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Texto bíblico: GÊNESIS 34 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 34 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
COMENTÁRIO JEFERSON E GISELE QUIMELLI
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/34
Uma história perturbadora
Por que tais histórias estão registradas nas Escrituras? Tenho uma resposta: Deus está trabalhando com pessoas quebrantadas e essas histórias foram escritas para nossa admoestação. (Romanos 15:4) O que Siquém, um descrente, fez foi claramente errado; mas o que os irmãos de Diná fizeram também foi errado.
Também nos perguntamos sobre a reação do pai de Diná, Jacó. Ele parecia mais preocupado com sua reputação do que com sua filha. Se de fato fosse esse o caso, ele também estava errado.
Isso nos faz pensar como Deus é capaz de realizar Seus propósitos com pessoas tão quebrantadas. Ele é longânimo para conosco, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento. Quero louvá-Lo hoje por Sua misericórdia e graça. E você?
Derek Morris
Representante de Campo do Hope Channel International e Apresentador da Escola Sabatina Hope
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/34
Tradução: Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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778 palavras
1-31 O estupro de Diná e o subsequente massacre da população masculina de Siquém pelos filhos de Jacó revelam profundos conflitos envolvendo as tensões entre pessoas nativas e não nativas, diferenças religiosas e o importante valor da honra familiar (Andrews Study Bible).
Este capítulo presta-se para admoestar-nos a propósito dos perigos do mundanismo nas vidas cristãs (Jo 17.16), principalmente depois de proferidos votos de consagração, como os assumidos por Jacó em Peniel (Bíblia Shedd).
A ameaça à comunidade da aliança em Siquém foi severa. A proposta de Hamor teria significado a assimilação da família de Jacó pelos povos vizinhos (vs. 8-10; Nm 25.1-2). A transição entre o ato de culto de Jacó (33.20) e o comportamento depravado no cap. 34 é marcante. Ao invés de morar em Siquém (33.18-19), talvez Jacó devesse ter cumprido o seu voto feito em Betel (28.22; 31.13; 35.1). Não há a menção de Deus neste capítulo e nem de separação de idolatria (35.1-5), um comentário triste a respeito da liderança espiritual de Jacó (Bíblia de Genebra).
1 ver, isto é, fazer amizades. Diná poderia contar, então, com quinze anos de idade (Bíblia Shedd).
O caminho certo é tornarmos nosso lar tão atraente que nossos filhos não se sintam tentados a desejar as alianças que são oferecidas por aqueles cuja única riqueza está na presente vida. Nossas Rutes não deixarão nossos campos se, de propósito, deixarmos cair mais espigas para elas recolherem (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
2-4 Siquém, o filho de Hamor (33:9), estuprou Diná e decidiu se casar com ela, o que requereu negociações entre as duas famílias. O capítulo contém muitas falas planejadas para convencer a parte oposta (Andrews Study Bible).
2 Viu-a… tomando-a, a possuiu. Diná não consentiu na relação. Foi, portanto, um estupro. A palavra traduzida como “possuiu” é traduzida como “forçar” em 2Sm 13.12, 14, 22, 32. A sequência “viu…tomou…” lembra 3.6; 6.2 (Bíblia de Genebra).
7 em Israel. Ou contra Israel (Bíblia NVI).
9 A proposta da união pelo casamento era atrativa, desde que ela provia proteção e prosperidade, mas também significaria absorção pela cultura (e religião) caananita (Andrews Study Bible).
12 O preço da noiva é estabelecido pela família da noiva (24:53) como compensação (Andrews Study Bible).
13 violado. Surpreende-nos verificar que a palavra traduzida por “violado” (cf v 13 e 27) significa profanar e encontra-se, posteriormente, usada para descrever a corrupção e profanação do Templo (Sl 79.1). Os hebreus demonstravam o mesmo sentimento e designavam a mesma palavra, querendo expressar violação, quer da honra feminina, quer da deturpação do Santo dos Santos (Bíblia Shedd).
com dolo (intencionalmente, enganosamente, desonestamente). Ecoa uma palavra chave das histórias de Jacó, incluindo o roubo da bênção de Esaú (27:35) e o trato de Labão com Jacó (29:25) (Andrews Study Bible).
Jacó colheu o fruto se seu engano; seus filhos copiaram seu dolo (27.35-360; porém, o alvo deles era matar (Bíblia de Genebra).
14 A diferença básica entre a família de Jacó e os hivitas consistia nas relações com Deus advindas da aliança. O sinal exterior dessa relação era a circuncisão; entretanto, a adoção do sinal desacompanhado da fé implícita na referida aliança não passaria de ato puramente carnal e mundano. A sugestão se revelava ainda pior, pelo fato de ter sido dada como pretexto para acobertar sentimentos de traição (Bíblia Shedd).
