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“E falou Moisés a Arão: Isto é o que o Senhor disse: Mostrarei a Minha santidade naqueles que se cheguem a Mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão se calou” (v.3).
Acredito que o episódio relatado no capítulo de hoje é o momento mais difícil do ministério de Arão. Ele ainda estava vivendo, juntamente com seus filhos, as bênçãos de sua ordenação ao sacerdócio. Toda aquela cerimônia, os sacrifícios, suas vestimentas, a manifestação da glória do Senhor, tudo apontava para a beleza e santidade do sagrado ofício. Não poderia, contudo, ser um indicativo de uma obra que pudesse receber a assinatura humana. Era um serviço prestado por mãos humanas, mas sempre em comunhão e harmonia com a vontade divina. A inclusão de qualquer artifício humano, ainda que aparentemente com fins de adoração, era completamente ofensivo a Deus e considerado profano.
Nadabe e Abiú acabavam de testemunhar o fogo celestial consumindo os holocaustos. Ficou claramente compreensível que o fogo utilizado no santuário não teria origem humana, mas divina. Aquele fogo era símbolo da aprovação de Deus e, como sacerdotes a serviço do Senhor, já deveriam saber que jamais poderiam agir por conta própria. A Bíblia não diz exatamente o que se passou no coração daqueles irmãos, mas, por terem sido grandemente honrados em sua eleição e por todas as experiências com o próprio Deus, seus corações devem ter sido tomados pelo orgulho e pela presunção de que seus pecados seriam considerados com menos rigor, por estarem em posição tão elevada. Um engano que tem levado muitos líderes espirituais para o mesmo caminho de ruína e de morte. Pois quanto maior a responsabilidade, quanto maior a luz recebida, mais nos será cobrado. Uma coisa é certa: Nadabe e Abiú foram pesados na balança do Senhor e achados em falta.
E agora? O povo passou de uma atitude de júbilo e adoração (Lv.9:24) para o luto e a lamentação, pelo “incêndio que o Senhor suscitou” (v.6). Mas a Arão e seus demais filhos não lhes foi permitido vivenciar o luto segundo o costume da época. E diante da fala de Moisés, “Arão se calou” (v.3). O que ele poderia dizer naquele momento de devastação emocional? Quem sabe passou como um filme na mente de Arão e ele lembrou de quantas vezes negligenciou os deveres da paternidade e de agir com mais firmeza na educação de seus filhos. Quem sabe se ele tivesse corrigido a tempo os defeitos de caráter de Nadabe e Abiú, aquele dia trágico nunca teria acontecido. “Arão se calou” porque não há desculpas para o pecado, amados. Se, por algum momento, ele tivesse manifestado indignação contra o juízo de Deus, certamente teria provocado uma repercussão gravemente negativa no meio do povo.
Vocês já pararam para pensar que o santuário, agora, somos nós? Ou “não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado” (1Co.3:16-17). Quando negligenciamos o cuidado com a nossa mente (com o que vemos e ouvimos), com o nosso coração (com nossos sentimentos e emoções) e com nosso corpo (com o que comemos, bebemos e fazemos), corremos o sério risco de cair no mesmo pecado de Nadabe e Abiú, oferecendo “fogo estranho perante a face do Senhor” (v.1), enquanto esperamos que Ele aceite. Não, amados! Para sabermos “fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo” (v.10), é necessário e imprescindível que busquemos andar na presença de Deus conforme a Sua vontade, que claramente nos é apresentada em Sua Palavra.
O Senhor não aceita uma adoração dividida e não aceita uma adoração contaminada pelo orgulho e pela obediência parcial. Lembrem-se de Abel e Caim. Enquanto Abel ofereceu ao Senhor exatamente o que Ele havia ordenado, Caim julgou que sua ideia de adoração fosse melhor do que o plano divino (Leia Gn.4:1-16). Tivesse Deus deixado viver aqueles filhos de Arão, e quem sabe eles teriam promovido a morte dos fiéis de Deus e tornado Israel uma nova descendência de Caim. Meus irmãos, nós estamos vivendo na fase final desta Terra. Estamos diante de uma geração como nos dias de Noé (Mt.24:37) e como nos dias de Ló (Lc.17:28). E nunca foi tão atual a advertência divina: “Tão certo como Eu vivo, diz o Senhor Deus, ainda que Noé, Daniel e Jó estivessem no meio dela, não salvariam nem a seu filho nem a sua filha; pela sua justiça salvariam apenas a sua própria vida” (Ez.14:20).
Como Deus não poupou os filhos do sumo sacerdote de Israel, ele também não poupará os nossos filhos, se não despertarmos para a solenidade dos tempos em que estamos vivendo! Cercados como estamos de uma corrupção sem limites, que somente a longanimidade de Deus tem suportado, lutemos em oração pela nossa família e façamos o que o Senhor nos ordena fazer, enquanto os anjos de Deus conservam “seguros os quatro ventos da Terra” (Ap.7:1). Falta pouco, amados! Falta muito pouco para cada decisão estar selada e do santuário celeste vir a declaração: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap.22:11). Porque “ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo” (Is.5:20).
Por favor, amados, abandonem qualquer tipo de “fogo estranho” que não convém a um filho de Deus oferecer! As ideologias sociais, as intrigas políticas, os costumes e a cultura do mundo têm entrado na igreja de Deus e, caso não haja um despertamento genuíno, logo o Senhor tomará o assunto em Suas mãos e sacudirá “a casa de Israel entre todas as nações, assim como se sacode trigo no crivo, sem que caia na terra um só grão” (Am.9:9). Que sejamos os preciosos grãos na peneira do Senhor. “Pois haverá tempo”, amados, e este tempo já começou, em que muitos “não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério” (2Tm.4:3-5).
Senhor, Tu és o nosso Pai amado, mas Tu também és Deus, e como Deus e Pai, o Senhor também repreende e corrige os Teus filhos. Paizinho, eis aqui o nosso coração diante de Ti. Não permita que a corrupção deste mundo nos domine, mas realiza o milagre de odiarmos o pecado enquanto amamos o pecador. Que não negociemos jamais os Teus princípios, mas que sejamos como Noé, como Daniel e como Jó, cobertos da justiça de Cristo, nós e nossos filhos! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, verdadeiros adoradores!
