo a Seus discípulos: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra” (At.1:8). Qual a função de uma testemunha? Relatar o que viu e o que ouviu a respeito de algo ou alguém. A testemunha pode ser a favor ou contra uma determinada pessoa. Em um tribunal, as testemunhas podem ser questionadas pelo magistrado, pela defesa ou pela acusação. Sua participação pode definir um caso ou influenciar na decisão do juiz. Nosso papel, portanto, requer um fiel testemunho da pessoa de Jesus Cristo. Uma obra, porém, que, Jesus deixou bem claro, só pode ser realizada mediante o poder de Seu Espírito.
Não devemos nos esforçar por obedecer, mas nos esforçar por pedir o Espírito, que nos motiva a obedecer. Percebem, amados? Como água pura, o Espírito Santo é derramado sobre nós a fim de nos purificar de nossos pecados e nos preparar a fim de que sejamos a Sua habitação: “Porei dentro de vós o Meu Espírito e farei que andeis nos Meus estatutos, guardeis os Meus juízos e os observeis” (v.27). A obra do Espírito Santo implica primeiro uma mudança de coração, ou seja, um reavivamento: “Dar-vos-ei um coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne” (v.26). Para, só então, haver uma mudança de hábitos e pensamentos, uma reforma: “Então, vos lembrareis dos vossos maus caminhos e dos vossos feitos que não foram bons; tereis nojo de vós mesmos por causa das vossas iniquidades e das vossas abominações” (v.31).
Quando esta obra for completada no meio do povo de Deus, “Então”, e só então, “as nações que tiverem restado ao redor de vós, saberão” (v.36) que o Senhor tem uma igreja na Terra com testemunhas que representam com fidelidade o Seu santo nome. Uma igreja que teme e treme da Palavra do Senhor (Is.66:2) e que, “como um rebanho de santos” (v.38), pelo poder do Espírito, se une ao coro angelical: “Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, Aquele que era, que é e que há de vir” (Ap.4:8).
Amados, se um dia já fomos motivo de profanação ao grande nome de Deus, que, a partir de hoje, possamos permitir que o Espírito Santo tenha total liberdade para agir em nossa vida e torná-la em fiel testemunho do evangelho eterno de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). E, em breve, o Senhor nos dará “uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo” (Ap.2:17). Um nome que glorificará o nome do nosso Deus para sempre.
Querido Deus, louvado seja o Teu santo nome! Queremos louvá-Lo com nossa vida. Então, Senhor, concede-nos o poder do Espírito Santo, a fim de que sejamos Tuas testemunhas não somente aguardando, mas apressando a Tua volta. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, cheios do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel36 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Vós vos engrandecestes contra Mim com a vossa boca e multiplicastes as vossas palavras contra Mim; Eu o ouvi” (v.13).
Como primogênito de Isaque, Esaú tinha por direito a primazia das bênçãos terrenas e espirituais. Crescendo como um forte caçador e líder, seu futuro parecia promissor, de sorte que seu pai estava disposto a lhe conceder tudo o que sua posição lhe garantia. Ao contrário de seu irmão Jacó, dedicado à pacata vida doméstica, Esaú era dado à vida pública e seus interesses visavam a riqueza e o poder. No entanto, sua força física e suposta autoridade eram facilmente derrotadas quando confrontadas com a fraqueza de seu caráter. O que desejava e pensava ser seu por direito, a bênção de não apenas herdar as posses corruptíveis, mas um nome que faria parte da tríade dos patriarcas de Deus, trocou pela satisfação de seu apetite (Gn.25:27-34).
Semelhante à troca feita no Éden, Esaú trocou a bênção pela maldição, de sorte que sua vida revelou o cumprimento da profecia dada a Rebeca em sua atribulada gravidez gemelar: “Respondeu-lhe o Senhor: Duas nações há no teu ventre, dois povos, nascidos de ti, se dividirão: um povo será mais forte que o outro, e o mais velho servirá ao mais moço” (Gn.25:23). Não era necessário que Rebeca usasse de mentiras para que fossem cumpridas as palavras do Senhor e sua astúcia custou caro para Jacó, que teve de enfrentar um caminho sobremodo difícil. Nem tampouco Isaque agiu com sabedoria intentando conceder ao mais velho o que Deus havia reservado “ao mais moço”. Mas ainda que o homem faça planos, mesmo que seja com a intenção de “ajudar” nos propósitos divinos, Deus, em Sua infinita misericórdia, usa até mesmo as frustrações e sofrimentos a fim de nos levar para mais perto dEle.
