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“O Espírito do Senhor fala por meu intermédio, e a Sua palavra está na minha língua” (v.2).
As palavras de introdução deste capítulo descrevem Davi de quatro formas distintas:
- O filho de Jessé: Era assim que o pastorzinho de ovelhas era conhecido antes de receber o chamado de Deus;
- O homem que foi exaltado: O Senhor reconheceu naquele jovem um coração humilde e contrito, e o elevou à condição de príncipe do Seu povo, pois, como diz o Senhor: “aos que Me honram, honrarei” (1Sm.2:30);
- O ungido do Deus de Jacó: Havia uma aliança estabelecida com os patriarcas. A unção e eleição de Davi o tornou sucessor desta “aliança eterna, em tudo bem-definida e segura” (v.5);
- O mavioso (ou seja, suave, harmonioso) salmista de Israel: Seu dom musical e literário compunha a face dócil do bravo guerreiro. Seus salmos expressam entrega completa a Deus, amadurecimento espiritual e sinceridade na adoração.
As últimas palavras de alguém geralmente representam o que há de mais significativo. As de Davi expressam sua plena confiança em Deus e em Sua Palavra. Davi foi um homem de guerra, um “justiceiro” de seu tempo. Era compassivo com os errantes, paciente com os irmãos e intolerante com os rebeldes. Um homem intenso e forte; ao mesmo tempo, frágil e amoroso. Se era para chorar, fazia-o com todas as forças; se era para se alegrar, entregava-se com total intensidade. Foi nesse espírito que ele, em um bando de homens inicialmente fracassados e endividados, enxergou um exército de valentes.
Os valentes de Davi se destacavam não apenas por suas obras, mas principalmente pelo amor e zelo que dedicavam ao rei. Eram homens extraordinários em força, determinação e coragem, para os quais qualquer desafio era um privilégio. Através deles, o Senhor efetuou grandes livramentos e deixou ricas lições de lealdade e altruísmo. Independentemente de sua classificação, todos estavam dispostos a dar a vida pelo rei — inclusive “Urias, o heteu” (v.39), que teve a vida abreviada a mando daquele a quem servira com tanta fidelidade. Acredito que, mesmo após seu genuíno arrependimento, Davi tenha sofrido até a morte ao lembrar-se do que fizera ao seu fiel valente.
Assim como a vida de Davi foi cheia de altos e baixos, estamos todos na mesma condição, amados. Os valentes de Davi atravessaram o exército inimigo para levar água de um poço ao seu rei. Jesus, porém, foi “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8) para que pudéssemos beber “de graça a água da vida” (Ap.22:17). Davi aprendeu a reconhecer sua completa dependência de Deus. As vitórias vinham porque o Senhor efetuava o livramento. Por meio desses homens, o Senhor apontava para o plano da salvação em Cristo, estabelecendo uma “aliança eterna, em tudo bem-definida e segura” (v.5) — uma promessa que “ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará” (Hc.2:3).
Ainda que Davi e sua casa não tenham alcançado o modelo ideal de uma família bem ordenada, ele confiava na promessa divina de que o cetro jamais sairia de sua casa. O Senhor também nos fez uma promessa, amados: “voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:3). Confiemos nesta promessa “em tudo bem-definida e segura” (v.5).
Pai de amor eterno, como falastes com Davi e lhe destes a certeza da Tua presença e cuidado, o Senhor deseja ter esta mesma intimidade conosco. Tu és Deus real e presente. Batiza-nos com o Espírito Santo para que sejamos Teus soldados, Teus valentes, bem ordenados e preparados como Teu exército de salvação às nações. Aguardamos a Tua bendita promessa e confiamos que, no tempo determinado, Aquele que vem virá e não tardará. Feliz sábado, nosso Criador e Redentor! Por Jesus, nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, fiéis do tempo do fim!
Rosana Garcia Barros
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“O caminho de Deus é perfeito; a palavra do Senhor é provada; Ele é escudo para todos os que nEle se refugiam” (v.31).
O primeiro registro de um Salmo de Davi aponta para a retrospectiva de uma fé pessoal. Quando estava nos pastos a cuidar de suas ovelhas, ele não foi poupado de sofrer as adversidades de seu trabalho. Ao enfrentar feras e fazer travessias perigosas em favor do rebanho, o jovem pastor aprendeu ricas e permanentes lições de confiança em Deus.
Sua unção como rei pelas mãos do profeta Samuel; sua vitória contra o gigante zombador; o livramento dos anos de fuga da ira de Saul; suas inúmeras conquistas em batalha e o perdão de Deus frente às suas terríveis quedas — toda a sua vida era uma clara demonstração não de sua própria capacidade, mas da misericórdia do Senhor e de Seu cuidado paterno.
Como nunca antes, Davi aprendera a confiar em Deus e a firmar-se em Sua Palavra. Isso não significava que jamais voltaria a errar, mas que, se o fizesse, teria a Quem recorrer. Nos versículos 20 a 25, sua declaração expressa a confiança no perdão divino. Não se tratava de presunção, mas de fé na promessa de que Deus lança os nossos “pecados nas profundezas do mar” (Mq.7:19).
Neste cântico, lemos a experiência de quem, de fato, conhecia o Senhor. Ele não é apenas “uma” rocha, mas a sua Rocha segura. Ele é refúgio, salvação, libertador, juiz justo e lâmpada. Não foram atributos escolhidos apenas para compor uma melodia; foram verdades que se mostraram reais na vida prática de Davi.
Percebam que o célebre rei não teve uma vida fácil. Foi nos momentos mais atribulados que sua fé mostrou-se preciosa. Com propriedade, ele pôde declarar: “Na minha angústia, invoquei o Senhor, clamei a meu Deus; Ele, do Seu templo, ouviu a minha voz, e o meu clamor chegou aos Seus ouvidos” (v.7).