Rosana Garcia Barros
#Levítico10 #RPSP
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“Então, entraram Moisés e Arão na tenda da congregação; e, saindo, abençoaram o povo; e a glória do Senhor apareceu a todo o povo” (v.23).
Chegada era a hora de Arão e seus filhos iniciarem seu ministério sacerdotal. Tudo foi feito com esmero e cuidado, “como o Senhor ordenara a Moisés” (v.10). Primeiro, Arão ofereceu sacrifício “por si mesmo” (v.8), para então apresentar “a oferta do povo” e o sacrifício “que era pelo povo” (v.18). “Depois, Arão levantou as mãos para o povo e o abençoou” (v.22). Em seguida, entrou na tenda juntamente com Moisés, e os dois saíram e “abençoaram o povo” (v.23). Foi quando a glória do Senhor se manifestou “a todo o povo” (v.23), e viram o fogo vindo da parte do Senhor e consumindo os holocaustos que estavam sobre o altar. Isso causou grande júbilo entre os filhos de Israel, pois aquele fogo era um sinal da aprovação divina. E, prostrando-se “sobre o rosto” (v.24), adoraram o Senhor.
O capítulo de hoje é o relato de uma experiência extraordinária de Israel com Deus. Ali teve início o ministério sacerdotal e tudo o que implicava os serviços do santuário. A obediência e a reverência promoveram o preparo do lugar onde a glória do próprio Deus foi manifestada. A palavra hebraica para glória é “kabod”, que significa “peso, honra, autoridade”. Uma palavra bem adequada ao peso da majestade divina e de Sua autoridade como Rei do Universo. Foi dito a Moisés que Israel O conheceria como Senhor (Êx.6:7) e a manifestação de Sua glória, pesada em Seu poder, foi a perfeita revelação de que Israel precisava testemunhar em seu tempo de peregrinação.
O santuário aponta para a magnífica obra de salvação de Deus pela humanidade. Ao contrário do que Israel pensava e que o ensino judaico ainda conserva nos dias de hoje, o santuário não apontava para a vinda do Messias que estabeleceria um reino futuro somente para o povo de Israel ou para os judeus. O plano de salvação é abrangente e universal. Todos descendemos do primeiro homem e da primeira mulher, cuja descendência original (por meio de Sete) foi chamada de “filhos de Deus” (Gn.6:2). Isso não significa, porém, que a nossa predestinação para salvação seja incondicional, amados. Fomos, sim, predestinados para a salvação pelo precioso sacrifício de nosso amado Redentor. Deus não escolheu uns para serem salvos e outros para a perdição, mas uma condição foi estabelecida: “para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16).
Porque na descendência de Adão e Eva teve um Abel que escolheu obedecer ao Senhor (Gn.4:4), um Enoque que andou com Deus (Gn.5:24), mas também teve um Caim, que, negando-se a fazer a vontade de Deus, foi rejeitado e matou a Abel, seu irmão (Gn.4:5-8), e um Lameque, que era um assassino e que deu início à poligamia (Gn.4:23). Todos somos livres para decidir em que lado estaremos, amados. A eleição sacerdotal não concedia a Arão e seus filhos privilégios que os colocassem acima do povo comum no quesito espiritual, mas estavam, sim, acima de qualquer israelita no quesito responsabilidade moral. Como representantes de Cristo, eles deveriam ser para Israel um padrão de integridade e temperança. Sua conduta santa deveria atrair os adoradores e manter diante deles a necessidade diária de arrependimento e transformação. E nada, a não ser sua estrita obediência aos mandamentos do Senhor, poderia causar maior impacto no meio do povo.
Será que, como último movimento profético, como último atalaia de Deus ao mundo, compreendemos em que tempo estamos vivendo? Realmente compreendemos, meus irmãos? Desde 1844, segundo a profecia de Daniel 8:14, Jesus está ministrando no lugar Santíssimo do santuário celeste, onde, além de Sua função de Advogado (1Jo.2:1), também atua como Juiz (Jo.5:22), realizando a etapa investigativa do juízo que já começou (Ap.14:7). Nunca o texto de Paulo teve tanto peso como em nossos dias: “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11). É tempo, amados, de entrarmos pela fé no Santo dos Santos e reclamarmos as promessas do Senhor de nos tornar semelhantes a Ele, para a revelação de Sua glória ao mundo. “Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente” (1Co.2:12).
Se queremos, verdadeiramente, compreender as coisas do Espírito de Deus, necessitamos manter os nossos olhos no lugar em que Cristo está, assim como o povo se manteve diante do santuário enquanto os sacerdotes ministravam. Aqueles sacerdotes eram seres humanos falíveis. Mas nós temos um Sumo Sacerdote infalível, perfeito, sem mancha alguma, e que nos oferece o peso de Seu próprio caráter como o princípio da vida eterna em nosso tempo de peregrinação. Eu desejo viver o Céu aqui. Ainda tem muitas coisas das quais preciso abrir mão para viver completamente em Cristo e para Cristo, mas, pela fé, eu creio que essa obra há de ser completada como dia perfeito em Cristo Jesus. Você também deseja estar diante do santuário quando o Senhor revelar a Sua glória na volta de Jesus? Também deseja começar a viver o Céu aqui na Terra? Então ore comigo neste momento:
Pai Santo e Bendito, graças Te damos pelo perfeito plano da salvação que abrange todo o mundo como alvo do Teu amor eterno! Sabemos, porém, Senhor, que a nossa resposta ao Teu amor deve ser pessoal e voluntária, e que o Teu Espírito é concedido aos que Lhe obedecem. Por isso, Pai, clamamos a Ti pelo batismo do Espírito Santo! Clamamos a Ti que nosso coração esteja pronto para receber os aguaceiros da Tua chuva serôdia, pois já estamos no tempo das chuvas! Que o Céu comece aqui para nós, porque temos o Céu no coração. E que o Senhor seja glorificado através da nossa vida! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, semelhantes a Cristo para a glória de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Levítico09 #RPSP
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“Fez, pois, Moisés como o Senhor lhe ordenara, e a congregação se ajuntou à porta da tenda da congregação” (v.4).
