Reavivados por Sua Palavra


Números 03 – Rosana Barros
14 de agosto de 2025, 0:45
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“Mas a Arão e seus filhos ordenarás que se dediquem só ao seu sacerdócio, e o estranho que se aproximar morrerá” (v.10).

Escolhidos para um ofício sobremodo sagrado, Arão e seus filhos deveriam cumpri-lo com fidelidade e dedicação exclusiva. Assim como o Senhor separou um dia da semana como sendo Seu, a tribo de Levi também foi por Ele consagrada como Sua. Deus a designou como o primogênito de Israel e a dividiu em três grupos: os filhos de Gérson (v.25), os filhos de Coate (v.29) e os filhos de Merari (v.36). A cada um desses grupos foi designada a responsabilidade de cuidar de determinada parte do santuário. Deus estabeleceu uma divisão de cargos em que cada grupo teria uma função específica, mas todos estariam unidos na mesma missão de realizar o transporte do santuário cada vez que o povo tivesse que marchar.

A primogenitura na Bíblia possui um significado especial. Nem sempre os que abriam a madre eram os que recebiam a bênção privilegiada, mas o Senhor deixou bem claro, através de exemplos como Jacó, José e Davi, que nascer primeiro não era o único requisito para obter o favor divino; porque Aquele que sonda os corações conhece aqueles que são as primícias de Sua ceifa. Os levitas, portanto, mesmo não sendo descendentes do primogênito de Israel, receberam tal eleição pelo próprio Senhor. E após a contagem dos primogênitos dos filhos de Levi, Deus ordenou a Moisés que também se realizasse um censo de “todo primogênito varão dos filhos de Israel” (v.40), o que excedeu o número dos filhos de Levi em “duzentos e setenta e três” (v.46). Por isso, um resgate foi exigido por aqueles que eram “demais entre eles” (v.48).

A obra de Deus não pode ser realizada de qualquer jeito ou conforme a preferência humana. A preleção do Senhor quanto ao ofício no tabernáculo e os deveres de cada um deixa isso evidente. Antes de existir o santuário, Ele estabeleceu como ele deveria ser feito e quem o faria. Antes que o santuário pudesse ser inaugurado, chamou Moisés e o instruiu em todas as coisas. Antes que Israel tivesse que marchar pela primeira vez após a construção do santuário, o Senhor deu instruções sobre como o desmontariam e quem seriam os responsáveis por isso. Definitivamente, precisamos ter um respeitoso temor e reverência por tudo o que o Senhor separou para ser santo, especialmente com aqueles que Ele escolheu para ministrar a Sua obra. Foi com profundo zelo que Paulo se retratou ao ter falado de forma exaltada com o sumo sacerdote: “Não sabia, irmãos, que ele é sumo sacerdote; porque está escrito: Não falarás mal de uma autoridade do teu povo” (At.23:5).

Com que cuidado, amados, devemos lidar com as dificuldades que surgem no meio do povo de Deus! Mesmo após levar uma bofetada na boca por ordem de um líder de caráter maculado e inimigo de Cristo, o apóstolo Paulo considerou mais a Palavra do Senhor que a sua própria honra. A mesma eleição privilegiada do antigo Israel hoje nos é oferecida pela graça de Cristo Jesus. Simbolicamente, podemos dizer que fazemos parte dos “duzentos e setenta e três” que excederam e fomos resgatados não mais pelo dinheiro desta Terra, mas pelo precioso sangue do Cordeiro de Deus. Como está escrito: “sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (1Pe.1:18-19). Esta sublime verdade deveria, por si só, encher nosso coração de alegria perene e inamovível. Alegria que nada nem ninguém neste mundo pode destruir. Um contentamento que nenhuma provação pode roubar.

Uma obra maior e mais urgente está diante de nós, e o Senhor tem um propósito especial e grandioso para a vida de cada um de Seus filhos. Todos nós somos chamados a fazer parte dessa solene missão. Ninguém que se propõe a crescer no conhecimento de Deus é abandonado ao ócio. Todos temos um trabalho a realizar. O mesmo Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, de Moisés e dos levitas, é O mesmo que olha com atenção para aqueles que O amam e não os deixa sem resposta. Aquele que nos escolheu como as Suas primícias e nos resgatou por alto preço deseja nos levar para a Casa do Pai o mais breve possível. Sejamos, pois, “tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, esperando e apressando a vinda do Dia de Deus” (2Pe.3:11 e 12).

Nosso Pai do Céu, Tu conheces o nosso íntimo como ninguém. O Senhor tem sido tão paciente e a Tua bondade é inquestionável. Como necessitamos olhar para Jesus, para o plano da redenção, para a Sua Palavra e vivermos por fé! Perto está o dia em que virás buscar o Teu Israel, em que manifestarás a Tua justiça. E nós aguardamos novo céu e nova terra, nos quais habita a justiça. Ó, Senhor, nosso Deus, que sejamos Teus primogênitos, dedicados a Ti, guiados pelo Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, primogênitos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Números03 #RPSP

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Números 02 – Rosana Barros
13 de agosto de 2025, 0:45
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“Os filhos de Israel se acamparão junto ao seu estandarte, segundo as insígnias da casa de seus pais; ao redor, de frente para a tenda da congregação se acamparão” (v.2).

A disposição das tribos de Israel enquanto acampavam no deserto foi meticulosamente organizada por Deus. Cada tribo, conforme sua turma designada, deveria permanecer em seu lugar, tanto ao acampar quanto ao marchar. As primeiras tribos compunham o “arraial de Judá” (v.9), que ficava “ao lado oriental (para o nascer do sol)” (v.3); elas marchariam em primeiro lugar. O segundo grupo, o “arraial de Rúben” (v.16), era composto por três tribos, que acampavam “para o lado sul” (v.10), sendo as que marchariam “em segundo lugar” (v.16). O arraial dos levitas ficava no meio dos demais grupos, ao redor do tabernáculo. “Para o lado ocidental” (v.18) ficavam as tribos de Efraim, Manassés e Benjamim, compondo o “arraial de Efraim”, que marcharia “em terceiro lugar” (v.24). E, finalmente, o “arraial de Dã”, localizado ao norte, marcharia por último. Esta ordem foi estabelecida pelo próprio Deus e certamente obedecia a uma lógica divina para fins especiais.

