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“Andarei entre vós e serei o vosso Deus, e vós sereis o Meu povo” (v.12).
Nestes últimos anos, o mundo tem passado por grandes mudanças e uma acelerada queda no que diz respeito aos antigos costumes. A casa da vovó não tem mais graça se não tiver Wi-Fi. Dar lugar a um idoso no ônibus é coisa do passado. Uma criança que não fala palavrões tornou-se esquisita. Um homem que não trai a esposa é artigo de luxo. Estudar em uma escola onde todos estejam satisfeitos com o seu próprio gênero (masculino ou feminino) é praticamente impossível. Estamos presenciando os últimos dias, os dias decisivos deste planeta, onde cada um terá de responder pelas escolhas que fez em vida. Ignorar os avisos de Deus em Sua Palavra certamente não é a melhor nem a mais inteligente escolha a ser feita, mas professar segui-la enquanto as atitudes não são coerentes com o discurso, creio, é bem pior.
Israel só tinha dois caminhos a seguir: o da maldição e desobediência para a morte ou o da bênção e obediência para a vida. “Se” permanecessem fiéis ao Senhor em obedecer às Suas leis, receberiam as mais ricas bênçãos. “Mas”, rejeitando ao “assim diz o Senhor”, seriam “consumidos pela sua iniquidade” (v.39). Muitos têm trocado a obediência pela conveniência. Negando a luz que têm recebido, folgam-se em assumir uma postura semelhante à maioria, tornando-se mais amantes dos frívolos métodos do mundo do que do eficaz e simples método de Cristo. Unicamente a obediência por fé faria de Israel uma nação diferente de todas as demais, e os habilitaria a viver pequenos vislumbres do Éden, quando o Senhor andava pessoalmente com nossos primeiros pais.
Todas as punições listadas neste capítulo refletem o estado deplorável e desesperador do homem sem Deus. Doenças, fome e guerras são consequências diretas do pecado. Isto não significa que os justos não passam por momentos difíceis nesta Terra, mas que, mesmo sob duras provas, sua fé os faz “andar eretos” (v.13). Nada é mais valioso para Deus do que um coração disposto a conhecê-Lo e a servi-Lo. Há uma sebe especial reservada para todo aquele cujo coração é qual barro nas mãos do Oleiro. Mas há um juízo específico reservado para todo o que não ouve nem cumpre os mandamentos do Senhor. Isto não se trata de uma visão legalista, amados, e sim de uma mensagem que aponta para o breve e inevitável desfecho: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap.22:11).
Onde há amor não há medo (1Jo.4:18). Não precisamos temer os juízos de Deus se permanecermos em Seu amor. Também não se trata de uma barganha: eu obedeço e Ele me abençoa; e sim de uma resposta de amor ao Deus que me salvou. Eu obedeço ao Senhor porque o Espírito Santo habita em mim e não consigo fazer diferente frente ao grande amor que Ele me tem. Se desrespeitar as leis dos homens já produz resultados ruins, que dirá desobedecer às leis estabelecidas pelo Rei do Universo! Acerca disto, Ellen White pontuou: “A fim de se prepararem para o juízo, é necessário que os homens guardem a lei de Deus. Esta lei será a norma de caráter no juízo. Declara o apóstolo Paulo: ‘Todos os que sob a lei pecaram pela lei serão julgados[…] No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens por Jesus Cristo’. E ele diz que ‘os que praticam a lei hão de ser justificados’ (Rm.2:12-16). A fé é essencial a fim de se guardar a lei de Deus; pois ‘sem fé é impossível agradar-Lhe’” (O Grande Conflito, CPB, p.435).
Para todos os que têm andado “contrariamente para com” Deus (v.21), há um chamado de misericórdia sendo realizado com o interesse de todo o Céu, para que pecadores se arrependam e confessem seus pecados Àquele que “é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo.1:9). O Senhor, por amor de todos nós, tem lembrado da aliança que fez com o Seu povo e que assinou com o sangue de Seu Filho unigênito. A um povo obediente o Senhor dará as “chuvas a seu tempo” (v.4). Que vindo a última chuva, estejamos prontos para recebê-la, pois:
“Caso alguém não seja purificado pela obediência à verdade, e vença o egoísmo, o orgulho e as más paixões, os anjos de Deus têm a recomendação: ‘Estão entregues a seus ídolos; deixai-os’, e eles passarão adiante à sua obra, deixando esses com seus pecaminosos traços não subjugados, à direção dos anjos maus. Os que satisfazem em todos os pontos e resistem a toda prova, e vencem, seja qual for o preço, atenderam ao conselho da Testemunha Verdadeira, e receberão a chuva serôdia, estando assim aptos para a trasladação” (Ellen G. White, Testemunhos Seletos, CPB, v.1, p.64).
Amados, percebam que mesmo que Israel cometesse todos aqueles pecados, dando as costas ao Senhor e negligenciando a obediência às Suas leis, as consequências disto não deveriam ser para a morte, e sim instrumentos divinos para conduzir Seu povo de volta para Ele: “Mas, se confessarem a sua iniquidade e a iniquidade de seus pais, […] se o seu coração incircunciso se humilhar, e tomarem eles por bem o castigo da sua iniquidade, então, Me lembrarei da Minha aliança com Jacó, e também da Minha aliança com Isaque, e também da Minha aliança com Abraão, e da terra Me lembrarei” (v.40-42). Foi exatamente isso que fez Daniel ao perceber que se aproximavam o fim dos setenta anos de cativeiro babilônico. Em uma das mais lindas e tocantes orações da Bíblia, ele confessou seus pecados e os pecados de seu povo, motivado pela fidelidade do Senhor em Sua Palavra (Leia Dn.9:2-19).
Ah, meus irmãos, sabendo que se aproxima o tempo do fim de nosso cativeiro nesta Terra, não deveríamos nós fazer o mesmo que fez o amado Daniel? Sabendo que o Senhor não faz “coisa alguma, sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas” (Am.3:7), não deveríamos ser mais diligentes em buscar o devido preparo para que o Senhor nos faça “andar eretos” (v.13), mesmo diante do período mais difícil deste mundo? Eis aqui ainda à nossa disposição as Escrituras e o Espírito Santo. Não negligenciemos hoje o que amanhã pode ser procurado e não se consiga ser encontrado. Porque também nos foi revelado por boca do profeta do Senhor que “vêm dias” em que “andarão de mar a mar e do Norte até ao Oriente; correrão por toda parte, procurando a Palavra do Senhor, e não a acharão” (Am.8:11-12). Hoje é tempo de arrependimento, confissão e conversão. Hoje, é o tempo de atender ao convite do Senhor: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Lc.14:35).