Não era propósito do Senhor que Esaú fosse o pai de uma nação inimiga de Seu povo. A profecia dada a Rebeca não era um futuro predestinado, mas a revelação de um Deus onisciente. Se Esaú tivesse se humilhado perante o Senhor como fez Jacó, certamente sua descendência também seria herdeira das mesmas promessas. Seir, ou Edom, se refere à descendência de Esaú, que se tornou uma terrível inimiga e perseguidora da nação de Israel. Infelizmente, o emocionante reencontro dos irmãos há tantos anos separados (Gn.33:4), não destronou o orgulho do coração de Esaú, que continuou perseguindo, por suas próprias forças, a bênção que havia perdido.
A experiência de Esaú nos é apresentada como uma importante e urgente exortação, como está escrito: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados; nem haja algum impuro ou profano, como foi Esaú, o qual, por um repasto, vendeu o seu direito de primogenitura. Pois sabeis também que, posteriormente, querendo herdar a bênção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado” (Hb.12:14-17).
O que para os homens é uma aparência promissora, para Deus pode ser a causa determinante do fracasso. Esaú se apegou a um direito nominal, enquanto rejeitou o seu dever de submissão ao governo divino. Vivemos hoje sob o constante desafio de não cair na mesma armadilha: “pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Ap.3:17). Esaú reclamou as promessas de Deus como se delas fosse merecedor. Jacó lutou com Deus com o coração contrito e quebrantado reconhecendo o seu demérito. Oh, amados, quanto necessitamos daquela noite de santa luta! Quanto necessitamos do toque corretivo de Deus em nossa coxa! Para que mancos, possamos reconhecer a nossa total dependência de Deus e urgente necessidade de mudança.
Sobre a nossa necessidade atual, há uma promessa a todos nós: “A história de Jacó é também uma segurança de que Deus não lançará fora aqueles que, arrastados ao pecado, se voltam a Ele com verdadeiro arrependimento. Deus enviará Seus anjos para confortá-los no tempo de perigo. Os olhos do Senhor estão sobre Seu povo. As chamas da fornalha parecem prestes a consumi-los, mas o Refinador os apresentará como ouro provado no fogo” (Ellen G. White, “O Grande Conflito”, edição condensada, CPB, p.270).
Clamemos pelo Espírito Santo, amados! Invoquemos o nome do Senhor, e Ele nos dará a herança de Jacó para sempre!
Santo Deus e Pai, como Esaú, muitos têm ignorado e até mesmo rejeitado a herança que o sangue de Cristo lhes garantiu. Dão as costas ao Senhor, enquanto declaram fazer parte do Teu povo. Oh, Deus Eterno, nos ensina a lutar em oração como Jacó! Arranca do nosso coração tudo aquilo que Te desagrada! Mostra-nos em que temos pecado contra Ti e santifica-nos! Que o Teu Espírito habite em nós, Pai de amor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, herdeiros da promessa!
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel35 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Porque assim diz o Senhor Deus: Eis que Eu mesmo procurarei as Minhas ovelhas e as buscarei” (v.11).
Preocupados com o próprio bem-estar, os pastores de Israel receberam séria advertência quanto à sua infidelidade. Negligenciando o cuidado com as ovelhas de Deus, levaram Israel a dispersão e apostasia. A obra de apascentar requer o mesmo zelo que tinha Davi pelo rebanho de seu pai, a ponto de arriscar a própria vida enfrentando “as feras do campo” (v.5; 1Sm.17:34-35), coisa que os pastores não estavam dispostos a viver. Enquanto Davi salvava as ovelhinhas da boca das feras, Deus salvaria Suas ovelhas da boca dos pastores omissos (v.10).
A responsabilidade de um pastor é sobremodo grande e sagrada. É um privilégio dado a homens que demanda uma vida de íntima comunhão com Deus e dedicação altruísta. O sucesso deste ministério está em fixar os olhos no ministério maior. Jesus, aqui chamado de Davi (v.23), devido à Sua linhagem como Messias, buscou as ovelhas perdidas, trouxe de volta as desgarradas, ligou as quebradas e sarou as enfermas, deixando exemplo de bom Pastor que “dá a vida pelas ovelhas” (Jo.10:11). Mas também pregou com autoridade, corrigiu as rebeldes e reprovou as hipócritas. Ele não omitiu o dever de fazer diferença entre o bem e o mal.
Da mesma forma, Deus fez distinção entre “ovelhas gordas e ovelhas magras” (v.20). Além do ministério falido dos líderes de Israel, o povo se voltava uns contra os outros e muitas injustiças eram cometidas. Perante o Senhor, as ovelhas do Seu rebanho não eram as mais fortes e robustas, mas “a perdida […] a desgarrada […] a quebrada […] e a enferma” (v.16). Injustiçadas e feridas, receberam do grande Pastor a promessa de Seu cuidado e proteção: “Eu livrarei as Minhas ovelhas […] e julgarei entre ovelhas e ovelhas” (v.22).