Tal organização promovia confiança nas promessas de Deus. Ele prometeu habitar no meio do Seu povo. Acampando ou marchando, os filhos de Israel tinham sempre a presença de Deus no meio deles: “como se acamparem, assim marcharão, cada um no seu lugar” (v.17). Certa vez, ouvi a ideia de que, vista do alto, a planta do acampamento de Israel, conforme a disposição das tribos, formava a imagem de uma cruz com o santuário ao centro. E, ao marcharem assim dispostos, carregavam a “cruz” por onde quer que fossem. Parece-me plausível que pudesse ser assim. Além disso, eles eram organizados por famílias, “segundo a casa de seus pais” (v.34). Ou seja, os membros de cada família estavam sempre juntos, tanto ao acampar quanto ao marchar. Israel estava dividido por tribos, estandartes, turmas e famílias, mas era um só povo com um só objetivo: alcançar a Terra Prometida.

Na visão de João, do livro selado com sete selos, o apóstolo ficou perturbado e chorou muito com a informação de que ninguém era digno de abrir aquele livro e desatar-lhe os selos. Até que um dos 24 anciãos se dirigiu a ele em sua aflição e lhe disse que “o Leão da tribo de Judá […] venceu para abrir o livro e os seus sete selos” (Ap.5:5). Percebam que o arraial que marchava à frente de Israel era o de Judá. Um símbolo inquestionável de Cristo, o Senhor dos Exércitos, marchando à frente do Seu povo. Uma marcha vitoriosa dAquele que “saiu vencendo para vencer” (Ap.6:2). Jesus declarou a Seus discípulos: “Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-Me” (Mt.16:24). Quem sabe o Salvador visualizou o acampamento de Israel ao proferir estas palavras. Esse símbolo faz com que as palavras de Jesus tenham um sentido ainda mais significativo e pontual. Assim como o antigo Israel acampava e marchava conforme a orientação de Deus, colocando o plano divino acima de suas aspirações terrenas, nós, como povo remanescente, precisamos fazer o mesmo. Porque, todas as vezes que Israel se desviava da vontade do Senhor, desfigurava o projeto divino e colocava em risco a segurança e o bem-estar de todos.

Tomar a cruz de Cristo e levá-la não tem a ver com trabalho excessivo nem com autoflagelo, mas em nos tornarmos um reflexo do amor sacrificial do Salvador, de forma que Ele sempre esteja no centro de nossa vida. Esta é uma obra que Ele deseja realizar não somente em nós, mas também em nossos lares, na igreja e, por fim, no mundo. Esta é a sequência que precisamos obedecer. Esta é a mensagem da cruz que o mundo precisa conhecer: que Deus tem uma família na Terra composta por pessoas de todas as tribos, línguas, povos e nações, mas unida num só propósito e marchando para o mesmo lugar. Que, pela fé, façamos parte desta família mundial, “coluna e baluarte da verdade” (1Tm.3:15) que, cheia do Espírito Santo, acampada ou em marcha, é uma prova inequívoca de que “o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor” (Dt.6:4).

Nosso amado Pai Celestial, bendito seja o Senhor, que deseja ordenar a nossa vida e o nosso lar exatamente onde precisamos estar ou onde precisamos andar! Não permita, Senhor, que os nossos pés se firmem ou caminhem onde o Senhor não aprova. Queremos andar e permanecer no centro da Tua vontade. Por isso, Te pedimos o que o Senhor tem prazer em nos dar, que é o Espírito Santo. Que o Teu Espírito nos guie pelo caminho que devemos andar e que a nossa vida esteja sempre firmada na Rocha que é Cristo. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, Israel de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Números02 #RPSP

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Números 01 – Rosana Barros
12 de agosto de 2025, 0:45
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“Como o Senhor ordenara a Moisés, assim os contou no deserto do Sinai” (v.19).

Do monte para o deserto. Esta mudança de cenário introduz o livro de Números com o primeiro censo da nação de Israel. Foi no tabernáculo recém-inaugurado que Moisés recebeu as orientações de Deus sobre como proceder com a contagem do povo. Ele e Arão contariam os homens de “vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra em Israel” (v.3). O Senhor ainda declarou o nome dos príncipes de cada tribo que os auxiliariam nesta missão. Não era propósito de Deus que o Seu povo se envolvesse em conflitos com as demais nações. Uma clara prova disso foi a sua saída do Egito, em que o povo não precisou erguer uma espada sequer, mas apenas confiar no poder de Deus. Todavia, chegaria o tempo em que Israel rejeitaria o governo de Deus e, sob a monarquia de reis terrenos, precisaria estar pronto para as guerras que inevitavelmente surgiriam.

Contados “nominalmente […] cabeça por cabeça” (v.18), cada homem capacitado a lutar foi recrutado para o alistamento militar de Israel. Cada tribo dispôs seu próprio destacamento. Em cada família havia pelo menos um hábil soldado capaz de representá-la. A tribo de Levi, porém, não entrou na contagem do censo. Aos levitas, cabia a responsabilidade de “cuidarem do tabernáculo do Testemunho, e de todos os seus utensílios, e de tudo o que lhe pertence” (v.50). Quando Israel acampava, cada tribo possuía seu lugar designado, “cada um junto ao seu estandarte, segundo as suas turmas” (v.52). Já a tribo de Levi acampava “ao redor do tabernáculo do Testemunho” (v.53), para que ninguém não autorizado do povo tivesse acesso às coisas santas e morresse. A tribo de Levi, portanto, era uma espécie de exército do santuário, protegendo seu próprio povo. E todas as tribos, mesmo divididas por estandartes, deveriam estar sempre unidas pela mesma bandeira: “O Senhor É Minha Bandeira” (Êx.17:15).

Estamos vivendo o tempo do maior censo já realizado pelo Senhor: o censo dos “inscritos no Livro da Vida do Cordeiro” (Ap.21:27). O Espírito Santo está recrutando os últimos escolhidos de todas as nações, tribos, línguas e povos. Todos, sem acepção de pessoas, podem alistar-se no exército do Deus vivo. No entanto, a convocação tem prazo para acabar e se apressa para o fim. Há um conflito ocorrendo neste exato momento. Desde a entrada do pecado no mundo, a humanidade tem enfrentado um inimigo cruel e desleal. E somente com o uso da armadura correta poderemos estar em pé no Dia do Senhor. Eis a ordem superior que devemos obedecer: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Ef.6:11). Enfrentamos uma guerra que seria facilmente vencida pelo inimigo não fosse a graça do Senhor dos Exércitos. A esse respeito, acompanhem comigo a seguinte citação:

“O antagonismo que existe entre Cristo e Satanás revelou-se de maneira flagrante na recepção que Jesus teve. A pureza e santidade de Cristo suscitaram o ódio dos ímpios contra Ele. Sua vida de renúncia era uma perpétua reprovação a um povo orgulhoso e sensual. Satanás e os anjos caídos uniram-se aos homens maus contra o Campeão da verdade. A mesma inimizade é manifesta em relação aos seguidores de Cristo. Quem quer que resista à tentação, suscitará a ira de Satanás. Cristo e Satanás não podem harmonizar-se. ‘Todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus, serão perseguidos’” (2Tm.3:12; O Grande Conflito, CPB, p.223).