Como necessitamos desta fé que crê em Jesus como seu Senhor e Salvador pessoal! Uma fé que descansa na certeza de que Ele nos ama e que providenciou o suficiente para andarmos em Seu caminho perfeito! Um tempo de grande angústia está diante de nós, amados. A natureza geme, a iniquidade se multiplica e as infalíveis profecias das Escrituras se cumprem diante dos nossos olhos. É neste cenário que a igreja de Deus é fortemente sacudida e os soldados de Cristo enfrentam os últimos e decisivos combates da fé.
Mediante a confiança na provada Palavra de Deus, firmes na comunhão que os fortaleceu e forjou, como Davi, os fiéis da Terra seguem firmes em sua marcha, ainda que extremamente fatigados. Sobre este tempo solene, encontramos a seguinte revelação: “Foram-me mostrados os que eu antes vira a chorar e a orar com agonia de espírito. A multidão de anjos da guarda em seu redor fora duplicada, e estavam revestidos de uma armadura da cabeça aos pés. Marchavam em perfeita ordem, semelhantes a um grupo de soldados. Seu rosto expressava o tremendo conflito que haviam travado, a luta angustiosa por que haviam passado. Contudo, seu rosto, antes assinalado pela severa angústia íntima, resplandecia agora com a luz e glória do Céu. Haviam alcançado a vitória, e esta suscitava neles a mais profunda gratidão e santa e piedosa alegria” (EGW, Vida e Ensinos, p.176).
Oh, meus amados irmãos, falta pouco, falta muito pouco para o fim desta “luta angustiosa”! E nada é mais precioso, mais importante, do que mantermos nossos olhos fixos em Jesus, que sofreu a mais angustiosa das lutas para garantir-nos a vitória. Os pronomes possessivos do cântico de Davi — “meu Deus”, “minha cidadela”, “meu rochedo”, “minha salvação” — nos mostram o efeito produzido pelo amor da verdade no coração. Não podemos permitir ter nossa confiança em Deus abalada pelas circunstâncias ou afetada pelos inimigos. E isso só conseguimos mediante o agir do Espírito Santo em nosso coração. Permita que a maravilhosa obra que Ele já começou alcance o seu propósito diário até que Ele nos livre, de uma vez por todas, “do forte inimigo” (v.18).
Semelhante a Davi, oremos hoje, amados:
“Vive o Senhor, e bendita seja a minha Rocha! Exaltado seja o meu Deus, a Rocha da minha salvação”! “Tu, Senhor, és a minha lâmpada; o Senhor derrama luz nas minhas trevas”. “Invoco o Senhor, digno de ser louvado, e serei salvo dos meus inimigos”. Por Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, “povo humilde” (v.28) do Senhor!
Rosana Garcia Barros
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“Houve, em dias de Davi, uma fome de três anos consecutivos. Davi consultou ao Senhor, e o Senhor lhe disse: Há culpa de sangue sobre Saul e sobre a sua casa, porque ele matou os gibeonitas” (v.1).
Houve três anos de fome em um lugar onde o Senhor havia prometido manar leite e mel. A fartura de que a nação eleita desfrutara por anos foi substituída pela escassez e secura. O homem segundo o coração de Deus, contudo, percebeu que havia algo de espiritual naquela situação. Davi confiava plenamente nas promessas divinas e entendeu que aqueles anos de fome eram um aviso de que algo estava errado. Saul havia quebrado um juramento feito entre Israel e os gibeonitas, quase os dizimando. Apesar de terem enganado os israelitas no passado, havia uma aliança entre eles (Js.9:15). Os gibeonitas estariam sujeitos a trabalhos forçados, mas deveriam ter suas vidas poupadas.
Ao consultar o Senhor e descobrir a causa dos anos de fome, Davi prontamente procurou os gibeonitas a fim de lhes fazer justiça. A resposta daqueles estrangeiros prova por que Deus interveio em seu favor: eles não exigiram riquezas, nem a morte de inocentes em Israel (v.4). Como executores de uma justiça pendente, pediram sete homens da família de Saul. Politicamente, esses descendentes poderiam representar uma ameaça ao trono, mas para Davi, o pedido foi doloroso. Apesar da perseguição sofrida, ele jamais desejara o mal à casa de Saul. Preservando a vida de Mefibosete, “por causa do juramento ao Senhor” (v.7), Davi entregou os demais descendentes, aqueles que poderiam insurgir-se contra o seu trono. Deus permitiu aos gibeonitas o que Davi não teve coragem de realizar.
Mesmo na velhice, Davi ainda descia com seus homens à guerra. Ficou evidente, porém, na última peleja, que era um risco desnecessário submeter o rei ao perigo. Quando a fome acabou e os gigantes da terra foram abatidos, o coração de Davi transbordou gratidão em um cântico que estudaremos amanhã. Uma coisa é certa, amados: a justiça de Deus não tarda. Ela se manifesta no tempo e do modo certos. Aquela mãe (Rispa) que enxotava as aves de rapina dos corpos de seus filhos representa todos os que sofrem perdas trágicas pelas consequências do pecado.
Muitos surgem como “abutres” para lançar acusações e olhares de reprovação sobre famílias enlutadas. Nesses momentos de angústia, esses sofredores precisam de alguém que, como Davi, valide o seu sofrimento. Ao buscar os ossos de Saul e Jônatas para dar-lhes um enterro digno, Davi nos deixou uma lição de compaixão e de consideração pelos enlutados. Ele sabia que Deus não tem “prazer na morte de ninguém” (Ez.18:32) e que a dor de Rispa ecoava no coração do próprio Criador. O desejo de Deus é que “convertendo-se o perverso da perversidade que cometeu e praticando o que é reto e justo, [conserve] ele a sua alma em vida” (Ez.18:27).