A obra de reunir as últimas ovelhas do Seu aprisco já está sendo realizada. E mediante a ação do Espírito Santo, Deus fará “descer a chuva a seu tempo, serão chuvas de bênçãos” (v.26). Munido das provisões celestiais, o remanescente do Senhor estará seguro ainda que no “vale da sombra da morte” (Sl.23:4). Como escreveu Ellen White: “Quando a tempestade da perseguição realmente irromper sobre nós, as verdadeiras ovelhas ouvirão a voz do verdadeiro Pastor. Serão envidados esforços abnegados para salvar os perdidos, e muitos que se afastaram do aprisco voltarão para seguir o grande Pastor” (CPB, Testemunhos para a Igreja, v.6, p.401). Então, “habitarão seguramente, e ninguém haverá que as espante” (v.28).
Eis a maior necessidade dos pastores e das ovelhas:
“A necessidade vital – a maior necessidade da igreja remanescente – não é a de mais membros, mais pregadores, mais dinheiro ou mais facilidades. A maior necessidade hoje em dia é a de homens e mulheres repletos do Espírito Santo. Quem atenderá sem reservas ao veemente repto desta hora culminante da história terrestre?” (B. E. Wagner, Preparação para a Chuva Serôdia, CPB, p. 45).
Olhemos para os acontecimentos proféticos atuais não como notícias sensacionalistas, amados, mas como avisos do nosso bom Pastor de que logo estaremos em Casa.
Nosso Bom Pastor, o Senhor veio ao nosso encontro e não desistiu até nos encontrar. Como agradecer por tamanha bondade e amor? Só temos algo sujo para te oferecer e nos envergonhamos por isso. Mas a Tua Palavra diz que o Senhor pede o nosso coração, então nas Tuas mãos santas e purificadoras nós o entregamos. Faze um milagre dentro de nós, Pai! Derrama sobre nós as Tuas chuvas de bênçãos, de modo que todos percebam em nossa vida que, por Tua graça e misericórdia, o Teu Espírito habita em nós. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, ovelhas do bom Pastor!
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel34 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Eles vêm a ti, como o povo costuma vir, e se assentam diante de ti como Meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra; pois, com a boca, professam muito amor, mas o coração só ambiciona lucro” (v.31).
Amados, o texto de hoje exige cuidadosa reflexão e um profundo exame de coração. O chamado profético na vida de Ezequiel foi feito com palavras nada fáceis de se ouvir e, quem dirá, de se executar. O Senhor foi bem claro ao dizer ao profeta que se ele não falasse as Suas palavras, seria culpado não apenas pela desobediência, mas pela morte de todo aquele que deixasse de ouvi-las (Ez.3:18). Ainda atônito diante de seu comissionamento profético, Ezequiel foi levantado pelo Espírito Santo como atalaia de Israel. Ou seja, ele seria um porta-voz do Senhor para seu próprio povo e teria de adverti-lo quando este era “casa rebelde” (Ez.3:27).
A presunção e o orgulho são os maiores “vilões” na vida do povo de Deus. Ezequiel teve de enfrentar a hostilidade de Israel, que andava “confiando na sua justiça” (v.13). O pecado é como uma doença terminal. Se não seguirmos as orientações deixadas por Deus em Sua Palavra, vigiando e orando, diariamente, e não as praticarmos como Ele deseja que as pratiquemos, os nossos atos de justiça de nada valerão. Afinal, eles são “como trapo da imundícia” (Is.64:6). Mas se nossa vida corresponde à obra do Espírito Santo, pela fé somos transformados e nossas obras refletem a justiça que provém de Cristo.
O discurso de Ezequiel não era nada maleável e nem deixava margem a aliviar a deplorável situação do povo. Porém, é impressionante observar qual foi a reação dos filhos de Israel. Em todos os lugares de Jerusalém, uns falavam aos outros a respeito do profeta, dizendo: “Vinde, peço-vos, e ouvi qual é a palavra que procede do Senhor” (v.30). Em linguagem atual, era como se dissessem assim: “Vocês precisam ouvir este homem! Só pode ser o Espírito Santo na vida dele!” Entendem, amados? Eles reconheceram que a mensagem era do Céu, mas não estavam dispostos a vivê-la. É preciso que isso fique bem claro em nossa mente.
E a conclusão dada por Deus é uma triste realidade que não foi exclusividade do antigo Israel. Eis o que o Senhor revelou ao Seu atalaia no verso trinta e um:
“Eles vêm a ti, como o povo costuma vir”. Isto é, iam ouvir o profeta guiados pelo costume e não por um coração humilde e disposto a se arrepender.
“[…] e se assentam diante de ti como Meu povo”. Aparentemente, o profeta tinha uma linda visão de uma plateia de filhos de Deus.
“[…] e ouvem as tuas palavras”. O seu público estava atento ao que era dito.
“[…] mas não põem por obra”. Ou seja, não estavam dispostos a praticar o que ouviam.
“[…] professam muito amor”. Era um povo que jurava amores com os lábios.
