Reavivados por Sua Palavra


JUÍZES 6 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
19 de novembro de 2025, 0:50
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1434 palavras

6.1-8.32 Gideão foi o maior dos juízes. Os seguintes fatos confirmam esse conceito. (a) Sua história é a mais longa no livro [dos Juízes]. (b) O Senhor está mais visivelmente ativo nessa história do que em qualquer das demais. (c) O Anjo do Senhor apareceu a ele, mas a nenhum outro juiz (vs. 11-24). (d) Séculos mais tarde, Isaías relembra a derrota de Midiã por Gideão como uma grandiosa vitória (Is 9.4; 10.26). (e) Figura em primeiro lugar na lista de libertadores em Samuel (“Jerubaal”, 1Sm 12.11). (f) É colocado em paralelo com Moisés (6.11-24, nota). (g) O povo procurou fazê-lo rei (8.22-23). (h) Vivia como rei (8.26-27, 30, 32). Apesar de tudo isso, porém, Gideão fracassou em um aspecto. Gideão fez uma estola sacerdotal de ouro e esta o induziu, bem como a outros, ao pecado (8.27).  Bíblia de Genebra.

Midianitas. Estes eram um povo nômade que vagueava pela parte sul da península do Sinai (Êx 3:1), pela parte norte do golfo de Áqaba (1Rs 11:18) até as planícies a leste de Moabe (Gn 36:35; Nm 22:4; 25:1, 6; Js 13:21). Eles eram parentes dos hebreus, pois Midiã era filho de Abraão com sua segunda esposa, Quetura (Gn 25:1-6). O sogro de Moisés era chamado de sacerdote de Midiã (Êx 2:15-21). A influência dos vizinhos pagãos era forte em contraste com a convicção religiosa dos israelitas, que era fraca. Logo se esqueceram da maravilhosa intervenção de Deus em favor deles no monte Tabor e voltaram a seus maus caminhos. Num esforço extra a fim de despertar o povo para o pecado que estava cometendo, o Senhor permitiu que o território deste fosse invadido novamente, desta vez pelos midianitas. Comentário Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 348.

Os israelitas haviam derrotado os midianitas para puni-los por terem conspirado com Moabe para destrui-los (Nm 25; 31). Então, novamente, um velho inimigo estava buscando de vingar de Israel. Andrews Study Bible.

amalequitas. Normalmente era um povo do Neguebe, mas aqui estão em coligação com os midianitas e com outros povos do leste, nômades da área desértica de Moabe e Amom. Bíblia de Estudo NVI Vida.

camelos. A referência mais antiga do AT ao uso na guerra de camelos como montarias. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Um profeta. Há encorajamento nas repreensões de Deus. Elas são muito melhores que o silêncio. Elas lembram aos beneficiários que Deus ainda pensa neles e sugere que tais  reprovações se destinam a levar os seres humanos de volta a Ele e não a afastá-los. Comentário Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 350.

11 o Anjo do SENHOR. Cristo em forma humana (ver nota em 2:1). Isto está claro em 6:14, quando a mesma pessoa é “o SENHOR” e pela reação de Gideão quando percebeu a Quem havia visto (vs. 22-23; comparar com Êx 33:20 – referindo-se à forma não velada de Deus). Andrews Study Bible.

lagar. […] um tanque escavado na terra. Comentário Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 350.

malhando o trigo no lagar (ARA; NVI: “malhando o trigo num tanque de prensar uvas”). Em vez de empregar a área usual, ao ar livre (v. nota em Rt 1.22). Gideão se sentia mais seguro malhando o trigo nesse espaço mais protegido, porém muito confinado. Bíblia de Estudo NVI Vida.

12 Homem valente. Estas palavras sugerem que Gideão já se distinguia pela bravura na guerra. […] É digno de nota que quando aparece ao ser humano para dar uma tarefa ou mensagem, Deus geralmente chama pessoas ocupadas, talvez ocupadas em tarefas diárias como os apóstolos na pescaria ou os pastores cuidando dos rebanhos. É mais provável que uma pessoa ocupada em trabalho honesto receba visitantes celestiais do que aquela que despende tempo em ociosidade.  Comentário Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 350.

13 Que é feito de todas as Suas maravilhas? O êxodo do Egito sempre foi o ponto inicial da narrativa das poderosas obras de Deus em favor dos israelitas. […] É verdade que Deus não realizou um milagre para manter os midianitas longe, pois há um limite na intervenção de Deus nos assuntos dos seres humanos. Ele nunca coage a vontade. Quando as pessoas tomam um rumo contrário ao Seu plano, Ele não impede as consequências naturais. Nestas circunstâncias, as pessoas não têm o direito de acusar Deus de não intervir em seu favor. Por outro lado, quando as pessoas escolhem atuar com Deus, Ele novamente realiza grandes coisas por elas. Comentário Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 351.