“Ah! Senhor! Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que Te amam e guardam os Teus mandamentos; temos pecado e cometido iniquidades, procedemos perversamente e fomos rebeldes, apartando-nos dos Teus mandamentos e dos Teus juízos; e não demos ouvidos aos Teus servos, os profetas, que em Teu nome falaram […] A Ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós, o corar de vergonha, como hoje se vê […] Inclina, ó Deus meu, os ouvidos e ouve; abre os olhos e olha para a nossa desolação […] porque não lançamos as nossas súplicas perante a Tua face fiados em nossas justiças, mas em Tuas muitas misericórdias. Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não Te retardes, por amor de Ti mesmo, ó Deus meu” (Dn.9:4-7, 18-19). Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos da obediência!
Rosana Garcia Barros
#Levítico26 #RPSP
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“Observai os Meus estatutos, guardai os Meus juízos e cumpri-os; assim, habitareis seguros na terra” (v.18).
Aquele que lançou “os fundamentos da terra” (Jó 38:4) também instruiu o Seu povo a cuidar dela. Quando Adão foi criado, o Senhor “o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar” (Gn.2:15). Enquanto o verbo “cultivar” implica trabalhar, o verbo “guardar” significa cuidar e preservar. Portanto, o trabalho dado por Deus ao homem consiste em não apenas retirar da terra o seu sustento, mas em preservá-la para que ela permaneça sendo uma inegável revelação de “que foi o universo formado pela palavra de Deus” (Hb.11:3). “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o Seu eterno poder, como também a Sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas” (Rm.1:20).
O Ano de Descanso era, portanto, um claro lembrete de que todo filho de Israel possuía a mesma dupla responsabilidade dada ao homem desde a criação do mundo. A cada sete anos, a terra deveria desfrutar de um “sábado de descanso solene […] um sábado ao Senhor” (v.4). Além de ser um benefício à natureza, o homem colheria ainda mais benefícios. Deus concederia ao Seu povo a bênção de que no sexto ano a terra produzisse “fruto por três anos” (v.21). O ano sabático também reforçaria o princípio de que Deus é o nosso Mantenedor: “Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas. Antes, te lembrarás do Senhor, teu Deus, porque é Ele O que te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a Sua aliança, que, sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se vê” (Dt.8:17-18).
O Ano do Jubileu, por sua vez, era um ano de grande celebração. A cada cinquenta anos era proclamada “liberdade na terra a todos os seus moradores” (v.10) e as terras eram devolvidas aos seus possuidores originais. Era um ano de liberdade da terra e do homem. No Dia da Expiação, era soada a trombeta por toda a terra de Israel, proclamando as boas-novas de igualdade e liberdade a todos os homens. Era um tempo de resolução de conflitos, de remissão e de respeitoso e singular temor a Deus. Era um tempo de desfrutar de uma espécie de prévia da Nova Terra: “A terra dará o seu fruto, e comereis a fartar e nela habitareis seguros” (v.19). Somos todos “estrangeiros e peregrinos” na Terra (v.23) e precisamos manter esta verdade viva em nosso coração, como aqueles que aguardam “novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (2Pe.3:13).
Enquanto estivermos nesta condição de peregrinos a caminho do Lar, cumpre-nos viver aqui de forma digna do nosso chamado. Da mesma forma que Israel deveria temer a Deus e observar as Suas leis, uma solene mensagem nos é anunciada: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7); e uma resposta nos é exigida: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Por outro lado, há uma prestação de contas a ser realizada com os que rejeitam as instruções divinas, pois o Criador derramará o Seu juízo e destruirá “os que destroem a terra” (Ap.11:18). Cada capítulo da jornada de Israel sobre a Terra é um sonido da trombeta do Céu para a humanidade. Esta foi a compreensão do apóstolo Paulo ao declarar acerca dos filhos de Israel: “Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram” (1Co.10:6).
Há um constante e urgente apelo sendo feito: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4). Sair de Babilônia significa libertação e completa mudança de vida. Significa retornar ao plano original do Criador e buscar uma vida de santificação nEle. Este apelo não se refere somente ao aspecto espiritual, mas também físico e mental, já que somos criaturas integrais. O Espírito Santo está chamando um povo que viva o mandamento por experiência: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento […] Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt.22:37 e 39); um povo que confie na provisão de Deus ainda que o mundo a desconsidere.
O Senhor voltará em breve, amados! O nosso Jubileu está às portas! Que o mesmo sentimento que houve nos patriarcas, de que somos “estrangeiros e peregrinos” (v.23) a caminho da pátria celestial, haja em nós também (Hb.11:13-16). Prossigamos com perseverança em viver a vontade de Deus, pois aquele “que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13).
Ó, Senhor, amado, desejo ao Lar, desejo ao Lar, ao lindo e eterno Lar! E creio que este seja o desejo dos meus irmãos também. Por isso, nós clamamos a Ti, Rei do Universo, que nos guarde e preserve para o Teu reino eterno! Louvado seja o Senhor, que não desiste de nós! Que o Teu braço poderoso nos liberte do cativeiro do pecado e nos leve, muito em breve, para o reino do Filho do Seu amor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, peregrinos a caminho do Lar eterno!
Rosana Garcia Barros
#Levítico25 #RPSP
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“Disse o Senhor a Moisés: Ordena aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveira, batido, para o candelabro, para que haja lâmpada acesa continuamente” (v.1-2).
Os dois elementos que compunham a função do candelabro e da mesa da proposição eram, respectivamente, o azeite e os pães asmos. Os sacerdotes deveriam manter o candelabro sempre aceso e cuidar para que, em cada sábado, houvesse novos pães sobre a mesa, no lugar santo do santuário. O azeite sabemos ser um símbolo do Espírito Santo e o pão, representa Cristo, “o Pão da Vida” (Jo.6:35) e Sua Palavra, o maná espiritual. Esses dois símbolos declaram a missão do povo de Deus na Terra e a condição necessária para a admissão no reino dos Céus. Assim como a lâmpada deveria estar “acesa continuamente” (v.2), o povo de Deus deve manter acesa a chama do Espírito Santo a fim de revelar o caráter de Seu Senhor. E, a cada sábado, reunido como um só povo, comungar da Palavra de Deus conforme o exemplo deixado pelo nosso Mestre (Lc.4:16; Mt.12:12).
Todos os dias o candelabro era mantido aceso e, na mesa, jamais faltavam os pães. Deus coloca à nossa disposição a constante guia do Espírito e a porção diária de Sua Palavra. Fomos chamados para ser uma luz contínua, espalhando pelo mundo o brilho incomparável das Escrituras. Somos o “sacerdócio real” de Deus (1Pe.2:9) e não podemos perder o foco do objetivo de nossas vidas: glorificar ao Senhor (Is.43:7; Mt.5:16; 1Co.10:31). Se essa pérola estivesse conservada em cada coração dos filhos de Israel, não teria ocorrido o caso do pecado de blasfêmia no meio deles. A blasfêmia, como conhecemos, é uma grave ofensa ou insulto a Deus ou às coisas sagradas. A Bíblia, porém, apresenta um contexto mais amplo, considerando a blasfêmia como uma tentativa do homem em assumir a posição de Deus.