A inauguração do santuário envolveu todo o povo. Todos foram convocados à porta da tenda sagrada a fim de testemunhar uma cerimônia única, onde Moisés seria o primeiro a oficiar no santuário, dedicando Arão e seus filhos para o santo ofício. Aquela foi a única vez em que Moisés teve acesso ao santuário. A partir de então, apenas Arão e seus filhos poderiam, como sacerdotes ordenados, atuar no tabernáculo como intercessores do povo, um claro símbolo do sacerdócio de Cristo. E a insistente repetição de que Moisés fez tudo como Deus lhe havia ordenado exalta a importância da obediência em todo o processo. Se algo fosse feito por vontade humana, receberia a nódoa do pecado e todo aquele ritual perderia a sua razão de ser, que apontava para a pura e imaculada justiça de Cristo.
O lavar das vestes, o aspergir do sangue, o derramar do óleo da unção, simbolizavam a pureza e a santidade de Cristo. E Moisés também foi um tipo de Cristo, pois foi ele quem realizou toda a cerimônia segundo a vontade de Deus, enquanto Arão e seus filhos apenas se submetiam a ele. Por sete dias, eles permaneceram “à porta da tenda da congregação dia e noite” (v.35) como verdadeiros vigias. Sua missão a partir de então consistia em serem zelosos e cuidadosos em cumprir a vontade de Deus, e, certamente, esse tempo de reclusão deveria ser para eles um tempo de profunda reflexão e comunhão com Deus, a fim de saírem preparados para o serviço santo do Senhor. Ainda assim, amanhã veremos que nem sempre a aparência revela o que está no coração; e nem todos – por mais que as oportunidades dadas sejam as mesmas – permitem a ação do Espírito Santo.
Vivemos em dias sobremodo solenes, amados. Hoje, Jesus atua por nós no lugar Santíssimo, como Sumo Sacerdote, no “verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem” (Hb.8:2). Seu sacrifício nos deu o direito de possuirmos a Sua justiça. Ele deseja nos lavar, purificar e ungir, nos consagrando como Seu “sacerdócio real” (1Pe.2:9). Cabe a nós a submissão e a obediência provenientes de um coração que aceita essa justiça imputada. E existe uma ira tão grande de Satanás contra essa mensagem que sua estratégia é justamente torná-la incompreensível. Não pense que ele se utiliza de artifícios de fácil percepção. Ele não trabalha assim. Seu trabalho consiste em confundir a mensagem usando a própria Palavra de Deus, mas de forma distorcida e muito semelhante à verdade.
Como podemos, então, nos ver livres dos enganos dos últimos dias? Como não sermos confundidos e contaminados com mensagens em que o erro e a verdade se mesclam quase que de forma imperceptível? Amados, a resposta está no maior capítulo da Bíblia, no Salmo que exalta a obediência à lei de Deus. Diz o salmista: “Guardo no coração as Tuas palavras, para não pecar contra Ti” (Sl.119:11). Jesus venceu Satanás no deserto pela oração e pela Palavra (Leia Mt.4:1-11). “Está escrito” era o guia seguro de Sua alma. Aquele confronto Lhe exigiu não apenas sete dias de vigília, mas quarenta dias de jejum. E o inimigo de Deus e da humanidade tentou enganar o Filho de Deus usando as Escrituras. Vocês pensam que ele agirá de forma diferente, hoje? Não, amados! Ele tem feito a mesma coisa no mundo cristão atual. E se não estivermos cobertos com a perfeita justiça do nosso Redentor, sairemos deste conflito despedaçados.
O terno convite do Senhor continua sendo o mesmo: “Olhai para Mim e sede salvos” (Is.45:22). Pois “Tão somente no Senhor há justiça e força” (Is.45:24). A nossa luta é contra um inimigo que já é derrotado. Basta aceitarmos a justiça do nosso Salvador, que nos salvou “pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (1Pe.1:19). Basta corrermos “com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb.12:1-2). Em nome de Jesus, não negligencie a sua comunhão diária com Ele! Estude a Palavra de Deus e ore mais, pois disso depende a sua salvação e a salvação de outros através de você. Apegue-se ao Senhor. Busque conhecê-Lo. Se você fizer isso de todo o seu coração, prepare-se para o encontro mais sublime e feliz de toda a sua vida, pois a promessa é fiel e verdadeira: “Buscar-Me-eis e Me achareis quando Me buscardes de todo o vosso coração” (Jr.29:13).
Querido Senhor, nosso Deus, assim como cada detalhe da cerimônia de consagração do tabernáculo precisava ser cumprido a fim de que pudesses aceitar a adoração que ali Lhe seria oferecida, também deixastes à Tua última igreja preciosas orientações de como desejas ser adorado nesses últimos dias. Ó, Pai, nos purifica e nos santifica mediante a justiça de Cristo, a fim de que estejamos então habilitados para o Teu serviço! Que o Teu Espírito encontre em nosso coração terra fértil para que somente a luz da Tua Palavra possa incidir em nossa vida e não sejamos enganados; e assim possamos, todos os dias, perseverar em Te encontrar e Te conhecer. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, sacerdócio real de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Levítico08 #RPSP
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“Toda pessoa que comer algum sangue será eliminada do seu povo” (v.27).
A maioria dos cristãos considera que as leis dietéticas proclamadas no Sinai foram apenas para o povo de Israel e que não há mais necessidade de observá-las. É certo que a morte de Jesus encerrou a obra do santuário terrestre (Cl.2:14). Mas será que a proibição quanto ao consumo de animais imundos, da gordura e do sangue foi feita somente no Sinai, ou era algo que precisava ser relembrado ao povo? A dieta original de Deus para o homem era a seguinte: “E disse Deus ainda: Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a Terra e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso vos será para mantimento” (Gn.1:29).
