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“Farás também um altar para queimares nele o incenso; de madeira de acácia o farás” (v.1).
No altar de incenso, que ficava em frente ao véu que fazia a separação entre o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo, deveria ser queimado diariamente o incenso aromático, especialmente preparado para aquele fim. Seu fragrante aroma perfumava todo o ambiente. Aquele altar era um símbolo do ministério de intercessão de Cristo, que continuamente intercede por nós perante o Pai e, a queima do incenso, representava “as orações dos santos”, ascendendo ao Céu como aroma agradável a Deus (Ap.8:4). O altar de incenso era o objeto mais próximo do Lugar Santíssimo. Bem atrás do véu estava a manifestação da glória de Deus; e poder ministrar tão próximo à gloriosa presença do Senhor era, de fato, uma experiência inesquecível e singular.
O “recenseamento dos filhos de Israel” (v.12) era uma contagem de todos os homens com idade a partir dos vinte anos, geralmente para fins de guerra, como uma espécie de alistamento militar. Neste caso, o objetivo principal era o de arrecadar as ofertas que provavelmente seriam utilizadas na construção do santuário. Havia um valor específico para esta oferta, um valor determinado por Deus que colocava pobres e ricos em pé de igualdade. Todos ofertavam de forma igualitária. Uma clara confirmação de que “para com Deus não há acepção de pessoas” (Rm.2:11). Assim como a oferta para expiação de cada israelita era igual, Cristo fez expiação por cada um de nós com uma única oferta.
Antes de entrar na tenda da congregação a fim de cumprirem seus deveres diários, os sacerdotes precisavam passar pela “bacia de bronze” (v.18), ou pia da purificação. Só após lavarem “as mãos e os pés” (v.19) poderiam oficiar no Lugar Santo. Nenhum sacerdote poderia oficiar no altar ou entrar no Santo Lugar sem se lavar, ou, do contrário, morreria. Jesus nos oferece a água da vida. Só Ele pode nos purificar de nossos pecados. Lavar as mãos e os pés simboliza o fazer a vontade de Deus e o caminhar em Seu caminho eterno, por meio da obra do Espírito Santo no coração. Cristo deseja filtrar em nossa vida todas as impurezas que nos impedem de avançar espiritualmente, a fim de que alcancemos “a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb.12:14); uma obra que é realizada diariamente pelo Espírito Santo (Tt.3:5).
A Moisés também foi dada a ordem de ungir a tenda da congregação, desde o Lugar Santíssimo até o pátio, inclusive Arão e seus filhos. Ele foi o primeiro homem a entrar no Santo dos Santos, antes mesmo de Arão. Aquele óleo, preparado de forma exclusiva para o uso sagrado, simbolizava o Espírito Santo. Oh, quanto necessitamos dessa unção diária! Deve ser o mais alto clamor da alma, o mais ardente desejo do coração de todo o crente, a oração mais insistente, a busca incessante! O Senhor tem prazer em nos dar o Seu Espírito mais do que um pai tem prazer em presentear um filho (Lc.11:13). A unção ou batismo diário com o Espírito Santo não se resume a manifestações sobrenaturais, mas na colheita de Seu fruto: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gl.5:22-23).
Tudo o que era preparado para o santuário tinha o seguinte peso: “é santo e será santo para vós outros” (v.32). Nada do que ali estivesse e nada do que fosse preparado para o seu uso poderia ser utilizado de forma comum. O óleo da santa unção e o incenso, “perfume segundo a arte do perfumista” (v.35), eram especialmente preparados no cadinho de Deus através de homens hábeis por Ele capacitados. Muitas são as lições sobre santidade que podemos extrair do estudo do santuário, amados. Deus desejava imprimir na mente do Seu povo a diferença entre o santo e o comum, entre o puro e o imundo. Mas também fortalecer na mente de todos, ricos e pobres, que perante Ele somos todos iguais, que o Senhor nos ama na mesma medida.
Como santuários do Espírito Santo (1Co.6:19), precisamos contextualizar as lições do santuário em nossa vida. Não se trata da simples leitura de símbolos antigos, mas do estudo de aplicações espirituais práticas que nos preparam para o breve encontro com o nosso Senhor e Salvador. Sem acepção, o Senhor nos escolheu para sermos santos. Creio que o texto a seguir resume bem a mensagem do capítulo de hoje: “Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo Aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: ‘Sede santos, porque Eu sou santo’. Ora, se invocais como Pai Aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação” (1Pe.1:14-17).
Como Israel, somos todos peregrinos em terra estranha. Oremos e clamemos ao Senhor pelo batismo diário do Espírito Santo. Que possamos abandonar tudo o que não nos edifica e ser fortalecidos pelo poder do alto. Certamente, o Espírito de Deus nos ungirá, nos santificará e nos conduzirá à vida eterna.
Nosso Pai Celestial, como Tu és santo, precisamos também ser santos. Mas essa é uma obra que está fora do nosso alcance operar. Por isso, nos entregamos aos cuidados do Espírito Santo para que Ele viva em nós e realize em nosso coração tudo o que for preciso para nos santificar e nos preparar para o alto clamor e para o encontro Contigo. Temos saudades de Ti, Pai! Todos nós! Ouve o nosso clamor, pois queremos ir para o Lar! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, santos do Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
#Êxodo30 #RPSP
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“E habitarei no meio dos filhos de Israel e serei o seu Deus” (v.45).
A Moisés coube a responsabilidade de cumprir cada etapa da cerimônia de consagração de Arão e seus filhos. Ao chamá-lo para a grande missão de libertar os filhos de Israel do Egito, em determinado momento o Senhor lhe disse: “Vê que te constituí como Deus sobre Faraó, e Arão, teu irmão, será teu profeta” (Êx.7:1). Como um tipo de Cristo, além de conduzir o povo para a liberdade, Moisés foi designado para realizar a figura de uma obra que só Cristo pode realizar. Antes mesmo que pudessem oficiar como sacerdotes no santuário, Arão e seus filhos tiveram de se submeter a um ritual simbólico, e a participação deles se resumiu em estender a mão sobre os sacrifícios para confissão e perdão de seus pecados. Fora isso, tudo o mais foi feito por Moisés.