Portanto, a fome ou a morte são recursos de justiça que só sobrevêm quando se esgotam as oportunidades dadas pelo Céu. Vivemos um tempo solene, mediante uma mensagem urgente, às vésperas do cumprimento da última promessa. Conforme a profecia de Daniel, desde 1844 o primeiro anjo anuncia: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo” (Ap.14:7). O inimigo já dizimou inocentes demais! Este mundo padece de injustiça, e logo o Justo Juiz Se levantará “para peneirar as nações com peneira de destruição” (Is.30:28), para realizar “Sua obra estranha” (Is.28:21).
O Espírito do Senhor apela hoje: “Ouve, te peço, a palavra do Senhor, segundo a qual eu te falo; e bem te irá, e será poupada a tua vida” (Jr.38:20). Chega de guerra! Como Davi, o Senhor vê que estamos fatigados. Busquemos ao Senhor de todo nosso coração enquanto podemos encontrá-Lo. Olhemos para Jesus no Getsêmani, para Seu corpo prostrado e Seu sacrifício, onde amor e justiça se encontraram em perfeita harmonia. Porque, como os gibeonitas não exigiram riquezas, fomos resgatados não por prata ou ouro, mas pelo precioso sangue de Cristo (1Pe.1:18-19).
Davi estava cansado de ver tanto sangue. E nós? Será que nossa segurança nos tornou insensíveis à realidade ao redor? Há pessoas sofrendo agora, de fome, violência, conflitos armados e doenças físicas e emocionais que tanto mal têm causado. Que o Senhor Jesus nos dê um coração misericordioso para que oremos e trabalhemos com zelo e fé, “esperando e apressando a vinda do Dia de Deus” (2Pe.3:12).
Querido Pai Celestial, as Tuas promessas são fiéis e verdadeiras e nenhuma delas jamais falhou. Nós aguardamos a última e preciosa promessa da volta do nosso Redentor. Ó, Senhor, que sejamos encontrados por Ti como Teus servos bons e fiéis, que foram fiéis no pouco que nos confiaste! Dá-nos os olhos e o coração como os de Cristo, cheios de misericórdia e compaixão pelos nossos semelhantes. E usa-nos, mediante a ação do Espírito Santo, em benefício de nossos pequeninos irmãos! Mas o grito da nossa alma é: Volta logo, Jesus! Volta logo! Em Teu nome, oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, remidos pelo sangue do Cordeiro!
Rosana Garcia Barros
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“Eu sou uma das pacíficas e das fiéis em Israel; e tu procuras destruir uma cidade e uma mãe em Israel; por que, pois, devorarias a herança do Senhor?” (v.19).
Assim como sua saída de Jerusalém, o retorno de Davi foi repleto de desafios. Definitivamente, o rei de Israel tinha muitos amigos, mas também muitos inimigos. A rápida anuência do povo à sedição de Seba revela que Israel estava confuso e dividido. Já no caminho, Davi teve de resolver muitas questões e, ao chegar em casa, deparou-se com a triste situação de suas dez concubinas, vítimas da insanidade de Absalão. Aquelas mulheres não tinham mais liberdade de aparecer em público, tamanha foi a sua desonra. Davi as acolheu e sustentou, mantendo-as em discrição “até ao dia em que morreram, vivendo como viúvas” (v.3).
Com o coração magoado pela traição de Joabe na morte de Absalão, Davi o ignorou, dando ordens a Amasa para a convocação do exército de Judá. O que ele não esperava era que seu novo comandante fosse tão vagaroso, de sorte que teve de chamar Abisai, irmão de Joabe, para que seguisse com seus homens em perseguição a Seba.
Aproveitando-se da ocasião, Joabe enganou Amasa com um beijo e o matou. Ele estava prestes a dizimar mais inocentes, não fossem as palavras de “uma mulher sábia” (v.16) que, percebendo o perigo, pediu para falar com ele. Com a morte de Seba, “Joabe voltou a Jerusalém a ter com o rei” (v. 22). O capítulo termina com uma lista dos oficiais de Davi, destacando que “Joabe era comandante de todo o exército de Israel” (v.23). Abaixo do rei e do sacerdócio, este era certamente o cargo mais importante, dadas as circunstâncias de constantes confrontos e ameaças de guerra.
Apesar de suas quedas e imperfeições, Davi foi um tipo de Cristo. Em Seu ministério terrestre, Jesus encontrou desafios incomparáveis. Como Filho de Deus, poderia ter resolvido tudo num estalar de dedos; mas, como Filho de Davi, em Sua humanidade, era tão dependente do Pai como qualquer outra pessoa. Em cada situação, confiava na boa mão de Deus para sustê-Lo. Jesus também teve muitos amigos e inimigos, e as multidões ao Seu redor viviam confusas. Ele encontrou Seus irmãos cobertos de vexame e, em Sua terna misericórdia, os ensinava e curava.
Na escolha dos doze discípulos, Jesus reuniu Seu “exército de valentes”, composto por homens que jamais seriam escolhidos por líderes religiosos comuns. Apenas um deles possuía o porte e o talento que inspirava respeito humano, e esse era Judas; aquele que, com um beijo, entregaria Jesus à morte.
Assim como a mulher sábia da cidade de Abel, Cristo também teve em Sua companhia mulheres sábias. O amor delas pelo Salvador foi demonstrado com coragem ao acompanhá-Lo até a cruz e ao serem as primeiras a presenciar o túmulo vazio na manhã da ressurreição. Vemos que, mesmo em um capítulo marcado por traição e morte, a vida do Rei da Glória transparece. Tudo aponta para Aquele que escolheu um exército de homens e mulheres que, pela fé, aceitaram a graça de Jesus, o qual prometeu: “voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:3).
