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“Respondeu o Senhor: Judá subirá; eis que nas suas mãos entreguei a terra” (v.2).
O livro de Juízes inicia a fase dos líderes militares de Israel. Escolhidos por Deus, os juízes de Israel deveriam sustentar a fidelidade à aliança divina, mantendo sempre a visão de que o Senhor era o seu Líder supremo. Após a morte de Josué, “os filhos de Israel consultaram o Senhor” (v.1), e o Senhor designou a tribo de Judá como a primeira tribo a subir “aos cananeus para pelejar contra eles” (v.1). Aliada à tribo de Simeão, Judá feriu “os cananeus e os ferezeus” (v.4) e prenderam um líder cananeu com um requinte de crueldade que, na verdade, ele mesmo reconheceu ter sido uma justa punição: “assim como eu fiz, assim Deus me pagou” (v.7).
Percebemos, contudo, uma certa permissividade das tribos em relação aos cananeus. A maior parte delas permitiu que os inimigos habitassem no meio do povo sem apresentar resistência ou tornando-os apenas “sujeitos a trabalhos forçados” (v.30). Uma decisão que lhes custaria caro, pois abriu brechas para que, aos poucos, os costumes, hábitos e práticas pagãs contaminassem o povo que Deus havia chamado para revelar Seus princípios e Seu caráter. Israel ainda não havia compreendido esse propósito divino, e após a morte de Josué e dos demais líderes, que permaneciam fiéis à Palavra do Senhor, isso ficaria cada vez mais evidente.
Diante dos desafios destes últimos dias, temos consultado ao Senhor em busca de auxílio e sabedoria? Temos feito da Palavra de Deus a nossa norma de fé e de vida? Sabem, amados, é muito fácil sermos enredados pelas sutilezas do inimigo se não estivermos com nossos pés fincados na Rocha da nossa salvação. Dentre as multidões de Israel que foram condescendentes em aceitar que a idolatria permanecesse em seu meio, eu pergunto: De qual deles temos notícia? Qual o nome deles? Não o sabemos. Mas se eu mencionar o nome de José do Egito, Daniel, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, Isaías, Jeremias, certamente lembraremos destes homens de Deus que permaneceram fiéis e, por suas vidas irrepreensíveis, condenaram a impiedade que os cercava.
O Senhor não tolera a “iniquidade associada ao ajuntamento solene” (Is.1:13). Não existe meio termo quando o assunto é adoração, amados. Um princípio que o profeta Elias reforçou: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-O; se é Baal, segui-o” (1Rs.18:21). O próprio Jesus afirmou: “Ninguém pode servir a dois senhores” (Mt.6:24). A missão dos filhos de Deus consiste em ir a todo o mundo e fazer “discípulos de todas as nações” (Mt.28:19), mas “eles não são do mundo” (Jo.17:14). Ou seja, estamos no mundo, mas não pertencemos a ele. Pela graça de Cristo, mediante a fé, fomos salvos e libertos do pecado para proclamarmos “as virtudes dAquele que [nos] chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9).
Luz e trevas não se misturam, amados. E termino hoje com uma citação que nos lembra da nossa responsabilidade: “O povo de Deus tem hoje uma luz muito maior do que o antigo Israel. Têm não só uma luz maior, mas também as instruções dadas por Deus a Moisés para serem transmitidas ao povo. Deus especificou a diferença entre o sagrado e o profano e declarou que essa diferença deveria ser estritamente observada” (Cristo Triunfante, CPB, 25 de abril).
Pai amado, precisamos do Espírito Santo nos dando o discernimento necessário para não sermos negligentes quanto à diferença entre o bem e o mal, entre o sagrado e o profano. Batiza-nos com Teu Espírito para que nossa vida reflita a luz da Tua Palavra! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, verdadeiros adoradores!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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