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“Nunca tal se fez, nem se viu desde o dia em que os filhos de Israel subiram da terra do Egito até ao dia de hoje; ponderai nisso, considerai e falai” (v.30).
Eu confesso aos meus irmãos que esse é o único capítulo da Bíblia que eu não gosto de ler. Mas da leitura deste terrível relato, surgem alguns questionamentos: Como pode uma história tão horrível estar nas páginas da Bíblia Sagrada? Deus não poderia ter apenas citado que Israel cometeu muitas maldades e pronto? Precisava contar os detalhes? É que são justamente nos detalhes que percebemos os pecados que levaram o povo a uma apostasia sem limites. O concubinato nunca foi plano de Deus, mas havia se tornado costume em Israel, onde as mulheres concubinas não possuíam os mesmos direitos das esposas e, em sua maioria, eram tratadas como mercadorias.
A rejeição por parte da concubina provavelmente se tenha dado por razão de maus tratos. Passado algum tempo, porém, o levita “foi após ela para falar-lhe ao coração, a fim de tornar a trazê-la” (v.3). Apresentou-se como um homem agradável e ganhou a afeição de seu sogro. Todavia, aquele homem com título de líder religioso logo provaria a sua covardia e insanidade. Não encontrando quem os recebesse em Gibeá, eis que “um homem velho” (v.16) os acolheu em sua casa. “Enquanto eles se alegravam” (v.22), enquanto ignoravam seus corações endurecidos pelo pecado, enquanto buscavam prazer em coisas temporais, estavam prestes a se tornar cúmplices de um crime hediondo.
A casa do homem velho foi cercada por “filhos de Belial” (v.22), que insistiam para que o homem lhes entregasse o levita a fim de que pudessem abusar dele. Juízes 19 não nos faz lembrar de Gênesis 19? Da mesma forma que Ló chegou a oferecer suas filhas virgens para aplacar a fúria dos sodomitas, aquele homem ofereceu sua filha virgem e a concubina do levita para que delas abusassem. Por razões que não conhecemos, apenas a concubina foi entregue àqueles homens malignos, sofrendo uma violência sem precedentes. Creio que este seja o crime mais temido por toda mulher. Agora imaginem ser entregue pelo próprio marido para sofrer tamanha maldade! Pior ainda, sendo o seu marido um sacerdote, um líder religioso! Este episódio é uma prova inequívoca do que o homem sem Deus é capaz de fazer.
No caso de Ló, suas filhas foram poupadas e os anjos os conduziram em segurança para fora daquela cidade perversa. E por que a pobre da concubina não foi poupada também? Não sei, amados. Só sei de uma coisa: ela não foi a única vítima da perversidade de Israel. A sua triste morte ilustra a situação do ser humano longe do Criador: pior do que um animal. O esquartejamento da concubina reflete esse cenário. “Nunca tal se fez, nem se viu desde o dia em que os filhos de Israel subiram da terra do Egito até ao dia de hoje; ponderai nisso, considerai e falai” (v.30). Três ações diretas que deveriam abrir os olhos de Israel para o grande horror em que estavam vivendo.
A condição espiritual de Israel tornou-se deplorável. Mas por pior que fossem as suas atitudes, até então, nada se comparava com aquela brutal covardia. E ainda mais covarde foi a atitude do levita, que foi conivente com aquele crime a fim de salvar sua própria vida. A multiplicação da iniquidade naqueles dias aponta para uma sociedade insensível e egoísta; aponta para o tempo do fim: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt.24:12). Certamente aquela concubina gritou por socorro. Hoje, podemos ouvir gritos de socorro da parede ao lado de nossa casa, da mesa de um colega de trabalho, dos corredores da escola. Ao nosso redor, eis o cenário da dor!
Em nome de Jesus, não permita que o seu coração se torne insensível às necessidades de seus semelhantes, mas que, como os anjos que livraram Ló e suas filhas, sejamos instrumentos de Deus, levando o evangelho de Cristo e a esperança de Sua breve volta a um mundo que está em contagem regressiva. Como Jesus nos advertiu, vivemos como “nos dias de Ló” (Lc.17:28). E se nos calarmos diante da iminência do “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1), e da brevidade da volta de Jesus, seremos considerados no juízo tão culpados quanto aquele levita. Pois assim diz o Senhor: “Quando Eu disser ao perverso: Certamente, morrerás, e tu não o avisares e nada disseres para o advertir do seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrerá na sua iniquidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei” (Ez.3:18). Ponderai nisso, considerai e falai.