Se o homem não tivesse pecado, esta seria a nossa alimentação até hoje. Após o pecado, o Senhor precisou incluir em nossa dieta outros alimentos reguladores, que antes eram somente para os animais (Gn.1:30): “tu comerás a erva do campo” (Gn.3:18). Percebam que de forma alguma o Senhor disse que a carne seria incluída como alimento. No tempo de Noé, Deus o orientou a fazer entrar na arca tanto animais limpos como animais imundos, deixando claro que já havia essa diferença (Gn.7:2; 8:20). Não havendo vegetação ao sair da arca, Deus permitiu o consumo de carnes limpas e deixou bem clara a proibição quanto ao consumo de sangue: “Carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis” (Gn.9:4). Não foi somente uma orientação para a manutenção da vida humana, mas também para a sua degradação. Um ato de misericórdia divina para que a vida humana fosse encurtada até o limite de “cento e vinte anos” (Gn.6:3).
Imaginem se ainda vivêssemos a quantidade de anos que viveu Adão e sua descendência. Certamente, não suportaríamos viver quase um milênio em meio à corrupção que há em nossos dias! Contudo, a peregrinação de Israel no deserto a caminho da terra prometida representa a nossa caminhada para a Canaã celestial. Ao enviar ao povo o maná e prover-lhe água pura, o Senhor comunicou o Seu plano original. Como povo do advento, que aguarda o bendito retorno de Cristo, temos o privilégio de sermos portadores da verdade presente, que inclui uma rica e equilibrada mensagem de saúde. Temos em mãos a cura divina para todos os povos. Como as leis de saúde foram estabelecidas desde a criação, Deus deseja nos recriar e fazer da nossa vida um canal de bênçãos para um mundo que padece de tantas enfermidades.
O único “sangue” que podemos beber é o sangue do nosso Salvador (1Co.11:25). O puro suco da uva (não fermentado) que tomamos na ceia do Senhor é um símbolo de Seu sacrifício na cruz e uma forma de renovarmos a nossa aliança com Ele. E pelos méritos do divino sangue, podemos ter o nosso coração lavado e regenerado pelo Espírito Santo diariamente. Não adianta, amados, comer o que é saudável enquanto conservamos um coração imundo. A disciplina na obediência a todas as exigências do Senhor com relação ao santuário só teria razão de ser se os oficiantes e adoradores estivessem em comunhão com Deus. Assim também, a mensagem de saúde só cumpre o seu objetivo quando o conhecimento de Deus e de Cristo é a sua mola propulsora.
A questão não é simplesmente o que comer e o que não comer, mas o princípio ali contido. Um princípio que Jesus viveu em sua essência: “A Minha comida consiste em fazer a vontade dAquele que Me enviou e realizar a Sua obra” (Jo.4:34). E que o apóstolo Paulo tão bem enfatizou: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co.10:31). Cuidar da saúde é de ordem pessoal e voluntária. Seja uma testemunha de Jesus nesse sentido, e não um juiz do prato alheio. Diante da proximidade de voltarmos ao Lar edênico e desfrutarmos para sempre da dieta original, que o Céu comece aqui em nossa vida, pela graça e misericórdia de Deus.
Santo Deus, nosso Criador, em Tua sabedoria nos proveste o melhor da Terra para o nosso sustento e saúde. Mas, infelizmente, o pecado tem prejudicado o que o Senhor criou para ser uma bênção. Te pedimos, ó Deus, que nesses instantes finais do mundo, o Senhor nos ajude a perseverar na comunhão Contigo e nos dê a sabedoria para saber como melhor cuidar do nosso corpo e da nossa mente, e também a sermos bênção na vida de nossos irmãos. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, templos do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Levítico07 #RPSP
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“E o sacerdote fará expiação por ela diante do Senhor, e será perdoada de qualquer de todas as coisas que fez, tornando-se, por isso, culpada” (v.7).
Diferente dos pecados ocultos ou dos pecados por ignorância, o Senhor também estabeleceu um tipo de sacrifício para os pecados voluntários. Até mesmo para pecados praticados com dolo, por vontade e escolha do pecador, há provisão para o perdão. Diante disso, éinteressante quando pessoas julgam que o Deus do Antigo Testamento é diferente do Deus do Novo Testamento. Alegam que o primeiro é rigoroso e impiedoso, um Deus tirano e irado; enquanto o último é manso e pacífico, um Deus piedoso e misericordioso. Não acredito que nenhum de nós avalie Deus Pai desta forma, mas considero válido analisarmos este ponto de vista à luz das Escrituras.
Bem, até aqui estudamos sobre a forma como Deus lidou com o pecado de Adão e Eva, como os procurou, lhes falou com paciência, prometeu libertação e como os vestiu e perdoou. Vimos Noé pregando por mais de uma centena de anos para que o mundo se arrependesse. Vimos Abraão, chamado como patriarca da nação eleita de Deus, mentindo e agindo por conta própria, mas sendo perdoado e amado pelo Senhor. Vimos Isaque sendo poupado da morte. Vimos Jacó sendo redimido e abençoado. Vimos José na corte egípcia e como Deus usou sua vida como uma bênção até mesmo para aquela nação pagã. Vimos a misericórdia divina atuando dez vezes no Egito a fim de chamar a atenção daquele povo. Estamos estudando sobre a paciência do Senhor com Seu povo murmurador. Então, vemos que Ele proveu um lugar de adoração onde Ele pudesse habitar no meio do Seu povo.
A respeito do Senhor, Moisés exclamou: “Senhor, Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade” (Êx.34:6). O salmista Davi declarou: “Pois a Tua misericórdia se eleva até aos céus, e a Tua fidelidade, até às nuvens” (Sl.57:10). Mesmo diante da apostasia de Israel, o profeta Miqueias encerrou o seu livro exaltando a misericórdia de Deus: “Quem, ó Deus, é semelhante a Ti, que perdoas a iniquidade e Te esqueces da transgressão do restante da Tua herança? O Senhor não retém a Sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia” (Mq.7:18). O apóstolo João escreveu o poderoso resumo do amor de Deus: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). E Jesus mesmo afirmou: “Não crês que Eu estou no Pai e que o Pai está em Mim? As palavras que Eu vos digo não as digo por Mim mesmo; mas o Pai, que permanece em Mim, faz as Suas obras” (Jo.14:10).
