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Texto bíblico: II SAMUEL 19 – Primeiro leia a Bíblia
II SAMUEL 19 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/2sm/19
Davi tinha sido vitorioso, mas sentia que havia perdido tudo quando soube da morte de seu filho. A morte de Absalão foi a vitória de Davi, mas Davi lamentou duramente e desejou ter morrido no lugar de seu filho. Assim, aqueles que lutaram por Davi sentiram que, de alguma forma, haviam falhado em seu serviço heroico. A ação do rei não foi a melhor, mas a sua reação refletiu como estava o estado emocional de Davi. Naquele momento, Davi, como a pessoa mais influente do reino, precisou da intervenção de Joabe, que lhe disse como consertar as coisas com seu povo, embora Davi não se sentisse inclinado a fazê-lo. Ele não conseguia enxergar através das nuvens de suas emoções e precisava da direção de Joabe. Felizmente ele obedeceu e a restauração se seguiu.
Nenhum de nós gosta de ouvir que estamos errados, especialmente quando estamos perturbados. No entanto, às vezes, os problemas simplesmente não podem esperar. Precisamos de pessoas em nossa vida que se importem o suficiente conosco e com a justiça para nos dizer o que fazer quando não conseguimos ver os fatos por nós mesmos.
Você só se cerca daqueles que concordam com tudo que você faz ou procura amigos que estão dispostos a corrigi-lo, mesmo que saibam que você não irá gostar disso? Você está disposto a dizer coisas difíceis quando os outros precisam crescer em alguma área?
Nick Snell
Pastor Jovem
Igreja Adventista do Sétimo Dia de Azure Hills
Grand Terrace, Califórnia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/2sa/19
Tradução: Jeferson Quimelli/Luis Uehara
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900 palavras
1 Disseram a Joabe. A notícia do grande sofrimento de Davi pela perda de Absalão foi levada rapidamente a todos os seus homens. Joabe era o responsável pela morte de Absalão, e o sofrimento de Davi por seu filho poderia facilmente transformar-se em ira para com o comandante desobediente (CBASD-Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 2, p. 750).
3 às furtadelas. Em vez de entrarem marchando orgulhosamente em triunfo, os homens saíram de suas fileiras e entraram na cidade às furtadelas, abatidos e envergonhados. Parecia que todos os seus esforços tinham sido em vão, e o que eles haviam considerado uma gloriosa vitória fora apenas um erro e, aos olhos do rei, uma triste derrota (CBASD, vol. 2, p. 750, 751).
11 os anciãos de Judá. Os anciãos da própria tribo de Davi haviam apoiado a rebelião de Absalão porque estavam descontentes com a mudança da capital de Davi de Hebrom para Jerusalém (15.7) (Andrews Study Bíble).
5 envergonhaste. O fato de que outros também estavam tristes naquele dia e choravam a morte de irmãos, maridos e pais que deram a vida para que Davi pudesse conservar o trono não significava nada para o rei. Foi uma expressão cortante e cruel feita pelo velho general, mas ele estava simplesmente dizendo a dura verdade (CBASD, vol. 2, p. 751).
13 Amasa…comandante. Embora Amasa merecesse a pena de morte pela traição, Davi o nomeou comandante do seu exército no lugar de Joabe, esperando garantir, assim, a lealdade dos que tinham seguido a Amasa, especialmente os da tribo de Judá (Bíblia de Estudo NVI, Vida).
Foi um ato que agradou a todos (14), tanto a Israel como a Judá, em razão de Amasa ser deveras estimado, enquanto Joabe era apenas temido (Bíblia Shedd).
É presumível que Davi estivesse cansado da influência ditatorial de Joabe e desejasse livrar-se dele (CBASD, vol. 2, p. 752).
17 mil homens. Simei teme por sua vida. O número mostra seu poder em Benjamim (ver Dan. 5:1) (Andrews Study Bíble).
20 casa de José. Uma designação das dez tribos do norte, em oposição a Judá e Simeão (Andrews Study Bíble).