Nosso Pai Celestial, têm coisas que acontecem neste mundo que não entendemos, mas que nos fazem lembrar e refletir que o nosso lar não é aqui. Ó, Senhor, não nos criaste para a dor, o sofrimento e a morte, mas para o prazer, a alegria e a vida. O príncipe deste mundo nos odeia e quer nos fazer pensar que o Senhor não Se importa com a humanidade. Mas foi o Teu amor que fez Teu Filho vir a este mundo escuro e passar pela pior violência para que, por Sua morte, tenhamos vida. Assim como veremos amanhã, que Israel despertou e Te buscou por causa daquela tragédia, que possamos olhar para a cruz e para todo o sofrimento neste mundo afora e despertar e Te buscar de todo o nosso coração, pregando o evangelho eterno para que Jesus volte logo. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, arautos do evangelho eterno!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JUÍZES 19 – Você se mudaria para um lugar sem lei, sem policiais ou sem qualquer autoridade civil? Numa terra sem lei, a violência, desamor e exploração humana pelo próprio ser humano reinam gerando alto nível de periculosidade. Sem lei, nosso Planeta não ofereceria segurança nenhuma para se viver.
Juízes 19 “relata fielmente as terríveis consequências do afastamento de Deus (cf. Rm 1:26-32; 2Tm 3:1-5). Adotando os costumes cananeus, Israel afundou na fossa da violência e da imoralidade cananeia. Semelhante abominação frequenta a atual apostasia mundial (Lc 17:28-30). O crime dos benjamitas de Gibeá mostra que a cidade havia descido ao nível de Sodoma (Gn 19:1-14)” analisa Merrill Unger.
O texto sagrado trata de: Falta de hospitalidade, ardentes desejos por práticas homossexuais, estupros animalescos por diversão até levar a vítima à morte e sede de vingança. Várias atrocidades! O levita revoltado repartiu o corpo da sua concubina em doze partes e enviou a cada tribo de Israel. “Tamanha atrocidade tornou-se, durante muito tempo, símbolo do caráter pecaminoso de Israel (19:30; cf. Os 9:9; 10:9)”, destacou Kenneth Mathews.
Onde não há padrão moral, o certo e o errado se misturam e os limites das ações humanas desaparecem; sem imposição da justiça, a família e a sociedade ficam de pernas para o ar. Consequentemente, desaparecem os princípios da autoridade e surge a rebelião generalizada contra os valores espirituais.
O livro de Juízes é útil para mostrar-nos que o passado serve de lição, portanto, devemos aprendê-las; também revela que o presente é um privilégio, uma dádiva divina, da qual precisamos desfrutá-la vivendo corretamente; e, por fim, o futuro deve ser entregue a Deus, O qual administra a história. Só assim poderemos trocar o desespero pela esperança, a incerteza pela certeza, e o medo pela paz.
Ao assistir os noticiários de nossa sociedade, percebemos a realidade equivalente à perversidade cruel da época dos juízes. Analisando a Bíblia, encontramos explicação para nossa situação. Notamos que onde as pessoas vivem conforme a própria consciência, fazendo o que achar melhor, é o pior lugar para se acomodar (Juízes 19:22-30).
O caos impera onde são desprezados os princípios morais que servem de alicerce para uma sociedade justa. Diante disso, o melhor a fazer é promover efusivamente os princípios da Palavra de Deus. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JUÍZES 18 – Primeiro leia a Bíblia
JUÍZES 18 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse aqui os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/jz/18
O resultado natural de rejeitar o plano de Deus e fazer as coisas do nosso jeito é um comportamento cruel e desprezível.
Como os Danitas tinham sido infiéis ao plano de Deus, eles não conseguiram derrotar e expulsar os habitantes que ocupavam a terra que Deus originalmente lhes havia designado. Eles, então, procuraram um caminho mais fácil, mesmo que isso significasse tirar proveito da indefesa Laís. Migrar para o norte a fim de assassinar um povo que vivia tranquilo e não ameaçador era apenas mais um sinal de infidelidade ao plano de Deus. Ao invés de construir suas vidas nas promessas de Deus, eles construíram sua cidade nas ruínas de vidas perdidas.
