Reavivados por Sua Palavra


Êxodo 10 – Rosana Barros by Ivan Barros
15 de junho de 2025, 0:45
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“Então, os oficiais de Faraó lhe disseram: Até quando nos será por cilada este homem? Deixa ir os homens, para que sirvam ao Senhor, seu Deus. Acaso, não sabes ainda que o Egito está arruinado?” (v.7).

Moisés e Arão foram novamente enviados ao encontro de Faraó com a notícia de uma próxima praga devastadora. Essa notícia abalou o coração dos oficiais do reino. Como uma nação que já estava arruinada suportaria um novo caos? Imaginem uma nação, em nossos dias, sofrendo terremotos, furacões, incêndios, pestilências, e isso tudo em um curto intervalo de tempo de um episódio para o outro. Certamente o país ficaria devastado. Não sabemos quanto tempo duraram as pragas e o intervalo entre elas, mas acredito que a fala dos oficiais de Faraó deixa claro que não havia tempo para recuperar os estragos causados, de forma que a nação egípcia estava arruinada.

No entanto, Faraó não admitia a ideia de fazer algo segundo a vontade do Senhor. Suas tentativas de permitir que os israelitas fossem ao deserto sob suas próprias condições eram uma estratégia política para manter sua mão de obra escrava, garantindo que os hebreus retornassem ao Egito. Moisés deixou bem claro que não poderia ser como Faraó queria, mas sim como Deus havia ordenado. ‘Não há de ser assim’ (v.11) foi a resposta malcriada do rei de coração obstinado. Então, vieram os gafanhotos, ‘e não restou nada verde nas árvores, nem na erva do campo, em toda a terra do Egito’ (v.15). O estrago foi tão assombroso que o próprio Faraó, novamente, clamou em desespero para que Moisés e Arão orassem ao Senhor por livramento.

Sabemos que o clamor de Faraó era apenas para se ver livre da penalidade, e não pela culpa de um coração arrependido. Logo ele e todo o Egito estariam envoltos em trevas tão espessas que se podiam apalpar (v.21), uma representação bem real do coração de Faraó. Por três longos dias, os egípcios ‘não viram uns aos outros, e ninguém se levantou do seu lugar […] porém todos os filhos de Israel tinham luz nas suas habitações’ (v.23). Ao criar o mundo, a primeira ordem divina foi: ‘Haja luz’ (Gn.1:3). Quando Jesus veio em carne, João O apontou como ‘a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem’ (Jo.1:9). E a respeito de João Batista, escreveu: ‘Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz’ (Jo.1:8).

Quando Jesus declarou aos Seus discípulos: ‘Vós sois a luz do mundo’ (Mt.5:14), indiretamente indicou o contraste entre a luz e as trevas, mas não no sentido de que estes possuíssem luz própria, e sim que, qual João Batista, seriam condutores da fonte de toda luz: Jesus Cristo. Da mesma forma, o fato de os filhos de Israel terem sido poupados das pragas não era porque tivessem o poder de o fazê-lo, mas sim porque o próprio Deus os livrava para que os egípcios pudessem reconhecer que se tratava do cuidado divino com o Seu povo. Aquelas cerradas trevas precederam a décima e última praga. Era como um prenúncio de que Faraó e seu povo haviam ido longe demais e, mergulhados na escuridão, a morte estava à sua espreita.

Sabem, amados, esse planeta escuro e tudo o que tem acontecido ultimamente só provam a veracidade da Bíblia e de suas profecias escatológicas. Não vale a pena perder tempo com os falsos “deuses” deste mundo, porque, à semelhança do que aconteceu no Egito, quando tudo em que aquele povo depositava sua confiança e segurança foi destruído em questão de pouco tempo, assim acontecerá no fim. Será que o que temos visto pelo mundo afora – tantos desastres e guerras dizimando milhares de vidas e destruindo propriedades sem distinção de classe social – não é mais do que suficiente para entendermos que estamos no fim e que o nosso lar não é aqui?

Aproxima-se o tempo em que esta Terra será abalada com ‘as sete taças da cólera de Deus’ (Ap.16:1), e o remanescente do Senhor será odiado pelos ímpios porque Deus os protegerá. Enquanto ainda existe graça disponível, abra o seu coração e permita que a luz de Cristo incida sobre você. E trabalhemos para dar a mensagem ao mundo, amados. Trabalhemos ‘enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar’ (Jo.9:4). Pois quando irromperem os últimos flagelos neste mundo, as decisões estarão tomadas. ‘Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se’ (Ap.22:11). E, como Faraó, os homens blasfemarão ‘o Deus do céu’ e não se arrependerão ‘de suas obras’ (Ap.16:11). É hora de vigiar, orar, trabalhar e confiar inteiramente em Deus. E Ele iluminará a nossa vida e o nosso caminho até chegarmos em casa.

Pai das luzes, nosso Criador, nosso Mantenedor e Salvador, nós Te agradecemos porque a nossa vida foi escolhida para refletir a luz do Teu caráter! Não somos dignos, Pai. Em realidade, ninguém é. Mas aceitamos que tire de nós nossas vestes sujas e nos cubra com as vestes brancas da justiça de Cristo, nosso Senhor e Salvador pessoal. Dá-nos Teu Espírito, para que sejamos habilitados para a Tua obra de aguardar e apressar a volta de Jesus. Em meio à escuridão deste mundo, faz-nos brilhar por Ti, ó Deus! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, luz do mundo!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo10 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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