Reavivados por Sua Palavra


ESDRAS 10 — Rosana Barros by Ivan Barros
3 de junho de 2026, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Enquanto Esdras orava e fazia confissão, chorando prostrado diante da Casa de Deus, ajuntou-se a ele de Israel mui grande congregação de homens, de mulheres e de crianças; pois o povo chorava com grande choro” (v.1).

Provavelmente, Esdras não esperava tamanha comoção por parte de seus irmãos e uma resposta tão rápida às suas orações. Angustiado e chorando muito, ele viu naquela transgressão a grande possibilidade da decadência de seu povo, que acabava de retornar da terra do cativeiro. Ultrapassados os limites por Deus estabelecidos, os filhos de Israel romperam as fronteiras da nação, “casando com mulheres estrangeiras, dos povos de outras terras” (v.2). Desses matrimônios foram gerados filhos que, por sua vez, recebiam toda a influência pagã de suas mães idólatras, perdendo, assim, a identidade como nação eleita de Deus.

Esdras foi levado a olhar para os resultados desastrosos da desobediência. Quando cativo em Babilônia, pôde ver de perto a corrupção em todas as suas formas, e como o simples assentimento aos costumes seculares abre uma porta para a total apostasia. O fato de a maioria dos judeus ter permanecido em Babilônia explica o encanto difícil de ser quebrado que o pecado causa no homem. E, entre se ter o que deseja e fazer a vontade de Deus, o impenitente sempre vai escolher a primeira opção.

Num casamento em jugo desigual não havia apenas a diferença religiosa, mas também costumes e práticas abomináveis que eram levados para dentro do lar. Idolatria, alimentação impura e relações sexuais deturpadas eram os principais pecados cometidos nessas uniões mistas. Na igreja apostólica, quando os recém-conversos estavam sendo perseguidos pelos cristãos judeus a respeito de tradições, foi tomado um voto entre os apóstolos para que não fosse cobrado deles nada além da abstenção “das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas” (At.15:29).

Esdras demonstrou um genuíno espírito de compaixão ao prantear por seus irmãos, e seu livro foi concluído regado com suas sinceras lágrimas. As palavras de Secanias lhe deram a força que precisava para agir e exigir dos cabeças das famílias de Israel que tomassem uma atitude urgente e necessária. A forma radical de resolver a situação, mandando embora suas mulheres e filhos estrangeiros, foi, sem dúvida, um dos piores momentos pós-exílio. Mas, mesmo havendo oposição por parte de alguns (v.15), “toda a congregação disse em altas vozes: Assim seja […] assim nos convém fazer” (v.12).

Como a obediência gera bênção, a desobediência gera maldição. Esdras precisou submeter o povo a uma atitude extrema a fim de evitar um mal pior. Hoje, existem muitos casamentos enfrentando situações desafiadoras. O plano de Deus para o casamento é o mesmo desde o princípio (Gn.2:24). Infelizmente, a humanidade vem deturpando o plano original do Criador, trocando a bênção pela maldição. E até mesmo em lares cristãos, muitos casais têm maculado o leito e a família com licenciosidade, julgando ser lícito fazer o que quiser entre quatro paredes.

Este é um assunto que tem gerado muitas discussões e polêmicas. Mas uma coisa é certa, amados: todo aquele que busca ao Senhor de todo o coração, procura fazer “o que é do Seu agrado” (v.11), porque a vontade de Deus é boa, agradável e perfeita (Rm.12:2). Quando a vontade própria é subjugada, o Espírito Santo muda os nossos gostos, refina os nossos apetites e purifica a nossa mente. É claro que sempre existirão os Jônatas, Jazeías, Mesulão e Sabetai (v.15) se opondo ao “assim diz o Senhor”. No fim das contas, contudo, a decisão de ser fiel ou não sempre será pessoal e intransferível.

Os conselhos deixados pelos apóstolos Paulo e Pedro, em 1Co.7:12-16 e em 1Pe.3:1-7, respectivamente, não requerem do cristão casado o afastamento de seu cônjuge incrédulo, mas uma vida de nobre procedimento, de modo que seja um instrumento do Espírito Santo para a conversão do companheiro descrente. Aos casados, busquemos nas Escrituras o conhecimento e a sabedoria tão necessários para que desfrutemos de um “leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros” (Hb.13:4). E, aos solteiros, o recado do Senhor é muito claro: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?” (2Co.6:14-15).

E, assim, conservemos, pela graça de Deus e pelo poder do Espírito Santo, a inconfundível identidade celestial.

Deus de Israel e nosso Deus, cremos que o nosso cativeiro está chegando ao fim e que estamos dando nossos últimos passos de volta para casa, para a Canaã celestial. Mas esse trajeto final precisa ser o percurso da abnegação. O Senhor nos pede que abandonemos tudo aquilo que ameace nos roubar a vida eterna. Sem dúvida, para a maioria de nós, isso inclui deixar para trás coisas, relacionamentos ou hábitos que nos custarão um amargo sofrimento. Se queremos, porém, entrar no reino dos céus, Jesus precisa ser o nosso bem mais precioso. Portanto, Pai querido, clamamos por força, fé, coragem e sabedoria para que as nossas decisões estejam em comum acordo com a Tua Palavra. E Te agradecemos imensamente por Tua bondade, misericórdia e paciência para conosco! Por Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens, mulheres e crianças fiéis ao Senhor!

Rosana Garcia Barros

#ESDRAS10 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


Deixe um comentário so far
Deixe um comentário



Comente:

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.