15 circuncidando-se todo macho. Os filhos de Jacó, cometendo um sacrilégio, esvaziaram o santo sinal da aliança do seu significado religioso (17.10-11) e abusaram dele com a intenção de cometer vingança (Bíblia de Genebra).
17 onde sua irmã. Ou, porque sua irmã (Bíblia NVI).
23 A motivação dos siquemitas também são reprováveis (Andrews Study Bible).
25 Provavelmente não estivessem sozinhos, mas tivessem arregimentado, também, os pastores e vaqueiros (cf Gn 14.14) (Bíblia Shedd).
mataram os homens todos. Sob a lei mosaica, o pecado de Siquém contra Diná não receberia esta punição, que foi excessiva (Dt 22.28-29) (Bíblia de Genebra).
Sob a liderança de Simeão e Levi, a população masculina é massacrada e a cidade é saqueada e pilhada, incluindo rebanhos, mulheres e crianças. Na bênção final de Jacó, os descendentes de ambos seria espalhada (49:7) devido a este ato (Andrews Study Bible).
saquearam. Pela sua desenfreada, infiel e precipitada vingança, Simeão e Levi perderam liderança e terra em Israel (49.5-7) (Bíblia de Genebra).
30 atraindo o ódio dos. Ou transformando-me em mau cheiro para os (Bíblia NVI).
serei destruído. Jacó demonstrou medo ao invés de fé obediente (cf. 35.5) (Bíblia de Genebra).
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“Responderam: Abusaria ele de nossa irmã, como se fosse prostituta?” (v.31).
Diná era a filha caçula de Lia com Jacó. Certamente era cercada de cuidados por seus irmãos mais velhos. Mas enquanto estes estavam “no campo com o gado” (v.5), sua irmãzinha “saiu para ver as filhas da terra” (v.1). Uma atitude inocente que provocou uma terrível tragédia. Diná não fazia ideia do quanto sua curiosidade causaria sofrimento, destruição e morte, ela foi violentada e muito provavelmente sequestrada. Quando Hamor propôs casar seu filho com Diná, ainda que alegasse que o jovem a amava, a proposta poderia ter se tornado motivo de guerra caso Jacó se recusasse a aceitá-la. E ao permitir que seus filhos tomassem à frente da resolução do problema, Jacó confiou que tudo acabaria bem.
Mas por causa do desatino cometido contra sua irmã, os filhos de Jacó “responderam com dolo” (v.13). Ou seja, maliciosamente propuseram a circuncisão de todos os homens daquela cidade. O que se seguiu foi um massacre sem precedentes cometido pelos filhos de Jacó, Simeão e Levi. Uma mancha de sangue que Jacó temeu poder ser um motivo para o ódio geral “entre os cananeus e os ferezeus” (v.30). Que tremenda dor e decepção para o coração do patriarca que só desejava viver em paz! Seus filhos revelaram um trato violento e irascível, e isso causou à família uma atmosfera constante de insatisfação e desconfiança.
Amados, nunca as coisas deste mundo estiveram tão à vista dos filhos de Deus como em nossos dias. Não é necessário sair para ver, mas apenas clicar para assistir. E o pior é que podem ser coisas aparentemente inocentes. Então, alegamos: “Ah, é só um filme!” “Mas o dorama é tão inocente!” “Estou assistindo, mas nada disso me atinge!” Por favor, meus irmãos, sejamos honestos! Não estamos mais em tempo de passar a mão por cima quando o inimigo nunca foi tão claro em seu propósito de “roubar, matar e destruir” (Jo.10:10). As inocentes distrações podem gerar consequências desastrosas e irreversíveis. Ou vocês pensam que a nossa mente não é afetada com o que contemplamos?
Como Hamor ofereceu tudo o que Jacó determinasse em troca de Diná, Satanás aparece como “apaziguador” de situações, insinuando ter a solução perfeita para resolver um problema que ele mesmo causou. Ele violenta a alma e depois oferece o que alega ser o remédio. Quando ele levou Jesus “a um monte muito alto” e Lhe mostrou “todos os reinos do mundo e a glória deles e Lhe disse: Tudo isto Te darei se, prostrado, me adorares” (Mt.4:8-9), Satanás deixou bem claro que o deslumbramento com as coisas deste mundo pode se transformar em idolatria. Jesus, porém, foi vitorioso sobre este pecado, amados! E podemos ser “mais que vencedores, por meio dAquele que nos amou” (Rm.8:37).
Não se aproxime da tentação! Não permita que Satanás chegue tão perto a ponto de lhe falar “ao coração” (v.3). Que o Espírito Santo guarde as suas entradas da alma e que o princípio protetor de Deus esteja sempre em sua mente: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Fp.4:8).