Logo esta guerra sangrenta terá fim, amados. Logo não teremos mais que lidar com o sofrimento e com a morte. Logo o nosso Salvador vencerá a morte, destruindo-a de uma vez por todas (1Co.15:26), e nos envolverá com Seu manto de justiça para sempre (Is.61:10). Os desafios da vida que hoje nos consomem e fatigam não mais existirão. Nunca mais teremos inimigos à espreita de nossos muros. “Nunca mais se ouvirá de violência na tua terra, de desolação ou ruínas, nos teus limites; mas aos teus muros chamarás Salvação, e às tuas portas, Louvor” (Is.60:18). Não haverá mais inimigos, apenas amigos: os santos do Altíssimo. “E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (Ap.7:17). Todos poderemos dizer: “Eu sou um dos pacíficos e dos fiéis”, não mais pelo medo da morte, mas pela vitória de Cristo sobre ela.
Que pelo poder do Espírito Santo, a nossa vida testifique do Rei Jesus, “vivendo como servos de Deus” (1Pe.2:16), para a glória de Deus.
Pai de amor eterno, Guarda de Israel, Defensor dos filhos do Teu povo, graças Te damos por nos ouvir e por falar conosco através da Tua santa Palavra! Dá-nos a alegria e a bênção de continuarmos contemplando o nosso Rei Jesus em cada capítulo da Bíblia, porque é pela contemplação que nós somos transformados. Almejamos o caráter semelhante ao de Cristo, Pai. Por isso, clamamos mais uma vez pelo batismo do Espírito Santo e Seu lavar renovador e regenerador em nossa vida para que possamos Te servir com inteireza de coração, para a Tua glória! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, servos do Rei da Glória!
Rosana Garcia Barros
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“Tendo o rei coberto o rosto, exclamava em alta voz: Meu filho Absalão, Absalão, meu filho, meu filho!” (v.4).
A morte de Absalão causou uma dor profunda e uma tristeza inconsolável no coração de Davi. Na visão de Joabe, contudo, as demonstrações de luto do rei por seu filho eram como uma grave desconsideração para com todo o povo que, lutando com bravura, arriscara a vida em favor da nação e do próprio rei. Com palavras duras, diretas e até com ameaças de sedição, o comandante do exército praticamente obrigou Davi a sair de seu luto e assumir uma postura favorável diante do povo, que já “havia fugido, cada um para a sua tenda” (v.8).
Davi atendeu às palavras de seu subordinado, mas logo reafirmou sua posição monárquica ao jurar colocar Amasa no lugar de Joabe. A atitude de Joabe ao matar Absalão, contrariando ordens expressas, e sua postura audaciosa ao ameaçar o trono, deixaram claro que ele advogava em favor de seus próprios interesses.
Não era desígnio de Davi agir com imprudência ou injustiça. Àquela altura da vida, ele desejava apenas fazer a vontade de Deus e andar com integridade. Ao poupar Simei, repartir as posses de Saul entre Mefibosete e Ziba, e abençoar seu idoso amigo Barzilai, o fatigado rei demonstrou seu sincero desejo pelo bem comum e seu zelo em ser justo com todos.
A morte é uma intrusa que aflige a humanidade desde a queda. Ela é uma interrupção naquilo que Deus criou para ser eterno. É o salário do pecado (Rm.5:12). O luto é o processo doloroso para os que ficam e sentem a ausência dos queridos que dormem. A Bíblia ensina que a morte é um sono, um estado de inconsciência (Ec.9:5; Jo.11:11-13). As Escrituras não mencionam um Céu imediato para os justos, nem um inferno em chamas eternas para os ímpios logo após o falecimento. No entanto, Satanás busca, desde o princípio, deturpar essa verdade. Como fez com Eva, ele seduz multidões com o engano: “É certo que não morrereis” (Gn.3:4), insinuando uma existência consciente além da morte.
Textos como Jó 3:13, Jó 14:10-12, Salmo 115:17, Salmo 146:4, Eclesiastes 9:5 e 10, Eclesiastes 12:7, Isaías 26:19, João 5:28-29, João 11:11-14, 1Coríntios 15:54, 1Tessalonicenses 4:16, Hebreus 11:13 confirmam que a morte é uma interrupção da consciência até que o Senhor desperte os mortos para a ressurreição da vida ou para a ressurreição do juízo. Na tentativa de Davi em ser justo, encontramos uma lição sobre o juízo divino. Não há harmonia entre a justiça de Deus e a ideia de um inferno que arde eternamente para atormentar pecadores.
Primeiro, Deus não eternizará o que Cristo veio destruir: o pecado e seus resultados. Segundo, a Bíblia afirma que, na nova terra, “já não haverá luto, nem pranto, nem dor” (Ap.21:4), o que exclui um lugar de tormento eterno coexistindo com a eternidade. Terceiro, a destruição final foi preparada para “o diabo e seus anjos” (Mt.25:41); os ímpios nela perecerão por rejeitarem a redenção e não se arrependerem de seus pecados.
Como explicar, então, expressões como “fogo eterno” ou “atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos”? Se as leis humanas possuem uma dosimetria da pena — e nós, cujas justiças são como “trapo da imundícia” (Is.64:6), dosamos a punição conforme o ato —, será que Deus, a própria Essência da Justiça, castigaria alguém por tempo infinito por pecados cometidos em um tempo finito?
