Reavivados por Sua Palavra


2Coríntios 12 – Comentado por Rosana Barros
6 de outubro de 2021, 0:45
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“Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (v.10).

A lógica divina é totalmente diferente da lógica humana. É por isso que Paulo também afirmou que “a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens” (1Co.1:25). Muitos confundem a sabedoria e a força com os padrões humanos, limitando Deus a esses padrões terrenos e corruptíveis. Entendem sabedoria como sendo palavras bem escolhidas, e força como sendo determinação. Porém, sabedoria nem sempre está numa boa oratória e força nem sempre se encontra em alguém determinado. Ambos são dons de Deus, disponíveis a todo aquele que os busca com sinceridade.

Além de ter que expor os reveses de seu ministério, Paulo continuou declarando sobre as “visões e revelações do Senhor” (v.1) que o haviam impactado. Teve o privilégio de receber sonhos e visões e, algumas vezes, pôde ouvir e ver o próprio Jesus. Diante de tamanhas revelações, considerou seu “espinho na carne” (v.7) uma forma do Senhor livrá-lo da exaltação própria e da soberba. Apesar de seus clamores para que fosse liberto deste mal, a resposta de Jesus o impactou e o fez compreender a lógica do Céu: “A Minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (v.9).

Não sabemos do que se tratava esse “espinho na carne, mensageiro de Satanás” (v.7). Pode ter sido alguma enfermidade, ou alguém que o perturbava, mas uma coisa é certa, Paulo estava incomodado e gostaria de se ver livre disto. Mas ao invés de ter seu pedido atendido, Jesus apresentou a Sua preciosa graça como suficiente e a fraqueza de Paulo como impulsionadora do “poder de Cristo” (v.9). E o que antes lhe era um incômodo, passou a ser um incentivo para estar cada vez mais perto de Deus e uma maneira de sempre reconhecer a sua total dependência dEle.

Mesmo no meio do professo povo de Deus há aqueles que se julgam sábios e fortes aos próprios olhos, chamando palavras rudes de sabedoria e autoritarismo de força. Da mesma sorte, muitos cristãos têm sido enganados por homens fraudulentos que só visam seus bens. A preocupação de Paulo e a do verdadeiro cristão deve ser de procurar sempre o bem do outro, de gastar-se em prol da salvação de pessoas, de mostrar o caminho em que devemos andar, andando também por ele. Tudo o que compartilhamos com vocês aqui no Reavivados, “falamos em Cristo perante Deus, e tudo, ó amados, para vossa edificação” (v.19). Tudo para que possamos crescer juntos na graça de Cristo e nos desenvolver na vida em todos os seus aspectos, mas, principalmente, no espiritual.

Não permita que “haja entre vós contendas, invejas, iras, porfias, detrações, intrigas, orgulho e tumultos” (v.20), pois tudo isto endurece o coração. Pedir perdão ou “dar o braço a torcer” não é sinônimo de fracasso, mas de conquista; é o reconhecimento de nossa fraqueza, abrindo espaço para a atuação do poder de Deus. “Temo” (v.20), porém, que muitos de nós “pecaram e não se arrependeram” (v.21). Que sustentando aparência de fortes e oratória de sabedoria não tenham ainda caído em si de que têm levado perante Deus “ofertas vãs” (Is.1:13). Que o Espírito Santo nos conceda um coração de carne, que possa ser moldado à imagem do caráter de Cristo. Lembremos de Sansão, de como a sua força e sabedoria humanas o levou ao fundo do poço, e de que foi no seu momento de maior fraqueza que Deus o fez sobremodo forte. Eis o segredo da verdadeira força: reconhecer as nossas fraquezas e que a força é um dom de Deus dada no tempo oportuno. Vigiemos e oremos!

Bom dia, fortalecidos pela graça de Cristo!

* Oremos pela recuperação de Adriano que ainda permanece na UTI e dos demais enfermos. Oremos pelo poder do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Coríntios12 #RPSP

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2Coríntios 11 – Comentado por Rosana Barros
5 de outubro de 2021, 0:45
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“Mas receio que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo” (v.3).

No princípio, quando o Senhor disse: “Haja luz” (Gn.1:3), este pequeno planeta no vasto universo começou a ganhar forma e vida. O que era sem forma e vazio tornou-se a mais bela e harmônica obra cheia das mais variadas criaturas de rara beleza. É nesse cenário que encontramos inserido o primeiro casal humano, nos dois primeiros capítulos da Bíblia. A partir do capítulo três de Gênesis, o mundo imergiu nas trevas do pecado alcançando os nossos dias, até que se cumpram os dois últimos capítulos da Bíblia com a recriação: “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram” (Ap.21:1). E o mais profundo desejo do apóstolo Paulo era preparar a igreja “como virgem pura a um só esposo, que é Cristo” (v.2).