22 que tenho eu convosco? A grandeza e a magnanimidade do rei foram demonstradas nessa ocasião. O rei tentava ganhar a nação novamente pela bondade e misericórdia. Indicou que seriam perdoados todos os que desejassem se reconciliar com ele. […] Ao advogar uma política de retaliação, os filhos de Zeruia estavam agindo como adversários da causa de Davi, não como amigos dela (CBASD, vol. 2, p. 753).
para que, hoje, sejais adversários? A palavra “adversário” em hebraico é satan, donde veio o nome de Satanás. Com isto, confirma-se a tensão oculta que havia entre Davi e os filhos de Zeruia (1Sm 26.6; 2Sm 17.25) (Bíblia Shedd).
Zeruia. Irmã de Davi e mãe de seus comandantes, Joabe e Abisai (16:10) (Andrews Study Bíble).
23 Você não será morto. Davi cumpriu a promessa; pessoalmente, não se vingaria do delito cometido contra ele […] No seu leito de morte, no entanto, mandou Salomão cuidar do caso de Simei (v. 1Rs 2.8,9,36-46) (Bíblia de Estudo NVI, Vida).
Simei era culpado de grande crime e devia ter sofrido a punição, mas executá-lo não estaria em harmonia com o espírito da ocasião. Davi escolheu aceitar como verdadeiro o professo arrependimento de Simei. Contudo, a insinceridade dele deve ter-se tornado evidente com o passar do tempo, porque Davi posteriormente deu a Salomão instruções com respeito a ele: “Bem saberás o que lhe hás de fazer para que suas cãs desçam à sepultura com sangue” (1Rs 2:8, 9; cf 1Rs 2:44) (CBASD, vol. 2, p. 753).
24 não tinha tratado … as vestes. Sinais de tristeza (Ez. 24:17). Isto mostra que Mefibosete não tinha ambição de se tornar rei. Ele foi falsamente acusado por Ziba (Andrews Study Bíble).
25 Tendo ele chegado a Jerusalém. Em hebraico, a palavra “Jerusalém” não leva nenhuma preposição, razão por que alguns traduzem esta frase por: “Quando Jerusalém (população da cidade) chegou a encontrar-se com o rei”; e outros por: “Tendo ele (Mefibosete) chegado de Jerusalém…”, mudando a preposição a por de. (Bíblia Shedd).
Quando chegou de Jerusalém e encontrou-se com o rei, este lhe perguntou: “Por que você não foi comigo, Mefibosete”? (Bíblia de Estudo NVI, Vida).
26 meu servo me enganou. Segundo a nova versão do incidente, os dois jumentos trazidos a Davi por Ziba foram preparados por ordem de Mefibosete, para que ele pudesse fugir com Davi. Em vez disso, eles foram roubados por Ziba, que deixou Mefibosete em casa, impotente para agir, devido a sua deficiência (CBASD, vol. 2, p. 753).
27 faze, pois, o que melhor te parecer. Mefibosete pede, de modo discreto, que Davi reconsidere a doação de suas propriedades a Ziba (v. 16.4) (Andrews Study Bíble).
29 dividam a propriedade. Davi, tendo diante de si testemunhos conflitantes sem possibilidade de confirmação, deixa de decretar uma sentença formal, e ordena a divisão das propriedades de Saul (Bíblia de Estudo NVI, Vida).
Se Ziba disse a verdade, devia ter ficado com tudo; se não, devia ter sido privado de todos os seus ganhos e ainda ter sido punido. A decisão conciliatória de Davi foi tanto fraca quanto injusta (CBASD, vol. 2, p. 754).
31 Barzilai, o gileadita. Um homem de rara beleza moral. Com 80 anos de idade, ainda revelava ser combativo (32), inteligente (35), atencioso (36) e amigo (37) (Bíblia Shedd).
37 Quimã. Diz Josefo que era filho de Barzilai, o que parece estar de acordo com 1Rs 2.7 (Bíblia Shedd).
43 Dez tantos temos no rei. Lit “dez mãos”, referindo-se ao fato de que Israel era composto de dez tribos e Judá de duas [Judá e Simeão]. O rei era considerado propriedade do povo em termos proporcionais (Bíblia Shedd).
