Reavivados por Sua Palavra


1Coríntios 11 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
21 de dezembro de 2024, 0:45
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Fazer distinção entre tradição e princípio é muito importante dentro do contexto bíblico. É perfeitamente possível, no entanto, que atrás de uma tradição haja um princípio que a norteia. O que Paulo estabeleceu no início deste capítulo não foi apenas uma tradição local que ficou num passado remoto, mas um princípio que não está fundamentado em cobrir ou não a cabeça, mas em levar sempre em consideração a minha forma de adoração. Apesar das tradições estarem em segundo plano com relação aos princípios, elas também ocupam o seu lugar de importância e estabelecem limites, a fim de se manter a ordem e a decência no culto que prestamos ao Senhor. E não foi sem razão o conselho de Paulo às mulheres, diante da terrível imoralidade que predominava naquele lugar.

Sendo uma cidade portuária, Corinto tornou-se um antro de prostituição e promiscuidade. E uma das características que revelavam a luxúria das meretrizes era a exposição de seus cabelos em público. Diante deste contexto, o apóstolo não desmereceu as mulheres da igreja, mas as aconselhou a cobrirem os cabelos para a proteção de sua própria reputação e para que o nome de Deus não fosse vituperado. Portanto, o que devemos extrair desta passagem é o princípio que permanece: que a nossa vestimenta também faz parte da adoração e que transmite uma mensagem a favor ou contra a fé que professamos ter. Mesmo na igreja durante 15 anos, eu não entendia esse princípio. Mas o Espírito de Deus, com muita paciência, foi me ajudando nesse sentido. E este é um assunto que deve ser levado em muita consideração diante do cenário profético em que estamos inseridos.

O Espírito Santo tem realizado uma linda e paciente obra na vida de todos os que têm se submetido à Sua vontade. Na verdade, a forma como nos vestimos deve ser uma consequência da transformação que o Espírito Santo realiza em nossa vida, de dentro para fora. Paulo não estava falando a pagãos, nem a leigos, mas aos crentes em Cristo que não haviam compreendido que Deus estabeleceu uma linha divisória bem distinta entre o santo e o profano. O mesmo Deus que um dia disse a Moisés: “Nem subirás por degrau ao Meu altar para que a tua nudez não seja ali exposta” (Êx.20:26), é o mesmo que falou por intermédio de Paulo aos coríntios e que fala a nós hoje também: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). Portanto, o que usamos ou deixamos de usar interessa sim a Deus, e sim, tem total relação com a nossa adoração a Ele. Se mostrar os ombros diante de uma rainha é considerado um insulto; se não podemos nos vestir de qualquer jeito diante de um juiz; qual tem sido a nossa conduta diante do Rei do Universo e Juiz de toda a Terra?

Não obstante, um outro ponto é abordado por Paulo com tristeza sobremodo profunda. A ceia do Senhor, uma das mais importantes cerimônias deixadas por Cristo, havia sido transformada em reunião reprovável. As divisões na igreja estavam causando um impacto tão negativo que Paulo reprovou a prática da ceia entre eles. O orgulho e a conformidade com a pobre condição espiritual os estava impedindo de enxergar que viviam o mesmo quadro caótico que viveu Israel quando severamente repreendida por Deus: “não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene” (Is.1:13).

Um exame de coração precisa ser feito, amados. É o meu e o seu destino eterno que está em jogo. Ao lidarmos com as coisas sagradas devemos partir do princípio de que o nosso corpo também é sagrado (1Co.3:17). “Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor” (v.27). “Examine-se, pois, o homem a si mesmo” (v.28), não sem discernimento, como quem “come e bebe juízo para si” (v.29). Pois é a falta de discernimento que traz ruína ao corpo de Cristo. Consideremos, meus irmãos, estas advertências de Paulo como para nós mesmos, porque, “quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo” (v.32).

Muito mais do que conselhos acalorados a uma igreja primitiva, que estas palavras inspiradas pelo Espírito Santo sejam um apelo solene e urgente ao remanescente dos últimos dias. E ainda que haja partidos entre nós, Que a nossa adoração e tudo em nós seja o reflexo da atuação do Espírito do Senhor em nossa vida, a fim de que sejamos conhecidos como “os aprovados” do Senhor Jesus (v.19) e seus imitadores. E amadas mulheres cristãs, tenhamos em mente que os homens são atraídos pelo que veem. Que, em nome de Jesus, sejamos mulheres sábias e virtuosas do Senhor! Quer fora ou dentro da igreja, que sejamos conhecidas pelo “incorruptível trajo de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus” (1Pe.3:4). Deus tenha misericórdia de nós!

Santo e Bendito Pai, o conhecimento dado pelo Teu Espírito só pode ser discernido espiritualmente. E, como Paulo, queremos ser imitadores de Cristo Jesus. Ó Pai, fala conosco de uma forma pessoal e tão íntima que não reste dúvidas de que é o Senhor falando à nossa mente. Não é fácil, Senhor, andar na contramão do mundo. Não é fácil ser diferente. Mas que a paz que excede todo o entendimento tome conta de nossa mente e coração na certeza de que as decisões que tomamos, guiados pelo Teu Espírito segundo a sabedoria da Tua Palavra, são decisões para a vida e não para a morte. Guarda-nos para o Teu reino! Em nome de Jesus, amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, imitadores de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#1Coríntios11 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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