Imagino o sentimento inaugural de impotência e o constrangimento ao saber que seriam lavados e vestidos por Moisés. Arão pode ter pensado que seria melhor se ele mesmo pudesse tomar o seu próprio banho sozinho, mas quão significativo era aquele momento em que tinha que confiar plenamente em tudo o que Moisés fazia. Quão preciosa seria aquela primeira lição de dependência e de humilhação! Ficariam sempre gravadas no coração de Arão e de seus filhos as cenas iniciais de seu ministério. Era um claro recado de Deus de que o ofício sacerdotal, antes de qualquer outra coisa, dependia inteiramente da direção divina. E que a única participação humana no plano da salvação é a nossa entrega, simbolizada pelo ato de estender as mãos de Arão e seus filhos sobre os cordeirinhos (v.10, 15 e 19).
O sangue daqueles sacrifícios, além de ser aspergido sobre o altar, também foi ordenado a Moisés que o pusesse “sobre a ponta da orelha direita de Arão”, bem como de seus filhos, e que o mesmo processo fosse feito “sobre o polegar de sua mão direita e sobre o polegar do seu pé direito” (v.20). Este era um símbolo da perfeita obediência. Suas vidas deveriam ser exemplo daqueles que ouvem, fazem e andam conforme a vontade do Senhor. Especialmente a Arão, cumpria o dever de ser um homem consagrado a Deus e imprimir na mente de seus filhos o testemunho que os capacitaria a assumir o seu lugar após a sua morte, como está escrito: “As vestes santas de Arão passarão a seus filhos depois dele, para serem ungidos nelas e consagrados nelas” (v.29).
Dependência, humildade, entrega e obediência: eis o que o Senhor espera do Seu povo, especialmente de Seus líderes. Homens e mulheres que estejam dispostos a aceitar que, antes de serem líderes, precisam ser servos. A obra de consagração e santificação realizada por Moisés representa a obra feita por Cristo em favor da humanidade. Jesus nasceu como um bebê indefeso e completamente dependente do cuidado de seus pais terrestres. Foi lavado, vestido e alimentado por eles. E quando finalmente chegou o momento de cumprir o Seu ministério, foi batizado por João Batista e viveu para servir em obediência ao Pai até a morte “e morte de cruz” (Fp.2:8). Foi a Sua vida de perfeita obediência e incomparável serviço que nos garantiu a vitória em Sua ressurreição e ascensão.
É por isso que crer em Cristo envolve muito mais do que simplesmente acreditar; tem a ver com submissão e entrega à vontade de Deus. E as ofertas contínuas ou sacrifícios diários revelavam bem esta entrega, que deve ser diária e constante. O sacrifício da manhã e o sacrifício da tarde representavam a verdadeira adoração a Cristo. Assim como a Arão cumpria passar para seus filhos as suas vestes santas, aos pais cumpre a responsabilidade de transmitir a seus filhos, através de uma vida consagrada a Deus, o sagrado privilégio da adoração ao Deus único e verdadeiro. Temos feito do nosso lar um lugar de adoração ao Senhor? Pode o Senhor dizer de nossa casa: “onde vos encontrarei, para falar contigo ali” (v.42)?
Meus amados irmãos, a nossa luta, como bem declarou o apóstolo Paulo, não é contra pessoas, mas é um grande conflito contra as forças do mal regidas pelo Maligno (Ef.6:12). E assim como Arão e seus filhos tiveram de se submeter a serem vestidos por Moisés, precisamos nos submeter ao Senhor a fim de que Ele nos vista da Sua armadura (Ef.6:10) e lave as nossas vestiduras no sangue do Cordeiro (Ap.7:14). E como fazer isto? A resposta está no “holocausto contínuo” (v.42), em uma vida de constante comunhão com o Deus que nos salvou. Pela fé, ouçamos a voz de Jesus a nos falar neste momento: “Ainda dormis e repousais! Basta! Chegou a hora[…] Levantai-vos, vamos!” (Mc.14:41 e 42).
Despertai, pais! Despertai, filhos! Despertai, ministros do Senhor! Despertai, povo de Deus! É tempo de consagração, de unção e de santificação. É tempo de nosso lar ser um pedacinho do Céu na Terra. É tempo de confissão e de arrependimento. É tempo de buscar ao Senhor enquanto O podemos achar, pois a profecia de Amós se apressa para o seu cumprimento: “Eis que vêm dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra, não de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor. Andarão de mar a mar e do Norte até ao Oriente; correrão por toda parte, procurando a Palavra do Senhor, e não a acharão” (Am.8:11-12). Seja o nosso coração um sacrifício contínuo de amor ao Deus que nos salvou, e todos saberão que Jesus é o Senhor, o nosso Deus, o nosso Redentor.
Nosso Pai amado, quão preciosa é a Tua Palavra e quão importante é o conhecimento sobre o santuário, pois ele nos aponta a Cristo e Sua obra redentora. Ó, Deus eterno, continua iluminando a nossa mente e aquecendo o nosso coração com Tuas palavras, para que sejamos santificados a cada dia, até que estejamos prontos para Te encontrar! Desperta-nos, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, povo cujo Deus é o Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Êxodo29 #RPSP
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“Farás vestes sagradas para Arão, teu irmão, para glória e ornamento” (v.2).
Arão e seus filhos foram separados por Deus para o ofício sacerdotal. Mas antes de “oficiarem como sacerdotes” (v.1), tiveram que passar por uma cerimônia de unção e consagração, que incluía vestimentas especialmente prescritas por Deus. As vestes de Arão, o sumo sacerdote, possuíam um caráter superior às vestimentas de seus filhos. Como cada detalhe que preenchia o tabernáculo, cada parte das vestes de Arão tinha um significado especial e diretamente relacionado à adoração ao Eterno.
Apesar da liderança de Moisés representar a voz de Deus para o povo, a liderança espiritual na pessoa do sumo sacerdote representava a figura de Cristo. Se o sumo sacerdote cometesse algum pecado e não o confessasse, todo o povo sofreria as consequências, como se todos tivessem pecado. Assim como se Cristo houvesse cometido pecado, toda a humanidade sofreria a inevitável consequência da morte eterna. Portanto, a função do sumo sacerdote era, de fato, de extrema responsabilidade e relevância. O fiel cumprimento de seu ofício promovia no povo semelhante compromisso com as coisas santas e gerava resultados positivos no crescimento espiritual e na prosperidade da nação.
