Reavivados por Sua Palavra


Apocalipse 20 – Comentado por Rosana Barros
11 de janeiro de 2022, 0:45
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 “Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com Ele os mil anos” (v.6).

Continuando a narração do retorno de Jesus, como o Cavaleiro que “Se chama Fiel e Verdadeiro” (Ap.19:11), da derrota da besta e do falso profeta e  da destruição dos ímpios, João viu “descer do céu um anjo” tendo “na mão a chave do abismo e uma grande corrente” (v.1). As cadeias deste anjo vingador representam a prisão de Satanás (v.2), que ficará nesta terra destruída durante mil anos sem ter a quem tentar, já que “os restantes dos mortos” permanecerão nesse estado até que se completem “os mil anos” (v.5). Já estudamos o que as Escrituras dizem sobre o estado dos mortos: “e o pó volte à terra, como o era, e o espírito [Ruach, fôlego], volte a Deus, que o deu” (Ec.12:7). Somos a junção de pó da terra mais fôlego de vida. Portanto, nós não temos uma alma, somos “alma vivente” (Gn.2:7).

Nesse contexto, entendemos melhor sobre a ressurreição. De forma geral, haverá duas ressurreições: “os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo”, disse Jesus (Jo.5:29). Enquanto isso, os mortos estão em um estado de sono, como bem falou Jesus antes de ressuscitar a Lázaro: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (Jo.11:11). Ora, se Lázaro estivesse desfrutando do Céu ao lado de Deus, será que Jesus o teria trazido de volta a este mundo de pecado? Certamente que não. O sábio Salomão também escreveu: “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento” (Ec.9:5).

Quando Jesus voltar em glória, com os Seus santos anjos, soada a trombeta de Deus, “os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” e os vivos serão transformados e todos levados para junto de Cristo nas nuvens, dando início à viagem intergaláctica até à Cidade Santa, a Nova Jerusalém (1Ts.4:16-17). Os ímpios serão mortos e os que já estavam mortos (ímpios), permanecerão em seus túmulos até que se passem os mil anos. “Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão” (v.7), haverá a segunda ressurreição (ressurreição dos ímpios) e ele reunirá aquela multidão “como a areia do mar” (v.8) a fim de guerrear contra “o acampamento dos santos” (v.9), “a santa cidade, Jerusalém, que [descerá] do Céu, da parte de Deus” (Ap.21:9). Mas antes que haja cumprido o seu diabólico objetivo, descerá “fogo do céu”, que o destruirá, juntamente com seus anjos e com todos os ímpios, de uma vez por todas (v.9). Cumprir-se-á a “obra estranha” de Deus (Is.28:21).

Antes disso, haverá um julgamento, um acerto de contas. Cristo, Aquele que Se assenta no trono de Deus (v.11), julgará a cada um “segundo as suas obras, conforme o que se acha escrito nos livros” (v.12). Existem registros no santuário celeste. A obra de expiação de Cristo no lugar Santíssimo, desde 1844, tem sido uma obra de purificação dos registros dos santos, dos que verdadeiramente se arrependeram e daqueles que hão de se arrepender de seus pecados antes que termine o período de graça. Ninguém escapará do juízo divino, até o mar dará “os mortos que nele estavam” (v.13). Serão “julgados, um por um, segundo as suas obras” (v.13).

O Senhor virá para destruir definitivamente o pecado e toda a maldade e, todo aquele que não for “achado inscrito no Livro da Vida” (v.15), que não aceitou o chamado de amor do Salvador, procurando viver como o antigo Israel, como quem não tem Rei, cada um fazendo o que acha ser correto a seu próprio critério sem o temor do Senhor (Jz.21:25), terá de sofrer o dano da “segunda morte, o lago de fogo” (v.14). Esta nunca foi a vontade de um Deus que pacientemente espera por nós “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). O nosso tempo de espera pelo retorno de Jesus nunca poderá ser comparado ao tempo em que Deus espera até o último inscrito no Livro da Vida! Mas, no tempo determinado, Ele terá de dar fim ao pecado e cumprir Sua derradeira promessa. E está perto, meus irmãos! Está muito perto o Dia em que nossos olhos contemplarão a Redenção! Que, até lá, avancemos, perseverando em buscar “as coisas lá do alto, onde Cristo vive” (Cl.3:1). Vigiemos e oremos!

Bom dia, inscritos no Livro da Vida do Cordeiro!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Apocalipse20 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Apocalipse 19 – Comentado por Rosana Barros
10 de janeiro de 2022, 0:45
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“Dai louvores ao nosso Deus, todos os Seus servos, os que O temeis, os pequenos e os grandes” (v.5).

Antes da sua morte, Moisés proferiu um cântico especial contido no capítulo trinta e dois do livro de Deuteronômio, conhecido como “o cântico de Moisés”. E o final do cântico é justamente o que diz a “grande voz de numerosa multidão” (v.1), no início do capítulo de hoje. É um brado de vitória. Não mais a vitória apenas sobre os inimigos desta terra, mas a vitória final contra Satanás, o grande adversário. Também encontramos outros ecos do Antigo Testamento: Isaías 34:10 (v.3) e 63:3 (v.15); Salmo 115:13 (v.5) e 2:9 (v.15); Ezequiel 1:24 (v.6), 1:1 (v.11) e 39:4, 17-20 (v.18); Daniel 10:6 (v.12); Joel 3:13 (v.15). Uma verdadeira junção de antigas profecias que, além de terem sido aplicadas ao antigo Israel, hoje, apontam para a vitória de todo o “Israel de Deus” (Gl.6:16) através da vitória do “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (v.16).

Estas palavras em forma de louvor também apontam para as palavras de Jesus, quando proferiu a parábola das dez virgens, quando o Seu retorno à Terra é comparado a uma cerimônia de casamento: as “bodas do Cordeiro” (v.9). O noivo é Cristo, as virgens representam a igreja dividida entre o joio (néscias) e o trigo (prudentes), e a noiva, vestida “de linho finíssimo, resplandecente e puro” (v.8) é a “santa cidade, Jerusalém” (Ap.20:10). Proferidos os cânticos e confirmadas as palavras de Jesus, o anjo que falava a João “acrescentou: São estas as verdadeiras palavras de Deus” (v.9). Ou seja, tudo isto é verdadeiro; tudo o que está escrito, que os profetas já haviam pronunciado, é fato e é verdade.

Não sabemos porque exatamente neste momento João se prostra a fim de adorar o anjo, mas, certamente, tudo aquilo lhe soou aos ouvidos como uma expressão da glória de Deus. Mas quando o anjo ordenou que ele levantasse e adorasse somente a Deus, logo após ele proferiu a seguinte declaração: “Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (v.10). Estamos diante da revelação de uma das características do remanescente dos últimos dias. Em Apocalipse 12:17, vimos que a igreja de Deus possui duas características: “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus”. A guarda dos mandamentos é um ponto claro: se amamos a Deus, guardamos todos os Seus mandamentos (Jo.14:15; Tg.2:10-12). Mas a afirmação de que os verdadeiros adoradores são detentores do testemunho de Jesus precisava ser esclarecido.