Amados, o Dia do Senhor se aproxima e “arde como fornalha” (Ml.4:1). Haverá, sim, um lago de fogo, mas ele é “eterno” em suas consequências, e não em sua duração, assim como ocorreu com Sodoma e Gomorra (Judas 7). Deus destruirá pecado e pecadores para todo o sempre. Nunca mais o Universo terá uma mancha sequer do mal. A única lembrança do grande conflito serão as marcas nas mãos de nosso Redentor. Ao olharmos para Jesus, exclamaremos: “Glória ao Justo!” (Is.24:16). DEle declararemos eternamente: Ele é o nosso “Senhor, Justiça Nossa” (Jr.23:6).
Nosso Salvador voltará! Hoje é o tempo oportuno para renovar nossa aliança com Ele. A comunhão diária nos concede poder para perseverar; a verdade, que é a Sua Palavra, é o que nos ensina, nos santifica e ilumina o caminho de nossa peregrinação; e a oração nos liga em amizade íntima com o Senhor. Não perca esse privilégio! Quer sejamos despertados do sono da morte, quer estejamos vivos em Sua vinda, que Ele nos encontre preparados. “Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus” (Am 4:12).
Pai Celestial, Tua ira é passageira, mas o Teu amor é eterno. O Senhor é longânimo para conosco e espera por nós. Arranca de nós toda raiz de amargura que porventura esteja nos afastando de Ti. Eu creio, Senhor, que estamos entrando no clímax do grande conflito e logo aparecerá no céu o sinal do nosso Redentor. Que a nossa vida esteja escondida no Senhor, ó Altíssimo, e a justiça do Teu Filho seja a nossa vestimenta. Em nome dEle e pelos méritos dEle nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, cobertos da justiça de Cristo!
Rosana Garcia Barros
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“Deu ordem o rei a Joabe, a Abisai e a Itai, dizendo: Tratai com brandura o jovem Absalão, por amor de mim. Todo o povo ouviu quando o rei dava ordem a todos os capitães acerca de Absalão” (v.5).
Revigorados pela força dos suprimentos, Davi e seu exército prepararam uma investida contra Absalão e seus homens. O rei sabia que não seria uma batalha fácil, pois seus homens teriam de combater contra seus próprios irmãos. Julgou, então, que sua presença na guerra seria um meio de fortalecê-los e animá-los. Mas o povo sabia que, ao avistarem Davi, este seria o alvo da mais terrível perseguição, o que tornaria o confronto ainda mais difícil.
Davi, porém, tinha outro interesse em acompanhar o exército: garantir a vida de Absalão. Ainda que acatando a vontade do povo, suas últimas palavras antes da partida foram ditas a todos como uma ordem real e um apelo paterno: “Tratai com brandura o jovem Absalão, por amor de mim” (v.5).
Davi apelou ao coração do povo: “Se vocês me amam, se me consideram, então preservem a vida de meu filho”. “Todo o povo ouviu” (v.5) o comovente apelo do rei e pai que ansiava pelo fim daquele pesadelo. Mesmo sendo um homem acostumado à guerra, Davi nunca imaginou ter que dar voz de batalha contra seus próprios irmãos, nem tampouco contra seu próprio filho.
Contudo, acima do amor de Davi por Absalão, estava o amor do Senhor por Israel. Absalão havia se tornado obstinado em sua ambição de assumir o trono e, mesmo que não fosse a vontade de Deus que ele tivesse uma morte tão cruel, colheu o que ele mesmo plantou. Jamais poderia assumir o lugar que o Senhor havia destinado ao Seu escolhido. Disso dependia o futuro de Israel e da linhagem da qual descenderia o verdadeiro e divino Rei vindouro.
Há um inimigo ao nosso redor pronto a romper o nosso coração com seus dardos fatais. Aproveitando-se da fragilidade humana, suas tentações têm consumido a vida de muitos que, ao entrarem no “bosque encantado” de seus enganos, ficam presos pela cabeça através de ideologias e filosofias demoníacas. Estas, se não abandonadas prontamente, tornam-se ciladas para a morte.
Mas, assim como os primeiros ferimentos não foram a causa imediata da morte de Absalão, há esperança para os que estão gravemente feridos pelo pecado. Antes que Satanás envie seus executores, Cristo apela aos corações impenitentes a fim de livrá-los da destruição. Aquele que, por nós, ficou pendurado no madeiro, clama aos filhos dos homens para que se arrependam e se preparem para o reino de eterna paz que Ele já nos garantiu.
Regadas a lágrimas, as comoventes palavras de Davi ecoaram: “Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão! Quem me dera que eu morrera por ti, Absalão, meu filho, meu filho!” (v.33). O mundo, porém, não pôde ouvir o choro e o clamor do Pai Celestial quando Seu único Filho foi morto pelos nossos pecados. As trevas daquele dia, o terremoto que sacudiu as estruturas de Jerusalém, o véu do santuário rasgado de alto a baixo e a ferida no corpo do Salvador a verter sangue e água foram pequenas demonstrações da insuperável dor no coração de Deus. Enquanto dez homens executaram o maligno propósito de matar Absalão, doze legiões de anjos estavam prontas a obedecer a uma só palavra de Cristo e tirá-Lo da ignomínia da cruz, caso Ele pedisse (Mt.26:53).
A palavra evangelho significa “boas-novas”, boas notícias. Como Davi almejou ouvi-las! Seu coração de pai não o permitiu entrar na cidade; antes, “assentado entre as duas portas da entrada” (v.24), aguardava com expectativa alguém que lhe declarasse o evangelho. Logo, porém, teve que ouvir: o povo venceu, mas seu filho morreu.
