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“Todo o povo notou isso e lhe pareceu bem, assim como lhe pareceu bem tudo quanto o rei fez” (v.36).
Davi estava com seu governo estabelecido em Hebrom e ali nasceram os seus primeiros filhos. A poligamia nunca foi aprovada por Deus. Era, porém, um antigo costume pagão que Israel havia adquirido. E veremos, no decorrer de nossos estudos, que a família de Davi não foi nada convencional e nem tampouco estruturada. Enquanto isso, na casa de Saul, Abner se fazia cada vez mais poderoso. Ao acusar Abner de se deitar com uma das concubinas de Saul, Isbosete provocou-lhe a ira e, em retaliação, Abner resolveu fazer uma aliança com Davi.
Sob a condição de lhe devolver Mical como esposa, Abner conseguiu firmar um acordo de paz com Davi, sendo recebido e despedido de sua casa “em paz” (v.21). Quando Joabe chegou com seus homens de uma batalha e soube do ocorrido, ficou furioso, pois percebeu que seria a oportunidade perfeita de vingar a morte “de seu irmão Asael” (v.27). Ao tomar conhecimento da traição de Joabe, Davi ficou muito angustiado e lamentou com grande pesar a morte de Abner, com palavras e atitudes tão comoventes que “todo o povo chorou muito mais por ele” (v.34) e todos “ficaram sabendo que não procedera do rei que matassem a Abner, filho de Ner” (v.37).
Abner não era filho de Davi, muito menos um de seus melhores amigos, e sim o capitão da guarda que queria derrotá-lo e acabar com o seu reinado. Então, por que Davi chorou a morte de Abner com tanta intensidade? Primeiro: seu reino estava no início e precisava de reforços, não de mais inimigos. Segundo: ele havia feito aliança com Abner e seu nome estava em jogo. Terceiro: Davi não concordava com a rivalidade entre irmãos. Quarto: é bem provável que Davi fosse próximo de Abner antes da perseguição de Saul. No versículo 29, percebemos a sede de justiça de Davi ao proferir palavras de maldição, talvez como uma tentativa de impedir que outros viessem a cometer o mesmo erro de Joabe. E no final do versículo 39, Davi apresenta um clamor pela justiça divina.
“Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer” (Rm.12:20). Foi o que fez Davi ao oferecer um banquete a Abner e a seus homens. “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Rm.12:18). “Assim, despediu Davi a Abner, e ele se foi em paz” (v.21). Essas atitudes foram fruto da bondade de Davi? Não, amados. Foram fruto da bondade do Senhor em Davi. Eis o que faz toda a diferença. Pois, “todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Sl.14:3). Não somos merecedores da graça divina, nem tampouco nossa vida tem algo de bom para oferecer. Há somente Um que é bom, e Ele em nós é o segredo para uma vida íntegra e justa.
Joabe agiu com malícia a fim de vingar o sangue de seu irmão. Agir por conta própria, ainda que julgando praticar a justiça, sempre é perigoso e contrário à vontade de Deus. Quem arma ciladas e fere às escondidas está praticando as obras de Satanás, e acaba colhendo as consequências disso. Por isso, as palavras de maldição ditas por Davi aos da casa de Joabe não eram um mau agouro, mas os resultados inevitáveis de quem toma o lugar de Deus a fim de fazer justiça com as próprias mãos.
Permita que Cristo viva em você e, como foi com Davi, “todo o povo [notará] isso” (v.36). Não aja às escondidas como Joabe, lançando o veneno do ódio sobre outros. Se Deus “não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniquidades” (Sl.103:10), quem somos nós para fazermos vingança com as próprias mãos? “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt.5:9). “O Senhor faz justiça” (Sl.103:6). Confiemos sempre em Sua providência!
Nosso amado Pai Celestial, todos nós pecamos e somos dignos do salário do pecado, que é a morte. E ainda assim, o Senhor nos estende o Teu perdão e a Tua graça e nos redime pelo sangue do Teu Unigênito. Livra-nos de sujarmos as nossas mãos contra nossos irmãos! Pelo contrário, Pai, que nossas mãos só sejam estendidas para abençoar e zelar pelo bem-estar e pela paz uns dos outros. Faze da nossa vida habitação do Teu Espírito para que tenhamos um caráter semelhante ao de Cristo. É pelos méritos dEle e Sua maravilhosa graça que nós fazemos esta oração, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, filhos de Deus!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
1 Comentário so far
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é uma bênção ler comentários de quase 10 anos atrás e ver que até os dias de hoje essa plataforma se mantém viva com algumas das mesmas pessoas da última década. que a paz de Cristo esteja com vocês
Comentário por natália bockorny 11 de janeiro de 2026 @ 1:03