Em cada período da história de Seu povo, Deus suscitou pelo menos um profeta ou profetisa, a fim de orientá-los e transmitir Suas palavras. Nem todos possuem livros no Cânon Bíblico, a exemplo de Elias, Eliseu, Micaías, dentre outros, contudo, certamente, foram homens de Deus escolhidos para uma obra que até hoje encontra eco nos corações sinceros. As palavras finais do anjo no versículo dez revelam que a igreja remanescente deveria ter um profeta no tempo do fim. Além de ser uma igreja profética, como vimos no capítulo dez, também deve ter e manter “o espírito da profecia” (v.10). Meus irmãos, assim como de tempos em tempos Deus precisava esclarecer ao Seu povo a Sua vontade através dos profetas, quanto mais no tempo do fim, após dois mil anos da cruz, Ele precisava suscitar alguém que exaltasse a Palavra de Deus como a nossa única regra de fé e prática.

Observem a seguinte escala:

1. Em Gênesis 15:13-14, Deus declarou a Abraão um período de quatrocentos anos de cativeiro para o povo de Deus até que viesse um libertador. Isso aconteceu quando Israel foi escravizado pelos egípcios, e libertos por Moisés após 400 anos de escravidão;

2. Jeremias profetizou setenta anos de cativeiro Babilônico. O que ocorreu, com precisão, até que uma nova profecia de tempo foi dada a Daniel;

3. Daniel profetizou as setenta semanas, 490 anos sobre Israel, que se cumpriu cabalmente. E nesse período Deus suscitaria João Batista, preparando o povo para receber o Messias;

4. Ainda em Daniel, há a profecia dos dois mil e trezentos anos (Dn.8:14), que, como estudamos, culmina no ano de 1844. Foi neste ano, após o terrível desapontamento (Releia o comentário do capítulo dez de Apocalipse), que uma jovem de apenas dezessete anos de idade, chamada Ellen Harmon, teve a sua primeira visão. Ela viu o povo do advento andando por um longo caminho até o Céu. Aqueles que mantinham seus olhos fixos no Salvador continuavam firmes a jornada, mas os que olhavam para trás caíam em densas trevas.

Ellen Gould Harmon, após casar-se com o jovem pastor Thiago White, passou a se chamar Ellen Gould White. Seu ministério público tornou-se um precioso legado. Longe de intitular-se uma profetisa de Deus, esta mulher se autodenominou serva do Senhor. Apesar de suas limitações físicas e poucos anos de estudo, devido a uma pedrada que levou na face aos nove anos de idade, Ellen teve um ministério de setenta anos e escreveu mais de cem mil páginas sobre assuntos diversos, como educação, saúde, relacionamento, profecias dentre outros, além de ter tido mais de duas mil visões e sonhos. Uma de suas obras, “O Desejado de Todas as Nações”, foi considerada a maior biografia já escrita sobre Jesus Cristo. Seus livros não são um padrão para se estudar a Bíblia, mas, em todo tempo, ela mesma deixou bem claro que a Bíblia deve ser o padrão para que seus livros sejam estudados. Com veemência, Ellen defendeu o princípio da “Sola Scriptura”, assim como Moisés (Dt.4:2), como João (Ap.22:18-19) e como os santos mártires que derramaram seu sangue em defesa deste princípio.

Não foi sem razão que logo após o anjo declarar que nos últimos dias a igreja de Deus seria detentora do espírito da profecia, João vislumbrou o Cavaleiro vitorioso, Cristo Jesus. Da boca dEle saiu “uma espada afiada” (v.15), “a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef.6:17), confirmando a autoridade da Bíblia. Deus suscitou um povo que, como João Batista, possui a mensagem de salvação, um convite para que todos, em todos os lugares, se arrependam e estejam prontos para o “grande Dia do Deus Todo-Poderoso” (Ap.16:14). O fato de fazermos parte de uma igreja profética não faz de nós melhores do que os outros, antes, aumenta a nossa responsabilidade.

Ellen White foi uma pessoa como você e eu, assim como foi Elias (Tg.5:17) e os demais profetas. Se estudarmos a história, veremos que homens foram chamados antes dela para esta mesma obra, mas não a aceitaram. Daquela frágil mulher, Deus suscitou forças, não porque ela fosse melhor do que ninguém, mas porque seu coração se curvou diante da vontade de Deus. Que, hoje, nosso coração se encontre na mesma posição de humildade, aguardando o nosso Senhor e Salvador regressar. Porque o mesmo Deus que habita “no alto e santo lugar”, também habita “com o contrito e abatido de espírito” (Is.57:15). Vigiemos e oremos!

Bom dia, povo da profecia!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Apocalipse19 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



APOCALIPSE 18 – Comentado por Rosana Barros
9 de janeiro de 2022, 0:45
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“Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (v.4).

Antes que os judeus fossem levados cativos para a Babilônia, Deus chamou o profeta Jeremias para livrá-los deste jugo. A mensagem era para que o povo não resistisse à Babilônia, e Deus os preservaria em segurança. Contudo, não deram ouvidos à voz de Deus através do Seu profeta e passaram setenta anos em cativeiro babilônico, conforme a profecia (Jr.25:11). Findos os setenta anos, o Senhor deu uma nova ordem ao Seu povo: “Fugi do meio da Babilônia, e cada um salve a sua vida; não pereçais na sua maldade; porque é tempo da vingança do Senhor: Ele lhe dará a sua paga” (Jr.51:6). Ele faria Israel retornar para casa e mostraria compaixão aos remanescentes do Seu povo (Jr.50:19-20). Babilônia foi instrumento de Deus para executar os Seus juízos, mas “se houve arrogantemente contra o Senhor, contra o Santo de Israel” (Jr.50:29). E assim, num só dia (Dn.5:30-31), “foi tomada Babilônia, e apanhada de surpresa […] Como se tornou Babilônia objeto de espanto entre as nações!” (Jr.51:41).

Todo o relato que descreve a libertação de Israel e a destruição de Babilônia aponta para a escatologia de Apocalipse 18. João viu “descer do céu outro anjo, que tinha grande autoridade, e a terra se iluminou com a Sua glória” (v.1). Além das três mensagens angélicas de Apocalipse 14, há uma quarta mensagem em forma de apelo. Enquanto o segundo anjo anunciou a queda de Babilônia (Ap.14:8), este outro anjo, além de confirmar a mesma mensagem, também lança o olhar sobre um grupo específico que ainda se encontra em Babilônia. Mas percebam que o clamor não foi feito pelo anjo, mas por “outra voz do céu” (v.4). A Escritura dá a entender que o anjo iluminou a terra preparando-a para receber a mensagem divina.

Deus tem um povo exclusivamente Seu espalhado entre todos os povos, tribos, línguas e nações (Ap.14:6). O Espírito Santo tem chamado a cada um de forma especial e única, recrutando um povo militante para o “grande Dia do Deus Todo-Poderoso” (Ap.16:14). Como já estudamos, Babilônia representa um sistema de falsa adoração que já tem caminhado para reunir todo o mundo em torno de si e de suas falsas doutrinas. Mas semelhante ao relato de Jeremias, o Senhor libertará o Seu povo do jugo do pecado para levá-lo de volta para casa. “Naqueles dias, naquele tempo, diz o Senhor, voltarão os filhos de Israel […] andando e chorando, virão e buscarão ao Senhor, seu Deus” (Jr.50:4). Sobre isto, pontuou Ellen White:

Apocalipse 18 indica o tempo em que o povo de Deus ainda presente em Babilônia será chamado a separar-se de sua comunhão. Esta mensagem, a última que será enviada ao mundo, cumprirá a sua obra. A luz da verdade brilhará então sobre todos aqueles cujo coração estiver aberto para recebê-la, e todos os filhos do Senhor que permanecem em Babilônia atenderão ao chamado: “Sai dela, povo Meu” (O Grande Conflito, p. 174).

