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“Assim, Israel ficou muito debilitado com a presença dos midianitas; então, os filhos de Israel clamavam ao Senhor” (v.6).
Israel havia desfrutado quarenta anos de paz, sob a liderança de Débora. Mas poucos anos bastavam de apostasia para o povo ficar “muito debilitado” (v.6) e perceber que precisava do Senhor. Por “sete anos” (v.1), os midianitas oprimiram Israel “destruindo os produtos da terra […] e não deixavam em Israel sustento algum, nem ovelhas, nem bois, nem jumentos” (v.4). Comparados a gafanhotos que passam e que tudo arruínam, eles “entravam na terra para a destruir” (v.5). Uma situação que se tornou insuportável e que levou a nação a buscar o auxílio do Senhor em oração.
Em resposta ao clamor dos filhos de Israel, “o Senhor lhes enviou um profeta” (v.8). A Bíblia não diz o seu nome, mas, certamente, a sua mensagem operou com grande efeito. Percebam que o profeta não disse nada novo, ou uma revelação extraordinária. Ele simplesmente os lembrou de uma mensagem que já lhes era conhecida, mas que haviam negligenciado. Foi um recado curto, objetivo e claro. Foi um chamado ao arrependimento: “contudo, não destes ouvidos à Minha voz” (v.10). O afastamento de Deus era a causa de seus infortúnios, e reconhecer isso era imprescindível para que o Senhor pudesse agir em seu favor.
E foi justamente nesse cenário que surgiu o chamado do quinto juiz de Israel: Gideão. Filho de “Joás, abiezrita” (v.11), da família “mais pobre em Manassés” (v.15), Gideão seria a última pessoa a que o povo apontaria como seu líder. Mas as palavras do Senhor revelam o que o homem não consegue ver: “O Senhor é contigo, homem valente” (v.12). Deus não escolhe ninguém por predileção ou por capacitação. Ele escolhe pela disposição do homem em servi-Lo e obedecê-Lo. A total dependência de Deus em atitude de humildade é a principal característica de um verdadeiro líder. Como aquele profeta desconhecido, pode ser que muitos filhos de Deus não tenham seus nomes nos anais da História, mas se cumpriram o chamado do Senhor em sua vida, seus nomes estão arrolados como testemunho eterno no “Livro da Vida” (Ap.3:5).
O diálogo entre “o Anjo do Senhor” (v.11) e Gideão aconteceu no momento em que este agia com diligência a fim de preservar o alimento que tinha a salvo dos midianitas. E a fala do Senhor lhe pareceu contraditória diante de sua realidade. Gideão foi sincero com Deus: “Se o Senhor é conosco, por que nos sobreveio tudo isto? E que é feito de todas as Suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o Senhor subir do Egito?” (v.13). Gideão não somente questionou o aparente “abandono” divino, mas também a própria declaração do profeta que lhes foi enviado e lhes declarou: “Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Eu é que vos fiz subir do Egito e vos tirei da casa da servidão” (v.8). Não é errado questionar e ser sincero com Deus. Na verdade, é isso o que Ele espera de nós: “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor” (Is.1:18). O Senhor nos convida a expor diante dEle nossas razões e argumentos e espera que o façamos sem arrodeios, mas direta e francamente, abrindo-Lhe o coração em sinceridade.
Ao invés de dar explicações ao seu questionamento, o Anjo do Senhor lhe deu uma missão: “Vai nessa tua força e livra Israel da mão dos midianitas; porventura, não te enviei Eu?” (v.14). É interessante observar e meditar nesse método divino. Quando Jó questionou o Senhor acerca do seu sofrimento, Ele lhe expôs a grandeza de Seu poder criador e lhe deu a missão de orar por seus amigos. Quando o profeta Elias O questionou sobre sua situação de perseguido por seu próprio povo, Deus lhe deu a missão de ungir reis e o profeta que ficaria em seu lugar. Nem sempre, amados, o Senhor nos responde segundo os nossos questionamentos, mas a Sua resposta sempre envolve a nossa vida como uma resposta viva para o benefício de outros.
Amados, a oferta de Gideão, aprovada e consumida com o fogo divino, representa a oferta de um coração completamente submisso à vontade de Deus; de alguém que faz de seu lugar de oração diário, pela fé, “um altar ao Senhor” (v.24). “O Senhor É Paz”, meus irmãos (v.24)! Mas a paz do Senhor não é uma permissão à covardia. Ele nos chama na mesma força e valentia de Gideão a derrubar os “altares” de abominação que possam haver em nosso lar e na igreja. Isso, porém, deve ser feito segundo aconteceu com Gideão: “Não por força nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc.4:6). “Então, o Espírito do Senhor revestiu a Gideão” (v.34), e assim será com cada um de nós se, como ele, estivermos dispostos a assumir o nosso posto do dever até que Cristo volte.
Muitos podem até se levantar contra nós e nos dar apelidos pejorativos como foi com Gideão (v.32), mas se perseverarmos em seguir ao “Cordeiro por onde quer que vá” (Ap.14:4), Ele prometeu nos dar “uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe” (Ap.2:17). Um nome que representa a nossa experiência pessoal com o Eterno. Persevere em buscar ao Senhor de todo o coração. “Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração” (Tg.5:13).
Ó, Pai de misericórdias, como Gideão, muitos dos Teus filhos têm sofrido muitas perseguições e duras batalhas. Vem ao nosso encontro, fala ao nosso coração e nos capacita por Teu Espírito a cumprirmos a missão segundo a Tua vontade! Nós cremos que o Senhor É Paz e que logo estaremos no Teu Lar de eterna paz. Até lá, dá-nos a força e a sabedoria de que precisamos para derrubar de nosso coração, de nosso lar e do meio do Teu povo todo altar de idolatria. Reveste-nos do Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, fortes no Senhor!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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