“[…] mas o coração só ambiciona lucro”. Mas que, na prática, só visava agradar o próprio “eu”. Como afirmou Jesus: “Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim” (Mt.15:8).
Será que essa atitude ficou no passado, meus irmãos? Infelizmente não. Estamos diante de um mundo doente e em processo de metástase. E as pessoas trocam a cura por paliativos que apenas retardam o fatídico fim. Me dói o coração ao pensar na possibilidade de que muitos que acompanham este projeto de estudo da Bíblia têm só lido os comentários, mas não têm se debruçado sobre a Palavra viva para dela extrair a cura! Prosseguem em sua vida religiosa morna, sendo coniventes com o pecado e achando que desta forma haverão “de possuir a terra” (v.25) que o Senhor tem preparado para os Seus santos (Ap.14:12).
“Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos” (v.11), diz o Senhor Deus. “Porque haveis de morrer”, meus irmãos, se Jesus nos oferece a cura para nosso estado terminal, de graça? Semelhante ao tempo em que o Senhor ordenou que Ezequiel guardasse silêncio, Deus também Se manteve em silêncio por um tempo. Até que levantou um povo para chamar de Seu e lhe convocou como Seu atalaia dos últimos dias, dando-lhe uma profetiza, uma atalaia. Então, o silêncio acabou! É tempo não apenas de falar, mas de “tocar a trombeta e avisar o povo” (v.3) de que, ou ele se converte, ou “ele morrerá” (v.13).
Não é tempo de ouvir as solenes advertências do Senhor como quem ouve “canções de amor” (v.32). É tempo de aceitarmos ser confrontados pela Palavra de Deus e incomodados pelo Espírito Santo por causa dos pecados que ainda acariciamos. É tempo de intenso clamor pelo derramamento da plenitude do Espírito Santo. É tempo de permitir que Deus nos torne exatamente aquilo que Ele deseja que sejamos. É tempo de proclamar o amor de Deus tal qual ele é, e não como o mundo diz ser. Amar ao próximo não tem nada a ver com deixar que ele viva do jeito que quiser, mas tem tudo a ver com conduzi-lo a viver do jeito que Deus quer. Porque Ele julgará “cada um segundo os seus caminhos” (v.20).
Muito em breve, o Senhor tornará “a terra em desolação e espanto” (v.29). Mas Ele não nos deixou ignorantes quanto a isso, e revelou Seus propósitos à Sua serva Ellen G. White, cuja boca, “uma vez aberta” (v.22) não guardou silêncio e, inspirada pelo Espírito Santo, deixou escrito mais de cem mil páginas de palavras que nos levam a amar a Bíblia e a praticar os seus ensinos. Portanto, não espere que venha o pior para reconhecer “que houve no meio deles um profeta” (v.33). Mas vá direto à fonte e escute, com atenção e humildade, a voz de uma atalaia de Deus que aceitou “tocar a trombeta” (v.3) que nos guiará para Casa.
Pai querido e misericordioso, só Tu és digno de glória e louvor! Quem somos nós, Senhor? Na verdade, somos todos pecadores perversos que necessitamos de cura espiritual e do conhecimento que salva. Este conhecimento está na Tua Palavra, ó Deus. Os escritos da irmã White foram a maneira que o Senhor escolheu para que nossos olhos e ouvidos se voltem para as Escrituras. Mas nós também fomos chamados como Teus atalaias nesses dias finais. Ajuda-nos a dar o sonido certo da trombeta e a estarmos cada dia, cada instante, vivendo pela fé na justiça que provém de Cristo. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, “Israel de Deus” (Gl.6:16)!
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel33 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Por tua causa, vestirei de preto todos os brilhantes luminares do céu e trarei trevas sobre o teu país, diz o Senhor Deus” (v.8).
A ruína do Egito e destruição de “Faraó e todo o seu povo” (v.32) provocaria uma grande comoção entre as demais nações. Aquele que por séculos tinha sido uma joia do mundo antigo, berço das dinastias de reis cujas tumbas mortuárias até hoje revelam segredos, não passaria de um reino derrotado e condenado à mesma sorte “com os que desceram à cova” (v.24). A era dos Faraós chegaria ao fim pela “espada do rei da Babilônia” (v.11). Seria um período de completa escuridão para a nação, como na praga em que “houve trevas espessas sobre toda a terra do Egito” (Êx.10:22).
Semelhantemente, Deus revelou a queda das nações da Terra e o início de “um reino que não será jamais destruído” (Dn.2:44), no sonho de Nabucodonosor. Usado como um instrumento da vingança de Deus, o rei caldeu não fazia ideia de que o seu reino um dia teria o mesmo destino do Egito, ou ainda pior, já que o Egito permaneceria no cenário mundial como nação, ainda que sem destaque. Já Babilônia, não passa hoje de um bocado de ruínas de um achado arqueológico. Contemporâneo de Ezequiel, o profeta Daniel descreveu o sonho de Nabucodonosor e desvendou-lhe não somente o futuro de sua nação, mas de todas as nações da Terra até ao tempo do fim.