Amados, não sabemos até quando irá durar este último chamado de Deus. Por que resistir à voz do Espírito Santo e se demorar em tomar uma firme decisão ao lado de Jesus? Não há felicidade em Babilônia, e sim, um mundo “encantado” de enganos! Os reis da terra, os mercadores e todos os que foram seduzidos por suas mentiras se lamentarão por sua ruína total e definitiva. Mas o derradeiro povo de Deus se alegrará na firme certeza de que aproxima-se o dia de seu resgate. Estamos quase encerrando esta edição do Reavivados. Ainda essa semana, terminaremos estudando a recriação dos céus e da terra e, em seguida, relembraremos o plano original do Criador, quando, “no princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn.1:1). O Senhor quer nos levar para casa, meus irmãos! Levar-nos de volta ao Éden! “Vinde, e unamo-nos ao Senhor, em aliança eterna que jamais será esquecida” (Jr.50:5). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, herdeiros do novo Éden!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Apocalipse18 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Apocalipse 17 – Comentado por Rosana Barros
8 de janeiro de 2022, 0:45
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“Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com Ele” (v.14).

Quão diferente é a descrição desta “mulher montada numa besta” (v.3) em comparação com a mulher que representa a igreja de Deus (Ap.12:1)! A visão que João teve foi tão surreal que ele ficou admirado “com grande espanto” (v.6). Mas a sua reação foi interrompida por um anjo que imediatamente prometeu explicar o mistério. Da mesma forma, muitos símbolos e textos deste livro podem causar em nós admiração e espanto, mas Jesus prometeu que o Espírito Santo nos guiaria “a toda a verdade” (Jo.16:13). Portanto, não devemos ter receio ou desanimar de estudar este livro. Primeiro, porque ele é a “revelação de Jesus Cristo” (Ap.1:1). Segundo, porque o Senhor está desejoso de nos falar por meio de Sua Palavra, pela iluminação do Espírito Santo.

Este capítulo nada mais é do que uma visão ampliada do que estudamos no capítulo treze. A besta que surge do mar e a besta que surge da terra, respectivamente, são retratados como “a mulher vestida de púrpura e escarlata” (v.4) e a “besta escarlata” (v.3). É o poder religioso montado no poder político e civil. Lembram do que vimos ontem sobre o significado do Armagedom? De que se trata de uma batalha entre falsos e verdadeiros adoradores, assim como se deu no monte Carmelo? Pois bem, comparemos agora esta profecia com a história do profeta Elias:

1. Jezabel era uma prostituta cultual, ou seja, uma profetiza pagã que governava o coração de seu marido, o rei Acabe – “mulher montada numa besta” (v.3);
2. Jezabel, utilizando do poder civil do marido, mandou matar todos os profetas do Senhor – “mulher embriagada com o sangue dos santos” (v.6);
3. Elias teve que fugir para o deserto e foi alimentado por Deus – vimos que o povo de Deus será perseguido (Dn.12:1; Ap.13:17), mas que cumprir-se-á a promessa de que não nos faltará a água nem o pão (Is.33:16);
4. Elias enfrentou sozinho 850 falsos profetas – o Armagedom será uma batalha espiritual entre um restante que insiste em observar os mandamentos de Deus (Ap.12:17) e multidões que serão seduzidas “por causa dos sinais” que a besta realiza (Ap.13:14);
5. Quando ficou provado no Carmelo que só o Senhor é Deus, o juízo divino foi executado, e foram mortos os “profetas de Baal” naquele mesmo dia (1Rs.18:39-40) – assim também Deus há de trazer o Seu juízo sobre a besta, que “caminha para a destruição” (v.8).

O papado, assentado “sobre muitas águas” (v.1), ou seja, que surgiu de um território muito povoado (v.5), norteando as decisões da potência norte-americana e influenciando os demais “reis da terra” (v.2), promoverá a união entre igreja e estado no sentido de embebedar “os que habitam na terra”, “com o vinho de sua devassidão” (v.2), que representa as suas falsas doutrinas. Pelo cenário atual com o disfarce de cuidar do bem comum do planeta, já não temos visto esta profecia tomando forma, confirmando a interpretação dada aos símbolos deste capítulo, do poder religioso montado sobre o poder civil? Como mãe das demais igrejas apóstatas (v.5), a igreja de Roma irá liderar uma perseguição em massa contra os santos e as testemunhas de Jesus (v.6), assim como o foi na Idade Média. Mas quando cair o terceiro flagelo e as águas se tornarem em sangue, eis que Deus fará justiça aos Seus santos mártires, “porquanto derramaram sangue de santos e de profetas, também sangue lhes tens dado a beber; são dignos disso” (Ap.16:6).

Apesar da grande conexão com o relato do profeta Elias, a mudança de símbolos neste capítulo causa certo desconforto no sentido de bater o martelo para uma firme interpretação. Há, portanto, duas prováveis interpretações para a identidade da besta escarlate. A primeira é que ela se trata do próprio Satanás, pela descrição ser semelhante à de Apocalipse 12:3, por possuírem a mesma cor e porque ambos se opõem a Jesus (Ap.12:13 e 17:4). Mas também, a aplicação com relação aos Estados Unidos da América é reforçada no sentido de que se refere ao último poder político mundial (Ap.13:12) que, como os sete impérios anteriores, assumirá o poder. Creio que devemos levar em conta que a expressão “falava como dragão” (Ap.13:11) é um forte indício de que esta nação preenche as características da besta escarlate no sentido de que Satanás a usará como instrumento de sua estratégia final.

O termo “durar pouco” (v.10) vem da palavra grega “olígon”, a mesma usada em Apocalipse 12:12, quando diz que o diabo sabe “que pouco tempo lhe resta”. Ora, após a sua derrota através da vitória de Cristo na cruz, já se passaram mais de dois mil anos. Portanto, este tempo não é cronológico. Independente, amados, de certas coisas nos serem ainda encobertas ou de nos deixarem como João, admirados e espantados, o Espírito Santo nos é enviado para nos dar a certeza da vitória final em Cristo Jesus (v.14). Vejam a história de Elias, que mesmo após a vitória no Carmelo, sentiu medo e fugiu para o deserto. Ele estava confuso e sua angústia foi tão grande que chegou a pedir a morte. Mas o Senhor, através de uma suave brisa lhe falou: “Que fazes aqui Elias?” (1Rs.19:13). A profecia que aponta para uma igreja apostatada não inclui aqueles que ainda fazem parte dela, mas que estão sinceramente errados. O apelo urgente, o alto clamor de Deus para estes é: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4).

Hoje, o Espírito do Senhor pode estar falando com você, que está atônito diante destas revelações ou diante da aparente ignorância com relação a algumas coisas. Ele te convida: “Vai, volta ao teu caminho” (1Rs.19:15), continua caminhando, não desista, não saia do caminho que te designei! Cristo é o caminho (Jo.14:6)! Conheça-O! Busque-O! Talvez, você e eu façamos parte daqueles que, como Elias, não passarão pela morte (2Rs.2:11); daqueles que passarão pelo grande e terrível momento de angústia final e estarão vivos no retorno do Senhor à Terra. Portanto, amados, perseveremos confiantes, “até que se cumpram as palavras de Deus” (v.17). Porque todos os nossos inimigos, “o Cordeiro os vencerá” (v.14). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, “eleitos e fiéis que se acham com [Cristo]” (v.14)!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Apocalipse17 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Apocalipse 16 – Comentado por Rosana Barros
7 de janeiro de 2022, 0:45
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“Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha” (v.15).