Com que frequência também identificamos os vulneráveis e os atacamos?
Muitas vezes, as ovelhas de Deus se tornam lobos de Satanás. Determinados a obter aquilo que achamos que é nosso direito, despojamos o direito dos outros, sejam emocionais, espirituais ou físicos. Pensando que nossos direitos são maiores que os direitos dos outros, atacamos os vulneráveis agindo como lobos entre ovelhas. Em vez de confiar no caminho de Deus que é o amor, fazemos planos escusos a fim de alcançar nossos objetivos, mesmo que isso signifique prejudicar a vida de alguém.
Sempre que meus direitos imaginários ameaçam o bem-estar de outra pessoa, corro o risco de me tornar um agressor.
Lori Engel
Capelã
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jdg/18
Tradução: Jeferson Quimelli/Luis Uehara
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695 palavras
Lemos no primeiro capítulo de Juízes que a conquista da terra de Canaã foi incompleta (1:27-26). Esta seção narra como a tribo de Dã chegou a possuir a sua herança no norte de Canaã. No entanto, o foco da narrativa não é a conquista da cidade de Laís (mais tarde chamada Dã). A história é incluída aqui para explicar como a tribo de Dã veio a se estabelecer no norte de Israel e foi quem mais contribuiu para a ampla disseminação de uma falsa religião israelita. As tribos do norte, mais tarde, foram levadas em cativeiro pela Assíria exatamente por conta deste culto idólatra. Justo Morales, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2012/11/26/.
1 a tribo dos danitas buscava para si herança. Devido à sua infidelidade, membros da tribo de Dã foram incapazes de expulsar os habitantes da costa [filisteus] e assegurar a sua herança (Ver 1:34 e 19:47).(Andrews Study Bible).
20 então, se alegrou o coração do sacerdote É notável a traição deste levita. Em primeiro lugar, ele havia traído a adoração pura especificada pela lei de Moisés, ao ministrar diante dos ídolos de Mica por causa do dinheiro oferecido a ele. Em segundo lugar, ele abandonou seu benfeitor que o havia tratado como a um filho (Jz 17:11) e de boa vontade acompanhou aqueles que levavam o que não lhes pertencia. Deve-se observar que nenhum dos personagens da narrativa serve como modelo de conduta: Mica era ladrão; o levita, um mercenário e os danitas eram saqueadores sem lei (CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia-, vol. 2, p. 424).
Como acontece hoje com alguns chamados “servos de Deus”, este moço achou por bem aceitar uma promoção. Condenável por não seguir os preceitos de Deus, caiu em idolatria. Nota-se, igualmente, sua deslealdade para com Mica, não observando o contrato em vigor (Bíblia Shedd).
24 os deuses Deuses feitos de matéria moldada pela vontade e imaginações humanas serão sempre inúteis no momento de auxiliar seus donos (cf Is 44.9-20). O mesmo sucede com quaisquer ídolos, nacionais ou pessoais (Bíblia Shedd).
30 Manassés Manuscritos hebreus mostram que o nome “Manassés” era originalmente “Moisés”. Escribas inseriram a letra “n” (suspensa acima da linha) para compor “Manassés”, aparentemente para proteger a família de Moisés. … A identificação do levita como neto de Moisés é chocante: mesmo a família de Moisés rapidamente caiu em apostasia (comparar com Jz 2:10) (Andrews Study Bible).
Alguns textos como da LXX [Septuaginta – tradução do VT do hebraico para o grego patrocinada por Alexandre] e da Vulgata [tradução do VT do hebraico para o latim, por Jerônimo] apresentam “Moisés”. Porém o texto massorético [texto hebraico do VT reunido por escribas judeus no sec. VI] optou por Manassés. É verdade que Gérson era filho de Moisés, não de Manassés (êx. 2:22; 18:3). No hebraico … a única diferença entre as palavras Moisés e Manassés é que a palavra para Moisés não tem a letra n. … Antigos rabis e estudiosos hebreus, bem como estudiosos modernos judeus e não judeus, afirmam que essa letra foi inserida ao nome de Moisés pelos rabis ou escribas para mudá-lo para Manassés, livrando, assim, a reputação de Moisés, ao encobrir o fato de que seu neto foi um sacerdote renegado do famoso ídolo do santuário de Dã. O Talmude [“um registro das discussões rabínicas que pertencem à lei, ética, costumes e história do judaísmo”…”200 d.C. – 500 d.C.” , Wikipédia] diz que Jônatas era neto de Moisés, mas por ele ter feito as obras de Manassés, o último rei de Judá, a Escritura se refere a ele como pertencente à família de Manassés (CBASD, vol. 2, p. 425, 426).