Deus não mandou simplesmente que confeccionassem uma roupa com artigos de luxo. Ele capacitou “homens hábeis a quem” encheu “do espírito de sabedoria” (v.3), a fim de vestir Arão e os demais sacerdotes com o mapa da salvação. Com “obra esmerada” (v.6), Deus desenhou nas vestes de Arão a mensagem que deveria acompanhar Israel como “estatuto perpétuo” (v.43). Nas “duas pedras nas ombreiras da estola sacerdotal”, Arão deveria levar os nomes dos filhos de Israel “sobre ambos os seus ombros, para memória diante do Senhor” (v.12). A Arão cabia a responsabilidade de levar as cargas e os pecados do povo. Da mesma forma, em cada pedra preciosa do “peitoral do juízo”, estavam os nomes de cada tribo dos filhos de Israel que ele levaria “sobre o seu coração […] para memória diante do Senhor continuamente” (v.29). Deveria ser um ministério igualmente regido pelo amor e pela compaixão.
As campainhas nas orlas de suas vestes e a beleza da conjuntura de sua indumentária refletiam sobre todo o povo uma reverência que jamais havia sido despertada ao avistar uma figura humana. O suave som que das orlas emitia, o brilho das pedras em seus ombros e peitoral, a inscrição “Santidade ao Senhor” (v.36), gravada em sua tiara de ouro sobre a fronte, compunham a imagem que o Senhor deseja imprimir sobre o Seu povo. Mas, especificamente, há um recado divino sobremodo relevante para todo ministro do evangelho. Deus chama homens que estejam dispostos a carregar as cargas de suas ovelhas e a levá-las no coração; homens que não se conformam com este século, mas que, cheios do Espírito Santo e pela graça de Deus, buscam carregar em sua fronte a divina inscrição: “Santidade ao Senhor” (v.36); homens que não procuram a própria vontade, mas que se agradam em fazer a vontade de Deus e cujas vestes revelam a justiça de Cristo; homens cuja vida é uma suave melodia de consagrada dedicação por onde passam.
O ministério de Arão não foi fácil. Era um ministério de inteira dedicação, renúncia e abnegação da própria vida. Arão era um ser humano com tendências pecaminosas como qualquer um de nós. Mas foi eleito por Deus para uma função singular e santa. Da mesma maneira, precisamos olhar para os nossos líderes espirituais como homens ungidos, consagrados e santificados (v.41) pelo Senhor para ministrarem como sacerdotes de Sua igreja. Como figuras públicas, sobre eles recai a grande responsabilidade de assumir com fidelidade o papel que lhes é designado. É uma missão que requer uma íntima e constante comunhão com Deus. Nada mais oportuno do que aproveitarmos o dia de hoje para nos unirmos em oração pelos ministros do Senhor. Oremos por nossos pastores, por suas famílias e para que a mesma unção, consagração e santificação sejam derramadas pelo Espírito Santo na vida de cada um deles.
Nosso bom Pastor, graças Te damos porque o Senhor nos oferece as vestes de justiça do Teu Filho amado no lugar de nossos trapos de imundícia! Nunca poderíamos entrar nas bodas do Cordeiro sem as vestes nupciais. Por isso, Te agradecemos por Tua graciosa providência! Nós Te pedimos, hoje, de forma especial, que abençoes os Teus ministros, os pastores, concedendo-lhes o Espírito Santo em grande medida. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Um bom dia ao povo de Deus e em especial a cada ministro do evangelho! Que o Senhor os abençoe neste sagrado ofício!
Rosana Garcia Barros
#Êxodo28 #RPSP
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“Ordenarás aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveira, batido, para o candelabro, para que haja lâmpada acesa continuamente” (v.20).
Por longos anos, além do seu uso culinário e medicinal, o azeite serviu como material combustível a fim de iluminar as casas e o caminho dos viajantes. As lamparinas eram abastecidas com o óleo da oliveira, fornecendo luz e calor. Grandes plantações de oliveiras significavam abundância de nutrição e de iluminação. As azeitonas eram prensadas em grandes mós de pedra e aquela pasta passava por outro processo de prensagem, até que o líquido era decantado ou filtrado. Daí se obtinha o precioso “azeite puro de oliveira” (v.20).
Deus ordenou que os filhos de Israel levassem desse azeite para que o candelabro do santuário estivesse sempre aceso. Deveria haver iluminação constante na habitação do Senhor. E o azeite era o que tornava isso possível. Olhando para a vida de Cristo, o discípulo amado escreveu: “A vida estava nEle e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela” (Jo.1:4-5). E o próprio Jesus declarou a respeito de Si mesmo: “Eu sou a luz do mundo; quem Me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (Jo.8:12). O candelabro apontava para a obra de Cristo, iluminando o mundo e derramando a Sua luz na vida de Seus seguidores.
Mas para que a luz de Cristo seja manifestada em nós, necessitamos do material de combustão espiritual, que é o Espírito Santo. É interessante que o lugar preferido de oração de Jesus era o Monte das Oliveiras, e que foi lá, especificamente no jardim do Getsêmani, que significa “prensa de azeite”, onde o nosso Salvador ficou “profundamente triste até à morte” (Mt.26:38), mas também de onde Ele saiu com força adicional, preparado para entregar a Sua vida como oferta de holocausto para a nossa salvação.
Muitos manifestam o desejo pelo Espírito Santo. Muitos, porém, têm buscado o poder da Terceira Pessoa da Trindade como fez, por exemplo, Simão, o mágico, que, oferecendo dinheiro, ansiava pelo poder que via nos apóstolos. Querem o poder, enquanto seus corações permanecem obstinados. A esta classe bem se aplicam as palavras de Pedro: “Arrepende-te, pois, da tua maldade e roga ao Senhor; talvez te seja perdoado o intento do coração; pois vejo que estás em fel de amargura e laço de iniquidade” (At.8:22-23). Não entendem que o poder do Espírito Santo também acompanha a Sua obra de nos convencer “do pecado, da justiça e do juízo” (Jo.16:8).