Certa feita, quando Jesus estava em Cafarnaum, antes de operar a cura de um paralítico, Ele fez a polêmica declaração de que perdoava os pecados daquele homem, sendo acusado por isso de blasfêmia (Mc.2:7). Da mesma forma, quando levado preso e colocado diante do Sinédrio, a Sua resposta ao sumo sacerdote, afirmando ser o Filho de Deus, provocou grande alvoroço entre a turba acusadora e a pronta acusação: “Blasfemou!” (Mt.26:65). Blasfêmia, portanto, refere-se a assumir uma função ou a posição que só a Deus pertence. Jesus não blasfemou, pois Ele é Deus. Mas Satanás, que, desde tempos antigos, ambiciona ocupar o lugar do Altíssimo, tem trabalhado incansavelmente para que o homem também conserve a mesma ambição. O profeta Daniel declarou que surgiria um poder que cuidaria “em mudar os tempos e a lei” (Dn.7:25), assumindo então uma função que só a Deus pertence. O princípio bíblico é muito claro: ninguém é autorizado a acrescentar ou a tirar palavra alguma das Escrituras Sagradas (Ap.22:18-19).
Precisamos, amados, nos apegar firmemente à fé que nos serve de escudo contra os enganos do Maligno (Ef.6:16). E somente mediante o Espírito Santo nossas lâmpadas permanecerão acesas até às bodas do Cordeiro (Mt.25:4). No livro do Apocalipse, vemos que o candelabro é um símbolo da igreja (Ap.1:20). Mas, de acordo com a parábola proferida por Jesus, em Mateus 25:1-13, não basta ser candelabro, não basta ser igreja. Afinal, de que vale uma lâmpada que não ilumina? A presença do Espírito Santo deve ser real e constante no meio do povo do advento. A lâmpada também simboliza a Palavra de Deus (Sl.119:105). Mas de que vale o conhecimento da Bíblia sem o poder do Espírito? Fazer parte da igreja não é sinônimo de salvação, amados. Como “o filho da mulher israelita” no capítulo de hoje, que “blasfemou o nome do Senhor” (v.11), muitos professos cristãos serão destruídos no juízo porque escolheram ser guiados por suas próprias paixões.
Estamos vivendo, creio eu, a maior crise de identidade da história da igreja de Deus. Há uma letargia sem precedentes no meio do povo do advento. Onde estão os raios de luz provenientes do Céu quando os reformadores protestantes pregavam com ousadia a verdade que os homens desprezavam? Onde estão aqueles que, quais os pioneiros adventistas, não descansavam enquanto não ouvissem a voz de Deus a lhes conceder mais luz? O grande conflito está à beira de seu desfecho e, a menos que estejamos quais tochas acesas pelo Espírito Santo, não conseguiremos discernir o tempo sobremodo decisivo de nossa peregrinação. É necessária uma obra individual, amados. Se permitirmos que o Senhor conduza o nosso viver diário, Ele mesmo nos dará do maná espiritual e nos habilitará na obra de iluminar o mundo com a Sua glória.
Despertai, igreja do Deus vivo! Despertai! “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11).
Nosso Deus, Tu, Senhor, reinas eternamente. O Teu trono subsiste de geração em geração. Não estamos sozinhos neste mundo mal em meio a um conflito que temos que enfrentar todos os dias. Cremos que estás conosco. Então, Pai, converte-nos a Ti, e seremos convertidos! Tu és a nossa porção, Senhor, em Ti esperamos e confiamos, pois grande é a Tua fidelidade! Esvazia-nos de nós mesmos e nos enche do Espírito Santo! Nós Te agradecemos porque nos ouves e respondes! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, reavivados pela Palavra e pelo Espírito!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, herdeiros da vida eterna!
Rosana Garcia Barros
#Levítico24 #RPSP
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“Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: As festas fixas do Senhor, que proclamareis, serão santas convocações; são estas as Minhas festas” (v.2).
O Senhor estabeleceu um calendário de festas solenes para o Seu povo. Não eram meras convocações, mas “santas convocações”, assembleias separadas para propósitos especiais. Novamente o Senhor reforçou a festa semanal estabelecida na criação, o Seu santo sábado: “E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera” (Gn.2:3). A primeira coisa que os filhos de Israel precisavam ter em mente era que, toda semana, havia um memorial que os fazia lembrar de que desde o princípio ele foi estabelecido pelo Criador como uma bênção à humanidade (Mc.2:27). Em todas as suas moradas, onde quer que colocasse a planta de seus pés, Israel seria o modelo de Deus para o mundo, e o descanso semanal de seu labor despertaria a curiosidade dos demais povos, ao perceberem o seu zelo e apreço em observar o sábado como um dia santo.
No decorrer de cada ano, também havia as festas cerimoniais, na seguinte ordem: Páscoa, Festa dos Pães Asmos, Festa das Primícias, Pentecostes, Festa das Trombetas, Dia da Expiação e Festa dos Tabernáculos. O que muitos ignoram é o fato de que estas festas representam a cronologia do ministério de Cristo, do plano da redenção. Foi na Páscoa que o Cordeiro de Deus derramou o Seu sangue para resgatar a humanidade. Seu corpo sem pecado foi entregue à morte (pão asmo). Mas, ao terceiro dia, Ele ressuscitou como “as primícias dos que dormem” (1Co. 15:20). Exatamente no Pentecostes, a Sua promessa de enviar-nos o outro Consolador foi cumprida. Estamos no tempo do toque da sétima trombeta. E, conforme as profecias de Daniel, desde 22 de outubro de 1844 estamos vivendo no período profético do Dia da Expiação, quando Jesus passou do lugar Santo para o lugar Santíssimo do santuário celeste (Dn.7:13-14). Aguardamos, portanto, a última festa, a gloriosa convocação, quando o Senhor nos levará não mais para habitar em cabanas, mas em moradas eternas (Jo.14:1-3).
Não havia uma semana sequer sem que Deus celebrasse com o Seu povo a certeza da futura restauração e nem um ano sequer de que a glória futura seria garantida no “ano aceitável do Senhor” (Is.61:2). Cristo veio e nos garantiu a festa da vitória final. Estamos vivendo em tempo de solene advertência: “afligireis a vossa alma” (v.27). Quantos têm andado trôpegos e errantes na Terra por falta de conhecimento! O Senhor do Céu deseja derramar sobre nós nada menos do que o Seu Espírito, “Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor” (Is.11:2). Mais do que vitórias transitórias, necessitamos clamar pela vitória espiritual em Cristo, pedindo a constante guia do Espírito Santo. “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedirem?” (Lc.11:13).
Olhem para o mundo, amados. Existem motivos suficientes para gemermos diante das abominações que têm sido cometidas. Há quase dois mil anos, o apóstolo Paulo fez uma lista de nossa condição atual: “Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se também destes.” (2Tm.3:1-5 NVI). Mas sabem o que é mais assustador, amados? O final deste texto, quando diz: “tendo forma de piedade”. Ou seja, em sua maioria, são religiosos, mas assemelham-se à mesma classe que condenou o próprio Jesus à morte.