Quando Deus pronunciar o Seu último chamado ao arrependimento; quando a última oração ascender aos Céus; quando em cada coração humano estiver decidido em que lado está no grande conflito; então, cessada será a obra de intercessão e derramadas serão sobre a Terra, as sete últimas pragas. A descrição apocalíptica revela a ira de Deus agindo contra os “homens portadores da marca da besta e adoradores da sua imagem” (v.2), com flagelos que, apesar de semelhantes às pragas do Egito, não podem ser comparados a nenhum outro que a humanidade já tenha sofrido. Como nos dias de Noé (Mt.24:37-39), os ímpios não perceberão o fim da graça até que sejam atingidos pela tempestade “da cólera de Deus” (v.1). Ficará tão evidente que eles se decidiram pelo mal, que o sofrimento dos flagelos os levará não a clamar ao Senhor por misericórdia, mas a blasfemar contra Deus (v.11).

São muitas as cogitações acerca da literalidade ou do simbolismo das sete pragas. O que precisamos levar em consideração, mediante o que já estudamos até então, é que este livro é uma junção do literal com o simbólico e que, independentemente de serem literais ou simbólicas, essas pragas evidenciam que verdadeiros e justos são os juízos de Deus (v.7), e que a Sua ira precisa ser levada em conta tanto quanto o fato de que Ele é amor. Romantizar o amor de Deus e ignorar a Sua ira tornou-se um dos piores enganos dos últimos dias. Que “Deus é amor” (1Jo.4:8.), isto é fato! Mas conta-se nos dedos os corajosos que pregam que “horrível é cair nas mãos do Deus vivo” (Hb.10:31), ou que “Deus é fogo consumidor” (Hb.12:29). Deus há de fazer justiça aos Seus servos de todos os tempos e de uma vez por todas virá para dissipar o mal. Ele prometeu e nenhuma de Suas promessas jamais falhou, “tudo se cumpriu” (Js.21:45).

Semelhante ao que aconteceu no Egito, ocorrerá nos dias que antecedem o segundo advento de Cristo (Êx.7-12). A referência da quinta e da sexta praga sobre “o trono da besta” (v.10) e “sobre o grande rio Eufrates” (v.12), são indícios de que os flagelos não atingirão todo o globo, mas lugares específicos. Com base nisto, analisemos o conteúdo de cada taça:

1º flagelo: À semelhança da sexta praga sobre o Egito, a primeira praga de Apocalipse anuncia “úlceras malignas e perniciosas”. Assim como somente os egípcios foram atingidos pela praga e os hebreus não foram atingidos, também sofrerão a primeira praga somente os “homens portadores da marca da besta e adoradores da sua imagem” (v.2);

2º flagelo: O mar se tornará em sangue. Não sabemos como isso ocorrerá, mas certamente podemos descartar as cogitações de fenômenos naturais que causam a coloração avermelhada na água já que o relato bíblico é bem claro quando diz que o mar “se tornou em sangue como de morto” (v.3);

3º flagelo: Como a primeira praga que caiu sobre o Egito, assim acontecerá tanto com o mar, como vimos no segundo flagelo, como com os rios e as fontes das águas, no derramamento da terceira taça. Nesse tempo, os ímpios se levantarão contra o derradeiro povo de Deus, pois a estes “o seu pão lhe será dado, as suas águas serão certas” (Is.33:16). E ao observarem que nenhuma praga atinge aos fiéis observadores da Lei de Deus (Sl.91:10), será tempo de grande angústia e perseguição para o fiel remanescente. O clamor dos santos mártires que João ouviu na visão do quinto selo, pedindo por justiça, será transformado em louvor pela justiça divina: “Certamente, ó Senhor Deus, Todo-Poderoso, verdadeiros e justos são os Teus juízos” (v.7);

4º flagelo: Quando a quarta taça for derramada sobre o sol, terríveis serão as consequências. Criado no quarto dia da semana da criação, esta estrela tem a função de manter a vida na Terra sendo fonte de calor e de luz. A estrela que por tantos anos foi objeto de adoração dos cultos pagãos, será instrumento da ira divina. E ao invés de haver arrependimento, os ímpios blasfemarão contra Deus, exatamente como faz a besta que escolheram seguir (Ap.13:6; Dn.7:25). O adágio que diz: “O mesmo sol que amolece a cera, endurece o barro”, se aplicará com precisão neste tempo em que o solo do coração dos ímpios estiver endurecido;

5º flagelo: Houve trevas tão densas no Egito que os homens não podiam enxergar uns aos outros e os egípcios tiveram que permanecer no mesmo lugar até que cessasse a praga. Mas “todos os filhos de Israel tinham luz nas suas habitações” (Êx.10:22-23). Quando o quinto flagelo for derramado “sobre o trono da besta” (v.10); quando ficar evidenciado que o território da mentira está mergulhado “em trevas” e todos os que seguiram a besta perceberem a sua impotência diante do caos, sentirão dor e desespero que palavra alguma pode descrever;

6º flagelo: O sexto flagelo faz referência ao rio Eufrates. Era este rio que irrigava a antiga Babilônia; e foi secando este rio que Ciro e seu exército conquistaram o Império babilônico. Devemos considerar este flagelo, portanto, de forma simbólica. Quando “o mundo inteiro” (v.14) for reunido (ecumenismo) pelos “três espíritos imundos semelhantes a rãs” (v.13; espiritismo, paganismo e protestantismo apostatado), feliz será aquele que Jesus encontrar vigilante e incontaminado das trevas deste mundo. Assim como o Senhor abriu o Mar Vermelho e fez Seu povo atravessá-lo em terra seca em direção a Canaã, assim este flagelo anuncia o livramento do remanescente de Deus, que marcha rumo à Canaã celestial. O sexto flagelo também anuncia a última grande batalha das tropas de Satanás contra o povo de Deus: o Armagedom. Esta expressão deriva do hebraico “har megido”, que significa “monte de megido”. A região de Megido foi palco de diversas batalhas entre Israel e os povos inimigos. Mas o que nos interessa é identificar este “monte de megido”. O monte localizado nesta região que se encaixa com precisão no contexto da última batalha, é o monte Carmelo. Só este tema seria estudo para muitas meditações, mas lhe convido a ler o relato de 1Reis 18:17-40 e perceber que assim como Elias restaurou o altar do Senhor e revelou a todos que só o Senhor é Deus, assim também, como Elias profético (Ml.4:5-6), esta obra será plenamente cumprida pelo remanescente dos últimos dias.

7º flagelo: Assim como o pecado teve início no santuário celeste, no coração de um querubim que se rebelou contra Deus, cumpre, do mesmo santuário, sair a ordem de destruição definitiva do pecado. E a mesma frase que disse na cruz, Jesus a dirá pela última vez: “Feito está” (v.17; Jo.19:30). Então, uma série de juízos sobrevirão à Terra, que será abalada de uma forma “como nunca houve igual desde que há gente sobre a terra” (v.18).