Não podemos esquecer que estamos todos inseridos num grande conflito. De um lado está Deus nos convidando à vida e à bênção, do outro, Satanás, nos impelindo à morte e à maldição. Foi assim desde que, disfarçado em serpente, “enganou Eva com a sua astúcia” (v.3). Seu engano continua sendo astuto e sagaz. Chamando a atenção para o que atrai as mais diversas classes, Satanás continua disparando as suas setas inflamadas contra a humanidade, destruindo a muitos enquanto os faz pensar que estão fazendo uma escolha inteligente. E o cristianismo tornou-se seu alvo principal não no sentido de destruí-lo, mas de reinventá-lo; uma religião que “prega outro Jesus” (v.4), um “Jesus” bonzinho, sentimentalista, camarada e tolerante, completamente diferente de Cristo Jesus, cuja bondade conduz ao arrependimento, cujo amor constrange, cuja amizade transforma e cuja justiça salva.

Paulo percebeu que os irmãos de Corinto estavam aceitando com facilidade falsas teorias de ministros de Satanás disfarçados “em ministros de justiça” (v.15). A comparação de que “o próprio Satanás se transforma em anjo de luz” (v.14) nos alerta quanto ao perigo do engano. Quando comissionado para o dom profético, Ezequiel recebeu do Senhor uma advertência bem clara: “Quando Eu disser ao perverso: Certamente, morrerás, e tu não o avisares e nada disseres para o advertir do seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrerá na sua iniquidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei” (Ez.3:18). Não era fácil para os profetas lidar com as situações adversas, dentre elas o desprezo e a perseguição daqueles a quem tentavam salvar. Também não foi fácil para Paulo ter que escrever cartas com mensagens “graves e fortes” aos seus irmãos (2Co.10:10). Mas o seu objetivo, em primeiro lugar, estava em fazer a vontade de Deus, ainda que isto lhe custasse passar pelas mais diversas e adversas situações, como bem registradas nos versos 23 ao 28.

Aproxima-se uma tempestade que abalará este frágil planeta e revelará o ouro refinado no fogo: “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: É Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus” (Zc.13:9). Os enganos de Satanás tomarão proporções tão acima de tudo o que este mundo já viu, que, enganariam, “se possível, os próprios eleitos” (Mt.24:24). E só estarão prontos para resistir aqueles que estiverem bem alicerçados na Palavra da Verdade. Que, como Paulo, possamos dizer em palavras e atitudes: “A verdade de Cristo está em mim” (v.10). “Eis as coisas que deveis fazer: Falai a verdade cada um com o seu próximo, executai juízo nas vossas portas, segundo a verdade, em favor da paz; nenhum de vós pense mal no seu coração contra o seu próximo, nem ame o juramento falso, porque a todas estas coisas Eu aborreço, diz o Senhor” (Zc.8:16-17).

Ellen White escreveu: “É o Espírito Santo, o Consolador, o qual Jesus prometeu enviar ao mundo, que transforma nosso caráter na imagem de Cristo; e quando isto é realizado, refletimos como num espelho, a glória do Senhor. Isto é, o caráter daquele que assim contempla a Cristo é tão semelhante ao dEle, que quando alguém olha para ele vê o próprio caráter de Cristo brilhando como de um espelho. De modo imperceptível a nós mesmos, somos transformados dia a dia, de nossos caminhos e vontade nos caminhos e vontade de Cristo, no encanto de Seu caráter. Assim crescemos em Cristo, e inconscientemente refletimos Sua imagem” (Refletindo a Cristo, CPB, p.12). Que possamos permitir esta boa obra do Espírito Santo em nossa vida, então, nada poderá nos separar do amor de Deus em Cristo, que nos será por escudo e proteção no dia mau. Vigiemos e oremos!

Bom dia, santificados na Verdade!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Coríntios11 #RPSP

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2Coríntios 10 – Comentado por Rosana Barros
4 de outubro de 2021, 0:45
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“Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, e sim aquele a quem o Senhor louva” (v.18).

Tanto no Antigo como no Novo Testamento, Deus procurava comunicar-Se com o Seu povo através de Seus servos, os profetas. Eram homens e mulheres escolhidos especialmente para anunciar a Israel e a outros povos, conselhos, advertências e repreensões. Estes atalaias do Céu desempenharam um papel fundamental não somente para sua época, mas nos deixaram escrito profecias precisamente fiéis e mensagens divinas que proclamam ensinamentos cuja validade não tem fim. Entretanto, quando estas mensagens contrariavam os gostos e vontades de um povo que se recusava a abandoná-los, os profetas se tornavam alvos de sua ira e descontentamento.

Vindo em uma época em que Israel clamava pelo cumprimento da profecia messiânica, Jesus revelou o caráter do Pai e o Seu convite foi: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei […] e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt.11:28 e 29). O povo, porém, não esperava por este convite de paz, mas por uma convocação para guerra. Ansiavam por um Messias que os libertasse do jugo romano, revelando a sua ignorância quanto aos escritos dos profetas, cumprindo-se a profecia de Isaías: “Ouvi, ouvi e não entendais; vede, vede, mas não percebais” (Is.6:9). Jesus, portanto, “veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam” (Jo.1:11).

Paulo passou por experiências semelhantes, tendo que apresentar defesa quanto à sua autoridade como apóstolo de Cristo. Tanto ele quanto seus companheiros de ministério estavam sendo confundidos com falsos apóstolos que possuíam eloquência e credenciais convincentes, mas cujas atitudes demonstravam total incoerência com o verdadeiro testemunho de Jesus. O recado de Paulo foi muito claro: “Observai o que está evidente” (v.7). O seu apostolado não podia ser confundido porque com mansidão e humildade (v.1) ele revelava o caráter do Mestre, e não “disposições de mundano proceder” (v.2) militando “segundo a carne” (v.3). Revestido “de toda a armadura de Deus” (Ef.6:11), o apóstolo mostrou que as armas que utilizava não eram carnais, “e sim poderosas em Deus” (v.4).