Amados, quando este mundo atingir o clímax da iniquidade e terminar de encher o cálice da ira de Deus, necessitamos estar preparados, com nossas lâmpadas erguidas e acesas. E essa preparação requer que sejamos prensados pelas tribulações, a fim de que sejamos “provados, purificados e embranquecidos” (Dn.11:35), para que a nossa angústia e tristeza sejam convertidas em santa paz e alegria, na certeza de que a nossa redenção se aproxima. E essa é uma obra diária. Você está disposto a permitir que ela aconteça? Termino com as confortantes palavras de Morris Venden:
“A meta do Espírito Santo para nós é levar-nos ao ponto de entrega constante, ou ao que poderíamos chamar de entrega absoluta, à posição em que nunca mais dependamos do eu, não importando as circunstâncias. E para a maioria de nós, isso envolve tempo” (Seu Amigo o Espírito Santo, CPB, p. 57).
Nosso amado Pai, nós Te damos graças por Tua bondade que nos conduz ao arrependimento e pelo Teu Espírito, que nos convence do pecado, da justiça e do juízo, e isso com tanta paciência! Graças Te damos pelo dom do Espírito Santo que ilumina a nossa vida com a vida de Cristo e que transforma o nosso caráter até que estejamos preparados para o Céu! Que o nosso desejo pelo Espírito Santo seja legítimo, até o ponto de nos submetermos por completo a Ele. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, iluminados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Êxodo27 #RPSP
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“Levantarás o tabernáculo segundo o modelo que te foi mostrado no monte” (v.30).
As instruções dadas a Moisés para o santuário incluíam toda a estrutura que o guardaria da vista do povo comum. E, dentre essa estrutura, havia uma interna que impediria, inclusive os próprios sacerdotes, de acessar o Lugar Santíssimo. A respeito desse véu, foi dito: “o véu vos fará separação entre o Santo Lugar e o Santo dos Santos” (v.33). Apenas o sumo sacerdote, uma vez por ano, poderia entrar no Lugar Santíssimo do santuário, no dia da expiação (Lv.16:2; 23:28). Era extremamente importante que cada detalhe expresso da vontade de Deus com relação ao santuário fosse realizado segundo tudo o que Ele havia dito a Moisés. A ordem era clara: “Vê, pois, que tudo faças segundo o modelo que te foi mostrado no monte” (Êx.25:40). Ou seja, obedeça!
Era evidente que o Senhor estava com isso transmitindo não somente medidas e características do que seria feito, mas havia uma mensagem aliada a cada palavra dita, como se cada cantinho do santuário fosse uma ilustração do que Ele desejava que Seu povo compreendesse. Não eram apenas móveis e cortinas “de obra de artista” (v.31), mas era o supremo Artista revelando, através do sistema de adoração de Israel, que existem princípios e condições para a verdadeira adoração que não se limitam às estruturas em si, mas na nossa resposta às Suas orientações, restrições e mandamentos.
A repetição de ordens neste capítulo – farás, ajuntarás, levantarás, pendurarás, porás – é recorrente e aponta para a verdade que é a obediência ao “assim diz o Senhor”, infelizmente adormecida por um evangelicalismo egoísta e, por vezes, até hedonista. Percebam que Deus foi metodicamente específico no que Ele queria que fosse feito e que nada poderia fugir disso. Assim também foi nas ordens dadas a Noé na construção da arca, por exemplo (Gn.6:11-22). Imaginem se Noé houvesse negligenciado alguma das orientações de Deus, e a humanidade poderia ter sido extinta. Sim, Deus requer de nós uma obediência voluntária e baseada no amor, mas também não impede que os resultados trágicos da desobediência aconteçam. Percebem, amados?
Jesus foi o nosso perfeito exemplo de obediência em amor. Acredito que o que mais nos tem atrapalhado de aprender de Cristo é deixar de olhar para Ele através da Sua Palavra para olhar para um “cristo” criado pelas ideias e gostos humanos. Quando Jesus disse que surgiriam “falsos cristos e falsos profetas” (Mt.24:24), Ele não apenas apontou para a falsidade de homens que se diriam o próprio Cristo, mas para a construção ideológica de “cristos” humanizados que amam, sentem e reagem como o próprio homem. Meus irmãos, enquanto não formos homens e mulheres, jovens e crianças que têm familiaridade com as Escrituras, que buscam ao Senhor de todo o coração e que são submissos à ação e disciplina do Espírito Santo, nunca vamos entender ou experimentar as bênçãos da verdadeira obediência, aquela que é resultado da alegria da salvação em Cristo Jesus.
Foi quando o nosso Salvador morreu com o coração dilacerado pelos nossos pecados, “que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo” (Mt.27:51). Aquele que “a Si mesmo Se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8), foi o mesmo que ordenou tudo o que tinha de ser feito no santuário terrestre como uma maquete ilustrativa do Seu plano de redenção da raça humana. O véu já cumpriu o seu propósito e o santuário terrestre não mais existe, mas a responsabilidade de sermos “sacerdócio real” (1Pe.2:9) e “santuário do Espírito Santo” (1Co.6:19) nos diz que o Senhor tem um trabalho para nós, e este consiste em “habilitar para o Senhor um povo preparado” (Lc.1:17). E só conseguiremos realizá-lo com o auxílio do Espírito Santo; e, por sua vez, Deus só concede o Seu Espírito “aos que Lhe obedecem” (At.5:32).
Jesus está às portas, amados! Estudemos a Palavra com mais oração e diligência, assentados aos pés de Cristo e sempre dispostos a dEle aprender, custe o que custar.
Pai Celestial, nosso amado Deus, a Tua Palavra emana luz e sabedoria para aqueles que, de todo o coração, têm Te buscado. E nós queremos Te buscar de todo o nosso coração, e perseverar em aprender do nosso Salvador através das Escrituras e em como estarmos preparados e preparando outros para a Sua volta. Que o Teu Espírito seja o dono da nossa vida, para que a nossa obediência a Ti seja voluntária, espontânea e fiel em Cristo. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis servos de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Êxodo26 #RPSP
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“E Me farão um santuário, para que Eu possa habitar no meio deles” (v.8).