Cumpre-nos fazer o que fez Israel, amados: “Assim fizeram os filhos de Israel; segundo tudo o que o Senhor ordenara a Moisés, assim o fizeram” (v.54). Através de Sua Palavra, o Senhor continua instruindo o Seu povo e preparando-o para entrar na Canaã celestial. Temos o Céu a nosso favor e precisamos deixar isso muito claro através de nossas escolhas. “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg.4:7). Eis a nossa arma secreta: “Ao som de fervorosa oração, treme todo o exército de Satanás […] É quando anjos todo-poderosos, revestidos da armadura do Céu, vêm em auxílio da desfalecida e perseguida alma, Satanás e seus anjos retiram-se, pois bem sabem que está perdida a sua batalha” (Mensagens aos Jovens, CPB, p.53).

Encerre o seu estudo de hoje com uma leitura cuidadosa de Efésios 6:10-18. Avante, exército do Deus vivo! “Proclamai isto entre as nações: Apregoai guerra santa e suscitai os valentes; cheguem-se, subam todos os homens de guerra” (Jl.3:9).

Ó, Senhor dos Exércitos, almejamos fazer parte do Teu último exército de oração; de estar entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar! Une o Teu povo neste mesmo propósito, Senhor Deus! Que possamos tocar a trombeta em Sião, proclamando uma assembleia solene, congregando desde os anciãos até os que mamam, rasgando o nosso coração diante de Ti, para que possamos nos alegrar no Senhor, nosso Deus, que faz descer sobre nós, em justa medida, a chuva temporã e a serôdia. Louvado seja o Senhor que Se compadece de nós e não permite que sejamos envergonhados! Porque nós cremos que, dentro em breve, Aquele que vem virá, e não tardará. Preciosa promessa! Obrigado, Pai, porque a Tua Palavra é fiel e verdadeira! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, exército do Deus Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

#Números01 #RPSP

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Levítico 27 – Rosana Barros
11 de agosto de 2025, 0:45
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“No entanto, nada do que alguém dedicar irremissivelmente ao Senhor, de tudo o que tem, seja homem, ou animal, ou campo da sua herança, se poderá vender, nem resgatar; toda coisa assim consagrada será santíssima ao Senhor” (v.28).

Os votos e os dízimos constituem a parte final desta coleção de normas estabelecidas por Deus, conhecida como “Código de Santidade”. O voto consistia em uma espécie de acordo do homem diretamente com Deus, visando o favor divino a fim de alcançar uma determinada bênção. Ana, por exemplo, fez um voto com o Senhor, prometendo dedicar seu primeiro filho exclusivamente a serviço dEle, caso Ele lhe abrisse a madre. Esse voto ela cumpriu ao entregar o menino Samuel aos cuidados do sacerdote Eli, ainda em tenra idade. Fazer um voto a Deus implicava um sagrado compromisso que culminava em uma oferta específica que era levada ao santuário pelo votante. O voto implicava em compromisso, gratidão e plena confiança na provisão divina. Conforme o sábio Salomão, “Melhor é que não votes do que votes e não cumpras” (Ec.5:5).

O dízimo, por sua vez, foi estabelecido como uma prova de fidelidade e um “antídoto” contra a avareza e o egoísmo. Ao separar “todas as dízimas da terra” (v.30) e entregá-las aos sacerdotes, os adoradores eram levados ao consciencioso entendimento de que tudo o que tinham era fruto da bênção de Deus, e devolver a décima parte era muito pouco diante da abundância de que desfrutavam na terra que o Senhor lhes havia dado por herança, mas o suficiente para lhes provar a fidelidade para com o Doador divino. Enquanto o sistema de ofertas não possui uma porcentagem específica, o dízimo coloca todos os fiéis em pé de igualdade. Para Deus não importa se você devolve o dízimo de um salário mínimo ou de uma grande fortuna. Aquele que é o Dono do ouro e da prata (Ag.2:8) não precisa do nosso dinheiro; nós, porém, precisamos dizimar, sendo este o método mais eficaz de declararmos ao Senhor que nós confiamos nEle como o nosso Provedor e Mantenedor.

Infelizmente, muitos transformaram esse assunto em uma forma de enriquecimento fácil. A famosa teologia da prosperidade tem conquistado multidões de seguidores, atraídos pela promessa de abundância de recursos. Através de discursos criativos e apelativos, líderes espirituais reúnem milhares de pessoas, e muitas delas deixam em seus lugares de culto as economias de toda uma vida. Pedro já havia nos advertido com relação a esse engano: “também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme” (2Pe.2:3). Por outro lado, não há sociedade mais próspera do que aquela estabelecida entre o homem e Deus, onde o Sócio Majoritário só nos pede o mínimo, enquanto nos promete o máximo de lucro: “Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro […] e provai-Me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se Eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida” (Ml.3:10).

A fidelidade nos dízimos e nas ofertas não é uma questão material, mas espiritual. Ela faz parte da nossa adoração ao Senhor. O mesmo Deus que declara: “Não furtarás” (Êx.20:15) é O mesmo que não muda (Ml.3:6) e que continua a advertir o Seu povo: “Roubará o homem a Deus? Todavia, vós Me roubais e dizeis: Em que Te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas” (Ml.3:8). Se fazer um voto ou juramento ao Senhor e não cumprir, constitui uma grave ofensa, imagine usufruir de dinheiro roubado! Lembremos do exemplo de Ananias e Safira, que, pela cobiça, levaram ao Senhor uma oferta mentirosa (At.5:1-11). Ao devolvermos ao Senhor, com inteireza de coração, parte dos recursos que Ele mesmo nos deu, o Espírito Santo nos concede mais da fidelidade de Seu fruto e nos apegamos menos às coisas deste mundo. “Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores” (1Tm.6:10).

Há bênção e verdadeira felicidade em fazer a vontade de Deus, amados. Que a nossa vida e os nossos bens declarem que tudo o que somos e o que temos pertencem ao Senhor. Que possamos dar ouvidos às palavras do nosso Resgatador: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no Céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt.6:19-21).

Pai querido, nós Te agradecemos pela bênção do estudo de mais um livro da Tua santa Palavra! Que todas as advertências, repreensões, e que todo o ensino, tenham sido para nós como espada de dois gumes, dividindo a nossa vida em antes e depois de Levítico! Senhor, reconhecemos a importância deste livro não apenas como um guia seguro para o antigo Israel, mas também para nós, que vivemos nos últimos dias deste mundo de pecado. Ó, Senhor, que perseveremos em ser santificados pela verdade! Depositamos em Tuas mãos tudo o que temos e somos, para a Tua glória. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, fiéis servos de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Levítico27 #RPSP

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Levítico 26 – Rosana Barros
10 de agosto de 2025, 0:45
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“Andarei entre vós e serei o vosso Deus, e vós sereis o Meu povo” (v.12).