Arde em meu coração o desejo de que, assim como o foi com o servo do profeta Eliseu (2Rs.6:17), os nossos olhos sejam abertos para contemplar o posto do dever dos anjos ministradores de Deus que são “enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação” (Hb.1:14). Há um grande conflito com forças espirituais invisíveis, e Satanás e seus agentes têm lançado grande medo e dúvida em muitos corações. Oh, meu irmão e minha irmã em Cristo Jesus, “não temas, porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles” (2Rs.6:16)! Se hoje estamos em vestes de saco e parece que a nossa angústia está a ponto de nos sufocar, creia, em nome de Jesus, que “em seu dia próprio” (v.37), o Senhor Se levantará para nos vestir com as vestes festivais da eternidade.
Que hoje você celebre a vitória do nosso Senhor e Salvador e a esperança real de que, muito em breve, “de um sábado a outro” (Is.66:23), adoraremos ao Senhor na eternidade!
Nosso Deus, Maravilhoso Senhor, Tu és um Deus de alegria! O Senhor estabeleceu festas especiais para celebrar com o Teu povo. Mas dentre elas também havia dias solenes. Estamos vivendo no grande e solene dia da expiação profético. É tempo de nos convertermos ao Senhor de todo o nosso coração; “e isso com jejuns, com choro e com pranto” (Jl.2:12). Então, estaremos prontos para o aguaceiro da chuva serôdia, para o refrigério do Espírito Santo. Ó, Pai, ajuda-nos! Perdoa-nos! E prepara-nos para o breve encontro Contigo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, herdeiros da vida eterna!
Rosana Garcia Barros
#Levítico23 #RPSP
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“Não profanareis o Meu santo nome, mas serei santificado no meio dos filhos de Israel. Eu sou o Senhor, que vos santifico” (v.32).
Lidar com as coisas sagradas era uma questão de prioridade no santuário. Tudo ali apontava para a santidade de Deus e a necessidade do homem de ser por Ele santificado. A obrigação dos sacerdotes consistia em transmitir ao povo a vontade de Deus, ensinando-lhes a fazer diferença entre o santo e o profano. Os sacrifícios realizados no pátio do tabernáculo e as ofertas de manjares eram considerados “coisas sagradas” (v.2), portanto, não poderiam ser consumidos de qualquer forma e nem por qualquer um. A ordem era clara: “Não profanarão as coisas sagradas que os filhos de Israel oferecem ao Senhor” (v.15). Pontualmente, Deus prescreveu a Israel o passo a passo da verdadeira adoração.
Havia todo um cuidado de Deus para que os Seus filhos não profanassem as coisas sagradas e nem o Seu santo nome, lidando com o sagrado de forma comum. Aquele que criou o homem para a Sua glória (Is.43:7) não poderia exigir-lhe menos do que poderia oferecer. Ofertas de animais com defeito eram inaceitáveis. Como uma representação de Cristo, o perfeito Cordeiro, cada animal deveria ser cuidadosamente selecionado para compor o cenário de adoração. Ainda nos resta, hoje, uma oferta a ser feita. Um sacrifício nos é exigido: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm.12:1).
Muito mais do que exigir santidade, Deus nos confere santidade. Só Ele é santo. Portanto, só Ele pode nos santificar. Deus deseja imprimir o Seu caráter em Seu povo, mas, para que isso aconteça, precisamos descer os degraus de nossas orgulhosas concepções e permitir que o Santo Espírito nos transforme. A melhor oferta que podemos depor no altar do Senhor não são os nossos esforços religiosos, e sim o que Ele mesmo nos pede: “Dá-Me, filho Meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos Meus caminhos” (Pv.23:26). Sabem quando começa a genuína conversão, amados? Não é quando fazemos o que supomos ser a obra de Deus, mas quando permitimos que o Deus da obra nos encontre. Todas aquelas leis e obrigações consistiam em ensinar a Israel que o Senhor desejava ter um encontro especial com o Seu povo todos os dias, para que assim eles pudessem se agradar dos Seus caminhos. É o conhecimento do Senhor que nos leva a praticar as obras que Ele “de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef.2:10).
Quando um pecador se dirigia ao templo com uma oferta segundo os seus próprios critérios, e o coração endurecido para ouvir a voz de Deus, estava replicando a ofensiva oferta de Caim. Foi pela fé que “Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim; pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas” (Hb.11:4). Abel depositou o seu coração naquela oferta e foi selado para a eternidade. Caim, porém, ofereceu do que achava ser o melhor, duvidando da provisão de Deus e recebendo o sinal de eterna maldição. A diferença entre a verdadeira adoração de Abel e a falsa adoração de Caim tem sido vista no decorrer da história deste mundo e permanecerá até que Cristo volte e ponha “as ovelhas à Sua direita, mas os cabritos, à esquerda” (Mt.25:33).
Muitos professos cristãos têm exigido de outros com severo rigor que sejam observadas as regras de modéstia cristã, regime alimentar, dentre outras, quando, na verdade, eles mesmos necessitam de uma mudança interior. Não me entendam mal. A forma como nos vestimos e como nos alimentamos importa sim diante de Deus. Mas não podemos exigir reforma se não há reavivamento. Reforma sem reavivamento é hipocrisia e legalismo, e reavivamento sem reforma é sentimentalismo. Ambos estão ligados pelo elo do Espírito Santo na obra de preparar o derradeiro povo do advento. E naquele Dia haverá um sacrifício aceitável a Deus: “O que é limpo de mãos e puro de coração” (Sl.24:4). Percebem? As duas coisas andam juntas, em harmonia. A entrega incompleta do eu aos cuidados do Senhor desvia o nosso foco do Criador para a criatura. Precisamos abandonar o “assim eu acho” e retornar às veredas antigas do “assim diz o Senhor”. A nossa missão não consiste em simplesmente ensinar a verdade, mas em vivê-la para a glória de Deus, porque “dEle, e por meio dEle, e para Ele são todas as coisas” (Rm.11:36).
O evangelho do Reino “não é segundo o homem […], mas mediante revelação de Jesus Cristo” (Gl.1:11 e 12). Este é o evangelho que nos foi dado a pregar e testemunhar. Seja o nosso coração uma oferta contínua ao Senhor e toda a nossa vida será uma progressiva revelação da atuação do Espírito Santo em nós. “Ora, se invocais como Pai Aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação” (1Pe.1:17).
Nosso amado Deus, nós queremos prosseguir em Te conhecer através da Tua Palavra, pois é esse conhecimento que nos salva e que dá propósito à nossa vida. Livra-nos de oferecermos a Ti a inaceitável oferta de Caim, mas que, como Abel, possamos oferecer a Ti mais excelente sacrifício, tendo testemunho de sermos justos e da Tua aprovação quanto às nossas ofertas. Santifica-nos, Senhor! E volta logo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, peregrinos rumo ao Lar!