O santuário do deserto foi o primeiro local dedicado à adoração ao Senhor para a jovem nação de Israel. Cheios dos despojos do Egito, os filhos de Israel foram convocados a ofertar os materiais mais preciosos que de lá haviam trazido. Uma convocação que deveria ser voluntária: “Fala aos filhos de Israel que Me tragam oferta; de todo homem cujo coração o mover para isso” (v.2). O principal objetivo do santuário, além de ter sido uma maquete do plano da redenção e uma escola da graça de Deus para Israel, foi o método que o Senhor usou para demonstrar o Seu desejo de habitar no meio do Seu povo. Ainda hoje, Deus nos fala por meio do santuário e nos aponta para a obra mediadora de Cristo em Seu santuário celestial, como nosso Sumo Sacerdote (Hb.8:1-2; Ap.11:19).
Ao descrever cada objeto do santuário, Deus iniciou com o móvel mais importante que ficaria no lugar Santíssimo: a arca da aliança. Como um símbolo da aliança do Senhor com Seu povo, dentro da arca seriam colocadas as duas tábuas de Sua Lei: “E porás na arca o Testemunho, que te darei” (v.16), além de uma urna de ouro contendo uma porção do maná e da vara de Arão que floresceu (Nm.17:8). Na sequência, vem o propiciatório, que seria a cobertura da arca, lugar sobre o qual o Senhor manifestaria a Sua glória. A mesa e o candelabro seriam os dois móveis, dos três, que comporiam o lugar Santo do tabernáculo, juntamente com o altar de incenso. Cada um desses objetos e suas funções eram símbolos da obra redentora de Cristo. Um claro recado de que a salvação só tem um Caminho e Ele Se chama Jesus Cristo.
Aquela tenda sagrada no centro do acampamento de Israel ilustrava a vontade de Deus para a nossa vida hoje. Apesar de não precisarmos mais realizar os rituais do santuário, pois todos apontavam para o perfeito cumprimento deles em Cristo, eles nos deixaram lições que não perdem a validade. O Senhor só mudou o Seu santuário terrestre de lugar: “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (1Co.6:19-20). Deus transferiu a Sua habitação para “todo homem cujo coração o mover para isso” (v.2). É algo pessoal, voluntário e intransferível.
Muitas vezes, olhamos para os relatos da Bíblia como histórias distantes de um Deus que está distante, e perdemos o privilégio de um relacionamento íntimo com o mesmo Deus que não muda (Ml.3:6) e que deseja habitar em nós. Há um Deus ansioso por isso e que todos os dias nos diz: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:20). A Lei que um dia esculpiu em pedras, Ele deseja imprimir em nosso coração. A glória que manifestou no propiciatório, Ele deseja manifestar em nossa vida. Como os pães que ficavam na mesa de Seu santo lugar, Ele deseja nos saciar com Sua Palavra. Como a luz que brilhava do candelabro, Ele deseja iluminar a nossa vida e o nosso caminho. Como a fumaça de incenso que subia constantemente diante de Deus, Ele deseja ouvir nossas orações.
Antes de tudo, porém, o Senhor deixa bem claro que a nossa oferta deve ser voluntária, assim como foi voluntária a oferta do supremo sacrifício do nosso Salvador. Somente quando aceitamos a Cristo, confiando nEle e dependendo unicamente de Sua graça, compreendemos que só por Ele o nosso corpo maculado pelo pecado pode ser transformado em habitação do Espírito Santo. Jesus está neste momento batendo à porta do seu coração. Você aceita o convite? Permita que Ele entre e descubra a verdadeira felicidade em tê-Lo como seu grande Amigo.
Pai Santo, nosso Deus eterno, nós cremos que temos um Sumo Sacerdote que está no lugar Santíssimo do santuário celestial, realizando a Sua obra de intercessão e que é de lá que, muito em breve, Ele dará a ordem final: “Feito está”. Ilumina a nossa vida com o Espírito Santo, sacia-nos com a Tua Palavra, que nossas preces cheguem a Ti como aroma agradável e suave, e que o Teu caráter seja refletido em nós. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, santuário do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
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“E viram o Deus de Israel, sob cujos pés havia uma como pavimentação de pedra de safira, que se parecia com o céu na sua claridade” (v.10).
A safira é uma pedra preciosa caracterizada mais comumente por sua cor azul, além de ser uma das pedras mais duras e resistentes depois do diamante. O que Moisés, Arão e seus filhos, e os setenta anciãos contemplaram não foi simplesmente uma visão, como acontecia com os profetas, por exemplo. Mas “eles viram a Deus, e comeram, e beberam” (v.11) na presença dEle. Sobre aquele precioso pavimento de cor celestial e firme, uma representação de Sua majestade e realeza, o próprio Senhor Se apresentou àqueles homens. Uma aparição que poderia ter-lhes custado a vida, mas o Senhor “não estendeu a mão sobre” (v.11) eles, proporcionando-lhes uma experiência única e impactante. Experiência maior e mais profunda, porém, teve Moisés que, “entrando no meio da nuvem, subiu ao monte; e lá permaneceu quarenta dias e quarenta noites” (v.18).
Se aqueles homens “escolhidos dos filhos de Israel” (v.11) foram privilegiados, que sublime privilégio teve Moisés! Ele estava envolto pela glória do Senhor. Aos olhos do povo, que contemplava aquela manifestação divina à distância, o “aspecto da glória do Senhor era como um fogo consumidor no cimo do monte” (v.17). No entanto, a experiência de Moisés e o que ele podia contemplar era completamente diferente. Observem que cada grupo teve uma experiência diferente, uma forma diferente de ver aquele momento e de diferentes perspectivas. O próprio povo havia pedido a Moisés para ser o porta-voz de Deus a Israel: “Fala-nos tu, e te ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que não morramos” (Êx.20:19). Apesar de Moisés ter respondido que eles não precisavam temer, ainda assim o povo preferiu permanecer à distância das manifestações do Senhor.
Arão e seus filhos e os setenta anciãos de Israel representavam um grupo que pôde se aproximar mais do Senhor, a ponto de vê-Lo e de comer com Ele. Contudo, o que Moisés viu e ouviu não poderia ser comparado ao que esse grupo e todo o restante de Israel testemunhou. Porque a comunhão de Moisés com Deus superava, inclusive, a comunhão até mesmo de um profeta. Pois a respeito dele o próprio Deus declarou: “Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a forma do Senhor” (Nm.12:8). Deus tem diferentes formas de Se manifestar aos Seus filhos. A uns Ele já apareceu em sonhos, a outros em visões, a uns poucos de forma pessoal, e sempre está disposto a falar com quem O busque através da Sua Palavra.