Nestes últimos anos, o mundo tem passado por grandes mudanças e uma acelerada queda no que diz respeito aos antigos costumes. A casa da vovó não tem mais graça se não tiver Wi-Fi. Dar lugar a um idoso no ônibus é coisa do passado. Uma criança que não fala palavrões tornou-se esquisita. Um homem que não trai a esposa é artigo de luxo. Estudar em uma escola onde todos estejam satisfeitos com o seu próprio gênero (masculino ou feminino) é praticamente impossível. Estamos presenciando os últimos dias, os dias decisivos deste planeta, onde cada um terá de responder pelas escolhas que fez em vida. Ignorar os avisos de Deus em Sua Palavra certamente não é a melhor nem a mais inteligente escolha a ser feita, mas professar segui-la enquanto as atitudes não são coerentes com o discurso, creio, é bem pior.

Israel só tinha dois caminhos a seguir: o da maldição e desobediência para a morte ou o da bênção e obediência para a vida. “Se” permanecessem fiéis ao Senhor em obedecer às Suas leis, receberiam as mais ricas bênçãos. “Mas”, rejeitando ao “assim diz o Senhor”, seriam “consumidos pela sua iniquidade” (v.39). Muitos têm trocado a obediência pela conveniência. Negando a luz que têm recebido, folgam-se em assumir uma postura semelhante à maioria, tornando-se mais amantes dos frívolos métodos do mundo do que do eficaz e simples método de Cristo. Unicamente a obediência por fé faria de Israel uma nação diferente de todas as demais, e os habilitaria a viver pequenos vislumbres do Éden, quando o Senhor andava pessoalmente com nossos primeiros pais.

Todas as punições listadas neste capítulo refletem o estado deplorável e desesperador do homem sem Deus. Doenças, fome e guerras são consequências diretas do pecado. Isto não significa que os justos não passam por momentos difíceis nesta Terra, mas que, mesmo sob duras provas, sua fé os faz “andar eretos” (v.13). Nada é mais valioso para Deus do que um coração disposto a conhecê-Lo e a servi-Lo. Há uma sebe especial reservada para todo aquele cujo coração é qual barro nas mãos do Oleiro. Mas há um juízo específico reservado para todo o que não ouve nem cumpre os mandamentos do Senhor. Isto não se trata de uma visão legalista, amados, e sim de uma mensagem que aponta para o breve e inevitável desfecho: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap.22:11).

Onde há amor não há medo (1Jo.4:18). Não precisamos temer os juízos de Deus se permanecermos em Seu amor. Também não se trata de uma barganha: eu obedeço e Ele me abençoa; e sim de uma resposta de amor ao Deus que me salvou. Eu obedeço ao Senhor porque o Espírito Santo habita em mim e não consigo fazer diferente frente ao grande amor que Ele me tem. Se desrespeitar as leis dos homens já produz resultados ruins, que dirá desobedecer às leis estabelecidas pelo Rei do Universo! Acerca disto, Ellen White pontuou: “A fim de se prepararem para o juízo, é necessário que os homens guardem a lei de Deus. Esta lei será a norma de caráter no juízo. Declara o apóstolo Paulo: ‘Todos os que sob a lei pecaram pela lei serão julgados[…] No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens por Jesus Cristo’. E ele diz que ‘os que praticam a lei hão de ser justificados’ (Rm.2:12-16). A fé é essencial a fim de se guardar a lei de Deus; pois ‘sem fé é impossível agradar-Lhe’” (O Grande Conflito, CPB, p.435).

Para todos os que têm andado “contrariamente para com” Deus (v.21), há um chamado de misericórdia sendo realizado com o interesse de todo o Céu, para que pecadores se arrependam e confessem seus pecados Àquele que “é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo.1:9). O Senhor, por amor de todos nós, tem lembrado da aliança que fez com o Seu povo e que assinou com o sangue de Seu Filho unigênito. A um povo obediente o Senhor dará as “chuvas a seu tempo” (v.4). Que vindo a última chuva, estejamos prontos para recebê-la, pois:

“Caso alguém não seja purificado pela obediência à verdade, e vença o egoísmo, o orgulho e as más paixões, os anjos de Deus têm a recomendação: ‘Estão entregues a seus ídolos; deixai-os’, e eles passarão adiante à sua obra, deixando esses com seus pecaminosos traços não subjugados, à direção dos anjos maus. Os que satisfazem em todos os pontos e resistem a toda prova, e vencem, seja qual for o preço, atenderam ao conselho da Testemunha Verdadeira, e receberão a chuva serôdia, estando assim aptos para a trasladação” (Ellen G. White, Testemunhos Seletos, CPB, v.1, p.64).

Amados, percebam que mesmo que Israel cometesse todos aqueles pecados, dando as costas ao Senhor e negligenciando a obediência às Suas leis, as consequências disto não deveriam ser para a morte, e sim instrumentos divinos para conduzir Seu povo de volta para Ele: “Mas, se confessarem a sua iniquidade e a iniquidade de seus pais, […] se o seu coração incircunciso se humilhar, e tomarem eles por bem o castigo da sua iniquidade, então, Me lembrarei da Minha aliança com Jacó, e também da Minha aliança com Isaque, e também da Minha aliança com Abraão, e da terra Me lembrarei” (v.40-42). Foi exatamente isso que fez Daniel ao perceber que se aproximavam o fim dos setenta anos de cativeiro babilônico. Em uma das mais lindas e tocantes orações da Bíblia, ele confessou seus pecados e os pecados de seu povo, motivado pela fidelidade do Senhor em Sua Palavra (Leia Dn.9:2-19).

Ah, meus irmãos, sabendo que se aproxima o tempo do fim de nosso cativeiro nesta Terra, não deveríamos nós fazer o mesmo que fez o amado Daniel? Sabendo que o Senhor não faz “coisa alguma, sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas” (Am.3:7), não deveríamos ser mais diligentes em buscar o devido preparo para que o Senhor nos faça “andar eretos” (v.13), mesmo diante do período mais difícil deste mundo? Eis aqui ainda à nossa disposição as Escrituras e o Espírito Santo. Não negligenciemos hoje o que amanhã pode ser procurado e não se consiga ser encontrado. Porque também nos foi revelado por boca do profeta do Senhor que “vêm dias” em que “andarão de mar a mar e do Norte até ao Oriente; correrão por toda parte, procurando a Palavra do Senhor, e não a acharão” (Am.8:11-12). Hoje é tempo de arrependimento, confissão e conversão. Hoje, é o tempo de atender ao convite do Senhor: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Lc.14:35).