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“Tendo o rei coberto o rosto, exclamava em alta voz: Meu filho Absalão, Absalão, meu filho, meu filho!” (v.4).
A morte de Absalão causou uma dor profunda e uma tristeza inconsolável no coração de Davi. Na visão de Joabe, contudo, as demonstrações de luto do rei por seu filho eram como uma grave desconsideração para com todo o povo que, lutando com bravura, arriscara a vida em favor da nação e do próprio rei. Com palavras duras, diretas e até com ameaças de sedição, o comandante do exército praticamente obrigou Davi a sair de seu luto e assumir uma postura favorável diante do povo, que já “havia fugido, cada um para a sua tenda” (v.8).
Davi atendeu às palavras de seu subordinado, mas logo reafirmou sua posição monárquica ao jurar colocar Amasa no lugar de Joabe. A atitude de Joabe ao matar Absalão, contrariando ordens expressas, e sua postura audaciosa ao ameaçar o trono, deixaram claro que ele advogava em favor de seus próprios interesses.
Não era desígnio de Davi agir com imprudência ou injustiça. Àquela altura da vida, ele desejava apenas fazer a vontade de Deus e andar com integridade. Ao poupar Simei, repartir as posses de Saul entre Mefibosete e Ziba, e abençoar seu idoso amigo Barzilai, o fatigado rei demonstrou seu sincero desejo pelo bem comum e seu zelo em ser justo com todos.
A morte é uma intrusa que aflige a humanidade desde a queda. Ela é uma interrupção naquilo que Deus criou para ser eterno. É o salário do pecado (Rm.5:12). O luto é o processo doloroso para os que ficam e sentem a ausência dos queridos que dormem. A Bíblia ensina que a morte é um sono, um estado de inconsciência (Ec.9:5; Jo.11:11-13). As Escrituras não mencionam um Céu imediato para os justos, nem um inferno em chamas eternas para os ímpios logo após o falecimento. No entanto, Satanás busca, desde o princípio, deturpar essa verdade. Como fez com Eva, ele seduz multidões com o engano: “É certo que não morrereis” (Gn.3:4), insinuando uma existência consciente além da morte.
Textos como Jó 3:13, Jó 14:10-12, Salmo 115:17, Salmo 146:4, Eclesiastes 9:5 e 10, Eclesiastes 12:7, Isaías 26:19, João 5:28-29, João 11:11-14, 1Coríntios 15:54, 1Tessalonicenses 4:16, Hebreus 11:13 confirmam que a morte é uma interrupção da consciência até que o Senhor desperte os mortos para a ressurreição da vida ou para a ressurreição do juízo. Na tentativa de Davi em ser justo, encontramos uma lição sobre o juízo divino. Não há harmonia entre a justiça de Deus e a ideia de um inferno que arde eternamente para atormentar pecadores.
Primeiro, Deus não eternizará o que Cristo veio destruir: o pecado e seus resultados. Segundo, a Bíblia afirma que, na nova terra, “já não haverá luto, nem pranto, nem dor” (Ap.21:4), o que exclui um lugar de tormento eterno coexistindo com a eternidade. Terceiro, a destruição final foi preparada para “o diabo e seus anjos” (Mt.25:41); os ímpios nela perecerão por rejeitarem a redenção e não se arrependerem de seus pecados.
Como explicar, então, expressões como “fogo eterno” ou “atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos”? Se as leis humanas possuem uma dosimetria da pena — e nós, cujas justiças são como “trapo da imundícia” (Is.64:6), dosamos a punição conforme o ato —, será que Deus, a própria Essência da Justiça, castigaria alguém por tempo infinito por pecados cometidos em um tempo finito?