cativeiro É provável que se refira a uma deportação não registrada, quando as tribos do norte foram levadas cativas por algum poder estrangeiro, como os estados arameus da vizinha Síria. Dificilmente se referiria ao cativeiro das tribos do norte pela Assíria nos dias de Tiglate-Pileser, porque o verso seguinte diz que o período do santuário de Dã foi paralelo com “o tempo em que a casa de Deus esteve em Siló” (ver 1Sm 1:24) (CBASD, vol. 2, p. 426).
Seria muito difícil admitir um santuário idólatra no reinado de Davi (Bíblia Shedd).
Esta menção a um outro cativeiro não registrado de algumas tribos do norte serve como lembrança de que a idolatria leva ao exílio (comparar Lev 26; Deut 28) (Andrews Study Bible).
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“Então, se alegrou o sacerdote, tomou a estola sacerdotal, os ídolos do lar e a imagem de escultura e entrou no meio do povo” (v.20).
Esses capítulos que sucedem a história de Sansão não estão em ordem cronológica. Ou seja, eles não aconteceram logo após Sansão, mas em período anterior. E foi nesse período que a tribo de Dã buscava a sua herança. Na verdade, já a havia recebido (Js.19:40-46), mas julgaram pequena a sua porção (Js.19:47) e foram pelejar contra a cidade de Laís. Antes, como de costume, alguns homens foram enviados para “espiar e explorar a terra” (v.2). E nessa missão, os cinco espias pernoitaram na casa de Mica.
Estando ali, reconheceram a voz do levita, que lhes explicou como Mica o havia recebido e como lhe havia oferecido tudo o que precisava para o seu sustento. Aqueles espias, então, pediram ao levita para lhes dar resposta sobre a conquista da terra de Laís. Resumindo, amados: o levita deu o seu parecer favorável, os espias perceberam que a cidade era de “um povo em paz e confiado” (v.27), convocaram 600 homens para tomá-la e, no fim, ainda levaram consigo os ídolos de Mica e o levita, que lhes serviria como sacerdote.
Os filhos de Dã não tinham pequena porção, mas demonstraram insatisfação com a herança que receberam. E ao pedido de seus espias, veio-lhes a resposta: “Disse-lhes o sacerdote: Ide em paz; o caminho que levais está sob as vistas do Senhor” (v.6). Mas que resposta mais fajuta! Primeiro, porque quando um profeta ou homem de Deus ia falar da parte do Senhor, antes O consultava, o que não aconteceu. Segundo, que ele não prometeu nenhuma vitória, só expressou uma bênção comum àqueles dias: “Ide em paz”. E por último, declarou um dos atributos divinos: a onipresença. Pois, “Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons” (Pv.15:3). Portanto, não houve uma profecia, e sim um diagnóstico abstrato, praticamente uma previsão de horóscopo.
Os danitas roubaram os ídolos da casa de Mica e ofereceram ao sacerdote um cargo mais importante e mais riquezas, o que nos leva a concluir que aquele que era para ser um mensageiro de Deus não passava de um ambicioso charlatão. Duas formas de falsa adoração se destacam no capítulo de hoje: a fé em palavras de falsos profetas e a fé depositada em imagens. Algo de que Jesus preveniu a nossa geração com veemente e repetida advertência: “Vede que ninguém vos engane. […] levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. […] Vede que vo-lo tenho predito” (Mt.24:4, 11 e 25).
O Senhor, em todo o tempo, tem enviado profetas para encaminhar o Seu povo no caminho da verdade e da justiça. “Certamente, o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas” (Am.3:7). Mas, Jesus mesmo nos advertiu: “porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt.24:24). Querem, pois, saber se uma profecia é verdadeira, amados? Provem-na, se está em harmonia com as Escrituras: “À Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Is.8:20).