“Ah! Senhor! Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que Te amam e guardam os Teus mandamentos; temos pecado e cometido iniquidades, procedemos perversamente e fomos rebeldes, apartando-nos dos Teus mandamentos e dos Teus juízos; e não demos ouvidos aos Teus servos, os profetas, que em Teu nome falaram […] A Ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós, o corar de vergonha, como hoje se vê […] Inclina, ó Deus meu, os ouvidos e ouve; abre os olhos e olha para a nossa desolação […] porque não lançamos as nossas súplicas perante a Tua face fiados em nossas justiças, mas em Tuas muitas misericórdias. Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não Te retardes, por amor de Ti mesmo, ó Deus meu” (Dn.9:4-7, 18-19). Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, filhos da obediência!

Rosana Garcia Barros

#Levítico26 #RPSP

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Levítico 25 – Rosana Barros
9 de agosto de 2025, 0:45
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“Observai os Meus estatutos, guardai os Meus juízos e cumpri-os; assim, habitareis seguros na terra” (v.18).

Aquele que lançou “os fundamentos da terra” (Jó 38:4) também instruiu o Seu povo a cuidar dela. Quando Adão foi criado, o Senhor “o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar” (Gn.2:15). Enquanto o verbo “cultivar” implica trabalhar, o verbo “guardar” significa cuidar e preservar. Portanto, o trabalho dado por Deus ao homem consiste em não apenas retirar da terra o seu sustento, mas em preservá-la para que ela permaneça sendo uma inegável revelação de “que foi o universo formado pela palavra de Deus” (Hb.11:3). “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o Seu eterno poder, como também a Sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas” (Rm.1:20).

O Ano de Descanso era, portanto, um claro lembrete de que todo filho de Israel possuía a mesma dupla responsabilidade dada ao homem desde a criação do mundo. A cada sete anos, a terra deveria desfrutar de um “sábado de descanso solene […] um sábado ao Senhor” (v.4). Além de ser um benefício à natureza, o homem colheria ainda mais benefícios. Deus concederia ao Seu povo a bênção de que no sexto ano a terra produzisse “fruto por três anos” (v.21). O ano sabático também reforçaria o princípio de que Deus é o nosso Mantenedor: “Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas. Antes, te lembrarás do Senhor, teu Deus, porque é Ele O que te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a Sua aliança, que, sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se vê” (Dt.8:17-18).

O Ano do Jubileu, por sua vez, era um ano de grande celebração. A cada cinquenta anos era proclamada “liberdade na terra a todos os seus moradores” (v.10) e as terras eram devolvidas aos seus possuidores originais. Era um ano de liberdade da terra e do homem. No Dia da Expiação, era soada a trombeta por toda a terra de Israel, proclamando as boas-novas de igualdade e liberdade a todos os homens. Era um tempo de resolução de conflitos, de remissão e de respeitoso e singular temor a Deus. Era um tempo de desfrutar de uma espécie de prévia da Nova Terra: “A terra dará o seu fruto, e comereis a fartar e nela habitareis seguros” (v.19). Somos todos “estrangeiros e peregrinos” na Terra (v.23) e precisamos manter esta verdade viva em nosso coração, como aqueles que aguardam “novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (2Pe.3:13).

Enquanto estivermos nesta condição de peregrinos a caminho do Lar, cumpre-nos viver aqui de forma digna do nosso chamado. Da mesma forma que Israel deveria temer a Deus e observar as Suas leis, uma solene mensagem nos é anunciada: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7); e uma resposta nos é exigida: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Por outro lado, há uma prestação de contas a ser realizada com os que rejeitam as instruções divinas, pois o Criador derramará o Seu juízo e destruirá “os que destroem a terra” (Ap.11:18). Cada capítulo da jornada de Israel sobre a Terra é um sonido da trombeta do Céu para a humanidade. Esta foi a compreensão do apóstolo Paulo ao declarar acerca dos filhos de Israel: “Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram” (1Co.10:6).

Há um constante e urgente apelo sendo feito: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4). Sair de Babilônia significa libertação e completa mudança de vida. Significa retornar ao plano original do Criador e buscar uma vida de santificação nEle. Este apelo não se refere somente ao aspecto espiritual, mas também físico e mental, já que somos criaturas integrais. O Espírito Santo está chamando um povo que viva o mandamento por experiência: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento […] Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt.22:37 e 39); um povo que confie na provisão de Deus ainda que o mundo a desconsidere.

O Senhor voltará em breve, amados! O nosso Jubileu está às portas! Que o mesmo sentimento que houve nos patriarcas, de que somos “estrangeiros e peregrinos” (v.23) a caminho da pátria celestial, haja em nós também (Hb.11:13-16). Prossigamos com perseverança em viver a vontade de Deus, pois aquele “que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13).

Ó, Senhor, amado, desejo ao Lar, desejo ao Lar, ao lindo e eterno Lar! E creio que este seja o desejo dos meus irmãos também. Por isso, nós clamamos a Ti, Rei do Universo, que nos guarde e preserve para o Teu reino eterno! Louvado seja o Senhor, que não desiste de nós! Que o Teu braço poderoso nos liberte do cativeiro do pecado e nos leve, muito em breve, para o reino do Filho do Seu amor! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, peregrinos a caminho do Lar eterno!

Rosana Garcia Barros

#Levítico25 #RPSP

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Levítico 24 – Rosana Barros
8 de agosto de 2025, 0:45
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“Disse o Senhor a Moisés: Ordena aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveira, batido, para o candelabro, para que haja lâmpada acesa continuamente” (v.1-2).

Os dois elementos que compunham a função do candelabro e da mesa da proposição eram, respectivamente, o azeite e os pães asmos. Os sacerdotes deveriam manter o candelabro sempre aceso e cuidar para que, em cada sábado, houvesse novos pães sobre a mesa, no lugar santo do santuário. O azeite sabemos ser um símbolo do Espírito Santo e o pão, representa Cristo, “o Pão da Vida” (Jo.6:35) e Sua Palavra, o maná espiritual. Esses dois símbolos declaram a missão do povo de Deus na Terra e a condição necessária para a admissão no reino dos Céus. Assim como a lâmpada deveria estar “acesa continuamente” (v.2), o povo de Deus deve manter acesa a chama do Espírito Santo a fim de revelar o caráter de Seu Senhor. E, a cada sábado, reunido como um só povo, comungar da Palavra de Deus conforme o exemplo deixado pelo nosso Mestre (Lc.4:16; Mt.12:12).