Amados, o Dia do Senhor se aproxima e “arde como fornalha” (Ml.4:1). Haverá, sim, um lago de fogo, mas ele é “eterno” em suas consequências, e não em sua duração, assim como ocorreu com Sodoma e Gomorra (Judas 7). Deus destruirá pecado e pecadores para todo o sempre. Nunca mais o Universo terá uma mancha sequer do mal. A única lembrança do grande conflito serão as marcas nas mãos de nosso Redentor. Ao olharmos para Jesus, exclamaremos: “Glória ao Justo!” (Is.24:16). DEle declararemos eternamente: Ele é o nosso “Senhor, Justiça Nossa” (Jr.23:6).
Nosso Salvador voltará! Hoje é o tempo oportuno para renovar nossa aliança com Ele. A comunhão diária nos concede poder para perseverar; a verdade, que é a Sua Palavra, é o que nos ensina, nos santifica e ilumina o caminho de nossa peregrinação; e a oração nos liga em amizade íntima com o Senhor. Não perca esse privilégio! Quer sejamos despertados do sono da morte, quer estejamos vivos em Sua vinda, que Ele nos encontre preparados. “Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus” (Am 4:12).
Pai Celestial, Tua ira é passageira, mas o Teu amor é eterno. O Senhor é longânimo para conosco e espera por nós. Arranca de nós toda raiz de amargura que porventura esteja nos afastando de Ti. Eu creio, Senhor, que estamos entrando no clímax do grande conflito e logo aparecerá no céu o sinal do nosso Redentor. Que a nossa vida esteja escondida no Senhor, ó Altíssimo, e a justiça do Teu Filho seja a nossa vestimenta. Em nome dEle e pelos méritos dEle nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, cobertos da justiça de Cristo!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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II SAMUEL 19 – Esquemas de politicagem geralmente resultam em caos, sofrimento e desgraça. Busca pelo poder a qualquer custo pode custar a vida até de gente benquista, atraente e estrategista. Percebe-se essa realidade fatídica na curta vida de Absalão. Davi, seu pai, chorou copiosamente pela desgraça acometida ao filho que tentou usurpar seu trono.
O livro em análise está marcado por lágrimas de várias pessoas por situações ligadas de alguma forma a politicagens ou escândalos no governo (II Samuel 1:12, 24; 3:16, 32; 11:26; 12:21-22; 13:19, 36; 15:23, 30, 31, 34; 18:33). II Samuel 19 inicia com o rei Davi chorando em luto por seu filho Absalão que intentara usurpar seu trono.
“Absalão era egoísta, inescrupuloso, ambicioso e impulsivo”. Contudo “era admirado pelo povo e foi gradualmente conquistando sua simpatia”, assinala o Comentário Bíblico Adventista. A revelação mostra que a preferência do povo para eleger seus líderes é questionável. A voz do povo nunca é a voz de Deus. O gosto do povo não é refinado o bastante para saber o que é melhor para governar uma nação.
Focado na desgraça do filho, Davi ignorava a quem deveria valorizar. Quando isso nos acontece, é necessário alguém nos confrontar para erguer nossos olhos e fazer-nos enxergar o óbvio. Joabe repreendeu duramente a Davi levando-o à reflexão. O resultado foi positivo (II Samuel 19:5-43). Então, a sábia e correta habilidade política de Davi começou a funcionar novamente. Amasa, que dirigira as tropas de Absalão não foi descartado, foi escolhido para comandar o próprio exército. Simei e Ziba encontraram favor e misericórdia em Davi quando mereciam punição. “Davi aprendera a lição de que não podemos desfrutar a misericórdia e o perdão de Deus sem estendê-los a outros”, salienta Rosalie Haffner Lee. Também devemos aprender essa lição!
Há situações que a misericórdia de Deus nos alcança por meio de uma severa e rígida exortação. “Melhor é a repreensão feita abertamente do que o amor oculto. Quem fere por amor mostra lealdade…” (Provérbios 27:5-6).
Há situações pessoais que afetam nossas emoções, comprometendo, inclusive, deveres oficiais; nessas horas, alguém precisa abrir nossos olhos, com argumentos razoáveis como fez Joabe (II Samuel 19:5-7).
Na jornada rumo ao reino celestial, precisamos de repreensão e correção (Hebreus 12:1-12). Aprenderemos a lição? Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.