A segunda forma de falsa adoração é uma contrafação aos dois primeiros mandamentos da lei eterna do Senhor: “Não terás outros deuses diante de Mim. Não farás para ti imagem de escultura” (Êx.20:3-4). Vejamos o que diz o salmista: “Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens. Têm boca e não falam; têm olhos e não veem; têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta. Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e quantos neles confiam” (Sl.115:4-8). E em Apocalipse 9:20, está escrito: “Os outros homens, aqueles que não foram mortos por esses flagelos, não se arrependeram das obras das suas mãos, deixando de adorar os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar”.
Entendam, amados. Esse estudo não é um ataque à fé de ninguém, e sim a explanação das Escrituras tal como ela é: a verdade que liberta (Jo.8:32), a inspiração de Deus (2Tm.3:16). O desejo do Senhor para cada um de nós é que aceitemos a Sua Palavra, ainda que não seja aquilo que gostaríamos de ouvir, mas, sem dúvidas, sempre será o que precisamos ouvir. Como disse Jesus: “Quem tem ouvidos [para ouvir], ouça” (Mt.13:9). Que adoremos apenas ao Senhor Deus, e que a única imagem que busquemos seja a imagem de Cristo refletindo em nós, pelo agir do Espírito Santo. Pois “Aquele que diz que permanece nEle, esse deve também andar assim como Ele andou” (1Jo.2:6).
Nosso Deus, Tu és o único Senhor e assim o desejamos que seja em nossa vida. Retira do nosso coração e da nossa casa tudo aquilo que possa ser um ídolo do lar, e reina soberano em nosso coração e em nossa família. Dá-nos ouvidos sensíveis à voz do Teu Espírito, para que, vigilantes, não sejamos enganados. Queremos andar em Tua verdade, Pai, segundo o que está escrito em Tua Palavra. Livra-nos de nós mesmos e guarda-nos para o Teu reino! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, imitadores de Cristo!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JUÍZES 18 – Estamos diante de um capítulo onde não há heróis ou milagres; ele retrata o declínio espiritual silencioso de um povo que substitui a vontade divina por conveniência. Sua atualidade é chocante: descreve como a religião perde seu centro, a espiritualidade vira comodidade e a Palavra de Deus é abafada por ambições humanas.
Mica monta sua própria religião: um santuário caseiro, um sacerdote pago, um deus sob medida. Ele não rejeita a Deus – acredita estar servindo ao Senhor. Surge uma fé confortável, moldada pelo adorador.
A fé autêntica não deve adaptar-se à cultura; é a cultura que deve curvar-se à Palavra. Quando domesticamos a Deus, suavizando Seus princípios, criamos uma espiritualidade bonita por fora e vazia por dentro.
O levita, guardião do sagrado, torna-se funcionário de um sistema corrompido. Troca convicção por salário, missão por conforto.
Hoje, muitos confundem vocação com carreira e ministério com plataforma. Mas líderes não podem servir a Deus enquanto buscam segurança em “Micas modernos” que oferecem visibilidade. Fatalmente, homens honrados se desviam quando deixam de ouvir o Espírito Santo. A liderança exige coragem para rejeitar o popular e abraçar a fidelidade à Palavra.
O pragmatismo cega a comunidade de crentes. A tribo de Dã precisava de terra, mas em vez de buscar a Deus, escolheu o caminho mais fácil: saquearam Laís e Mica e adotaram seu culto adulterado. Sua fé não nascia da convicção, mas da utilidade.
Esse é o espírito de nosso tempo: fazer o que funciona, não o que é certo. O remanescente profético é chamado a caminhar na contramão – guiado pela profecia bíblica, não pelo pragmatismo; pela coerência com a verdade, não pela conveniência.
O capítulo encerra com uma tragédia: “Ficaram com o ídolo feito por Mica durante todo o tempo em que o santuário de Deus esteve em Siló”. O falso culto, iniciado numa casa, tornou-se religião oficial de uma tribo.
A apostasia não começa com um ataque externo, mas com concessões internas. Isso ecoa a história do cristianismo descrita em Apocalipse 13: A falsa adoração avança discretamente até se tornar sistema. A idolatria moderna não se ergue em estátuas, mas em ideias que usurpam o lugar da Palavra.
Juízes 18 convida-nos a voltar para Deus, ao culto genuíno e à fidelidade inegociável. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.