Todos os dias o candelabro era mantido aceso e, na mesa, jamais faltavam os pães. Deus coloca à nossa disposição a constante guia do Espírito e a porção diária de Sua Palavra. Fomos chamados para ser uma luz contínua, espalhando pelo mundo o brilho incomparável das Escrituras. Somos o “sacerdócio real” de Deus (1Pe.2:9) e não podemos perder o foco do objetivo de nossas vidas: glorificar ao Senhor (Is.43:7; Mt.5:16; 1Co.10:31). Se essa pérola estivesse conservada em cada coração dos filhos de Israel, não teria ocorrido o caso do pecado de blasfêmia no meio deles. A blasfêmia, como conhecemos, é uma grave ofensa ou insulto a Deus ou às coisas sagradas. A Bíblia, porém, apresenta um contexto mais amplo, considerando a blasfêmia como uma tentativa do homem em assumir a posição de Deus.

Certa feita, quando Jesus estava em Cafarnaum, antes de operar a cura de um paralítico, Ele fez a polêmica declaração de que perdoava os pecados daquele homem, sendo acusado por isso de blasfêmia (Mc.2:7). Da mesma forma, quando levado preso e colocado diante do Sinédrio, a Sua resposta ao sumo sacerdote, afirmando ser o Filho de Deus, provocou grande alvoroço entre a turba acusadora e a pronta acusação: “Blasfemou!” (Mt.26:65). Blasfêmia, portanto, refere-se a assumir uma função ou a posição que só a Deus pertence. Jesus não blasfemou, pois Ele é Deus. Mas Satanás, que, desde tempos antigos, ambiciona ocupar o lugar do Altíssimo, tem trabalhado incansavelmente para que o homem também conserve a mesma ambição. O profeta Daniel declarou que surgiria um poder que cuidaria “em mudar os tempos e a lei” (Dn.7:25), assumindo então uma função que só a Deus pertence. O princípio bíblico é muito claro: ninguém é autorizado a acrescentar ou a tirar palavra alguma das Escrituras Sagradas (Ap.22:18-19).

Precisamos, amados, nos apegar firmemente à fé que nos serve de escudo contra os enganos do Maligno (Ef.6:16). E somente mediante o Espírito Santo nossas lâmpadas permanecerão acesas até às bodas do Cordeiro (Mt.25:4). No livro do Apocalipse, vemos que o candelabro é um símbolo da igreja (Ap.1:20). Mas, de acordo com a parábola proferida por Jesus, em Mateus 25:1-13, não basta ser candelabro, não basta ser igreja. Afinal, de que vale uma lâmpada que não ilumina? A presença do Espírito Santo deve ser real e constante no meio do povo do advento. A lâmpada também simboliza a Palavra de Deus (Sl.119:105). Mas de que vale o conhecimento da Bíblia sem o poder do Espírito? Fazer parte da igreja não é sinônimo de salvação, amados. Como “o filho da mulher israelita” no capítulo de hoje, que “blasfemou o nome do Senhor” (v.11), muitos professos cristãos serão destruídos no juízo porque escolheram ser guiados por suas próprias paixões.

Estamos vivendo, creio eu, a maior crise de identidade da história da igreja de Deus. Há uma letargia sem precedentes no meio do povo do advento. Onde estão os raios de luz provenientes do Céu quando os reformadores protestantes pregavam com ousadia a verdade que os homens desprezavam? Onde estão aqueles que, quais os pioneiros adventistas, não descansavam enquanto não ouvissem a voz de Deus a lhes conceder mais luz? O grande conflito está à beira de seu desfecho e, a menos que estejamos quais tochas acesas pelo Espírito Santo, não conseguiremos discernir o tempo sobremodo decisivo de nossa peregrinação. É necessária uma obra individual, amados. Se permitirmos que o Senhor conduza o nosso viver diário, Ele mesmo nos dará do maná espiritual e nos habilitará na obra de iluminar o mundo com a Sua glória.

Despertai, igreja do Deus vivo! Despertai! “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11).

Nosso Deus, Tu, Senhor, reinas eternamente. O Teu trono subsiste de geração em geração. Não estamos sozinhos neste mundo mal em meio a um conflito que temos que enfrentar todos os dias. Cremos que estás conosco. Então, Pai, converte-nos a Ti, e seremos convertidos! Tu és a nossa porção, Senhor, em Ti esperamos e confiamos, pois grande é a Tua fidelidade! Esvazia-nos de nós mesmos e nos enche do Espírito Santo! Nós Te agradecemos porque nos ouves e respondes! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, reavivados pela Palavra e pelo Espírito!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, herdeiros da vida eterna!

Rosana Garcia Barros

#Levítico24 #RPSP

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Levítico 23 – Rosana Barros
7 de agosto de 2025, 0:45
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“Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: As festas fixas do Senhor, que proclamareis, serão santas convocações; são estas as Minhas festas” (v.2).

O Senhor estabeleceu um calendário de festas solenes para o Seu povo. Não eram meras convocações, mas “santas convocações”, assembleias separadas para propósitos especiais. Novamente o Senhor reforçou a festa semanal estabelecida na criação, o Seu santo sábado: “E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera” (Gn.2:3). A primeira coisa que os filhos de Israel precisavam ter em mente era que, toda semana, havia um memorial que os fazia lembrar de que desde o princípio ele foi estabelecido pelo Criador como uma bênção à humanidade (Mc.2:27). Em todas as suas moradas, onde quer que colocasse a planta de seus pés, Israel seria o modelo de Deus para o mundo, e o descanso semanal de seu labor despertaria a curiosidade dos demais povos, ao perceberem o seu zelo e apreço em observar o sábado como um dia santo.

No decorrer de cada ano, também havia as festas cerimoniais, na seguinte ordem: Páscoa, Festa dos Pães Asmos, Festa das Primícias, Pentecostes, Festa das Trombetas, Dia da Expiação e Festa dos Tabernáculos. O que muitos ignoram é o fato de que estas festas representam a cronologia do ministério de Cristo, do plano da redenção. Foi na Páscoa que o Cordeiro de Deus derramou o Seu sangue para resgatar a humanidade. Seu corpo sem pecado foi entregue à morte (pão asmo). Mas, ao terceiro dia, Ele ressuscitou como “as primícias dos que dormem” (1Co. 15:20). Exatamente no Pentecostes, a Sua promessa de enviar-nos o outro Consolador foi cumprida. Estamos no tempo do toque da sétima trombeta. E, conforme as profecias de Daniel, desde 22 de outubro de 1844 estamos vivendo no período profético do Dia da Expiação, quando Jesus passou do lugar Santo para o lugar Santíssimo do santuário celeste (Dn.7:13-14). Aguardamos, portanto, a última festa, a gloriosa convocação, quando o Senhor nos levará não mais para habitar em cabanas, mas em moradas eternas (Jo.14:1-3).