Hoje, o evangelho do reino, o evangelho da paz, o evangelho eterno resume-se no seguinte fato: porque Cristo morreu, Seu povo venceu. Porque Ele venceu a morte eterna, oferece-nos gratuitamente a vida. Nestes últimos dias, em que nos aproximamos com rapidez do Dia de nosso resgate, temos o privilégio e a oportunidade dada por Deus de sermos Seus portadores de boas-novas. Na primeira vinda de Cristo, Deus enviou o Seu anjo para anunciar aos pastores: “Não temais; eis que vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo” (Lc.2:10).
Com convicção e alegria devemos nós, como mensageiros do evangelho eterno, proclamar ao mundo: “Eis o Noivo! Saí ao Seu encontro!” (Mt.25:6). O Pai chorou naquele fatídico dia para que pudéssemos sorrir no glorioso Dia de Seu Filho. Olhar para Jesus, para a cruz e para o sepulcro vazio é o que torna o evangelho uma notícia sempre viva e eficaz. Estude as Escrituras e o Espírito de Profecia! Ore fervorosa e insistentemente! Clame pelo Espírito Santo! Pois estamos às portas do evento glorioso que todo olho verá (Ap.1:7).
Estamos vivendo dias decisivos. Não podemos dar ouvidos às insinuações de Satanás, que planeja criar conflitos entre irmãos. “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios” (1Tm.4:1). Sabemos que muitos se levantarão pregando um evangelho diferente, mas, como afirmou Paulo: “ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (Gl.1:8).
Portanto, meus amados irmãos, cumpre-nos atentar para o que está escrito: “Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão. Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. Porque, ainda dentro de pouco tempo, Aquele que vem virá e não tardará” (Hb.10:35-37).
Senhor, nosso Deus, através do fim trágico de Absalão podemos ver o quanto o pecado é destrutivo e o quanto o mal é perigoso e fatal. Pai, toma o nosso coração em Tuas mãos e purifica-o mediante o lavar renovador e regenerador do Espírito Santo! Breve o Senhor voltará e nós queremos estar preparados e preparando outros! Tem misericórdia da nossa mente, Pai, para que ela esteja sob o governo do Teu Espírito! E volta logo, Santo Deus! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, portadores de boas-novas!
Rosana Garcia Barros
#2SAMUEL18 #RPSPComentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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“[…] Este povo no deserto está faminto, cansado e sedento” (v.29).
Aitofel era um dos homens de confiança de Davi. Seus conselhos eram recebidos “como resposta de Deus a uma consulta” (2Sm.16:23). Com o trono de Davi ameaçado, Aitofel prontamente aliou-se a Absalão, sendo por este estimado com a mesma reverência que Davi lhe dedicava. Contudo, por providência divina, seu último conselho não recebeu a confiança habitual, e o crédito foi dado às palavras de Husai — que servia a Absalão como espião para manter Davi ciente dos planos do filho rebelde.
Ainda que estivesse em uma situação aparentemente vantajosa, Absalão desconsiderou que o povo ainda amava a Davi e que este deixara aliados estratégicos em Jerusalém. A profanação do leito de Davi, incentivada por um conselho de Aitofel, fez recair sobre ambos as consequências de suas próprias obras. Como está escrito: “Faz-se conhecido o Senhor pelo juízo que executa; enlaçado está o ímpio nas obras de suas próprias mãos” (Sl.9:16). Mais cedo ou mais tarde, o pecado revela seus terríveis resultados e, na ausência de um arrependimento genuíno, a morte torna-se o salário final.
Apesar de receber a mensagem a tempo de escapar, Davi e seus seguidores estavam física e emocionalmente esgotados. Ciente de que o avanço de Absalão era iminente, o rei precisava renovar suas forças. Os suprimentos que chegaram até eles foram providenciados por mãos movidas pelo Céu, reafirmando que Deus nunca desampara Seus filhos. O próprio Davi reconheceria isso mais tarde: “Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão” (Sl.37:25).
Diante de um mundo corrompido, Jesus advertiu: “Um irmão entregará à morte outro irmão, e o pai, ao filho; filhos haverá que se levantarão contra os progenitores e os matarão” (Mt.10:21). Neste grande conflito, onde cada família é alvo da ira do inimigo, há uma promessa segura para o fiel e cansado povo de Deus: “Ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais” (Ml.4:6). Há esperança de restauração para as famílias que clamarem por essa obra. O Espírito Santo, como agente divino, possui toda a sabedoria necessária; cabe-nos pedir o que o Céu disponibiliza de forma abundante e generosa.
Mesmo que o deserto da vida seja fatigante, o Senhor prometeu o suprimento necessário para a perseverança até a vitória final. Assim como aquele pequeno grupo se uniu a Davi em desvantagem, aquele que, unido a Cristo, “perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13). Você tem orado por seus filhos e por seu cônjuge? Separe um momento diário para essa intercessão especial. Jesus deseja salvar a sua família. Não permita que as ameaças do inimigo enfraqueçam sua fé. Mais do que nunca, é tempo de atender às palavras do Mestre: “Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima” (Lc.21:28).
Senhor, nosso Deus, há um inimigo com legiões de anjos maus em nosso encalço tentando destruir a nossa fé e a nossa família, pois sabe que pouco tempo lhe resta. E se eles trabalham com tanto afinco para destruir a humanidade, não deveríamos nós estar clamando pelo batismo do Espírito Santo a fim de que trabalhemos contra as obras das trevas? Ó, Pai do Céu, tem misericórdia de nós! Perdoa a nossa letargia e nos desperta para a grande obra final, a começar pelos de casa! A nossa família é preciosa aos Teus olhos e foi comprada pelo sangue carmesim do nosso Redentor. Ajuda-nos e nos ensina a manter os nossos olhos na cruz, no precioso sacrifício que nos deu vida, e vida eterna! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, famílias vitoriosas em Cristo!
