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“Homem casado não sairá à guerra, nem se lhe imporá qualquer encargo; por um ano ficará livre em casa e promoverá felicidade à mulher que tomou” (v.5).
A primeira cerimônia de casamento da Terra foi realizada em um jardim e ambiente perfeitos. Olhando para a bela mulher criada por Deus como sua auxiliadora, Adão declarou as palavras que definem a essência do casamento: “Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada” (Gn.2:23). A impecável simetria, a pureza e a glória divina que lhes envolvia, compunha o mais admirável cenário assistido pelos anjos e abençoado pelo Criador. Este era o desejo de Deus para cada união entre um homem e uma mulher, pelas gerações sem fim.
Contudo, com a entrada do pecado no mundo, houve uma grave ruptura nos relacionamentos e, o primeiro registro de bigamia, encontra-se na genealogia de Caim, onde diz que “Lameque tomou para si duas esposas” (Gn.4:19). Portanto, foi uma prática que surgiu da descendência do primeiro homicida do mundo e se espalhou como praga para as demais gerações. Quando o Senhor ordenou que leis fossem cumpridas acerca dos relacionamentos conjugais, eram leis de caráter protetivo, a fim de zelar não só pela moral, mas também para preservar a instituição do casamento e a família, que funcionam como a base da sociedade.
A lei acerca do divórcio foi estabelecida visto a dureza de coração do povo. Jesus mesmo confirmou esta verdade aos fariseus: “[…] Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio” (Mt.19:8). O princípio aqui refere-se justamente ao casamento que o Senhor estabeleceu no Éden. Ao contrário do que muitos pensam, o casamento não era um benefício apenas para o homem, mas sobre este pesava a responsabilidade de promover “felicidade à mulher que tomou” (v.5). Deus deseja que tanto o homem quanto a mulher desfrutem de um casamento feliz, estável e abençoado; e que sua união revele ao mundo as bênçãos do plano original divino.
Aproveitando este contexto de casamento e de família, permitam-me fazer uma analogia com as demais leis registradas neste capítulo. As “duas mós” (v.6) eram pedras de moinho que haviam nas casas dos israelitas para moer os grãos usados no preparo do pão. Era, portanto, um dos meios de subsistência da família. Penhorando o moinho ou uma das pedras, a família toda seria prejudicada. Um lar estruturado financeiramente não equivale necessariamente a uma família rica, mas a todo aquele em que o pão de cada dia não é comprometido. Por mais simples que seja a casa, a organização financeira é uma bênção no sentido de promover paz e contentamento entre os membros da família.
Sobre a lepra, o capítulo 14 de Levítico contém a lei acerca da lepra em uma casa. Uma praga de fungo ou bolor é sinônimo de uma casa mais propícia à proliferação de doenças. O pecado é lepra mortal, e quando permitida a sua presença em nosso lar, grande ruína será o resultado. Precisamos ficar atentos aos “fungos” espirituais que porventura venham surgir em nosso lar e tratar logo de erradicá-los. Nisto consiste a segurança eterna não apenas nossa, mas de toda nossa família e até mesmo daqueles que de alguma forma exercemos influência. Ainda que não haja transferência de culpa entre pais e filhos (v.16), seus pecados podem causar consequências desastrosas no lar.
O resultado de um casamento conforme o plano original do Criador é um lar feliz, bem ordenado, que se desvia do mal e que é uma bênção à comunidade, principalmente àqueles que estão à margem da sociedade (v.17). Entendam o comando divino, amados, “pelo que te ordeno que faças isso” (v.22), como a voz do Pai que deseja o melhor para Seus filhos. Que o mundo olhe para nossa casa e nos reconheça, pela graça e misericórdia de Deus, “como família bendita do Senhor” (Is.61:9). E se você tem vivido um contexto familiar difícil, em nome de Jesus, não perca a esperança! Mas creia no Senhor Jesus, que tem poder para restaurar o seu lar, “e serás salvo, tu e tua casa” (At.16:31).
Santo Deus, Tu és o nosso Pai amado que deseja a nossa eterna felicidade. Por isso, reconhecemos que necessitamos da Tua presença em nossa vida e em nosso lar. Se o Senhor estiver conosco, cremos que sairemos triunfantes mesmo nas piores batalhas. Ó Deus, caminha conosco e habita em nós e em nossa casa na pessoa do Teu Espírito! E que, através de nós, muitas famílias também tenham a alegria de Te conhecer e de Te servir, para que, dentro em breve, todos nós sejamos uma só família no Teu reino eterno. Em nome de Cristo Jesus, nós clamamos por esse milagre, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, famílias bem ordenadas do Senhor!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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