Acusado de escrever palavras “graves e fortes”, enquanto sua “presença pessoal” era “fraca” e sua pregação, “desprezível” (v.10), o que estava em jogo não era simplesmente a sua reputação, mas o princípio bíblico que buscava viver piedosamente: “que o que somos na palavra por cartas, estando ausentes, tal seremos em atos, quando presentes” (v.11). Ele não admitiu ser comparado ou classificado com “alguns que se louvam a si mesmos”, que “medindo-se consigo mesmos e comparando-se consigo mesmos, revelam insensatez” (v.12). A vida do apóstolo dos gentios em momento algum revelou alguma ambição por exaltação própria, mas a sua glória estava em respeitar “o limite da esfera de ação que Deus […] demarcou” (v.13).

Desde o princípio, o Senhor tem usado Seus instrumentos escolhidos a fim de comunicar à humanidade o Seu amor em forma de palavras. E desde então, muitos também têm se levantado anunciando um falso chamado. Cristo mesmo nos advertiu, que especialmente em nossos dias, surgiriam “falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos”. E ainda acrescentou: “Vede que vo-lo tenho predito” (Mt.24:24-25). O objetivo dos profetas, de Paulo e do próprio Jesus, era o de cumprir a vontade de Deus sem ultrapassar os limites que Ele estabeleceu. Cristo mesmo declarou: “As palavras que Eu vos digo não as digo por Mim mesmo; mas o Pai, que permanece em Mim, faz as Suas obras” (Jo.14:10).

Quer descobrir se alguém está pregando a verdade? “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Is.8:20). Que as nossas palavras e ações sejam unicamente a atuação do Espírito Santo em nossa vida, “porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, e sim aquele a quem o Senhor louva” (v.18). Como Paulo, “glorie-se no Senhor” (v.17). Vigiemos e oremos!

Bom dia, mansos e humildes de coração!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Coríntios10 #RPSP

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2Coríntios 09 – Comentado por Rosana Barros
3 de outubro de 2021, 0:45
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“Graças a Deus por Seu dom inefável!” (v.15).

Percebendo a necessidade em prestar assistência social à igreja primitiva, os apóstolos, guiados por Deus, elegeram sete diáconos a fim de prestarem este serviço, “sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria” (At.6:3). Deste modo, a pregação do evangelho avançaria e as igrejas ficariam assistidas. Dentre estes, “Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo” (At.6:5) teve um papel muito importante não só como diácono, mas também como instrumento do Senhor no cumprimento profético. A experiência de Estêvão reflete a glória que Deus deseja manifestar na vida de Seus filhos. Em sua face havia o brilho celestial porque estava sempre “cheio de graça e poder” (At.6:8). Ele certamente foi alguém cujo legado deixou no mundo a fiel assinatura de uma testemunha de Jesus.

Neste sentido, encontramos Paulo exortando os irmãos a que mantenham-se zelosos quanto à prática da caridade. O serviço prestado em auxílio aos que necessitam deve ser uma “expressão de generosidade e não de avareza” (v.5). Outro bom exemplo é o da viúva pobre, a qual foi louvada por Jesus em sua discreta e humilde oferta, pois representava a entrega de seu próprio coração a Deus. Não há, portanto, uma proporção exata quanto ao ato de doar. “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” (v.7). Paulo comparou a prática da generosidade com o processo da semeadura: “aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará” (v.6).

Não encontramos nas palavras de Paulo um apoio à teoria da prosperidade. Muito pelo contrário. Como apóstolo de Cristo, mais do que ninguém, ele sabia o que era padecer necessidades, inclusive necessidades materiais, privando-se muitas vezes de receber auxílio dos irmãos a fim de evitar dissensões, abrindo mão de seus direitos como presbítero. Paulo se referiu da abundância “em toda graça”, a fim de que haja superabundância “em toda boa obra” (v.8). Isto é, todo aquele que experimenta a graça divina consequentemente revelará os frutos de uma boa colheita. E isso nos torna, como corpo de Cristo, iguais diante de Deus e no trato uns com os outros, pois tudo o que possuímos, quer seja pouco ou muito, na matemática divina, é igualmente valioso se for usado segundo a vontade de Deus.

Contudo, a prosperidade material na vida dos filhos de Deus também deve ser considerada uma bênção. Jó, Abraão, Jacó, José, são exemplos de pessoas que possuíram muitos bens, mas que não se deixaram corromper por isso. Antes, usaram seus privilégios para a glória de Deus e benefício do próximo. Podemos concluir, então, que o pecado não está em possuir, mas em retrair. O dom da caridade nos protege contra a avareza e o egoísmo. E, como uma família bem ordenada na Terra, a igreja de Cristo, que olha para o outro com os olhos de seu Mestre, o que fazemos em favor uns dos outros “também redunda em muitas graças a Deus” (v.12). Precisamos pedir ao Espírito Santo por esta sensibilidade, que, hoje, representa algo bem maior do que simplesmente suprir algo físico, mas que, principalmente, requer de nós uma atenção especial quanto às necessidades emocionais e espirituais de nossos irmãos.

