Reavivados por Sua Palavra


HEBREUS 9 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
28 de fevereiro de 2025, 0:40
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HEBREUS 9 – Quando analisamos este capítulo à luz de Levítico, aprofundamos nossa percepção do contraste entre o sistema levítico e o ministério sumo-sacerdotal de Cristo. Hebreus utiliza conceitos-chave do culto levítico – especialmente a função do santuário, o papel dos sacerdotes e o uso do sangue nos sacrifícios – para demonstrar a superioridade da aliança inaugurada por Cristo.

Hebreus 9 começa descrevendo o tabernáculo da antiga aliança (vs. 1-5), ecoando Levítico 16, que detalha o ritual do Dia da Expiação. O santuário/tabernáculo era dividido em dois compartimentos:

• O Lugar Santo (Hebreus 9:2), era onde os sacerdotes realizavam o serviço diário (Levítico 1:1-7:38).
• O Lugar Santíssimo (Hebreus 9:3-5), onde apenas o sumo sacerdote entrava uma vez por ano, no Dia da Expiação (Levítico 16:2, 29-30).

Em Levítico 16:34 estabelecia que o sumo sacerdote fazia expiação anual para purificar o santuário terrestre, apontando para a necessidade de uma purificação maior, realizada por Cristo no Santuário Celestial. Hebreus 9:11-12 ensina que Cristo entrou em um Santuário Superior, não feito por mãos humanas.

No sistema levítico, os sacerdotes eram mediadores entre Deus e o povo, realizando sacrifícios contínuos para a purificação dos pecados (Levítico 4:20, 26, 31). O sumo sacerdote tinha a função de entrar no Lugar Santíssimo no Dia da Expiação para aspergir o sangue sobre o propiciatório, intercedendo pelo povo (Levítico 16:15-16).

Hebreus 9:24 afirma que Cristo entrou “nos Céus, para agora” interceder por nós. Ao contrário dos sacerdotes levíticos, Ele não precisou oferecer sacrifícios repetidamente (Hebreus 9:25). Sua mediação é perfeita, pois Ele é tanto o sacerdote quanto o sacrifício.

O uso do sangue é tema central em Levítico quanto em Hebreus. Levítico 17:11 ensina que “a vida da carne está no sangue”, e por isso Deus ordenou que os sacrifícios fossem feitos com derramamento de sangue para a remissão dos pecados. Hebreus 9:12, 14 destaca que Cristo, ao contrário, entrou no Lugar Santíssimo celestial com Seu próprio sangue, obtendo a redenção eterna, enquanto os sacrifícios levíticos tinham apenas um efeito temporário.

Enquanto o sangue de animais era uma sombra da purificação verdadeira (Hebreus 9:13), o sangue de Cristo realiza a expiação real (Hebreus 9:14). Ao informar que Cristo morreu uma vez por todas (Hebreus 9:28), Hebreus mostra que Cristo corrigiu a limitação da antiga aliança.

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.


2 Comentários so far
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Avatar de ARC

Como entender o verso 12 que diz que Cristo entrou no Lugar Santíssimo já na sua ascensão sendo que a nós adventistas é dito que isso aconteceu somente em 1844?

Comentário por ARC

Avatar de Jeferson Quimelli

Olá, Adão! Segue explicação do Pr. Heber:
Entrar no Lugar Santíssimo em 1844 tem a ver com a cronologia do ministério sumo sacerdotal de Cristo, confirmado por Daniel 8:14, ligado a Apocalipse 10. Contudo, isso não impede que Jesus tenha entrado antes.
O texto de Hebreus 9:12 enfatiza que Cristo ao entrar no Santuário como um todo após a ascensão “e obteve eterna redenção”, o que se refere ao mérito de Seu sacrifício. Isso não significa que Ele iniciou imediatamente o juízo investigativo ou a fase final da expiação celestial prefigurada no Dia da Expiação no Calendário Judaico (Levítico 16), mas que Sua obra redentora foi plenamente aceita pelo Pai.
Ou seja, Cristo entrou no Santuário Celestial – como um todo (Hebreus 9:12); fez isso após a ascensão para interceder no Lugar Santo, e apenas em 1844 iniciou a fase do juízo investigativo no Lugar Santíssimo, cumprindo assim a tipologia de Levítico 16, do Dia da Expiação.[Pr Heber]
Vou deixar um vídeo para ampliar e explicar melhor essa questão: https://www.youtube.com/watch?v=4PQSmmLPzFw

Comentário por Jeferson Quimelli




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