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“Vós, porém, não fareis aliança com os moradores desta terra; antes, derribareis os seus altares; contudo, não obedecestes à Minha voz. Que é isso que fizestes?” (v.2).
Ó, amados, como nós somos tardios para ouvir e fazer a vontade de Deus e rápidos para dar as costas ao Senhor! Eu começo hoje com esse desabafo porque a realidade do antigo Israel tem se repetido no meio do povo de Deus. O Senhor havia sido bem claro com Seu povo acerca de não se misturarem com as nações de Canaã e havia prometido nunca invalidar a Sua aliança com Israel. Mas Israel pecou contra o Senhor ao permitir que os moradores da terra habitassem no meio deles e estabelecessem lugares de adoração pagã, contaminando a terra com suas práticas demoníacas. E a pergunta retórica do Senhor aos filhos de Israel ecoa em nossos dias com a mesma força persuasiva: “Que é isso que fizestes?” (v.2).
Bastou Josué e os demais líderes fiéis morrerem para a geração seguinte cair em terrível apostasia. Aquela geração “não conhecia o Senhor, nem tampouco as obras que fizera a Israel” (v.10). Ou seja, era como uma nação qualquer de Canaã. Perderam a sua identidade como nação eleita de Deus. Mas percebam, meus irmãos, que as Escrituras revelam a bondade e a misericórdia de Deus para com aquele povo ingrato, pois “Suscitou o Senhor juízes” (v.16) para os livrar das mãos de seus inimigos. Tão logo, porém, “falecendo o juiz, reincidiam e se tornavam piores do que seus pais” (v.19). “Pelo que a ira do Senhor se acendeu contra Israel” (v.20) e não mais expulsaria do meio do povo as nações pagãs que restaram, mas elas lhes serviriam como prova, se guardariam ou não “o caminho do Senhor” (v.22).
Não tem sido diferente com as últimas gerações do povo de Deus. Foi profetizado que viveríamos “tempos difíceis” (2Tm.3:1), porque a maldade humana atingiria o auge de sua existência, mas não somente isso, ela estaria intimamente ligada à religião: “tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder” (2Tm.3:5). O apóstolo Paulo teve um vislumbre dos nossos dias e reforçou que essa terrível impiedade viria na “forma de piedade”. Essa advertência precisa nos fazer temer e tremer, amados! Porque Israel não chegou ao ponto em que chegou de grande apostasia de um dia para o outro, mas de uma geração para a outra. E se queremos ver Cristo voltar em nossa geração, algo precisa acontecer em nós de dentro para fora. E esse “algo” se chama reavivamento e reforma.
Muitos têm negligenciado e até rejeitado esse tema como se fosse um discurso duro demais. Outros têm erguido a bandeira do extremismo, dando à mensagem um tom que o Senhor jamais aprovou. E nessa guerra entre extremos, perdemos o sagrado privilégio do devido conhecimento do Senhor através do prometido avivamento. “Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que Lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor” (2Tm.2:19). Deus nos diz, hoje, que o Seu povo possui uma identidade profética e que essa identidade não tem parte alguma com a injustiça. Uma identidade que será conservada na vida de todo aquele que se empenhar em buscar ao Senhor de todo o coração.
Reavivamento, meus amados irmãos, nada mais é do que uma renovação interior, uma mudança de coração, como está escrito: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne” (Ez.36:26). Reforma é a parte visível do reavivamento, é a reação exterior à obra do Espírito no coração, como o Senhor mesmo concluiu por intermédio do Seu profeta: “Porei dentro de vós o Meu Espírito e farei que andeis nos Meus estatutos, guardeis os Meus juízos e os observeis” (Ez.36:27). Percebem, amados? Tudo é obra de Deus. A nossa parte é permitir que o Espírito Santo habite em nós e nos habilite a viver para a glória do Senhor.
Ó, meus irmãos, não podemos mais ser tardios em entender tudo isso! Precisamos clamar pelo Espírito Santo! Precisamos ser a geração que não dará as costas ao Senhor, mas a geração que conhece a Deus e a Jesus Cristo a quem Ele enviou (Jo.17:3), habilitando “para o Senhor um povo preparado” (Lc.1:17). Ei, geração do advento, Cristo está às portas! E todas as manifestações terríveis da natureza pelo mundo, por mais que sejam as visitações de um inimigo que sabe “que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12), também são permitidas por Deus para que a humanidade desperte para o tempo sobremodo solene em que estamos vivendo. O Senhor não é, jamais foi e nunca será insensível ao sofrimento humano. Ele chora com os que choram. Mas se o sofrimento é o único meio para que muitos se voltem para Ele, assim Ele o permitirá. Sabem por quê, amados? Porque após o reavivamento e a reforma há uma fiel e eterna promessa: “Habitareis na terra que Eu dei a vossos pais; vós sereis o Meu povo, e Eu serei o vosso Deus” (Ez.36:28).
Jesus voltará em breve para buscar a Sua “igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Ef.5:27). Não por méritos ou justiças pessoais, mas pela justiça de Cristo, que nos purifica “por meio da lavagem de água pela Palavra” (Ef.5:26). O Espírito do Senhor deseja nos lavar e nos purificar de dentro para fora, e nos manter em pé mesmo em meio às ameaças da impiedade e da falsa piedade. Portanto, meus amados irmãos: “Não apagueis o Espírito. Não desprezeis as profecias; julgai todas as coisas, retende o que é bom; abstende-vos de toda forma de mal. O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts.5:19-23).
Nosso amado Pai de misericórdias, nós Te damos graças por não desistires de nós! Envia-nos o Teu Santo e Bom Espírito para promover em nós o verdadeiro reavivamento e reforma a fim de que nossa vida glorifique tão somente a Ti, Pai. Faz-nos a geração que conserva a identidade inconfundível dos futuros cidadãos da pátria celestial. Por Tua graça nós Te pedimos, e o fazemos certos nos méritos e no precioso nome de nosso Salvador Jesus Cristo, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, reavivados pela Palavra!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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