Não sabemos quando, mas uma coisa é certa: Cristo vem! Ele prometeu! E Ele não mente! Eis que Ele vem “como vem o ladrão” (v.15). Não no sentido de ser um evento secreto, pois “todo olho O verá” (Ap.1:7), e sim, que “a respeito daquele dia e hora ninguém sabe” (Mt.24:36). A pergunta é: Estais, vós, prontos? Vigiemos e oremos!

Bom dia, Elias dos últimos dias!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Apocalipse16 #RPSP

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Apocalipse 15 – Comentado por Rosana Barros
6 de janeiro de 2022, 0:45
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“Grandes e admiráveis são as Tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das Nações!” (v.3).

Fico tentando imaginar as sensações que João sentiu ao contemplar as visões de Apocalipse. As descrições são de elementos estonteantes e de seres cuja perfeição o ser humano não pode conceber. E o que dirá contemplar o próprio Criador em Seu majestoso trono? Certamente, João, assim como Daniel, foi considerado um homem “mui amado” (Dn.9:23)! Então, mais uma cena foi revelada ao discípulo amado, e mesmo que já tivesse contemplado por tantas vezes o sobrenatural, ele mesmo a descreveu como sendo um “sinal grande e admirável” (v.1). Ele viu “sete anjos tendo os sete últimos flagelos, pois com estes se consumou a cólera de Deus” (v.1).

Quando Jesus estava no Getsêmani, em Sua agonia antes da morte iminente, Ele fez a seguinte oração: “Meu Pai, se possível, passe de Mim este cálice! Todavia, não seja como Eu quero, e sim como Tu queres” (Mt.26:39). A mensagem do terceiro anjo diz que o ímpio “beberá do vinho da cólera de Deus […] do cálice da Sua ira” (Ap.14:10). Foi deste cálice que Cristo pediu para não beber, mas que, submisso à vontade do Pai, tomou até à última gota para nos resgatar. Eis o valor deste sacrifício: “Pois a redenção da alma deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre” (Sl.49:8). Cristo pagou o preço dos nossos pecados de uma vez por todas para que não tenhamos que experimentar do cálice que Ele bebeu. Deus não nos criou para a destruição, amados! Ele nos resgatou para a recriação! O castigo final foi preparado “para o diabo e seus anjos” (Mt.25:41). Contudo, também terá de destruir “os que destroem a terra” (Ap.11:18), aqueles que, desconsiderando as advertências do Senhor e amando o pecado, caminham para o mesmo destino de seu algoz.

Como Israel no deserto, o povo de Deus é cercado por águas, montanhas e inimigos, circunstâncias desfavoráveis, e custamos entender que servimos ao mesmo Deus que lhes abriu caminho seco no meio do mar (Êx.14:22) e que andou por sobre as águas (Mt.14:25). Naquela ilha prisão, a paisagem que João contemplava dia após dia era a do mar por todos os lados. Entretanto, Deus lhe concedeu ver um mar diferente, “um mar de vidro, mesclado de fogo” (v.2). Em sua condição, o mar representava uma limitação. Sua liberdade de ir e vir havia sido restringida pelas autoridades romanas. Mas o mar que está muito além de nosso olhar terreno não mais será um divisor de territórios, e sim o palco do maior coral que o Universo há de contemplar.

Quando estudamos o capítulo cinco de Apocalipse, vimos que os anjos e os vinte e quatro anciãos tinham nas mãos “taças cheias de incenso, que são as orações dos santos” (Ap.5:8), representando o tempo da graça de Deus sobre a humanidade. Quando, porém, os sete anjos saírem do santuário, detentor “do Testemunho” (v.5; Leia Êx.31:18), com as “sete taças de ouro, cheias da cólera de Deus” (v.7), o santuário se encherá “de fumaça procedente da glória de Deus e do Seu poder” (v.8) e cessada será a obra de intercessão, findo o tempo da graça. Então, “continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap.22:11). Deus fará justiça definitiva a Seu povo. Em sua incompreensão acerca desta mensagem, o salmista Asafe quase se perdeu por olhar na direção errada. A injustiça humana e a prosperidade dos ímpios o deixava perplexo, até que seus olhos se abriram para olhar para o lugar certo: “até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles” (Sl.73:17).

Ainda estamos vivendo em tempo de graça, meus irmãos. Mas eis que este tempo caminha para o seu fim, quando cada um terá de responder por seus próprios atos. Enquanto ainda temos acesso ao santuário de Deus que, pela fé, possamos ascender ao Santíssimo todos os dias ao encontro de Cristo. Entreguemos diante do altar a oferta diária de um coração contrito e sincero. Ofereçamos diante de Deus o nosso “corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (Rm.12:1) e clamemos para que o Espírito Santo continue realizando a Sua boa obra em nossa vida. Que lá no Céu, quando estivermos em pé no mar de vidro, possamos ver o olhar de João recordando ter visto os nossos rostos naquela visão e o olhar penetrante e amoroso de Jesus enquanto nos diz: “porque Eu vivo, vós também vivereis” (Jo.14:19). Vigiemos e oremos!

Bom dia, vencedores com Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Apocalipse15 #RPSP

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Apocalipse 14 – Comentado por Rosana Barros
5 de janeiro de 2022, 0:45
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“Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (v.12).

O livro de Apocalipse está repleto de citações do Antigo Testamento. Textos dos livros históricos, dos Salmos e dos profetas compõem este livro como um grande quebra-cabeças, cujas peças revelam o seu perfeito encaixe àqueles que servem a Deus (Ap.1:1). Só neste capítulo, existem referências dos livros dos profetas Ezequiel (Ez.9:4), Sofonias (Sf.3:13), Isaías (Is.21:9; 51:17; 34:10; 63:3), Daniel (Dn.7:13) e Joel (Jl.3:13), além da referência ao livro de Gênesis (Gn.19:24). Certamente, este é um recado seguro de que “toda a Escritura é inspirada por Deus” (2Tm.3:16) e que, de Gênesis a Apocalipse, é a grande carta de Deus para a humanidade. Com base nisso, compreenderemos melhor o sentido da expressão “evangelho eterno” (v.6) contida na mensagem do primeiro anjo.

Na sequência da visão das duas bestas, João viu a vitória do Cordeiro e dos 144 mil, todos os que serão achados imaculados, que não se contaminaram “com mulheres” (v.4), ou seja, que não se uniram aos falsos adoradores. Mesmo que Satanás aja por meio das suas instrumentalidades humanas, seguramente haverá livramento para o derradeiro remanescente de Deus e cumprir-se-á a profecia do salmista: “Caiam mil ao teu lado, e dez mil, à tua direita; tu não serás atingido. Somente com os teus olhos contemplarás e verás o castigo dos ímpios. Pois disseste: O Senhor é o meu refúgio. Fizeste do Altíssimo a tua morada” (Sl.91:7-9). Nem toda a cólera do inimigo será capaz de destruir aqueles “que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro” (v.4). Aquele que faz de Deus a sua morada, “o Maligno não lhe toca” (1Jo.5:18).