O cenário profético está quase completo e se apressa para o seu desfecho, amados. Como as dores da parturiente, os sinais têm se intensificado, e são claras evidências de que a esperança dos remidos de Deus está prestes a tornar-se realidade. Mas antes que possamos contemplar a glória do nosso Redentor, teremos de passar pelo período sobremodo sombrio. Enquanto a grande massa seguirá, iludida pela besta e sua imagem (Ap.16:2), “a perseverança dos santos” (Ap.14:12) prosperará, tendo estes os pés bem firmados na Rocha inabalável, que é Cristo e Sua Palavra. E quando a consciência da perdição se manifestar como um peso quase que insuportável, os ímpios “estremecerão a cada momento, cada um pela sua vida” (v.10).
Logo, meus irmãos, os sinais que inauguraram o tempo do fim terão novamente lugar quando “após a tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados” (Mt.24:29). Não haverá mais a lamentação de um profeta apenas, mas “todos os povos da Terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mt.24:30). Que a nossa vida corresponda ao apelo profético: “Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus” (Am.4:12).
Senhor, nosso Deus, logo Tu estabelecerás o Teu reino eterno que jamais será destruído. Até lá, a Tua Palavra nos deixou aviso de que muitos sinais ocorrerão no mundo natural, social e religioso, e já temos visto tudo isso se cumprindo e todo o cenário mundial apontando para a irrefutável veracidade das profecias bíblicas. Pai, não queremos ser somente conhecedores das profecias, mas praticantes, de forma que a Tua Palavra esteja gravada em nosso coração e mente pelo Espírito Santo. Ajuda-nos a crescermos em graça e sabedoria e sermos instrumentos Teus para apressar a Tua volta. Dá-nos fé, Senhor! Ensina-nos a andar pela fé! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, remidos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel32 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“[…] porque todos os orgulhosos estão entregues à morte e se abismarão às profundezas da terra, no meio dos filhos dos homens, com os que descem à cova” (v.14).
Comparada a uma árvore “no jardim de Deus” (v.8), a formosura da Assíria era digna de admiração. Toda a sua pompa, no entanto, foi destruída. A mesma sorte estava determinada sobre o Egito. A confiança na aparente formosura encheu o coração da nação de orgulho próprio. Perceba que o próprio Senhor declarou que nem as árvores do Éden eram mais lindas do que aquele reino. O estereótipo, à vista dos homens e do próprio Deus, era perfeito.
Contudo, “o seu coração se exalçou na sua altura” (v.10). À medida de sua beleza, foi exaltado o seu orgulho e, diante do Senhor Deus, a sua perfeição externa não tinha valor algum, “porque todos os orgulhosos estão entregues à morte” (v.14). O orgulho cria uma barreira entre o homem e Deus e o impede de reconhecer a sua dependência dEle. Tentar encobrir um coração “desesperadamente corrupto” (Jr.17:9) com uma bela capa é, no mínimo, uma grande mentira. Caí nessa besteira por muitos anos e, podem acreditar, não vale à pena.
Um texto de Ellen White me impactou muito, e diz o seguinte: “A abundante iniquidade não se limita apenas aos incrédulos e zombadores. Quem dera que assim fosse! Mas não é. Muitos homens e mulheres que professam a religião de Cristo são culpados. Mesmo alguns que professam estar esperando Seu aparecimento não estão mais preparados para esse acontecimento do que o próprio Satanás” (CPB, Testemunhos para a Igreja, v. 2, p.346). Exagero? Não, amados. Triste e dura realidade! Aparentar ser o que não é, é a pior mentira já criada. E os mentirosos não herdarão o reino dos céus (Ap.21:27).
O próprio Jesus condenou a falsa piedade: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia! Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniquidade” (Mt.23:27-28). Não esqueçam que foram estes belos “sepulcros” que condenaram a Jesus e tramaram a Sua morte. E, a seu devido tempo, os “sepulcros” atuais se levantarão contra os santos do Altíssimo. Necessitamos de um exame constante do coração, através da comunhão diária e da constante influência do Espírito Santo.
Dois sentimentos invadem o meu coração quando lembro dos anos em que passei como uma dracma perdida dentro da igreja: tristeza por tanto tempo ter ferido o coração de Deus e alegria arrebatadora pela longanimidade do Senhor para comigo. Podemos pregar nos púlpitos, ou até forçar a igreja a aceitar uma reforma. Podemos até mesmo ser exemplo de conduta cristã. Mas se a reforma não for o resultado de um genuíno reavivamento, para nada serve a não ser para receber o mesmo salário dos “que descem à cova” (v.14).