Não havia uma semana sequer sem que Deus celebrasse com o Seu povo a certeza da futura restauração e nem um ano sequer de que a glória futura seria garantida no “ano aceitável do Senhor” (Is.61:2). Cristo veio e nos garantiu a festa da vitória final. Estamos vivendo em tempo de solene advertência: “afligireis a vossa alma” (v.27). Quantos têm andado trôpegos e errantes na Terra por falta de conhecimento! O Senhor do Céu deseja derramar sobre nós nada menos do que o Seu Espírito, “Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor” (Is.11:2). Mais do que vitórias transitórias, necessitamos clamar pela vitória espiritual em Cristo, pedindo a constante guia do Espírito Santo. “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedirem?” (Lc.11:13).

Olhem para o mundo, amados. Existem motivos suficientes para gemermos diante das abominações que têm sido cometidas. Há quase dois mil anos, o apóstolo Paulo fez uma lista de nossa condição atual: “Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se também destes.” (2Tm.3:1-5 NVI). Mas sabem o que é mais assustador, amados? O final deste texto, quando diz: “tendo forma de piedade”. Ou seja, em sua maioria, são religiosos, mas assemelham-se à mesma classe que condenou o próprio Jesus à morte.

Arde em meu coração o desejo de que, assim como o foi com o servo do profeta Eliseu (2Rs.6:17), os nossos olhos sejam abertos para contemplar o posto do dever dos anjos ministradores de Deus que são “enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação” (Hb.1:14). Há um grande conflito com forças espirituais invisíveis, e Satanás e seus agentes têm lançado grande medo e dúvida em muitos corações. Oh, meu irmão e minha irmã em Cristo Jesus, “não temas, porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles” (2Rs.6:16)! Se hoje estamos em vestes de saco e parece que a nossa angústia está a ponto de nos sufocar, creia, em nome de Jesus, que “em seu dia próprio” (v.37), o Senhor Se levantará para nos vestir com as vestes festivais da eternidade.

Que hoje você celebre a vitória do nosso Senhor e Salvador e a esperança real de que, muito em breve, “de um sábado a outro” (Is.66:23), adoraremos ao Senhor na eternidade!

Nosso Deus, Maravilhoso Senhor, Tu és um Deus de alegria! O Senhor estabeleceu festas especiais para celebrar com o Teu povo. Mas dentre elas também havia dias solenes. Estamos vivendo no grande e solene dia da expiação profético. É tempo de nos convertermos ao Senhor de todo o nosso coração; “e isso com jejuns, com choro e com pranto” (Jl.2:12). Então, estaremos prontos para o aguaceiro da chuva serôdia, para o refrigério do Espírito Santo. Ó, Pai, ajuda-nos! Perdoa-nos! E prepara-nos para o breve encontro Contigo! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, herdeiros da vida eterna!

Rosana Garcia Barros

#Levítico23 #RPSP

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Levítico 22 – Rosana Barros
6 de agosto de 2025, 0:45
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“Não profanareis o Meu santo nome, mas serei santificado no meio dos filhos de Israel. Eu sou o Senhor, que vos santifico” (v.32).

Lidar com as coisas sagradas era uma questão de prioridade no santuário. Tudo ali apontava para a santidade de Deus e a necessidade do homem de ser por Ele santificado. A obrigação dos sacerdotes consistia em transmitir ao povo a vontade de Deus, ensinando-lhes a fazer diferença entre o santo e o profano. Os sacrifícios realizados no pátio do tabernáculo e as ofertas de manjares eram considerados “coisas sagradas” (v.2), portanto, não poderiam ser consumidos de qualquer forma e nem por qualquer um. A ordem era clara: “Não profanarão as coisas sagradas que os filhos de Israel oferecem ao Senhor” (v.15). Pontualmente, Deus prescreveu a Israel o passo a passo da verdadeira adoração.

Havia todo um cuidado de Deus para que os Seus filhos não profanassem as coisas sagradas e nem o Seu santo nome, lidando com o sagrado de forma comum. Aquele que criou o homem para a Sua glória (Is.43:7) não poderia exigir-lhe menos do que poderia oferecer. Ofertas de animais com defeito eram inaceitáveis. Como uma representação de Cristo, o perfeito Cordeiro, cada animal deveria ser cuidadosamente selecionado para compor o cenário de adoração. Ainda nos resta, hoje, uma oferta a ser feita. Um sacrifício nos é exigido: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm.12:1).

Muito mais do que exigir santidade, Deus nos confere santidade. Só Ele é santo. Portanto, só Ele pode nos santificar. Deus deseja imprimir o Seu caráter em Seu povo, mas, para que isso aconteça, precisamos descer os degraus de nossas orgulhosas concepções e permitir que o Santo Espírito nos transforme. A melhor oferta que podemos depor no altar do Senhor não são os nossos esforços religiosos, e sim o que Ele mesmo nos pede: “Dá-Me, filho Meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos Meus caminhos” (Pv.23:26). Sabem quando começa a genuína conversão, amados? Não é quando fazemos o que supomos ser a obra de Deus, mas quando permitimos que o Deus da obra nos encontre. Todas aquelas leis e obrigações consistiam em ensinar a Israel que o Senhor desejava ter um encontro especial com o Seu povo todos os dias, para que assim eles pudessem se agradar dos Seus caminhos. É o conhecimento do Senhor que nos leva a praticar as obras que Ele “de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef.2:10).

Quando um pecador se dirigia ao templo com uma oferta segundo os seus próprios critérios, e o coração endurecido para ouvir a voz de Deus, estava replicando a ofensiva oferta de Caim. Foi pela fé que “Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim; pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas” (Hb.11:4). Abel depositou o seu coração naquela oferta e foi selado para a eternidade. Caim, porém, ofereceu do que achava ser o melhor, duvidando da provisão de Deus e recebendo o sinal de eterna maldição. A diferença entre a verdadeira adoração de Abel e a falsa adoração de Caim tem sido vista no decorrer da história deste mundo e permanecerá até que Cristo volte e ponha “as ovelhas à Sua direita, mas os cabritos, à esquerda” (Mt.25:33).

Muitos professos cristãos têm exigido de outros com severo rigor que sejam observadas as regras de modéstia cristã, regime alimentar, dentre outras, quando, na verdade, eles mesmos necessitam de uma mudança interior. Não me entendam mal. A forma como nos vestimos e como nos alimentamos importa sim diante de Deus. Mas não podemos exigir reforma se não há reavivamento. Reforma sem reavivamento é hipocrisia e legalismo, e reavivamento sem reforma é sentimentalismo. Ambos estão ligados pelo elo do Espírito Santo na obra de preparar o derradeiro povo do advento. E naquele Dia haverá um sacrifício aceitável a Deus: “O que é limpo de mãos e puro de coração” (Sl.24:4). Percebem? As duas coisas andam juntas, em harmonia. A entrega incompleta do eu aos cuidados do Senhor desvia o nosso foco do Criador para a criatura. Precisamos abandonar o “assim eu acho” e retornar às veredas antigas do “assim diz o Senhor”. A nossa missão não consiste em simplesmente ensinar a verdade, mas em vivê-la para a glória de Deus, porque “dEle, e por meio dEle, e para Ele são todas as coisas” (Rm.11:36).

