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1689 palavras
1-4 O movimento para o Egito se inicia com um serviço sacrifical em Berseba (veja 26:23-24; 28:13). […] Deus fala de novo a Jacó, assegurando a ele a Sua presença (mesmo fora da terra prometida) e Seu compromisso de fazer de suas promessas a Abraão uma realidade (Andrews Study Bible).
1 ofereceu sacrifícios. Berseba foi o lugar da adoração de Abraão (21.32-33), Isaque (26.23-25) e Jacó (28.10-15) (Bíblia de Genebra).
Quando Jacó passou por esse lugar sagrado, provavelmente vendo as ruínas do altar de seu pai, parou para oferecer sacrifícios a Deus, que o havia conduzido de maneira tão misericordiosa. Esses sacrifícios eram provavelmente ofertas de gratidão pelas boas notícias referentes a José. Jacó também pode ter desejado consultar a Deus com respeito à viagem para o Egito, que talvez lhe ocasionara maus presságios devido às cenas de aflição reveladas a Abraão (15:13). O certo é que aqui Jacó se entregou, com sua família, ao cuidado de Deus. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 493.
2 Falou Deus a Israel. Esta aparentemente foi a primeira visão concedida a Jacó depois de muitos anos. Várias das revelações anteriores haviam ocorrido à noite, principalmente na forma de sonhos (Gn 28:12; 31:11; 32:30). Esta não foi um sonho (o que teria acontecido durante o sono), mas uma visão. CBASD, vol. 1, p. 493.
Jacó, Jacó. Talvez Deus o tenha chamado de Jacó, em vez de Israel, para lembrá-lo do que ele havia sido, pois via seu próprio caráter anterior refletido no de seus filhos. Outrora ele havia enganado o pai e trapaceado o irmão; agora seus próprios filhos o haviam enganado com respeito a José por 22 anos, antes de a verdade vir à tona. Muitas vezes ele, sem dúvida, desejou ver traços mais nobres em seus filhos, o que o fez pensar no caráter dissoluto que ele próprio cultivara por tantos anos. CBASD, vol. 1, p. 493.
3 Não temas. Esta admoestação revela que Jacó receava estar cometendo um erro ao ir para o Egito. Ansiava ver José, o filho havia tanto perdido; mas também se lembrava das consequências da viagem de Abraão ao Egito (Gn 12:14-20), e de que Deus havia proibido Isaque de ir para ali durante uma situação de fome (26:2). Houve uma séria dúvida na mente do patriarca quanto à viagem ser ou não aprovada por Deus. Então, Deus expressou aprovação à viagem e lhe deu promessas tranquilizadoras. Como no passado, ao partir para Padã-Arã, e agora ao partir para o Egito, Jacó recebeu a certeza de que Deus era com ele, de que a divina promessa quanto à sua posteridade ainda era válida, e de que a mudança para o Egito não significava o abandono permanente da terra da promessa. CBASD, vol. 1, p. 493.
Quando descemos ao Egito obedecendo a nossos próprios impulsos, acabamos em tentação e fracasso, como aconteceu a Abraão e Isaque; mas quando Deus ordena que vamos, podemos fazer a jornada com absoluta tranquilidade. Embora andemos pelo vale escuro, não precisamos ter medo, se ele está conosco. Comentário Bíblico Devocional Velho Testamento.
4 E te farei tornar a subir. Esta promessa foi cumprida para Jacó num sentido pessoal, quando seu corpo voltou para Canaã a fim de ser sepultado, mas cumpriu-se também no êxodo, quando os descendentes de Jacó deixaram o Egito, cerca de 215 anos mais tarde. CBASD, vol. 1, p. 493.
A mão de José fechará os teus olhos. Lit. “José fechará teus olhos quando morreres”. Uma palavra de conforto para o idoso Jacó, de que ele morreria em paz, na presença de José (50.1, cf 15.15) (Bíblia de Genebra).
6 Toda a descendência de Jacó foi para o Egito, em cumprimento do plano divino (cf v 3). Dois eram os propósitos: 1) Estabelecendo-se em Gósen, os filhos de Israel estariam isolados das influências paganizadoras, tanto de Canaã como do Egito; 2) Por outro lado, porém, o povo de Deus entrava em contato, daquela maneira, com a mais avançada civilização contemporânea. Entre outros benefícios, encontram-se os seguintes: regime governamental sem o qual a nação nem mesmo chegaria a existir, administração baseada em estatutos legais, além da escrita, sem a qual Moisés jamais poderia ter escrito os cinco primeiros livros da Bíblia. Bíblia Shedd.
8-27 A lista dos nomes dos descendentes de Jacó até a terceira geração identifica todos que foram ao Egito. As crianças e netos de Lia vem primeiro (vs. 8-15), seguidos pelos de Zilpa (vs. 16-18), Raquel (vs. 19-22) e Bila (vs. 23-25) (Andrews Study Bible).
8 Filhos de Israel. É a primeira ocorrência desta expressão. A extensão da família de Jacó, que se transformaria numa grande nação, é aqui mencionada em evidente referência ao cumprimento da promessa divina com a qual ele foi para o Egito. A lista dos nomes inclui não apenas os “filhos de Israel” no sentido mais estrito, mas também o próprio patriarca e José com seus dois filhos, que nasceram antes da chegada de Jacó ao Egito. CBASD, vol. 1, p. 495.
estes são os nomes dos israelitas…que foram para o Egito. Repetido palavra por palavra em Êx 1.1 … em que apresenta o cenário da história do Êxodo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
10 Uma mulher cananeia. A referência a um dois filhos de Simeão como “filho de uma mulher cananeia” implica que o tomar mulheres dentre os cananeus não era costume dos filhos de Jacó. Geralmente estas eram escolhidas dentre os parentes paternos na Mesopotâmia, a família de Ismael, os filhos de Quetura ou os de Esaú. Só Simeão e Judá (Gn 38:2) parecem ter tido esposas cananeias. CBASD, vol. 1, p. 495.