Resta, portanto, um povo que, semelhante aos patriarcas, são mordomos de uma verdade presente para o tempo do fim: as três mensagens angélicas. A mensagem do primeiro anjo possui três características intrínsecas: urgência, abrangência e autoridade. O fato de ser “um evangelho eterno” (v.6), como vimos, nos diz que se trata do mesmo evangelho de graça transmitido a Adão, Noé, Abraão, Jacó, Davi e a toda a raça humana através do plano da salvação em Cristo, antes mesmo da fundação do mundo (Ap.13:8), para fins eternos após a recriação da Terra (Ap.21:1). Analisemos a primeira voz:

1. “Temei a Deus”: Tanto Jó quanto Salomão chegaram à seguinte conclusão: Temer a Deus = sabedoria (Jó 28:28; Pv.9:10). Tem a ver com o aspecto mental do ser humano, com dedicar a Deus um “culto racional” (Rm.12:1);
2. “dai-Lhe glória”: Jesus disse que nós somos “a luz do mundo” (Mt.5:14). Mas com que propósito? Ele mesmo declarou: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt.5:16). Fé e obras andam juntas na vida do cristão que entende que nada do que faça ou deixe de fazer é resultado dele mesmo, mas é obra do Espírito Santo, a fim de que sua vida seja tão somente um farol que aponta para a glória de Deus. A expressão “pois é chegada a hora do Seu juízo” (v.7) também nos lembra de que seremos julgados segundo as nossas obras e que as nossas escolhas de agora definirão o nosso destino eterno (Ap.22:11-12). Trata-se, portanto, do aspecto físico, do que as obras de nossas mãos revelam ao mundo (1Co.10:31);
3; “adorai”: É o aspecto espiritual através da junção dos três aspectos. Como seres holísticos, não podemos separar o espiritual do intelecto e nem do nosso corpo, que, por sinal, “é santuário do Espírito Santo” (1Co.6:19). Faz parte da adoração o tudo de nós em resposta ao tudo de Deus. E a referência a Deus como Criador aponta para o relato de Gênesis e para o mandamento esquecido (Êx.20:8-11).

O recado do segundo anjo, podemos dizer de uma forma popular, foi curto e grosso: “Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” (v.8). A queda da Babilônia espiritual é previamente decretada pela justiça divina e é inevitável. Assim como o antigo império ostentava um orgulho indestrutível e foi destruído num só dia, o falso sistema de adoração dos últimos dias, “mãe das meretrizes e das abominações da terra” (Ap.17:5), ostentará uma posição inabalável. Mas quão terrível será a sua queda! O convite do Senhor aos Seus filhos que ainda se encontram enredados pelas apostasias da Babilônia espiritual é urgente: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4).

A mensagem do terceiro anjo é, sem dúvida, a mais relevante para os nossos dias. É um recado de juízo sobre “os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome” (v.11). Apesar de estar escrito como uma sentença, não deixa de ser também uma advertência a fim de que os fiéis servos de Deus saiam das fileiras do inimigo e avancem com perseverança no caminho estreito. E “aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (v.12). Vimos que o papado, aliado aos Estados Unidos, estabelecerá uma marca sobre os seus seguidores. Vimos também que tal marca tem a ver com uma falsa adoração. Leis serão estabelecidas a fim de instituir o domingo como o dia de guarda (sob o manto de causas legítimas) e todos os que se recusarem a aderi-las, serão perseguidos e considerados inimigos do bem comum. A guarda dos mandamentos, incluindo o sábado do sétimo dia, o mandamento de Deus em forma de selo (Ez.20:12 e 20), caracterizará os santos dos últimos dias como uma marca distintiva da verdadeira adoração.

Meus irmãos, estamos às vésperas da última ceifa. Dentro em breve, será decretada a ordem: “Toma a Tua foice e ceifa, pois chegou a hora de ceifar, visto que a seara da terra já amadureceu” (v.15). Teríamos muito mais a falar a respeito das três mensagens e como elas apontam para o breve cumprimento da derradeira promessa. Cumpre-nos, portanto, investigarmos por nós mesmos, com humildade e espírito de oração, estas verdades tão cruciais para o nosso tempo. Do “santuário, que se encontra no Céu” (v.17), Jesus virá com todos os Seus anjos para buscar aqueles que têm “na fronte o Seu nome e o nome de Seu Pai” (v.1). Que, pela graça e misericórdia de Deus, façamos parte daquele inumerável coral que entoará um cântico novo! E ainda que venhamos a descansar antes do cumprimento da promessa, “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor” (v.13). Confiemos, amados, pois Quem fez a promessa é fiel: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13). Vigiemos e oremos!

Bom dia, santos perseverantes!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Apocalipse14 #RPSP

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Apocalipse 13 – Comentado por Rosana Barros
4 de janeiro de 2022, 0:45
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“Se alguém leva para cativeiro, para cativeiro vai. Se alguém matar à espada, necessário é que seja morto à espada. Aqui está a perseverança e a fidelidade dos santos” (v.10).

Ontem estudamos sobre o grande conflito que começou no Céu e se estendeu para a Terra, quando Satanás lançaria a sua ira contra a igreja de Deus. O capítulo treze apresenta os dois poderes que, aliados ao dragão, irão se unir com o objetivo de dizimar o povo de Deus da Terra. Besta ou animal, em profecia, significa “reino ou poder” (Dn.7:17). Portanto, a besta que emerge do mar e a besta que emerge da terra são dois poderes diferentes, mas que, unidos, se tornarão potencialmente perigosos, principalmente no desfecho da história deste mundo.

Existe uma associação inconfundível entre este capítulo e Daniel capítulo sete. Ambos apresentam uma sequência de animais e destacam a figura de uma besta ou animal “terrível e espantoso” (Dn.7:7). Esses animais, na sequência da profecia de Daniel, bem como na estátua do sonho do rei Nabucodonosor, representam, respectivamente: Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma. Mas de todos estes impérios, o último, descrito como um animal medonho, deixaria registrado na história um reinado de medo e descaso para com a Palavra de Deus. João, por sua vez, viu uma besta que saiu do mar. Ou seja, uma besta que surgiria de “povos, multidões, nações e línguas” (Ap.17:15). Observem que João apresentou um regresso histórico, uma ordem contrária dos animais citados por Daniel (v.2), corroborando com o fiel cumprimento da profecia referente aos reinos que já haviam passado.

Findo o período da supremacia política dos impérios, Roma passou a reger as nações através do poder político e religioso do papa. Considerado líder supremo, o pontífice tornou-se a figura mais importante do globo e sua palavra passou a ter vigor em todas as esferas da sociedade. Existem diversas semelhanças entre o chifre pequeno da profecia de Daniel e a besta que emerge do mar. Ambos, portanto, representam o mesmo poder: Roma Papal. Vimos que este tempo de apogeu durou “quarenta e dois meses” (v.5), 1260 anos, tendo o seu fim em 1798 com a prisão do papa Pio VI. A profecia apresenta, porém, um período no futuro em que este poder recobraria as suas forças, quando diz: “essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta” (v.3). Ou seja, Roma Papal reassumirá o controle do poder civil e religioso e revelará ao mundo um discurso que atrairá multidões, “aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (v.8). Será que o cenário mundial atual já não revela indícios suficientes de que esta profecia já está se cumprindo?

A besta que surge da terra, ao contrário de mar, representa um poder que surge de um lugar deserto ou pouco povoado. Fugindo da perseguição, muitos cristãos desbravaram os mares à procura de viver com liberdade a sua crença. Foi assim que surgiu a nação dos Estados Unidos da América, com seus ideais protestantes de liberdade civil e religiosa. Como os “dois chifres” não possuem coroas ou diademas como na descrição da besta anterior, eles não se referem a reinos, mas podem se referir a esses dois ideais de liberdade, já que parece um cordeiro, isto é, aparenta ser uma nação cristã, mas que no fim revelará a sua verdadeira face, “como dragão” (v.11). Há alguns anos, seria impossível fazer qualquer ligação ou conexão entre a nação norte-americana e o Vaticano. Hoje, vemos que as relações estão cada vez mais estreitas e que as portas estão sendo abertas para um diálogo cada vez mais amistoso e uma associação cada vez mais íntima.