Nem sempre a ajuda recebe algum tipo de retribuição ou gesto de gratidão. E, como servos de Cristo, não devemos esperar por isso. É maravilhoso quando o auxílio retorna ao doador em forma de oração, “com grande afeto” (v.14). Mas ainda que isso não aconteça e você receba de volta nesta terra não mais do que o desprezo ou a ingratidão, o Senhor promete que “a sua justiça permanece para sempre” (v.9), e que Ele “multiplicará os frutos da vossa justiça” (v.10). Devemos sonhar com as recompensas eternas, principalmente, com a maior de todas elas: ver o nosso Senhor e Salvador face a face, Ele, que é a nossa justiça. Portanto, quer na escassez, quer na abundância, que em qualquer circunstância possamos declarar com contentamento: “Graças a Deus pelo Seu dom inefável!” (v.15). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, abundantes em toda graça!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Coríntios9 #RPSP

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2Coríntios 08 – Comentado por Rosana Barros
2 de outubro de 2021, 0:45
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“Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários” (v.3).

O tema central deste capítulo é a caridade cristã, tanto no aspecto da generosidade através das ofertas quanto da administração das mesmas “para a glória do próprio Senhor” (v.19). Paulo iniciou com um “Provai e Vede” da igreja primitiva, relatando o testemunho das igrejas da Macedônia. A realidade financeira daquelas igrejas de espírito voluntário, porém, não correspondia com as ofertas que enviavam a fim de ajudar seus irmãos em Jerusalém. Manietadas pelas circunstâncias desfavoráveis, certamente elas seriam as últimas igrejas que poderiam oferecer algum tipo de ajuda. Na verdade, poderiam tornar-se igualmente alvo da ajuda dos demais irmãos.

No entanto, o contraste apresentado por Paulo nos revela o genuíno amor cristão e a dedicação em vivê-lo, pois que “no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade” (v.2). Pela fé, eles “deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois” aos irmãos, “pela vontade de Deus” (v.5). Vocês conseguem perceber a sequência? Primeiro eu me entrego a Deus e depois, aos meus irmãos. Esta é a ordem da vitória na vida cristã: primeiro eu para com Deus, depois, eu para com os meus semelhantes, segundo a vontade de Deus. Quando eu assumo um relacionamento pessoal e íntimo com o Senhor, a consequência se manifesta em atos de misericórdia e amor altruísta para com todos.

O que Paulo quis transmitir neste capítulo foi que a nossa vida precisa refletir o caráter dAquele que afirmamos seguir, e este reflexo precisa ser prático. Podemos ser cheios de fé, de conhecimento da Bíblia, de zelo e de orgulho pelo amor que um dia nos alcançou (v.7), mas tudo isso não tem valor aos olhos de Deus a menos que produza a sensibilidade de olhar para as necessidades dos meus irmãos como uma questão de prioridade. Aquelas igrejas pobres e atribuladas não foram persuadidas a ajudar, mas elas mesmas rogaram grandemente para que pudessem participar “da assistência aos santos” (v.4). Eis o que Paulo nos apresenta: o verdadeiro e puro amor cristão.

E não poderia haver comparação mais fiel e perfeita do que esta: “pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por amor de vós, para que, pela Sua pobreza, vos tornásseis ricos” (v.9). Quando olhamos para a vida de Cristo, meditando em Seu exemplo de altruísmo e em Seu sacrifício, mergulhamos no universo de um amor sem limites, e nosso caráter vai sendo transformado por intermédio da atuação do Espírito Santo. Primeiro preciso compreender o que Cristo fez por mim, então, o meu papel como cristão será revertido em amor voluntário pelos outros.

Que a manifestação da prova do nosso amor para com o próximo seja motivada pela sincera preocupação de quem olhou para o Voluntário da cruz e entendeu que a sua missão é tão-somente imitá-Lo. Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, “glória de Cristo” (v.23)!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Coríntios8 #RPSP

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2Coríntios 07 – Comentado por Rosana Barros
1 de outubro de 2021, 0:45
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“Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte” (v.10).

Em todo o tempo, Paulo procurou alertar os irmãos coríntios a respeito dos perigos envolvidos quando a vida cristã fica paralisada. O primeiro amor não é um estado inicial apenas, mas deve ser renovado diariamente, “aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus” (v.1). Na mensagem à igreja de Éfeso, esta verdade fica bem evidente quando Jesus declarou: “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras” (Ap.2:4-5). Não se trata de algo forçado ou de uma tentativa de mostrar aparência de santidade, mas o resultado da constante obra do Espírito Santo em um coração humilde e submisso.

Grande era o afeto de Paulo para com os coríntios, de forma que todo o seu esforço não era para condená-los, mas para que se sentissem amados através da preocupação e do cuidado que o apóstolo lhes demonstrava. Tomando conhecimento das necessidades de seus irmãos em Cristo, logo procurou motivá-los a buscar a pureza e a santidade que seus atos estavam corrompendo. A visita de Tito, sem dúvida, foi de extrema importância. Tito pôde conviver por certo período com aquela igreja e perceber tanto seus pontos fortes quanto seus pontos fracos. E foi por meio desta fonte segura e sincera que Paulo foi tocado a escrever esta segunda epístola.