Rosana Garcia Barros
#Levítico22 #RPSP
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“Santos serão a seu Deus e não profanarão o nome do seu Deus, porque oferecem as ofertas queimadas do Senhor, o pão do seu Deus; portanto, serão santos” (v.6).
As leis para os sacerdotes consistiam não apenas em regulamentos a fim de preservar a honra de sua posição, mas principalmente em conservar a integridade do relacionamento deles para com Deus e de suas obrigações como o “homem principal entre o seu povo” (v.4). Cada sacerdote representava a figura de Cristo, santo, incontaminado e sem defeito. Aos sacerdotes foram dadas instruções a fim de se manterem incontaminados. O sacerdócio era um ministério privilegiado, que exigia um estilo de vida santo e totalmente dependente de Deus. Cabia aos sacerdotes a grande missão de unificar a nação na adoração ao Senhor como o único Deus verdadeiro e de incentivá-la na busca por uma vida cada vez mais santa e consagrada.
O exemplo dos sacerdotes e do sumo sacerdote devia ser para Israel uma visão provisória do plano de Deus para a humanidade: “Ele vos será santo, pois Eu, o Senhor que vos santifico, sou santo” (v.8). Esses líderes espirituais deviam manter uma constante comunhão com Deus, através de um relacionamento pessoal que os fizesse crescer no verdadeiro conhecimento. Reconhecendo a sua falibilidade e exaltando o Senhor como soberano Provedor, seu ministério, impulsionado pelo Espírito Santo, seria o mais eficaz testemunho de que Deus estava guiando o Seu povo. Desta forma, sua eleição jamais seria considerada como uma predileção, mas como um privilégio de superiores responsabilidades, representando o Ministro de uma superior aliança, Cristo Jesus. Para tal encargo, portanto, nada menos do que isto poderia ser exigido: “o sacerdote é santo a seu Deus” (v.7).
Hoje, nossos pastores e líderes correspondem, em certa medida, àquela privilegiada função. Apesar de não ser-lhes mais impostas as mesmas leis, o princípio que as norteava deve prevalecer: “Santos serão a seu Deus e não profanarão o nome do seu Deus” (v.6). Mais do que um eloquente pregador ou um exímio teólogo, o mundo precisa de homens que correspondam ao chamado de Deus: “Sede santos, porque Eu sou santo” (1Pe.1:16). A Bíblia não faz menção a pastoras, assim como não havia sacerdotisas. Não se trata de algum tipo de preconceito, mas do fato do sacerdote simbolizar o próprio Cristo, além da importância do papel da mulher dentro do lar e de sua presença e influência no seio da família. Por negligenciar esta obra, tão sagrada quanto a função sacerdotal, é que muitas famílias têm sofrido as consequências desta inversão de papéis. Deus, em Sua sabedoria, colocou cada membro do lar em seu devido lugar.
Quando Cristo morreu na cruz do Calvário, ressuscitou e subiu aos Céus, tornando-Se uma vez por todas o nosso Sumo Sacerdote, o sacerdócio uniu-se ao discipulado. Hoje, todos nós somos chamados para ser “sacerdócio real, nação santa” e proclamar as virtudes dAquele que nos chamou “das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Todos nós recebemos o sagrado privilégio de sermos testemunhas de Cristo e servos uns dos outros. Cada um em sua esfera de influência pode participar desta obra. Aos pastores cabe a função de pastorear, de cuidar das ovelhinhas do Senhor. Mas é o cuidado que devemos ter de uns para com os outros que mantém o “rebanho” unido e mais forte. Santidade não se limita a padrões humanos de comportamento, e sim a imitar o perfeito padrão, Jesus Cristo.
A vida exemplar cristã começa quando o crente compreende que não é ele mesmo ou as suas obras que devem estar em evidência. Até mesmo Jó, o homem que foi considerado justo e íntegro pelo próprio Deus, reconheceu a sua impotência diante da grandeza do Senhor. Assim como uma lâmpada precisa de uma fonte de energia para iluminar, precisamos de Cristo para que a nossa vida seja luz, a fim de que o Pai seja glorificado (Mt.5:16). Que o nosso sentimento seja como foi o do salmista: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Teu nome dá glória, por amor da Tua misericórdia e da Tua fidelidade” (Sl.115:1). Se homens e mulheres assumirem cada qual a sua função como o Senhor nos orienta em Sua Palavra, as famílias do Seu povo serão benditas, Sua igreja será fortalecida, o mundo será sacudido pelo último clamor e mais rápido veremos o regresso do nosso Senhor e Salvador, que nos santifica.
Santo Deus e Pai, louvado seja o Teu nome pela sabedoria da Tua Palavra, que é o Teu pão diário, dado a nós como fonte de alimento espiritual sólido! Ó, Senhor, estamos vivendo em tempos difíceis, em que falar de santificação é constantemente mal interpretado. Concede-nos, Pai, a compreensão que precisamos acerca da Tua santidade e de nossa necessidade de sermos santificados pela Tua Palavra! Como Daniel, nós Te oramos: “Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não Te retardes, por amor de Ti mesmo, ó Deus meu”, pois somos chamados “pelo Teu nome” (Dn.9:19). Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, sacerdócio real de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Levítico21 #RPSP
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“Ser-Me-eis santos porque Eu, o Senhor, sou santo e separei-vos dos povos, para serdes Meus” (v.26).
Israel já era muito numeroso no deserto e, certamente, se estabeleceria como uma nação numerosa em Canaã. Era imprescindível que houvesse leis, inclusive, leis penais que inibissem a prática de crimes no meio do povo. Os crimes descritos no capítulo de hoje compõem, por assim dizer, a lista dos mais hediondos aos olhos de Deus. Suas sanções, que incluem pena de morte e esterilidade, já dizem por si só que a tolerância divina não as admite. Sacrifícios humanos, idolatria, imoralidade sexual, filhos rebeldes, alimentação imunda e feitiçaria eram práticas comuns entre os povos que habitavam em Canaã, “porque fizeram todas estas coisas”, por isso o Senhor os lançaria para fora daquela terra (v.23).
Até hoje, as penas estabelecidas por Deus chamam a atenção para o rigor que possuem. Não parece haver piedade, contrastando com a compaixão do Salvador nas linhas que descrevem o Seu ministério terrestre. Todavia, este contraste desaparece quando examinamos toda a história de Israel e a misericórdia e a paciência de Deus para com os filhos do Seu povo. De todos os reis de Judá, por exemplo, creio que Manassés foi um dos piores. Dentre os crimes citados neste capítulo, pelo menos 90% deles Manassés praticou, e ainda outros cometeu. Mas, quando preso por ganchos e cadeias, Manassés se humilhou diante de Deus e orou fervorosamente. Resultado: ele foi perdoado pelo Senhor, conduziu Israel a um reavivamento e reforma, e dormiu em paz o sono da morte dos que serão despertados para a vida eterna na volta de Jesus. O que é isso, senão a graça de Deus?