O mesmo Deus que lidou com Israel com tanta paciência e lhe ofertou tantas oportunidades de arrependimento, é o mesmo que “Se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a Sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo.1:14). Em um só versículo, percebemos a compreensão do apóstolo, inspirado pelo Espírito Santo, sobre a ligação entre a vinda de Jesus e o santuário. “O Verbo Se fez carne” (pátio onde acontecia o sacrifício), “cheio de graça e de verdade” (lugar Santo), “e vimos a Sua glória” (lugar Santíssimo). Percebem, amados? Em cada sacrifício, no fogo que não se apagava, nas ofertas de manjares, nas coisas santas, estava escrito o amor incondicional de Deus pela humanidade.
O Senhor nos diz hoje: “Não temas; Eu sou o Primeiro e o Último” (Ap.1:17). Ele é o Deus do Antigo e o Deus do Novo. O Deus das Escrituras. O mesmo Deus, que não muda (Ml.3:6) e “em quem não pode existir variação ou sombra de mudança” (Tg.1:17). Se você pecou conscientemente e acha que não há perdão para você, lembre de quantas vezes a misericórdia do Senhor alcançou a nação rebelde de Israel. Lembre-se de Zaqueu que roubava seu próprio povo de forma premeditada, mas que agarrou a oportunidade dada por Jesus e não a deixou passar. Você é amado(a) pelo Deus vivo! Jesus morreu por você! Abra a porta e deixe Ele entrar! “Porque o Filho do Homem [ou seja, Aquele que Se identifica com você e que conhece as suas lutas] veio buscar e salvar o perdido” (Lc.19:10).
Nosso amado Deus e misericordioso Pai, nossa gratidão a Ti por Tua bondade que nos conduz ao arrependimento, por Teu perdão, por Teu amor longânimo para conosco! Louvado seja o Teu santo nome! Quantas vezes, Senhor, temos pecado de forma consciente e pensamos não haver chance para nós. Há um inimigo que constantemente nos acusa e que tenta nos convencer de que não há mais saída. Mas, como Zaqueu, nós queremos subir no sicômoro da esperança e descer para cear Contigo e Tu conosco. Que o Teu perdão promova em nós a salvação em Cristo Jesus e o desejo e o poder do Espírito de não mais ferir o Teu coração! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, perdoados e salvos em Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
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“Será, pois, que, sendo culpado numa destas coisas, confessará aquilo em que pecou” (v.5).
Havia uma necessidade urgente de ensinar aos filhos de Israel a triste condição de que o pecado faz separação entre o homem e Deus (Is.59:2). Os sacrifícios, a intercessão dos sacerdotes e a manifestação da glória de Deus deveriam ser para os pecadores a revelação do Messias, o roteiro do plano da salvação. Cada tipo de sacrifício tinha sempre o objetivo final de salvar do pecado e purificar o pecador. Os pecados, ainda que fossem ocultos, precisavam ser confessados diante do Senhor e expiados com sacrifício. Eram as ofertas pela culpa e pelo pecado.
Na segunda parte do capítulo, encontramos o sacrifício pelo sacrilégio ou prejuízo quanto às “coisas sagradas do Senhor” (v.14). Se houvesse qualquer tipo de dano às coisas do santuário, mesmo que sem a intenção de cometê-lo, era necessário o sacrifício e a restituição da quinta parte do valor envolvido. Transgredir “os mandamentos do Senhor”, ainda que não o soubesse, recebeu um grau ainda maior de culpa, constituindo “iniquidade” (v.17). Esta oferta revela a importância que o Senhor dá aos Seus mandamentos, em não eximir ninguém que os transgrida. Foi pelas nossas transgressões que Cristo morreu em nosso lugar. Seus mandamentos constituem a lei régia do Universo e serão a base legal no dia do juízo (Tg.2:12).
Em todos estes casos há a conclusão indiscutível do desejo de Deus em estender o Seu perdão à humanidade. Mas há também claros recados de que nem a ignorância e nem o que é oculto exime o pecador de ir em busca do perdão. Na caminhada cristã, o humano precisa cooperar com o divino. Não eram as ofertas em si que operavam a remissão do pecador, mas a sua intenção ao ofertá-las. Existe hoje uma necessidade absurda por divulgação da imagem. As redes sociais estão cheias de aparência, enquanto a realidade da maioria absoluta grita por socorro. E, infelizmente, amados, muitos que se dizem cristãos acabam piorando a situação tornando-se “viralizadores” do pecado alheio.
Uma das funções das ofertas era a confissão de pecados. A verdade precisava ser dita diante do Onisciente. Isto não significava que o pecador tinha de confessar os seus pecados diante de todos, e sim diante de Deus e do sacerdote oficiante. Mas todas as vezes em que um filho de Israel carregava a sua oferta a caminho do tabernáculo, ele precisava atravessar parte do acampamento até chegar lá. Somos todos pecadores e carecemos da graça de Deus. A mesma atitude que o Senhor esperava de Israel, Ele espera de nós hoje. Que quando virmos nossos irmãos indo ao Senhor em busca de perdão, possamos nos compadecer e cooperar com o Espírito Santo no processo de resgate. No que estiver ao nosso alcance, encaminhemos o errante aos pés do Salvador.
Mesmo sem essa intenção, os algozes da mulher adúltera a levaram ao melhor lugar do mundo. Enquanto o seu pecado era divulgado nas “redes sociais” de Israel, Jesus manteve o silêncio e escreveu, em lugar em que facilmente seriam apagados, os pecados de seus acusadores. Ali ela não encontrou palavras condenatórias, mas o perdão de um Deus que a amava incondicionalmente. Pode ser que você esteja passando por situação semelhante. Pode ser que você não tenha encontrado braços que lhe amparem, mas dedos que lhe acusam. Saiba que, ainda assim, há um Deus que está bem perto de você e que as pedras que lhe ameaçam a vida não têm mais poder do que a Rocha da vida eterna que, agora, te diz: “Nem Eu tampouco te condeno; vai e não peques mais” (Jo.8:11). Se você aceitar, Jesus lhe dará uma nova vida com Ele.
Nosso Pai Celestial, nossa natureza é má e tendenciosa para o pecado, mas, ainda assim, o Senhor nos amou a ponto de enviar Teu Filho amado para morrer por nós, sendo nós ainda pecadores. Obrigado, bom Pai! Senhor, perdoa os nossos pecados ocultos e nos ajuda a caminhar Contigo enquanto ajudamos nossos pequeninos irmãos pelo caminho. Que não sejamos acusadores de nossos irmãos, mas guardadores. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, alvos do amor de Deus em Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Levítico05 #RPSP
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“… e o sacerdote por eles fará expiação, e eles serão perdoados” (v.20).
