Reavivados por Sua Palavra


JUÍZES 09 — Rosana Barros by Ivan Barros
22 de novembro de 2025, 0:45
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“E deram-lhe setenta peças de prata, da casa de Baal-Berite, com as quais alugou Abimeleque uns homens levianos e atrevidos, que o seguiram” (v.4).

No capítulo de hoje encontramos uma verdadeira tragédia familiar. “Teve Gideão setenta filhos, todos provindos dele, porque tinha muitas mulheres. A sua concubina, que estava em Siquém, lhe deu também à luz um filho; e ele lhe pôs por nome Abimeleque” (Jz.8:30-31). Após a morte de seu pai, Abimeleque armou um plano e cercou-se de “homens levianos e atrevidos” (v.4) para matar seus setenta irmãos. Assim o fez, com exceção de Jotão, o irmão mais novo, “porque se escondera” (v.5). E Abimeleque foi declarado rei. Houve, porém, uma proclamação pelo irmão sobrevivente “no cimo do monte Gerizim”, que “em alta voz clamou” (v.7) uma parábola e profetizou contra Abimeleque e contra os moradores de Siquém.

O que se segue é uma trama de traições e emboscadas entre homens sem o temor do Senhor. Todos pagaram o alto preço da morte, inclusive Abimeleque, que foi atingido na cabeça por “uma pedra superior de moinho” (v.53). Sua morte dispersou “os homens de Israel que […] foram-se, cada um para sua casa” (v.55). Resumindo, amados: sobre uma pedra Abimeleque matou os seus irmãos, e por meio de uma pedra, lançada do alto, ele recebeu o golpe de morte. Uma história de trágica justiça, não é mesmo? Mas duas coisas me chamaram a atenção nesta narrativa: primeiro, que a linhagem familiar ou o fato de pertencer a um grupo seleto não significa que todos sejam dignos de confiança. Segundo, que o mal feito a outro volta-se ao próprio malfeitor; é só uma questão de tempo.

Em Seu ministério terrestre, Jesus foi maltratado e rejeitado pelos Seus, por aqueles que se autodeclaravam justos. Mas sobre isso Ele nos deixou advertência: “Eis que vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas. E acautelai-vos dos homens” (Mt.10:16-17). O conselho do Mestre aos Seus discípulos se estende até nós hoje. Jesus Se relacionava com todos, e Seus ensinos eram para todos, mas Seus amigos pessoais restringiam-se a doze pessoas. E mais restrito ainda era o grupo que O acompanhava aos Seus lugares de refúgio e oração. E, mesmo entre os doze, estava Judas, aquele que O trairia. Cristo não o rejeitou, mesmo conhecendo os desígnios de seu coração. Antes, o amou, demonstrando isso por preceito e por exemplo.

Passaremos a vida andando entre amigos e também entre inimigos. Mas a sabedoria que Jesus nos adverte a ter não visa nos afastar das pessoas, mas sim daqueles cujas atitudes possam nos afastar dEle. A arte da convivência requer de nós constante comunhão com o Senhor. Só a intimidade com Deus nos ajudará a termos sabedoria na escolha de nossos amigos mais íntimos. A Bíblia deixa claro que Pedro, Tiago e João eram, definitivamente, amigos íntimos de Cristo. Porque eram infalíveis? Não, amados. Pelo contrário, por Sua íntima comunhão com o Pai, Jesus enxergou neles pedras brutas que, se lapidadas, exerceriam influência poderosa no estabelecimento e fortalecimento da igreja cristã.

Abimeleque foi declarado rei simplesmente por um critério: “É nosso irmão” (v.3). Em nenhum momento o Senhor foi consultado. Agiram por impulso e receberam as trágicas consequências de uma escolha insensata. O apóstolo Paulo escreveu: “Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles, porque esses tais não servem a Cristo” (Rm.16:17). Ou seja, não se envolvam em intrigas e maledicências, pois tais práticas provêm daqueles que servem ao inimigo de Deus, que “com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos incautos” (Rm.16:18).

Clamemos, pois, ao Senhor, por prudência e sabedoria em nossos relacionamentos, para que nenhum deles nos seja pedra de tropeço em nossa comunhão com Ele. Sigamos o exemplo do nosso Salvador, que nos ensinou o cumprimento da lei: “amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam; bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam” (Lc.6:27-28). Que assim como o foi com Jesus, que o Espírito Santo nos torne sábios praticantes do amor. Eu gostaria de encerrar o comentário de hoje com um texto do espírito de profecia que nos ajuda a compreender o nosso papel como membros do corpo de Cristo:

“Vocês terão muitas perplexidades a enfrentar em sua vida cristã em relação com a igreja; porém, não se esforcem demasiadamente por moldar seus irmãos. Se virem que não satisfazem as reivindicações da Palavra de Deus, não condenem; se eles provocam, não retribuam na mesma moeda. […] Havendo feito tudo quanto possam para salvar um irmão, deixem de afligir-se e prossigam calmamente com os outros deveres urgentes. […] Busquem unidade; cultivem amor e conformidade com Cristo em tudo. Ele é a fonte da unidade e da força” (Testemunhos Para a Igreja, v.5, p.347-348).

Pai de misericórdias, nosso amado Deus, Tu bem sabes que vivemos em tempos solenes e decisivos, tempos em que acontece uma sacudidura no meio do Teu povo. Queremos ser os preciosos grãos no Teu crivo, Senhor! Porque a Tua Palavra diz que o Senhor não perderá um só grão. Dá-nos discernimento espiritual em nossos relacionamentos. Faz-nos prudentes como as serpentes e símplices como as pombas. Guia-nos a cada instante com Teu Santo Espírito! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, prudentes e símplices do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#JUÍZES09 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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