Apesar de seu amor e sincero desejo pela salvação dos coríntios, o apóstolo se sentiu triste e em certo momento até arrependido pelo fato de ficar sabendo que a sua primeira carta os “contristou por breve tempo” (v.8). Não é fácil repreender, tampouco gostamos de ser repreendidos. Contudo, Deus faz o que for preciso para nos salvar, e se para isso tiver que nos entristecer, Ele o fará, porque “a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação” (v.10). Por outro lado, “a tristeza do mundo produz morte”, pois que ela não promove arrependimento, mas remorso. A diferença entre Pedro e Judas, por exemplo, foi que Pedro se arrependeu, ao passo que Judas apenas foi “tocado de remorso” (Mt.27:3).

Jesus nos diz: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo” (Jo.16:33). Somos constantemente atribulados com “lutas por fora, temores por dentro” (v.5) e o nosso “Deus, que conforta os abatidos” (v.6), coloca em nosso caminho pessoas especiais para nos consolar. Paulo e Tito foram estas pessoas na vida dos coríntios e, por algum momento, eles não souberam reconhecer isso. Precisamos, no entanto, ser humildes de espírito para reconhecer as nossas faltas e a nossa total necessidade do auxílio divino. Por vezes, acabamos caindo no perigo da autodefesa, e demonstramos espírito inquieto quando contrariados. Criamos nossos próprios mecanismos de defesa e nos armamos de todos eles para ignorar a voz de Deus através de Sua Palavra ou de algum instrumento humano.

Atentemos para a trajetória dos filhos de Israel, de quantas e quantas vezes Deus usou os Seus profetas para alertá-los e corrigi-los e de quanto sofrimento poderia ter sido evitado se tão-somente o povo desse ouvidos às palavras inspiradas; de como o povo gozava de períodos de paz e alegria quando era obediente. O Espírito Santo deseja reafirmar o primeiro amor todos os dias em nossos corações. E pode ser que para isso Ele tenha que nos orientar através de um instrumento escolhido. Que Ele nos conceda um coração humilde e sempre disposto a ouvir a Sua voz, discerni-la e obedecê-la. Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, humildes de espírito!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Coríntios7 #RPSP

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2Coríntios 06 – Comentado por Rosana Barros
30 de setembro de 2021, 0:45
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“entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo” (v.10).

A parte inicial deste versículo sempre foi um desafio para mim pelo fato de não conseguir compreender como estar entristecida e ainda assim permanecer alegre. Até o dia em que entendi que a exata compreensão acerca desta afirmação de Paulo não pode ser compreendida a não ser que seja vivenciada. Após o encontro de Paulo com Cristo na estrada de Damasco, a vida dele nunca mais seria a mesma. Mergulhado em um universo de estrito zelo religioso, foi somente quando caiu que finalmente olhou para o alto. Cego e confuso, percebeu que maior cegueira era a que tinha vivido até então.

O respeitado doutor da lei e instruído na escola dos fariseus, transformou-se em perseguido por causa de Cristo. Aqueles que antes o consideravam com demasiado apreço, agora revelavam-lhe um trato rude e até homicida. Paulo trocou os privilégios e o conforto de sua posição para sofrer escárnios, perseguições e privações. À vista dos cristãos sinceros, era considerado um homem de Deus. À vista dos incrédulos, um fanático. À vista dos líderes judeus, uma ameaça. Certamente, a vida deste apóstolo não foi nada fácil. Mas tenho absoluta convicção de que ele não trocaria um dia sequer ao lado de Cristo por qualquer alívio que lhe fosse oferecido.

Extremamente coerente e divinamente inspirado, suas palavras tinham comunhão com suas obras, e seu zelo passou a ser movido pelo amor que devotava a Deus e aos irmãos, a fim de não dar “motivo de escândalo em coisa alguma” (v.3). A vida de Paulo representa a vida de todo aquele que experimenta o verdadeiro encontro com Jesus; todo aquele que vive o ponto da virada de 180°. Quando lemos a lista de Paulo quanto à vida dos “ministros de Deus” como ele, percebemos que não se tratava de um ministério cercado de regalias ou pompas, mas de tribulações e de muitas renúncias. Porém, apesar das dificuldades, ele não se esquivaria de sofrer tudo de novo porque certo estava de que, no final, poderia contemplar novamente a face de Cristo.

Quando paro e penso de onde Jesus me resgatou e o modo que Ele usou para me encontrar, mais grata me sinto pela Sua paciência para comigo. Na verdade, o ponto da virada na vida de cada um de nós é um testemunho à parte, pois que o Senhor tem um modo todo especial de falar com cada um de Seus filhos, conferindo-lhes particular atenção. E é quando passamos por esta experiência pessoal que então entendemos de fato as palavras de Paulo: “entristecidos, mas sempre alegres” (v.10). Porquê da forma que Deus desperta Seus filhos para um reavivamento e reforma necessários, da mesma sorte Satanás se utiliza de instrumentos humanos não convertidos para tornar a vida daqueles o mais difícil possível. O grande conflito fica cada vez mais difícil, e, de forma astuta, o inimigo procura promover alianças e amizades que “corrompem os bons costumes” (1Co.15:33).

