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“E tiraram os deuses alheios do meio de si e serviram ao Senhor; então, já não pôde Ele reter a Sua compaixão por causa da desgraça de Israel” (v.16).
O Senhor levantou mais dois juízes em Israel: “Tola, […] homem de Issacar”, que “julgou a Israel vinte e três anos, e morreu” (v.1-2), e “Jair, gileadita” que “julgou a Israel vinte e dois anos” (v.3). “Tornaram os filhos de Israel a fazer o que era mau perante o Senhor” (v.6), de forma que “acendeu-se a ira do Senhor contra Israel” e foram entregues nas mãos dos filisteus e dos filhos de Amom, cujos deuses escolheram servir. A opressão destes povos sobre a nação eleita, no entanto, foi tão grande “de maneira que Israel se viu muito angustiado” (v.9).
E, como nas situações anteriores, clamaram ao Senhor para que os livrasse das mãos daqueles povos pagãos. Nesta circunstância, porém, a resposta de Deus foi diferente e intrigante: “Ide e clamai aos deuses que escolhestes; eles que vos livrem no tempo do vosso aperto” (v.14). Os filhos de Israel, porém, insistiram, voltando a clamar ao Senhor. Desta vez, no entanto, eles não apenas clamaram, mas tomaram uma atitude concreta: livraram-se dos deuses estranhos do meio de si e serviram somente ao Senhor. E, mediante aquele reavivamento e reforma, Deus não mais pôde reter a Sua compaixão.
Você pode ter se questionado após a leitura de hoje: Quer dizer que Deus Se cansou das idas e vindas de Israel e deu as costas quando eles clamaram? Era como se dissesse: “Não escolheram servir a outros deuses? Por que eles não os livram agora?” Mas não foi essa a intenção do Senhor. Essa não é a interpretação correta do caráter de Deus, mas um julgamento baseado na natureza humana. Na verdade, o Senhor esperava uma entrega completa de Seu povo, e não simplesmente um pedido de socorro. Eis o que Deus espera de Seus filhos: “Se o Meu povo, que se chama pelo Meu nome, se humilhar, e orar, e Me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, Eu ouvirei dos Céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (2Cr.7:14). A expressão “Se” exige uma condição. Deus está pronto a nos ouvir, perdoar e curar, se antes estivermos dispostos a nos humilhar, orar, buscar a Sua face e mudar a direção de nossa vida.
Ora, amados, é muito fácil para nós lermos a história dos filhos de Israel e julgá-los por suas ações. E nós? Ainda existem “ídolos” em nossa vida que nos afastam de Deus? Pode ser a televisão, a vaidade, a Internet, as redes sociais, o excesso de trabalho, a fofoca, a gula, ou até mesmo uma pessoa. O que você precisa “tirar do meio de si” (v.16) para que, então, possa servir com integridade ao Senhor? Foi quando Israel orou, se humilhou, buscou ao Senhor e se converteu, tirando do meio de si as abominações, que Deus não pôde mais reter a Sua compaixão (v.16). Quando Deus é o único Senhor de nossa vida, não temos o que temer. “Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor” (Sl.33:12). Ele move céus e terra em favor de um filho que se arrepende! A redenção da nossa alma, meus irmãos, “é caríssima” (Sl.49:8).
Quem foi que disse que você e eu não valemos nada? Nós valemos o que Deus tinha de mais precioso: Seu único Filho. Nós valemos o precioso sangue do Cordeiro de Deus! E foi por Deus nos amar tanto, que Ele não pôde reter a Sua compaixão, nos dando “o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). Não podemos esperar a redenção se a trocamos pelas coisas banais deste mundo. Qualquer escolha que façamos ao lado de Deus, qualquer coisa que abandonemos por amor a Jesus, não se compara e nunca poderá ser comparado ao que Deus fez por nós e à eternidade que Ele nos prometeu. Foi por isso que Josué proferiu palavras de decisão ao povo: “Escolhei a quem sirvais” (Js.24:15). Porque é uma questão de escolha, de decisão pessoal, meus irmãos. Como Jesus mesmo advertiu: “Ninguém pode servir a dois senhores” (Mt.6:24). Não dá para dividir o nosso coração entre Deus e os ídolos que nos levam a um caminho diferente de Sua vontade. Quando o povo não apenas clamou, mas agiu, alcançou a misericórdia de Deus. Compreendem, amados?
Agora mesmo é o tempo de profundo exame do coração e de termos a nossa vida transformada pelo Espírito Santo. É agora! Cristo está às portas! Hoje, a Palavra nos admoesta: “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé” (2Co.13:5). “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2). É tempo de reavivamento e reforma, que deve começar na minha e na sua vida. O Senhor procura pelos fiéis da Terra! “Quem será o homem [a mulher] que começará a pelejar contra” (v.18) as abominações que se cometem no meio do povo de Deus? Mas lembre-se: “Não por força nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc.4:6).
É hora de clamarmos, como nunca antes, pelo Espírito Santo, seguindo o supremo exemplo de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, erguendo “a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:17-18). “Assim, pois, também agora, no tempo de hoje, sobrevive um remanescente segundo a eleição da graça” (Rm.11:5).
Ó, Pai que está nos Céus, mas que também habita com o contrito e abatido de espírito, que a Tua boa mão esteja sobre nós, nos ajudando a vencer as batalhas destes últimos dias. Abre os nossos olhos para que sejamos vigilantes quanto a tudo que precisamos abandonar e evitar, e enche-nos do Teu Espírito para que tenhamos uma vida de oração e comunhão constante Contigo. Conduze-nos ao arrependimento, que produz o verdadeiro reavivamento e reforma. Tem compaixão de nós, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, povo que vigia e ora!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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