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“Então, Faraó mandou chamar a Moisés e Arão e lhes disse: Esta vez pequei; o Senhor é justo, porém eu e o meu povo somos ímpios” (v.27).
A essa altura, a população do Egito estava exausta e, certamente, tomada por enfermidades. O sangue, as rãs, os piolhos e as moscas já haviam causado grande estrago, e todo o país estava em estado de calamidade pública. ‘Somente na terra de Gósen, onde estavam os filhos de Israel’ (v.26), não havia pragas. A obstinação de Faraó e seus oficiais mantinha o Egito sob o juízo divino. E aquele pesadelo estava longe de terminar, pois quanto mais Faraó endurecia o coração, mais o Senhor manifestava o Seu poder, para que Seu nome fosse ‘anunciado em toda a Terra’ (v.16), tornando o Egito um exemplo e assunto internacional diante das demais nações.
Aquele que era um dos maiores impérios da época estava à beira do colapso e da ruína. Na quinta praga, Deus feriu todo o gado egípcio ‘com pestilência gravíssima’ (v.3), mas ‘do rebanho de Israel não morrera um sequer’ (v.7), verdade essa que o próprio Faraó mandou verificar. Ainda assim, o rei do Egito permaneceu inabalável em sua teimosia, que custou ao seu povo uma praga de úlceras. Sua saúde física foi afetada com tumores que, certamente, eram dolorosos e incômodos. Nem isso, porém, dobrou Faraó de sua posição irredutível, de sorte que, desta vez, a Bíblia diz que ‘o Senhor endureceu o coração de Faraó’ (v.12). Era como se ele tivesse atingido o grau irreversível do pecado, que é o pecado contra o Espírito Santo.
O Espírito do Senhor apela ao coração humano de forma incessante, mas jamais ultrapassa a barreira do livre-arbítrio. Caso o homem O rejeite em rebelião aberta, acontece o que Jesus chamou de pecado imperdoável: ‘Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada’ (Mt.12:31). A rebelião consumada de Faraó era uma clara rejeição ao Espírito do Senhor e, se a voz do Espírito não mais é ouvida, não há como haver mudança. O terreno do coração passa a ter um dono destrutivo. Satanás ocupa a consciência, e tudo o que vem de Deus é visto como desprezível e irrelevante.
Na confissão: ‘Esta vez pequei; o Senhor é justo, porém eu e o meu povo somos ímpios’ (v.27), parecia finalmente haver algum fio de esperança de que Faraó houvesse se arrependido. Contudo, Moisés rapidamente percebeu que tão logo cessasse a praga, ele tornaria a endurecer o coração, então declarou: ‘eu sei que ainda não temeis ao Senhor Deus’ (v.30). Não era necessário ser profeta para perceber que as atitudes de Faraó não eram coerentes com sua fala. Jesus disse, amados, que ‘toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. […] pelos seus frutos os conhecereis’ (Mt.7:17 e 20).
A nossa vida é uma revelação não somente de quem somos, mas a quem pertencemos. O Senhor disse que Moisés seria ‘como Deus sobre Faraó’ e Arão, como profeta (Êx.7:1). Somos chamados a ser testemunhas de Jesus (At.1:8), pregando o Seu evangelho eterno e confiando na obra de convencimento e conversão do Espírito Santo. O endurecimento do coração de Faraó fazia a missão de Moisés parecer infrutífera, mas tudo estava acontecendo ‘como o Senhor tinha dito a Moisés’ (v.35). Se você ainda não consegue enxergar os frutos da missão que Deus lhe confiou, simplesmente persevere e confie. Talvez nem os vejamos aqui. Mas, se não largarmos a mão do Senhor, o Céu vai revelar que a obra que plantamos ou regamos, o Espírito Santo deu o crescimento.
Nosso bom Deus, nós Te agradecemos pelo sublime privilégio de Te servir e servir aos nossos pequeninos irmãos! Somos todos pecadores e carecemos da Tua graça salvífica. Mas sabemos que nem todos aceitarão o Teu evangelho. Ajuda-nos, Pai, a pregar sem fazer distinção, sabendo que esta parte da obra pertence somente a Ti. Nós Te amamos e oramos em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, testemunhas de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Êxodo9 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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