Muitos buscam por manifestações sobrenaturais de Deus, julgando que elas são os meios de provar do batismo do Espírito Santo. Mas, na verdade, ninguém, por melhor que seja, é digno da presença de Deus, seja de perto ou de longe. Nossa busca não deve estar baseada em sentimentos e fortes emoções. Não era esse o objetivo do monte que fumegava e da refeição com aquele pequeno grupo. Tudo ali deveria despertar em todos a confiança e completa dependência no Deus Todo-Poderoso que os havia libertado com mão forte e que os guiava pelo caminho. Porque o Deus que Se apresentava face a face a Moisés era o mesmo que desejava ter uma íntima comunhão com cada um dos filhos de Israel. Mas nem todos estavam preparados para isso, nem tampouco estavam buscando ao Senhor com inteireza de coração.
Falando à Sua última igreja, Jesus manifestou Sua indignação contra seu orgulho e egoísmo. Como lidar com a realidade de que Sua última igreja na Terra, aquela que tem a missão de encerrar a obra de pregar o evangelho ao mundo, não passa de um grupo “infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu”? (Ap.3:17). A resposta está nos versículos seguintes: “Aconselho-te que de Mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas […] Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:18, 20). Três ordens nos são dadas: comprar o que Jesus nos oferece, ouvir a Sua voz e abrir a porta para que Ele entre. Três ações que envolvem o nosso direito de escolha.
Notem que há muito respeito envolvido aqui. Deus não nos obriga a aceitar o que Ele tem, mas nos aconselha a adquirir. Ele também não arromba a porta do nosso coração e nem força nossas decisões, mas bate e espera ser convidado a entrar. Percebem que a nossa experiência com Ele será sempre na medida em que conseguimos suportar e em como permitimos que ela aconteça? O que faz a diferença na vida de um cristão não é quantas vezes viveu o extraordinário, amados, mas sim em andar com Deus no ordinário do dia a dia. Ellen White reforça essa verdade com as seguintes palavras: “Consagrai-vos a Deus pela manhã; fazei disto vossa primeira tarefa. […] Assim dia a dia podereis entregar às mãos de Deus a vossa vida, e assim ela se moldará mais e mais segundo a vida de Cristo” (Caminho a Cristo, CPB, p.70 e 71).
O Espírito Santo deseja lavar e alvejar as nossas vestes no sangue da nova aliança e nos preparar para chegarmos finalmente ao Lar! Que a nossa comunhão diária com Deus nos molde mais e mais até que morra o nosso eu e Cristo viva em nós.
Santo Deus, o Senhor Se revela a quem quer e como quer. Só o Senhor pode sondar os corações e só o Senhor conhece o fim desde o princípio. Nosso coração nos engana constantemente, Pai. Por isso clamamos por Teu auxílio e direção. Que o Teu Espírito tome as rédeas de nossa vida e nos desperte cada dia para entretermos comunhão Contigo, e sermos moldados segundo a vida do nosso Salvador. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, moldados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Êxodo24 #RPSP
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“Em tudo o que vos tenho dito, andai apercebidos; do nome de outros deuses nem vos lembreis, nem se ouça de vossa boca” (v.13).
Talvez a parábola das dez virgens seja o texto que melhor exemplifique o que o Senhor quis transmitir ao Seu povo no versículo que acabamos de ler. É bem provável que todos nós já tenhamos ouvido muitos sermões e lido muitos comentários a respeito dessa parábola e que estejamos bem familiarizados com o significado de seus símbolos. Mas gostaria de destacar o fato de que todas as dez virgens possuíam a lâmpada, objeto que ilustra a Palavra de Deus (Sl.119:105). Todas também esperavam pelo noivo (figura de Cristo), e todas dormiram. Somente cinco, porém, possuíam o azeite reserva (o Espírito Santo). E as cinco virgens néscias talvez tenham se agarrado ao fato de possuírem a verdade da Palavra de Deus. Porém, sucumbiram espiritualmente porque um mero assentimento intelectual da verdade não é o bastante. Necessitamos do fruto completo do Espírito Santo em nossa vida (leia Gl.5:22-23).
A verdade sem o amor é legalismo. O amor sem a verdade é sentimentalismo. Necessitamos da junção harmônica dos dois, se quisermos chegar “à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef.4:13). As leis civis culminam no capítulo de hoje como um antídoto contra a falsidade e a maldade. Os “não” de Deus sempre têm o claro objetivo de manter o nosso olhar em Seu amor e fidelidade. Não espalhar falsas notícias, não seguir a multidão para fazer o mal, não perverter o direito do pobre, não aceitar suborno, não oprimir o estrangeiro, não retribuir o mal com o mal, mas com o bem, são leis que bem se aplicam para o povo de Deus em todos os tempos. Estatutos que se alinham perfeitamente às palavras do Salvador: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas” (Mt.7:12).
O ano sabático também apontava para o amor de Deus não somente pelos pobres entre o povo, mas até pelos irracionais, aqui representados pelos “animais do campo” (v.11). Era um ano de colheita em abundância, de renovação do solo e uma verdadeira prova de fé. Os filhos de Israel eram convidados a confiar na provisão de Deus para os anos seguintes, contando com a promessa: “Eu vos darei a Minha bênção no sexto ano, para que dê fruto por três anos” (Lv.25:21). O ano sabático também era uma escola divina contra a ganância. Uma vez estabelecidos na terra que manava leite e mel, não deveriam esquecer que tudo pertencia ao Senhor e que sua vida deveria estar em harmonia com essa verdade, como obreiros “que não tem de que se envergonhar” (2Tm.2:15). Uma ordem divina que, infelizmente, foi negligenciada por muitos anos, culminando no cativeiro babilônico que foi o período de tempo de todos os anos sabáticos que não foram observados por Israel (leia 2Cr.36:21).