A nossa comunhão com Cristo não pode estar fundamentada em rituais ou práticas religiosas. E sim no “assim diz o Senhor” e no que fazemos com o “tempo da oportunidade” (v.2) que nos é ofertado. Este tempo se chama “agora” (v.2) e requer de nós a humildade e a submissão para reconhecermos o agir de Deus moldando o nosso caráter. Após a conversão, inicia-se o processo da santificação que, como o próprio nome já diz, é um processo, isto é, acontece por etapas, onde Jesus sempre respeita o ritmo de cada um. Mas precisamos aprender a reconhecer, “no Espírito Santo” (v.6), “o tempo sobremodo oportuno” que nos é dado para abandonarmos velhas práticas e até mesmo amizades que não têm edificado em nada a nossa vida espiritual. E isso, meus irmãos, é questão de salvação. Pois “que harmonia há entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?” (v.15).

A verdadeira conversão não é instantânea e nem tampouco a santificação acontece da noite para o dia. Creio que o que mais marcou a vida de Paulo não foi seu encontro com Jesus na estrada de Damasco, mas que ali foi o ponto de partida para os seus encontros diários com Ele. Jesus deseja nos encontrar e falar conosco todos os dias. Quando descobrimos e aceitamos este encontro diário, qualquer tristeza é vencida pela alegria de saber que, não importa o que aconteça, Jesus está ali conosco, porque Ele nos prometeu (Mt.28:20) e Ele nunca mente.

Que a nossa ligação com o Céu esteja acima de qualquer ligação com as coisas deste mundo. Mas que, acima de tudo, “no Espírito Santo”, possamos viver “no amor não fingido” (v.6), “na palavra da verdade, no poder de Deus” (v.7), respeitando-nos mutuamente e sendo cooperadores com Cristo (v.1). Sejamos, pois, pacientes uns com os outros, lembrando da paciência que Jesus tem tido conosco. Vigiemos e oremos!

Bom dia, entristecidos, mas sempre alegres!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Coríntios6 #RPSP

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2Coríntios 05 – Comentado por Rosana Barros
29 de setembro de 2021, 0:45
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“Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (v.10).

Havia um profundo anseio no coração de Paulo. Sua vida nesta terra não tinha sentido algum não fosse pela esperança na vida porvir. Em meio a lutas e aflições, gemia e aspirava pela eternidade. Referindo-se ao nosso corpo como casa provisória e despida, apontou para a nossa futura “habitação celestial” (v.2) como objeto de nosso maior desejo. O sábio Salomão escreveu que Deus “pôs a eternidade no coração do homem” (Ec.3:11), o que coopera com a afirmação de Paulo quando diz que “foi o próprio Deus quem nos preparou para isto” (v.5).

Apesar de Deus ter nos outorgado “o penhor do Espírito” (v.5), tornando-nos “santuário do Espírito Santo” (1Co.6:19), ainda nos encontramos em situação de completa desvantagem com relação ao pecado. Somos todos pecadores e nosso corpo mortal é prova disso. Precisamos adquirir, todos os dias, as preciosas vestes da justiça de Cristo Jesus (Ap.3:18) a fim de que, naquele Grande Dia, a nossa nudez esteja coberta e nEle sejamos “feitos justiça de Deus” (v.21). Como “andamos por fé e não pelo que vemos” (v.7), nossa esperança não está aqui neste mundo, e sim nas “coisas lá do alto, onde Cristo vive” (Cl.3:1).

Dentro em breve estaremos todos perante o Justo Juiz, e Cristo retribuirá a cada um “segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (v.10). Ele mesmo declarou a João: “Eis que venho sem demora, e Comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap.22:12). Mas a salvação não é pela graça? Sim. Não somos justificados pela fé? Exatamente. Contudo, todo aquele que aceita a graça divina e decide viver para Deus, consequentemente manifestará “o fruto do Espírito” (Gl.5:22), que redunda em obras que nada tem a ver com as concupiscências deste mundo. Pois “se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (Gl.5:25).

Muitos, rejeitando aos apelos do Espírito Santo, têm convivido naturalmente com o pecado enquanto professam uma vida cristã. Apegando-se a uma doutrina barata da graça que nada tem a ver com a graça de Cristo, vivem para si mesmos. Há um abismo de diferença entre ser pecador e ser conivente com o pecado. As palavras do apóstolo são muito claras, amados: “se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (v.17). Se antes professávamos andar com Cristo “segundo a carne”, já agora não é tempo de conhecê-Lo “deste modo” (v.16). Sabendo que “tudo provém de Deus”, Ele mesmo providenciou a nossa reconciliação “por meio de Cristo” (v.18).

Nós “somos embaixadores em nome de Cristo” (v.20) e tudo o que Ele nos pede é que O representemos com fidelidade. E isso não significa dizer que podemos viver sem pecado, pois que a justiça própria também é pecado. Mas que uma vida guiada pelo Espírito Santo não procura a satisfação da carne, mas a alegria no Espírito. É a ovelha desgarrada que é carregada por Jesus de volta ao aprisco. É a dracma que é encontrada. É o filho pródigo que retorna à casa do pai, mas é o pai que o recebe com alegria (Lc.15). Eu não sei se você já foi ovelha errante, ou dracma perdida ou filho rebelde, mas eu sei que em todas estas parábolas, no final, houve festa e voz de júbilo. Em todas elas houve mudança de rota. E como alguém que já foi dracma, posso afirmar que não há amor que possa ser comparado ao amor de Jesus. “Pois o amor de Cristo nos constrange” (v.14) e nos faz perceber que nenhum pasto distante, nenhuma casa desordenada, nenhuma herança terrena pode nos separar “do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:39), Aquele que por nós “morreu e ressuscitou” (v.15), nos reconciliando com Deus.

Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus” (v.20). Este é o desejo e a oração de todos os seus amigos e irmãos que fazem parte do ministério Reavivados Por Sua Palavra e que, pela graça e misericórdia de Deus, têm buscado fazer o mesmo. Vigiemos e oremos!

Bom dia, reconciliados com Deus em Cristo!

* Oremos por nosso irmão Adriano e todos os demais enfermos. Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Coríntios5 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Coríntios 04 – Comentado por Rosana Barros
28 de setembro de 2021, 0:45
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“Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” (v.17).

Prevenindo os cristãos acerca de falsos ensinamentos, Pedro escreveu o seguinte a respeito dos escritos de Paulo: “[…] como igualmente o nosso irmão Paulo vos escreveu […] ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles” (2Pe.3:15 e 16). Mesmo as epístolas paulinas possuindo uma linguagem mais difícil, Pedro levantou a questão de que a dificuldade de compreensão não está nos escritos de Paulo em si (e o próprio Paulo confirma essa ideia), mas na cegueira espiritual dos “que se perdem” (v.3). Não se trata, portanto, de uma mensagem obscura, mas “a luz do evangelho da glória de Cristo” (v.4).

Paulo se colocava longe dos holofotes para pregar tão-somente “a Cristo Jesus como Senhor” e a ele mesmo como servo, “por amor de Jesus” (v.5). Este é o tema central de todas as suas epístolas. A morte, ressurreição e volta de Cristo são amplamente mencionadas, e, diante de um povo em extremo zeloso na lei, mas desprovido de misericórdia, a lei também se tornou um assunto indispensável em suas cartas às igrejas. Percebendo, porém, que alguns acusavam sua pregação como encoberta ou impossível de se entender, simplesmente por recusarem-se a recebê-la com humildade e pelo apego aos pecados que suas palavras condenavam, o apóstolo apontou essa falta de entendimento como cegueira maligna (v.4).

Assim como no primeiro dia da criação do mundo, Deus fez resplandecer a luz (Gn.1:3), a primeira obra que Ele realiza na vida do cristão é resplandecer a Sua luz em nosso coração e iluminar a nossa vida do conhecimento de Sua glória, “na face de Cristo” (v.6). Ou seja, a conversão genuína produz iluminação para compreender as Escrituras, que revelam o caráter de Cristo. E isto, mediante um coração humilde e sempre agradecido, recebendo “este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós” (v.7). Em suma, Paulo sempre deixava bem claro que não eram as suas palavras ali escritas, mas palavras divinas em linguagem humana.

Enfrentando muitas tribulações e perseguições, levava “sempre no corpo o morrer de Jesus” (v.10), desconsiderando a própria vida por amor a Deus e aos seus semelhantes. Cada palavra que escrevia ou ditava, era um claro recado de Deus para o homem. Quando Pedro afirmou que muitos iriam deturpar os escritos de Paulo e as demais Escrituras, provavelmente se referiu à quebra do princípio bíblico de que o estudo da Bíblia deve ser “um pouco aqui, um pouco ali” (Is.28:10). Distorcer as palavras de Paulo à luz da sabedoria humana é querer brincar de Deus. Devemos estudar as cartas de Paulo à luz de toda a Escritura, comparando texto com texto, orando para que o Espírito Santo seja o nosso Instrutor bíblico. O estudo da Bíblia proporciona a paz e a felicidade que nada neste mundo pode superar. De modo que aumenta a nossa fé e nos impulsiona a falar: “Eu cri; por isso, é que falei” (v.13).

Não tem sido fácil para mim e creio que nenhum de nós está alheio às dificuldades desta terra de pecado. A crescente onda de doenças misteriosas, as avassaladoras manifestações da natureza, o aumento assustador das crises familiares, a decadência moral, o grave cenário econômico mundial, os confrontos armados, tudo isso tem contribuído para que sejamos atribulados. Contudo, não há luta maior a ser enfrentada do que aquela que acontece em nós mesmos. O maior conflito não é aquele que envolve multidões ou grandes espaços geográficos. O maior dos conflitos só envolve dois lados e acontece em mim e em você. Nossa mente é o único lugar em que há guerra todos os dias envolvendo morte eterna ou vida eterna. E a nossa comunhão diária com Deus, por meio das Escrituras e da oração, desempenha um papel fundamental a fim de que sejamos vitoriosos. Ellen White escreveu: “Pesquisai as Escrituras por vós mesmos, para que possais compreender a terrível solenidade do tempo presente.” (Testemunhos Seletos, volume 2, CPB, p.71).