Rosana Garcia Barros
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“O rei e todo o povo que ia com ele chegaram exaustos ao Jordão e ali descansaram” (v.14).
É de se admirar a atitude de Davi em relação ao que lhe disse Ziba. Com presentes que, naquele momento, atendiam às necessidades prementes do rei e de seus homens, Ziba encontrou a oportunidade perfeita para usurpar o que pertencia a Mefibosete. Mesmo sem buscar a verdade dos fatos, Davi consentiu com a ambição daquele homem, ferindo a aliança que estabelecera com Jônatas. Veremos adiante, no capítulo 19, que a decisão de Davi para com Mefibosete foi precipitada e injusta.
Aquele ato de injustiça foi sucedido por uma jornada difícil e extremamente fatigante. Eis que “um homem da família da casa de Saul, cujo nome era Simei” (v.5), atirando pedras, ia “caminhando e amaldiçoando” (v.13) a Davi. Novamente, o rei demonstrou uma reação imprevisível. Diante de um trajeto marcado por insultos e pedradas que ameaçavam sua integridade física, Davi prosseguia como se nada estivesse acontecendo, impedindo, inclusive, que seus valentes revidassem contra aquele homem.
Sua perspectiva quanto à atuação divina levava-o a crer que até mesmo aquela maldição poderia ser um instrumento de Deus para discipliná-lo. Davi estava disposto não apenas a receber as bênçãos do Senhor, mas também a aceitar Sua correção. Embora Deus não fosse o mentor daquela perseguição cruel, Davi tinha consciência de que a misericórdia divina transcende qualquer maldição, pois “os que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não se abala, mas permanece para sempre” (Sl.125:1). Davi não se deixou abalar pela prova; permaneceu firme porque sua âncora estava no Senhor.
Deus não foi o autor da rebelião de Absalão, nem da abominação cometida por ele com as concubinas de seu pai. No entanto, Ele permite que o pecado revele seus efeitos mais nefastos. A profecia de Natã sobre a vergonha pública de Davi foi a revelação do desdobramento natural de suas escolhas anteriores (2Sm.12:11). Davi, em sua contrição, aceitava a humilhação como parte de um processo de justiça do qual se sentia merecedor. Sua chegada ao Jordão concedeu-lhe, finalmente, o almejado descanso físico e emocional.
Suspeitas infundadas e fofocas podem nos levar à quebra do nono mandamento: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êx.20:16). Ouvir apenas um lado da história nos torna passíveis de cometer graves injustiças. Davi errou ao aceitar os subornos de Ziba, mas ofereceu uma lição magistral de humildade e domínio próprio ao ignorar as ofensas de Simei. Embora tenha demonstrado certo desconhecimento ao atribuir a Deus a maldição proferida por Simei, revelou uma confiança inabalável na bondade do Senhor.
Muitos depositam sua confiança em seres humanos tão falíveis quanto eles próprios. Contudo, ao perceberem a primeira falha, a decepção torna-se maior do que a admiração anterior. Davi foi um homem segundo o coração de Deus, mas o Senhor não ocultou suas quedas. Saber que um homem que falhou gravemente encontrou o perdão divino nos assegura que Deus está sempre pronto a perdoar quem se aproxima dEle com sinceridade. Sigamos a Jesus, nosso Modelo perfeito, confiantes de que, muito em breve, pela graça e misericórdia do Senhor, nossas aflições darão lugar ao descanso eterno.
Pai de amor eterno, nós Te agradecemos por Tua maravilhosa graça! Quando olhamos para a vida de Davi, seus altos e baixos, mas ao mesmo tempo a sua perseverança e confiança em Ti, percebemos que ele compreendeu a salvação pela graça. Nós desejamos, Senhor, acertar mais e errar menos, mas sabemos que a nossa natureza é pecaminosa e dependemos completamente da Tua graça mediante a justiça do nosso Redentor. Mas ajuda-nos, Senhor, a entender que a Tua graça não é uma desculpa para pecar, muito pelo contrário, ela nos confere poder para vivermos uma vida santa e irrepreensível ao Teu lado. Concede-nos a perseverança para andarmos com o Senhor até o fim. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, perseverantes de Deus!
Rosana Garcia Barros
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“Seguiu Davi pela encosta das Oliveiras, subindo e chorando; tinha a cabeça coberta e caminhava descalço; todo o povo que ia com ele, de cabeça coberta, subiu chorando” (v.30).
Como uma víbora do deserto, Absalão aguardava o momento certo para dar o bote. Estrategista político, seduzia o povo com sua beleza e um discurso agradável. Fazia promessas, cumprimentava a todos com simpatia e os beijava; “assim, ele furtava o coração dos homens de Israel” (v.6). De tal forma que “tornou-se poderosa a conspiração, e crescia em número o povo que tomava o partido de Absalão” (v.12).
Quando Davi soube do ocorrido, percebeu imediatamente que precisava fugir. Com ele, partiram todos os que lhe permaneceram fiéis. A lealdade de Itai, um estrangeiro, evoca a fidelidade de Rute para com Noemi: ambos colocaram em risco a própria vida por amor a quem os havia acolhido. Sob a constante tensão de um filho que ousou desafiar a autoridade e o governo do pai, houve grande comoção em Israel: “Toda a terra chorava em alta voz” (v.23).
A reação de Davi diante daquela situação foi de profunda humilhação perante o Senhor e conformidade com a vontade divina: “eis-me aqui; faça de mim o que melhor Lhe parecer” (v.26). É provável que Davi ainda carregasse a culpa por seus erros passados — um fardo doloroso e difícil de suportar. Além disso, seu coração de pai estava dilacerado; por isso, andava “subindo e chorando”, e não havia entre o povo que o seguia quem não chorasse também.