Além do ano sabático, havia uma lembrança semanal que não somente exigia confiança na provisão divina, mas a constante lembrança de que “em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há” (Êx.20:11). O sábado é o memorial da criação e uma proteção constante contra a idolatria. Um constante lembrete para que andemos apercebidos até o fim. Vivemos em dias decisivos e grandemente solenes, amados. As profecias apontam para o desfecho de todas as coisas e para o cumprimento da nossa bendita esperança: a segunda vinda de Cristo. O sábado do sétimo dia será a prova de lealdade final do povo de Deus (leia Ap.14:7, 12). E as três festas anuais principais em Israel apontavam para a jornada do povo de Deus na Terra até alcançar o porto seguro da Nova Jerusalém: “Eis que Eu envio um Anjo adiante de ti, para que te guarde pelo caminho e te leve ao lugar que tenho preparado” (v.20).
O Anjo do Senhor, um dos nomes de Cristo no Antigo Testamento, foi prometido ao Seu povo Israel. A mesma promessa nos alcança hoje em toda a sua força e fidelidade: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20). Pois em Cristo está o nome de Deus (v.21). Em conhecê-Lo está a vida eterna (Jo.17:3). Em obedecê-Lo está a nossa segurança (v.22). Em servi-Lo está a nossa bênção (v.25-31). E o que Jesus nos pede é a nossa completa lealdade (v.32-33), algo que só o Espírito Santo pode operar, se cooperarmos com Ele. Meus amados irmãos, nestes dias finais podemos até estar dormindo, mas precisamos ser despertados com o poderoso refrigério do Espírito. Não é suficiente simplesmente termos a Palavra da Verdade, mas necessitamos ser praticantes da Palavra. E esta obra pertence ao Espírito perscrutador de Deus. Permita que Ele acenda a sua vida e faça de você participante do alto clamor que iluminará a Terra com a glória de Deus (leia Ap.18:1).
Nosso Pai Celestial, ainda existem muitas coisas que precisamos abandonar para que possamos acolher em nós a plenitude da vida de Cristo. O nosso eu precisa morrer para que Ele viva em nós. Socorre-nos, ó Deus, pois em nós não há nada de bom! Necessitamos da justiça do Teu Filho. Necessitamos ser encharcados do combustível do Espírito Santo para dar glórias a Ti com nossa vida. Necessitamos de um caráter semelhante ao Teu, Senhor! Que Cristo esteja à nossa frente, nos guardando pelo caminho e nos levando para o lugar que Ele tem preparado para nós. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, iluminados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Êxodo23 #RPSP
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“Contra Deus não blasfemarás, nem amaldiçoarás o príncipe do teu povo” (v.28).
As leis civis e penais instituídas para a organização de Israel como uma nação, incluíam dispositivos conforme a capacidade do povo em compreender o objetivo final de cada um deles, dentro do propósito divino em eliminar do meio de Israel tudo aquilo que pudesse torná-lo como as demais nações. Era propósito de Deus que Seu povo fosse uma luz a iluminar o mundo. Essas leis, conhecidas como leis mosaicas, deveriam ser como freios para as más condutas. Apesar de serem conhecidas assim, lembremos que foi o próprio Senhor quem as ditou a Moisés. Nenhuma delas era de autoria humana, mas todas elas foram prescritas por causa da maldade humana.
Como um povo recém-liberto de um regime de escravidão, onde não possuía qualquer tipo de direito, era necessário que compreendessem o valor da propriedade privada e o devido respeito de cada possuidor. Era de extrema importância que a sua liberdade não fosse simplesmente no sentido territorial, mas que também ficasse claro que agora os filhos de Israel eram uma nação organizada, e não um grupo de escravos soltos no deserto, sem nenhum tipo de lei que os protegesse e regesse. Olhemos para um passado não muito distante, por exemplo. Quando foi decretada a abolição da escravatura no Brasil, houve grande comoção entre os escravos, mas a realidade foi a de que, por muito tempo, permaneceram como um grupo discriminado, sem leis de proteção; e muitos, a fim de preservarem a vida, tiveram de permanecer vivendo como se ainda escravizados em troca de salários indignos ou de moradia.
Algumas leis descritas no capítulo de hoje podem até nos parecer estranhas ou rígidas demais, mas quando olhamos para o histórico de Israel, percebemos que cada lei tinha o claro objetivo de educar o povo de Deus e de protegê-lo. Sim, amados. As leis do Senhor sempre atuam como uma proteção na vida dos que escolhem obedecê-las. E a verdadeira obediência emana de um coração cheio de gratidão por reconhecer que, antes, foi liberto por um Deus de amor. Apesar de sua idade avançada e de ser um profeta, Moisés não passava de um homem. Mesmo sua experiência com Deus não o autorizava a agir por conta própria, como se dele dependesse o bem-estar de Israel. Nas palavras de Jó – livro cuja autoria é atribuída pela tradição judaica ao próprio Moisés – encontramos a seguinte revelação: “Está a sabedoria com os idosos, e, na longevidade, o entendimento? Não! Com Deus está a sabedoria e a força; Ele tem conselho e entendimento” (Jó 12:12-13).
O fato do Senhor incluir nas leis de Israel a proteção aos estrangeiros, órfãos e viúvas, aponta para a Sua misericórdia e o Seu desejo de que o Seu povo fosse também misericordioso, revelando ao mundo o Seu caráter. A condenação da feitiçaria e do consumo de carnes imundas também apontam para o viés religioso que deveria tornar Israel uma nação de “homens consagrados” (v.31), separada das práticas pagãs não somente do Egito, mas das demais nações com as quais iriam se deparar na terra de Canaã. Tudo isso, amados, deve nos fazer refletir sobre a nossa condição atual. Não somos mais regidos pelas leis mosaicas. Residimos em lugares e países diferentes, cada um com suas leis locais. Mas será que, a despeito de quem as legislou, temos sido bons cidadãos? Além disso, a nossa vida tem refletido os princípios que regem o Céu?
Mais do que qualquer outra pessoa ou grupo de pessoas, os escribas e os fariseus eram considerados exímios cumpridores da lei. Eram extremamente esmerados em satisfazer os rigores de tudo o que julgavam ser seu dever. Mas, a respeito deles, Jesus declarou: “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus” (Mt.5:20). Jesus estava dizendo que, mesmo aqueles homens, com todo o seu esforço religioso, ainda assim, não eram dignos do reino celestial. Aquilo deve ter soado aos ouvidos de uns como um alívio, e ao de outros como um discurso aterrador. Como um alívio, para os que entenderam que não são obras humanas que salvam, mas a justiça de Cristo sobre o homem. Como um discurso aterrador para os que pensaram que teriam que fazer muito mais do que os escribas e fariseus a fim de serem salvos.
