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“Então disse: Eu sou Deus, o Deus de teu pai; não temas descer para o Egito, porque lá Eu farei de ti uma grande nação” (v.3).
Sem perder tempo, Jacó partiu com sua família e fez uma parada em Berseba, que ficava na fronteira sul do que futuramente seria a nação de Israel. Ali, ele ‘ofereceu sacrifícios ao Deus de Isaque, seu pai’ (v.1). E a Bíblia diz que Deus falou a Jacó ‘em visões, de noite’ (v.2). O que significa que ele não estava dormindo. É bem provável que o sono tivesse lhe deixado, devido à conjuntura dos acontecimentos. Tão ansioso quanto José de reencontrar seu pai, estava Jacó de reencontrar seu filho. Observem que Deus o chamou pelo nome de Jacó, não de Israel. Relembrar sua história passada seria de grande ajuda naquele momento em que precisava perdoar seus filhos por terem mentido a respeito de José por mais de vinte anos. Era como se o Senhor lhe dissesse: ‘Se houve oportunidade de mudança para você, pode haver para eles também’.
Em seguida, a fala do Senhor a Jacó apresenta uma ordem bem interessante. Ele disse:
- ‘Eu sou Deus, o Deus de teu pai’. Não sabemos exatamente como foi essa visão. O certo é que Jacó estava diante do “Eu Sou”, assim como um dia estiveram Abraão e Isaque. Era como se quisesse deixar bem claro que Ele permanecia sendo o mesmo Deus, e por mais que as circunstâncias parecessem desfavoráveis, Ele continuava sendo Deus, o Deus de seu pai;
- ‘Não temas descer para o Egito’. Mesmo diante do desejo de rever José, Jacó pode ter pensado não estar agindo conforme a vontade de Deus, subindo para um país pagão com toda a sua casa (v.27). Deus apareceu para dar paz ao atribulado ancião;
- ‘Porque lá Eu farei de ti uma grande nação’. Ainda que estivessem em terra estranha, a promessa de Deus permaneceria em pé;
- ‘Eu descerei contigo ao Egito e te farei subir, certamente’. A promessa da companhia divina, sem dúvida, superava qualquer outra coisa. Deus prometeu estar com Jacó e usou o seu nome, apontando, na verdade, para a sua descendência, que futuramente regressaria à terra prometida a seus antepassados;
- ‘A mão de José fechará os teus olhos’ (v.4). E, por último, lhe deu a certeza de que Jacó não morreria sem ver novamente o seu filho amado.
Jacó mandou Judá à frente, para saber o caminho para Gósen. Quando chegaram, ‘José aprontou o seu carro e subiu ao encontro de Israel, seu pai’ (v.29). O que vemos a seguir é um dos mais comoventes encontros descritos na Bíblia. Ao ver seu velho pai, José ‘lançou-se-lhe ao pescoço e chorou assim longo tempo’ (v.29). Sua família, então, foi estabelecida numa das melhores regiões de toda a terra do Egito, privilegiada por estar próxima ao Nilo, mas distante o suficiente da corrupção da corte egípcia. José usou de sabedoria ao instruir seus irmãos no que deveriam declarar a Faraó sobre o ofício deles, como mais uma forma de protegê-los da influência idolátrica daquele povo.
Estamos vivendo tempos difíceis, amados. Talvez alguns pensem que não, visto não estarmos enfrentando um período tão terrível quanto o foi na Primeira ou Segunda Guerras Mundiais, por exemplo. O que acontece, contudo, é que a expressão ‘tempos difíceis’ pode significar, para uns, tempos de fome; para outros, tempos de guerra; ainda outros podem associar as dificuldades a tempos de doenças. Mas acredito fortemente no que a Palavra de Deus nos diz sobre tempos difíceis e quando aconteceriam: ‘Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis’ (2Tm.3:1). E na continuação do texto, o apóstolo Paulo não se referiu a fomes, guerras, desastres naturais ou epidemias. Na verdade, Jesus apontou para estas coisas como sendo ‘o princípio das dores’ (Mt.24:8).
Paulo apresentou a sede moral do próprio homem como uma bomba-relógio prestes a explodir, causando resultados ainda mais trágicos do que poderia causar uma bomba nuclear. Egoísmo, avareza, presunção, arrogância, desobediência, crueldade, traição são apenas algumas das razões apresentadas pelo apóstolo que tornaria os nossos dias em verdadeiros tempos difíceis. Talvez o que mais causasse tristeza ao coração de Jacó fosse perceber as falhas de caráter de seus filhos. Como ele desejava que cada um deles passasse por sua própria noite de luta com o Senhor! Seriam eles que dariam continuidade à nação eleita de Deus e, para isso, os ‘filhos de Israel’ (v.8) precisavam conhecer o Deus de seu pai.
Amados, José foi um homem diferenciado porque permitiu ser guiado por Deus e ter seu caráter moldado segundo o padrão celestial. Seu plano de deixar sua família separada dos egípcios foi uma forma de mantê-los afastados do que ele sabia que poderia ser uma pedra de tropeço na vida de seus irmãos, que não possuíam a mesma fibra de caráter de José para recusar os prazeres ali oferecidos. A fome não representava um mal maior do que a corrupção que poderia atingi-los. Necessitamos deste mesmo discernimento hoje. Em um mundo corrompido pelo pecado e quase a atingir o limite do cálice da ira de Deus, nosso maior cuidado deve ser com a nossa mente, a sede de nossos pensamentos.
Estamos nos aproximando daquele dia em que poderemos nos lançar ao pescoço de nosso Pai Celestial e abraçá-Lo e chorar longamente enquanto Ele enxuga as nossas lágrimas. Que você e eu não façamos parte da estatística dos tempos difíceis. Mas, qual José, que o nosso caráter seja provado e aprovado pelo Céu.
Nosso Pai amado, não vemos a hora de correr ao Teu encontro e Te abraçar longamente! Certamente também choraremos como crianças. Não permitas, Senhor, que as avenidas da nossa alma se voltem e sejam atraídas para a corrupção que há no mundo! Mas que a nossa mente esteja firmada em Ti, sendo transformada e preparada para resistir, um dia de cada vez, a estes tempos difíceis. Dá-nos, ó Deus, o Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, transformados pelo Espírito!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis46 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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