Deus abomina o pecado, mas ama o pecador. Suas leis e penas aplicadas aos transgressores, ao contrário do que aparentam, não eram para a morte, e sim para a vida. Quando uma mulher adúltera foi levada à presença de Jesus (Jo.8:1-11), a lei dizia que ela deveria morrer, mas também dizia que ela não sofreria a pena sozinha: “Se um homem adulterar com a mulher do seu próximo, será morto o adúltero e a adúltera” (v.10). Jesus estava diante de uma acusação justa, considerando que a mulher adulterou, mas também de um julgamento injusto, porque ela não adulterou sozinha. O povo havia corrompido tanto a pena como a motivação da pena, e cada pedra que tinham em mãos era a materialização de seus corações endurecidos. Aquele, porém, que sonda os corações, jamais aplicaria uma pena de morte a alguém que estivesse disposto a ser por Ele transformado.
Amados, estamos cercados pelo mal que o pecado tem causado a este mundo. A respeito disto, está escrito: “Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12). E “fechar os olhos para não ver” (v.4) as abominações que acontecem todos os dias, e o pior, que têm acontecido até mesmo no meio do professo povo de Deus, não resolve nada. Pelo contrário, só faz com que o pecado de um atinja também “a sua família” (v.5). Quando lemos o relato do rei Manassés, de seus pecados e de sua conversão (2Cr.33:1-20), percebemos que não cumpre a nós julgarmos a ninguém no sentido do que só o Senhor pode enxergar, mas, certamente, cumpre-nos falar e viver a vontade do Senhor como Seus atalaias, intercedendo sempre por nossos irmãos. Porque não há admoestação mais eficaz para o impenitente do que o exemplo de uma vida consagrada a Deus.
Cumpre-nos viver como aqueles que estão à espera do selamento final (Ap.7:3). Porque, como foi revelado ao profeta Ezequiel, assim será nos últimos dias. O selo de Deus só será posto sobre a fronte daqueles “que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem” não somente na Terra, mas, principalmente, no seio da igreja de Deus (Ez.9:4). A profunda angústia levou o ímpio rei Manassés ao arrependimento. Creio que o Senhor trará grande angústia aos “Manassés” atuais, a fim de que a pena de morte não seja o seu destino final. Nunca foi e nunca será desejo de Deus que o perverso morra em sua perversidade, mas “que ele se converta dos seus caminhos e viva” (Ez.18:23). Há um clamor sendo realizado pelo Espírito Santo, hoje, e existem duas reações: quebrantamento ou endurecimento do coração. A pergunta é: De que lado nós estamos?
Seja hoje o dia de buscarmos ao Senhor com angústia de alma! Olhemos para a cruz, para o sacrifício do Inocente que sofreu a pena de morte pelos nossos pecados. Olhemos para a tumba vazia, para o Salvador que nos resgatou para a vida eterna. Cristo, eis o incomparável Exemplo! Olhemos para Ele sem cessar, e viveremos!
Senhor, nosso Deus, logo teremos que comparecer diante da Tua santidade, e somente os que permitiram a obra do Espírito Santo no coração através do meio purificador, que é o sangue de Cristo, estarão preparados para Te encontrar. Santo Pai, contempla a nossa situação, pois como disse Davi: “já não há homens piedosos; desaparecem os fiéis entre os filhos dos homens” (Sl.12:1). Ó, Senhor, santifica-nos para Ti e volta logo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, selados para a eternidade!
Rosana Garcia Barros
#Levítico20 #RPSP
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“Guardareis todos os Meus estatutos e todos os Meus juízos e os cumprireis. Eu sou o Senhor” (v.37).
Na providência de Deus, foram estabelecidas instruções e leis instituídas a fim de que o Seu povo permanecesse separado dos demais povos da Terra. O atributo divino que mais se destaca em toda a Bíblia foi requerido daqueles que representam a Deus: “Santos sereis, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo” (v.1). A santidade ordena as prioridades estabelecidas por Deus e rejeita as instituídas pelo homem. Antes mesmo de proferir uma espécie de resumo das diversas leis dadas a Seu povo, o Senhor deu destaque ao seu objetivo: para que se tornasse santo como Ele é santo. Israel estava para deparar-se com povos cujo grau de maldade e depravação superava a corrupção do Egito. Apenas se fossem fiéis em guardar e cumprir as leis do Senhor, dEle receberiam poder para não se contaminarem com as abominações da terra.
A verdadeira obediência requer disciplina, perseverança, mas, acima de tudo, total dependência de Deus e a prática do amor altruísta. Em todas estas leis podemos perceber que elas nos elevam a uma atmosfera de amor a Deus e uns pelos outros. Todos os “nãos” de Deus apresentam um claro e sonoro “Eu amo vocês!”. Se apreciássemos devidamente as Escrituras como um tesouro de inestimável valor, nossos ouvidos compreenderiam e nossos olhos se abririam para ver que, ainda que algumas leis tenham sido criadas apenas para o antigo Israel, outras prevalecem em sua eterna força normativa, e todas elas apresentam princípios que nem o tempo pode revogar. O Decálogo, por exemplo, é a inscrição do caráter de Deus, algo que é eterno como Ele mesmo o é. E a mesma posição em que foi colocado, no lugar Santíssimo do santuário terrestre, permanece diante do trono de Deus, no Santíssimo do santuário celeste (Ap.11:19).
Outras leis específicas que encontramos como reivindicações de um Deus santo ao Seu povo, podemos encontrar no Novo Testamento. As leis com relação ao cuidado com os pobres e os estrangeiros, por exemplo, revelam o mesmo princípio nas palavras do apóstolo Paulo à igreja de Corinto: “Quanto à coleta para os santos […] No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando” (1Co.16:2). Também no trabalho dos diáconos para com as viúvas da igreja primitiva (At.6:3). E no ministério do próprio Cristo que, compadecendo-Se de uma multidão faminta, a alimentou a partir de cinco pães e dois peixes (Mt.14:13-21).
A verdade, a honestidade e a transparência também devem nortear a vida do fiel filho de Deus. É uma questão de caráter, amados. Fofocas, rancor que consome o coração e vingança, são venenos tomados a conta gotas e, mais cedo ou mais tarde, destroem o possuidor. O mesmo princípio destacado no versículo 17 do capítulo de hoje, Paulo aplicou ao perceber a insensatez de Pedro: “Quando, porém, Cefas [Pedro] veio a Antioquia, resisti-lhe face a face, porque se tornara repreensível” (Gl.2:11). O amor ao próximo de acordo com a Bíblia, não tem nada a ver com o amor mundano romantizado. Aquele que ama busca o bem do seu próximo, ainda que para isso tenha que repreendê-lo ou afastar-se, como Paulo também advertiu: “Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos […] afastai-vos deles” (Rm.16:17). Não é uma questão de política da boa vizinhança, é uma questão de salvação, pois “nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte” (1Jo.3:14).