Meus irmãos, a obediência não é uma mola propulsora para o Céu ou um cartão de embarque para chegarmos lá. A obediência pura e genuína é o resultado do “lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que [Deus] derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos Seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna” (Tt.3:5-7). A verdadeira obediência é o resultado da salvação em Cristo Jesus. Que seja esta a obediência vista em nossa vida, como uma fonte de esperança e de salvação.
Pai de amor, nós Te louvamos, nosso Deus, pela salvação que temos em Cristo Jesus! Ele é o nosso perfeito Modelo de obediência; aquela que provém de um coração completamente cheio do Espírito Santo. Ajuda-nos, Senhor, pois somos falhos e pecadores, e carecemos da Tua graça e da justiça do Teu Filho sobre nós! E, uma vez justificados, necessitamos da santificação, do andar dia a dia Contigo, sendo guiados e lavados pelo Teu Santo Espírito. Que a nossa vida seja de obediência, não como um meio de alcançar o Céu, mas como um testemunho de que já pertencemos ao Céu, pelos méritos do nosso Salvador pessoal, Jesus Cristo. No nome dEle, nome maravilhoso e poderoso, nós Te pedimos e Te agradecemos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, cidadãos do reino celestial!
Rosana Garcia Barros
#Êxodo22 #RPSP
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“Se comprares um escravo hebreu, seis anos servirá; mas, ao sétimo, sairá forro, de graça” (v.2).
A escravidão era uma prática comum entre as nações daquela época. Pessoas eram negociadas como forma de pagamento, a fim de quitar dívidas ou para servirem como esposas ou concubinas, no caso das mulheres. Israel acabara de ser liberto da escravidão egípcia. Na maior parte das nações, senão em todas elas, o jugo de um escravo era terrivelmente pesado. Sofriam inúmeros castigos físicos, além de serem desprovidos de qualquer tipo de direito. O plano original de Deus incluía uma família humana sem distinções, que vivesse em perfeita harmonia e em comum igualdade. O pecado, porém, causou a desarmonia e o surgimento das diferenças, que geraram e continuam gerando graves consequências.
A prática da escravidão era comum até mesmo entre o próprio povo. Geralmente, os pais podiam vender seus filhos a fim de quitar alguma dívida. Deus precisava legislar sobre o assunto, a fim de que não houvesse injustiças no meio do Seu povo. Após seis anos de serviço, o escravo hebreu deveria ser liberto, sem mais nada dever a seu senhor. Como uma espécie de “ano sabático”, cada escravo possuía o direito de obter a sua liberdade, revelando o desejo de Deus em abolir o regime da escravidão. Não adiantava abolir por completo esta prática, dadas as circunstâncias de muitos que precisavam pagar suas dívidas e aprender a valorosa lição do serviço não remunerado. De certa forma, estes escravos também representavam a Cristo, que veio servir à humanidade sem receber nada em troca.
Deus é justiça. Tal atributo precisava estar bem claro dentre as leis que iriam reger a Sua nação eleita. Cada “inciso” de Suas leis contém a justa sabedoria de um Deus que não falha. Apesar de conhecida como Lei Mosaica, cada regra ali contida foi simplesmente a revelação de Deus ao Seu servo Moisés. O Professor por excelência precisava instruir o Seu povo conforme este pudesse compreender. Deus orientou Moisés de acordo com a capacidade de aprendizagem de Seus inexperientes alunos. Em cada situação específica, selou a lei que a regeria, não deixando brechas para mentiras ou mal-entendidos.
No caso do crime dos filhos contra os pais, no entanto, é notório que, comparado aos demais, parece ser o único que impõe a sanção de maior grau a uma ofensa de grau menor. Para Deus, a violência contra um progenitor, quer fosse física ou verbal, representava um crime hediondo. O filho que não respeitasse os próprios pais era a maior das ameaças às futuras gerações de Israel. Rebelião gera rebelião. Abaixo de Deus, os pais eram considerados a maior autoridade sobre os filhos. Se os filhos não os respeitassem, tampouco iriam respeitar a Deus ou considerar os Seus estatutos e leis. Muito além de ser uma punição severa, era uma forma de preservar os princípios que devem reger o lar e o bem-estar da sociedade em geral. Quando os filhos se rebelam contra os pais, há prejuízo dentro e fora do lar. Infelizmente, a nossa sociedade tem sido uma prova incontestável disso.
Todas estas leis deveriam ensiná-los a tratar uns aos outros com justiça e dignidade, até o ponto de não mais precisarem aplicar as suas sanções. Não era propósito de Deus que filhos rebeldes continuassem sendo mortos, nem que o povo continuasse sempre retribuindo “olho por olho, dente por dente” (v.24). Cristo veio para revelar ao mundo a essência da lei, que é o amor. O apóstolo Paulo sancionou esta verdade: “O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor” (Rm.13:10). Deus estava lidando com uma joia ainda em estado bruto, que precisava ser lapidada, como ouro impuro que precisava ser purificado. Para isso, teve de instituir leis conforme a realidade de seus duros corações. A vida de Jesus foi o perfeito cumprimento do que o Senhor desejava realizar no coração de Seu povo e do que Ele deseja realizar em nosso coração, hoje.
Em tempos de crise em todas as esferas possíveis e imagináveis, fomos chamados para representar o nosso Pai Celestial e declarar ao mundo o caráter amoroso de Sua Lei. Diferente das leis civis e penais de Israel, em que nem todas possuíam o agravante máximo da pena de morte, sabemos que “o salário do pecado é a morte” (Rm.6:23). E “o pecado é a transgressão da lei” (1Jo.3:4). E que lei é essa, amados? A imutável Lei de Deus, os dez mandamentos. Portanto, a base do juízo de Deus será a Sua santa Lei, como está escrito: “Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade” (Tg.2:12).
Olhemos para Jesus! Contemplemos o Filho que foi “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8). Contemplando a Cristo, a Glória de Deus, “somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18). Eis o segredo da obediência gerada pelo amor.
Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos obedientes do Pai de amor!
Rosana Garcia Barros
#Êxodo21 #RPSP
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