Reavivados por Sua Palavra


Êxodo 24 – Rosana Barros by Ivan Barros
29 de junho de 2025, 0:45
Filed under: Sem categoria

“E viram o Deus de Israel, sob cujos pés havia uma como pavimentação de pedra de safira, que se parecia com o céu na sua claridade” (v.10).

A safira é uma pedra preciosa caracterizada mais comumente por sua cor azul, além de ser uma das pedras mais duras e resistentes depois do diamante. O que Moisés, Arão e seus filhos, e os setenta anciãos contemplaram não foi simplesmente uma visão, como acontecia com os profetas, por exemplo. Mas “eles viram a Deus, e comeram, e beberam” (v.11) na presença dEle. Sobre aquele precioso pavimento de cor celestial e firme, uma representação de Sua majestade e realeza, o próprio Senhor Se apresentou àqueles homens. Uma aparição que poderia ter-lhes custado a vida, mas o Senhor “não estendeu a mão sobre” (v.11) eles, proporcionando-lhes uma experiência única e impactante. Experiência maior e mais profunda, porém, teve Moisés que, “entrando no meio da nuvem, subiu ao monte; e lá permaneceu quarenta dias e quarenta noites” (v.18).

Se aqueles homens “escolhidos dos filhos de Israel” (v.11) foram privilegiados, que sublime privilégio teve Moisés! Ele estava envolto pela glória do Senhor. Aos olhos do povo, que contemplava aquela manifestação divina à distância, o “aspecto da glória do Senhor era como um fogo consumidor no cimo do monte” (v.17). No entanto, a experiência de Moisés e o que ele podia contemplar era completamente diferente. Observem que cada grupo teve uma experiência diferente, uma forma diferente de ver aquele momento e de diferentes perspectivas. O próprio povo havia pedido a Moisés para ser o porta-voz de Deus a Israel: “Fala-nos tu, e te ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que não morramos” (Êx.20:19). Apesar de Moisés ter respondido que eles não precisavam temer, ainda assim o povo preferiu permanecer à distância das manifestações do Senhor.

Arão e seus filhos e os setenta anciãos de Israel representavam um grupo que pôde se aproximar mais do Senhor, a ponto de vê-Lo e de comer com Ele. Contudo, o que Moisés viu e ouviu não poderia ser comparado ao que esse grupo e todo o restante de Israel testemunhou. Porque a comunhão de Moisés com Deus superava, inclusive, a comunhão até mesmo de um profeta. Pois a respeito dele o próprio Deus declarou: “Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a forma do Senhor” (Nm.12:8). Deus tem diferentes formas de Se manifestar aos Seus filhos. A uns Ele já apareceu em sonhos, a outros em visões, a uns poucos de forma pessoal, e sempre está disposto a falar com quem O busque através da Sua Palavra.

Muitos buscam por manifestações sobrenaturais de Deus, julgando que elas são os meios de provar do batismo do Espírito Santo. Mas, na verdade, ninguém, por melhor que seja, é digno da presença de Deus, seja de perto ou de longe. Nossa busca não deve estar baseada em sentimentos e fortes emoções. Não era esse o objetivo do monte que fumegava e da refeição com aquele pequeno grupo. Tudo ali deveria despertar em todos a confiança e completa dependência no Deus Todo-Poderoso que os havia libertado com mão forte e que os guiava pelo caminho. Porque o Deus que Se apresentava face a face a Moisés era o mesmo que desejava ter uma íntima comunhão com cada um dos filhos de Israel. Mas nem todos estavam preparados para isso, nem tampouco estavam buscando ao Senhor com inteireza de coração.

Falando à Sua última igreja, Jesus manifestou Sua indignação contra seu orgulho e egoísmo. Como lidar com a realidade de que Sua última igreja na Terra, aquela que tem a missão de encerrar a obra de pregar o evangelho ao mundo, não passa de um grupo “infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu”? (Ap.3:17). A resposta está nos versículos seguintes: “Aconselho-te que de Mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas […] Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:18, 20). Três ordens nos são dadas: comprar o que Jesus nos oferece, ouvir a Sua voz e abrir a porta para que Ele entre. Três ações que envolvem o nosso direito de escolha.

Notem que há muito respeito envolvido aqui. Deus não nos obriga a aceitar o que Ele tem, mas nos aconselha a adquirir. Ele também não arromba a porta do nosso coração e nem força nossas decisões, mas bate e espera ser convidado a entrar. Percebem que a nossa experiência com Ele será sempre na medida em que conseguimos suportar e em como permitimos que ela aconteça? O que faz a diferença na vida de um cristão não é quantas vezes viveu o extraordinário, amados, mas sim em andar com Deus no ordinário do dia a dia. Ellen White reforça essa verdade com as seguintes palavras: “Consagrai-vos a Deus pela manhã; fazei disto vossa primeira tarefa. […] Assim dia a dia podereis entregar às mãos de Deus a vossa vida, e assim ela se moldará mais e mais segundo a vida de Cristo” (Caminho a Cristo, CPB, p.70 e 71).

O Espírito Santo deseja lavar e alvejar as nossas vestes no sangue da nova aliança e nos preparar para chegarmos finalmente ao Lar! Que a nossa comunhão diária com Deus nos molde mais e mais até que morra o nosso eu e Cristo viva em nós.

Santo Deus, o Senhor Se revela a quem quer e como quer. Só o Senhor pode sondar os corações e só o Senhor conhece o fim desde o princípio. Nosso coração nos engana constantemente, Pai. Por isso clamamos por Teu auxílio e direção. Que o Teu Espírito tome as rédeas de nossa vida e nos desperte cada dia para entretermos comunhão Contigo, e sermos moldados segundo a vida do nosso Salvador. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, moldados pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo24 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


Deixe um comentário so far
Deixe um comentário



Comente:

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.