O evangelho do Reino “não é segundo o homem […], mas mediante revelação de Jesus Cristo” (Gl.1:11 e 12). Este é o evangelho que nos foi dado a pregar e testemunhar. Seja o nosso coração uma oferta contínua ao Senhor e toda a nossa vida será uma progressiva revelação da atuação do Espírito Santo em nós. “Ora, se invocais como Pai Aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação” (1Pe.1:17).

Nosso amado Deus, nós queremos prosseguir em Te conhecer através da Tua Palavra, pois é esse conhecimento que nos salva e que dá propósito à nossa vida. Livra-nos de oferecermos a Ti a inaceitável oferta de Caim, mas que, como Abel, possamos oferecer a Ti mais excelente sacrifício, tendo testemunho de sermos justos e da Tua aprovação quanto às nossas ofertas. Santifica-nos, Senhor! E volta logo! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, peregrinos rumo ao Lar!

Rosana Garcia Barros

#Levítico22 #RPSP

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Levítico 21 – Rosana Barros
5 de agosto de 2025, 0:45
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“Santos serão a seu Deus e não profanarão o nome do seu Deus, porque oferecem as ofertas queimadas do Senhor, o pão do seu Deus; portanto, serão santos” (v.6).

As leis para os sacerdotes consistiam não apenas em regulamentos a fim de preservar a honra de sua posição, mas principalmente em conservar a integridade do relacionamento deles para com Deus e de suas obrigações como o “homem principal entre o seu povo” (v.4). Cada sacerdote representava a figura de Cristo, santo, incontaminado e sem defeito. Aos sacerdotes foram dadas instruções a fim de se manterem incontaminados. O sacerdócio era um ministério privilegiado, que exigia um estilo de vida santo e totalmente dependente de Deus. Cabia aos sacerdotes a grande missão de unificar a nação na adoração ao Senhor como o único Deus verdadeiro e de incentivá-la na busca por uma vida cada vez mais santa e consagrada.

O exemplo dos sacerdotes e do sumo sacerdote devia ser para Israel uma visão provisória do plano de Deus para a humanidade: “Ele vos será santo, pois Eu, o Senhor que vos santifico, sou santo” (v.8). Esses líderes espirituais deviam manter uma constante comunhão com Deus, através de um relacionamento pessoal que os fizesse crescer no verdadeiro conhecimento. Reconhecendo a sua falibilidade e exaltando o Senhor como soberano Provedor, seu ministério, impulsionado pelo Espírito Santo, seria o mais eficaz testemunho de que Deus estava guiando o Seu povo. Desta forma, sua eleição jamais seria considerada como uma predileção, mas como um privilégio de superiores responsabilidades, representando o Ministro de uma superior aliança, Cristo Jesus. Para tal encargo, portanto, nada menos do que isto poderia ser exigido: “o sacerdote é santo a seu Deus” (v.7).

Hoje, nossos pastores e líderes correspondem, em certa medida, àquela privilegiada função. Apesar de não ser-lhes mais impostas as mesmas leis, o princípio que as norteava deve prevalecer: “Santos serão a seu Deus e não profanarão o nome do seu Deus” (v.6). Mais do que um eloquente pregador ou um exímio teólogo, o mundo precisa de homens que correspondam ao chamado de Deus: “Sede santos, porque Eu sou santo” (1Pe.1:16). A Bíblia não faz menção a pastoras, assim como não havia sacerdotisas. Não se trata de algum tipo de preconceito, mas do fato do sacerdote simbolizar o próprio Cristo, além da importância do papel da mulher dentro do lar e de sua presença e influência no seio da família. Por negligenciar esta obra, tão sagrada quanto a função sacerdotal, é que muitas famílias têm sofrido as consequências desta inversão de papéis. Deus, em Sua sabedoria, colocou cada membro do lar em seu devido lugar.

Quando Cristo morreu na cruz do Calvário, ressuscitou e subiu aos Céus, tornando-Se uma vez por todas o nosso Sumo Sacerdote, o sacerdócio uniu-se ao discipulado. Hoje, todos nós somos chamados para ser “sacerdócio real, nação santa” e proclamar as virtudes dAquele que nos chamou “das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Todos nós recebemos o sagrado privilégio de sermos testemunhas de Cristo e servos uns dos outros. Cada um em sua esfera de influência pode participar desta obra. Aos pastores cabe a função de pastorear, de cuidar das ovelhinhas do Senhor. Mas é o cuidado que devemos ter de uns para com os outros que mantém o “rebanho” unido e mais forte. Santidade não se limita a padrões humanos de comportamento, e sim a imitar o perfeito padrão, Jesus Cristo.

A vida exemplar cristã começa quando o crente compreende que não é ele mesmo ou as suas obras que devem estar em evidência. Até mesmo Jó, o homem que foi considerado justo e íntegro pelo próprio Deus, reconheceu a sua impotência diante da grandeza do Senhor. Assim como uma lâmpada precisa de uma fonte de energia para iluminar, precisamos de Cristo para que a nossa vida seja luz, a fim de que o Pai seja glorificado (Mt.5:16). Que o nosso sentimento seja como foi o do salmista: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Teu nome dá glória, por amor da Tua misericórdia e da Tua fidelidade” (Sl.115:1). Se homens e mulheres assumirem cada qual a sua função como o Senhor nos orienta em Sua Palavra, as famílias do Seu povo serão benditas, Sua igreja será fortalecida, o mundo será sacudido pelo último clamor e mais rápido veremos o regresso do nosso Senhor e Salvador, que nos santifica.

Santo Deus e Pai, louvado seja o Teu nome pela sabedoria da Tua Palavra, que é o Teu pão diário, dado a nós como fonte de alimento espiritual sólido! Ó, Senhor, estamos vivendo em tempos difíceis, em que falar de santificação é constantemente mal interpretado. Concede-nos, Pai, a compreensão que precisamos acerca da Tua santidade e de nossa necessidade de sermos santificados pela Tua Palavra! Como Daniel, nós Te oramos: “Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não Te retardes, por amor de Ti mesmo, ó Deus meu”, pois somos chamados “pelo Teu nome” (Dn.9:19). Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, sacerdócio real de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Levítico21 #RPSP

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