Sabemos que o pecado surgiu da rebelião de um anjo de luz que ambicionou ser “semelhante ao Altíssimo” (Is.14:14). E, por sua maldade, semeou discórdia no coração de terça parte dos anjos (Ap.12:7) e fez cair os nossos primeiros pais (Gn.3:6). A essência do pecado sempre será a maldade, a corrupção. Mas nem sempre o pecado é gerado pela vontade de cometê-lo. Muitos, e até líderes religiosos, como no caso dos sacerdotes no capítulo de hoje, cometem pecados “por ignorância” (v.2). Ou seja, pecados não intencionais. O termo usado para pecado, neste caso, é uma palavra hebraica que significa “errar o alvo”.
Diferente da raiz hebraica para iniquidade, que significa pecado deliberado, em que alguém sabe que está em pecado, mas escolhe permanecer nele, o pecado por ignorância ou não premeditado, apesar de não ser doloso, não deixa de ser pecado, e Deus concedeu aos Seus filhos uma provisão especial a fim de que houvesse expiação para este fim específico. Os sacerdotes, a nação, seus príncipes e cada indivíduo eram chamados a oferecer aqueles sacrifícios quer seus pecados fossem ocultos ou notórios à coletividade. Através destes sacrifícios, do reconhecimento de que precisavam do auxílio e perdão de Deus a fim de ensiná-los a andar pelo caminho correto, os filhos de Israel adquiriam uma fé sólida e, a cada passo, seriam ensinados a fazer diferença entre o santo e o profano.
Os sacrifícios pelos pecados por ignorância nos ensinam duas lições de cunho espiritual extremamente relevantes: primeiro, que não há desculpas para o pecado, pois “o salário do pecado é a morte” (Rm.6:23). Pecado é pecado, não importa se culposo ou doloso. E segundo, que Deus deseja nos estender o Seu perdão mesmo por pecados que cometemos sem saber. Creio que o texto a seguir resume bem o desejo do Senhor em nos reconduzir ao alvo: “Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21). Precisamos do Espírito Santo a nos guiar pelo caminho, a fim de que nossos tropeços e quedas não sejam fatais.
O objetivo final destes sacrifícios era o perdão, como percebemos nas expressões: “e eles serão perdoados” (v.20); “e este lhe será perdoado” (v.26); “e lhe será perdoado” (v.35). Amados, cada dia o Senhor nos convida a irmos ao pé da cruz e ali oferecermos o sacrifício de um coração contrito e desejoso em fazer a Sua vontade. Através das Escrituras, o Espírito Santo tem nos ensinado, nos repreendido, nos corrigido e nos educado na justiça (2Tm.3:16). Temos nós aceitado ouvir a Sua voz a nos conduzir pelo caminho? Infelizmente, enquanto estivermos na condição vulnerável de pecadores, corremos o risco constante de errar o alvo. Mas para todo filho e filha de Deus que diariamente dedica a vida no altar do Senhor, há uma maravilhosa notícia: “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam” (At.17:30).
Cristo Jesus está de braços abertos para nos receber e interceder pelos nossos pecados. Enquanto a graça ainda nos está disponível, corramos ao encontro dAquele que já realizou por nós o perfeito sacrifício. O fato de o Senhor não levar “em conta os tempos da ignorância” não significa que devemos permanecer ignorantes, mas que, diligentemente, como herdeiros do Reino eterno, devemos seguir os passos dAquele que sofreu em nosso lugar (1Pe.2:21). Pois “todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus [Jesus Cristo] o guarda, e o Maligno não lhe toca” (1Jo.5:18).
Pai de amor e misericórdia, a nossa natureza pecaminosa nos coloca em constante apuro, mas nós confiamos na fidelidade da Tua Palavra, que nos promete que Cristo é capaz de nos perdoar e de nos purificar de toda injustiça. Louvado seja o Senhor por tão grande salvação! Faz-nos novas criaturas em Cristo Jesus, mediante o lavar renovador e restaurador do Espírito Santo! Faz-nos mais semelhante a Jesus a cada dia, Pai! Perdoa-nos e purifica-nos para que a nossa vida Te glorifique! Em nome de Jesus, Amém!
Feliz sábado, nascidos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Levítico04 #RPSP
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“Se a oferta de alguém for sacrifício pacífico, se a fizer de gado, seja macho ou fêmea, oferecê-la-á sem defeito diante do Senhor” (v.1).
Os sacrifícios pacíficos eram sacrifícios voluntários, uma espécie de oferta de gratidão. Poderiam, também, ser uma oferta votiva, ou seja, para o cumprimento de algum voto feito pelo adorador a Deus. Em todo caso, havia um coração grato e feliz por trás de cada sacrifício pacífico. Mas é necessário e muito importante que compreendamos a ordem das ofertas mencionadas desde o primeiro capítulo deste livro. Em primeiro lugar, Deus inspirou Moisés a escrever sobre os holocaustos, as ofertas que precisavam ser completamente queimadas; símbolo de uma vida inteiramente entregue a Deus e morta para o pecado. Depois, temos as orientações acerca das ofertas de manjares; símbolo de uma vida missionária cheia do Espírito Santo. E então, temos os sacrifícios pacíficos; símbolo da alegria e do amor que o verdadeiro adorador tem pelo Senhor.
Sabem, amados, é muito fácil nos perdermos na leitura da Bíblia porque simplesmente não entendemos os detalhes ali contidos. O capítulo de hoje é um exemplo disso. É a gordura das entranhas que precisa ser queimada, é “o redenho sobre o fígado com os rins” (v.4) que precisam ser tirados; e acabamos perdendo o principal, que é o desejo do Senhor em nos instruir através de Sua preciosa Palavra. O conhecimento teológico é importante e é válido, mas ele não pode jamais estar acima do conhecimento relacional com o Deus da Palavra. Tem você ouvido a voz de Deus através do estudo diário da Bíblia? Seu coração arde ao entrar em contato com o Livro dos livros? Você tem oferecido a Cristo a oferta pacífica da comunhão diária com Ele?