14 Vai nessa tua força. Ou seja, use a força gasta na debulha do trigo e as habilidades nisso exercidas para vencer os midianitas. Comentário Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 351.

15 como posso…? (NVI). O Senhor em geral convoca os humildes, e não os poderosos, para agir em nome dEle. Bíblia de Estudo NVI Vida.

O menor. Gideão provavelmente quis dizer que, por ser o filho mais novo da família, não considerava sensato assumir a liderança na campanha militar sobre irmãos mais velhos ou outros. Comentário Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 351.

22 ai de mim. Um pressuposto do pensamento dos hebreus era que ver a Deus significaria a morte (cf Gn 16.13; 32.30; Êx 20.19; 33.20; Is 6.5). Em Cristo, podemos ver a Deus e viver eternamente (Jo 1.18; 14.6-9). Bíblia Shedd.

25 Poste-ídolo. Primeiramente, os altares de Baal deveriam ser destruídos. Deus não honraria um sacrifício até que os ídolos fossem derrubados. Todo ídolo deve ser removido do coração quando se clama pela bênção de Deus. Comentário Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 352.

29 perguntando e inquirindo. Segredo guardado por dez homens (27) deixa de ser segredo. Bíblia Shedd.

30 Os israelitas achavam-se numa apostasia tão grande que estavam dispostos a matar alguém do próprio povo a favor da causa de Baal. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Deparamos até onde os israelitas tinham se desviado da verdadeira adoração ao único Deus. Bíblia Shedd.

31 se é deus, que por si mesmo contenda. O pai de Gideão salvou a vida de seu filho ao argumentar inteligentemente que Baal deveria ser capaz de defender seus próprios direitos. Andrews Study Bible.

34 Revestiu a Gideão. O Senhor qualifica aqueles a quem chama. Comentário Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 353

36 Se hás de livrar a Israel. Uma fé madura não pediria outro sinal. A experiência do centurião romano está em contraste com a de Gideão. O soldado pagão não pediu por um milagre para que pudesse ter fé. […] Se Gideão possuísse uma fé semelhante, ele não teria pedido mais um sinal, uma vez que já tinha recebido evidência convincente no fogo que surgiu da rocha. No entanto, Deus utiliza os melhores instrumentos necessários, e quando aqueles que são fracos na fé pedem por um sinal, com frequência Ele atende ao pedido. Com o desenvolvimento da fé, Deus espera que as pessoas dependam menos de sinais confirmatórios. Muitos têm deteriorado sua experiência religiosa ao seguir com persistência métodos casuais de orientação (*ver com. de Js. 7:14). Comentário Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 354.

39 Faça eu a prova. A experiência de Gideão é reproduzida com frequência. Há muitos que continuamente decidem sobre coisas importantes sem ter como base os ensinos bíblicos ou o que é lógico e razoável, mas baseados em sinais estabelecidos por eles mesmos. […] Teria sido muito melhor se Gideão tivesse atendido e obedecido a Deus confiantemente e sem hesitação. Comentário Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 354.

só a lã esteja seca. A segunda prova seria indubitavelmente sobrenatural, posto que a lã absorveria o orvalho muito mais facilmente que a terra e as pedras ao redor. Bíblia Shedd.

*Js 7:14 que o SENHOR designar. O método usado foi o sorteio (PP, 494), artifício mencionado com frequência na Bíblia. No entanto, é preciso ter cautela no emprego desse meio de conhecer a vontade divina. Esse caminho só é seguro quando Deus, por meio da inspiração, indica que é o método que Ele escolhe. Se o Senhor não participa do procedimento, o sorteio não passa de uma forma de recorrer ao acaso, como o seria atirar uma moeda ou escolher uma carta. … O Senhor dotou os seres humanos de inteligência e espera que desenvolvam a capacidade de tomar as próprias decisões. Se em todas as decisões da vida as pessoas pudessem determinar por meio de um sinal qual é a vontade divina, perderiam a força mental e não atingiriam o desenvolvimento necessários da inteligência e do caráter. Aqueles que tem o hábito de recorrer ao acaso para tomar decisões, debilitam toda sua vida espiritual. No começo da vida religiosa, e em algumas ocasiões a partir de então, Deus pode ter honrado nossa fé em desenvolvimento, dando-nos respostas identificáveis por tais meios, mas isso não significa um desejo de Sua parte de que sempre dependamos desse método. O ideal do desenvolvimento cristão é ter a mente tão imbuída do conhecimento divino e as faculdades tão educadas que, ao seguir nossos impulsos, façamos tão somente a vontade de Deus(DTN, 668). CBASD, vol. 2, p. 202.


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