Jesus não nos exige um coração perfeito, mas um coração perfeitamente dependente de Seus méritos. Enquanto o Senhor da seara não ocupar em nossa vida o primeiro lugar que Lhe é devido, nunca compreenderemos, de fato, o nosso lugar na seara do Senhor. Não faça para si vestes de “folhas de figueira” (Gn.3:7), mas permita que o Criador lhe revista com as vestes da justiça de Cristo “a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez” (Ap.3:18).
Olhe para Jesus nas primeiras horas da manhã a cada dia. Fale com Ele. Ouça o que Ele tem a lhe dizer através de Sua Palavra. E, nesse processo diário, o Espírito Santo lhe concederá a beleza que é aprovada pelo Céu.
Pai Celestial, o Teu amor e a Tua paciência nos constrangem! Graças Te damos porque o Teu Espírito não desiste de nós! Imprime em nós a beleza do Céu, que é o caráter de Teu Filho, a fim de que nossa vida sirva exatamente segundo o Teu propósito. Perdoa as nossas tentativas frustradas de querer mudar por nossas próprias forças! E nos ensina a olhar para Jesus, pois só nEle estamos seguros. Em nome dEle nós Te fazemos esta oração, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, belos aos olhos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel31 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Porque está perto o dia, sim, está perto o Dia do Senhor, dia nublado; será o tempo dos gentios” (v.3).
Em um dos anos mais sombrios da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha avançava em seu propósito de dominar o mundo, ao mesmo tempo em que as forças inimigas se arregimentavam com força superior. Porém, as notícias que eram anunciadas aos confiantes arianos eram sempre de como os planos de Hitler estavam galgando os degraus da vitória e que logo veriam o fim da guerra e o apogeu de sua pátria. Mal sabiam os partidários convictos de que em pouco tempo contemplariam a derrota de seu país em um cenário de completa desolação e ruína.
Por muitos anos, Israel confiou no Egito como uma força a ser considerada. Mas o Senhor revelaria que qualquer nação se torna completamente indefesa quando a sua confiança está firmada na impotente força do homem. Até mesmo as nações aliadas ao Egito cairiam “à espada” (v.6). O Senhor faria “cessar a pompa do Egito, por intermédio de Nabucodonosor, rei da Babilônia” (v.10). Em uma nação politeísta, dominada por superstições e práticas idólatras, através da execução de Seu juízo, Deus Se revelaria ao Egito como o único Senhor. Semelhante ao desejo frustrado de Hitler de construir um novo mundo com uma raça ariana e superior, os egípcios, que se orgulhavam de sua origem, seriam espalhados pela Terra: “Espalharei os egípcios entre as nações e os derramarei pelas terras” (v.23).
Muitos há que, hoje, têm fortalecido a ideia de que Deus nos convida a fazer parte de um movimento separatista; de que o processo de santificação não pode ocorrer enquanto estivermos dentro de uma igreja onde nem todos estão buscando o mesmo objetivo. Esquecem, contudo, que em momento algum Jesus deixou de frequentar as sinagogas ou o templo ou Se recusou a andar e comer com pecadores. Sua missão estava em estar em constante contato com os que mais necessitavam de Seu auxílio. Com afetuosa atenção, curava e ensinava enquanto discipulava doze homens, em sua maioria jovens, inclusive aquele que mais tarde O trairia.
As primeiras palavras de Cristo em Seu ministério terrestre refletem o grande objetivo da pregação do evangelho: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt.4:17). O Egito havia rejeitado esse chamado nas muitas oportunidades que teve de reconhecer que só o Senhor é Deus. E a visita dos juízos que lhe sobrevieram foi tão somente a colheita de sua própria semeadura. Não seja assim conosco, amados. Aproveitemos o tempo que se chama HOJE para entregar por completo o nosso coração aos cuidados do Espírito Santo. O Senhor tem data marcada para derramar Seus últimos juízos sobre a Terra. Mas estes só atingirão “aos homens que não têm o selo de Deus sobre a fronte” (Ap.9:4).
A fronte representa a sede do nosso entendimento. Nossa mente precisa estar blindada pelo Espírito do Senhor. Façamos da Palavra de Deus nosso principal objeto de estudo. Eduquemos nossa mente a estar em constante oração, vigilante quanto à sua guarda, sempre atenta às astúcias e sutilezas do inimigo. Fazemos parte da última igreja profética, chamada para proclamar uma mensagem mundial: “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6). No sentido espiritual, precisamos sim fazer parte do “povo de propriedade exclusiva de Deus” (1Pe.2:9). Mas na ótica da salvação, devemos ser condutos da luz de Cristo a todos os povos. O precioso sacrifício de Cristo foi feito “Porque Deus amou ao mundo”. A vida eterna, porém, só será concedida ao que nEle crê (Jo.3:16).
“[Está] perto o dia, sim, está perto o Dia do Senhor” (v.3). Oremos para que o amor do Pai seja derramado em nosso coração pelo Espírito Santo (Rm.5:5), então viveremos como Jesus viveu, pois “para com Ele não há acepção de pessoas” (Ef.6:9).