Percebam que os sacrifícios, além de suas especificações sobre como deveriam ser oferecidos, também havia a clara ordenança de que não poderiam apresentar qualquer tipo de defeito. Nenhuma mancha ou deformidade física poderia haver. Deveriam ser “sem defeito diante do Senhor” (v.1). Se fôssemos analisar essa exigência olhando para nós – que precisamos apresentar diante do Senhor uma vida sem defeito algum – poderíamos agora mesmo entrar em desespero. Mas nós somos convidados, meus irmãos, a ofertar ao Senhor a nossa vida “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb.12:2). Como Davi, podemos ofertar ao Senhor a nossa vida escondida em Cristo e, pela fé, declarar: “Pois tudo vem de Ti, e das Tuas mãos Te damos” (1Cr.29:14).
Parece até clichê dizer que Jesus é o supremo sacrifício pacífico, pois Ele Se entregou por nós, e fez isso por amor e pela alegria em nos salvar. Parece que a mensagem da cruz foi substituída pelo “status” da luz. As pessoas não vão mais à igreja em busca de uma decisiva mudança de vida, mas atraídas pelos holofotes de uma adoração emocional e rasa. Troquem as músicas apelativas pela oração e pela súplica, e as pregações covardes por um cortante e assertivo “assim diz o Senhor”, então veremos genuínas conversões como sacrifícios pacíficos “de aroma agradável ao Senhor” (v.5). Enquanto estivermos lidando com o pecado como se fosse algo pequeno, quando ele cobra de cada um de nós um preço fatal, continuaremos aqui neste mundo, tendo aparência de piedade, mas sem poder algum.
Amados, a chama do Espírito Santo precisa aquecer o nosso coração todos os dias, e, pela justiça de Cristo, consumir toda a escória do pecado e nos tornar ofertas pacíficas a Deus. Não adianta termos o título de cristãos se Cristo não for o primeiro e o último em nossa vida. Em nome de Jesus, lembremos das palavras inspiradas de Davi: “Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Sl.51:17). Não espere um reavivamento coletivo enquanto você mesmo não o busca. Moisés precisou de quarenta anos na solidão entre as ovelhas até que Deus o capacitasse para a missão de liderar Israel. Não limite a atuação do Espírito Santo a um culto de uma hora na igreja. Se você não O buscar todos os dias na solidão de seu retiro de comunhão, como espera reconhecer a Sua voz quando Ele finalmente lhe chamar para a missão?
O Espírito do Senhor apela ao seu coração, hoje, para que você persevere na oração e no estudo das Escrituras. Que nada seja mais importante em sua vida do que a comunhão com Seu Pai e Amigo. Conhecer a Deus e a Jesus é vida eterna (Jo.17:3). E esse conhecimento só pode ser obtido mediante uma vida de relacionamento com Deus, que permite a ação constante e transformadora do Espírito Santo. Portanto, “quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt.6:6).
Nosso amado Pai, entregamos em Tuas mãos a nossa vida, como oferta voluntária e pacífica, em reconhecimento de quem Tu és e do que tens feito por nós! Mas o que temos a te oferecer é um coração podre, Senhor, que para nada presta, a não ser que seja miraculosamente trocado por um novo coração. Nós cremos que o Teu Espírito pode realizar esse milagre e nós suplicamos que Ele realize essa cirurgia cardíaca espiritual em nós! Abre os nossos olhos para a realidade de que todos somos miseráveis, infelizes, pobres, cegos e nus, por isso necessitamos da justiça de Cristo. Seja Cristo a nossa Justiça, Pai, então, seremos aceitos por Ti no Amado. Nós Te amamos e aguardamos com esperança o Teu retorno! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, ofertas pacíficas ao Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Levítico03 #RPSP
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“Toda oferta dos teus manjares temperarás com sal; à tua oferta de manjares não deixarás faltar o sal da aliança do teu Deus; em todas as tuas ofertas aplicarás sal” (v.13).
As ofertas de manjares, assim como os holocaustos, eram queimadas no altar, como “aroma agradável ao Senhor” (v.2). Mas, ao contrário da queima total dos holocaustos, apenas uma porção dos manjares era queimada no altar. Porém, o fermento e o mel não eram queimados. Esses dois produtos poderiam até ser ofertados para o consumo dos sacerdotes, mas não poderiam ser queimados como oferta agradável ao Senhor. O fermento, sabemos que é símbolo do pecado, mas a referência quanto ao mel não tem explicação bíblica. Alguns estudiosos, porém, defendem a tese de que o mel simboliza os prazeres da carne, os desejos do homem carnal.
Outro produto em destaque é o azeite. Assim como o sal, toda oferta de manjares tinha a presença do azeite. O azeite é símbolo do Espírito Santo. Se o holocausto representava a oferta integral do pecador a Deus, a oferta de manjares representava o segundo passo, que é a prática da mordomia. Uma parte era queimada ao Senhor e o restante era “de Arão e de seus filhos” (v.3). Não poderia haver verdadeiro holocausto se logo após não viesse a oferta de manjares, uma dádiva de gratidão. Assim como a oferta de manjares sem holocausto não passava de salvação por obras. Portanto, a entrega total do coração a Deus sempre resulta em fidelidade e generosidade, gerados pela gratidão em reconhecer a Deus como Doador e Mantenedor da vida e pela constante atuação do Espírito Santo.
Já o sal era símbolo de aliança, de conservação, representava algo tão especial que de modo algum poderia faltar em nenhuma oferta de manjares. Jesus disse que Seus discípulos são o “sal da terra” (Mt.5:13). Ora, o que faz o sal além de conservar, amados? Ele torna conhecido o sabor do alimento. Ou seja, o mundo conhecerá a Palavra de Deus (o sabor do alimento), se você for um genuíno cristão (o sal). As palavras têm poder, mas não têm o mesmo impacto do exemplo. Ser cristão é ser imitador de Cristo. É Ele que nos “tempera”. Não somos nós, mas a obra dEle em nós! Porque “nEle vivemos, nos movemos, e existimos” (At.17:28).
