Reavivados por Sua Palavra


Tito 1 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
16 de fevereiro de 2025, 0:45
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Com a morte dos apóstolos e o crescimento da igreja cristã primitiva, houve a necessidade de novos líderes que levassem adiante a missão de “promover a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade segundo a piedade” (v.1). Semelhante a Israel quando estava prestes a entrar em Canaã, uma geração que não viu os prodígios do Senhor no Egito e nem como com poder Deus livrou a seus pais da fúria de Faraó, os novos conversos não viram a Cristo e os muitos milagres que realizou. Era necessário que fossem apascentados por pastores apegados “à palavra fiel” (v.9), de modo que não perdessem de vista a “esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos” (v.2).

Com isso, Paulo deixou a seu discípulo grego orientações bem parecidas as que deu a Timóteo no tocante à escolha e ordenação daqueles que iriam liderar a igreja de Deus. Orientações que permanecem vigentes como sólido fundamento: “irrepreensível, marido de uma só mulher, que tenha filhos crentes que não são acusados de dissolução, nem são insubordinados […], não arrogante, não irascível, não dado ao vinho, nem violento, nem cobiçoso de torpe ganância; antes, hospitaleiro, amigo do bem, sóbrio, justo, piedoso, que tenha domínio de si, apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem” (v.6-9). Precisamos, meus amados irmãos, de líderes e pastores que por seu caráter e obras testemunhem de que estão mais em contato com a Bíblia do que com seus “smartphones”. Homens que assumam com integridade a sua sagrada obra como despenseiros de Deus (v.7).

Segundo as profecias bíblicas, estamos vivendo em tempos emprestados, às portas da segunda vinda de Cristo. Já começamos a experimentar as primeiras gotas da tempestade do tempo sobremodo difícil que está por vir. E como Jesus nos revelou na parábola das dez virgens (Mt.25:1-13), haveria um tempo em que a Sua igreja dormiria. Uma coisa, porém, foi o que separou as virgens néscias das virgens prudentes; é que estas, antes de dormirem, estavam munidas de azeite adicional. Ou seja, as virgens prudentes estavam preparadas antes de seu estado de sonolência. O que nos diz que ainda que pareça que o Noivo está demorando, ainda que o tempo de espera nos cause sono, ou até mesmo que o sono da morte nos alcance, naquele grande Dia a voz do Senhor despertará o Seu povo, ou do pó da terra, ou do cansaço de enfrentar o “tempo de angústia qual nunca houve” (Dn.12:1).

Diante deste cenário inevitável, “que o Deus que não pode mentir” (v.2) nos revelou por intermédio de Seus santos profetas, não deveríamos nós estar completamente comprometidos com “a pregação que [nos] foi confiada por mandato de Deus, nosso Salvador” (v.3)? Quanto maior a responsabilidade maior deve ser o compromisso de fidelidade para o cumprimento do chamado. O Senhor sempre colocou em meu coração o temor de tratar com respeito e consideração aqueles que são ungidos como Seus ministros. Eu acredito, e pelo testemunho das Escrituras confirmo, que Ele não escolhe pessoas por capacitação ou talento. Seu método de escolha é até contrário ao método humano. Deus atravessa a capa para o íntimo. O próprio Paulo é um exemplo disso. Seu currículo lattes incluía um doutorado em Bíblia, mas nenhuma experiência com o Deus da Bíblia. Foi quando se viu na condição de um homem caído ao chão e cego, que a obra divina pôde ser realizada em sua vida. Sobre a responsabilidade que pesa sobre os pastores, Ellen White escreveu: “Se forem humildes, se não confiarem na sua suposta sabedoria e habilidade, Deus lhes colocará argumentos na mente e falará por seus lábios. Também impressionará a mente dos ouvintes, preparando-lhes o coração para receber a semente que é semeada” (CPB, Testemunhos Para Ministros, p.311).

O Senhor está derramando o Seu Espírito sobre aqueles que entendem que, antes de serem pastores, são ovelhas de Cristo. E está repreendendo e apelando aos corações dos que “andam pervertendo casas inteiras” (v.11). A estes Ele ainda diz: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Ap.3:19). A ordem dada a Tito de repreender os falsos mestres é uma prova disso: “repreende-os severamente, para que sejam sadios na fé” (v.13). Deus deseja que desenvolvamos uma fé sadia, coerente com as nossas obras, “a fé que atua pelo amor” (Gl.5:6). Para a irmã White, “o fato de que Deus enviou mensagens de repreensão aos que erraram, não era uma indicação de que eles foram abandonados; e, sim, uma evidência do amor de Deus, ‘porque o Senhor corrige a quem ama’ […] e que o Deus de Israel ainda está guiando o Seu povo, e continuará com eles até ao fim” (Testemunhos Para Ministros, CPB, p.13).

Oremos pelos líderes que foram comissionados por Deus nestes últimos dias e, como Tito, sejamos verdadeiros filhos de nossos pastores, “segundo a fé comum” (v.4), conhecendo ao Senhor e apegando-nos à Palavra da verdade, “de modo que [tenhamos] poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem” (v.9), “esperando e apressando a vinda do Dia de Deus” (2Pe.3:12).

Senhor, nosso Pai amado, Tu és o nosso bom Pastor que nunca nos falta! Como necessitamos, Pai, de pastores que exerçam com fidelidade a Tua comissão! Homens tementes a Ti, que se prostrem a cada dia diante do Senhor antes de qualquer outra atividade. Homens cujo serviço seja o resultado da orientação e do poder do Espírito Santo. Homens que preguem o evangelho e o vivam com a força e a motivação de quem anda com os pés na Terra, mas com os olhos no Céu. Ó, Senhor, visita agora o coração de Teus pastores e líderes, concedendo-lhes coragem, ousadia, fé e perseverança! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, eleitos de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Tito1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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