Filed under: Sem categoria
“Vendo eu que não me livráveis, arrisquei a minha vida e passei contra os filhos de Amom, e o Senhor os entregou nas minhas mãos; por que, pois, subistes, hoje, contra mim, para me combaterdes?” (v.3).
O histórico de Efraim é marcado por uma bênção profética e um desvio moral. Jacó, antes de morrer, colocou sua mão direita sobre Efraim, o filho mais novo de José, abençoando-o para que se tornasse um grande povo, maior do que seu irmão Manassés (Gn.48:14). De fato, assim aconteceu, mas as escolhas erradas levaram os descendentes de Efraim a um caminho bem diferente do que o Senhor tinha traçado.
Quando estudamos nos capítulos anteriores sobre a história de Gideão, vimos que, após o Senhor lhe dar vitória sobre os midianitas, os efraimitas vieram e “contenderam fortemente com ele” (Jz.8:1). Gideão foi sábio ao aplacar-lhes a ira e evitar o confronto. Contudo, a reação de Jefté foi diferente e usando de uma estratégia um tanto incomum, dizimou quarenta e dois mil efraimitas.
Fica muito claro que os descendentes de Efraim se tornaram homens sanguinários e vingativos. Pela segunda vez, eles questionaram o fato de não terem sido chamados para a guerra. Ao encontrar um líder que resolveu responder-lhes à altura, além do confronto pela espada, tiveram de enfrentar um “trava-línguas” da morte. A tribo de Efraim tinha tudo para ser uma das mais poderosas e bem-sucedidas de Israel, mas escolheu ser guiada por seus próprios impulsos. Por suas ações e por suas palavras, foram derrotados. E o que é mais triste, amados, é que em Apocalipse 7:5-8, onde encontramos uma divisão simbólica dos salvos dos últimos dias, a tribo de Efraim (juntamente com Dã) foi excluída da profecia. Entendam: não foi o simples fato de não saber pronunciar um fonema a causa da morte de tantos efraimitas. Foi muito além disso.
Quando Cristo foi acusado pelos fariseus de expulsar demônios pelo poder de Belzebu (Mt.12:24), mais adiante Ele lhes disse: “Raça de víboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração” (Mt.12:34). Os efraimitas tropeçaram justamente porque permitiram que o ódio e a vingança prevalecessem em seu coração. Confiaram demasiado em sua própria força, e isso lhes foi um laço fatal. Podiam até fazer parte da nação eleita e estar dentro da herança do Senhor, mas o Senhor e a Sua bênção não estavam neles.
A palavra “chibolete” (em hebraico, šibbōlet) possui dois significados: “espiga de cereal” ou “águas correntes”. Como šibbōlet, aquela tribo recebeu a recompensa de seus maus desígnios: como espiga de cereal mirrada foi lançada fora; como águas correntes foi levada pela correnteza de corações corrompidos. Por analogia, “chibolete” representa a advertência que Cristo nos faz: “porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado” (Mt.12:37). O que falamos diz muito quem realmente somos. Os efraimitas bem podiam representar a classe dos “encrenqueiros de plantão”. Você conhece alguém assim? Ou, pior: Você tem agido assim? Precisamos ter muito cuidado, amados! Como filhos do Reino, nossas palavras devem corresponder à obra purificadora do Espírito Santo em nosso coração. Por isso, precisamos clamar diariamente pelo Espírito Santo!
Há uma grande e urgente obra a ser realizada no meu e no seu coração. O Espírito Santo deseja imprimir em nós o puro e santo caráter de Cristo. Ou nos apegamos a Cristo, esforçando-nos por permanecer em Sua presença, inculcando na mente a Sua Palavra “com toda oração e súplica” (Ef.6:18), ou nossa vida nunca irá corresponder àquela que se está preparando para habitar com o Senhor e com os Seus anjos. Sobre isto, a inspiração nos diz o seguinte: “Deus está a guiar avante um povo que é peculiar. Ele os limpará e purificará, habilitando-os para a trasladação. Tudo o que é carnal será separado dos peculiares tesouros de Deus, até que se tornem como ouro purificado sete vezes” (Testemunhos Para a Igreja, v.1, CPB, p.431).
Mesmo que a nossa natureza pecaminosa por vezes nos desvie do caminho que o Senhor nos traçou, a Sua Palavra é poderosa para nos trazer de volta ao caminho eterno. Gostaria de saber o que Deus deseja que ocupe o seu coração e os seus pensamentos? Está escrito: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Fp.4:8). Se assim o fizermos, nossas palavras e nossa vida exprimirão a linguagem do Céu. Ó amados, não temos mais tempo a perder com discussões insensatas! É tempo de contemplar a Cristo e trabalhar para abreviar a Sua volta. Esse é o seu desejo?
Nosso amado Pai do Céu, já é tempo de despertarmos do sono, porque as Tuas profecias são verdadeiras e estão rapidamente se cumprindo. Livra-nos de discussões insensatas e falatórios inúteis, que para nada servem senão para causar prejuízos à Tua obra! Enche-nos do Teu Espírito, para que nossas palavras e atitudes revelem a Tua graça e a Tua salvação! Queremos ir para casa, Senhor! Prepara-nos para Te encontrar e estarmos com o Senhor nas margens do rio da vida! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, santificados pela Palavra!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Deixe um comentário so far
Deixe um comentário