Querido Deus e Pai, derrama o Teu amor em nosso coração por intermédio do Espírito Santo, nos capacitando assim para pregar o Teu evangelho a todos, com sabedoria, discernimento e autoridade. Logo este mundo entrará em um tempo de caos jamais visto e o Senhor terá um remanescente que permanecerá no posto de seu dever em lealdade e amor. Ajuda-nos, Pai, a aproveitarmos o restante do tempo de graça que ainda temos para o devido preparo nosso e dos pequeninos irmãos que colocares aos nossos cuidados. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, luz do mundo!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel30 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Tornar-se-á o mais humilde dos reinos e nunca mais se exaltará sobre as nações; porque os diminuirei, para que não dominem sobre as nações” (v.15).
Uma série de profecias contra o Egito foi revelada por Ezequiel. A nação que em um período da história já havia sido a maior potência do mundo antigo se tornaria a mais humilde dentre todas. Seu momento de maior prosperidade foi concedido pelo Senhor por intermédio de Seu servo José. Como governador de todo o Egito, José não apenas salvou o mundo da fome, mas engrandeceu aquela nação acima de todas as outras. De uma forma misericordiosa, Deus Se revelou aos egípcios e lhes concedeu a oportunidade de conhecê-Lo através da descendência de Jacó. Porém, o tempo passou, e com ele a lembrança do cuidado de Deus. E, subindo ao trono um rei “que não conhecera a José” (Êx.1:8), este afligiu e escravizou o povo de Deus com crueldade.
O Senhor, então, levantou outro grande homem no Egito. Enquanto José foi usado para fortalecer a nação e levar a sua família para aquele país, Moisés recebeu a dura missão de libertar o seu povo e ser o porta-voz de Deus no derramamento das pragas sobre o Egito. A nação foi devastada devido a teimosia de Faraó, até que ele libertasse os hebreus. Mesmo em liberdade, o povo de Deus levou consigo o jugo da idolatria que havia adquirido no Egito, e, pela dureza de coração, vagou pelo deserto durante quarenta anos. O mesmo período foi determinado pelo Senhor no juízo contra os egípcios. De certa forma, eles experimentariam o mesmo castigo que Israel experimentou.
Observe que, de todas as nações sobre as quais Deus fez cair os Seus juízos, o Egito foi a única que não recebeu um juízo definitivo. Por alguma razão, tornar o Egito “um reino humilde” (v.14) seria o bastante. A prova maior é que até hoje o Egito perdura como uma nação independente, mas sem destaque diante das demais, declarando, mesmo que sem intenção, que o Senhor é Deus e que a Sua Palavra é fiel e verdadeira.
Assim como um dia José e sua família receberam asilo temporário no Egito, outro José também encontraria naquela nação um abrigo provisório. Como o Senhor havia chamado do Egito o Seu filho Israel, o Seu primogênito (Êx.4:22), a profecia de Oseias também se cumpriria séculos mais tarde: “Do Egito chamei o Meu Filho” (Os.11:1; Mt.2:15). Fugindo da ira de Herodes, José foi avisado em sonho de que deveria levar Maria e o menino Jesus para o Egito e lá permanecer até segunda ordem (Mt.2:13). Sem dúvida alguma, esta nação teve um papel decisivo e marcante na história do povo de Deus e recebeu o grandioso privilégio de ser o chão sobre o qual o nosso Salvador deu os Seus primeiros passos.
O Egito é um dos maiores testemunhos de que o desejo divino não é o de destruir nações, mas de ensinar-lhes que elas foram estabelecidas com propósitos específicos. Na guerra entre povos só há perdedores. A verdadeira vitória está em permanecer fiel aos propósitos pelos quais Deus as constituiu. Nenhum país, por menor ou mais insignificante que seja, deixa de ter uma função específica nos planos de seu Originador. Não é sem razão que a mensagem do evangelho eterno deve ser pregada “a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6). Todos, sem exceção, são convidados à prática do dever (Ec.12:13). E todos, sob a mesma condição, necessitam de um Salvador pessoal (Rm.8:1).
Brasileiros, australianos, egípcios, norte-americanos, japoneses, libaneses, angolanos, espanhóis, enfim, todos, de todas as nacionalidades que há no mundo, são convidados a muito em breve fazer parte de um só reino: o reino eterno. Como um só povo, o Senhor nos reunirá “dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mt.24:31), ajuntará os Seus fiéis (Ap.14:12) diante do “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Ap.19:16) e, com Sua destra vitoriosa, nos levará em direção à Pátria que abrigará o trono do Universo.
Como João, que possamos desejar, sonhar, apressar e clamar por este Dia: “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20).
Pai Celestial, santificado seja o Teu nome! Senhor, que como José e Moisés, sejamos instrumentos em Tuas mãos nestes últimos dias. Enche-nos do Espírito Santo e não permite que as provações nos causem desânimo, mas perseverança. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, cidadãos da Pátria celestial!