Analisemos as palavras de advertência de Cristo com relação ao fermento: “Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é hipocrisia” (Lc.12:1). A palavra hipócrita deriva do grego “hypokrités”, que significa “sob a máscara”, palavra usada para os atores de teatro da época. O seu significado fica ainda mais claro nas seguintes palavras de Jesus: “Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem” (Mt.23:3). Já ouviram aquele ditado: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”? Pois bem, este é o resultado na vida de todo aquele que tem um bom discurso, mas que não passa disso. Nossa vida precisa estar escondida em Cristo, como o sal está “escondido” no alimento. O sal é importante, mas ninguém em sã consciência vai provar o alimento e elogiar o sal. Percebem?
Quando entregamos a nossa vida inteiramente a Cristo, o Espírito Santo inicia uma obra que só terá perfeito cumprimento no Dia do Senhor. É um processo diário e que requer de nós uma íntima comunhão com Deus. Uma vida entregue à vontade divina fala mais do que muitos sermões. Não é, porém, o que fazemos, mas o que o Espírito de Cristo opera em nós que faz a diferença. Não tem sido fácil viver em uma época de tantos desafios, com tantas distrações. Mas podemos confiar na promessa de Jesus, quando disse: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20).
Como as ofertas de manjares só eram aceitas com sal e azeite, seja a nossa vida uma oferta “de aroma agradável ao Senhor” (v.9), temperada com o azeite do Espírito Santo e com o sal de uma vida cristã relevante e coerente. Que Deus, por Sua graça e misericórdia, nos ajude!
Nosso Deus e Pai, nós Te louvamos pela promessa de que o Senhor sempre estará conosco por meio do Teu Espírito! Estamos vivendo tempos difíceis, Pai. Mas desejamos temperar a vida das pessoas ao nosso redor com as Tuas boas-novas de salvação. Ajuda-nos, por Tua graça e misericórdia, a sermos sal da Terra, cheios do Espírito Santo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, sal da Terra!
Rosana Garcia Barros
#Levítico02 #RPSP
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“E porá a mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito a favor dele, para a sua expiação” (v.4).
O terceiro livro de Moisés foi escrito como um manual de relacionamento com o Senhor e uns com os outros. Seu título indica o chamado de Deus para a tribo de Levi, tanto para o sacerdócio, através da descendência de Arão, quanto para os demais serviços do tabernáculo. E a primeira orientação dada a Moisés quanto aos rituais do santuário foi sobre os holocaustos. Certamente esta era a principal forma de oferta, a que era queimada por completo. O livro já inicia com uma lição de integridade. Antes de consumar o sacrifício, o homem colocava a sua mão sobre a cabeça do animal, representando a substituição, confessava os seus pecados e participava da imolação junto com o sacerdote. Só depois o sacerdote prosseguia sozinho, fazendo a expiação pelo pecador como um símbolo do sacerdócio de Cristo.
O fato de haver “holocausto de gado” (v.3) até “holocausto de aves” (v.14) indica o cuidado de Deus para com todos, incluindo ricos e pobres na adoração. Quando José e Maria foram apresentar o bebê Jesus no templo, levaram, segundo o que está escrito, “um par de rolas ou dois pombinhos” (Lc.2:24), visto que as suas posses não lhes permitiam levar um cordeiro (Lv.12:8). Assim, não apenas o holocausto, mas cada oferta específica incluía a participação de todos. Todavia, os sacrifícios não passavam de símbolos que deveriam representar o mais profundo desejo de corações entregues à vontade de Deus. O salmista Davi bem descreveu o que realmente o Senhor deseja de Seus filhos:
“Sacrifícios e ofertas não quiseste; abriste os meus ouvidos; holocaustos pelo pecado não requeres. Então, eu disse: eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito; agrada-me fazer a Tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a Tua lei” (Sl.40:6-8).
Há uma ruptura entre o Céu e a Terra, pois os nossos pecados fazem separação entre nós e Deus (Is.59:2). O “aroma agradável ao Senhor” (v.9), como um tipo do perfeito e suficiente sacrifício de Cristo, revelava a vitória do Messias sobre o pecado e a futura restauração da humanidade com o divino. O que realmente importava naqueles sacrifícios era a entrega do coração a Deus, como está escrito: “Dá-me, filho Meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos Meus caminhos” (Pv.23:26). Há um abismo de diferença entre entregar o coração a Deus e a máxima “Deus só quer o meu coração”. Percebam que após a entrega do coração vem o agradar-se dos caminhos de Deus. Isto é, um coração convertido é um coração que aceita ser guiado pelo Espírito Santo, em obediência à Palavra de Deus.
Para que sejamos aceitos “perante o Senhor” (v.3), não precisamos mais realizar sacrifícios, mas aceitar o sacrifício de Jesus e Sua perfeita obra de mediação perante o Pai, entregando a nossa vida diante do altar todos os dias. Foi com profundo senso de seus pecados que Davi compôs o Salmo 51, onde declarou: “Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Sl.51:17). Também, através de Isaías, “assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, O qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (Is.57:15).
Como o holocausto era consumido por inteiro, assim deve ser a nossa entrega pessoal ao Senhor. Não foi sem razão que a primeira virtude espiritual destacada na vida de Jó foi a integridade (Jó 1:1). O Senhor conhecia o caráter íntegro de Seu servo. O coração de Jó era um verdadeiro holocausto que ardia diariamente “perante o Senhor” (v.5). Seja o nosso coração um holocausto “de aroma agradável ao Senhor” (v.9), pois Aquele que “a Si mesmo Se ofereceu” por inteiro e “fez isto uma vez por todas” (Hb.7:27), voltará e nos levará para Ele, para que onde Ele está, nós estejamos também (Jo.14:3).
Pai querido, nós iniciamos hoje o estudo do terceiro livro da Tua Palavra com o coração agradecido e ao mesmo tempo contrito, pois necessitamos da Tua sabedoria, da iluminação do Espírito Santo para que possamos aprender mais de Ti. Ó, Deus amado, fala ao nosso coração de forma que a Tua Palavra opere em nós o que mais necessitamos, que é um reavivamento da verdadeira piedade. Desejamos ser Tuas testemunhas íntegras, mediante a vida de Cristo em nós. Por isso, nos entregamos em Tuas mãos. Ajuda-nos, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, homens e mulheres íntegros!
Rosana Garcia Barros
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