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“Mas o espírito maligno lhe respondeu: Conheço a Jesus e sei quem é Paulo; mas vós, quem sois?” (v.15).
Ficando Apolo em Corinto, Paulo encaminhou-se a Éfeso e para onde antes tinha sido impedido de ir pelo Espírito Santo, permaneceu “por espaço de dois anos, dando ensejo a que todos os habitantes da Ásia ouvissem a palavra do Senhor, tanto judeus como gregos” (v.10). Através de Paulo, Deus realizou ali “milagres extraordinários” (v.11), de modo que até por meio de seus objetos pessoais as pessoas eram curadas “e os espíritos malignos se retiravam” (v.12). Apesar de serem discípulos sinceros, aqueles doze homens, que Paulo encontrou em Éfeso, não tinham conhecimento acerca do Espírito Santo e mesmo que batizados pelo batismo de João, foram novamente batizados, desta vez, “em o nome do Senhor Jesus” (v.5), e, logo após, “veio sobre eles o Espírito Santo”, por meio do qual “falavam em línguas como profetizavam” (v.6).
Desejando para si poder semelhante, “alguns judeus, exorcistas ambulantes” (v.13) tentavam invocar o nome de Jesus a fim de expulsar demônios. Porém, destituídos do Espírito Santo, foram severamente subjugados pelo espírito maligno “de tal modo […] que, desnudos e feridos, fugiram daquela casa” (v.16). Este episódio humilhante causou temor sobre os efésios, “e o nome de Jesus era engrandecido” (v.17). O que promoveu em muitos crentes grande reavivamento e reforma. Seus pecados foram confessados e reconheceram que “suas próprias obras” (v.18) estavam em desarmonia com o evangelho que haviam abraçado. Também muitos “que haviam praticado artes mágicas, reunindo os seus livros, os queimaram diante de todos” (v.19).
Certamente, a região da Ásia não foi um lugar fácil de se pregar o evangelho. Havia idolatria, magia e diversas práticas pagãs que tornavam aquele território um covil de demônios. Contudo, cheios do Espírito Santo, e sob a autoridade do Nome sobre todos os nomes, Paulo e os demais discípulos desempenharam um papel fundamental na evangelização da Ásia. Debaixo de muitas ameaças, e de uma multidão que clamava “por espaço de quase duas horas” (v.34) o nome de sua entidade religiosa, Gaio e Aristarco estavam em situação de grande risco. Paulo quis sair em defesa de seus companheiros, mas impedido por seus discípulos, e recebendo recado de “que não se arriscasse indo ao teatro” (v.31), imagino o apóstolo intercedendo fervorosamente por seus amados irmãos. Oração esta que moveu o coração de Deus a usar “o escrivão da cidade” (v.35) em favor de seus servos.
Percebam que o trabalho daqueles homens de Deus não consistia em blasfemar contra a deusa daquela gente (v.37). Eles não feriam a crença das pessoas, mas apresentavam o Deus único e verdadeiro, abrindo-lhes os olhos para a verdadeira adoração. Pregavam com ousadia, e não com grosseria. Suas palavras eram ditas com amor, e não com ironia. Era desta forma que “a palavra do Senhor crescia e prevalecia poderosamente” (v.20). O conhecimento da verdade promoveu um poderoso reavivamento e reforma. Além de confessarem seus pecados, decidiram abrir mão de tudo aquilo que os afastava do Senhor.
Aqueles livros de magia representam os pecados acariciados. Tudo aquilo que nossa consciência, por meio dos apelos do Espírito Santo, acusa como errado, mas que não abandonamos simplesmente porque são coisas que nos agradam. Aqueles efésios sinceros não queimaram apenas livros caros, mas como uma representação do velho homem, lançaram no fogo seus corações a fim de serem purificados e transformados em ouro refinado para a glória de Deus. Não temos poder para vencer o diabo e seus anjos, mas se estivermos revestidos da armadura de Deus (Ef.6:10), seremos vitoriosos com Cristo. E até os principados e potestades terão que reconhecer que nós somos filhos e filhas de Deus.
Estamos vivendo no tempo profético do grande dia da expiação. Jesus está no lugar Santíssimo do santuário celeste como nosso Sumo Sacerdote. É tempo de confissão e de arrependimento. É tempo de abandonarmos tudo aquilo que não condiz com o evangelho da salvação. Jesus, através do Espírito Santo, é Quem nos faz este apelo hoje! Aceite enquanto há oportunidade! O tempo é breve, amados. Necessitamos de um reavivamento e reforma em nossa vida. Jesus logo virá para buscar um povo que tem o Céu no coração.
Deus de bondade e amor, graças Te damos pelo Teu Espírito, que guia e capacita o Teu povo! Senhor, necessitamos de um reavivamento e reforma em nosso meio, que é a santificação. E Jesus nos apontou o caminho para que isso aconteça, quando disse: “Santifica-os na verdade, a Tua Palavra é a verdade”. Então, Pai, dá-nos amor pelo estudo da Bíblia! Dá-nos amor pela oração! Dá-nos amor pela pregação do evangelho! Que o Teu amor em nós seja manifestado em atos de amor pelo nosso próximo. Conduz nossos passos com sabedoria, para que a nossa vida dê testemunho de que a nossa pregação não é ofensiva, mas salvífica. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, reavivados pela Palavra de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Atos19 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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