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel29 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti” (v.15).
As profecias bíblicas são meios divinos de revelar ao homem coisas que aconteceram ou que hão de acontecer, e a forma mais eficaz de ensinar os princípios do reino dos céus em linguagem humana. Através de Seus profetas, Deus têm falado a todas as gerações, estendendo as Suas ricas misericórdias e aplicando os Seus juízos aos impenitentes. Ninguém e nenhuma nação, contudo, sofreu os juízos divinos sem que lhe fosse dado um tempo de oportunidade. As profecias contra as nações pagãs e contra seus governantes ecoam a soberba e o orgulho daqueles que optaram pelo autogoverno da vida como deuses de seu próprio destino.
Foi diante desta realidade de extrema idolatria que Deus revelou a Ezequiel, nas entrelinhas da lamentação contra o rei de Tiro, a origem do mistério da iniquidade. Lúcifer foi chamado pelo próprio Deus como “o sinete da perfeição” (v.12). Ou seja, o carimbo ou selo, alguém que foi criado como sinal da perfeição. Em meio a pedras preciosas e ornamentos preparados exclusivamente para ele, este “querubim da guarda ungido” (v.14) certamente era uma criatura que artista algum conseguiria replicar. Diferente da lenda de um ser medonho com chifres e tridente, a descrição do Senhor a respeito de Lúcifer deixa claro que, como foi na criação do homem em que Deus colocou as próprias mãos em sinal do amor por Sua mais importante obra, a criação daquele anjo também foi realizada de forma personalizada. A presença de Lúcifer no Céu deveria ser para os demais anjos como um sinal do perfeito caráter amoroso de Deus.
Ao ver o mundo criado e como o Senhor criou Adão de forma tão semelhante; ao contemplar o olhar amoroso de Deus para a criatura recém-criada, o mesmo olhar que contemplou pela primeira vez no dia em que foi criado, o coração de Lúcifer vociferou o ódio mortal pela raça humana. Expulso do “monte santo de Deus” (v.14), aquele que um dia estava no Santíssimo lugar diante do trono divino, foi lançado “por terra” (v.17) junto com terça parte dos anjos (Ap.12:4), que corrompeu “pela injustiça do [seu] comércio” (v.18). “E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos” (Ap.12:9).
Notem que João descreveu Satanás como “o SEDUTOR de todo o mundo”. Ele continua, portanto, sendo um anjo encantador e belo, como o apóstolo Paulo nos advertiu: “E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz” (2Co.11:14). E ao contrário da canção fúnebre de Ezequiel com relação a este ser caído, multidões são embaladas pelas canções de amor que destacam Lúcifer como a sorte da humanidade. Percebam a letra de uma dessas músicas tão aclamada nos carnavais do Brasil: “A minha sorte grande foi você cair do céu, minha paixão verdadeira […] meu anjo querubim”. Ora, quem foi o anjo querubim que caiu do céu? Percebem como Satanás tem manipulado a mente dos incautos?
Amados, há na Terra um ser de extrema beleza e que tem conhecimento armazenado de pelo menos mais de 6 milênios, juntamente com um número desconhecido, mas bem numeroso, de anjos que compõem o seu exército maligno. Não estamos falando de um nosso igual, mas de um inimigo mais forte e mais hábil do que todos nós juntos. Entretanto, também estamos falando do mesmo inimigo que foi derrotado por Aquele que escolheu se tornar semelhante a nós e nos ensinar que revestir-se da armadura de Deus é a nossa única salvaguarda. Uma vida de comunhão com o Pai, mediante a oração, o diligente e sincero estudo das Escrituras e do jejum que agrada a Deus, nos faz experimentar diariamente a vitória de Cristo.
Há um inimigo arregimentando os reis de Tiro atuais a fim de dificultar ao máximo a jornada da igreja militante. Como última igreja com uma última mensagem ao mundo (Ap.14:6-12), temos a destra poderosa de Deus a nosso favor. Avancemos com fé, rumo ao país seguro (v.26), a fim de sermos selados e guardados para o Dia do Senhor. Maior do que o inimigo que nos odeia é o Deus que nos ama “com amor eterno” (Jr.31:3).
Pai amado, estamos em um mundo cujo príncipe é mais forte do que nós e ainda está grandemente irado contra nós. Não fosse o Senhor, estaríamos todos perdidos. Mas enviaste Teu Filho amado para nos redimir e garantir a vitória final. Louvado sejas Tu, Senhor, pela cruz do Calvário! Louvado sejas Tu, pelo túmulo vazio! Louvado sejas Tu, pelo Espírito Santo! Queremos habitar no Teu lugar seguro. Esconde-nos em Ti “até que passe a ira” (Is.28:20). Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, amados do Pai!
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel28 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100