Pai querido, o Senhor deseja restaurar em nós a Tua imagem e a Tua semelhança, de glória em glória, pelo agir do Teu Espírito. E para isso, Pai, precisamos manter nossos olhos fixos em Ti, em Tua Palavra. Mas como amaremos a Tua Palavra ao mesmo tempo em que amamos as coisas deste mundo? Nunca teremos uma experiência real Contigo a menos que tomemos a firme resolução de José, ao rejeitar a oferta da mulher de Potifar ou a firme resolução de Daniel, ao decidir não se contaminar com a mesa de Babilônia. Senhor, coloca em nós esse caráter firme e íntegro! Fixa os nossos olhos em Jesus, que venceu para que sejamos vitoriosos com Ele. Enche-nos do Teu Espírito! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, vencedores com Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis34 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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GÊNESIS 34 – Grande parte dos que ensinam a Bíblia tende a apresentar os aspectos positivos dos seus personagens; porque, a verdade nua e crua da Bíblia pode assustar muitos crentes.
Jacó disse a Esaú que iria para Seir, entretanto foi para Sucote (Gênesis 33:14-17). O engano fazia parte da família. Seus filhos aprenderam dominar bem a prática da mentira (Gênesis 34:13).
A única filha de Jacó saiu sozinha a conhecer as mulheres da região da nova residência. Siquém, governador pagão daquela região agarrou-a e a violentou; contudo, depois a quis em casamento. Um requisito foi solicitado pelos irmãos de Diná: Todos os homens de Siquém deveriam circuncidar-se. Após três dias de aplicarem a condição, sob a liderança de Simeão e Levi, os filhos de Israel foram à cidade para cruelmente matar todos os homens – enquanto recuperavam do órgão genital dolorido; saquearam a cidade levando seus bens, mulheres e crianças.
“A horrível violação de Diná por Siquém motivou seus irmãos a manifestar uma reação de engano e violência muito maior que seu pai Jacó havia cometido”, comenta Philp W. Dunham. Mentira, assassinato, roubo, vingança, violência… Fazem parte do início da igreja do Antigo Testamento.
Esse capítulo de chacina mancha as páginas da história do povo de Deus; porém, não é por capítulos assim que devemos afastar-nos do corpo de Cristo. Mesmo no Novo Testamento havia casos horríveis. Além do casal mentiroso em Atos 5:1-10, na igreja de Corinto “por toda parte se houve que há imoralidade entre vocês”, diz Paulo, “imoralidade que não ocorre nem entre os pagãos, a ponto de um de vocês possuir a mulher de seu pai” (1 Coríntios 5:1) – o mesmo pecado da igreja do Antigo Testamento (Gênesis 35:22).
No tempo do fim, não é diferente. Ellen White afirma que “a igreja talvez pareça como prestes a cair, mas não cairá” (2ME, 380). Pois, “fraca e defeituosa como possa parecer, a igreja é o único objeto sobre que Deus concede em sentido especial Sua suprema atenção. É o cenário de Sua graça, na qual Se deleita em revelar Seu poder de transformar corações” (AA, 12).
Apreciemos a Igreja como Deus aprecia e, permitamos que Ele transforme nosso coração! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Gênesis 34 é mais um triste e difícil capítulo da história humana, com muita dor e culpa, que tem a semente do ódio, de assassinato.
De quem foi a culpa do estupro de Diná? Inteiramente de Siquém!
De quem foi a culpa do assassinato de todos os homens da cidade? Inteiramente de Simeão e Levi!
Foi na mente destes três homens que a semente do mal foi plantada, gestada e levada a cabo.
Uma armadilha na qual não podemos cair aqui é responsabilizar as vítimas pelos violentos atos que sofreram. A defesa da honra familiar, a passividade paterna, não justificam o assassinato em massa.
Então, o que dizer da visita temerária de Diná à cidade de Siquém? Que ela teve parcela de culpa? De jeito algum! No máximo, ela cometeu uma imprudência ao sair sozinha em um ambiente desconhecido. Mas nunca parcela de responsabilidade pelo estupro.
Culpabilizar a vítima pelo estupro sofrido é reflexo milenar de desprezo do valor e da dignidade feminina, pois a mulher também foi criada à imagem de Deus. Esta prática deve ser inteiramente rejeitada.
Dizer que houve qualquer justificativa pelos atos violentos seria justificar o pecado, como Adão procurou fazer, culpando a mulher e, indiretamente, o Criador.
Se possível isto fora, não teríamos necessidade de um Substituto a pagar pelos nossos pecados e Jesus não precisaria ter passado pela infinita e incompreensível a nós, humilhação e sofrimento ao se tornar homem, sofrer rejeição e as dores da segunda morte.
Jeferson Antonio Quimelli, professor aposentado e formando em Psicologia
Gisele Alves de Sá Quimelli, professora aposentada e Assistente Social