Aquele que um dia usufruiu do melhor da terra e que era respeitado como um dos maiores doutores da lei, deixou tudo para trás para sofrer tribulações e tristezas “por amor de Jesus” (v.5). Eu não sei o que você deixou ou o que ainda precisa renunciar para seguir a Cristo. Não conheço seus problemas, nem o que lhe aflige, mas posso lhe garantir uma coisa: tudo isso é passageiro e produzirá “eterno peso de glória, acima de toda comparação” (v.17). Persevere em estudar a Palavra de Deus, em examiná-la como quem procura um tesouro, porque “este tesouro” (v.7) é encontrado por todo aquele que se dedica a procurá-lo. E, como o salmista, encontraremos conforto na tribulação: “O que me consola na minha angústia é isto: que a Tua Palavra me vivifica” (Sl.119:50). Por experiência própria, a Bíblia é o “calmante” perfeito para a nossa alma. Vigiemos e oremos!

Bom dia, vivificados pela Palavra de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Coríntios4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Coríntios 03 – Comentado por Rosana Barros
27 de setembro de 2021, 0:45
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“Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (v.17).

Consagrado para um ministério santo e de grande responsabilidade, Moisés tornou-se o maior líder que Israel já teve. Sua missão desafiadora incluía, além de liderar milhões de hebreus doutrinados pela cultura egípcia, estar perante Deus a fim de receber os estatutos e as leis que regeriam aquela nova nação. Para um povo que era escravo, sob um governo injusto imposto por Faraó, o Senhor fez questão de introduzir, o que seria a “Constituição Federal” de Israel, da seguinte forma: “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (Êx.20:2). Os dez mandamentos deveriam ser obedecidos como lembrança da liberdade obtida pelas mãos de um Senhor justo, e não como uma nova forma de escravidão.

Porém, ainda que Moisés tivesse sido um grande líder e um homem de Deus, mesmo a glória manifestada em sua face com o tempo se apagou, mostrando que o temporário “ministério da condenação” (v.9) nunca seria suficiente para salvar o homem de seus pecados. A antiga aliança, mediante o sacrifício de animais e leis ritualísticas, era apenas uma ilustração acerca do verdadeiro e suficiente sacrifício de Cristo (Hb.9:12), e os mandamentos gravados em pedras pelo dedo de Deus (Êx.31:18), uma representação do que deveria ser escrito em seus corações. Tiago chamou os dez mandamentos de “lei da liberdade”, pela qual todos serão julgados, e, logo após, enfatizou que “a misericórdia triunfa sobre o juízo” (Tg.2:12 e 13). Ou seja, há uma saída para o pecador. Há uma oportunidade de remissão, “uma nova aliança” (v.6) estabelecida por Jesus Cristo, a qual retira o véu e revela a glória do Pai.

Como bem expressou Tiago, a lei do Senhor é uma expressão de liberdade. Porque “onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (v.17). O pecado nos escraviza e a lei de Deus nos faz lembrar disso. Mas, ainda que buscássemos obedecê-la com perfeição, jamais conseguiríamos. O único que obteve êxito na perfeita obediência foi Jesus, que foi morto pelas nossas transgressões. Somente por Cristo somos salvos da condenação da lei, e aí está a misericórdia que triunfa sobre o juízo. Como “ministros de uma nova aliança” (v.6), não nos recomendamos a nós mesmos como se a nossa obediência fosse suficiente, mas, endereçados por Cristo, como Sua carta, somos chamados para revelar o Seu caráter através de um coração submisso ao “Espírito do Deus vivente” (v.3).

Oh, amados, não confundam liberdade com libertinagem! Se Cristo morreu por causa de nossos pecados que são “a transgressão da lei” (1.Jo.3:4), deveríamos nós ignorá-la? Absolutamente! Se matar, roubar, adulterar, ter outros deuses além de Deus, não observar o sábado tornou-se uma possibilidade a partir do sacrifício de Jesus, o que estamos fazendo pregando o evangelho do amor a Deus e ao próximo? Percebem? Quando o véu do santuário terrestre se rasgou “de alto a baixo” (Mt.27:51), o Santíssimo passou a ser um lugar acessível para mim e para você. O “ministério da morte, gravado com letras em pedras” (v.7) que antes apenas nos revelava o tipo, tornou-se em antítipo, o ministério da redenção gravado “em tábuas de carne, isto é, nos corações” (v.3), revestido de glória permanente (v.11), apontando para o Único que foi “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8).

Deus deseja gravar em nosso coração a Sua santa Lei. Não mais em pedras, mas “nos corações” (v.3), através do Seu Espírito. Então, o que o mundo julga ser uma escravidão, para nós será sempre liberdade. Assim como a glória de Deus era manifestada no lugar Santíssimo do santuário terrestre acima da arca da aliança onde estavam os mandamentos de Deus, o Senhor deseja manifestar a Sua glória em nós, que somos “santuário do Espírito Santo” (1Co 6:19), gravando a Sua lei, manifestação do caráter de Cristo, em nossos corações.

Assim diz o Senhor: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o Meu Espírito e farei que andeis nos Meus estatutos, guardeis os Meus juízos e os observeis” (Ez.36:26-27). Jesus está voltando para buscar “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Aqueles que verdadeiramente têm sido “transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (v.18). Que Jesus nos encontre não como legalistas, “porque a letra mata” (v.6), mas como livres por Seu intermédio (v.4), obedecendo porque escolhemos amá-Lo. Vigiemos e oremos!

Bom dia, carta de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Coríntios3 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100