Reavivados por Sua Palavra


JUÍZES 13 — Rosana Barros by Ivan Barros
26 de novembro de 2025, 0:45
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“Então, a mulher foi a seu marido e lhe disse: Um homem de Deus veio a mim; sua aparência era semelhante à de um anjo de Deus, tremenda; não Lhe perguntei donde era, nem Ele me disse o Seu nome” (v.6).

Estamos diante da história do mais famoso e intrigante juiz de Israel. O chamado de Sansão começou antes mesmo de seu nascimento, com seus pais. Naquele tempo, os filhos de Israel voltaram “a fazer o que era mau perante o Senhor” (v.1). Contudo, o Senhor olhou para um casal da tribo de Dã. “Manoá, cuja mulher era estéril e não tinha filhos” (v.2), permanecia fiel a Deus mesmo em meio às influências desmoralizantes de seu povo e dos cananeus. Então, “o Anjo do Senhor” (v.3) apareceu à sua mulher e lhe prometeu um filho, dando-lhe instruções específicas: o menino seria “nazireu, consagrado a Deus desde o ventre de sua mãe” (v.5).

Diante de tão tremenda visão e maravilhosa promessa, a mulher correu ao encontro do marido para relatar tudo o que havia visto e ouvido. Consciente da grande responsabilidade que repousaria sobre eles, Manoá buscou ao Senhor em oração — e notem que essa foi sua primeira reação. Ele creu na palavra de sua doce esposa e, imediatamente, orou. Rogou ao Senhor que voltasse a aparecer e lhes ensinasse como deveriam “fazer ao menino” (v.8). O clamor daquele futuro pai foi: Senhor, ensina-nos a educá-lo! Manoá tinha plena consciência das dificuldades de criar um filho em meio a uma geração corrompida pela apostasia. Sua preocupação era válida e encontrou resposta do Senhor.

“Deus ouviu a voz de Manoá, e o Anjo de Deus veio outra vez à mulher” (v.9). Não sabemos por que o Senhor aparecia apenas à mulher. Talvez ela mesma tivesse pedido ao Senhor um filho e prometido consagrá-lo, como Ana fez depois (1Sm 1:11), e estivesse mais dedicada à oração e a esse propósito. O fato é que o Senhor lhe apareceu duas vezes. Mas, na segunda vez, ela correu imediatamente para buscar seu marido, confiando que “aquele homem” (v.10) permaneceria ali. Quando Manoá perguntou se Ele era o mesmo que havia aparecido à mulher, notem a resposta: “Eu sou” (v.11). Aquele casal estava diante do Eu Sou, o Deus Todo-Poderoso em forma humana. Uma teofania especial que trouxe a primeira grande lição àqueles futuros pais: Deus mesmo os ajudaria na instrução do filho. Bastava obedecer ao que Ele ordenara: “tudo quanto lhe tenho ordenado guardará” (v.14).

Até então, porém, Manoá não sabia que estava diante do próprio Cristo. Ao perguntar Seu nome, ouviu: “Por que perguntas assim pelo Meu nome, que é maravilhoso?” (v.18). Somente depois de oferecer um holocausto ao Senhor e ver que aquele “homem” subiu aos céus com “a chama que saiu do altar” (v.20), perceberam que estavam diante do próprio Senhor. Então “caíram com o rosto em terra” (v.20). Manoá temeu morrer por ter visto a Deus (v.22), mas a resposta de sua esposa revelou por que o Senhor lhe aparecera: “Se o Senhor nos quisesse matar, não aceitaria de nossas mãos o holocausto e a oferta de manjares, nem nos teria mostrado tudo isto, nem nos teria revelado tais coisas.” Então a mulher deu à luz um filho e o chamou Sansão; “o menino cresceu, e o Senhor o abençoou” (v.24).

Quantas vezes perdemos o privilégio da santa e íntima comunhão com Deus por causa da nossa incredulidade. Deus viu naquela mulher um coração sincero e desejoso de encontrá-Lo. Mas ela não reteve a bênção para si: correu para compartilhá-la com o marido, que também buscava ao Senhor em sinceridade. E, embora Deus não nos apareça pessoalmente como fez àquele casal, Sua presença permanece como promessa constante àqueles que decidem guardar tudo o que Ele ordena e que correm para compartilhar Suas palavras com outros (Mt.28:19-20). O filho prometido representava a compaixão de Deus por aquela família e por Seu povo — mesmo ingrato e rebelde. A oração e a comunhão com Deus são imprescindíveis para o povo dos últimos dias, que entende ser este o tempo em que o Senhor voltará.

Um dia, Jesus apareceu à humanidade como homem, pois “o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo.1:14). Mas antes de ascender aos Céus, prometeu: “voltarei” (Jo.14:3). Até lá, Ele nos conferiu a responsabilidade de colocar nossa casa em ordem e nos deixou registrado tudo o que precisamos saber para educar nossos filhos. A Palavra de Deus é fonte inesgotável de sabedoria. Podemos educar nossas crianças e instruir nossos jovens confiando que o Anjo do Senhor — o Deus Eu Sou, o Maravilhoso Senhor — está conosco. Não estamos sozinhos na árdua e sagrada tarefa da maternidade e da paternidade. Se manifestarmos a mesma confiança da mulher de Manoá, certamente o Senhor abençoará nossos filhos.

A partir de amanhã, veremos que aqueles pais tiveram sua fé severamente provada pelas escolhas de Sansão. Mas creio que o registro detalhado dessa história é uma forma de Deus confortar o coração de cada mãe e pai de oração com a fiel promessa: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele” (Pv.22:6). Façamos, pela fé, o que o Senhor nos orienta em Sua Palavra, e nossa oferta de um coração submisso a Ele encontrará aceitação e bênção.

Deus Todo-Poderoso, cujo nome é maravilhoso, Tu bem sabes que vivemos em um tempo tão difícil quanto o de Sansão para educar filhos para o Senhor. Mas, assim como deste àquele casal uma promessa, cremos em Tuas promessas de salvação para nossos filhos também. Cremos que tens um propósito especial na vida deles, para que sejam uma bênção nesta geração. Pai, se alguns ainda vagueiam por caminhos tortuosos e escolhas erradas, por favor, traze-os de volta para Ti! Ajuda-os a Te encontrar e salva os nossos filhos, segundo a fidelidade das Tuas promessas que jamais falham! Confiamos nossa família em Tuas mãos, bom Pai! E o fazemos no nome maravilhoso de Jesus. Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, famílias de oração!

Rosana Garcia Barros

#JUÍZES13 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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