A besta que sobe do mar representa as duas fases de Roma: pagã e papal. Partindo do princípio de que ela emerge do meio de povos e nações, as sete cabeças representam os seguintes reinos: Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma pagã e Roma Papal; os povos que representam os piores inimigos do povo de Deus ao longo da história. A profecia indica que Roma adquiriu características peculiares de alguns desses povos: da Grécia (leopardo) a semelhança no sistema religioso de culto a imagens e invocação de santos; da Medo-Pérsia (urso), a instituição do domingo como dia de guarda, pois os persas dedicavam o primeiro dia da semana como um dia de culto ao deus Sol; e da Babilônia (leão), Roma copiou a soberba, o orgulho e o descaso para com a Lei de Deus (Is.13:11; Is.14:10-14).

O início da cura da ferida mortal se deu no ano de 1929, quando Benito Mussolini assinou uma concordata concedendo ao papado 44 hectares de terra, que, mais tarde, se tornaria o menor país do mundo, o Estado do Vaticano. A partir daí, os pontífices voltaram a ter um prestígio que só vem crescendo, e a nação norte-americana aclamada como grande potência mundial, mostrando que caminha para dar as mãos à primeira besta. Logo, nos será tolhida a liberdade de crença, a liberdade econômica (v.17) e até o direito fundamental de ir e vir (algo que a pandemia já vem ensaiando). Além do inevitável decreto de morte a todos os que se recusarem a adorar “a imagem da besta” (v.15).

Uma marca será imposta “a todos […], sobre a mão direita ou sobre a fronte” (v.16). Uma contrafação ao que o Senhor determinou para o Seu povo (Dt.6:8), que é “a perseverança e a fidelidade dos santos” (v.10). Como está escrito: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Será, portanto, uma questão de decisão voluntária (fronte) em obedecer os mandamentos de Deus ou mandamentos de homens (mão direita). A necessidade atual é de cristãos que reconheçam a sua incapacidade de enfrentar a grande prova final e, como Jacó, agarrem-se firmemente à destra da Onipotência até que do alto sejam revestidos de poder.

A compreensão dos símbolos de Apocalipse, porém, não pode ser maior do que o desejo por conhecer Aquele a quem este livro revela: Jesus Cristo. Pois “a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3). A grande controvérsia final é uma guerra entre verdadeiros adoradores e falsos adoradores, e “o número da besta” (v.18) é a representação de uma falsa adoração. Enquanto o número sete significa perfeição e aponta para o Criador, o número seis é considerado número de homem e na antiga Babilônia era usado para definir a hierarquia das divindades pagãs (6 = deus menor; 60 = deus maior; 600 = todos os deuses). Portanto, o número da besta não aponta simplesmente para um indivíduo, mas para um sistema de falsa adoração.

A questão é: De que lado estamos hoje? Logo as restrições que serão impostas “para que ninguém possa comprar ou vender” (v.17) serão tão reais quanto o fato de estarmos enfrentando uma pandemia que, há dois anos atrás, ninguém cogitaria. Se há dois anos eu dissesse a vocês que logo todos seríamos obrigados a usar máscaras, e que as maiores cidades do mundo obrigariam seus cidadãos a ficar dentro de casa e que fechariam suas fronteiras, provavelmente arrancaria alguns risos de uns e escárnios de outros. Mas tudo isso aconteceu e permanece em nosso contexto atual, com muito mais implicações, como um lembrete bem claro de que as profecias bíblicas que apontam para o desfecho do grande conflito entre o bem e o mal “são fiéis e verdadeiras” (Ap.22:6).

Lembrem-se, amados: “Bem-aventurados aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo” (Ap.1:3). Vigiemos e oremos!

Bom dia, verdadeiros adoradores!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Apocalipse13 #RPSP

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Apocalipse 12 – Comentado por Rosana Barros
3 de janeiro de 2022, 0:45
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“Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar” (v.17).

As cenas de uma acirrada perseguição compõem o conteúdo deste capítulo; batalhas no Céu e na Terra, que simbolizam o grande conflito cósmico desde o início até o tempo em que as forças do mal arrojarão os seus maiores esforços contra o povo de Deus. Ao contrário dos capítulos anteriores, os capítulos centrais de Apocalipse não apresentam cenas sequenciais da história, mas símbolos e mensagens que relembram relatos passados, que se aplicam ao presente e que apontam para o futuro. Estamos diante das mais relevantes verdades apocalípticas.

Houve peleja no Céu” (v.7). A Bíblia descreve a rebelião de Satanás e seus anjos contra “Miguel e os Seus anjos” (v.7). O nome Miguel, na verdade é uma pergunta que só tem uma resposta: “Quem é semelhante a Deus?”. Ninguém, a não ser Jesus! E todas as vezes que Satanás é citado na Bíblia em alguma cena de batalha, é Miguel, ou o Anjo do Senhor, que aparece para pelejar contra ele (Dn.10:13 e 21; Zc.3:1-5; Jd.1:9). O mesmo anjo de luz que um dia presidiu a corte celeste e fazia parte da ordem dos querubins cobridores do trono de Deus (Ez.28:14), foi aquele que se insurgiu contra o Altíssimo, desejou estar acima dEle e assumir o lugar de Cristo (Is.14:14).

Após a sua expulsão do Céu, juntamente com “terça parte das estrelas do céu” (v.4), isto é, dos “seus anjos” (v.9), “o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás” (v.9), transferiu toda a sua fúria contra a humanidade, especialmente contra a igreja de Deus. A figura que simboliza a igreja verdadeira revela a plenitude de Cristo nesta igreja. Sabendo que mulher em profecia significa “igreja” (Is.54:1 e 5; Jr.6:2; 2Co.11:2; Ef.5:22-24), analisemos a sua descrição:

1. “Vestida do sol” (v.1): É uma igreja que reflete a Cristo, “o Sol da Justiça” (Ml.4:2) e que cumpre a sua função de iluminar o mundo (Mt.5:14), refletindo a luz de Cristo (Jo.8:12);}
2. “com a lua debaixo dos pés” (v.1): Assim como a lua reflete a luz do sol, a igreja verdadeira não tem luz própria, não advoga por si, mas calça “os pés com a preparação do evangelho da paz” (Ef.6:15). Ou seja, é portadora da luz que emana da Palavra de Deus (Sl.119:105);
3. “uma coroa de doze estrelas na cabeça” (v.1): Tanto coroa quanto o número doze se referem ao reino de Deus. O fato de serem doze estrelas também se refere à totalidade do povo de Deus: as doze tribos de Israel, os 12 apóstolos, os 144 mil das doze tribos de Israel.

Esta mulher representa as duas fases da igreja de Deus: igreja judaica e igreja apostólica. Apesar de Cristo, o “filho varão” (v.5), ter nascido da linhagem de Israel, Sua genealogia também abrange outras nacionalidades e Sua vida foi a maior prova de que o Seu amor não conhece fronteiras. É por isso que o grupo dos 144 mil não se restringirá a um povo específico, mas será “de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap.7:9). Enquanto Satanás nos “acusa de dia e de noite” (v.10), Cristo efetua a Sua obra de constante intercessão por nós. A fúria do grande dragão sempre foi dirigida para Jesus, mas como quem não conseguiu destruí-Lo, esta fúria foi redirecionada para a igreja de Deus.