Repetidas vezes o Senhor tem mostrado o Seu amor para conosco no exame de cada capítulo sagrado. O Espírito Santo tem nos revelado os segredos do reino dos Céus e a cada “chave” que nos é dada, uma nova porta é aberta para que possamos entrar na presença de Deus oferecendo-Lhe o nosso culto racional (Rm.12:1). Precisamos cooperar com o poder divino a fim de recebermos porções de sabedoria cada vez maiores do divino Professor. O testemunho de um povo que ama a Deus e ao próximo; que não se contamina com ídolos e nem com homens que professam adivinhar o futuro; um povo que guarda o sábado do Senhor como sinal de que pertence ao Criador do Universo; que trata com respeito seus pais e os anciãos do povo; que teme a Deus e pratica a justiça; será este povo que terminará a última obra do Senhor na Terra. Neste povo se cumprirá a profecia de Isaías:
“Nos últimos dias, acontecerá que o monte da Casa do Senhor será estabelecido no cimo dos montes e se elevará sobre os outeiros, e para ele afluirão todos os povos. Irão muitas nações e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os Seus caminhos, e andemos pelas Suas veredas” (Is.2:2-3).
O Senhor ainda tem ovelhas lá fora à procura de um lugar de adoração ao Deus verdadeiro. E o que Cristo disse à mulher samaritana, ecoa até nós hoje: “Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores” (Jo.4:23). Ellen White escreveu o seguinte: “O Capitão de nossa salvação nos deu Suas ordens, e devemos prestar-Lhe implícita obediência; se, porém, fecharmos o Livro que revela Sua vontade, e não investigarmos ou examinarmos, nem buscarmos compreender, como poderemos cumprir suas obrigações?” (Ellen G. White, E Recebereis Poder, CPB, p.129).
O Senhor tem um só povo em cada tribo, língua e nação, um povo unido no mesmo propósito de adorá-Lo em espírito e em verdade. Que por meio de Sua Palavra, seguros na âncora da graça de Cristo, façamos parte do povo que o Senhor erguerá perante o Universo como “fruto do penoso trabalho de Sua alma” (Is.53:11).
Pai Celestial, o Teu desejo é nos tornar santos como Tu és santo. O Senhor deseja nos purificar como Tu és puro. Pai, ajuda-nos a compreender a grandiosidade disso e a também desejarmos, cada dia mais, a Tua pureza e santidade! Purifica-nos e santifica-nos para Ti, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, povo de propriedade exclusiva de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Levítico19 #RPSP
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“Portanto, guardareis a obrigação que tendes para Comigo, não praticando nenhum dos costumes abomináveis que se praticaram antes de vós, e não vos contaminareis com eles. Eu sou o Senhor, vosso Deus” (v.30).
Após a queda do homem, a primeira impressão que Adão e Eva tiveram do pecado foi a de sua nudez. Despidos das vestes da glória de Deus, o homem e sua mulher fizeram para si vestes com “folhas de figueira” e, ouvindo a voz de Deus, “que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus” (Gn.3:7 e 8). A nudez causou-lhes a sensação de impotência diante de tal situação. Tiveram medo de se apresentarem daquela forma diante da pureza e santidade do Criador. Mas com que amor o Senhor lhes proveu a solução! Antes mesmo de criá-los, o plano já estava estabelecido, através do “Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap.13:8). Ali no Éden, o primeiro sacrifício foi realizado e “fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu” (Gn.3:21).
Não podemos cobrir a nudez do pecado mediante nossos próprios esforços, mas Deus nos proveu os vestidos da salvação: “Aconselho-te que de Mim compres[…] vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez” (Ap.3:18). A nudez representa a condição vergonhosa do homem perante Deus. E os estatutos e juízos estabelecidos quanto às uniões abomináveis revelam as bênçãos de Deus em cumpri-los, e as consequências destrutivas em desobedecê-los. O Senhor instituiu uma lista de parentes como proibida para o matrimônio. Antes mesmo da entrada do pecado, Deus já havia estabelecido a união entre o homem e a mulher. O casamento heterogêneo e monogâmico foi instituído por Deus para ser uma bênção à humanidade; e o sexo, planejado como uma bênção exclusiva para o uso sagrado dentro do casamento. O relato da vida dos personagens bíblicos que desobedeceram a estes princípios está escrito “para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado” (1Co.10:11).
O pecado deturpou a sexualidade humana de tal forma que, a respeito do que o Senhor disse: “maldade é” (v.17), o homem responde: “é normal”. O que antes causou grande vergonha no Éden, hoje é publicado nas redes sociais. Estamos, de fato, devendo, e muito, a Sodoma e Gomorra! Os povos que ainda habitavam em Canaã estavam contaminados com práticas condenáveis e uniões abomináveis, e Deus precisava instruir o Seu povo a fim de não praticarem “nenhum dos costumes abomináveis” (v.30) que ali se praticavam. O incesto, a homossexualidade, a bestialidade, dentre outras práticas sexuais ilícitas e perversas diante de Deus eram naturalmente aceitáveis entre os povos cananeus e praticadas em seus rituais pagãos. Os filhos de Israel estavam para entrar em terreno perigoso e o Senhor precisava alertá-los e protegê-los. Seus estatutos e juízos não são imposições arbitrárias, mas um código de segurança: “cumprindo-os, o homem viverá por eles” (v.5).
Ainda moro em zona urbana, mas quanto mais os dias passam, mais me convenço de que o povo de Deus não deveria morar nas cidades. Está chegando o tempo (se é que já não chegou), em que os anjos do Senhor estão apelando, como fizeram com Ló, para que os filhos de Deus abandonem, o mais rápido possível, os grandes centros. A demora de Ló lhe custou a perda de praticamente toda sua família e de sua esposa, e a gravidez abominável de suas filhas. A terra em que habitava tornou-se tão maligna que a homossexualidade era praticada em plena luz do dia. Estamos longe deste contexto, amados? Músicas, novelas, filmes, séries e até desenhos animados incentivam nossas crianças e adolescentes a serem sexualmente ativos antes da hora, da forma que desejarem e com quem ou o quê desejarem. O mundo está testemunhando a desconstrução da família e do casamento, e o surgimento de uma nova geração cujo pudor é ignorado e a moral zombada.
Muitos carregam marcas de uma infância vivida em uma família que não era temente a Deus, ou de escolhas erradas que fizeram antes de conhecer ao Senhor. Todos nós, na verdade, possuímos marcas causadas pelo simples fato de existirmos. O pecado é letal e “a terra se contaminou” (v.25), e a menos que guardemos e andemos no caminho que o Senhor nos orienta a andar, carregaremos em nosso corpo e em nossa mente feridas que nos causarão traumas difíceis de esquecer. É desejo do Senhor que os Seus filhos se mantenham puros. Mas ainda que o pecado tenha nos causado manchas difíceis de limpar, ou que alguém tenha nos machucado, o Senhor nos prometeu: “ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã. Se quiserdes e Me ouvirdes” (Is.1:18 e 19).