Muitos hoje angariam a simpatia e a confiança alheia com palavras lisonjeiras e promessas tentadoras. Para alcançar seus objetivos, projetam uma imagem que não condiz com o conteúdo. Assim como Absalão, furtam o coração dos incautos e daqueles que, “na sua simplicidade” (v.11), ainda não perceberam a malícia em que estão envolvidos. Pior do que ser enganado por um político secular, que tem o poder limitado de nos prejudicar, é ser ludibriado por um “político” religioso, cujo engano pode custar o prejuízo eterno.
A Bíblia, amados, é a pura revelação de Deus e a única regra de fé e prática que deve reger nossa vida. Somente pela comunhão com Deus, através das claras verdades de Sua Palavra, podemos distinguir uma “campanha” para angariar membros e recursos de um sermão pregado com a autoridade de um “assim diz o Senhor”. Enquanto multidões abarrotam lugares visando apenas resolver suas demandas terrenas, Deus procura Seus verdadeiros adoradores que, “subindo e chorando”, “gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela” (Ez.9:4).
De que lado estamos hoje? Da falsidade e facilidade, ou da verdade e perseverança? O Senhor há de recompensar Seus servos fiéis que têm sofrido sob os golpes do pecado. Ele nos prometeu: “Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes” (Sl.126:6). As únicas promessas em que devemos depositar nossa total confiança são as da Palavra de Deus. Jamais seremos enganados por fábulas humanas se nossa confiança estiver firme no Senhor, pois “Ele permanece fiel” (2Tm.2:13).
Nosso amado Deus, louvado seja o Teu nome por quem Tu és, por Tua bondade, graça e fidelidade para conosco! Como necessitamos do Espírito Santo a cada passo! Entendemos, Pai, que vivendo nos últimos dias, estamos em tempo de urgência. Precisamos tocar a trombeta do Teu evangelho eterno em todo o mundo. O inimigo tem feito a sua campanha sedutora, e só estaremos seguros se estivermos firmes no sólido alicerce da Tua Palavra. Ó, Senhor, que a Tua Palavra seja o nosso alimento e espada! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, fiéis servos de Deus!
Rosana Garcia Barros
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“Não havia, porém, em todo o Israel homem tão celebrado por sua beleza como Absalão; da planta do pé ao alto da cabeça, não havia nele defeito algum” (v.25).
Percebendo “que o coração do rei começava a inclinar-se para Absalão” (v.1), Joabe valeu-se da encenação da mulher tecoíta para atingir seu objetivo e garantir o retorno do provável sucessor do trono. O espírito guerreiro e a beleza admirável faziam de Absalão o mais forte e aclamado candidato a assumir a posição de seu pai. O seu retorno a Jerusalém, contudo, foi condicionado à privação de ver a face de Davi.
Absalão esperara dois anos para vingar a desonra de sua irmã e, agora, esperava mais dois para que seu pai o chamasse à sua presença. Após dois cortes de seu pesado cabelo e o nascimento de uma filha a quem chamou Tamar — prova do carinho e zelo que nutria pela irmã —, Absalão, percebendo o descaso de Joabe, apelou para o vandalismo movido pelo desespero de sua urgente necessidade. Ele não queria apenas ver o “rei” Davi; ele queria ver o seu “pai” Davi.
Após ouvir a mensagem do filho, o rei mandou chamá-lo e, diante da humilde e comovente apresentação de Absalão, Davi o beijou. Não deve ter sido fácil para Davi relevar o fato de que aquele belo homem era o assassino de seu primogênito. Quando Caim matou Abel, o Senhor cuidou de afastar Caim do convívio com os pais, poupando Adão e Eva de sentimentos que poderiam ameaçar-lhes a salvação. Davi, contudo, fora omisso quanto à punição de Amnom, provavelmente por julgar-se moralmente incapaz de corrigi-lo devido ao seu próprio pecado contra Bate-Seba e Urias.
Enquanto o mundo celebra a beleza exterior, Deus exalta a interior. Certamente haveria mais beleza na Terra se o amor prevalecesse. Com a entrada do pecado, nossos primeiros pais foram privados de contemplar a face de Deus. Mas um Descendente lhes foi prometido (Gn.3:15). Uma profecia lhes foi dada. E, no tempo determinado, “um menino nos nasceu, um filho se nos deu” (Is.9:6). Todavia, ao contrário da celebrada formosura de Absalão, Ele “não tinha aparência nem formosura […] nenhuma beleza havia que nos agradasse” (Is.53:2).
Absalão não possuía defeito físico; Jesus não possuía defeito de caráter. Absalão matou seu irmão por vingança; Jesus morreu para que Seus irmãos “tenham vida e a tenham em abundância” (Jo.10:10). Absalão usou de vandalismo para chegar ao pai; na cruz, Jesus rasgou o véu que nos privava do Santíssimo e, por meio dEle, reconciliou-nos com o Pai.
Em breve, Ele virá pela segunda vez, e Seu maior desejo é receber-nos em Seu reino eterno com um beijo. “Mas quem poderá suportar o dia da Sua vinda? E quem poderá subsistir quando Ele aparecer?” (Ml.3:2). A Bíblia nos responde: “O que é limpo de mãos e puro de coração” (Sl.24:4). Eis a verdadeira beleza que podemos portar: o caráter de Cristo em nós!
Santo e Eterno Deus, como diz a Tua Palavra: “enganosa é a graça e vã a formosura”; mas uma vida guiada pelo Teu Espírito, como é linda aos Teus olhos! Concede-nos um espírito manso e tranquilo, um caráter semelhante ao do nosso Salvador! Opera esse milagre em nós, Pai do Céu! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, belos aos olhos de Deus!
Rosana Garcia Barros
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