O derradeiro conflito já começou a mostrar grandes e inúmeras evidências de que o diabo está entre nós “cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta” (v.12). Ele sabe que há um remanescente que está sendo preparado e selado para resistir à última hora, e, a fim de ferir o coração de Deus, lançará toda a sua fúria contra este grupo de fiéis, assim como no passado usou agentes humanos para ferir milhares de cristãos. “Um tempo, tempos e metade de um tempo” (v.14) se refere ao mesmo tempo que vimos no capítulo anterior e em Daniel 7:25, ou seja, o período dos 1260 anos de supremacia papal e perseguição religiosa.

Lutero, Calvino, Jerônimo, dentre outros reformadores, além da irrefutável colaboração de povos sinceros, como os Valdenses, ergueram firme a bandeira das Escrituras e abriram mão da própria vida por amor ao Senhor que os salvou. Precisamos resgatar esta fé, a fé de nossos pais, a fé daqueles que não hesitaram ofertar a própria vida se fosse para ganhar alguém para o reino de Deus. Oh, quanto precisamos despertar de nossa letargia! Deus sempre teve um povo para chamar de Seu e assim o será nos últimos instantes do relógio que marca o fim deste mundo de pecado. Após o desapontamento de 1844, Deus suscitou uma igreja, um atalaia para proclamar ao mundo as verdades que por tanto tempo ficaram esquecidas. Os adventistas do sétimo dia possuem um dever, uma responsabilidade de anunciar o evangelho eterno a todos, e incidir uma luz sobre a importância da obediência aos mandamentos do Senhor, inclusive ao mandamento esquecido: o sábado (Êx.20:8-11).

Só existem dois caminhos amados. E num universo de mais de quarenta mil diferentes denominações cristãs, fica bem claro que placa de igreja não salva, mas, certamente, existe aquela cuja placa indica o caminho certo. E a todos que, sinceramente, invocarem o nome do Senhor clamando por sabedoria, saberão por onde andar:

Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21). Vigiemos e oremos!

Bom dia, restantes do Deus vivo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Apocalipse12 #RPSP

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Apocalipse 11 – Comentado por Rosana Barros
2 de janeiro de 2022, 0:45
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“Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no Céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, trovões, terremoto e grande saraivada” (v.19).

Como vimos no capítulo anterior, o dia 22 de outubro de 1844, conhecido como “dia do desapontamento”, não se referia à volta de Jesus, mas à entrada de Jesus no lugar Santíssimo do santuário celeste. A visão que se segue ainda antecede o toque da última trombeta. E João contemplou exatamente “o santuário de Deus” (v.1). Não o santuário terrestre, até porque ele havia sido destruído quando Jerusalém foi invadida pelo exército romano em 70 d.C.. A João, portanto, foi dada a ordem de medir com uma vara o santuário celeste. Esta ilustração representa uma cena de juízo, que é iniciada, primeiramente, entre o povo de Deus, como está escrito no livro do profeta Ezequiel: “…começai pelo Meu santuário” (Ez.9:6). E como reforçou o apóstolo Pedro: “Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada” (1Pe.4:17).

Cristo iniciou a fase do juízo investigativo pelos de dentro de casa e a encerrará pelos de fora, ou seja, aqueles que rejeitaram a mensagem do evangelho. Surge, então, mais um período profético de “quarenta e dois meses” (v.2). A “cidade santa” (v.2) representa a igreja de Deus sendo alvo da ira de Satanás (Ap.12:17). Na verdade, este período corresponde aos 1260 dias proféticos do versículo seguinte, isto é, 1260 anos. Este foi o período, já estudado no livro de Daniel, em que os cristãos foram perseguidos, e muitos foram mortos, na Idade Média (538 a 1798 d.C.). As “duas testemunhas” (v.3) simbolizam o Antigo e o Novo Testamento. Jesus mesmo afirmou que são as Escrituras que dEle testemunham (Jo.5:39). Neste período houve grandes trevas espirituais e o termo “vestidas de pano de saco” (v.3) aponta para um tempo em que a Igreja Romana em seu apogeu papal faria de tudo para ocultar as verdades da Palavra de Deus.

Assim como são consideradas testemunhas de Deus, as Escrituras também receberam duas outras ilustrações: “as duas oliveiras e os dois candeeiros” (v.4). Confirmando uma das visões do profeta Zacarias (Zc.4:3-7) e o que compôs o salmista: “Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra, e luz para os meus caminhos” (Sl.119:105). Ninguém pode ir de encontro à Palavra de Deus e não sofrer as consequências por seus maus atos. Quando Elias profetizou que não iria chover por três anos e meio (1Rs.17:1), toda a Terra sentiu a tragédia de dar as costas ao “assim diz o Senhor”. Todo aquele, portanto, que ignora ou resiste às verdades das Escrituras será julgado e condenado por seu procedimento no grande Dia de Deus.

Surge, então, outro período profético em que a Palavra de Deus seria lançada por terra: “três dias e meio” (v.9), ou seja, três anos e meio. Este foi o tempo em que a França subjugou as verdades sagradas, na terrível Revolução Francesa, de 26 de novembro de 1793 a 17 de junho de 1797. Dentre as atrocidades cometidas, a história revela com exatidão cada detalhe desta profecia:

  1. os cadáveres das duas testemunhas” (v.9): Bíblias foram queimadas em praça pública;
  2. grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito” (v.8): A França tornou-se como Sodoma em imoralidade (Gn.19:5), e como o Egito, negou a existência de Deus (Êx.5:2);
  3. Os que habitam sobre a terra se alegram por causa deles, realizarão festas” (v.10): Foi abolida a semana de sete dias e instituída a semana de dez dias, e o décimo dia era dia de festas e orgias;
  4. Os “dois profetas” (Antigo e Novo Testamento, v.10) foram substituídos pela deusa da razão e proibidos os cultos religiosos.

Porém, as consequências de tamanha apostasia foram terríveis. E após instalar-se verdadeiro caos na França, os governantes tiveram de reconhecer a importância da religião para o bom andamento da nação, restabelecendo a liberdade de culto e os sete dias semanais. A Bíblia novamente ganhou força e surgiram as primeiras Sociedades Bíblicas espalhando as verdades de Deus pelo mundo afora.

Passado o segundo ai (v.14), chegamos ao toque da sétima e última trombeta. E as “grandes vozes” (v.15) vindas do Céu declaram a vitória final de Cristo e a destruição daqueles “que destroem a terra” (v.18). De onde sairá esta ordem? A Bíblia é bem clara, confirmando a profecia de Daniel, de que lá do lugar Santíssimo do “santuário de Deus, que se acha no Céu”, onde fica “a arca da Aliança” (v.19), guardiã da Lei de Deus, Jesus voltará “com poder e muita glória” (Mt.24:30). A Bíblia que foi perseguida na Idade Média e pisada na Revolução Francesa é a mesma que sobreviveu pelo poder de Deus para nos revelar hoje que a promessa do retorno de Cristo é real e está prestes a acontecer. É tempo de estarmos prontos para contemplarmos o nosso Senhor e Salvador em toda a Sua glória, porquanto muito em breve será declarado:

O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do Seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos” (v.15). Amém! Vigiemos e oremos!

Feliz semana, exército do Deus Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Apocalipse11 #RPSP

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