Ó amados, ao que o Senhor chamou de abominável sob a recorrente lembrança: “Eu sou o Senhor” (v.6), não consideremos aceitável! Não é normal, “é abominação” (v.22)! Não é natural, “é confusão” (v.23)! A repetida declaração de Deus como Senhor declara a Sua autoridade em legislar sobre a sexualidade humana. Aquele que cobriu a nudez de nossos primeiros pais é O mesmo que deseja cobrir a nossa, não mais com vestimentas de peles de animais, mas com “vestes de salvação[…] e com o manto de justiça” (Is.61:10). Não permita que o inimigo exponha a sua nudez, mas confiante nos méritos de Cristo Jesus e em Sua justiça, dEle adquira a roupa da vitória.
“Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha” (Ap.16:15).
Senhor, nosso Deus, enquanto o mundo se agita em confusão, nós queremos desfrutar da vida em santificação que o Senhor nos oferece. Há vida em obedecermos à Tua Palavra. Como nosso Criador, bem sabes o que é melhor para nós. Não permite, Pai, que consideremos normal o que o Senhor chama de abominação! Veste-nos com as Tuas vestes de justiça e dá-nos sabedoria nestes dias finais para tomarmos as melhores decisões para nós e nossos filhos, segundo a Tua vontade. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, vestidos pelo Senhor da glória!
Rosana Garcia Barros
#Levítico18 #RPSP
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“Nunca mais oferecerão os seus sacrifícios aos demônios, com os quais eles se prostituem; isso lhes será por estatuto perpétuo nas suas gerações” (v.7).
Há algum tempo, um famoso casal americano expôs na mídia um costume extremamente bizarro: tomar um pouco do sangue um do outro para fins ritualísticos. Em entrevista, a atriz descreveu tal ritual como quem descreve uma ida ao parque para tomar um sorvete, alegando que eles tomavam apenas algumas gotas do sangue um do outro. Essa prática pagã e demoníaca advém de tempos muito remotos, e nos faz compreender melhor por que Deus advertiu o povo com tanta veemência a respeito da proibição quanto ao consumo do sangue; e nos faz pensar além, na questão das leis quanto aos fluidos corporais que estudamos em Levítico 15, pois estes também eram e continuam sendo utilizados para fins de rituais satânicos.
Havia práticas pagãs observadas pelos povos vizinhos que também eram realizadas no Egito. Uma delas era o sacrifício aos deuses pagãos. Deus orientou o Seu povo para abster-se de tais práticas, pois elas, na verdade, não passavam de cultos a demônios. Ou seja, só o Senhor Deus é digno de toda adoração; só o Senhor é Deus, e não há outro. Ele é o nosso Criador e Redentor. Fora disso, a adoração é adulterada. O Senhor mesmo disse: “Eu sou Deus, e não há outro” (Is.45:22). Nos dois primeiros mandamentos do Decálogo, está escrito: “Não terás outros deuses diante de Mim. Não farás para ti imagem de escultura […] não as adorarás, nem lhes darás culto […]” (Êx.20:3-5). Só ao Senhor Deus devemos prestar culto! Não existe divisão e nem neutralidade quando o assunto é adoração. Como foi dito pelo profeta Elias: “Se o Senhor é Deus, segui-O; se é Baal, segui-O” (1Rs.18:21).
Semelhantemente, os pagãos tinham o costume de beber do sangue de seus sacrifícios aos deuses estranhos, inclusive, de sacrifícios humanos. Deus advertiu o Seu povo a não se contaminar com a mesma prática. O derramamento de sangue no santuário prefigurava a Cristo, que verteria o Seu sangue para a remissão de nossos pecados. Os sacrifícios às entidades pagãs eram uma contrafação de Satanás ao plano da redenção prefigurado no santuário. Sobre isso, escreveu Ellen White: “Fazendo os homens violarem o segundo mandamento, visava Satanás rebaixar suas concepções acerca do Ser divino. Pondo de lado o quarto, fá-los-ia esquecer-se completamente de Deus. A reivindicação divina à reverência e culto, acima dos deuses dos gentios, baseia-se no fato de que Ele é o Criador, e que a Ele todos os outros seres devem sua existência” (Patriarcas e Profetas, CPB, p.239).
A ênfase do capítulo de hoje está, portanto, na contrafação à verdadeira adoração e dá início ao chamado “Código de Santidade” que segue até o capítulo 26 deste livro. Um código não somente de conduta, mas que definiria a identidade do povo de Deus, através de um estilo de vida que declarava ao mundo que só o Senhor é Deus, o Senhor é único. A idolatria afasta o povo da verdadeira adoração e, por consequência, o coloca em terreno inimigo. Não era apenas uma proibição quanto ao consumo de sangue de animais, mas uma questão que afetava o relacionamento entre o povo e Deus, que feria a identidade de um povo escolhido para ser santo. Podemos nós afirmar categoricamente que servimos somente ao Senhor? Ellen White também pontuou: “Por meio das tentações de Satanás o gênero humano todo se tornou transgressor da lei de Deus; mas, pelo sacrifício de Seu Filho, abriu-se um caminho por onde podem voltar a Deus. Mediante a graça de Cristo, podem habilitar-se a prestar obediência à lei do Pai. Assim, em todos os séculos, do meio da apostasia e rebelião, Deus reúne um povo que Lhe é fiel, povo em cujo coração está a Sua lei.” (Patriarcas e Profetas, CPB, p.241).
Cuidado com as contrafações atuais, amados! Elas não deixaram de existir, só mudaram de forma. A última batalha universal não será por força ou violência, mas pela diferença entre os verdadeiros e os falsos adoradores, os que conhecem ao Senhor e os que não O conhecem (Leia Jo.17:3; 2Ts.1:8). E Satanás está usando todas as suas armas “para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt.24:24). Não se engane! Sem santificação “ninguém verá o Senhor” (Hb.12:14). Que Deus nos ajude e continue a nos santificar através de Sua Palavra (Jo.17:17). Portanto: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Ef.6:11).
Pai querido, o Senhor nos deixou um código de conduta na Tua Palavra, mas não somente isto, pois Cristo mesmo Se fez carne e nos deu exemplo de como viver em santidade na Tua presença. Mas é algo que não conseguimos sozinhos, Senhor. Necessitamos do Espírito Santo habitando em nós, nos guiando e colocando em nós o Seu fruto. Por isso, humildemente nós Te pedimos pelo Espírito Santo em nossa vida! Retira de nós tudo o que possa estar impedindo o cumprimento da Tua promessa e nos habilita como um povo santo, um povo preparado para Te encontrar. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, adoradores do Deus vivo!
Rosana Garcia Barros
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