15 Diná. Aparentemente ela ainda era solteira desde seu infortúnio em Siquém. É, portanto, mencionada como membro independente da família de Jacó. CBASD, vol. 1, p. 495.
17 Os filhos de Aser. Seria inconcebível que, dentre os netos de Jacó, dos quais 51 do sexo masculino são mencionados por nome, só tivesse nascido uma menina [Sera], a filha de Aser. Ela deve ter sido mencionada porque, como Diná (v. 15), permaneceu solteira. Não havia passado a pertencer a outra família, como as outras filhas e netas de Jacó, que haviam ido, cada uma com seu marido, para a casa destes. CBASD, vol. 1, p. 496.
26 todos eram sessenta e seis pessoas. O número sessenta e seis corresponde aos constituintes da família de Jacó, não incluindo o próprio Jacó, José e os dois filhos deste. … De acordo com a Septuaginta, o número dos que partiram para o Egito era de setenta e cinco, que é também o número dado por Estêvão (At 7.14). Os cinco adicionais viriam a ser os netos de José, provavelmente. Bíblia Shedd.
O número setenta expressa complitude no VT. Gideão tem setenta filhos (Jz. 8:30), assim como Acabehab (2 Rs. 10:1). Em Gên. 10, o total dos descendentes dos filhos de Noé é de setenta e representam a população mundial completa. Num. 11:16, 24 e Êx. 24:1,9 mencionam 70 anciãos como representativos de todo o povo (Andrews Study Bible).
28 Enviou Judá adiante de si. A lista da casa de Jacó é seguida por um relato da chegada ao Egito. Judá, havendo demonstrado notáveis qualidades de liderança na viagem anterior ao Egito, foi naturalmente escolhido para representar o idoso patriarca e anunciar sua chegada. Também foi ele que obteve de José as instruções necessárias quanto ao local em que se estabeleceriam, e depois voltou para guiar a caravana até Gósen (ver com. [CBASD] de Gn 45:10). O fato de Judá ter realizado essa tarefa sugere que ele já havia sido escolhido por Jacó como herdeiro do direito de primogenitura. CBASD, vol. 1, p. 497.
29 Apresentou-se, lançou-se-lhe ao pescoço. A expressão “apresentou-se” geralmente usada apenas para aparições de Deus, sugere aqui a glória com que José foi para encontrar-se com o pai. Esse encontro foi um clímax na vida de ambos. Não se pode descrever, mas apenas imaginar, quão ansiosamente haviam desejado ver um ao outro. O grande amor mútuo, transbordando na alegria do coração, foi extravasado em lágrimas que não podiam ser contidas. Eram lágrimas de alegria, vindas após muitas lágrimas de amargura derramadas durante a longa separação. CBASD, vol. 1, p. 497.
30-34 José prepara sua família para uma audiência com o líder da superpotência daqueles dias. Textos egípcios não sugerem uma aversão particular contra pastores. Talvez José queira dizer que os egípcios não gostem de pastores vagueando e fazendo uso de suas poucas terras utilizáveis. Desde que a maioria dos egípcios eram fazendeiros, havia provavelmente forte antipatia por pastores seminômades que não controlam o suficiente suas ovelhas (Andrews Study Bible).
30 Já posso morrer. Não que Jacó desejasse morrer, mas que estava então plenamente satisfeito. Havendo visto José com seus próprios olhos e sabendo que a realização do filho amado estava assegurada, ele sentiu que sua vida não lhe podia oferecer alegria maior. O último anseio terreno de seu coração fora completamente satisfeito, e ele estava pronto para depor a vida onde e quando Deus achasse melhor. CBASD, vol. 1, p. 497.
33 Quando […] Faraó vos chamar. Uma das primeiras coisas que José se propôs a fazer, após dar as boas-vindas aos parentes chegados ao Egito, foi apresentar seu pai e seus irmãos ao rei. Talvez o faraó quisesse nomear alguns deles como funcionários, achando que pudessem ser tão úteis como José. No entanto, ciente das atrações da vida na corte e do caráter de seus irmãos, José temeu que pudessem sucumbir à tentação e perder de vista o futuro plano de Deus. Por isso, ele enfatizou que deviam declarar, se lhes fosse perguntado, que sua ocupação era a de pastores de ovelhas, deixando assim implícito que não eram qualificados para a vida na corte. CBASD, vol. 1, p. 497.
34 Na terra de Gósen. Esta era a região oriental do Delta, uma área admiravelmente adequada para rebanhos de ovelhas e gado. Embora próximos da capital (Gn 45:10), ficariam isolados dos egípcios. Isso lhes permitiria ter sua própria vida, continuar com sua cultura e servir ao seu Deus sem ofensa a outros. Além disso, eles estariam comparativamente perto de Canaã e poderiam partir facilmente em qualquer momento de emergência.. José revelou, assim discernimento quanto ao destino de seu povo, compreendendo que chegaria o tempo em que teriam de partir. CBASD, vol. 1, p. 498.
Todo pastor de rebanho é abominável. Provavelmente essas não são palavras de José, mas de Moisés, o historiador, colocadas para explicar o conselho e a atitude de José. […] Os pastores eram frequentemente representados como criaturas miseráveis, sujas e sem barbear, nuas, quase mortas de fome e, muitas vezes, com deficiências ou deformações físicas. CBASD, vol. 1, p. 498.
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